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EdE ud cu ac ra r p ap ra ara
ApA rp er ne dn ed re r a a
Distânciaia
Educar para
Aprender a
Distância
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APRESENTAÇÃO
Queridos estudantes,
Bem-vindos ao mundo do Aprender e Educar a Distância! Esta disciplina visa capacitar
os alunos para adquirir e compreender conhecimentos relacionados com os fundamentos do
ensino a distância (EAD), com foco na busca da excelência do desempenho.
O material que você tem em mãos servirá de suporte ao curso de forma a apresentar
brevemente os fundamentos teóricos e conceituais necessários para a compreensão dos
temas que serão discutidos em aula. Para tanto, está dividido em Quatro capítulos, a saber:
Seguindo iniciasse pelo Marco Teorico, passando para a historia, coadunando com o
preconceito à EaD e finalizando com a Interação e a interatividadade
Por fim, é importante ressaltar que este material foi elaborado com base em
textos extraídos e compilados de diversas fontes, os quais são referenciados ao final de
cada aula. Ficando o Professor como articulador do processo de seguimento do aprendizado
e mapeador do conteúdo.
Bons estudos!
Profº Mozart Pereira da Silva Neto
Filosofo e Administrador e MBA em Marketing e Esp. em Português e
Literatura
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 5
1. AS PRÁTICAS DO ENSINO EM EAD ............................................................................. 7
1.1 LEIS DE DIRETRIZES NACIONAIS DE EDUCAÇÃO BÁSICA 11
1.2 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE 12
1.3 REGULAMENTOS 12
1.3.1 Principais pontos do benchmark de qualidade da educação a distância -
2007 13
1.3.2 Universidade e educação a distância 15
2. AS PRÁTICAS DO ENSINO EM EAD ........................................................................... 19
2.1 A APRENDIZAGEM E SEUS ELEMENTOS 21
2.2 A MOTIVAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ......................................... 24
2.3 EXISTE VANTAGEM DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SOBRE A PRESENCIAL?
.................................................................................................................................................. 27
3 – O PRECONCEITO CONTRA O EAD .......................................................................... 28
4. INTERAÇÃO E INTERATIVIDADE. ............................................................................ 34
4.1 BARREIRAS DO PROCESSO ENSINO-EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E
BENEFÍCIOS DA INCLUSÃO DE PROGRAMAS INTERATIVOS NO AMBIENTE DE
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA 34
4.2 FERRAMENTAS INTERATIVAS 35
4.2.1 Tipos de ferramentas interativas 35
4.2.1.1 As ferramentas assíncronas 35
4.2.1.2 As ferramentas síncronas 36
4.3 INTERAÇÃO E INTERATIVIDADE EM UM AMBIENTE VIRTUAL DE
APRENDIZAGEM 37
CONSIDERAÇÕES FINAIS. ................................................................................................ 41
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 42
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INTRODUÇÃO
Nos últimos anos, a educação a distância (EaD) avançou em todo o mundo, seja
pelo uso generalizado das tecnologias digitais de comunicação e informação (TDIC) ou pelas
necessidades urgentes que a modernidade líquida impõe a todos. Essa modalidade de ensino
tem apresentado resultados tão positivos que muitas de suas estratégias têm sido utilizadas em
cursos presenciais, chamados de ensino híbrido ou blended learning.
No entanto, o conceito de EaD não é novidade, pois o primeiro registro oficial de sua
aplicação foi encontrado em 20 de março de 1728, quando o periódico americano Boston
Gazette publicou um anúncio de curso de taquigrafia por correspondência, utilizando textos
impressos e correio como meio de comunicação. meio de comunicação entre o Prof. Cauleb
Philips e seus alunos (Martins, 2013). No entanto, alguns pesquisadores defendem que as cartas
dos filósofos gregos aos seus discípulos, bem como as epístolas trocadas entre os primeiros
cristãos, são exemplos do primeiro uso da educação a distância (ABED, 2015).
Hoje, a consolidação da EaD tem contribuído para reduzir as desigualdades e promover
a justiça social, especialmente ao proporcionar o acesso à educação para adultos excluídos dos
sistemas de ensino por diversos motivos, como distância geográfica das instituições de ensino,
dificuldades profissionais e financeiras para sustentar a altos custos do curso em tempo integral,
entre outros (Santo, 2014).
A massificação da educação a distância certamente tem como aliado o amplo
desenvolvimento das TDICs, que, quando utilizadas em contexto educacional, tornam-se
tecnologias educacionais que, com suas ferramentas, aprimoram o processo de mediação
pedagógica operada por uma equipe multipedagógica, como preconiza. por Mill (2012). Nessa
perspectiva, o poliensino em EaD supõe um grande número de professores que atuam como
conteudistas, formadores, coordenadores e tutores divididos em atividades online e in loco em
polos presenciais de EaD.
Tendo como 'pano de fundo' essas considerações iniciais, o objetivo deste artigo é tentar
refletir sobre a seguinte questão problemática: quais práticas pedagógicas de mediação
pedagógica podem contribuir para a promoção da aprendizagem? O objetivo é estudar as
principais práticas tutoriais de sucesso implementadas na área de EaD em duas universidades,
identificar suas bases teóricas, abordagens relevantes para a concepção de princípios que
orientam diferentes modelos de práticas de ensino em diferentes contextos.
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A necessidade de manter os alunos EaD estimulados e principalmente comprometidos
com o seu autoestudo recai sobre toda a equipe polidocente responsável pela mediação
pedagógica. No entanto, os docentes presenciais ou online são aqueles que muitas vezes estão
em contacto direto com o aluno, pelo que a sua prática pedagógica exige uma cuidadosa
sistematização.
Os resultados alcançados pelos alunos engajados são inúmeros, pois vão desde o
sentimento de pertencimento à comunidade acadêmica, com envolvimento nas atividades
curriculares e extracurriculares dos cursos, até a redução do índice de evasão e seu consequente
ganho financeiro, e não menos importante, a otimização dos recursos investidos em processos
educativos em EAD.
Nesse sentido, este estudo é uma abordagem pioneira ao propor princípios que norteiam
diferentes modelos de práticas de ensino, fornecendo orientação didático-pedagógica aos
professores, especialmente aqueles que atuam em tutoria presencial ou online, e acima de tudo
capaz de manter altos níveis do envolvimento dos alunos combinado com uma baixa taxa de
abandono escolar precoce.
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MARCO TEÓRICO
Capítulo 01
As Práticas do ensino em EaD
Em Garcia Aretio (2001, p. 39), encontramos um conceito adequado de EaD quando
dizemos que é,
(...) um sistema tecnológico de comunicação bidirecional (multidirecional), que pode
ser massivo, baseado na ação sistemática e conjunta de meios didáticos e com apoio
de organização e tutoria, que lhes proporciona uma aprendizagem independente
(cooperativa) separados fisicamente dos alunos.
A definição de EaD proposta por Garcia Aretio (2001) evoca conceitos considerados
centrais na modalidade a distância, ou seja, a clara existência de um processo de mediação
pedagógica, utilizando meios didáticos e tecnológicos, pensando em alunos e professores
desenvolvendo suas atividades educativas. em diferentes momentos e lugares. Na verdade,
esses conceitos básicos fundamentam grande parte da legislação de educaçãoa distância,
incluindo o Decreto-Lei nº 9.057/2017 que estabelece as Diretrizes Brasileiras para Educação
a Distância (Brasil, 2017), além da Resolução do Conselho Nacional de Educação - CNE n .
01/2016 com diretrizes e normas nacionais para a oferta de programas e cursos superiores na
modalidade a distância (Brasil, 2016).
De fato, a literatura aponta que o sucesso da EaD está na relação dialógica que se
estabelece entre alunos, tutores e professores, muitas vezes dispersos em diferentes localizações
geográficas e tempos; porém, mediada pelas TDIC, com o apoio de uma instituição de ensino
pronta para atender as demandas advindas desse processo educativo (Preti, 2009; Faria &
Lopes, 2013).
Nessa perspectiva, a EaD não é um fast food educacional em que o aluno “se serve” de
algo pronto e pronto, pois a relação dialógica possibilitada pelo desenvolvimento das TDIC
permite uma interatividade efetiva entre professores, alunos e tutores, mesmo em momentos e
locais; seja em esquinas isoladas ou em aglomerações urbanas caóticas, como reflete Moran
(2008).
A mediação didático-pedagógica na EaD é realizada pelo que Mill (2013) chama de
equipe multipedagógica, com um professor especializado (também chamado de professor autor
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ou professor conteudista) encarregado de estruturar o conteúdo, metodologia de ensino, formato
da aula. , material didático, ferramentas tecnológicas de interação que serão utilizadas, também
é responsável pela concepção pedagógica e implementação do curso a distância. Para auxiliá-
lo no processo de mediação pedagógica com os alunos, o professor conteudista muitas vezes
conta com o apoio de professores formadores, instrutores e tutores que atuam como professores
responsáveis pela orientação e mediação pedagógica com os alunos, tanto presencialmente nos
Polos de Educação a Distância quanto virtualmente ambiente de aprendizagem (Martins, 2003;
Nunes, 2013).
O papel da mediação pedagógica exercida pelo tutor também é esclarecido por Bernal
(2008), quando destaca a função de aconselhamento voltada para o alcance afetivo do aluno
para ouvi-lo, motivá-lo e ajudá-lo a crescer; além do papel acadêmico, quando enfoca os
processos cognitivos do aluno, a forma como ele aprende e constrói seu conhecimento e, por
fim, o papel institucional, ao preservar e promover os valores, princípios e ideais da instituição
e suas políticas projeto pedagógico.
Nesta mesma abordagem, Maia & Mattar (2007) afirmam que o tutor desempenha
vários papéis concomitantes, destacando:
a) Papel administrativo e organizacional na organização da sala de aula
virtual, designando grupos e esclarecendo objetivos e expectativas do curso.
