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Logística de Suprimentos Núcleo de Educação a Distância www.unigranrio.com.br Rua Prof. José de Souza Herdy, 1.160 25 de Agosto – Duque de Caxias - RJ Reitor Arody Cordeiro Herdy Pró-Reitoria de Programas de Pós-Graduação Nara Pires Pró-Reitoria de Programas de Graduação Lívia Maria Figueiredo Lacerda Produção: Gerência de Desenho Educacional - NEAD Desenvolvimento do material: Leonardo Aragão Guimarães 1ª Edição Copyright © 2019, Unigranrio Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Unigranrio. Pró-Reitoria Administrativa e Comunitária Carlos de Oliveira Varella Núcleo de Educação a Distância (NEAD) Márcia Loch Sumário Logística de Suprimentos Para início de conversa… .................................................................. 04 Objetivo .......................................................................................... 05 1. Impactos das Decisões de Suprimentos ................................... 06 1.1 Importância da Atividade de Compras ..................................... 07 1.2 Obtenção de Vantagem Competitiva ...................................... 08 1.3 Supply Chain Management ................................................... 09 1.4 Gestão de Risco na Cadeia de Suprimentos ............................. 10 2. Critérios para Decisão de Fornecedor ...................................... 12 3. Planejamento da Estratégia de Suprimentos ............................ 18 Referências ....................................................................................... 23 4 Operações Logísticas Para início de conversa… A logística de suprimentos está relacionada com as atividades do lado do fornecimento de uma organização, estabelecendo contratos com fornecedores para adquirir materiais e serviços. Sua missão é perceber as prioridades competitivas necessárias para cada produto (bem e/ou serviço), objetivando entregas rápidas, no tempo certo, de qualidade, com flexibilidade e custos adequados. Para isso, os gestores de suprimentos devem desenvolver planos de obtenção para cada produto que sejam coerentes com as necessidades estratégicas das empresas. Isto inclui a preparação de cotação de fornecedores, avaliação, emissão de pedidos de compra e monitoramento da entrega. Neste contexto, procura-se obter produtos ao preço correto, para serem entregues no momento correto, na qualidade correta, na quantidade correta, da fonte correta. Operacionalmente, os gestores devem manter um banco de dados de fornecedores disponíveis, incluindo registros e arquivos, bem como selecionar fornecedores para suprir cada material, conseguir informações de preço, colocar pedidos (ordens de compra), acompanhar os pedidos (follow up), negociar contratos de suprimentos com os fornecedores, ou seja, agir como intermediário entre a empresa e seus fornecedores. E estrategicamente, devem ser realizados estudo de mercado, especificações de materiais, análise de custos, desenvolvimento de novos fornecedores, qualificação de fornecedores, negociar contratos e redução de preços, efetivar as compras, analisar cotações, realizar requisições e condições contratuais, verificar o recebimento dos materiais, conferir faturas e contatar vendedores. 5Operações Logísticas Objetivo Demonstrar as vantagens competitivas possibilitadas pela Logística de Suprimentos. 6 Operações Logísticas 1. Impactos das Decisões de Suprimentos Segundo Pereira, Silva e Carvalho (2015), o impacto das práticas de gestão da cadeia de suprimentos tende a ser maior sobre o desempenho estratégico de negócio do que sobre o desempenho operacional, apesar de essa diferença ser pequena. Seria natural pensar que ações sobre as operações impactam mais o desempenho operacional, com reflexo indireto sobre os resultados organizacionais, no entanto, verificou-se que as práticas de gestão de cadeia de suprimentos têm efeito ligeiramente maior no desempenho geral do que no operacional. Segundo Saraiva, Pereira e Sousa (2015), a gestão de suprimentos tem importância vital no desenvolvimento das estratégias adotadas pelas