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DESCRIÇÃO
Aplicações da Topografia e da Geomática na construção civil.
PROPÓSITO
Compreender os conceitos teóricos relacionados à locação de obras, atividades de registro em
cartório e estudo de áreas.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar o conteúdo deste tema, tenha em mãos papel, caneta e calculadora científica.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Conceituar a locação de obras
MÓDULO 2
Descrever aplicações da Topografia em cartórios
MÓDULO 3
Identificar o estudo de áreas com a Geomática
APLICAÇÕES DA TOPOGRAFIA E DA
GEOMÁTICA NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
MÓDULO 1
 Conceituar a locação de obras
CONCEITOS TEÓRICOS ENVOLVENDO A
LOCAÇÃO DE OBRAS
Neste módulo, vamos apresentar os conceitos de locação de obras com a Topografia. Serão
detalhados aspectos da locação de fundações, de eixos, gabaritos e controle de verticalidade
de obras, além de transporte de cotas e demarcação de lotes.
INTRODUÇÃO
A locação da obra é o processo de transferência do projeto de edifício representado em planta
baixa para o terreno, onde são considerados os recuos, afastamentos, alicerces, estacas,
paredes etc.
 ATENÇÃO
Trata-se de uma fase de execução da obra na qual deve-se adotar o máximo rigor possível e
que requer a presença constante de um engenheiro civil.
Os levantamentos topográficos de locação são fundamentais para a indústria da construção
civil. Os levantamentos de limites com a confecção de plantas topográficas são as primeiras
etapas para a construção de uma obra. A partir da planta são estabelecidas as posições
planimétricas das estruturas, bem como a necessidade de corte ou aterro do terreno.
Além disso, a topografia continua atuando durante a execução da obra para verificação de
verticalidade e de percentual de subsidência estabelecida em projeto, principalmente para o
caso de grandes obras, tais como edifícios, barragens e pontes.
De posse da planta topográfica de terreno, a engenharia de construção projeta a obra a ser
construída. A topografia atua no processo de locação da obra para que fique devidamente
posicionada no terreno. Esse tipo de trabalho é conhecido como locação de alinhamentos ou
greides.
É muito importante destacar a importância da atividade de topografia na obra.
 EXEMPLO
A terraplanagem é uma atividade cujas máquinas trabalham com custo por hora, sendo uma
atividade de preço elevado, em que erros de cálculos podem afetar o orçamento da obra.
Considere ainda o erro na posição locada de uma fundação de concreto ou na passagem de
fios e tubulações – algo que proporcionaria inconveniência e gastos excessivos.
O trabalho do topógrafo consiste em determinar os alinhamentos e a altimetria do terreno
estabelecendo um sistema de referência local para a devida locação da obra. É necessária a
definição de vértices de controle, geralmente materializados por meio de piquetes de
construção próximos ao local da obra, que servirão de referência para que os profissionais
envolvidos (pedreiros, carpinteiros e outros) executem o trabalho de maneira adequada,
usando suas ferramentas (trenas, níveis, mangueira de água, linhas de pedreiro etc.).
Em geral, é possível definir as seguintes etapas do levantamento topográfico na obra:
1
Levantamento planimétrico dos limites do terreno e a produção de plantas e mapas
Levantamento altimétrico com a geração das curvas de nível e cálculos de corte e aterro
2
3
Locação da obra definida no projeto de construção
Acompanhamento de localização, verticalidade e subsidência até o término da obra
4
A construção necessita de plantas topográficas em escalas grandes, como 1:100, 1:200 ou
1:500, a depender do tamanho e da complexidade da obra.
 DICA
Os detalhes a serem levantados incluem os limites dos terrenos, as cotas e curvas de nível,
terrenos e obras existentes nos arredores, localização de ruas, meios-fios, calçadas, entre
outros.
REFERÊNCIAS PARA A LOCAÇÃO
Os termos piquetes ou estacas (testemunhas) são muito utilizados em construção ou em
locação, cuja definição é dada a seguir:
Piquetes
São utilizados para marcar os pontos a serem medidos no terreno. São fabricados em madeira,
geralmente com seção quadrada e com a superfície plana. Eles são marcados na sua parte
superior com tachinhas de cobre ou pregos, e sua dimensão é de aproximadamente 15 a 30cm
de comprimento por 3 a 5cm de diâmetro.

Estacas testemunhas
São confeccionadas em madeira e em tamanho maior que o piquete. São utilizadas para
facilitar a localização dos piquetes, indicando a sua posição aproximada.
O projeto a ser construído em cotas específicas requer a colocação de piquetes que servirão
de guia para os profissionais da construção.
Supondo que um greide aproximado tenha sido instalado na obra, será necessário um piquete
de greide para controlar a movimentação de terra. Trata-se de um piquete cravado no terreno
até que seu topo ou uma marcação tenha uma relação definida com a cota desejada.
 Exemplos de piquete de greide com anotações de aterro, corte e nível esperado do terreno.
No caso de grandes volumes de corte e aterro, pode ser necessário o uso de estacas
testemunhas instaladas em cotas convenientes acima do terreno, com indicativos de corte e
aterro.
 DICA
Todos os piquetes instalados na obra estão sujeitos a movimentações e deslocamentos. Por
esse motivo, são necessários pontos de referência que serão úteis para reposicionar o piquete
deslocado.
Para o caso de implantação de estradas, a locação do eixo é feita a partir de vértices (marcos)
de apoio. O eixo é estaqueado e referenciado com coordenadas tridimensionais (X, Y e Z) em
projeto posteriormente materializado em terreno.
Normalmente, para o caso de trechos da estrada com tangentes e curvas, o estaqueamento é
feito a cada 10 ou 20m, dependendo de fatores como raio da curva, velocidade diretriz,
distância de visibilidade, entre outros.
No caso da construção de prédios, é comum usar referências fixas, como o canto de um prédio
vizinho, pregos instalados em meio-fio ou em árvores, desenhos em calçadas etc. Pode-se
definir mais de uma referência por medidas de segurança, caso uma delas seja removida.
Para o caso da topografia, é interessante pontos em que se possa instalar o tripé e Estação
Total, além de uma referência para a contagem de ângulos, como um ponto marcado e pintado
em meio-fio e dois pontos em canto de obras vizinha, como exemplificado a seguir:
ESTAÇÃO TOTAL
Equipamento topográfico que faz medições verticais, horizontais e também é capaz de realizar
a medição de distâncias lineares.
 Pontos de referência para a locação de obras.
A marcação de pontos de referência que estejam numa mesma distância do ponto a ser locado
facilita o reposicionamento ou a localização do marco de referência. Se os pontos de referência
estiverem a uma curta distância, pode-se facilmente medir a distância com uma trena.
javascript:void(0)
 Pontos de referência com mesma distância.
 DICA
Na prática, é mais rápido instalar pontos de referência aleatórios visando fazer uso de objetos
fixos nas proximidades, tais como árvores, prédios, postes etc.