Específica ainda as regras, prazos para entrega das atividades e avaliação, além
de monitorar o nível de acesso dos alunos ao material didático, execução das
atividades e cumprimento dos prazos.
b) Papel social apoiando o clima dos alunos em sala de aula, provocando a
apresentação e participação dos mais tímidos. Responsável por mensagens de
agradecimento, fornece feedback rápido, mantém um tom amigável e bom
humor. Isso aumenta gradativamente o sentimento de pertencimento e
pertencimento dos alunos ao grupo que os orienta.
c) O papel do orientador em si, pois na EaD o aluno tende a se sentir
excluído, cabendo ao tutor o papel de estimulá-lo por meio de feedbacks e
incentivos constantes. A orientação individual e o apoio ao aluno aprimoram o
aprendizado e são elementos críticos para o sucesso na EaD.
d) O papel da mediação pedagógica na concepção de atividades posteriores,
estimulando a pesquisa, fazendo perguntas e avaliando respostas, comentários
relacionados, coordenando discussões em fóruns ou chats, sintetizando os
principais pontos das discussões, incentivando a participação em um clima de
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aprendizagem com um grupo, avaliando os resultados do desempenho dos
alunos como uma ferramenta para a reflexão de sua prática de consultoria.
e) Papel tecnológico, ou seja, auxiliar um aluno com dificuldades no uso
das ferramentas tecnológicas utilizadas no curso.
Santo (2014) nos convida a refletir sobre o nível de complexidade e importância do
papel do tutor na EaD para repensar a formação acadêmica desse profissional. O autor destaca
que além do conhecimento na área em que orienta, é fundamental que o docente também
compreenda os fundamentos epistemológicos da educação a distância para poder implementar
procedimentos tutoriais que apoiem a aprendizagem significativa do aluno.
As principais fundamentações teóricas da EaD pressupõem que a equipe polidocente e
os alunos tenham um papel ativo no processo de construção do conhecimento. Cabe à equipa
polidocente apontar o caminho e apresentar aos alunos várias opções para navegar no mar de
informação disponível e selecionar o que é relevante para o desenvolvimento das competências
exigidas.
Por meio da mediação pedagógica, podemos compreender como os conteúdos e temas
são abordados de forma a facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Dessa forma, a
mediação pedagógica se faz necessária em qualquer tipo de ensino, seja presencial ou a
distância, pois toda informação requer mediação no contexto do ensino e aprendizagem (Brod
& Rodrigues, 2013).
A distância geográfica entre aluno e professor torna a mediação pedagógica na EAD
desafiadora, pois exige estratégias pedagógicas diferentes daquelas frequentemente utilizadas
na interação presencial. No entanto, devemos reconhecer que o TDIC tem disponibilizado
muitas ferramentas que apoiam o processo de mediação dos professores no ciberespaço
educacional. Para Belloni (2015), as tecnologias oferecem possibilidades inéditas de interação
porque permitem “combinar a flexibilidade da interação humana com a independência no
tempo e no espaço, sem perder a velocidade”.
Dependendo da estratégia pedagógica adotada, a mediação pedagógica pode ser
realizada por meio de diversas ferramentas muitas vezes disponíveis em ambientes virtuais de
aprendizagem (AVAs). Pode ocorrer por meio de comunicação síncrona ou assíncrona,
permitindo a participação e o diálogo entre alunos e professores (Souza, Sartori & Roesler,
2008). Diversas ferramentas são utilizadas para esse fim, como chats, fóruns, videoaulas,
audioaulas, podcasts e wikis e muito mais. Cabe ao professor escolher a melhor ferramenta de
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acordo com seu objetivo de ensino, seguindo suas peculiaridades e o nível de acesso dos alunos
aos recursos utilizados.
No entanto, os autores Santo, Cardoso, Fonseca & Santos (2016a, P. 15) nos ajudam a
considerar que a mera utilização das TDICs na EAD "não exime o aluno da necessidade de
pensar e refletir sobre sua aprendizagem", pois estas apenas fornecem ferramentas
potencializadoras do processo de construção do conhecimento. Portanto, deve-se ter cuidado
para evitar a simples transferência de estratégias comumente utilizadas na educação para o
ambiente virtual.
Nesse sentido, Masetto (2015, p. 142) nos ajuda a esclarecer o conceito de mediação
pedagógica ao afirmar que o professor,
[...] embora de vez em quando ele ainda desempenhe o papel de especialista que tem
conhecimento e/ou experiência para se comunicar, mais frequentemente (sic) ele
atuará como orientador das atividades estudantis, consultor, facilitador, planejador e
facilitador de situações de aprendizagem, trabalhando em equipe com o aluno e
buscando os mesmos objetivos. Resumindo: ele fará o papel de mediador pedagógico.
Como já observamos, a mediação pedagógica na EaD é conduzida por uma equipe de
professores conteudistas, formadores, instrutores e palestrantes que utilizam diversas
ferramentas facilitadoras para possibilitar aos alunos a construção e renovação do
conhecimento. Além dos meios tecnológicos, não se pode esquecer que o material didático
também auxilia nesse processo de mediação,se for processado dialogicamente e for capaz de
levar à reflexão ao mostrar ao aluno vários caminhos possíveis.
A tutoria na EaD é deveras um desafio, pois o que funciona com uma instituição poderá
ser um fracasso em outra, tendo em vista as diversas especificidades relacionadas com o
acompanhamento pedagógico dos estudantes em EaD. Santo (2014) afirma que possuímos
muitas experiências diversas com resultados positivos que podem ser aproveitadas, desde que
sejam contextualizadas com a realidade local. Todavia, não restam dúvidas que o
acompanhamento tutorial dos estudantes na EaD é algo que necessita ser priorizado pelas
instituições que ofertam esta modalidade de ensino.
Ao refletir sobre as principais abordagens que discutem as práticas tutoriais na EaD
verifica-se que o tutor é parte integradora no processo, especialmente ao entender e desenvolver
estratégias para, ajudar a transpor as barreiras motivacionais e intelectuais, reduzindo a
sensação do desmotivador vazio pedagógico.
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1.1 LEIS DE DIRETRIZES NACIONAIS DE EDUCAÇÃO BÁSICA
Na história da educação brasileira, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9.394/96) foi um
marco de vitória diante da dedicação de educadores que não mediram esforços para que as
pessoas tivessem acesso não apenas ao repasse do conhecimento., mas para que serve Hoje, a
educação é referida como o processo formativo do cidadão.
Foi instituído no sistema educacional brasileiro em 20 de dezembro de 1996 e modifica
e reafirma o direito à educação estabelecido na Constituição Federal de 1988. Define as
responsabilidades entre Estados, Municípios e União: “Art. 8º do Título IV – A União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão conjuntamente os respectivos sistemas
de ensino” (BRASIL, MEC, 1996).
A LDB (9.394/96) tem caráter descentralizador, que foi adotada para definir uma
“Estrutura Nacional de Ensino com atribuição clara no âmbito da União, Estados e Distrito
Federal, municípios, escolas e professores” (CORDÃO, 2012, p. .78).
Nesse caso, a autonomia no desenvolvimento de seus respectivos projetos pedagógicos
é atribuída às redes e instituições educativas com a participação efetiva dos professores nas
propostas pedagógicas.
Realizar, planejar, avaliar atividades e garantir a busca por resultados relevantes faz
parte da essência de todo professor. Sua liderança enriquece o currículo de forma que possa
levar o aluno ao aprendizado contínuo e enriquecer sua realidade.
A riqueza destacada na Lei de Diretrizes e Fundamentos trata dos direitos básicos do
cidadão como o direito à vida, o direito à educação e o direito ao trabalho. Outro destaque é a
qualidade dos padrões mínimos de ensino, sua manutenção e a gestão dos recursos financeiros
para sua manutenção.
Mas, embora a lei seja a espinha dorsal do cenário educacional atual, ela precisa de um
compromisso real para melhorar a qualidade, pois o acesso à educação de qualidade é
perceptível apenas para uma parcela da população. Suas adaptações não têm acompanhado as
transformações necessárias e prioritárias no contexto educacional brasileiro, inclusive na
formação de professores, e por isso adquire caráter inovador no sentido de reflexão e inserção
do novo, mas ainda se mostra insuficiente. a demanda por qualidade que a educação brasileira
necessita (CERQUEIRA et al., 2010).
O governo está, portanto, criando um Plano Nacional de Educação (PNE) com metas e
prioridades com base na LDB, cujo objetivo está relacionado à qualidade da educação
brasileira. Porém, é preciso chamar a atenção para o fato de que, para o bom desempenho do
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trabalho educacional na próxima década, é necessária a participação ativa de pedagogos,
sindicatos, secretarias de educação e comunidades nas metas e prioridades.
1.2 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE
Em 25 de junho de 2014, foi aprovada e aprovada a Lei 13.005, que aprova o novo Plano
Nacional de Educação (NEP) por dez anos. Medida como dispositivo transitório da LDB
(9.394/96), a partir da alteração A Constituição nº 59/2009 (EC nº 59/2009), tornou-se uma
exigência constitucional, articuladora do sistema nacional de educação (BRASIL, MEC, 2014).
O planejamento educacional tornou-se uma tarefa desafiadora, dado o contexto e a
complexidade do modelo federativo brasileiro. Fica evidente a necessidade de trabalhar de
forma articulada com as 20 metas do PNE, para tentar eliminar as desigualdades históricas que
são bem conhecidas no Brasil.
O Ministério da Educação considera o trabalho articulado entre os planos de educação
dos estados, municípios e distrito federal e por meio da Secretaria de Articulação com os
Sistemas de Ensino (SASE) realiza a construção do Sistema Nacional de Educação (SNE), para
isso o os acordos assinados reduzem as lacunas da política educacional.
Seus 20 (vinte) objetivos, descritos a seguir, estão estruturados para garantir o direito
ao acesso de qualidade à educação básica, à universalização da alfabetização, à ampliação da
escolarização e das oportunidades educacionais, à redução das desigualdades e ao
reconhecimento da diversidade e aos profissionais da educação , com responsabilidade e
compromisso com a educação superior, visto que os professores da educação básica e demais
profissionais são formados para o desenvolvimento socioeconômico da sociedade brasileira.
1.3 REGULAMENTOS
Há décadas, a EAD tem o compromisso de levar educação aos lugares mais remotos do
Brasil. É uma alternativa que possibilita oferecer cursos profissionalizantes e universitários em
diversas áreas do conhecimento e atingir pessoas de todas as regiões; em algumas situações,
convocam a população a enfrentar as dificuldades da formação profissional, em prol da
melhoria da qualidade de vida, e assim educar-se estudando para também diminuir a
desigualdade social, formando profissionais qualificados para o desenvolvimento dos setores
socioeconômicos.
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Foi introduzida no sistema educacional brasileiro pela promulgação da LDB (9.034/96)
nos artigos 80 e 87, "efetuada pela edição do Decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998,
cujos artigos 11 e 12 foram alterados pelo Decreto nº 2.561, de 27 de abril de 1998 e pelo
Decreto MEC nº 301, de 7 de abril de 1998" (RELATÓRIO, PORTARIA - MEC, 3.235 -2).