organizações, pois atua no âmbito do planejamento e controle da aquisição, estocagem e movimentação de materiais, assim como informações relativas a estas atividades, desempenhando grande participação na absorção do orçamento operacional de uma organização. O grande desafio enfrentado pelas empresas é saber negociar um ponto de equilíbrio entre as estratégias adotadas, de forma que custo, qualidade, confiabilidade, velocidade e flexibilidade não prejudiquem uns aos outros, à medida que são modificados na busca por melhorias nos processos. Segundo Ballou (2006), decidir quanto, quando e como movimentar os produtos e, igualmente, onde comprá-los, é uma preocupação constante. Essas decisões de programação ocorrem no canal de suprimentos, e a boa administração impõe que sejam coordenadas em outras atividades, especialmente, com a produção. Para Saraiva, Pereira e Sousa (2015), a gestão de suprimentos pode ser entendida como o conjunto de processos, que consiste em gerenciar, estrategicamente, os fluxos de bens, serviços, finanças e informações, bem como o relacionamento entre as empresas, visando alcançar os objetivos estratégicos da organização, e a cadeia de suprimentos não inclui apenas fornecedores, fabricantes e vendedores; deve-se considerar, também, o planejamento Comentário 7Operações Logísticas dos processos, transporte da matéria-prima e produtos, a armazenagem e o atendimento ao consumidor final, além do grande e constante fluxo de informações e recursos financeiros. Ballou (2006) expressa que a importância da gestão de suprimentos baseia-se no controle do atendimento das necessidades de materiais para prover os sistemas de produção que atendem a demanda final, buscando evitar retrabalhos no sistema produtivo. Assim, a área de suprimentos deve coordenar todos os sistemas envolvidos no sistema de produção. 1.1 Importância da Atividade de Compras Bowersox, Cooper e Closs (2006) afirmam que a importância dada às compras vem com o reconhecimento do volume substancial de gastos despendidos em comprar numa organização, e suas economias mais potenciais pela abordagem estratégica na gestão da atividade. A atividade de Compras baseia-se em pesquisas que buscam encontrar os materiais e fornecedores que mais se adequem aos objetivos da empresa, fornecendo subsídios para a tomada de decisão. Para que essas ações mantenham-se contínuas, dois focos devem existir: ações de suprimento e ações de apoio. (POZO, 2002) As ações de suprimento englobam: a solicitação de compras, documento com as informações dos materiais a comprar, quantidades, prazo e local de entrega, fornecedores aprovados, últimos preços e especificações técnicas; coleta e análise de preços, consistindo em documentos que forneçam informações da pesquisa de preço dos fornecedores aprovados; pedido de compra, contrato entre o fornecedor e a empresa cliente; e acompanhamento do pedido. Já as ações de apoio correspondem ao: desenvolvimento de fornecedores, em que o setor de compras pesquisa fornecedores futuros para entrar na lista de fornecedores qualificados e outros setores avaliam esses; desenvolvimento de novos materiais, busca no mercado de materiais alternativos que tenham os mesmos requisitos técnicos dos materiais já 8 Operações Logísticas utilizados pela empresa, fornecendo a lista deles para o setor de engenharia, o qual toma decisão de adquirir ou não; qualificação de fornecedores, semelhante à atividade de desenvolvimento de novos materiais; o setor de compras realiza a pesquisa e fornece as informações dos fornecedores para a área de engenharia, que realiza testes e analisa-os; e negociação. 