 Pontos de referência com instalação aleatória.
As etapas de construção de um prédio envolvem:
IDENTIFICAÇÃO DOS LIMITES
Os limites devem obedecer às normas de construção de cada município.

INSTALAÇÃO DOS PIQUETES
A equipe de topografia instala os piquetes de alinhamento com distâncias e direções medidas a
partir dos pontos de referência definidos.
A locação das fundações da obra é muito importante e algumas vezes é suficiente para definir
outros pontos da construção – por exemplo, para o caso de construções residenciais.
Na locação de fundações e de cotas projetadas, o topógrafo pode estabelecer marcos de
concreto de referência de nível (RN) (ver figura a seguir), o que pode ser feito por meio do
transporte de altitudes a partir do nivelamento de precisão.
 Exemplo de marco de RN.
 ATENÇÃO
As RNs deverão ser posicionadas distantes das imediações da construção para que não
sofram influênciada movimentação de máquinas e operários na obra.
Para pequenas obras, pode-se usar o valor de cota com base em referência arbitrária; mas,
para grandes obras, é desejável o uso de altitudes referenciadas ao nível médio do mar.
Cota
É a distância medida ao longo da linha vertical de um ponto até um plano de referência
arbitrário.

Altitude
É a distância medida ao longo da linha vertical entre um ponto na superfície da Terra e o nível
médio dos mares (superfície de referência altimétrica).
LOCAÇÃO POR TOPOGRAFIA
A locação por topografia exige o conhecimento e domínio dos métodos topográficos de
planimetria e altimetria.
PLANIMETRIA
A locação planimétrica pode ser feita para o caso em que se deseja locar determinado ponto
P1 a partir de outro ponto B que possui direção conhecida em relação a um ponto A, como
exemplificado a seguir:
 Locação do ponto P1.
As coordenadas planimétricas (X, Y) dos três pontos são conhecidas, além dos azimutes de A
para B (AzA-B) e de B para P1 (AzB-P1). Dessa forma, a distância entre os pontos pode ser
calculada por:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
O cálculo do ângulo pode ser feito conforme demonstrado a seguir, a partir dos azimutes
conhecidos:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Dessa forma, de posse do ângulo e da distância de B para P1 , o trabalho de
campo consiste em estacionar a Estação Total em B, zerar o leitor de ângulo apontando para A
e efetuar a leitura do ângulo e da distância para P1.
Para fins práticos, costuma-se utilizar a caderneta de locação que contém as coordenadas dos
pontos, além dos ângulos e distâncias, como exemplificado a seguir:
dB−P1 = √(Xp1 − XB)2 + (Yp1 − YB)2
α1
AzB−P1 = AzA−B + α1 − 180
o
⇒ α1 = AzB−P1 − AzA−B + 180
o
α1 (dB−P1)
 Exemplo de caderneta de locação.
Outra forma de fazer a locação planimétrica é a partir de levantamento por interseção à
vante. Esse método requer a ocupação de dois pontos.
No exemplo a seguir, o ponto C será locado a partir de observações realizadas nos pontos A e
B.
 Exemplo de interseção à vante.
Um exemplo de aplicação prática da interseção à vante é a locação do eixo de uma ponte, seja
ela construída ou em construção. A figura a seguir mostra um exemplo em que os pontos A e B
formam uma linha de base e serão utilizados para a locação dos pontos no eixo da ponte.
 Locação do eixo de uma ponte a partir da interseção à vante.
ALTIMETRIA
Para o caso da altimetria, o desnível entre dois pontos é determinado a partir da subtração da
leitura na mira estacionada na ré com a leitura na mira à vante:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Supondo que seja conhecido o valor de diferença de nível entre o marco de referência e
o ponto a ser locado, o topógrafo efetuará a leitura de ré (LR) e determinará a leitura de vante
(LV), de forma que a mira à vante seja posicionada para a leitura determinada, como
exemplificado na figura a seguir.
Δh = Leitura Ré − Leitura V ante
(Δh)
 Locação por altimetria.
 EXEMPLO
Suponha um vértice de referência com cota no valor de 105,2m e o ponto a ser locado com
cota no valor de 106,45m (veja figura a seguir). A LR no nível de precisão foi no valor de
2,754m. Qual deverá ser o valor da LV no ponto a ser locado?
 Cálculo da LV para locação altimétrica.
Cálculos:
Δh = LR − LV
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Portanto, a leitura na mira à vante deverá ser no valor de 1,504m.
Considerando que a leitura feita à vante não seja no valor calculado de 1,504m, pode ser
necessário efetuar corte ou aterro para que o ponto atinja a cota desejada.
Por exemplo: a LV foi de 1,710m em vez de 1,504m, então o ponto locado no terreno está mais
baixo 0,206m, necessitando, portanto, que se faça um aterro. A estaca testemunha no ponto
locado recebe uma anotação de +0,206m.
LOCAÇÃO POR GABARITO
Os piquetes instalados na obra podem ser referenciados a partir de marcos externos à obra e
podem também ser protegidos a partir de gabaritos ou tabeiras.
Os gabaritos consistem em armações de madeira que têm pregos cravados em seus topos, a
partir dos quais os fios de náilon são esticados para definir as posições dos contornos do
prédio, paredes e fundações.
A principal finalidade dos gabaritos é proporcionar a medição de pontos a partir de referência
acessível. A instalação correta do gabarito é fundamental para a execução da obra porque
servirá para definir os alinhamentos e as cotas.
A locação por gabaritos pode ser usando: cavaletes ou tábua corrida (tabeira). Na locação
por cavaletes, os alinhamentos são definidos por pregos cravados nos cavaletes constituídos
de estacas cravadas diretamente no solo e travadas por uma travessa nivelada pregada nas
estacas (ver figura a seguir), sendo indicado para obras de pequeno porte.
LV = LR − Δh
LV = 2,754 −  (106,45 − 105,2)= 1,504m 
 Exemplo de cavalete.
Os piquetes marcando cantos dos prédios ou localidades de pilares e fundações são
posicionados a partir do alinhamento definido pelos fios conectados por pregos cravados no
cavalete, nivelados e em esquadro, como mostrado a seguir.
 Exemplo de marcação de piquetes por gabaritos.
Para a perfeita marcação do piquete, pode-se utilizar o fio de prumo no cruzamento entre as
linhas, com mostrado na figura a seguir.
 Marcação do piquete utilizando o fio de prumo.
A locação por tábua corrida é indicada para construções com muitos detalhes e elementos a
serem locados. Consiste em contornar a edificação com um cavalete contínuo constituído de
estacas e tábuas niveladas e em esquadro.
 Gabarito por tábua corrida mostrando os fios e a cota do pavimento.
Os fios do gabarito podem ser tirados e recolocados quantas vezes for preciso, por exemplo,
quando estiver sendo feita uma escavação na obra.
