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Violência Sexual: da Escola ao Combate as Agressões
PALESTRANTES:
Profº. José Alex Livino da Silva
Profª. Patrícia Rocha do Nascimento Freitas
Em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Crespo, de oito anos de idade, desapareceu para nunca mais ser vista com vida. Seis dias depois, o corpo de Araceli foi localizado num terreno baldio, próximo ao centro da cidade de Vitória, Espírito Santo.
 A menina foi espancada, estuprada, drogada e morta. Seu corpo foi desfigurado com ácido.
 À época do crime, os policiais ouviram diversas versões sobre o ocorrido e após o julgamento e a absolvição dos suspeitos, o processo do Caso Araceli foi arquivado pela Justiça. 
A morte de Araceli, no entanto, serviu de alerta para toda a sociedade brasileira, exibindo a realidade de violências cometidas contra crianças.
 Pela brutalidade e truculência, a data do assassinato tornou-se um símbolo da luta contra essa violação de direitos humanos. 
Em 2000, por meio da Lei 9.970, foi instituído o dia 18 de maio como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.
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Existem DUAS modalidades de abuso sexual contra crianças e adolescentes: 
Intrafamiliar:
Agressor está ligado à pessoa da vítima por laços de consanguinidade, legalidade ou afinidade.
Exemplos:
Consanguinidade: pais, irmãos, avós, tios, etc. 
Afinidade: padrasto, madrasta, cunhado, etc. 
Responsabilidade: guarda, tutela, adoção, etc.
Extrafamiliar:
Agressor é uma pessoa conhecida (ou desconhecida) da vítima e que busca obter vantagem psicoemocional dessa relação.
Exemplos:
Amigos, vizinhos, profissionais conhecidos pela vítima (professores, médicos, líderes religiosos, etc) ou pessoas desconhecidas. 
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 Tipos de violência
Abuso Sexual
Ocorre quando o adulto utiliza o corpo da criança ou adolescente para a sua própria satisfação sexual.
Exploração Sexual
Ocorre quando o adulto é oferecido algum tipo de troca ao menor de 18 anos em troca de favores sexuais.
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Como os pais e professores podem identificar comportamentos de abuso sexual
A mudança repentina de comportamento pode indicar se uma criança ou adolescente está vivenciando uma situação de violência.
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Indicadores Comportamentais
Conduta sedutora;
Relatos de agressão sexual;
Dificuldades em adaptar-se à escola;
Aversão ao contato físico;
Comportamento não compatível com a idade;
Envolvimento com drogas;
Culpabilização;
Fuga de casa;
Depressão crônica;
Tentativa de suicídio
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Indicadores Físicos
Mudança brusca de comportamento e humor;
Sono perturbado, pesadelos;
Masturbação visível e continuada;
Timidez em excesso;
Tristeza ou choro sem razão aparente;
Medo de ficar sozinho com alguém em algum lugar;
Baixa autoestima, estado de alerta constante, dificuldade de concentração, fuga de realidade;
Interesse precoce por brincadeiras sexuais;
Roupas rasgadas ou com manchas de sangue;
Hemorragia vaginal ou retal;
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Secreção vaginal ou peniana;
Infecção urinária;
Dificuldade para caminhar;
Gravidez precoce;
Queixas constantes de gastrite e dor pélvica;
Hematomas, endemas, escoriações nos órgãos
Genitais e mamas;
DST’s
MITOS
O abusador é um pobre coitado que não sabe o que faz;
O abusador é doente;
A vítima mete e inventa;
A vítima gostou, pois não disse “NÃO”;
O abusador ocorreu longe de casa;
O estranho é perigoso;
O abuso deixa lesões;
Há emprego de força física
VERDADES
São pessoas conscientes, de todas as classes sociais e níveis escolares;
O autor é totalmente responsável e sabe o que está fazendo;
Apenas 6% são fictícios;
A vítima tem medo e reverencia pelo agressor, por isso não reage as vezes;
O abuso acontece dentro ou perto da casa da vítima;
85% a 90% dos abusadores são conhecidos;
Somente 30% dos casos deixam vestígios;
O abusador cativa a confiança e depois ameaça a vítima
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