1.2 Obtenção de Vantagem Competitiva Segundo Oliveira(2010), é preciso ter flexibilidade e, portanto, ter a capacidade de mudar e de se adaptar às mudanças do mercado de maneira ágil e eficiente. Para isso, deve-se estar em sintonia com as mudanças de mercado, para a obtenção de vantagem competitiva na cadeia de valor. Com a gestão da cadeia de suprimento (Supply Chain Management), as empresas definem suas estratégias competitivas e funcionais, visando obter vantagem competitiva de maneira objetiva, além de introduzir uma mudança ao ponto de vista da competitividade, baseando a competição nas cadeias produtivas, diferente da administração tradicional, que se baseia apenas no nível das unidades de negócio, por meio de práticas como o outsourcing e o benchmarking, que surgiram para inovar os processos dentro da administração de materiais, visando buscar diferenciais em relação aos seus concorrentes. O outsourcing é uma prática que começou com áreas tidas como periféricas, mas depois recebeu implementações e chegou às áreas como manufatura, manutenção, distribuição e marketing. No outsourcing, parte do conjunto de produtos e serviços que necessita determinada empresa (na realização de uma cadeia produtiva) é providenciado por uma empresa externa, num relacionamento colaborativo e interdependente. Glossário A vantagem competitiva é um conjunto de características que a organização busca alcançar para se destacar e diferenciar-se de seus concorrentes. Essa diferença precisa agregar valor ao cliente e esse valor se refere àquilo que os clientes estão dispostos a pagar pelo produto ou serviço; então, se encontra a vantagem competitiva. 9Operações Logísticas O benchmarking é outra prática que disponibiliza e obtém informação no mercado, objetivando a integração das estratégias competitivas das cadeias produtivas, regularizando as medidas de desempenho de cada empresa às realidades e objetivos do segmento onde estão inseridas. Tendo em vista uma cadeia de suprimentos bastante evoluída, chegando ao chamado Supply Chain Management (SCM), este processo torna-se mais rápido e eficiente, gerando uma diferenciação no custo, ou seja, vantagem competitiva. Algumas organizações acreditam que uma cadeia de suprimentos eficiente é determinada apenas pela velocidade e redução dos custos. Contudo, a gestão da cadeia de suprimento, baseada nesses aspectos, acaba se deteriorando com o tempo, e algumas empresas perdem também a sua vantagem competitiva. 1.3 Supply Chain Management Segundo Oliveira (2010), um objetivo básico na SCM é maximizar as potenciais sinergias entre as partes da cadeia produtiva, visando atender o consumidor final de forma mais eficiente, reduzindo os custos, e dando mais valor aos produtos finais. As práticas eficazes na SCM têm visado a simplificação e obtenção de uma cadeia produtiva que busca maior eficiência. A otimização da cadeia de suprimentos é uma proposta de reorganização do ambiente produtivo, desde os fornecedores até a distribuição, baseada na ideia da eliminação de desperdícios, buscando o melhoramento contínuo dos processos de produção. É a base para a melhoria da competitividade de uma empresa, no que se refere a fatores, como a velocidade, a qualidade, a flexibilidade e o custo dos produtos. Quanto maior for a integração entre as partes e quanto melhor for o relacionamento entre empresa e cadeia de fornecedores, melhor e mais eficiente tende a ser o funcionamento das operações da empresa, que é o atendimento ao cliente. 10 Operações Logísticas Ross (1997) estabelece um fluxograma de ações coordenadas para a implantação eficaz do SCM em uma empresa, conforme podemos observar na Figura 1. Figura 1: Passos para o processo de implementação do Supply Chain Management. Fonte: Ross (1997). 1.4 Gestão de Risco na Cadeia de Suprimentos A gestão de risco em cadeias de suprimentos envolve a identificação dos danos/perdas potenciais, o entendimento da probabilidade de potenciais danos e uma associação de criticidade para tais danos. (GIUNIPERO; ELTANTAWY, 2004) Segundo Elkins et al. (2005), a gestão de risco em cadeias de suprimentos é uma tarefa desafiadora, pois o risco deriva de uma variedade de múltiplas fontes, tais como incêndios, atrasos no transporte, redução na velocidade do trabalho, ou até mesmo, a interrupção forçada por greves e desastres naturais. 