É importante destacar que o gabarito é mais utilizado para obras de pequeno porte. Grandes
obras requerem o estabelecimento dos alinhamentos e cotas utilizando os pontos de referência
definidos pela topografia.
USO DO NÍVEL DE MANGUEIRA
O nível de mangueira é muito utilizado em locação de obras pequenas ou durante a construção
para transportar determinada altura de um ponto na parede ou laje para outro ponto.
 ATENÇÃO
É necessário o uso de uma mangueira transparente com diâmetro aproximado de 12 a 15mm,
cheia de água limpa e livre de bolhas de ar no interior.
Para obter cotas dos pontos ou transporte de altitudes, pode-se utilizar duas miras ou réguas
graduadas para efetuar a leitura usando a mangueira. Assim que as réguas estiverem
posicionadas, efetua-se a leitura no local de alcance do nível da água da mangueira, como
exemplificado a seguir:
 Locação de pontos utilizando mangueira de nível.
DEMARCAÇÃO DE LOTES
A demarcação de lotes ou loteamento pode ser feita utilizando os princípios de locação
topográfica já apresentados. Porém, devemos considerar o caso de grandes extensões
contendo as divisões de vários lotes. Tal situação pode requerer o uso do método de
poligonação topográfica, em que os vértices dos terrenos são tratados como pontos de
amarração.
Veja as etapas que devem ser seguidas:
LEVANTAMENTO PRÉVIO
A construtora ou operadora que fará o loteamento solicita o levantamento prévio de todo o
terreno.

DIVISÃO DOS LOTES
A etapa seguinte consiste no processo de divisão dos lotes considerando a área definida,
como lotes de 10 x 20m (200m2).
DIVISÃO DOS LOTES
Essa divisão é feita por cálculos analíticos e representada na planta ou no mapa topográfico
com as devidas coordenadas referenciadas aos pontos de controle.

javascript:void(0)
DEMARCAÇÃO DOS PONTOS
De posse do mapa, o topógrafo volta a campo e efetua a demarcação dos pontos no terreno.
 ATENÇÃO
Todo o processo deve ser acompanhado dos meios legais envolvendo licenças e escrituras dos
terrenos devidamente registradas em cartório.
 EXEMPLOConsidere uma quadra de loteamento no qual há dois pontos de controle com coordenadas
conhecidas como referência para a locação.
 Loteamento a ser locado pela topografia.
No caso do exemplo acima, pode-se definir a poligonal topográfica partindo do ponto de
controle P1 e retornando no ponto de controle P2, situação que permite o cálculo do erro de
fechamento e a compensação da poligonal.
A partir dos dois pontos de apoio definidos, outros pontos podem ser transportados para
auxiliar no posicionamento da Estação Total, algo que pode ser feito na etapa de levantamento
do terreno antes da divisão.
Dessa forma, de posse das coordenadas dos pontos dos lotes, estes serão demarcados por
processo de irradiação, como mostrado a seguir:
 Poligonal topográfica para loteamento.
CONTROLE VERTICAL DE OBRAS
O alinhamento vertical da obra, geralmente, é feito pelos operadores utilizando o nível e o fio
de prumo.
Trata-se de procedimento simples e funcional, uma vez que o fio de prumo aponta para o
centro de massa da Terra em função da força gravitacional, de forma que permite manter as
paredes da construção em alinhamento vertical.
 Nível e fio de prumo para alinhamento de paredes.
 DICA
Para o caso de grandes edifícios, pode-se utilizar o levantamento topográfico planialtimétrico
com a obtenção de coordenadas tridimensionais – nesse caso, um ponto na base do edifício e
outro no topo, levantados a partir de dois ou três pontos de referência materializados em solo.
A figura a seguir exemplifica a determinação das coordenadas tridimensionais dos pontos P1 e
P2 no edifício a partir dos pontos de referência A e B em solo.
Espera-se que haja mudança somente na coordenada Z dos pontos P1 e P2, devendo as
coordenadas X e Y permanecerem sem alteração, para o caso de perfeito alinhamento.
 Levantamento topográfico planialtimétrico para determinação do alinhamento do edifício.
O nivelamento geométrico permite monitorar o recalque ou a subsidência da obra. É
importante destacar que, para o caso de barragens, esse monitoramento deve ser contínuo e
sistemático por todo o tempo de vida útil da barragem.
SUBSIDÊNCIA DA OBRA
Rebaixamento da superfície onde será realizada a obra.
Para o monitoramento de recalque da obra, são definidos pontos com cotas conhecidas na
base do edifício e, conforme novos andares vão sendo construídos, realiza-se o nivelamento
geométrico partindo e chegando em RNs implantadas em local distante da construção.
Para cada sessão de nivelamento, determinam-se as altitudes dos pontos definidos na base do
prédio e, a partir daí, análises podem ser realizadas para verificar o nível de recalque.
 SAIBA MAIS
É importante destacar que existem outros métodos para avaliação de recalque e alinhamento,
como os métodos geotécnicos, que envolvem o uso de pêndulos, extensômetros, entre
outros.
Destacam-se atualmente as medições geodésicas utilizando aparelhos digitais com a
possibilidade de determinações altimétricas com acurácia da ordem de décimos de milímetros.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
MÓDULO 2
 Descrever aplicações da Topografia em cartórios
javascript:void(0)
APRESENTAR AS APLICAÇÕES DA
TOPOGRAFIA EM CARTÓRIOS
Neste módulo, vamos estudar as aplicações da Topografia nos cartórios com os tópicos de
desenho de matrícula, aglutinação, desmembramento e retificação de área, entre outros.
INTRODUÇÃO AO CADASTRO DE IMÓVEIS
NO BRASIL
A atividade de topografia e sua relação com o cartório pode ser entendida como uma etapa do
cadastro territorial, o qual pode ser definido como um registro público sistematizado dos bens
imóveis de uma jurisdição contemplado nos seus três aspectos fundamentais:
JURÍDICO
GEOMÉTRICO
ECONÔMICO
A terminologia atual utilizada é Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), que deve ser
entendido como um sistema de registro da propriedade imobiliária, feito de forma geométrica e
descritiva. A forma geométrica é de responsabilidade da cartografia (geodésia, topografia,
sensoriamento remoto etc.) e a descritiva considera o conjunto de registro de imóveis.
Entre as principais funções do cadastro, podemos destacar:
Fornecimento de informações para a tributação imobiliária (IPTU, ITR, ITBI).
Informações para o registro de imóveis urbanos e rurais.
Informações para o planejamento e a gestão.
Localização geográfica de todos os imóveis cadastrados.
Uso atual do solo.
 VOCÊ SABIA
O direito de propriedade imobiliária no Brasil foi gerado pela doação de sesmarias com a
obrigatoriedade de cultivar as terras.
javascript:void(0)
SESMARIAS
A sesmaria é um instituto jurídico português, que normatiza a distribuição de terras destinadas
à produção.

