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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS CAMPUS CURVELO GRUPO 6 GLEISON BRUNO DA COSTA JUSSARA ALINE RODRIGUES CAETANO KELLY LUANE SILVA SOUSA LILIAN GOMES DA SILVA ALVAREZ RAFAELA FERNANDES LIMA INTERFERÊNCIA E DIFRAÇÃO DA LUZ CURVELO-MG JANEIRO DE 2022 1. Introdução Um feixe de luz coerente, ao atravessar uma fenda muito estreita, produz num anteparo uma figura constituída de regiões iluminadas e escurecidas. Este efeito, que ocorre sempre que as dimensões do obstáculo (fenda) forem comparáveis ao comprimento de onda da luz incidente, é conhecido como difração, e evidencia claramente a natureza ondulatória da luz. O efeito de interferência é semelhante ao de difração, porém está relacionado com luz coerente atravessando duas (ou mais) fendas. Rigorosamente, a interferência se dá para fendas que são muito menores que o comprimento de onda da luz. Como isto não é uma realização possível, na prática, sempre temos o efeito de interferência associado ao de difração. Nesta apresentação, apenas revisamos as expressões para a localização dos mínimos de difração e de interferência, para uma fenda simples e para uma fenda dupla, obtidas a partir da aproximação de que a observação se faz num anteparo muito distante, comparado com as demais dimensões envolvidas. Esta condição é conhecida como Difração de Fraunhofer. 1.1Difração em Fenda Simples Quando um feixe de luz atravessa uma fenda de dimensões comparáveis ao seu comprimento de onda, os raios de luz proveniente de regiões diferentes da fenda, devido à diferença de percurso, podem atingir um ponto do anteparo com fases distintas, causando interferência construtiva ou destrutiva neste ponto. As regiões da figura gerada no anteparo onde ocorre interferência construtiva total são chamadas de máximos de difração, enquanto que as regiões nas quais ocorre interferência destrutiva total são chamadas de mínimos de difração (regiões escuras). A figura 1 ilustra o padrão de difração obtido para o caso de uma fenda simples. Os mínimos de difração ocorrem para ângulos nos quais a projeção da largura da fenda (𝑑) sobre o eixo de propagação da onda difratada (Fig. 2) é um múltiplo inteiro do comprimento de onda: A distância 𝑎𝑚entre dois mínimos de difração simétricos em relação ao máximo principal (𝑎𝑚 𝑒 𝑎−𝑚) está relacionada com o ângulo de difração segundo 𝑡𝑔 𝑎𝑚 = 1 2 ( 𝑎𝑚 𝐷 ) , 𝑚 = 1,2,3… (𝐸𝑞. 2) onde 𝐷 é a distância entre a fenda e o anteparo (Fig. 1). Fazendo a aproximação tan 𝛼 ≈ 𝑠𝑒𝑛 𝛼, válida para valores pequenos de α e substituindo na Eq. (1), 𝑎𝑚 = 2𝐷𝜆 𝑑 𝑚 , 𝑚 = 1,2,3… (𝐸𝑞. 3) Onde 𝑑 é a largura da fenda e 𝛌 é o comprimento de onda de luz incidente. 1.2 Difração e Interferência com Fenda Dupla No caso de uma fenda dupla, além do efeito de difração visto com uma fenda, haverá interferência entre os feixes de luz provenientes de cada uma das fendas. Com isso, a figura obtida no anteparo será formada de uma figura de difração, sobreposta por franjas de interferência, como mostra a Fig. 3. O padrão de difração de uma fenda coincide com o da outra fenda e, portanto, os mínimos de difração só dependem da largura das fendas. Assim a condição 𝑑. 