O regulamento estabeleceu a oferta de cursos de pós-graduação, bacharelado,
licenciatura e formação tecnóloga. Apesar do decreto
O Ministério nº 335/2002 visava discutir a questão dos referenciais qualitativos da EAD,
em 20/12/2005 o Decreto 5.622 cancela o mesmo e dispõe:
O Decreto em seu artigo 1º caracteriza a educação a distância como modalidade
educacional em que a mediação didático-pedagógica no processo de ensino e aprendizagem
ocorre com a utilização de recursos e tecnologias de informação e comunicação, enquanto
alunos e professores desenvolvem atividades educativas em vários ou múltiplos locais.
As políticas de credenciamento institucional, supervisão, monitoramento e avaliação,
harmonizadas com os padrões de qualidade estabelecidos pelo Ministério da Educação, também
estão previstas no Decreto 5.622/05,
Em 2003, o MEC elaborou a primeira versão do referencial de qualidade, mas devido
ao dinamismo e crescimento do setor e à renovação da legislação, “foi constituída uma
comissão de especialistas para propor alterações ao documento de 2007”. Portanto, segundo o
MEC, o Referencial para a Qualidade da Educação a Distância (2007), embora não tenha força
de lei, rege e rege alguns aspectos relevantes em relação ao método de ensino.
1.3.1 Principais pontos do benchmark de qualidade da educação a distância - 2007
Apesar do Documento de Referência da Qualidade da Educação a Distância (2007), que
estabelece uma política de qualidade no processo de educação a distância, o texto destaca a
importância de se entender "A EDUCAÇÃO como primeiro alicerce antes de pensar naforma
de organização: A DISTÂNCIA".
Embora a modalidade a distância tenha características, linguagem e formato próprios,
exigindo gestão, design, lógica, acompanhamento, avaliação, recursos técnicos,
tecnológicos, infraestruturais e pedagógicos consistentes, essas características
ganham importância apenas no contexto de um discurso político-pedagógico. evento
educativo (REFERENCIAL DE QUALIDADE DO EDINO EAD, 2007, p.7).
14
Portanto, é necessário que o Projeto Político Pedagógico esteja de acordo com a teoria
do conhecimento, integre conteúdos e procedimentos pedagógicos que conduzam um diálogo
com a realidade social do aluno.
[...] desenvolvimento humano na perspectiva do compromisso com a construção de
uma sociedade socialmente justa. Por isso, é importante que o ensino superior se
assente num projeto pedagógico e numa organização curricular inovadora, que
apoiem a integração entre os conteúdos e as suas metodologias, bem como o diálogo
do aluno consigo mesmo (e com a sua cultura), com outros (e suas culturas) e com os
saberes historicamente acumulados (REFERENCIAL DE QUALIDADE DO EDINO
EAD, 2007, p.9).
Um sistema de comunicação utilizando as tecnologias atuais também deve garantir o
processo de interação entre alunos e professores, garantir o processo de ensino e aprendizagem,
oportunidades para desenvolver projetos e reconhecimento e respeito em relação às diferentes
culturas, construindo assim o conhecimento, pois o aluno é o foco principal do processo, os
sistemas de comunicação desempenham um papel fundamental para acelerar a resolução de
problemas relacionados ao conteúdo pedagógico.
Uma vez que a avaliação da aprendizagem deve permitir ao aluno o desenvolvimento
de habilidades cognitivas, habilidades e atitudes em relação aos objetivos propostos e um
acompanhamento contínuo, é importante considerar que diante das dificuldades deve haver
incentivo durante o processo de ensino e aprendizagem.
Referência para a qualidade da educação a distância (2007), bem como o envolvimento
de professores, tutores, técnicos administrativos e infraestrutura dos polos e gerência, com os
registros necessários verificando que todo o processo de aprendizagem deve ser monitorado,
gerenciado e controlado, caso contrário, pode desencorajar o aluno que o orienta a abandonar
o curso.
Sua elaboração se inicia com uma discussão com especialistas da área, cujo foco propõe
a organização de sistemas de educação a distância e também tem função indutora em uma
concepção teórico-metodológica. Para o Ministério da Educação (2007), esse documento trata
principalmente de garantir a qualidade dos processos de educação a distância.
1.3.2 Universidade e educação a distância
Dado o contexto social atual, que inclui a inovação tecnológica, o conhecimento torna-
se um elemento importante tanto para o desenvolvimento socioeconômico quanto para a
obtenção de privilégios no mercado de trabalho.
15
Em seu documento "Os Fundamentos da Educação" (1998), a UNESCO declara que a
sociedade contemporânea se transformou em uma sociedade do conhecimento e que a educação
superior desempenha um papel pleno e essencial no desenvolvimento cultural e
socioeconômico dos indivíduos, agentes diretos dos desafios necessária diante dessa
transformação. “A educação superior é um dos motores do desenvolvimento social e político
em todas as sociedades e, ao mesmo tempo, um dos polos da aprendizagem ao longo da vida”
(ANELLI, et al., 2010, p. 01).
Mas essa realidade é bastante nova na educação brasileira, já que após a década de 1960
o ensino superior se popularizou como terciário. Considerada uma educação elitista, onde a
minoria apta financeira e culturalmente conseguia chegar.
Naquela época, a linguagem utilizada por meio de códigos, modelos, símbolos e
semânticas era pensada para além da praticidade cotidiana, ou seja, para poder entendê-la era
preciso ter condições especiais de aprendizagem que se materializavam diante da escassez e
precariedade de educação brasileira (SOUZA, 1979).
No entanto, no final do século 20 e início do século 21, essa imagem começou a ser
desmistificada. Os programas de política educacional têm sido os veículos de mobilização para
que os menos favorecidos economicamente tenham acesso ao ensino superior. Esse notável
fator de inclusão nas políticas educacionais já foi ensinado timidamente por alguns governos,
mas com pouco seguimento.
As transformações sofridas na sociedade, como a rápida ascensão da tecnologia,
também mobilizaram a educação superior para formar indivíduos motivados, críticos e com
responsabilidade diante dos problemas sociais, além da necessidade de se conectar com o
mundo do trabalho.
Capacitar profissionais para desenvolver habilidades que facilitem sua ascensão
profissional, gerem maior empregabilidade e promovam setores econômicos. “[...] graduados e
egressos que serão cada vez mais chamados a deixar a situação de procura de emprego para
assumir prioritariamente a função de geração de empregos” (UNESCO, 1998, art. 07) foi um
desafio para as universidades que tiveram a realidade de uma matrícula de cerca de 1,5 milhão
na década de 1990 e 2,6 milhões na década de 2000.
O documento realça que o crescimento do número de candidaturas significou também a
conquista da qualidade em algumas componentes relevantes, nomeadamente na criteriosa
seleção e formação contínua dos quadros.
O início de um século promissor no boom e desenvolvimento das tecnologias de
informação e comunicação, que oferecia possibilidades na renovação de cursos e métodos de
16
ensino. O ambiente adequado em que a educação a distância iniciou seu fascínio, estabelecendo
seu método por meio de tecnologias, integrando virtudes pedagógicas de forma a atender as
exigências educacionais, levando em consideração as propostas do mercado de trabalho
(BELLONI, 2006).
A pesquisa sobre as características da educação a distância revela que ela é uma
ferramenta educacional capaz de oferecer educação profissional, continuada e capacitação a um
segmento da população de baixo poder aquisitivo que busca educação e inclusão profissional,
sem impedi-lo de ser universitário. igualdade de oportunidades (LOPES, 2010).
Nesse contexto, o autor traz a implicação do cuidado em não substituir a educação a
distância como modelo de aprendizado mecânico, que visa apenas a preparação de profissionais
qualificados para o desenvolvimento e crescimento da economia, tendo em vista que a educação
é um direito humano e exercício profissional é uma parte que complementa toda a experiência
de um indivíduo na sociedade.
Na necessidade de uma resposta rápida à formação de profissionais para o mercado de
trabalho, surgem os cursos superiores desta modalidade com uma duração mais reduzida, cada
vez mais procurados por alunos com pressa de resultados. São cursos tecnólogos que costumam
durar de 2 a 3 anos com mensalidades inferiores a uma licenciatura ou bacharelado.
Se há um despertar da juventude em antecipação à formação em um curso superior, há
também um despertar da sociedade para a juventude de hoje. Segundo o estudo “Juventude
Considerada” (2013), em um momento único de sua história, o país teve uma geração de 23,1
milhões de jovens entre 18 e 24 anos.
Vale ressaltar que esse jovem nasceu em um país sem ditadura, sem inflação e conectado
por um mundo cada vez mais digital, e por isso aplica mais de uma forma de se relacionar. Não
há limites físicos, o modelo político dos anos 1960 não é atraente hoje; se algo o está
incomodando, ele vai para a mídia social e se conecta com pessoas que pensam como você e se
movem juntos para compartilhar suas ideias com todos.
No Brasil, 76% dos jovens acreditam que o país está mudando para melhor e 50% dos
jovens se sentem ligados a ideias coletivas: hierarquias e sistemas rígidos não atendem mais às
necessidades sociais.Eles, os jovens, sempre e em todos os momentos foram o elemento que
atrai e busca a mudança. As mudanças nascem dos sonhos, e os jovens constroem tais sonhos
que atualmente estão cercados pela própria realidade. Mudança significa luta e conquista.
(PERFIL DO JOVEM BRASIL, 2012).
17
Os planos de trabalho formalizado nas organizações hoje não indicam mais uma carreira
tradicional com sistemas hierárquicos, mas consideram a necessidade de aliar suas qualidades
e conhecimentos ao trabalho.
Todo esse esboço juvenil faz parte de um perfil do jovem brasileiro. O Brasil tem hoje
um total de 51 milhões de jovens; segundo o último censo (2010), representam pouco mais de
26% dos quase 200 milhões de habitantes do país.
No estudo “Juventude Considerada” (2013), o grupo de jovens no Brasil se divide em
adolescentes de 15 a 17 anos com 10 milhões (20%), jovens de 18 a 24 anos com 23,1 milhões
(47%) e jovens adultos,
de 25 a 29 anos com 17,5 milhões (33%).
Para a economia e desenvolvimento, são os futuros trabalhadores que precisam de
melhorar as suas aptidões e competências. Diante de rápidas transformações, quaisquer que
sejam suas qualificações, acabam não exigindo reprodução automática do fazer, mas articulação
nas relações vividas ao nível da escola, nas informações e experiências vividas.
O profissional moderno não pode se desvincular do aprendizado constante. É nesse
momento que se percebe que a formação acadêmica contribui para a formação de uma mão de
obra especializada (2012).