01 10 02 09 03 08 04 07 05 06 Criar um Plano de Educação para o SCM Definir a Visão de Cadeia de Suprimento Avaliar Estratégias Competitivas Desenvolver Estratégia de Valor Adicionado Definir a Visão de Ótima Cadeia de Suprimento Compromisso de Gerenciamento Seguro Desenvolver p/ SCM a Estrutura Organizacional Criar uma Rede de Informações Implementar a Estratégia de SCM Desenvolver p/ SCM Medições de Performance do SCM - Detalhamento dos requisitos do SCM - Seleção de pessoal a ser treinado - Explorar as possibilidades competitivas - Mudança radical de pensamento e estilos - Avaliar forças e fraquezas dos concorrentes - Avaliar forças e metas internas - Definir claramente a direção estratégica - Definir medidas de performance - Escolher as parcerias - Necessária definição de sinergias no canal de suprimento - Definir as funções de liderança de gestão - Construir organização entre fábricas e interempresariais - Definir uma rede de informações e comunicações - Desenvolver o plano de projeto e implantação - Esboçar medições de performance entre os canais 11Operações Logísticas Segundo McCormack e Bronzo (2010), atualmente, com a tendência das empresas operarem de forma enxuta e não possuírem grandes estoques ou excesso de capacidade, a possibilidade de que ocorram perdas de produção causadas por falta dos recursos necessários aumenta constantemente. Como resultado, problemas no fluxo de materiais podem rapidamente gerar consequências em toda a rede de suprimentos. Segundo Handfield e McCormack (2007), existem seis categorias de risco divididas entre características intrínsecas do fornecedor e fatores situacionais. A cada categoria, estão associados eventos que resultaram na ruptura de estoques daquele fornecedor, o que gera impactos negativos para ele e para seus clientes. A Figura 2 apresenta a classificação proposta por Handfield e McCormack (2007), abordando desde as categorias de risco até os efeitos da ruptura de estoque do fornecedor. Figura 2: Estrutura das relações de risco de suprimentos Fonte: Handfield e McCormack (2007). Perda de MarketShare Relacionamento CAUSAS (Categorias de Medidas Preditivas) EVENTOS DE RUPTURA CONSEQUÊNCIAS (Impactos) Desempenho Recursos Falhas no Abastecimento da Cadeia Saúde Ambiente Desalinhamento de interesses Qualidade, entrega, problemas de serviços Greves, mudanças de diretoria, escassez de mão de obra Fornecimento interrompido por ruptura no fornecedor de segundo vínculo Falência do fornecedor (ou revés financeiro) Desastre (tempo, terremoto, terroristas) Perda repentina de fornecedor Interrupção no carregamento de produtos finais Recall por questões de qualidade Início de operação com fornecedores reservas Compras e carregamentos emergenciais Retrabalho emergencial Reputação Atributos do Fornecedor EFEITOS Perdas de Faturamento e Gastos com Recuperação Fatores Situacionais OUTROS IMPACTOS Receitas Perdidas 12 Operações Logísticas Segundo McCormack e Bronzo (2010), ao compreender bem as fontes, bem como a classificação dos riscos de suprimento, torna-se possível estabelecer estratégias que permitam minimizá-los de maneira eficiente. Portanto, quando se detecta que a ruptura de estoque ocorreu por um atraso de entrega do fornecedor, dada a sua restrição de capacidade para atender a todo o pedido no tempo desejado, pode-se trocar de fornecedor, dividir o pedido entre mais fornecedores, ou até mesmo adotar outra solução que pareça ser mais adequada ao novo contexto. De acordo com Handfield e McCormack (2007), existem seis categoriasde risco associados a um fornecedor: ▪ Relacionamento ▪ Desempenho ▪ Recursos Humanos ▪ Falhas no Abastecimento da Cadeia ▪ Saúde Financeira ▪ Ambiente Para cada categoria de risco, existem diferentes eventos que podem ser tomados como causas de rupturas no estoque de um fornecedor, o que, por sua vez, pode gerar rupturas de agentes diretos ou indiretos vinculados a este fornecedor. 2. Critérios para Decisão de Fornecedor De acordo com Martins (2005), com o decorrer dos anos, a seleção de fornecedores vem ganhando cada vez mais importância. O aumento no valor dos itens comprados em relação ao total da receita das empresas, a aquisição de produtos de outros países viabilizados pela globalização a preços competitivos, e a crescente velocidade de mudança de tecnologia, acompanhada por uma redução do ciclo de vida dos produtos, são alguns fatores que contribuem para o crescimento da seleção de fornecedores. 