𝑠𝑒𝑛 𝑎 = 𝑚𝝀 permanece válida e a distância entre os mínimos de difração pode ser calculada pela Eq. (3). Os mínimos de interferência ocorrem para ângulos nos quais a diferença de trajetória de raios provenientes de cada fenda (𝑏) é múltiplo ímpar de meio comprimento de onda: A distância entre dois mínimos de interferência simétricos n s é obtida de maneira análoga a do caso da difração. Com a aproximação tanα ≈ senα , obtemos 𝑠𝑛 = 𝐷𝜆 𝑏 𝑛, 𝑚 = 1,2,3… .. (𝐸𝑞. 5) A distância entre dois mínimos consecutivos será então 𝑠𝑛 = 𝐷𝜆 𝑏 (𝐸𝑞. 6) onde 𝑏 é a separação das fendas e 𝐷 é a distância em relação ao anteparo (Fig. 3). Note que a separação dos mínimos de interferência não depende da largura das fendas, assim como a separação dos mínimos de difração não depende da distância entre as fendas. 1.3 Princípio de Babinet Dois obstáculos difratores são complementares quando a região transparente de um superpõe-se exatamente à região opaca do outro e vice-versa. Quando tais objetos são sobrepostos, o resultado é evidentemente uma tela completamente opaca (Fig. 5). Se, ao invés, ambas as aberturas estão presentes, não haverá regiões opacas na tela e teremos o campo elétrico E0 r sem obstrução, que podemos interpretar como formado por 𝐸0⃗⃗⃗⃗ = 𝐸1⃗⃗⃗⃗ + 𝐸2⃗⃗⃗⃗ (𝐸𝑞. 7) onde 𝐸1⃗⃗⃗⃗ ⃗ e 𝐸2⃗⃗⃗⃗ são os campos devidos à fenda e à sua tampa, respectivamente. A Eq. (7) constitui o enunciado matemático do Princípio de Babinet. Ora, quando consideramos a soma de regiões opacas, temos 𝐸0⃗⃗⃗⃗ = 0, decorrendo 𝐸1⃗⃗⃗⃗ = 𝐸2⃗⃗⃗⃗ . Isto implica que os efeitos provocados por uma tampa e seu complemento são precisamente iguais e fora de fase 180°! Como 𝐼 ∝ 𝐸2, isto é, a intensidade luminosa é proporcional ao campo elétrico ao quadrado, os efeitos que observamos no anteparo, devido à fenda e aquele devido a seu complemento são iguais. Logo, o mesmo padrão gráfico (Fig. 1) será obtido quando a fenda for substituída por seu complemento. Vamos utilizar deste efeito para medir o diâmetro de um fio de cabelo, como um exemplo do uso da técnica de interferometria de luz para determinação das dimensões de objetos pequenos. A técnica a ser utilizada foi proposta por Curry e Schawlow, que construíram uma figura de interferência para um valor padronizado do comprimento de onda (λ = 632,8 nm). De posse da figura, para praticar a medida tudo que se deve fazer é ajustar a distância entre o objeto e o anteparo fazendo coincidir os mínimos da figura de interferência do objeto com os do desenho gráfico. Nestas condições, o diâmetro do objeto medido em µm equivale à distância do objeto ao anteparo em cm. 2. Parte Experimental 2.1 Objetivo Esse experimento possui três objetivos que são: Analisar padrões de interferência e difração e diferencia-los, verificando as diferenças que acontecem quando modificamos o objeto que produz a interferência ou a difração. Quantificar o tamanho ou a abertura desses objetos, através dos fenômenos de interferência e difração, diferenciando ora na fase, ora no caminho. Quantificar a espessura de um fio de cabelo, através da utilização do princípio de Babinet com a figura da defração produzida. 2.2 Material utilizado (em vídeo) Laser de He-Ne(632.8nm); Lâmina com fendas e orifícios de várias dimensões; Suporte para lâmina; Anteparo; Trena; Detector de luz; Computador com interface para aquisição de dados; Suporte para o fio de cabelo. O esquema utilizado neste experimento para obtenção dos padrões de interferência e de difração está mostrado na Fig. 5. A luz emitida por um laser passa por aberturas em uma lâmina e produz um padrão de interferência ou de difração sobre um anteparo. A lâmina consiste em um diapositivo fotográfico, que contém fendas e orifícios de diversas dimensões, como representado na Fig. 6. 