No entanto, a realidade mostra que, no Brasil, milhares de jovens ainda estão fora do
processo educacional. Isso, muitas vezes cruel, atinge especialmente as famílias mais pobres e
com escolaridade mínima diante das informações sobre as possibilidades que a educação pode
trazer para todos. "Os que não trabalham nem estudam representam 24% da população de 18
anos e 25% de 20 anos". Porque a maioria desses jovens tem renda familiar inferior a dois
salários-mínimos. (CASTRO et al., 2013, p.4).
Como já mencionado, os jovens entre 18 e 24 anos representam 47% dos jovens, cerca
de 23 milhões, cujo perfil está bem definido segundo a última pesquisa do IPEA (2013), onde
a maioria é do sexo feminino, por conta da transição para maternidade, mas o gênero masculino
está aumentando a cada ano. O número total gira em torno de 8 milhões de jovens que vivem
uma fase de desilusão e não se sentem aptos a ingressar nas universidades públicas, mesmo
diante das políticas educacionais que atualmente permitem o acesso ao ensino superior.
Uma das causas desse desinteresse é a desmotivação do próprio sistema educacional,
por não ser atraente. Muitos vêm de escolas da periferia da cidade e, segundo o IPEA (2013),
seria necessário ampliar as possibilidades entre as políticas públicas para que essa parcela da
juventude compreenda sua importância.
18
Um exemplo prático são as jovens que engravidam e não encontram apoio para a
continuidade dos estudos durante a gravidez e depois, tendo em conta esta situação, procuram
áreas profissionais informais com baixo nível de escolaridade.
Mesmo diante dessa realidade, muitos jovens lutam para ter acesso a faculdades e
universidades. Atualmente, 30% dos jovens ativos não têm uma trajetória linear do ensino
médio ao superior, e sua faixa etária gira em torno dos 25 anos. São filhos de pais que não
frequentaram a universidade e, com o boom do setor privado e público nesta área, conciliam os
estudos com o trabalho.
trabalhos. Isso significa que 52% estão associados ao trabalho formal e 13,3% à procura
de trabalho (IPEA, 2013).
19
O APRENDER E A HISTÓRIA
Capítulo 02
As Práticas do ensino em EaD
Os seres humanos habitam a Terra há centenas de milhares de anos, inicialmente
procurando comida por acaso, usando materiais prontamente disponíveis (como frutas e
vegetais) ou caçando e pescando carne. Com o tempo, tornou-se possível controlar o
abastecimento de alimentos por meio do plantio sistemático de sementes e posterior colheita.
Da colheita ao acaso à agricultura sistemática, o conhecimento das espécies aptas para
alimentação, bem como as estratégias de caça e as épocas de plantação, foi transmitido
oralmente, dos mais velhos aos mais novos, através de conversas, demonstrações, histórias e
lendas. O informante mais antigo e experiente era um tutor do mais novo; o aprendizado era
direto e prático, as ferramentas envolvidas estavam prontamente disponíveis e a capacidade de
corrigir erros na hora — um processo pragmático capaz de satisfazer as necessidades humanas
por milhares de anos.
Com o crescimento dos agrupamentos em vilas e cidades, aumentou a complexidade da
circulação de informações, o que criou a necessidade de registrar, em busca de permanência,
saberes que antes permaneciam apenas em memória – compreensão da compra e venda de
animais domésticos e dote, contratos de terras e testamentos, além de lendas que explicavam as
origens do mundo e o significado de diferentes culturas (e seus registros).
Alfabetos e outros sistemas de símbolos gráficos e notações numéricas tiveram que ser
criados para registrar os nomes, objetos e quantidades do que foi produzido. Profissionais
especializados surgiram para criar e interpretar esses registros: padres que cuidavam dos
registros ou documentos sagrados e escribas para outros escritos. Esses profissionais sempre
foram poucos (e em virtude de seus privilégios representavam uma elite), detentores do poder
de ler e escrever, enquanto a maioria da população permanecia analfabeta, dominada por
aqueles que monopolizaram o controle do conhecimento do passado e do presente, registrado
em documentos. Há quase mil anos começaram a surgir instituições, posteriormente
denominadas “universidades”, dedicadas inicialmente à formação teórica de sacerdotes, ou
seja, profissionais que seriam dirigentes de uma sociedade em que todo o funcionamento era
20
regido por ordens religiosas. Esperava-se
que os padres, como líderes, dominassem
os assuntos relacionados à religião e
buscassem conhecimento tanto teórico
(como teologia e filosofia) quanto prático
(como retórica – o estudo de como se
comunicar efetivamente oralmente e por
escrito e como entender a comunicação
dos outros com habilitação profissional).
Embora essas instituições se especializassem principalmente em disciplinas puramente teóricas,
com o tempo começaram a incluir o ensino na prática da medicina e do direito. No entanto,
permaneceram extremamente elitistas, aceitando como alunos apenas aqueles de famílias ricas
que podiam pagar professores particulares para ensinar seus filhos a ler e escrever, a interpretar
textos sofisticados, a usar conhecimento abstrato para entender ideias complexas e realizar
cálculos matemáticos.
Quase trezentos anos atrás, começaram a surgir novas ideias que argumentavam que não
era justo que alguns poucos na sociedade tivessem privilégios hereditários exclusivos (como o
acúmulo de grandes riquezas com base na exploração de outras pessoas, poder absoluto sobre
a vida e a morte) estranho aos outros e acesso privilegiado a todos os tipos de conhecimento).
Essas ideias provocaram mudanças no poder econômico e político na Europa e estimularam o
surgimento dos primeiros Estados-nação democráticos. As escolas "públicas" foram então
criadas para oferecer educação à população em geral que antes era prerrogativa de instituições
religiosas.
A implantação da escola pública (prática de inclusão de todas as pessoas no programa
educacional) foi um processo desigual. Em alguns países foi um sucesso desde o início; em
outros ainda está sendo implementado e em outros mal começou.
Nas áreas rurais, foram criadas "escolas de turma única" em que jovens de diferentes
faixas etárias estudavam lado a lado, com os mais velhos eexperientes auxiliando os mais novos
nos estudos, prática que ainda hoje é reconhecida como benéfica. Nas cidades, foram
construídos edifícios escolares que continham (se os fundos públicos permitissem), além de
salas de aula, uma biblioteca, um laboratório para o estudo de ciências naturais e línguas, bem
como locais adequados para atividades esportivas e artísticas. Ainda hoje, a jornada escolar
varia de país para país, chegando a sete horas naqueles onde a escolarização é mais prioritária.
21
Ao mesmo tempo em que as ideias democráticas se espalhavam pelo mundo, havia uma
mudança no mundo do trabalho: embora a agricultura continuasse sendo importante para
assegurar o abastecimento de alimentos e aumentar o comércio, surgia a "Revolução
Industrial", uma nova forma de produzir os bens de que a sociedade necessita.
Em tempos pré-industriais, objetos como roupas, sapatos ou, por exemplo, pás, eram
feitos à mão – tudo à mão, individualmente e sob medida, por um profissional especializado na
técnica e em seu próprio home Studio.
Na nova era industrial, surgiram fábricas em instalações adequadas à produção de
centenas ou milhares dos mesmos produtos por dia, sempre com o auxílio de máquinas cada
vez mais sofisticadas. Para operar essas máquinas, os trabalhadores tinham que aprender a ler,
escrever e aritmética, enquanto as escolas gradualmente organizavam seus currículos para
preparar os jovens para trabalhar nessas fábricas, nos escritórios que as dirigiam e nas lojas que
pareciam vender. produtos.
As escolas também passaram a ter estruturas semelhantes a fábricas, produzindo
milhões de alunos a cada ano que, além de estudarem os mesmos livros (com conteúdo
idênticos), eram avaliados por testes padronizados (de forma semelhante aos carros produzidos
em "linhas de montagem" ). Foi ao mesmo tempo uma resposta à exigência do pensamento
democrático de assegurar a preparação formal para a vida econômica de todos os cidadãos e
uma solução para a oferta de empregos para uma sociedade organizada em torno da produção
industrial de bens materiais.
2.1 A APRENDIZAGEM E SEUS ELEMENTOS
Com a massificação do ensino, foram criadas entidades dedicadas à investigação do
processo de aprendizagem com o objetivo de descobrir como melhorar o processo de aquisição
de conhecimentos e competências e como transformar essas competências em desempenhos
cada vez mais bem-sucedidos.
No entanto, a experiência dos últimos cem anos mostra que o grande problema não é a
descoberta constante de novos conhecimentos (sobre a aprendizagem), mas a sua transferência
para as instituições de ensino - escolas, universidades e programas educacionais nas empresas.
A resistência a novas ideias e novas práticas leva muito tempo para ser absorvida e é possível
observar mudanças decorrentes de novas ideias que comprovam a experiência.
A mesma resistência ocorreu durante o século XIX, quando foi comprovado em
laboratórios científicos que organismos microscópicos (bactérias e vírus) causam doenças.
22
Demorou toda uma geração (quase quarenta anos) para que os profissionais de saúde (médicos
e enfermeiros) aceitassem essa nova ideia e passassem a agir de forma adequada, lavando
sempre as mãos.
O mesmo está acontecendo hoje com novas ideias sobre a aprendizagem humana.
Muitos educadores e instituições acreditam que o processo deve ser para que o aluno
absorva e memorize uma grande quantidade de fatos (historiográficos, por exemplo: que Cabral
desembarcou no Brasil em 1500) e conhecimentos (por exemplo, que a revolução pela
independência e justiça social na América do Norte e na França no final do século XVIII
desencadeou uma sucessão de movimentos de liberdade em todo o mundo ocidental) e suas
possíveis replicações em evidências acadêmicas. O vestibular no Brasil é um exemplo desse
conceito ultrapassado, que exige principalmente que os candidatos aprendam apenas de cor.
Embora o pensamento científico ainda esteja avançando no funcionamento das coisas,
atualmente é possível dizer que o processo de aprendizagem envolve quatro elementos básicos:
aquele que quer aprender (aluno, aluno, aprendiz); conhecimento em si (ideias, conceitos,
informações, representados em textos, imagens ou sons ou combinações dos mesmos); alguém
que saiba organizar o conhecimento adequadamente para a aprendizagem (professor, instrutor
ou equipe multidisciplinar); e o contexto ou situação em que a aprendizagem ocorrerá (aula
presencial convencional - todos os participantes reunidos no mesmo local no mesmo horário ou
situações flexíveis - mudança de horário e local para cada aluno, todos "participando" quando
é mais conveniente).