13Operações Logísticas Segundo Bertaglia (2006), o processo de seleção de fornecedor não é simples. A complexidade aumenta em função das características do item ou serviço a ser comprado, pois as exigências podem ser maiores ou menores. O ato de comprar deixou de ser simplesmente o de efetuar uma cotação de preços. Para Moreira (2015), o objetivo da função compras é conseguir tudo ao mesmo tempo, ou seja, qualidade, quantidade, prazo de entrega e preço. Primeiramente, é preciso ter o conhecimento do que comprar e, posteriormente, identificar o fornecedor mais adequado ao portfólio da empresa. É importante ressaltar que um bom fornecedor é aquele que possui a capacidade de fabricar o produto na qualidade exigida, nas quantidades necessárias e que saiba administrar os recursos com eficiência, gerando benefícios internos e externos. Segundo Moreira (2015), para auxiliar o comprador, é necessário: I. selecionar os fatores; II. atribuir um peso a cada fator; III. atribuir uma pontuação para cada um dos fatores; IV. classificar os fornecedores. Segundo Faria e Vanalle (2006), para que a escolha de fornecedor seja eficaz, é preciso determinar os critérios de seleção a serem considerados em cada processo. Embora exista uma diferença de critérios de seleção a serem considerados em cada atividade, é necessário que as empresas se baseiem em critérios corporativos, válidos para todas as atividades, de modo a criar uma identidade junto ao mercado de fornecedores, e tornar claras as suas prioridades e exigências (MOTWANI et al., 1999) A pesquisa feita por Faria e Vanalle (2006) identificou como critérios mais comuns utilizados pelas empresas: 14 Operações Logísticas Preço: Empresas que optam por competir, utilizando uma estratégia baseada apenas no menor preço, terão seu lucro ou retorno financeiro constantemente sobre pressão do mercado. O processo de seleção de fornecedores deve considerar também outros fatores, como qualidade, cultura organizacional e confiança. (HELMS et al., 1997) Na percepção de Faria e Vanalle (2006), o fornecedor escolhido pode não ser o que apresentou o menor preço, mas necessita estar dentro da média das outras propostas apresentadas. Qualidade: É fundamental preservar, na terceirização, a qualidade e garantir a melhoria contínua. Se houver qualquer possibilidade de que a qualidade dos serviços ou produtos venha a ser comprometida ou sofrer prejuízos, a terceirização não é racional. Qualidade mantém a satisfação do cliente, a motivação do empregado e, em consequência, a produtividade com qualidade. (SILVA, 1997) Na percepção de Faria e Vanalle (2006), a qualidade é vista como uma condição básica para fornecedores que pretendem ter relacionamentos de parcerias com as empresas, além de exigir certificação da qualidade para fornecedores que se candidatam a contratos de parceria, tais como o Programa Integrado de Desenvolvimento e Qualificação de Fornecedores (PRODFOR), no caso de fornecedores locais, e a International Organization Standardization (ISO) para fornecedores globais. Desempenho das Entregas: O desempenho das entregas é analisado a partir de duas características: velocidade e confiabilidade. Velocidade, neste caso, é o tempo gasto por uma empresa para completar a execução de um pedido, e confiabilidade é a capacidade da empresa em realizar a entrega conforme o combinado. (MILGATE, 2001) Flexibilidade: Antes de escolher um parceiro, é importante certificar- se de que este é capaz de responder de forma adequada às flutuações de demanda da empresa contratante. Empresas que possam se ajustar às necessidades e especificações com maior rapidez e precisão trarão melhores benefícios. (GIOSA, 1999) 15Operações Logísticas Na percepção de Faria e Vanalle (2006), um fornecedor mais flexível, quanto às suas atividades, tem mais chance de concorrer a contratos nas empresas. Portanto, a flexibilidade dos fornecedores, do ponto de vista de responder rapidamente às demandas do mercado, tem um peso mais