3. Resultados e discurssões 3.1 PADRÃO DE DIFRAÇÃO DE FENDA RETANGULAR 3.1.1 Objetivo O objetivo da primeira parte do experimento é analisar padrões de interferência e difração e verificar as diferenças que acontecem quando modificamos o objeto que produz a interferência ou a difração. 3.1.2 Procedimento Faça a montagem ilustrada na Fig. 5, colocando o suporte das fendas próximo ao laser, em um dos lados da mesa e o anteparo no lado oposto.Meça a distância da fenda ao anteparo. Direcione o feixe do laser para a fenda identificada com um "a" na lâmina mostrada na Fig. 6. Prenda uma folha de papel ao anteparo e, cuidadosamente, copie nela a figura de difração observada. Todas as análises posteriores serão feitas com base nas anotações contidas nessa folha, portanto faça-as com cuidado e atenção. Desloque verticalmente a folha de papel, no anteparo, de cerca de 2 cm; posicione a fenda identificada como “2a” na frente do feixe do laser e copie a figura de difração correspondente. Observe as duas figuras de difração registradas no papel e discuta as seguintes questões: Determine qual das fendas produz uma figura de difração com o máximo central mais largo. Explique por que isso ocorre. Observou-se que a fenda “a” produz uma figura de difração com maximo central mais largo que a fenda “2a”, ou seja, c om maior distancia entre os minimos de intensidade. Logo, quanto mais estreita for a fenda, mais largo será o máximo central da figura de difração da fenda única e mais lenta será a diminuição de intensidade de um máximo de interferência para o máximo seguinte. Considerando a tendência observada nas figuras registradas, como deverá ser a figura de difração se a fenda for muito estreita. E, também, se ela for muito larga. Verifique se suas conclusões estão de acordo com a equação 2. a.sen 𝜃 = m. 𝜆 Eq. (1) Consideramos a tendência observada, dá para prever que se a fenda for muito larga, a distância entre os mínimos será bem pequena e com isso ao contrário para fendas estreitas. Verificando essa conclusão com a equação que descreve a condiçãopara haver um mínimo de difraçã, percebe-se que sendo a largura da fenda, quanto maior a,menor sen (θ), para o mesmo 𝒎 ∗ λ. Com isso, menor será a distância entre os mínimos. Na figura de difração que você desenhou para a fenda “a”, meça as distâncias dos quatro primeiros mínimos de intensidade ao centro do padrão de difração (θ = 0). Sugestão: Para minimizar erros, meça a distância entre dois mínimos simétricos em relação a θ = 0 e tome a metade desse valor. Em uma tabela, anote essas medidas e os índices m correspondentes a cada mínimo (veja equação 2). Dist. Fenda-anteparo (100 +/- 2) cm Fenda simples "a" Dados experimentiais Dados para plotagem do gráfico d (cm) m Sen (𝜃) m 1.3 +/- 0.1 1 0,013 1 2.5 +/- 0.1 2 0,025 2 3.8 +/- 0.1 3 0,038 3 Fenda simples "2a" d (cm) m Sen (𝜃) m 0.9 +/- 0.1 1 0,009 1 1.7 +/- 0.1 2 0,017 2 2.2 +/- 0.1 3 0,022 3 Gráfico 1: Fenda Simples Com base nesses resultados, determine o melhor valor para largura “a” da fenda. Com base nesses resultados, determina-se o melhor valor para largura da fenda. Mínimos simétricos 1: 1,3 = 2∙100∙632,8×10−7 𝑑 ∙ 1 