A palavra "ensinar" não é usada hoje porque sugere que o mais importante no processo
educacional é o que o professor transmite ao aluno, em um processo de comunicação
unidirecional em que o professor desempenha um papel ativo e o aluno um passivo Função. em
seu caderno o que o professor disse ou "ensinou". A pesquisa até agora mostrou que é o aluno
que deve estar ativamente envolvido no processo de aprendizagem, descobrindo o
conhecimento necessário por meio de tentativa e erro, tentando resolver uma variedade de
problemas e apenas sendo guiado pelo professor ou instrutor.
Se o professor fornece conhecimento como um “prato preparado” em um restaurante, o
aluno não entende o contexto em que a solução surgiu; sua motivação é justamente lembrar a
conclusão, a resposta correta, a satisfação do professor e da escola. Cabe ao professor
reconhecer que seu papel não é mais “entregar” ao aluno um conjunto de fatos e saberes “já
mordidos” que representam apenas sua visão do fenômeno em estudo, ou seja, um processo
limitado em uma sociedade pluralista com acesso à informação em qualquer biblioteca pública
ou via Internet.
23
Um professor que limita seu trabalho a transmitir fatos e a entrega de conhecimento aos
alunos logo será substituída por computadores e sites que realizam essa tarefa 24 horas por dia,
sete dias por semana. Mas um profissional que concentra seus esforços na criação de ambientes
e tarefas que permitam aos alunos descobrir por si mesmos (fatos e conhecimentos com
diferentes interpretações das informações obtidas) jamais será substituído. no ensino presencial
ou a distância. Além disso, é importante que a aprendizagem seja "situada" em um contexto
familiar para cada faixa etária, evitando assim que expressões retóricas (metáforas, metonímias
e dispositivos figurativos em geral) sejam fora do universo de experiência do aluno (os
elementos simbólicos devem, portanto, ser devidamente contextualizados).
Independentemente do fator contextual, é importante que a situação de aprendizagem
ofereça ao aluno uma “zona segura” na qual é possível cometer erros: é favorável para a
aprendizagem que o aluno assuma riscos, tente diferentes formas de encontrar soluções
adequadas para os problemas. Enquanto no passado o ensino convencional esperava que o aluno
aprendesse uma única resposta "correta" e um único caminho para chegar lá, hoje o aluno é
encorajado a explorar caminhos alternativos. É igualmente importante que o aluno preste
atenção ao caminho que percorreu para o conhecimento. Estar ciente do que o ajudou a chegar
ao lugar certo permite que você discuta e compare com os colegas as diferentes estratégias que
escolheu, uma sabedoria (chamada "metacognição") que pode ser posteriormente transferida
para outros desafios do estudo.
Sabemos que, assim como cada indivíduo tem uma impressão digital, cor de voz e
padrão de íris únicos, cada indivíduo tem um 'estilo de aprendizado' diferente. Alguns são bons
com números; outros com redação e interpretação de textos; outros com música ou usando o
corpo em esportes e arte. Isso significa que todos nós temos certas habilidades mentais
envolvidas no aprendizado e nas atividades diárias, mas em diferentes "dosagens"ou
configurações. Assim, algumas pessoas aprendem melhor lendo textos, enquanto outras o
fazem por meio de imagens e sons (como vídeos e multimídia).
Assim como um tamanho de sapato não serve para todos, uma certa abordagem de
aprendizado pode ser satisfatória para alguns, mas não para outros. Por esse motivo, um dos
objetivos do aprendizado hoje é torná-lo o mais "sob medida" possível para cada aluno. As
novas tecnologias de comunicação oferecem excelentes condições para lidar com palavras,
imagens e sons, o que permite preparar ambientes de aprendizagem para pessoas com diferentes
"estilos" ou perfis de aquisição de informação e conhecimento.
A descoberta nos últimos anos de que existem grandes diferenças nos estilos de
aprendizagem entre jovens e adultos levou à criação de termos para essa distinção: "pedagogia"
24
refere-se à aprendizagem de jovens e "andragogia" refere-se a adultos. Aprendendo.
"Heutagogia" é um termo usado para autoaprendizagem, onde não há professor ou escola e o
aluno precisa ou quer adquirir novos conhecimentos por conta própria. Como veremos adiante,
a questão dos diferentes "estilos" de aprendizagem desempenha um papel importante na
educação a distância.
2.2 A MOTIVAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Embora muitas pessoas tenham descoberto recentemente as possibilidades do ensino a
distância, na verdade é uma prática tradicional que começou por volta de 1850 em vários países
da Europa. O motivo de oferecer educação e formação àqueles que por uma razão ou outra não
puderam frequentar a escola surgiu da vontade de alargar a oportunidade de
autoaperfeiçoamento a todos os que querem aprender e satisfazer as suas mais diversas
ambições. Fornecendo acesso a conhecimento de técnicas agrícolas modernas ou reparos em
geral (relógios, motores, objetos em geral), as pessoas que concluíram esses cursos tiveram
mais oportunidades em diferentes carreiras, fator que reduziu as grandes diferenças entre a vida
nas grandes cidades e a vida nas cidades menores, mais remotas e isoladas.
No caso do ensino superior, a Universidade de Londres iniciou programas de ensino a
distância por meio de cursos por correspondência em 1858, e os cursos por correspondência
funcionavam em um ambiente onde os alunos tinham mais tempo para pensar sobre o tema,
mais oportunidades de usar sua imaginação e mais satisfação pessoal no contato com
instituições e pessoas em lugares distantes. Entre seus alunos mais famosos Mahatma Gandhi
e Nelson Mandela (que estudaram direito), além de quatro cientistas que mais tarde ganharam
o Prêmio Nobel.
Quando percebemos que aproximadamente uma em cada dez pessoas em qualquer país
sofre de necessidades especiais (cegueira, surdez, incapacidade física de locomoção, entre
outras limitações), além daquelas (em grande número) que não podem sair de casa por
obrigação de cuidar de familiares idosos ou filhos, fica muito claro o papel da "inclusão social"
por meio da educação a distância. Se a pessoa não pode ir à escola ou universidade, a instituição
tem que ir!
Durante os primeiros cinquenta anos, o "sistema de entrega" do conhecimento na
educação a distância foi impresso entregue aos alunos pelo correio. A instituição que ministrou
o curso recebeu (e devolveu os corrigidos) exercícios acadêmicos e a tese produzida pelo aluno.
25
Os cursos de "correspondência" têm sido econômicos tanto para o aluno quanto para a
instituição que os oferece.
Embora já existam novos recursos eletrônicos sofisticados para a realização de cursos à
distância, muitas pessoas ainda não têm acesso a eles, e os cursos por correspondência são para
eles uma “tábua de salvação” garantindo o acesso ao conhecimento e à experiência, a
certificação de suas habilidades.
Na primeira década do século XX, com o advento da cinematografia, essa tecnologia de
comunicação passou a ser utilizada para o ensino a distância: escolas, universidades e empresas
criaram cursos completos sobre filmes que foram distribuídos nacional e internacionalmente.
Nas terceira e quarta décadas, muitos países passaram a utilizar o rádio para cursos em todo o
seu território. O mesmo vem ocorrendo desde a década de 1950 com o advento e popularização
da televisão.
Assim como os cursos por correspondência, o ensino por rádio e televisão não permite
interação, discussão ou trabalho em equipe entre os alunos, pois toda a comunicação é feita
diretamente entre o aluno e a instituição. Mesmo assim, essas soluções de transmissão são muito
importantes nos países em desenvolvimento, pois atingem muitas pessoas espalhadas por uma
ampla área geográfica, incluindo locais muito distantes dos principais centros.
Hoje já existem novos recursos eletrônicos sofisticados para a realização de cursos à
distância, muitas pessoas ainda não têm acesso a eles, e os cursos por correspondência são para
eles uma “tábua de salvação” garantindo o acesso ao conhecimento e à experiência, a
certificação de suas habilidades.
Na primeira década do século XX, com o advento da cinematografia, essa tecnologia de
comunicação passou a ser utilizada para o ensino a distância: escolas, universidades e empresas
criaram cursos completos sobre filmes que foram distribuídos nacional e internacionalmente.
Nas terceira e quarta décadas, muitos países passaram a utilizar o rádio para cursos em todo o
seu território. O mesmo vem ocorrendo desde a década de 1950 com o advento e popularização
da televisão.
Cada tecnologia de comunicação possui características distintas e pode ser utilizada em
diversas situações como entretenimento ou aprendizagem; estamos fazendo bom uso de todas
as tecnologias que já temos em mãos para atender às necessidades de aquisição de
conhecimento que nossa sociedade exige hoje? conhecimento. Essas soluções utilizam um
sistema de comunicação que, já instalado para outras finalidades (entretenimento, notícias), é
econômico, considerando o grande número de ouvintes que a programação atingirá.
26
Na segunda metade do século XX, as fitas cassete e, posteriormente, os gravadores de
vídeo começaram a ser usados para o aprendizado. Pela primeira vez, o audiocassete oferecia
uma alternativa aos materiais impressos porque permitia mobilidade e portabilidade – o aluno
podia levar conhecimento em viagens longas ou curtas e receber informações por meio de um
aparelho pequeno e barato. A flexibilidade de poder escolher dia e horário para aprender passou
a atrair muitos potenciais aprendizes. A “comodidade” de estudar onde, quando e como se
tornou uma das principais características da educação a distância.
Hoje é tecnologicamente possível nesta área programar um gravador de vídeo ou DVD,
i-pod, MP3 ou aparelhos avançados e gravar uma aula transmitida em um dia e horário
específicos para visualização em outro dia e horário. Essas tecnologias foram de grande
importância na educação a distância porque facilitaram a vida do aluno ao fornecer o
conhecimento em "pacotes", suportando muitas informações em um espaço pequeno,
disponíveis em dispositivos leves e portáteis que podiam ser acessados repetidamente e
repassados a muitas pessoas.
Os satélites artificiais, desenvolvidos a partir da década de 1950, também foram
relevantes, pois possibilitaram o ensino a distância em escala global.
Mas foi com o advento do computador que o ensino a distância deu um salto
extraordinário, pois, ao contrário de todas as máquinas inventadas anteriormente, ele é capaz
de realizar não apenas uma função, mas várias ao mesmo tempo. Um computador é uma
máquina "multimídia", ou seja, permite gravar palavras, imagens e sons. É também uma
máquina de "comunicação" que permite enviar e receber mensagens (com textos, imagens ou
sons) à escala global, desde que ligada por cabo ou por sistema "wireless" (transmissão
bidirecional de sinais a curta distância, à rede telefónica.