importante nas seleções, porém, é pouco analisada pelas empresas. Análise Financeira dos Concorrentes: Apenas empresas financeiramente saudáveis, e com boa reputação e posição no mercado, estarão aptas a cumprirem com seus compromissos com a empresa contratante, sejam estes compromissos relativos à confiabilidade das entregas, a qualidade de produtos ou serviços, a manutenção do custo de acordo com o negociado, a capacidade de desenvolvimento e implementação de melhorias, a manutenção de equipe técnica, equipamentos e instalações adequadas, e principalmente, a perspectiva de parceria em longo prazo. (MIN, 1994; CHOY e LEE, 2003) Análise de Critérios Administrativos: A empresa selecionada deve estar legalmente constituída para atuar no ramo de atividade terceirizada, com capacitação técnica e administrativa. A mão de obra deve ser especializada, adequadamente remunerada, com os direitos trabalhistas respeitados e subordinar-se, exclusivamente, à empresa contratada. (PINTO; XAVIER, 2002) Na percepção de Faria e Vanalle (2006), os candidatos que não comprovem regularidade fiscal, jurídica e financeira junto aos órgãos federais, estaduais e municipais, são automaticamente suspensos do quadro de fornecedores das empresas. A análise das evidências para a comprovação de situação regular é documental. Durante o decorrer dos contratos de terceirização, estes fornecedores continuam sendo obrigados a estar em dia com suas obrigações, sob pena de serem obrigados a arcar com multas contratuais, ou até mesmo, terem seus contratos rescindidos. Análise de Competências Essenciais: Só com parceiros fornecedores que tenham competência essencial para a atividade que lhes é repassada, é que as empresas podem esperar a busca por soluções criativas/inovadoras, pelo aperfeiçoamento constante dos processos de produção, e pela integração de novas técnicas e metodologias. A competência essencial para uma dada atividade pressupõe a capacidade de transferência, de aprendizagem e de adaptação. (VIEIRA; GARCIA, 2004) 16 Operações Logísticas Aspectos Relativos à Segurança e Meio Ambiente: A segurança é uma questão fundamental, e não dá para tratar de empresa excelente, parceria e competitividade, se esta questão não for encarada de forma estratégica. Os mesmos programas, os mesmos resultados buscados e praticados pela contratante devem ser buscados pela contratada. (PINTO; XAVIER, 2002) Sobre a questão ambiental, Alvarez (1996) destaca que a preservação ecológica, ainda considerada como modismo por algumas pessoas e organizações, ascendeu ao status de necessidade primária. A preocupação com os impactos ecológicos da produção de bens e serviços não é só uma questão ideológica, mas legal, moral, ética e, sobretudo, mercadológica. As empresas têm uma grande preocupação em relação à segurança e meio ambiente. Isto se deve, não só à importância destes critérios e às Políticas de Responsabilidade Social das empresas, mas também à legislação brasileira, que torna as empresas contratantes responsáveispor acidentes ou incidentes que ocorram com as contratadas. Sendo assim, as empresas exigem de seus fornecedores padrões rigorosos de segurança e meio ambiente. Faria e Vanalle (2006), o estudo revelou que as empresas têm um fluxo formal de ações, desde o levantamento da necessidade, até a contratação do fornecedor, e distribuem as tarefas de forma clara entre os agentes do processo. Isto mostra uma evolução no setor de compras, que tem uma função estratégica na estrutura das empresas, responsável não só pela aquisição de produtos e serviços, mas também pelo estabelecimento de parcerias que contribuam para os processos na busca constante por melhorias de performance, qualidade e redução de custos. Segundo Sousa e Carmo (2013), o Quadro 1 apresenta os critérios usados na seleção e avaliação dos fornecedores com base em três autores supracitados. Verifica-se que, apesar do passar dos anos e das mudanças na forma de as organizações gerirem seus negócios, muitos quesitos utilizados pelas empresas, no momento de avaliar fornecedores, continuam os mesmos, como