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· Pergunta 1 0,3 em 0,3 pontos A Antropologia Cultural é um ramo da Antropologia que estuda a composição das sociedades, isto é, a formação de todas as culturas que compõem a humanidade em sua diversidade histórica e geográfica. Assim sendo, como ciência, a Antropologia Cultural ocupa-se da análise das diferenças culturais. Entre outras coisas, essa corrente de estudos foi capaz de evidenciar que: Resposta Selecionada: e. As formas de comportamento e de vida em sociedade que tomávamos por inatas são, na realidade, o produto de escolhas culturais; daí a capacidade de os seres humanos se diferenciarem uns dos outros pelos costumes, línguas, modos de conhecimento, instituições etc. Respostas: a. O homem tem seus modos de vida e formas de organização social idênticos por toda parte do globo terrestre. b. As formas de comportamento e de vida em sociedade são espontâneas e inatas aos indivíduos. c. O homem, assim como os demais animais, tem uma inaptidão à variação cultural. d. As formas de comportamento e de vida, os jeitos de ser, de fazer, de pensar, de comer, de rezar, andar, dormir etc., são universais à espécie humana e por isso se manifestam sem quaisquer diferenças entre os povos da humanidade. e. As formas de comportamento e de vida em sociedade que tomávamos por inatas são, na realidade, o produto de escolhas culturais; daí a capacidade de os seres humanos se diferenciarem uns dos outros pelos costumes, línguas, modos de conhecimento, instituições etc. Comentário da resposta: Resposta: E Comentário: É certo o que se afirma na alternativa E. A Antropologia Cultural, ao longo dos seus desdobramentos, evidenciou que aquilo que os seres humanos têm em comum é, justamente, sua capacidade para se diferenciar uns dos outros, o que se dá por meio dos costumes, línguas, modos de conhecimento, instituições etc. Esse ramo da Antropologia evidenciou, pois, que se há algo natural nesta espécie particular que é a espécie humana, é sua aptidão à variação cultural. Dessa maneira, as formas de comportamento e de vida em sociedade não são inatas – isto é, naturais do ser humano –, ou meramente espontâneas (alternativa B); nem são idênticas por toda parte (alternativa A); tampouco se pode querer comparar um tipo de “inaptidão à variação cultural” dos animais (alternativa C) – o que não faz sentido – com os humanos, estes, sim, dotados de uma aptidão (e não inaptidão) à variação cultural. O que está posto na alternativa D, em parte, pode ser verdadeiro. Isso porque se existe no humano um “universal” que diz que ele deve dormir e comer, por exemplo, por outro lado não existe nele uma determinação “universal” de como ele deve realizar esses universais; nesse sentido, cada povo, cultura ou grupo irá se identificar ou se distinguir em suas formas de dormir e comer. · Pergunta 2 0,3 em 0,3 pontos O conceito antropológico de cultura indica que a cultura é apreendida por meio das experiências que os seres humanos realizam como membros da sociedade. E indica, ainda, a existência de diferentes culturas; ou seja, a Antropologia busca compreender a diversidade de modos de comportamento existentes entre os diferentes povos. Nesse sentido, essa disciplina propôs o conceito de endoculturação, mostrando como o comportamento dos indivíduos depende muito mais de um aprendizado que se adquire durante o convívio social, do que de disposições geográficas ou biológicas. A endoculturação mostrará como... Resposta Selecionada: d. O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. Respostas: a. Um menino e uma menina agem diferentemente em função de seus hormônios. b. As pessoas agem em função da sua região geográfica. c. Um homem adquire seus saberes da própria natureza, assim como o cavalo ou o passarinho. d. O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. e. Um menino e uma menina se diferenciam, nos seus modos culturais, assim como o cavalo da égua. Comentário da resposta: Resposta: D Comentário: É correto o que se afirma na alternativa D. A endoculturação mostra como os homens agem em função do seu meio cultural; ou