Além disso, um computadorexecuta certas formas de "pensamento", como procurar
uma palavra ou grupo de palavras em um grande corpo de conhecimento (como uma
enciclopédia de 30 volumes) ou ordenar alfabeticamente todas as palavras em tal enciclopédia,
de modo que que para fins de pesquisa ou, se devidamente programado, traduzir
instantaneamente qualquer texto.
passar de uma língua a outra com um grau de precisão constantemente superado. Com
base nos dados do passado armazenados em sua memória, o computador pode projetar situações
no futuro para criar cenários alternativos e ajudar na tomada de decisão. Por fim, pode
"dialogar" com seu usuário via texto ou voz.
Redes de comunicações eletrônicas de acesso público que surgiram na década de 1980
ao permitirem a interligação de computadores domésticos que os cidadãos começaram a
27
adquirir em suas casas, somados aos de empresas, órgãos governamentais e locais públicos de
livre acesso (telecentros), possibilitaram conectar todos os computadores do mundo.
Para quem se interessa por educação e treinamento, algo mais importante não poderia
acontecer: um grande público cada vez mais empoderado, instalações adequadas para a
realização de cursos à distância e para posterior utilização dessas mesmas facilidades para
ampliar continuamente o conhecimento.
2.3 EXISTE VANTAGEM DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA SOBRE A PRESENCIAL?
A educação a distância reúne algumas características que nos permitem afirmar que, em
geral, nas condições típicas de educação presencial e educação a distância, é mais provável que
a educação a distância tenha resultados positivos na aquisição de novos conhecimentos pelos
alunos que fazer cursos. Isso porque, enquanto uma aula presencial tem apenas um professor e
sua então imaginação, energia e inspiração (claro, entre outras coisas, livros didáticos, mapas e
até data show), na educação a distância cada curso é sempre preparado por uma equipe de
especialistas, cada um dos quais contribui com seu talento e experiência para criar um produto
organizado nos mínimos detalhes para alcançar o sucesso planejado. É esse planejamento, feito
com antecedência e sem improvisos, que garante a qualidade e o sucesso do curso a distância.
Muitos educadores que têm uma visão nostálgica dos processos educativos passados
consideram insubstituível o "toque" pessoal do professor em sala de aula. Mas eles se esquecem
de que nem todo professor tem imaginação, inspiração e energia ideais para dar a palestra
brilhante esperada toda vez que encontram os alunos face a face. Esquecem também que o
atendimento presencial é extremamente caro e elitista, enquanto o ensino a distância, pelo
processo quase industrial pelo qual é conduzido, é econômico e democrático e permite o
atendimento de grande número de alunos. pessoas que querem aprender.
Outra vantagem do ensino a distância é a oferta de "habilidades Hibridas" (às vezes
chamado de "blended" - (mix), ou seja, parte à distância e parte presencial. Por exemplo, um
curso universitário poderia ser criado para economizar tempo e dinheiro que os alunos
gastariam em viagens remotas.
A última vantagem da educação a distância sobre a presencial é que o curso ministrado
em rede de computadores é estruturado com muita interatividade e muita colaboração entre os
alunos, estratégias que farão parte do dia a dia de todos. profissionais no futuro e cujo uso
qualificado será decisivo para o seu sucesso.
28
Capítulo 03
O preconceito contra o EaD
Estamos em uma fase educacional de transição, saindo de um ambiente educacional
elitista, unidirecional (a informação passa do professor para o aluno) e carente de recursos em
termos de ofertas educacionais para a maioria daqueles que querem aprender. Muitos
educadores ainda não conseguiram se livrar dos laços nostálgicos com a forma como eles
próprios aprenderam. Tanto no ensino básico como no ensino básico e superior, os professores
resistem a novas abordagens mais de acordo com o temperamento dos jovens, as descobertas
sobre a cognição humana (às quais já chegaram as neurociências) e as possibilidades oferecidas
pelas novas informações e tecnologias de comunicação. Às vezes, quando questionado sobre a
eficácia do ensino a distância, ele responde: "Não vi e não gostei!" ou "Minha disciplina não
pode ser ministrada à distância!". Esta atitude conservadora, que apenas preserva as estratégias
pedagógicas do passado ("Aprendi assim!"), opõe-se à criação de um novo ambiente de
aprendizagem.
Em vez de confrontar os prós e contras da educação a distância com equanimidade,
esses professores concentram suas críticas no que veem como "buracos" no processo, por
exemplo: assumem que deve haver muita desonestidade nas provas e provas na educação a
distância porque o aluno está afastado do examinador e acredita que a natureza da avaliação é
"colar" ou usar outros meios ilegais para passar no curso. A credibilidade do EAD é inequívoca
devido ao sucesso de milhões de pessoas em todo o mundo que estudam remotamente em
instituições acadêmicas de prestígio. Existem várias estratégias para avaliar um educando a
distância e evitar práticas desonestas.
Outra crítica que não pode ser resistida vem do desconhecimento de como funciona o
ensino a distância, assumindo que é uma metodologia de aprendizagem “robótica” onde as
máquinas fazem perguntas ao aluno que responde, também como uma máquina, imaginando
condicionamentos mais ou menos como Pavlov. experiência com cães em seu laboratório. Nada
poderia estar mais longe da verdade. A boa prática do ensino a distância hoje vai muito além
do simples processo de leitura, memorização e revisão, como veremos na próxima seção.
De qualquer forma, quando alguém critica a educação a distância como um todo, é
porque não conhece a prática e, como o avestruz (que enfia a cabeça no chão quando está com
medo), não consegue ver o que está acontecendo ao seu redor.
29
A aceitação da educação a distância, tanto na sociedade como um todo quanto na
comunidade educacional profissional, continua a crescer exponencialmente. A distinção
histórica entre educação a distância e educação presencial está se estreitando na medida em que
um educador afirma que “[...] não é mais necessária a proximidade física de professores e alunos
dentro de espaços institucionais ou locais de aprendizagem em momentos específicos.
Em abril de 2006, o Ministério da Educação de um dos estados mais populosos da
América do Norte tornou obrigatório que todos os alunos do ensino médio concluíssem pelo
menos uma disciplina pela Internet antes da formatura. Nesse mesmo ano, 7% (cerca de dez
milhões de pessoas) de todos os universitários daquele país fizeram seus cursos totalmente
online. Em um estudo do Consortium Sloan sobre a credibilidade do ensino a distância entre os
500 maiores empregadores dos EUA (embora 38% dos recrutadores tenham dito que valorizam
menos o ensino a distância), 10% disseram que valorizam mais o EAD e 52% descobriram que
entre ambos não há diferença significativa entre os dois métodos.
Quando falamos em tecnologias convencionais na educação a distância, pensamos em
materiais impressos, filme, vídeo, CD e DVD, rádio e televisão. Todas essas tecnologias são
válidas como estratégias de aprendizagem hoje, mas apresentam certos inconvenientes, seja
porque não permitem a interação entre os alunos que estudam a mesma matéria ao mesmo
tempo, seja porque exigem que os alunos estejam em um determinado local, em um
determinado dia e tempo para receber o conteúdo educacional da transmissão. Claro que sempre
é possível gravar a transferência do conteúdo em algum suporte físico, para posterior consulta,
mas nem todos os alunos possuem os equipamentos necessários. Até que a maioria das famílias
em qualquer país tenha um computador e equipamentos de telecomunicações, esses meios
"convencionais" terão que continuar a ser usadospara atender o público em geral com
necessidade de informação.
A aprendizagem feita 'online', ou seja, através da 'World Wide Web' (comumente
chamada de web), tem diferentes estruturas. Apesar de se tratar de um fenômeno relativamente
recente (início dos anos 90) e de um boom extremamente rápido em escala global, é possível
identificar três principais setores de crescimento. O primeiro e mais famoso é aquele em que
você encontra "tutoriais", também chamados de "cursos", com duração que pode variar de dez
a quinze minutos (aprender uma coisa simples e urgente) a vários meses.. Por ter uma estrutura
de curso, isso significa que contém leituras, possivelmente atividades práticas de aprendizado
e, possivelmente, um teste para testar o quão bem o aluno absorveu o novo conhecimento.
A realização de cursos pela web geralmente é feita por meio de um programa de
computador, geralmente chamado de "sistema de gerenciamento de aprendizagem", instalado
30
em um dos potentes computadores da instituição que oferece o curso, ao qual os alunos podem
acessar através de seus computadores, rede telefônica (com ou sem fio ) ou televisão por
assinatura a cabo. Esse processo costuma ser chamado de “aprendizagem virtual” porque todas
as ações do curso acontecem em um espaço “virtual”.
O conceito de virtualidade é muito importante hoje. Imagine que você está falando com
alguém ao telefone. A comunicação telefónica está no "espaço virtual", invisível entre o emissor
e o receptor; Não é um local com existência física, mas um “espaço” que nos permite realizar
cada vez mais transações que fazem parte do nosso quotidiano: transferências bancárias,
reservas de hotéis, compras de bilhetes de avião. , "reuniões virtuais" e atividades similares. A
comparação explica esse fenômeno: "virtual" é algo que não está, mas parece estar (como o uso
da realidade virtual, que pode simular lugares reais ou imaginários); "transparente" define o que
está lá, mas não parece estar (como em um aluno que usa seu computador para solicitar
informações de outro computador remoto e que recebe (sem ser informado ou ciente)
informações fornecidas por um terceiro computador. ).
Um computador conectado a redes de telecomunicações pode ajudar o aluno a
enriquecer e aprofundar a compreensão de conceitos complexos por meio da apresentação de
informações sofisticadas que esclarecerão as dúvidas mais comuns.
O programa de computador então cria um espaço virtual por meio do qual os alunos
podem acessar o conteúdo preparado pela equipe de desenvolvimento do curso, "conhecer"
outros alunos, conversar, discutir ideias e preparar trabalhos em colaboração com os colegas do
curso. , consultar o professor e realizar outras atividades semelhantes importantes para o
aprendizado. Muitos sistemas de gerenciamento de aprendizagem oferecem diferentes
estruturas e opções pedagógicas para atender a diferentes perfis de alunos.
Os cursos à distância podem ser realizados de três formas: manualmente (por uma
equipe profissional) ou externamente. No primeiro caso, o professor (ou especialista no
assunto) trabalha basicamente sozinho e cria textos, gráficos e outros materiais usando software
proprietário. Em seguida, este conteúdo é adaptado ao programa de computador (learning
manager) existente no servidor que atenderá os alunos. O professor pode criar um cronograma
de atendimento síncrono ou assíncrono com os alunos durante o curso.