1504
O primeiro título de terras no Brasil foi obtido em 1504, por meio da “doação” efetuada a
Fernão de Noronha, da ilha de São João (hoje, ilha de Fernando de Noronha).
1530
D. João III dividiu o Brasil em quatorze capitanias hereditárias e distribuiu títulos com o poder
apenas de explorar as terras, e seu domínio continuava pertencendo à coroa de Portugal.
javascript:void(0)
CAPITANIAS HEREDITÁRIAS
As capitanias hereditárias eram um sistema administrativo estabelecido pela coroa portuguesa
no Brasil em 1534.


1850-1854
O registro imobiliário no Brasil tem sua origem a partir da Lei nº 601, de 18 de setembro de
1850, e seu Regulamento nº 1.318, de 30 de janeiro de 1854, quando a posse passou a ser
reconhecida perante o vigário da Igreja Católica. Por isso, essa lei passou a ser conhecida por
Registro do Vigário.
1973
Desde a sua criação, a legislação sobre terras no Brasil sofreu muitas mudanças e o registro
se efetivou a partir da Lei nº 6.015 de 1973, a chamada Lei de Registros Públicos (LRP).


1975
A LRP, com redação dada pela Lei nº 6.216 de 1975, modificou a sistemática do registro
imobiliário, estipulando um registro próprio para cada imóvel, diferindo dos regulamentos
anteriores, que previam registro próprio para cada título, independentemente do número de
imóveis que nele contivesse. O sistema registral brasileiro é constitutivo, o que significa que
só se adquire uma propriedade mediante registro.
A partir da LRP, foi inserida a matrícula no sistema de registro de imóveis no Brasil, que prevê
em seus artigos dos capítulos III e IV que a matrícula será feita por ocasião do primeiro registro
a ser lançado na vigência da nova lei, com os elementos constantes do título apresentado e do
registro anterior nele mencionado.
2001
Para os imóveis rurais, a Lei nº 10.267 de 2001 institui que, além dos requisitos previstos nas
leis anteriores, os serviços notariais são obrigados a mencionar nas escrituras os dados do
Certificado do Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR).
Foi criado o Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR), que tem base comum de
informações, gerenciada conjuntamente pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária (Incra) e pela Secretaria da Receita Federal, produzida e compartilhada pelas diversas
instituições públicas federais e estaduais produtoras e usuárias de informações sobre o meio
rural brasileiro.
O registro do imóvel rural deve ser acompanhado de memorial descritivo, assinado por
profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), contendo
as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao
Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) e com precisão posicional fixada nas normas técnicas do
Incra, garantida a isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja
somatória da área não exceda quatro módulos fiscais.

MEMORIAL DESCRITIVO
O memorial descritivo é um documento indispensável para o registro de uma propriedade em
cartório e deve ser obrigatoriamente acompanhado do desenho projetado em planta.
O memorial deve contemplar as seguintes informações:
proprietário;
propriedade;
localização;
perímetro;
nome dos confrontantes em cada trecho;
área abrangida (em hectares); e
nome e registro do profissionalresponsável pelo levantamento.
 ATENÇÃO
Na descrição do perímetro da propriedade, devem ser relatados todos os vértices limítrofes
acompanhados de suas respectivas coordenadas e direções dos alinhamentos (azimutes,
rumos, deflexões, ângulos internos ou ângulos externos).
 EXEMPLO
Vamos simular a situação do imóvel representado na figura a seguir, com informações de
coordenadas dadas na tabela, em que, na prática, as letras Ei e Ni (com i=1 até 4) devem ser
substituídas por valores reais de coordenadas.
 Exemplo simulado de memorial descritivo de imóvel rural.
MEMORIAL DESCRITIVO
Proprietário: José da silva
Imóvel: Sítio São José
Município: Rio de Janeiro - UF: RJ
Área: 36,5ha - Perímetro: 27802.780,5m
As coordenadas dos vértices limítrofes da referida propriedade estão georreferenciadas ao
Sistema Geodésico Brasileiro, Datum SIRGAS2000, projeção cartográfica Universal Transversa
de Mercator (UTM) com meridiano central -51°.
Descrição do Perímetro
Partindo-se do vértice 1, com coordenadas UTM (E1, N1) situado na margem esquerda do
Ribeirão Mato Grosso na divisa com o imóvel do Fulano de Tal-3, segue-se deste
confrontando-se com o mesmo, chega-se no vértice 2 com coordenadas UTM (E2, N2) , deste
segue-se confrontando com o imóvel de Fulano do Tal-2, chega-se ao vértice 3 com
coordenadas UTM (E3, N3), deste segue-se confrontando com o imóvel do Fulano de Tal-1,
chega-se ao vértice 4, com coordenadas UTM (E4, N4), deste segue-se margeando o Ribeirão
Mato Grosso à montante, até o vértice 1, ponto inicial da descrição do perímetro.
Rio de Janeiro, RJ – Data
Eng. Antonio Pereira
Responsável técnico
Crea: 9999
ART: 9999
O modelo de memorial descritivo apresentado se refere a um imóvel rural para registro, mas
pode ser aplicado a imóveis urbanos. Há diversos tipos e modelos de memorial descritivo,
como o de construção ou demolição de residência, de desmembramento ou unificação de
terrenos, entre outros.
REGISTRO DE IMÓVEIS
Ao adquirir um imóvel urbano ou rural, seja um terreno, casa, apartamento etc., a posse só é
concretizada a partir da escritura lavrada pelo tabelião no cartório de notas e do registro no
cartório de registro de imóveis.
Vamos partir de um exemplo hipotético de loteamento, em que determinada quadra foi
devidamente desmembrada por uma construtora para a venda de lotes. Cada lote deverá ter
sua identificação e numeração em memorial descritivo e o devido número de matrícula
registrado em cartório.
A aquisição de determinado lote pode ser feita considerando um contrato entre a construtora e
o comprador (contrato de gaveta), principalmente para os casos de parcelamento da dívida
total.
Uma vez que o lote tenha sido quitado, a construtora deverá providenciar os devidos
documentos para o registro efetivo do terreno. Situação semelhante se aplica a imóveis
construídos.
 SAIBA MAIS
A matrícula do imóvel foi introduzida pela LRP de 1973 e representa uma grande inovação que
passou a individualizar e caracterizar o imóvel de modo a não existir dúvidas em relação a
outros imóveis.
De acordo com a LRP, o serviço de registro é composto por cinco livros, cada um com a sua
finalidade, como veremos a seguir.
LIVRO Nº 1 – PROTOCOLO:
Serve para apontamento de todos os títulos apresentados diariamente.
LIVRO Nº 2 – REGISTRO GERAL:
É o livro mais importante do sistema, formado pelo conjunto de todas as matrículas.
LIVRO Nº 3 – REGISTRO AUXILIAR:
Destinado ao registro dos atos que, sendo atribuídos ao registro de imóveis por disposição
legal, não digam respeito diretamente a um imóvel matriculado.