seja, o homem pode ser considerado, em grande medida, o resultado do meio cultural em que foi socializado. O conceito de endoculturação pode indicar diferenças entre um menino e uma menina, mas não em função dos seus hormônios (alternativa A), ou de um aspecto meramente biológico; pode-se acentuar tais diferença a partir da educação diferenciada que recebem em sua sociedade. O que se diz na alternativa B pode ser contestado pelo próprio enunciado da questão, que afirma que o conceito de endoculturação extrapola disposições meramente geográficas na compreensão dos comportamentos humanos. O que está posto na alternativa E está errado, pois o cavalo e a égua, diferentemente do menino e da menina, não têm uma aptidão à variação cultural. O cavalo e a égua agem de maneira mais ou menos igual desde sempre, em qualquer lugar, diferentemente do humano que age em função dos seus diferentes meios culturais de socialização. · Pergunta 3 0,3 em 0,3 pontos O evolucionismo social ou darwinismo social vai considerar que as sociedades evoluem assim como as espécies. Desta forma, vai considerar não civilizadas as sociedades que não vivem em um modelo industrial como o moderno, entenda-se, o modelo das revoluções industriais, burguesas e capitalistas. Essa perspectiva antropológica do século XIX, inspirada no pensamento científico da sua época, revela uma perspectiva etnocêntrica, isto é, um julgamento de valor da cultura do “outro” nos termos da cultura do grupo do “eu”; acreditando-se, ainda, que a cultura do “eu” é melhor ou mais evoluída do que a cultura do “outro”. Essa perspectiva acaba por justificar, historicamente: Resposta Selecionada: e. A dominação do “outro”, através de diferentes formas de imposição cultural. Respostas: a. Um respeito absoluto às formas de vida do “outro”. b. A tolerância entre os povos. c. Que todas as pessoas são iguais, etnocêntricas. d. Que todos os povos têm diferenças, e todos vivem de modo pacífico. e. A dominação do “outro”, através de diferentes formas de imposição cultural. Comentário da resposta: Resposta: E Comentário: É correto o que se afirma na alternativa E. Uma perspectiva etnocêntrica, típica de correntes antropológicas como o evolucionismo social, acaba por justificar, historicamente, a dominação do “outro”, através de diferentes formas de imposição cultural. Um missionário religioso pode querer, hoje, por exemplo, impor sua cultura a uma microetnia tribal por acreditar que esse grupo deve evoluir ou acreditar no seu Deus. Não há, nesse sentido, um respeito absoluto às formas de vida do “outro” (alternativa A). Tampouco o etnocentrismo conduziria a uma tolerância entre os povos (alternativa B), uma vez que o “outro” não é aí entendido em seus próprios termos, como sendo dotado de sua própria forma de vida, sua cultura; fosse assim, e não haveria, historicamente, uma série de conflitos, guerras ou genocídios pelo mundo movidos pela incompreensão/intolerância da cultura do “outro”; esse argumento histórico se contrapõe ao que está na alternativa D. O que está na alternativa C não faz muito sentido, pois o etnocentrismo não pode ser considerado uma característica comum a todos os homens; é antes uma visão ou perspectiva de cunho antropológico, colonialista, e que não considera que o “outro” pode ser diferente sem necessariamente estar submetido a percorrer estágios evolutivos conforme a “minha” concepção de mundo. · Pergunta 4 0,3 em 0,3 pontos No contexto de surgimento da Antropologia, e sob inspiração das ciências naturais do século XIX, consolida-se uma corrente de estudos chamada de determinismo biológico. Trata-se de uma perspectiva que afirma que o comportamento cultural é resultado da genética e da hereditariedade dos indivíduos. Assim sendo, considerava-se que os gruposhumanos eram diferentes uns dos outros devido a traços psicologicamente inatos, como a inteligência ou o temperamento. Essa forma de pensar, de hierarquizar as sociedades utilizando, para isso, a raça e um suposto nível de desenvolvimento alcançado por determinado grupo fica mais clara quando falamos das populações negras (ou afrodescendentes) que, nos