No segundo caso, é uma equipe de no mínimo seis profissionais especialistas que
trabalham de seis a dezoito meses na produção do curso.
No terceiro caso, há uma divisão do processo produtivo com separação de funções e
contratação de diferentes empresas especializadas em diferentes funções, tais como:
coordenação (matéria organizadora do curso); contente; pedagogia; web design ou produção
31
audiovisual; tecnologia (dividida na utilização do programa que gerencia o conteúdo
[“plataforma”] e na hospedagem do conteúdo no servidor); apoio à aprendizagem dos alunos;
coordenação administrativa/financeira; produção e entrega de um certificado ou diploma. A
terceirização tem vantagens e desvantagens que dependem das condições locais e do momento.
Instituições educacionais convencionais muitas vezes realizam a maioria dessas atividades
internamente e terceirizam os aspectos mais tecnológicos, como manutenção da plataforma,
servidores e conexões de telecomunicações. As dificuldades em encontrar "escritores de
conteúdo" de qualidade criam oportunidades para parcerias entre editoras de livros
universitários e instituições de ensino a distância.
E-learning (abreviação de electronic learning) refere-se a um processo educacional que
inclui conteúdo disponível online. Funciona na intranet (rede eletrônica exclusiva da
organização para seus funcionários), na extranet (rede semiaberta que inclui fornecedores,
clientes e funcionários da própria empresa), abertamente na web ou na televisão interativa.
O ambiente virtual disponibilizado pelo software de e-learning, denominado plataforma,
é constituído por vários elementos que suportam todos os atos de comunicação que fazem parte
do processo de aprendizagem:
• portal (ou ponto único de entrada)
• sistema de gerenciamento de usuários (determinando quem tem acesso)
• um ambiente colaborativo
• e-mail (assíncrono)
• Discussão dividida por tópicos (assíncrona)
• espaço para webcasts (síncronos)
• área para simulações e compartilhamento de recursos (síncrono)
• quadro branco e bate-papo (síncrono)
• serviço de eventos
• serviço para gerenciamento de conteúdo de aprendizagem, como objetos reutilizáveis
e material de aprendizagem convencional para apoiar a aprendizagem "combinada"
• sistema de avaliação do aluno
• perguntas com a opção de marcar várias respostas
• respostas mais corretas
• respostas curtas
• perguntas (alternativas falsas/verdadeiras)
• escrever um ensaio
• simulação
32
• trabalho em equipe
• apoio de processos de acreditação
• sistema de gerenciamento de ensino
• candidatos ao curso
• subsistema de transcrição do aluno
• um plano de desenvolvimento pessoal para cada aluno
• registros do palestrante
• programas educacionais
• gerenciar os aspectos de propriedade intelectual dos materiais do curso
• banco de dados de suporte do curso
• um ambiente de interação dos alunos onde é possível conversar sobre assuntos pessoais
e construir um senso de 'comunidade'.
Nos primórdios do e-learning, os alunos tinham muitos problemas devido à
inconsistência de navegação e apresentação das informações. Houve descontinuidade entre as
diferentes áreas funcionais (nomeadamente ao nível do acesso aos conteúdos curriculares, das
discussões em grupo e dos processos de avaliação dos alunos). Existia uma certa rigidez e
“hostilidade” sistémica decorrente do facto de o novo sistema continuar a utilizar o antigo
paradigma da sala de aula com toda a atenção centrada no professor e desenho linear e
demasiado restritivo em relação aos procedimentos. Em algumas plataformas, é possível
observar uma redução significativa no sentido da presença de seres humanos comunicantes,
substituídos por processos essencialmente automatizados (às vezes chamados de “a quinta
geração da educação a distância”); outros procuram enfatizar a sensação de "conforto" e "calor"
para o aluno no ambiente de estudo.
Hoje, existem muitas plataformas, tanto comerciais quanto gratuitas, que seguem os
princípios de design já consolidados: fácil de usar, fácil de acessar, flexível e eficiente. Algumas
grandes instituições que oferecem e-learning estão seguindo a tendência de optar por
plataformas gratuitas de "código aberto" porque possuem os recursos financeiros necessários
para customizar o software e continuar fornecendo suporte técnico para seu uso dentro da
comunidade. instituições, enquanto instituições menores tendem a preferir plataformasproprietárias, que são caras, mas incluem suporte de longo prazo para aqueles que podem pagar.
Uma terceira alternativa é que muitas instituições optam por preparar o conteúdo de seus cursos
internamente e terceirizar a preparação e manutenção da plataforma tecnológica por meio de
empresas especializadas que garantem atendimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.
33
A realidade virtual e a telepresença são cada vez mais utilizadas na educação a distância,
assim como as imagens tridimensionais, exemplificadas pelos sites "SecondLife.com" e
"FarmVille.com", lançados pela primeira vez em 2003 (com mais de 19 milhões de "residentes"
em 2010) e o segundo, com estrutura de jogo social, lançado em 2009 (com 60 milhões de
"agricultores" em 2010). Cada morador pode ter um "avatar" programável (uma representação
gráfica do usuário) que pode criar projetos com ou sem fins lucrativos. Ambos os ambientes
oferecem “moeda virtual” para compra, venda e aluguel de “terrenos”, bens e serviços.
Centenas de universidades ao redor do mundo utilizam a modalidade "mundo virtual" para
ministrar cursos. As notícias sobre o avanço da realidade virtual em três dimensões pela web
são animadoras e destacam a qualidade da interatividade.
34
Capítulo 04
INTERAÇÃO E INTERATIVIDADE
Segundo Lippman (1998), a interatividade pode ser definida como a atividade mútua e
simultânea por parte de dois agentes, geralmente em direção ao mesmo objetivo, podendo
provocar mudanças no comportamento entre eles. Com esse conceito em mente, pode-se
acrescentar a característica de bidirecionalidade do processo, em que o fluxo ocorre em duas
direções e os agentes (emissor e receptor) se comunicam entre si durante a construção da
mensagem.
Landim (1997) é mais específico quando afirma que a interatividade na educação a
distância envolve a mediação, que se constitui no manejo dos conteúdos e das formas de
expressão e na relação de comunicação. A interação com pessoas que possuem princípios de
vida, hábitos, habilidades, conhecimentos, preconceitos, limitações diferentes, porém, exige
atenção e flexibilidade, no que diz respeito à resolução de problemas, bloqueios, mal-
entendidos e objeções.
A interação não é apenas entre o aluno e o material; ela se dá entre alunos, alunos e
tutor, alunos e instituição de ensino, bem como entre outros elementos que compõem o universo
do aluno (história de vida, família, trabalho etc.). Diante dessa diversidade, é preciso atenção
para valorizar as diferenças, estimular ideias, opiniões e atitudes, desenvolver a capacidade de
aprender a aprender.
4.1 BARREIRAS DO PROCESSO ENSINO-EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E BENEFÍCIOS
DA INCLUSÃO DE PROGRAMAS INTERATIVOS NO AMBIENTE DE EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA
Segundo Isotani (2009), existem diversas barreiras no processo ensino-aprendizagem a
distância, dentre elas: falta de motivação pessoal; avaliação atrasada ou insuficiente; falta de
contato com o professor; despreparo técnico do aluno ou professor; sentir-se alienado e isolado;
conteúdo fora de ordem e em formato inadequado; falta de suporte técnico. Por outro lado, seus
35
benefícios vão além dessas barreiras e possibilitam cursos de qualidade quando há prática em
encontrar seu escopo, por exemplo: a possibilidade de utilizar diferentes formas de apresentação
de um mesmo material; permite a análise contínua do curso; pode aumentar a taxa de
aprendizagem; permite criar ambientes de aprendizagem em modo de autoaprendizagem;
fornece um meio de combater o sentimento de isolamento ou alienação e permite o registro das
interações dos alunos com o conteúdo.
Vemos a necessidade de superar essas barreiras para que essa modalidade de ensino não
falhe e seus benefícios contribuam para o processo ensino-aprendizagem.
4.2 FERRAMENTAS INTERATIVAS
Para Fuks et al. (2004) “ferramentas interativas são aquelas utilizadas para facilitar o
processo de ensino e aprendizagem e para estimular a colaboração e interação entre os
participantes de um curso baseado na web”.
4.2.1 Tipos de ferramentas interativas
4.2.1.1 As ferramentas assíncronas “são aquelas que independem de tempo e lugar e
podem revolucionar o processo de interação entre professores e alunos” (LINS, MOITA, 2009).
Como exemplos:
E-mail, que é considerada a ferramenta mais utilizada na Internet e que permite a troca
de mensagens e o compartilhamento de informações; enviar e receber texto simples, arquivos
de áudio, planilhas, imagens, anexos (arquivos anexados), capacidade de usar dispositivos de
segurança para criptografar mensagens.
Fórum ou lista de discussão, permite a comunicação entre membros do projeto ou
pessoas interessadas em temas específicos; A participação de novas pessoas pode ser aberta ou
restrita.
Webblogs ou Blogs é um diário virtual. Ser a ferramenta mais conhecida e utilizada no
contexto educacional;
FTP - protocolo de arquivo é o fornecimento de arquivos contendo som, texto, imagem
ou vídeo (MEHLECKE, TAROUCO, 2009).
36
4.2.1.2 As ferramentas síncronas são aquelas que exigem que professores e alunos
participem de eventos planejados com horários específicos para sua realização. Ocorrendo em
tempo real (online), eles proporcionam aos alunos e professores da EAD, bem como a todos os
envolvidos na instituição, grupos e comunidades, interação imediata e um senso de persistência
na continuidade de seu curso.
O desenvolvimento da agilidade na comunicação ocorre de forma harmoniosa no
processo de aprendizagem devido ao fácil relacionamento entre professores-alunos, alunos-
professores e alunos-alunos, onde todos estão envolvidos na interação e interatividade (LINS,
MOITA, 2009). Como exemplos:
Chat (sala de bate-papo), meio com potencial didático para estudo, pouco utilizado em
atividades pedagógicas, possibilita a comunicação síncrona entre diferentes pessoas que estão
conectadas em determinado momento. Os estudos na literatura sobre o uso pedagógico do chat
ainda são incipientes, a maioria desses materiais se limita a apontar suas características gerais
sem entrar em detalhes sobre suas possibilidades específicas. Portanto, é necessário realizar
estudos experimentais relacionados ao seu uso como ferramenta de comunicação e ferramenta
pedagógica que gera aprendizado e mecanismos para superar as dificuldades e limitações que
o uso do Chat no ensino oferece (MERCADO, 2009)
A videoconferência, que segundo Santos N. (1998) é uma forma de comunicação
interativa que permite que duas ou mais pessoas que se encontram em locais diferentes se
encontrem face a face por meio de comunicação áudio e visual em tempo real. Sua utilização
traz uma série de vantagens: economia de tempo, evitando deslocamentos físicos para um local
especial e economia, redução de custos de deslocamento e recurso de busca, já que a reunião
pode ser gravada e acessada posteriormente.
