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A contribuição da dança como desenvolvimento psicomotor na Educação Inclusiva 
Acadêmica: Amanda Nazaré Cavalcante da Silva 
Tutora: Aldiene Fiel da Silva 
1. INTRODUÇÃO
	
A dança é uma das formas mais antigas de expressão humana e possui inúmeros benefícios para o desenvolvimento psicomotor, ou seja, a interação entre a mente e o movimento do corpo. A prática da dança pode ajudar a melhorar a coordenação motora, equilíbrio, flexibilidade, força muscular, além de estimular a criatividade e a auto expressão. Além disso, a dança também pode ter um papel importante na promoção da saúde mental, ajudando a aliviar o estresse, a ansiedade e a depressão, e promovendo a autoestima e a confiança. Por esses motivos, a dança é uma atividade recomendada para todas as idades, desde a infância até a terceira idade, contribuindo para uma vida mais saudável e feliz.
Esse estudo teve o objetivo de avaliar a dança como estratégia para a promoção do desenvolvimento motor e a inclusão dos alunos deficientes no ensino fundamental. Essa atividade foi realizada em uma escola de educação infantil com o intuito de promover o desenvolvimento dos alunos com e sem deficiência física.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
	É fundamental na educação dos alunos com necessidades especiais que ele esteja inserido em um ambiente que propicie a interação com os demais colegas de classe, para que ele consiga desenvolver as suas habilidades, sejam elas motoras, sensoriais, mentais e sociais. Uma estratégia que pode ser adotada é o uso de ferramentas lúdicas na aprendizagem. Já é sabido que a brincadeira contribui para o processo de socialização das crianças, oferecendo-lhes oportunidades de participar de atividades coletivas livremente, além de ter efeitos positivos para o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento de habilidades básicas e aquisição de novos conhecimentos (AMARAL, 2012). 
	Atualmente atividade física tem se tornado uma grande aliada para a reabilitação do deficiente. No entanto muitas vezes as aulas de educação física nas escolas são voltadas apenas para a competição e a performance do aluno, deixando de lado seu caráter pedagógico e formador. Deste modo é fundamental que a disciplina de educação física esteja associada formação integral do aluno, possibilitando o respeito às diferenças e às limitações individuais (FERREIRA, 2005).
	Surge assim a necessidade de novas estratégias nas aulas, visando proporcionar uma maior inclusão dos alunos. Deste modo através de atividades adaptadas na sala de aula é possível permitir a participação dos alunos com deficiências no grupo de forma a promover a inclusão e a maior compreensão dos alunos que as diferenças individuais são parte da diversidade humana.
Um exemplo de atividade lúdica que pode ser utilizada e adaptada é a dança que é uma atividade que pode trazer diferentes benefícios dentre eles o maior bem-estar, motivação, autoestima, habilidades motoras entre outros benefícios. 
O trabalho com o corpo possibilita conhecimento de si e dos outros, gera na pessoa que dança maior estabilidade na relação dor e prazer, conhece os limites de seu corpo (CAMARGO e FICK,2010, p.8).
É importante que esse recurso seja aplicado de forma multidisciplinar com a participação de fisioterapeutas, musicoterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e profissionais de educação física. As aulas com a dança são fundamentais para a inclusão de alunos com deficiência. Neste contexto a dança é considerada um importante recurso de inclusão pois é capaz de promover a melhorar da autoestima desses alunos. Segundo Reis (2004) a dança é uma atividade expressivo motora que funciona em articulação com a música, os gestos e a emotividade.
Apesar das limitações dos indivíduos com deficiência motora ou cognitiva, a dança pode promover a melhora em seu equilíbrio dinâmico, motricidade global e lateralidade. A inclusão pelo movimento se faz importante ao se exercitar as potencialidades do indivíduo, bem com sua autonomia de gestos e expressões. 
Os movimentos na dança se manifestam na riqueza dos gestos e nos passos utilizados no dia-a-dia: em qualquer ação o homem faz uso de movimentos leves ou fortes, diretos ou flexíveis, lentos ou súbitos, controlados ou livres podem ser utilizados como melos de comunicação não verbal que é o objetivo da dança, além de desenvolver outros pontos característicos da compreensão corporal de quem se utiliza da dança (LABAN, 1990, p.12).
A utilização de diferentes sons e ritmo favorece o desenvolvimento de habilidades motoras. Para que esse recurso promova efeitos benéficos é necessário estabelecer um ambiente de confiança, amor, dedicação e respeito, para se exercer estímulos adequados ao momento do aluno, que através de gestos próprios pode realizar as atividades com satisfação (BRASIL, 2014).
Segundo Barreto (2005, p.37) “ao trabalhar com a dança na educação básica, a criatividade docente é que comanda esta atividade, desde a escolha dos materiais, de sua confecção e também de como ela poderá se adequar aos conteúdos trabalhados naquele momento letivo.”
Atualmente novas tecnologias foram incorporadas na reabilitação física, como por exemplo a utilização do exergame que são jogos ativos de videogame que promovem a interação direta com o próprio jogo e estimulam a atividade física através da brincadeira. Apesar da maioria dos jogos disponíveis não serem voltados para fins terapêuticos, eles podem ser tão efetivos quanto a reabilitação convencional (BONNECHÈRE, 2016).
Essas práticas utilizando os momentos corporais contribuem também com o aumento da autoestima desses alunos. É importante que essa atividade seja aplicada para todos alunos juntos de forma a promover a inclusão (DIAS et al., 2021).
No entanto é sabido que inúmeras são as barreiras a serem ultrapassadas para que a inclusão ocorra, como por exemplo, barreira políticas, a qualificação dos profissionais do ensino regular, a falta de infraestrutura mínima das escolas e a falta estratégias e metodologias adequadas às necessidades dos alunos inclusos.
Para efetivação da educação inclusiva no Brasil é muito importante que se faça adaptações curriculares de grande porte em todo o sistema educacional. A inclusão é uma questão social, política e administrativa que depende de ações conjuntas no processo de inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais (DIAS et al., 2021).
Dessa forma para promover o processo de inclusão é necessário estimular o desenvolvimento contínuo do ensino-aprendizagem, tendo como referência a elaboração do projeto pedagógico, a execução das práticas inclusivas no sistema escolar e oferecer atitude favorável para diversificar e tornar flexível o processo de ensino de modo a atender as diferenças individuais e as peculiaridades da aprendizagem. 
No entanto ainda hoje muitas escolas enfrentam muitos desafios para realizar as atividades adaptadas nas aulas, o que prejudica esse processo de inclusão. Os principais desafios estão relacionados a ausência de uma captação adequada dos professores, falta de recursos e a infraestrutura inadequada das escolas. Deste modo para que ocorra uma inclusão verdadeira é necessário que gestores e órgãos públicos invistam mais neste setor.
 