Estados Unidos, eram consideradas, até pouco tempo, portadoras de uma cultura inferior. Além desse exemplo, podemos lembrar de Hitler, na Alemanha, que fundamentou o extermínio de outras populações por acreditar que o povo alemão era superior. Nesse sentido, é válido considerar que: I. O determinismo biológico entende que o comportamento cultural do ser humano é dado pelas suas características biológicas, como a cor da pele e o sexo. II. O determinismo biológico fundamenta teorias ou perspectivas preconceituosas sobre determinados grupos. III. O determinismo biológico orientava visões do tipo: existem povos inferiores e que, por isso, deviam ser colonizados/civilizados ou explorados. IV. O determinismo biológico orienta uma postura de tolerância e respeito em relação aos costumes e traços culturais diferentes. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: c. I, II e III, apenas. Respostas: a. IV, apenas. b. I e III, apenas. c. I, II e III, apenas. d. II, III e IV, apenas. e. I, II e IV, apenas. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: É correto o que se afirma em I, II e III, apenas. O determinismo biológico, no contexto referido no enunciado, e tal como denota a expressão, diz que o componente biológico é determinante nos traços de personalidade e comportamentos individuais. Essa visão, pseudocientífica, serviria para orientar teorias e práticas racistas, colonialistas e imperialistas. Ela teria sido superada, no contexto da própria Antropologia e das ciências em geral. No entanto, residindo talvez numa dimensão inconsciente e coletiva, essa visão do determinismo biológico continua a se expressar em forma de preconceitos. É por isso que o que está posto na sentença IV está incorreto. O determinismo biológico não tende a uma postura de tolerância e respeito em relação a costumes e traços diferentes do “outro”, o diferente. Uma pessoa com essa visão determinista pode achar, por exemplo, que cozinhar é coisa de mulher, e por isso pode ensinar a seu filho que brincar de cozinha é coisa de “menininha”, e assim reproduz-se uma cultura machista de maneira naturalizada numa sociedade. · Pergunta 5 0,3 em 0,3 pontos A Antropologia foi sempre considerada a ciência da alteridade, isto é, a ciência que busca investigar o outro, aquele que é essencialmente diferente de mim. Os primeiros antropólogos sofreram forte influência do positivismo, do evolucionismo, e dos determinismos geográficos e biológicos sobre as ideias que elaboraram acerca das culturas dos povos distantes. Soma-se a essas influências o dado de que as análises eram feitas por meio de relatos de terceiros e não por meio de sua presença no local estudado. Por isso esses antropólogos foram chamados de antropólogos de gabinete. Entretanto, com o próprio desenvolvimento da ciência antropológica, os antropólogos passaram a ir a campo, ou seja, os antropólogos passaram a conviver com os grupos estudados. Destaca-se, aqui, a figura de Bronislaw Malinowski, antropólogo polonês que trouxe essa grande mudança para a Antropologia. Nesse contexto, o antropólogo que vai a campo estudar sociedades tribais se dará conta de que... I. As tribos indígenas são verdadeiramente sociedades mais atrasadas, simples, selvagens ou bárbaras. II. Sociedades tribais, antes chamadas de primitivas, bárbaras e atrasadas são, na verdade, complexas. III. As sociedades nativas têm uma organização bem definida, são governadas por leis, autoridades e ordem em suas relações públicas e particulares; e isso sob o controle de laços extremamente complexos de parentesco. IV. As sociedades nativas têm crenças e costumes incoerentes, e o conhecimento que os nativos têm do mundo exterior não lhes é suficiente para guiá-los em suas diversas atividades. Suas produções artísticas não têm sentido e nem beleza. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: a. II e III, apenas. Respostas: a. II e III, apenas. b. I e IV, apenas. c. I e II, apenas. d. III e IV, apenas. e. II, apenas. Comentário da resposta: Resposta: A Comentário: É correto o que se afirma em II e III, apenas. O que se coloca tanto na sentença I quanto na IV está incorreto, porque ambas as afirmações reproduzem uma perspectiva superada pela própria Antropologia, conforme o enunciado da questão. Em II e III, vemos o antropólogo que vai a campo perceber, junto das sociedades tribais/nativas estudadas, a sua complexidade, a sua organização, o sistema de suas relações, os laços complexos de parentesco e assim por diante. · Pergunta 6 0,3 em 0,3 pontos Uma abordagem funcionalista emprestou à Antropologia uma concepção de sociedade enquanto “corpo social”, ou seja, enquanto uma espécie de organismo vivo e estruturado, dotado de processos sociais e funções sociais. A greve dos caminhoneiros realizada em maio de 2018, com bloqueio nas estradas, e que provocou transtornos em todo o país, demonstra – numa situação adversa – como podemos pensar a sociedade, no caso a brasileira, como um corpo social. Ou seja, as formas de associação entre suas partes (caminhoneiros, médicos, professores etc.) e o todo (a sociedade) se realizam sob funções sociais. Uma vez que a função social dos caminhoneiros é paralisada, sendo essa função essencial à manutenção dos processos sociais e da estrutura da sociedade brasileira, revela-se um cenário caótico das atividades normais do corpo social. Com base nesse contexto é correto afirmar que: Resposta Selecionada: d. Uma abordagem funcionalista revela como uma sociedade se faz através de relações sociais; essas relações pressupõem funções sociais, como a função essencial dos caminhoneiros no cenário em questão. Respostas: a. Caminhoneiros não cumprem uma função social. b. A sociedade é como um corpo. Se uma função social deixa de existir, a sociedade morre. c. A Antropologia entende que apenas sociedades civilizadas são sociedades complexas, com estruturas e papéis sociais bem definidos. d. Uma abordagem funcionalista revela como uma sociedade se faz através de relações sociais; essas relações pressupõem funções sociais, como a função essencial dos caminhoneiros no cenário em questão. e. Uma abordagem funcionalista e antropológica mostra como a sociedade brasileira não depende do transporte rodoviário, nem dos caminhoneiros. Comentário da resposta: Resposta: D Comentário: É correto dizer que uma abordagem funcionalista da sociedade revela como esta se faz através das relações sociais; dos processos sociais que garantem a ela certa estrutura e normalidade. A atividade dos caminhoneiros é essencial no contexto brasileiro; tanto é que uma greve de grande expressividade causou inúmeros transtornos ao país. Portanto a alternativa A está incorreta; é evidente que os caminhoneiros, ao contrário do que está posto, cumprem uma função social, essencial, inclusive, ao corpo social. A alternativa B está incorreta, porque, embora se possa fazer uma analogia entre sociedade e corpo humano, a sociedade não deixa de existir se, por exemplo, há uma greve de caminhoneiros; já o corpo humano, ao contrário, morre se o coração para. A alternativa C descontextualiza a questão; mas vale dizer que uma abordagem funcionalista é capaz de reconhecer, ao contrário do que está posto, a complexidade de uma sociedade tribal, por exemplo. E a alternativa E está incorreta, porque diz o contrário do que uma leitura funcionalista e correta da nossa realidade diria: que a sociedade brasileira depende e muito do transporte rodoviário e do trabalho realizado pelos caminhoneiros. · Pergunta 7 0,3 em 0,3pontos Uma importante contribuição da Antropologia do século XX foi introduzir nas ciências humanas o conceito de relativismo cultural. Para relativizar, é necessário deixar de lado todos os seus valores e procurar conhecer o outro da maneira como ele expressa e experimenta sua vida. É necessário procurar saber como o outro pensa e sente o seu mundo por meio de seus valores e de seu conhecimento. A primeira atitude para relativizar é abandonar as certezas etnocêntricas. Nesse sentido, o relativismo cultural expressa uma disposição do pesquisador para: I. Julgar o outro a partir de uma visão centrada na sua própria cultura, ou seja, a cultura do pesquisador que observa este outro. II. Compreender o outro a partir dos seus próprios valores e modos de organização social. III. Lançar sobre o outro um olhar de respeito e tolerância; e não de imposição de uma determinada visão de mundo. IV. Compreender que cada sociedade tem sua história e seu valor particular. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: c. II, III e IV, apenas. Respostas: a. I, apenas. b. II, apenas. c. II, III e IV, apenas. d. IV, apenas. e. III, apenas. Comentário da resposta: Resposta: C Comentário: É correto o que se afirma nas sentenças II, III e IV. O relativismo cultural não dispõe o pesquisador a julgar o outro – o diferente dele – a partir da visão de mundo que ele mesmo tem – o que está posto em I. Muito ao contrário dessa visão etnocêntrica, o relativismo cultural se esforça para compreender o outro a partir dos seus próprios valores e modos de organização social; o que está posto em II. Essa disposição do pesquisador o leva a ser mais tolerante em relação às diferenças culturais e, portanto, em relação ao outro que é diferente dele (III); Em IV, vemos uma afirmação correta, já que o relativismo cultural, diferentemente das perspectivas evolucionistas, dispõe o pesquisador a compreender que cada sociedade tem sua história e seu valor particular. · Pergunta 8 0,3 em 0,3 pontos O estruturalismo é mais uma corrente de estudos da Antropologia. Nesse campo, foi possível compreender o “outro”, que é sempre coletivo (grupo, classe social, tribo), a partir das redes de significados mantidos numa dada estrutura. Por exemplo a palavra “pai”; esta pode pôr em evidência uma série de elementos ligados à estrutura de parentesco, como sexo, idade, poder, atribuições, deveres e relações com outros membros do grupo. O estruturalismo mostra, então, que as palavras não constituem uma nomenclatura qualquer, mas constituem meios de pensar a realidade e se referem a situações reais que envolvem obrigações, comportamentos e sentimentos como respeito, familiaridade, dever, direito etc. O estruturalismo também mostra como é muito comum a presença de rituais nas diversas sociedades; das tribais às urbanas. Enquanto um menino da tribo do Xingu passa à categoria de guerreiro ou caçador depois de passar por determinados rituais, como ter coragem para inserir a mão em uma caixa de abelhas, um menino da cidade se depara com rituais como: prestar vestibular, realizar um curso de graduação etc., para se tornar médico, advogado, jornalista e assim por diante. Nesse sentido, a Antropologia nos ajuda a compreender que: Resposta Selecionada: e. Tanto em sociedades urbanas quanto em sociedades tribais, vemos a presença de ritos, os mais diversos, que conferem sentido à vida dessas sociedades. Respostas: a. Apenas sociedades tribais realizam ritos ou rituais. b. Sociedades tribais realizam rituais porque são menos evoluídas do que as sociedades civilizadas. c. Em sociedades urbanas, complexas, não se realiza nenhum tipo de ritual, nenhuma atividade mitológica, porque tudo está organizado sob o pensamento lógico e racional. d. A palavra “pai” tem o mesmo significado em todas as sociedades, porque todas têm as mesmas estruturas. e. Tanto em sociedades urbanas quanto em sociedades tribais, vemos a presença de ritos, os mais diversos, que conferem sentido à vida dessas sociedades. Comentário da resposta: Resposta: E Comentário: É correto o que se afirma na alternativa E. O próprio enunciado sugere esse tipo de interpretação ao comparar o menino da tribo com o menino da cidade e os rituais que um e outro têm de enfrentar para avançar a uma outra etapa de suas vidas. Isso, obviamente, constitui um sentido social, isto é, uma significação às práticas sociais, mas também um senso de direção aos membros de determinado grupo. · Pergunta 9 0,3 em 0,3 pontos O estudo das escolas/paradigmas da Antropologia evidencia o pensamento científico sobre o social e cultural. Essa forma relativista de pensar de uma comunidade científica mostra, por sua vez, como há constantes alterações em suas conclusões, o que é resultado de um contínuo autoquestionamento, que acaba por enriquecer o conjunto da produção científica. Há, pois, uma