Audioconferência, um sistema de transmissão de áudio, recebido por um ou mais
usuários simultaneamente. Disponibilização de arquivos contendo som, texto, imagens ou
vídeo. (MEHLECKE, TAROUCO, 2009). A interação entre os indivíduos ocorre por meio de
um canal de áudio onde é possível ouvir e se comunicar; curso, palestra, reunião, entre outros.
Um canal de texto via chat em uma sala virtual onde os participantes podem postar dúvidas,
opiniões, expressar suas opiniões sem interromper a fala do outro que está falando no momento.
Este tipo de ferramenta tem suas vantagens em relação a outras ferramentas sem precisar de
muita sofisticação, o que permite sua real funcionalidade com um computador com
configurações mínimas; gabinete de som; microfone ou fones de ouvido; Conexão com a
Internet, mesmo que seja uma linha dial-up.
37
Teleconferência é qualquer tipo de conferência remota em tempo real envolvendo atransmissão e recepção de diversos tipos de mídia com sons e imagens diretamente do local.
4.3 INTERAÇÃO E INTERATIVIDADE EM UM AMBIENTE VIRTUAL DE
APRENDIZAGEM.
O AVA garante uma mudança no tamanho do ensino e aprendizagem, que era realizado
principalmente no espaço escolar. Marquesi e Araújo Jr (2008) destacam que o AVA deve
melhorar a comunicação e possibilitar a interação e a interatividade por meio de recursos
tecnológicos, além de que as atividades a serem realizadas no AVA devem representar um
caminho que promova autonomia e exploração do espaço. e recursos virtuais que permitem
uma aprendizagem significativa.
No entanto, para evitar a transposição de conteúdo e tornar o AVA um espaço de
armazenamento de atividades, é preciso entender as mudanças que ocorreram na forma como
o conhecimento é adquirido ao longo do tempo, como mostra a Tabela 1 a seguir:
FORMAS DE ADQUIRIR CONHECIMENTO
SÉC. XIX SÉC. XXI
O professor é o centro. O centro do aprendizado é o aluno.
Valoriza o conteúdo. Exposição do
conteúdo.
Valoriza a aprendizagem autônoma e
colaborativa.
Passividade do aluno. Assimilar
conteúdo.
Participação ativa do aluno. Construir
conhecimento.
Grande número de atividades. Atividades baseada em resoluções de
problemas e reflexivas.
Individualidade Colaboração
Sequência linear Hipertexto
Com base na Tabela 1, pode-se perceber as mudanças que as TDIC trouxeram para o
campo da educação, visto que diante da sociedade globalizada em que vivemos, o indivíduo
necessita de novas habilidades e competências para se engajar diante dos desafios da sociedade.
Nesse cenário, as ações do professor e a atitude do aluno mudam, o primeiro tornando-se o
agente da aprendizagem e o segundo o sujeito que constrói seu conhecimento.
Assim, Pereira, Schmitt e Dias (2007, p. 2) explicam que: “O processo de ensino-
aprendizagem tem o potencial de se tornar mais ativo, dinâmico e personalizado por meio de
ambientes virtuais de aprendizagem”. abordagem de data em que o AVA por meio do TDIC
38
estimula a interação entre os participantes e a interatividade com o conteúdo a ser aprendido.
Considere também diferentes estilos de aprendizagem.
O AVA conta com essas ferramentas para promover a interação e melhorar a qualidade
do aprendizado na educação a distância. Por meio deles é possível esclarecer dúvidas, refletir e
discutir o conteúdo, participar do grupo e contribuir com ideias, opiniões e conhecimentos. A
comunicação e a interação ocorrem dentro do AVA de várias maneiras, incluindo:
Mesmo tempo e lugares diferentes Compreende as ocasiões em que professor e
aluno estão separados geograficamente, mas
interagem de modo
síncrono.
Tempos diferentes e no mesmo lugar Compreende as ocasiões assíncronas.
Utilização da mesma ferramenta de
comunicação, mas em tempo distinto.
Tempos e lugares diferentes Compreende o acesso e o uso do AVA e a
relação com o material educacional
didático e os demais recursos para a
aprendizagem. Utiliza a comunicação
assíncrona e síncrona.
Belloni (2001).
No ensino a distância, as ferramentas tecnológicas podem ser assíncronas e/ou
síncronas. As ferramentas de comunicação em que a interação ocorre em um horário específico,
com os participantes se encontrando praticamente ao mesmo tempo, são classificadas como
síncronas, como: chat e videoconferência. A sincronização no AVA permite que os alunos se
sintam mais próximos, acrescentando um senso de grupo. As vantagens dessas ferramentas
síncronas são:
• MOTIVAÇÃO: incentiva você a estudar e perseverar no curso.
• TELEPRESENÇA: comunicação e interação em tempo real. e substituir
conhecimento acompanhante.
• FEEDBACK: feedback sobre ações e perguntas, bem como críticas construtivas
imediatas.
• REUNIÃO DE GRUPO: permite que os alunos se encontrem além
permitem o controle do tempo alocado às atividades. Lins, Moita e Dacol (2006).
As ferramentas assíncronas, por outro lado, não precisam de simultaneidade para
comunicação, não dependem de um horário específico, como fórum e e-mail. A comunicação
39
e a troca de mensagens ocorrem em momentos diferentes. As vantagens dessas ferramentas
assíncronas são:
• FLEXIBILIDADE: acesse as informações no horário que melhor lhe convier, dentro
do prazo definido.
• REFLEXÃO: o aluno pode refletir sobre o conteúdo discutido antes de apresentar sua
contribuição.
• CONEXÃO: problemas de conexão e velocidade do processador não afetarão a
participação e participação na comunicação, pois será possível entrar na discussão estabelecida
em outro momento.
• CONTEXTUALIZAR: buscar e analisar referências, além do recomendado, pensar
nas reações dos outros e nas suas próprias. Lins, Moita e Dacol (2006).
As ferramentas têm diferentes recursos e usos que podem complementar e apoiar o
aprendizado por meio da colaboração e da motivação. Segundo Silva e Figueiredo (2012), a
interação envolve o contato humano. Em conexão com a comunicação no AVA, permite que
vários sujeitos se tornem um grupo em que as ações individuais no ambiente virtual se tornem
um estímulo para os outros e vice-versa, o resultado é uma troca de experiência e conhecimento.
Os autores acrescentam que a aprendizagem não se constitui em fragmentos e separada das
relações pessoais, ou seja, o conhecimento está relacionado à construção colaborativa. Em um
ambiente virtual, existem vários tipos de interações entre as partes interessadas, como mostra a
Tabela 3 abaixo:
TIPOS DE
INTERAÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Aluno-interface Exclusiva da EAD, envolve também interatividade. Refere- se a
forma como o aluno utiliza a tecnologia usada na apresentação do
conteúdo para aprender, mas também para
interagir com o professor e os demais.
Aluno-professor Uma das interações mais importantes para obter resultados
significativos. Traz a importância do Feedback em tempo hábil,
para que o objetivo da mensagem seja compreendido pelo aluno,
antes que o mesmo perca o interesse pelo
conteúdo. Refere-se também a interação aluno-tutor.
Aluno-aluno A interação aluno-aluno acontece de forma síncrona e/ou
assíncrona. Quando o ambiente virtual favorece essa interação
gera no grupo um sentimento de pertencimento e
permite a aprendizagem colaborativa e cooperativa.
40
Auto interação Envolve os diálogos internos do aluno consigo mesmo. Suas
reflexões sobre o conteúdo e seu processo de construção da
aprendizagem.
João Mattar (2011)
A interatividade expressiva, por sua vez, está relacionada às interações não humanas
Mattar (2011), mas permite que os indivíduos não atuem passivamente diante das ferramentas
midiáticas. Em outras palavras, é uma interação sujeito-objeto. A interatividade aumenta,
assim, a presença virtual e permite ao aprendente cocriar conhecimento em colaboração com
outros através da DICT, Silva (2010). Apresentando o conceito de aproximação entre
indivíduos em um ambiente virtual de aprendizagem. O Quadro 3 apresenta os tipos de
interatividade sujeito-objeto.
TIPOS DE
INTERATIVIDADE
CARACTERÍSTICAS
Aluno-interface Interação entre o aluno e a tecnologia.
Aluno-ferramenta Interação entre as ferramentas dentro e fora do AVA.
Ferramentas estas que enriquece a experiencia da EAD, como
câmeras, softwares, gravações etc.
Aluno-ambiente Quando o aluno visita locais fora do ambiente virtual.
Aluno-conteúdo É a interação mental entre o aluno e o conteúdo da disciplina.
Alunos que interagem o conteúdo por mais tempo apresentam
melhores notas no final da disciplina e
desenvolve melhor o aprendizado do conteúdo.
Chat, fórum, wiks, dão voz às disciplinas no AVA, dessa forma professor e aluno não
se unem para transmitir e assimilar conteúdos, mas para construir conhecimento. Assim, a
interatividade pressupõe a possibilidade de interação com os materiais e com o AVA na busca
de informações. Com isso, a interação no AVA ocorre entre aluno-professor,aluno-tutor, aluno-
aluno, aluno-material didático.
41
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O ensino a distância é atualmente um divisor de águas em relação à democratização do
ensino superior no Brasil. Embora esse método de referência esteja em cursos de curta duração
há mais de meio século, ganhou conhecimento e reconhecimento nos últimos anos devido às
inovações tecnológicas.
Essas inovações são reconhecidas pelo governo brasileiro, assim como sua
funcionalidade e eficiência, pois abrangem localidades remotas, uma proposta de melhoria da
qualidade do ensino bem como o atendimento ao ensino superior para todos os cidadãos que o
buscam.
Portanto, não é apenas papel do aluno ser chamado de “aluno autônomo EAD”. Cabe à
equipe docente facilitar e contribuir com as ferramentas que os levarão a se descobrir como
aluno que agrega coletivamente. É importante perceber que um aluno EAD que o tutor conhece
por meios tecnológicos é uma pessoa que tem sua própria história de vida e quer compartilhar
suas experiências.
42
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