LIVRO Nº 4 – INDICADOR REAL:
Destina-se à localização dos registros pela identificação do imóvel. Cada imóvel recebe uma
identificação pelo endereço, se urbano, ou por sua denominação ou localização, se rural.
LIVRO Nº 5 – INDICADOR PESSOAL:
Indicador das pessoas incluídas no registro. Serve para que os registros sejam localizados pelo
nome das pessoas neles envolvidas.
A figura a seguir mostra o exemplo de uma matrícula de imóvel.
 Exemplo de uma matrícula de imóvel.
No capítulo VI da LRP, consta que os imóveis oriundos de desmembramentos, partilha e glebas
destacadas de maior porção serão desdobrados em novas matrículas, juntamente com os ônus
que sobre eles existirem, sempre que ocorrer a transferência de uma ou mais unidades.
Do ponto de vista técnico de Engenharia, é importante o conhecimento dos procedimentos para
o cálculo de divisão e partilha de terras.
DIVISÃO DE PROPRIEDADE
A divisão de propriedade requer o conhecimento do cálculo de áreas e, em geral, utiliza-se a
forma analítica com aplicação da formulação de Gauss.
Considere o seguinte polígono com coordenadas conhecidas:
 Polígono para cálculo da área.
Dado um conjunto de coordenadas e de um polígono, a fórmula para
o cálculo da área pelo método de Gauss é a seguinte:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Na prática, pode-se montar uma tabela com as coordenadas dos pontos, tomando o cuidado
de repetir a coordenada do primeiro ponto no final da tabela, como representado a seguir.
xi yi (i = 1,  2,  . . . ,  n)
A =
∑ni=1 (xi+xi+1 ) . ( yi−yi+1 )
2
 Tabela para o cálculo da área pelo método de Gauss.
A área será calculada por:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Para a divisão de determinada gleba em forma de poligonal, supõe-se o conhecimento das
informações a seguir.
Coordenadas dos vértices limítrofes
Distâncias horizontais entre os alinhamentos
Azimutes de todas as direções
A área total (S) da propriedade
EXEMPLO PRÁTICO DE DIVISÃO
Os valores parciais das áreas S1 e S2 são conhecidos, sendo que a linha divisória é paralela a
um dos lados:
A =
∑ 2−∑ 1
2
 Poligonal para divisão com linha paralela.
As coordenadas dos pontos e serão calculadas a partir da
fórmula para o cálculo de coordenadas planimétricas da topografia:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
As coordenadas do ponto e são conhecidas, assim como os
azimutes e . Logo, temos que calcular os valores das distâncias e , as
quais são dadas por:
M  (EM ,  NM) N  (EN ,  NN)
M :{
EM = EA + dAM . sen(AzAM)
NM = NA + dAM . cos(AzAM)
N :{
EN = EB + dBN . sen(AzBN)
NN = NN + dBN . cos(AzBN)
A (EA,  NA) B (EB,  NB)
AzAM AzBN dAM dBN
dAM =
h
sen(α
A
)
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
O valor de pode ser calculado por:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
O valor da área S1 é conhecido, bem como a distância . Porém, a distância pode ser
calculada a partir de:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
Com base nas equações aqui elencadas, calculam-se as coordenadas dos pontos M e N por
onde passará a linha de divisória.
A próxima etapa do trabalho de topografia consiste em fazer a locação os pontos
determinados.
Outros casos de divisão de área podem surgir. Por exemplo, os valores parciais das áreas S1 e
S2 são conhecidos, sendo que a linha divisória deverá partir de um ponto médio dos
alinhamentos ou de um ponto conhecido, como pode ser visto na figura a seguir:
dBN =
h
sen(α
B
)
h
h = 2S1
dAB+dMN
dAB dMN
dMN = √(d2AB − 2.S1.[cotg(αA)+cotg(αB)])
 Poligonal para divisão partindo do ponto médio do alinhamento AB.
As coordenadas do ponto médio podem ser calculadas por:
 Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal
As coordenadas do ponto N podem ser calculadas fazendo uso da equação da reta passando
por dois pontos e do conjunto de equações para o cálculo de área pelo método de Gauss.
 VOCÊ SABIA
A divisão de propriedade é útil nos casos de partilha de terras, seja por herança, por venda ou
por outra motivação.
Além disso, é útil no caso de desmembramento de uma grande área, caracterizado pela
divisão dessa área em lotes menores.
EM =
EA+EB
2
NM=
NA+NB
2
O caso oposto do desmembramento é o remembramento ou unificação de área, que vai
juntar os lotes. Nesse caso, é preciso unificar as matrículas dos imóveis.
Os casos em que ocorre divergência no valor da área (o terreno está registrado em cartório
com uma metragem maior ou menor do que a realidade) requerem um procedimento de
retificação de área.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
MÓDULO 3
 Identificar o estudo de áreas com a Geomática
APLICAÇÕES DA GEOMÁTICA PARA
ESTUDO DE ÁREAS
Neste módulo, vamos estudar sobre a aplicação de conhecimentos da Geomática na análise
de áreas e no georreferenciamento de mapas em formato digital.
Vamos apresentar também uma ferramenta on-line para conversão de sistemas de
coordenadas.
TRANSFORMAÇÃO DE DATUM
Como vimos anteriormente, a Geodésia estuda a forma e as dimensões da Terra. Ao longo dos
séculos, com a evolução do conhecimento nas áreas da Matemática, Astronomia e Física, bem
como do desenvolvimento tecnológico de equipamentos de medição, os parâmetros definidores
dos modelos terrestres foram aprimorados.
Consequentemente, os sistemas de coordenadas de referência também se aperfeiçoaram, a
fim de proporcionar resultados mais coerentes com a realidade.
 SAIBA MAIS
No Brasil, ainda é comum encontrar cartas topográficas produzidas nas décadas de 1970 e
1980. Parte delas foi representada no sistema Córrego Alegre, enquanto as demais foram
representadas no sistema SAD-69, que vigorou entre 1979 e 2015.
Ambos eram sistemas de referência local, ou seja, o centro de elipsoide de referência não
coincide com o centro de massa da Terra. Desde 2015, o sistema de referência oficial em vigor
no país é o SIRGAS 2000, geocêntrico e ajustado às Américas.
Uma vez que ainda há muitos documentos legados produzidos pelas três esferas da
administração pública, a transformação entre sistemas de coordenadas ainda se faz necessária
para eliminar os deslocamentos gerados pela mudança de referência. Mesmo que os softwares
de geoprocessamento da atualidade reconheçam centenas de referências catalogadas e
consigam realizar as transformações em tempo de exibição (alguns empregam o termo on-the-
fly), algumas vezes o processo se faz necessário para conjuntos de coordenadas sem a
necessidade de instalar softwares sofisticados.