diferença importante entre o pensamento científico e o pensamento religioso, que possui conclusões absolutas ou dogmáticas; ou entre o pensamento científico e o senso comum, que possui significações vulgares, tradicionais ou preconceituosas sobre diversos temas então abordados segundo uma espécie de “psicologia de bar”. Com base nessas considerações, é correto afirmar que: Resposta Selecionada: a. O pensamento científico assume uma postura relativista diante de suas constatações e respectivas teorias. Ele busca uma postura de objetividade, evitando prenoções e possíveis influências ideológicas. Respostas: a. O pensamento científico assume uma postura relativista diante de suas constatações e respectivas teorias. Ele busca uma postura de objetividade, evitando prenoções e possíveis influências ideológicas. b. O pensamento científico sobre o social reproduz o senso comum em toda sua vulgaridade. c. O pensamento científico sobre o social costuma ser dogmático, pois propõe encontrar leis nas formas de organização social. d. Pensamento científico e religioso são equivalentes, pois visam explicar a realidade ou a verdade das coisas. e. O senso comum expressa o pensamento científico, pois as sociedades modernas deixaram de valorizar o aspecto mítico-mágico do pensamento religioso. Comentário da resposta: Resposta: A Comentário: É correto o que se diz na alternativa A. O pensamento científico assume uma postura relativista ao recusar verdades absolutas ou dogmáticas, como faz o pensamento religioso; e, diferentemente do senso comum, o pensamento científico busca certa objetividade, distanciando-se de prenoções e influências ideológicas. O que se diz na alternativa B está errado, pois o pensamento científico sobre o social tende a assumir uma postura de ruptura epistemológica com o senso comum; ou seja, a maneira como o primeiro encara a realidade observada é metodológica, teórica, fundamentada, e por isso se diferencia do senso comum, da “psicologia de bar”, muitas vezes demarcando essa diferença e estabelecendo com ela certa ruptura crítica. O que se diz na alternativa C está incorreto, pois, embora certas escolas ou paradigmas científicos busquem encontrar leis, padrões ou regularidades nas e entre as sociedades, o “pensamento científico” não assume uma postura dogmática no conjunto das escolas e paradigmas que o compõem. Na alternativa D, o erro está em afirmar que pensamento científico e religioso são equivalentes. · Pergunta 10 0,3 em 0,3 pontos Tanto a chamada Etnologia tribal quanto a Antropologia urbana buscarão compreender os processos de simbolização da sociedade investigada. Santos (2005, p. 54), em “Antropologia para quem não vai ser antropólogo”, sugere pensarmos num anúncio de automóvel, por exemplo, em que se apresentam ao consumidor situações de “felicidade”, “prazer”, “poder”, “status” ou “sedução”. Essas ideias, segundo o autor, “têm a finalidade de valorizar simbolicamente o produto oferecido”. Nesse sentido, é correto afirmar que: I. O automóveltorna-se o símbolo da situação idealizada (“felicidade”, “prazer”, “poder”, “status” ou “sedução”). II. Sociedades modernas ou ditas de consumo já não são capazes de desenvolver um pensamento simbólico como sociedades tribais. III. A operação mágica de tomar o símbolo pela coisa simbolizada está tão presente na sociedade de consumo quanto nas sociedades tribais. IV. A simbolização se restringe a culturas “exóticas” e distantes. É correto o que se afirma em: Resposta Selecionada: b. I e III, apenas. Respostas: a. II e IV, apenas. b. I e III, apenas. c. I, apenas. d. III, apenas. e. IV, apenas. Comentário da resposta: Resposta: B Comentário: É correto o que se afirma em B, pois o sentido do enunciado direciona o leitor à compreensão de que o automóvel pode ser o símbolo de uma situação idealizada pelo consumidor (I). E também sugere que a operação mágica nesse processo de simbolização está tão presente em sociedades de consumo (modernas) quanto em sociedades tribais (III); as outras duas sentenças caminham numa argumentação que restringe a simbolização a culturas exóticas, distantes ou tribais.