𝑑 = 126560 × 10−7 1,3 𝑑 = 0,00974 𝑐𝑚 Mínimos simétricos 2: 2,5 = 2 ∙ 100 ∙ 632,8 × 10−7 𝑑 ∙ 2 𝑑 = 126560 × 10−7 2,5 ∙ 2 𝑑 = 0,01012 𝑐𝑚 Mínimos simétricos 3: 3,8 = 2 ∙ 100 ∙ 632,8 × 10−7 𝑑 ∙ 3 𝑑 = 126560 × 10−7 3,8 ∙ 3 𝑑 = 0,00999 𝑐𝑚 Com esses valores constrói-se a tabela a seguir juntamente com a média, desvio e desvio quadrático. d (µm) Média (µm) δ (µm) δ² (µm) 97,4 99,5 -2,1 4,41 101,2 1,7 2,89 99,9 0,4 0,16 Σ = 7,46 Assim, encontra-se a incerteza pelo cálculo de desvio padrão: 𝜎𝑑 = √ ∑𝛿2 𝑚(𝑚 − 1) 𝜎𝑑 = √ 7,46 3(3 − 1) 𝜎𝑑 = 1,12 𝜇𝑚 Portanto, a largura da fenda simples pode ser dada por: 𝑑 = (0,0100 ± 0,0002 )cm = (100 ± 2 ) 𝜇𝑚 3.1.3 Conclusão Os valores acima mostram que a largura a (referente à Figura 6) da fenda simples da lâmina utilizada no experimento é dada com uma ordem de erro experimental de 2%. 3.2 INTERFERÊNCIA EM FENDA DUPLA (Inteferência) 3.2.1 Objetivo Determinar experimentalmente o comprimento de onda da luz emitida por um laser, utilizando o fenómeno de interferência devido a uma fenda dupla. Incidindo um laser, pretendemos estudar o seu comportamento depois de sofrer os fenômenos de difração e interferência. 3.2.2 Procedimento Direcione o feixe do laser para a fenda dupla identificada na lâmina com “d = 2a” (veja Fig. 6). Prenda novamente a folha ao anteparo e, cuidadosamente, copie nela, abaixo das figuras de difração, a figura de interferência observada. Desloque verticalmente a folha de papel, no anteparo, de cerca de 2 cm; posicione a fenda dupla identificada como “d = 3a” na frente do feixe do laser e copie a figura de interferência correspondente. Com base na equação 1, determine qual das duas fendas duplas deve produzir uma figura de interferência com os máximos de intensidade mais próximos um do outro. Verifique se seu resultado está de acordo com as figuras copiadas. Com base na equação, d é a distancia entre as fendas, quanto maior for d, menor sera sen (𝜃), para o mesmo m*λ. Portanto, menor sera a distancia entre os maximos. Logo, a fenda dupla “d=3a” deve produzir uma figura de interferecia com os maximos de intensidade mais proximos um do outro em relação à fenda “d=2a”. 𝑑 ∗ 𝑠𝑒𝑛 𝜃 = 𝑚 ∗ 𝜆 (𝐸𝑞. 1) Como as fendas têm uma certa largura, a figura observada no anteparo consiste em um padrão de difração – determinado pela largura das fendas – superposto a um padrão de interferência – determinado pela separação entre as fendas. Para verificar isso, compare as duas figuras de interferência com a figura de difração foi obtida com a fenda simples "a". Procure identificar, nas figuras de interferência, os mínimos que são devidos à difração. Justifique por que esses mínimos estão na mesma posição que na situação da fenda simples. Compararam-se duas figuras de interferência (“d=2a” e “d=3a”) com a figura de difração obtida com a fenda simples “a”. Identificaram-se nas figuras de interferência, os mínimos que são devidos à difração e notou-se que eles estavam na mesma posição que na situação da fenda simples. Isso, pois o padrão de difração é determinado pela largura da fenda e como essa largura a é a mesma para as 3 figuras, concluiu-se que elas estão na mesma posição. Para o padrão de interferência de fenda dupla “d = 2a”, meça as distâncias dos três primeiros mínimos de intensidade ao centro do padrão de interferência (θ=0). Em uma tabela, anote essas medidas e os índices m correspondentes (veja equação 1). Dist. Fenda-anteparo (100 +/- 2) cm Fenda simples "d=2a" Dados experimentiais Dados para plotagem do gráfico d (cm) m Sen (𝜃) m 0.7 +/- 0.1 0 0,007 1 1.1 +/- 0.1 1 0,011 2 1.8 +/- 0.1 2 0,018 3 Fenda simples "d=3a" d (cm) M Sen (𝜃) m 0.5+/- 0.1 0 0,005 1 0.8+/- 0.1 1 0,008 2 1.1+/- 0.1 2 0,011 3 Com base nesses resultados, determine o melhor valor para a separação entre as fendas. Compare-o com o valor “d = 2a" especificado. Gráfico 2: Fenda Dupla Primeiramente vamos encontrar os valores de indice m de acordo com a equação 1: 𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑚0 → 𝑚 = 0 + 1 2 = 0,5 𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑚1 → 𝑚 = 1 + 1 2 = 1,5 𝑃𝑎𝑟𝑎 𝑚2 → 𝑚 = 2 + 1 2 = 2,5 Vamos calcular os valores para 𝑑"2𝑎" : 𝑚 + 1 2 = 𝑑 𝜆 ∗ 𝑠𝑒𝑛 (𝜃) ↓ = ↓ ↓ 𝑌 = 𝐴 ∗ 𝑥 Temos 𝑑 𝜆 = 𝐴 ∴ 𝑑 = 𝐴 ∗ 𝜆 𝑑 = 0,0055 ∗ 632. 10−9 = 3,47. 10−6 𝑚 ( ∆𝑑 𝑑 ) 2 = ( ∆𝜆 𝜆 ) 2 + ( ∆𝐴 𝐴 ) 2 ∆𝑑 = √( 1 632 ) 2 + ( 8,66 0,0055 ) 2 ∗ 3,47. 10−6 ∆𝑑 = 5.463,67. 10−5𝑚 Logo tem-se: 𝑑"2𝑎" = (3,47 ± 5.46)𝜇𝑚 Fazendo a substituição desses valores em 𝑑 = 2𝑎, tem-se: 𝑑 = 2𝑎 ∴ 𝑑 = 2 ∗ 65,1. 10−6 ∴ 𝑑 = 130,2 . 10−6 ∆𝑑 = √( ∆𝑎 𝑎 ) 2 ∗ 𝑑 ∴ ∆𝑑 = ( 6,0 65,1 ) ∗ 130,2 . 10−6 ∆𝑑 = 1,2. 10−5 Portanto o melhor valor que encontramos para 𝑑 = 2𝑎,foi: 𝑑"2𝑎" = (130,2 ± 12,0)𝜇𝑚 Agora vamos calcular os valores para 𝑑"3𝑎" : 𝑚 + 1 2 = 𝑑𝜆 ∗ 𝑠𝑒𝑛 (𝜃) ↓ = ↓ ↓ 𝑌 = 𝐴 ∗ 𝑥 Temos 𝑑 𝜆 = 𝐴 ∴ 𝑑 = 𝐴 ∗ 𝜆 𝑑 = 0,003 ∗ 632. 10−9 = 1,89. 10−6 𝑚 ( ∆𝑑 𝑑 ) 2 = ( ∆𝜆 𝜆 ) 2 + ( ∆𝐴 𝐴 ) 2 ∆𝑑 = √( 1 632 ) 2 + ( 1,26 0,003 ) 2 ∗ 1,89. 10−6 ∆𝑑 = 420. 10−5𝑚 Logo tem-se: 𝑑"2𝑎" = (1,89 ± 420 )𝜇𝑚 Fazendo a substituição desses valores em 𝑑 = 3𝑎, tem-se: 𝑑 = 3𝑎 ∴ 𝑑 = 3 ∗ 65,1. 10−6 ∴ 𝑑 = 195,3 . 10−6 ∆𝑑 = √( ∆𝑎 𝑎 ) 2 ∗ 𝑑 ∴ ∆𝑑 = ( 6,0 65,1 ) ∗ 195,3 . 10−6 ∆𝑑 = 1,8 . 10−5 Portanto o melhor valor que encontramos para 𝑑 = 3𝑎, foi: 𝑑"3𝑎" = (195,3 ± 18,0)𝜇𝑚 3.2.3 Conclusão Esse experimento permitiu que possamos intender melhor a difração e a interferência, interpretando a simetria das franjas e a variação da intensidade da luz nelas obtida. 3.3 MEDIDA DA ESPESSURA DE UM FIO DE CABELO ATRAVÉS DO PADRÃO DE DIFRAÇÃO PRODUZIDO POR ELE 3.3.1 Objetivo Quantificar a espessura de um fio de cabelo através do Princípio de Babinet com a figura de difração produzida. 3.3.2 Procedimentos Substitua o suporte para as fendas por outro a que possa prender um fio de cabelo. Prenda um fio de cabelo ao suporte; alinhe-o adequadamente com o laser até observar um padrão de difração no anteparo. Na folha em que foram traçados os padrões anteriores, registre o padrão de difração produzido pelo fio de cabelo. Dist. Fenda-anteparo (100 +/- 2) cm Fio de cabelo Dados experimentiais Dados para plotagem do gráfico d (cm) m Sen (𝜃) m 1.8 +/- 0.1 1 0,018 1 2.3 +/- 0.1 2 0,023 2 3.1 +/- 0.1 3 0,031 3 Com base nesses resultados e utilizando a equação 2, determina-se o diâmetro do fio de cabelo. Sabendo que: sen 𝜃 = 𝑎𝑚 √𝐷 + 𝑎𝑚 2 o diâmetro d do fio de cabelo pode ser expresso como: Gráfico 3: Fio de Cabelo 𝑑 = 𝑚 ∙ 𝜆 ∙ √𝐷 + 𝑎𝑚2 𝑎𝑚 Mínimos simétricos 1: 𝑑 = 632,8 × 10−7 ∙ √1002 + 1,82 1,8 ∙ 1 𝑑 = 0,00352 𝑐𝑚 Mínimos simétricos 2: 𝑑 = 632,8 × 10−7 ∙ √1002 + 2,32 2,3 ∙ 2 𝑑 = 0,00550 𝑐𝑚 Mínimos simétricos 3: 𝑑 = 632,8 × 10−7 ∙ √1002 + 3,12 3,1 ∙ 3 𝑑 = 0,00613 𝑐𝑚 Com esses valores constrói-se a tabela a seguir juntamente com a média, desvio e desvio quadrático. d (µm) Média (µm) δ (µm) δ² (µm) 35,2 50,5 -15,3 234,09 55,0 4,5 20,25 61,3 10,8 116,64 Σ = 370,98 Assim, encontra-se a incerteza pelo cálculo de desvio padrão: 𝜎𝑑 = √ ∑𝛿2 𝑚(𝑚 − 1) 𝜎𝑑 = √ 370,98 3(3 − 1) 𝜎𝑑 = 7,86 𝜇𝑚 Portanto, a espessura do fio de cabelo pode ser dada por: 𝑑 = (50,5 ± 8) 𝜇𝑚 = (0,00505 ± 0,0008 )cm 3.3.3 Conclusão Para determinar o diâmetro do fio de cabelo, tomamos como pressuposto o princípio de Babinet, “o padrão de difração observado quando a luz incide sobre a abertura de qualquer forma é o mesmo obtido quando a luz incide sobre um objeto que é complemento da abertura”. Os valores acima mostram que a espessura do fio de cabelo utilizado no experimento é dada com uma ordem de erro experimental de 20%. Tal erro é consideravelmente alto e pode ter sido, Segundo Eric Spengler (cientista farmacêutico e diretor de empresa da área produtos capilares), a média geral de diâmetro de um cabelo é equivalente a 0,07 mm - com os finos tendo cerca de 0,05 mm, e os grossos, 0,120 mm. Ou seja, o valor de (50,5±8) μm encontrado no experimento está dentro da faixa de espessura esperada para um fio de cabelo. No caso do presente experimento, seria um fio de cabelo considerado grosso. 4.Conclusão Geral Do experimento e a partir da análise de dados, pôde-se concluir que como inferido, a luz exibe comportamento ondulatório. Fato este exposto por Young em seu famoso experimento de fenda dupla, e aqui reproduzido. Pode-se também concluir que os efeitos da interferência são modulados pelos efeitos da difração, isto é, conforme exposto pela análise dos dados, percebe-se que entre dois mínimos devidos à difração, têm-se múltiplos mínimos devidos à difração e que dependem inversamente da distância que separa as fendas. Outro resultado interessante é a possibilidade de medir estruturas da ordem de mícron, ou ligeiramente menores, sabendo o comprimento de onda do laser utilizado, como mostra o resultado obtido para a espessura de um fio de cabelo e que quando comparado com a literatura pode-se perceber a validade da teoria estudada. Neste sentido e de uma forma geral, o experimento foi muito satisfatório como aprendizado e como forma de se demonstrar como colocar em prática a teoria para se entender melhor os fenômenos físicos. 5.Referências Bibliográficas Interferência e Difração da Luz. Disponível em: <https://www.fisica.ufmg.br/ciclo- basico/wp-ontent/uploads/sites/4/2020/05/Interferencia_e_difracao-da-luz.pdf>. Acesso em: 07 de Janeiro,2022. Interferência e Difração da Luz. Laboratório de Física Experimental Básica UFMG. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Yp4mQC69Zag&ab_channel=Laborat%C3%B3ri odeF%C3%ADsicaExperimentalB%C3%A1sicaUFMG. Acesso em: 07 de Janeiro,2022. Física Experimental . Belo Horizonte Editora UFMG 2008. Disponível em: http://lilith.fisica.ufmg.br/~wag/TRANSF/LIVRO_FEBIO_21AGO2009_2PP.pdf. Acesso em: 13 de Janeiro,2022. https://www.fisica.ufmg.br/ciclo-basico/wp-ontent/uploads/sites/4/2020/05/Interferencia_e_difracao-da-luz.pdf https://www.fisica.ufmg.br/ciclo-basico/wp-ontent/uploads/sites/4/2020/05/Interferencia_e_difracao-da-luz.pdf https://www.youtube.com/watch?v=Yp4mQC69Zag&ab_channel=Laborat%C3%B3riodeF%C3%ADsicaExperimentalB%C3%A1sicaUFMG https://www.youtube.com/watch?v=Yp4mQC69Zag&ab_channel=Laborat%C3%B3riodeF%C3%ADsicaExperimentalB%C3%A1sicaUFMG http://lilith.fisica.ufmg.br/~wag/TRANSF/LIVRO_FEBIO_21AGO2009_2PP.pdf