	 
 Dança e inclusão 
 Fonte: https://images.app.goo.gl/
 Descrição: A imagem acima retrata o quanto a dança pode ser um suporte significativo para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e social da criança inclusa. Além de ser uma atividade física, também possibilita a coordenação motora, e o equilíbrio corporal dos discentes. A dança com cadeira de rodas desenvolve a arte e a dança como uma excelente prática de integração dos alunos com e sem deficiência.
3. METODOLOGIA
	Essa atividade foi realizada na escola de educação infantil, Centro Educacional FuturoFeliz. Sendo produzida uma atividade lúdica com turmas do ensino fundamental I com o intuito de promover o desenvolvimento dos alunos com e sem deficiência física. Para isso, foi usado como ferramenta lúdica um dos jogos mais utilizados atualmente com o intuito de promover o desenvolvimento motor em alunos com deficiência física, o Dance Revolution (DDR) que utiliza um tapete para que o jogador possa realizar movimentos de dança. Para que possa ser aplicado a alunos com deficiência foi necessário que o professor de educação física faça modificações no software do jogo tornando - o mais fácil a adaptação dos parâmetros para o uso na reabilitação. A atividade foi realizada com todos os alunos da turma de forma conjunta.
 Sobre a turma com que se baseiam as ideias aqui postas, era composta de 12 estudantes, com faixa etária média de 10 anos, tendo sua sala todos os recursos multimídia necessários para a utilização da ferramenta e bom espaço físico. Foram realizados 2 encontros de 45 minutos com os profissionais. Os recursos utilizados foram smart tv, internet, smart fone e o jogo anteriormente citado. A avaliação da atividade foi feita através da turma que trocou informações levantadas durante a aula entre si e com o professor.
	 