Há algumas iniciativas de ferramentas de coordenadas disponíveis on-line que possibilitam as
seguintes ações:
Transformação
Entre diferentes sistemas de referência.
E
Conversão
Entre diferentes formas de representação, como geográficas para projetadas e vice-versa.
 EXEMPLO
Uma delas é a calculadora geográfica implementada e disponibilizada pelo Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (INPE).
Além da conversão das coordenadas, o site do INPE também disponibiliza a funcionalidade de
cálculo da distância entre o ponto de partida e de chegada e de cálculo de meridiano central,
que define o fuso do sistema de coordenadas do sistema Universal Transversa de Mercator
(UTM), que abrange a coordenada informada como entrada.
 Funcionalidades da calculadora geográfica.
 EXEMPLO
Um exemplo é a localização do monumento do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, com
coordenadas 22° 57’ 06”S e 43° 12’ 37”O, de acordo com o Google Earth (referência WGS84).
 Localização do Cristo Redentor no Google Earth on-line.
Captura de tela do Software Google Earth
Para posicioná-lo sobre uma carta topográfica com coordenadas geográficas no sistema SAD-
69 é necessário inserir os parâmetros da transformação na calculadora geográfica:
coordenadas e datum de entrada (WGS84), assim como a projeção e o datum de saída.
As coordenadas resultantes são apresentadas no formato sexagesimal (graus, minutos e
segundos) e em graus decimais. Além das coordenadas geográficas (sexadecimal e decimal),
a calculadora aceita como entrada e como saída coordenadas projetadas (UTM, policônica,
Albers, entre outras).
 Transformação de coordenadas WGS84 para SAD69.
O resultado da conversão pode ser visualizado no Google Maps, caso o usuário clique no link
correspondente. Entretanto, o marcador criado possui as coordenadas transformadas. No
exemplo da imagem acima, os valores representados em SAD69 são colocados em um mapa
representado em WGS84.
Tal representação pode exibir a ordem de grandeza dos deslocamentos decorrentes da
transformação. Inserindo os dois pares de coordenadas na ferramenta de cálculo de distância,
verifica-se que o deslocamento horizontal obtido da seleção equivocada do datum é da ordem
de 70m.
 Visualização do resultado da transformação de coordenadas no Google Maps®.
Captura de tela do Software Google Earth
 Cálculo do deslocamento horizontal entre coordenadas transformadas.
APRESENTANDO O GOOGLE EARTH
O desenvolvimento de globos digitais para exibição de dados georreferenciados permitiu aos
usuários maior agilidade no acesso e no uso da informação geográfica por meio de uma
interface intuitiva e de imagens de boa resolução.
O conceito foi incrementado pela implementação de ferramentas básicas, como:
Inserção de dados do usuário (imagens, marcadores, caminhos e polígonos).
Medição de áreas e distâncias.
Elaboração de perfis altimétricos de caminhos definidos pelo usuário.
O Google Earth popularizou essa tecnologia, acrescentando ferramentas que permitem ao
usuário inserir os dados de seu interesse e realizar tarefas simples, como a medição de áreas
e distâncias, a plotagem de perfis longitudinais de relevo e a geração de mapas simplificados
para exportação. Neste módulo, usamos a versão Pro 7.3.3.7786 (64-bit).
 Interface do Google Earth Pro.
Captura de tela do Software Google Earth
PAINEL NÚMERO 1
O campo indicado com o número 1 se refere à pesquisa textual. O usuário digita alguma
referência do local procurado como o nome ou as coordenadas. Vários formatos de
coordenadas geográficas são reconhecidos (sexagesimal, decimal, positivas ou negativas etc.).
Cabe lembrar que o sistema de coordenadas nativo do Google Earth é o WGS84. Portanto, é
necessário realizar as transformações necessárias antes de inserir as coordenadas.
PAINEL NÚMERO 2
O painel indicado com o número 2 exibe o conteúdo resultante das pesquisas, em 3D.
PAINEL NÚMERO 3
O painel indicado com o número 3 consiste em uma barra de ferramentas.
 Barra de ferramentas do Google Earth Pro.
Captura de tela do Software Google Earth
Cada botão corresponde a uma funcionalidade do programa. Da esquerda para a direita:
Ocultar barra lateral: oculta os painéis 1, 5, 6 e 7, maximizando a exibição de conteúdo.
Adicionar marcador: cria e posiciona um marcador nas coordenadas indicadas pelo
usuário.
Adicionar polígono: cria e posiciona um polígono fechado, cujos vértices são indicados
pelo usuário.
Adicionar caminho: cria e posiciona uma linha, cujos vértices são indicados pelo
usuário.
Adicionar sobreposição de imagem: cria e posiciona uma imagem, ajustada à área de
exibição do painel 2.
Gravar um passeio: registra as interações do usuário com o programa (navegação e
comentários) para posterior visualização.
Mostrar imagens históricas: habilita um regulador de datas para mostrar sequência de
imagens disponíveis da área de estudo ao longo do tempo.
Mostrar a luz do sol na paisagem: habilita um regulador de horas do dia para simular a
variação da iluminação solar.
Alterna entre Earth, Sky e outros planetas: altera o conteúdo do programa para
visualizar a disposição espacial das estrelas, assim como as superfícies da Lua e de
Marte.
Mostrar régua: abre uma janela com várias funcionalidades de medição de
comprimentos de linhas (par de pontos) e caminhos (dois ou mais pontos), perímetros e
áreas de polígonos, assim como a definição de círculos de influência, a partir de um local
e do raio do círculo.
E-mail: habilita o e-mail.
Imprimir: abre um painel para definição de configurações, permitindo a geração de um
mapa com a região exibida, título, legenda e escala gráfica.
Salvar imagem: abre um painel para definiçãode configurações, permitindo a geração
de uma imagem e o seu armazenamento em local definido pelo usuário.
Visualizar no Google Maps: abre uma nova janela no navegador e carrega a página do
Google Maps enquadrando a região exibida no Google Earth. Apesar da intuitividade
deste, a base de mapas daquele é mais completa e permite recursos como o Google
Street View.
Abrir no Google Earth para Web: abre uma nova janela no navegador e carrega a
página do Google Earth para Web, enquadrando a região exibida no Google Earth.
PAINEL NÚMERO 4
O painel indicado com o número 4 consiste em um conjunto de controles de navegação. O
controle superior rotaciona a visada da câmera nos eixos vertical e horizontal.
O mesmo efeito pode ser obtido pressionando a tecla Ctrl (para Windows), clicando e
arrastando o mouse de cima para baixo ou de um lado para o outro. Pressionando a tecla
Shift, clicando e arrastando o mouse, o usuário rotaciona a cena – mas, nesse caso, o local do
objeto permanece fixo e a câmera passa a girar em volta do objeto.
O controle logo abaixo do primeiro desloca o ponto de vista da câmera. O mesmo efeito pode
ser obtido clicando e arrastando o mouse na direção desejada.
O terceiro controle integra o Google Earth ao Google Street View, posicionando o ponto de
vista ao nível do solo, quando disponível. Basta arrastar o ícone para o local desejado e esse
conteúdo passará a ser exibido.
O quarto controle regula o nível de aproximação do solo (zoom). Duplo clique sobre uma cena
aproxima a câmera para o ponto clicado, enquanto clicar com o botão direito do mouse e
movê-lo para cima ou para baixo fará com que a câmera suba ou desça em relação ao terreno.
Todas as combinações citadas se aplicam também ao movimento da roda (scroll) do mouse.
PAINEL NÚMERO 5
O painel indicado pelo número 5 lista todos os marcadores, caminhos e polígonos inseridos
pelo usuário. Os objetos criados podem ser agrupados em pastas bem como ocultados e
reexibidos, assim como podem ser editados ou descartados.
PAINEL NÚMERO 6
O painel indicado pelo número 6 realiza busca textual apenas entre os itens incluídos na pasta
Meus Lugares.
PAINEL NÚMERO 7
O painel indicado pelo número 7 lista camadas de informação disponibilizadas pelo Google
para adicionar conteúdo (por exemplo, fronteiras, estradas e locais de interesse) à área
exibida.
ESTUDO DE ÁREAS USANDO GOOGLE EARTH
Na barra de tarefas (painel 3), selecione a ferramenta Régua, e, em seguida, a aba Caminho.
Configure a unidade de exibição da resposta selecionando-a entre as opções existentes na
caixa suspensa existente na aba.
 VOCÊ SABIA
Existe a opção para habilitar a funcionalidade de exibir o perfil de elevação, gerando um gráfico
que ilustra a altitude e a declividade ao longo do caminho definido pelo usuário.
 Comprimento do caminho, com perfil de elevação.
Captura de tela do Software Google Earth
Com esse procedimento, nem a linha nem as estatísticas são armazenadas, podendo ser
apagadas da tela ao clicar no botão Limpar. Entretanto, o caminho (sem o perfil) pode ser
salvo ao clicarmos no botão Salvar.
Na barra de tarefas (painel 3), selecione a ferramenta Régua, e, em seguida, a aba Polígono.
Configure a unidade de exibição do perímetro e da área selecionando-as entre as opções
existentes na caixa suspensa existente na aba.
 ATENÇÃO
Não está disponível a opção para habilitar a funcionalidade de exibir o perfil de elevação, como
no caso do caminho.
Clique com o mouse nos pontos identificados no terreno até contornar a área desejada.
Selecionando a opção Navegação com mouse, as combinações das teclas Ctrl e Shift com os
movimentos da roda do mouse permitem posicionar a câmera para selecionar corretamente os
vértices. Após a inclusão do terceiro vértice do polígono, o perímetro e a área são atualizados.
Edições das posições do vértice são possíveis, bastando aproximar o cursor do mouse do
vértice a ser ajustado, até que o vértice fique na cor verde, clicar e arrastar o mouse até que o
vértice esteja na posição desejada.
Com esse procedimento, nem o polígono nem as estatísticas são armazenados, podendo ser
apagados da tela ao clicarmos no botão Limpar. Entretanto, o polígono pode ser salvo ao
clicarmos no botão Salvar.
 DICA
Caso a área a ser estudada seja definida por pontos de coordenadas conhecidas (geográficas
em WGS84), o ideal é adicionar marcadores antes de utilizar as ferramentas de régua. O modo
mais simples de adicionar um marcador é clicar no botão correspondente na barra de
ferramentas (painel 3).
A janela que se abre permite atribuir um nome ao marcador, inserir as coordenadas
geográficas, alterar a simbologia e definir a altitude (preferencialmente, selecionar a opção
presa ao solo). Terminado o processo, o marcador aparecerá no painel Lugares (número 5).
 SAIBA MAIS
Os lugares podem ser exportados em formato KML, nativo do Google Earth e reconhecido
pelos principais softwares de geoprocessamento.
 Área e perímetro de um polígono.
Captura de tela do Software Google Earth
 Inserindo novo marcador no Google Earth.
Captura de tela do Software Google Earth
Caso os dados estejam organizados em arquivos georreferenciados, tanto vetoriais quanto
matriciais, é possível importá-los, respeitadas as limitações de hardware para a manipulação
de arquivos muito complexos.
Selecione no menu principal a opção Arquivo e, em seguida, a opção Importar.
 DICA
Podem ser importados arquivos nos formatos shapefile, KML e GeoTIFF, entre outros.
GEORREFERENCIAMENTO DE MAPAS NO
AUTOCAD
Levantamentos topográficos, projetos de engenharia e imagens originalmente são
representados em sistemas de coordenadas próprios. No caso das imagens, o sistema de
coordenadas é baseado em linhas e colunas a fim de identificar a posição de um pixel. Os
outros dados podem se basear em coordenadas arbitrárias.
Entretanto, ao integrar o projeto em contextos mais abrangentes, é necessário transformar as
coordenadas para que se ajustem ao sistema de coordenadas de referência (no terreno),
rotacionando, transladando e aplicando fatores de escala ao conjunto de coordenadas original.
Os parâmetros dessa transformação são calculados com base na associação das coordenadas
de alguns pontos de controle no sistema de origem com as coordenadas de terreno
representadas no sistema de destino. As coordenadas de terreno podem ser obtidas por meio
de levantamentos geodésicos ou pela identificação das coordenadas do local em outro mapa.
 EXEMPLO
Para exemplificar o georreferenciamento de uma imagem, vamos inserir uma ortofoto na escala
de 1:25.000, produzida e disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). A ortofoto cobre parte da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com latitudes
variando entre 22° 52’ 30”S e 23° S e longitudes variando entre 43° 7’ 30”O e 43° 15’ O
(CONCAR, 2011).
A versão do AutoCAD utilizada é a 2021. Entretanto, as funcionalidades utilizadas estão
disponíveis nas versões anteriores.
 Ortofoto 1:25.000 – BAÍA DE GUANABARA.
Antes de iniciar com o georreferenciamento da ortofoto, é necessário configurar as unidades de
trabalho. No AutoCAD, o comando UN (Unidades) abre a janela para ajuste das configurações.
Vamos selecionar os valores conforme a figura a seguir.
 Configuração de unidades no AutoCAD.
Captura de tela do Software AutoCAD
Verifique se a opção Ajustar o cursor para pontos de referência 2D está ativado na barra de
ferramentas no canto inferior direito, acionando a tecla F3 ou por meio do comando OSNAP.
 Botão para configurar o ajuste do cursor para pontos de referência 2D.
Captura de tela do Software AutoCAD
Posicione os pontos de controle para o georreferenciamento. As coordenadas dos pontos de
controle podem ser extraídas de mapas já existentes ou medidas no terreno.
 SAIBA MAIS
Os pontos de controle são locais facilmente identificados na imagem (ou no projeto) que
servirão de referência para o ajuste dos parâmetros de rotação,translação e escala.