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES
	Com relação à essa turma, houve bastante receptividade às ideias colocadas pelo professor e segue-se as regras do PPP, trazendo ensino e brincadeiras, que têm bastante interesse dos estudantes. A utilização desse jogo favoreceu o aumento do gasto energético, melhorias no padrão de movimento dos membros superiores e também o aumento da autoestima desses alunos. É importante que essa atividade seja aplicada para todos alunos juntos de forma a promover a inclusão.
No entanto é sabido que inúmeras são as barreiras a serem ultrapassadas para que a inclusão ocorra, como por exemplo, barreira políticas, a qualificação dos profissionais do ensino regular, a falta de infraestrutura mínima das escolas e a falta estratégias e metodologias adequadas às necessidades dos alunos inclusos.
Para efetivação da educação inclusiva no Brasil é muito importante que se faça adaptações curriculares de grande porte em todo o sistema educacional. A inclusão é uma questão social, política e administrativa que depende de ações conjuntas no processo de inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais (DIAS et al., 2021).
Dessa forma para promover o processo de inclusão é necessário estimular o desenvolvimento contínuo do ensino-aprendizagem, tendo como referência a elaboração do projeto pedagógico, a execução das práticas inclusivas no sistema escolar e oferecer atitude favorável para diversificar e tornar flexível o processo de ensino de modo a atender as diferenças individuais e as peculiaridades da aprendizagem. 
No entanto ainda hoje muitas escolas enfrentam muitos desafios para realizar as atividades adaptadas nas aulas, o que prejudica esse processo de inclusão. Os principais desafios estão relacionados a ausência de uma captação adequada dos professores, falta de recursos e a infraestrutura inadequada das escolas. Deste modo para que ocorra uma inclusão verdadeira é necessário que gestores e órgãos públicos invistam mais neste setor.
Com muita dedicação, conhecimento sobre o tipo de necessidade e persistência é possível a obtenção de grandes progressos no aprendizado destas pessoas que, em grande parte dos casos, passam a apresentar limitações de comportamento e aprendizado maior do que a própria incapacidade gerada pela deficiência.
A deficiência não deve ser vista como obstáculo ou impedimento que impossibilita o pleno desenvolvimento das potencialidades de uma pessoa. Cada deficiência requer estratégias e materiais específicos. É necessário reconhecer que cada um possui seu ritmo e forma de aprendizagem, todos devem ter oportunidade de aprender os mesmos conteúdos, fazendo adaptações quando necessário.
	
REFERÊNCIAS
	AMARAL, A. O Brincar na Educação Infantil. Monografia de Conclusão de Curso de Especialização. Universidade Cândido Mendes. RJ. 2012.
BONNECHÈRE B, Jansen B, Omelina L, Van Sint Jan S. The use of commercial video games in rehabilitation: a systematic review. Int J Rehabil Res 2016; 39:277-90
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
DIAS V.O. Johseph Paballo Gomes de Souza2, Luan Emannuel de Lima Julião3, Rodrigo Marcel Valentim da Silva4. Uso de exergames de dança no tratamento de doenças neurológicas. Rev Neurocienc 2021; 29:1-18.
FERREIRA, V. Educação Física, Recreação, Jogos e Desportos. Rio de Janeiro, Ed. Sprint, 2ª edição, 2005.
1 Nome dos acadêmicos
2 Nome do Professor tutor externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I - dd/mm/aa

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