Como a área de trabalho do AutoCAD é cartesiana, as coordenadas dos pontos de controle
devem ser projetadas para sistemas cartesianos. Um sistema de coordenadas cartesiano muito
empregado na representação de pequenas áreas é o Universal Transverse Mercator (UTM),
sobre o qual já falamos antes.
 DICA
Para grandes extensões de área, especialmente aquelas que usam mais de um fuso, pode ser
usado o sistema definido por uma projeção policônica.
Nas áreas grandes, que utilizam mais de um fuso horário, as coordenadas em UTM são
suficientes, sendo obtidas por meio da transformação das coordenadas geográficas da foto
(representadas em SIRGAS 2000), empregando a calculadora geográfica de que falamos
antes.
Então, serão criados dois pontos por meio do comando PONTO, informando as coordenadas
UTM de dois vértices opostos da imagem. É possível inserir círculos por meio do comando
CIRCULO, informando as coordenadas UTM dos centros e estabelecendo um raio de 100m
para facilitar a visualização.
 Locação de pontos de controle no AutoCAD.
Captura de tela do Software AutoCAD
Em seguida, no menu principal, selecione a opção Inserir. Clique em Anexar para selecionar a
imagem que será georreferenciada.
 Localização do botão para anexar imagem.
Captura de tela do Software AutoCAD
Na janela que se abre, selecione a imagem na pasta em que está armazenada. Clique então
no botão Abrir.
 DICA
A imagem não precisa estar armazenada no local, isto é, no computador em que o AutoCAD
está instalado. Com o endereço Web (URL) da imagem, é possível acessar a figura por meio
do botão Pesquisar na Web.
 Diálogo de seleção da imagem a ser georreferenciada.
Captura de tela do Software AutoCAD
A janela seguinte pergunta sobre o ponto de inserção da imagem, a escala e a rotação a serem
considerados no posicionamento da ortofoto. Selecione as opções de Especificar na tela tanto
para o Ponto de inserção quanto para Escala.
O ponto de inserção corresponde ao canto inferior esquerdo da imagem, de modo que é
recomendável clicar entre os pontos de controle. A escala é então definida pelo movimento do
mouse. A imagem inserida ainda não está em escala.
 Imagem anexada sem georreferenciamento.
Captura de tela do Software AutoCAD
Para refinar a rotação e definir a escala, vamos alinhar a imagem com base nos pontos de
controle. Digite AL e a opção ALINHAR estará disponível, ou acesse o botão pelo menu
principal, opção Padrão, bloco Modificar.
Selecione o objeto a ser alinhado, a imagem, clicando sobre ela. O programa pedirá o primeiro
ponto da imagem a ser alinhado. Use as ferramentas de navegação e visualização para
selecionar o pixel que corresponde ao ponto de controle com um clique do mouse.
Em seguida, o programa pedirá o ponto de controle correspondente, definido pelo ponto
inserido anteriormente (ou pelo centro do círculo). O processo se repete mais uma vez. O
programa pede para Especificar o terceiro ponto de origem ou <continuar>.
Selecione continuar e “Sim” à pergunta redimensionar objetos com base nos pontos de
alinhamento. Não é necessário inserir o terceiro ponto. A imagem sobrepõe os círculos, como
se pode observar ao ocultar a imagem, e as coordenadas são exibidas na janela
Propriedades.
 Imagem alinhada aos pontos de controle.
Captura de tela do Software AutoCAD
 DICA
O recurso de alinhamento também é empregado no caso de dados em formato vetorial,
devendo o usuário selecionar todos os vetores na primeira etapa do comando.
Os resultados obtidos com dados criados em um sistema cartesiano (sem a necessidade de
transformação) são melhores. Outros modelos de georreferenciamento demandam maior
número de pontos de controle e minimizam distorções decorrentes da geometria da imagem e
das transformações realizadas em sua produção.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Aprendemos no módulo 1 os procedimentos para a locação de obras, envolvendo a
determinação de referência para a locação e a locação topográfica planimétrica e altimétrica
com apresentação das equações necessárias para a locação. Também aprendemos sobre a
locação por gabarito, uso do nível de mangueira, demarcação de lotes e controle vertical de
obras.
No módulo 2, estudamos o cadastro de imóveis com breve histórico no Brasil e informações
legais sobre o registro de imóveis rurais e urbanos. Além disso, aprendemos como fazer o
memorial descritivo de terreno e os procedimentos para a divisão de propriedades.
No módulo 3, por fim, estudamos a transformação de datum utilizando a ferramenta on-line do
INPE. Foi apresentada também a ferramenta Google Earth com detalhamento dos menus e
das funções de uso, bem como o cálculo de áreas. Finalmente, vimos o georreferenciamento
de mapas no AutoCAD.
 PODCAST
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 13133. Execução de
levantamento topográfico. Rio de Janeiro: ABNT, maio 1994.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 14166. Rede de
Referência Cadastral Municipal – Procedimentos. Rio de Janeiro: ABNT, ago. 1998.
BRASIL. Presidência da República. Casa Civil. Lei no 6.015, de 31 de dezembro de 1973.
Dispõe sobre os registros públicos, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília,
31 dez. 1973.
CARNEIRO, A. F. T. Cadastro imobiliário e registro de imóveis: a Lei no 10.267/2001 –
Decreto no 4.449/2002 – Atos normativos do Incra. São Paulo: IRIB, 2003. 272 p.
CASACA, J. M.; MATOS, J. L.; DIAS, J. M. B. Topografia geral. 4. ed. Rio de Janeiro: LTC,
2005. 208 p.
COELHO, L.; BRITO, J. N. Fotogrametria digital. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2007. 196 p.
COMISSÃO NACIONAL DE CARTOGRAFIA (Brasil). Perfil de metadados geoespaciais do
Brasil (Perfil MGB). 2. ed. Brasília, DF: Concar, 2011. 195 p. Versão homologada em novembro
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GEMAEL, C. Introdução ao ajustamento de observações: aplicações geodésicas. Curitiba,
PR: UFPR, 1994. 319 p.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. IBGE. Manual de
procedimentos técnicos para fiscalização, controle de qualidade e validação da base
cartográfica contínua na escala 1:250 000. Rio de Janeiro: IBGE, 2009. 31 p. (Manuais
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MCCORMAC, J.; SARASUA, W.; DAVIS, W. Topografia. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2016. 414
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VEIGA, L. A. K.; ZANETTI, M. A. Z.; FAGGION, P. L. Fundamentos de topografia. Curitiba,
PR: UFPR, 2012.
ZANETTI, M. A. Z. Geodésia. Curitiba, PR: UFPR, 2007.
EXPLORE+
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Incra. Você também pode consultar a calculadora geográfica implementada e disponibilizada
pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) em seu site.
CONTEUDISTA
Haroldo Antonio Marques
 CURRÍCULO LATTES
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