preço, qualidade, entrega no prazo, localização geográfica, situação financeira, suporte técnico, entre outros. Importante 17Operações Logísticas Dickson (1966) Stavropolous (2000) Guarnieri dos Santos (2012) Preço líquido Preço Preço/Custo Qualidade Qualidade Qualidade Cumprimento de cronogramas de entrega Entrega Entrega (on-time) Entregas atrasadas Serviço de reparo Serviço pós-venda Serviço Localização geográfica Localização geográfica Localização geográfica Situação financeira e crédito Posição financeira Estabilidade financeira As instalações e a capacidade produtiva Facilidades e capacidade de produção Capacidade tecnológica Capacidade técnica Suporte técnico Capacidades técnicas e organizacionais Organização e capacidade de gestão Gerenciamento e organização Gerenciamento/Organização Comunicação entre ambas as partes Sistemas de comunicação Facilidade de comunicação Controle de qualidade e estoque Controles operacionais Suporte Posição do fornecedor no mercado Reputação e posição na indústria Posição Atitude do fornecedor com o contratante Atitude Confiança mútua Garantias e alinhamento de políticas Garantia e reivindicações Culturas compatíveis Capacidade de o fornecedor atender a requisitos de embalagem Habilidade de embalagem P&D Impressão por meio de contatos pessoais Impressão Respostas às exigências dos clientes 18 Operações Logísticas Disponibilidade de treinamento e desenvolvimento Apoio a treinamento Flexibilidade Histórico do desempenho Histórico do desempenho Quantidade de negócios realizados Montante de negócios passados Registro das relações de trabalho do fornecedor Manutenção Compras futuras feitas pelo fornecedor ao comprador Arranjos recíprocos Desejo do fornecedor sobre o negócio do contratante Produtos ambientalmente amigáveis Conformidade ou % de cumprimento dos procedimentos Aparência do produto Tecnologia Facilidade de uso Capacidade técnica Capacidade just-in-time Capacidade de e-commerce Relações de trabalho Respostas às solicitações dos clientes Quadro 1: Comparativo de critérios entre autores que são utilizados no processo de decisão de fornecedores. Fonte: Adaptado de Sousa; Carmo (2013). 3. Planejamento da Estratégia de Suprimentos Segundo Cabral (2018), a área de suprimentos, que por muito tempo foi vista como operacional, ganha destaque por seu cunho estratégico e proativo, com foco na alavancagem dos lucros da empresa. Essa realidade é 19Operações Logísticas acompanhada por diversos desafios, como o perfil da equipe, que precisa ter o conhecimento detalhado das categorias estratégicas, e a gestão de fornecedores, para que o comprador não vire refém desses parceiros e consiga obter as melhores negociações. Também existe o ciclo de mercado, que demanda acompanhamento constante para comprar a matéria-prima, prezando por qualidade e menor custo. Alguns sintomas sinalizam falhas na área de compras, como a falta de conhecimento da cadeia de suprimentos, a não existência de integração entre os agentes envolvidos nos processos, má aplicação de tecnologias e o descuido com a priorização de atividade. Esses sintomas exigem envolvimento urgente do gestor para solucionar problemas, seja por meio de novos processos, metodologias, ferramentas ou até reestruturação da equipe, visto que o gestor precisa monitorar de perto para avaliar se a estratégia traçada está sendo seguida e dando os resultados esperados. Ainda segundo o autor, a gestão de compras se faz por meio do controle de indicadores, como o Key Performance Indicators (KPIs), que permite mapear processos produtivos e identificar quais gargalos precisam ser solucionados: Como Obter Sucesso na Estratégia Primeiramente, certifique-se de que exista um conhecimento profundo dos negócios e da estratégia da empresa. A partir disso, mapeie a área, levando em conta os processos, as pessoas e as tecnologias, a fim de ter uma visão ampla de seus pontos fortes e fracos, que direcionam um plano de ação para a constante melhoria. Com isso, será possível criar os indicadores certos e agir de acordo com o objetivo da empresa e da área. Algo que vem se mostrando efetivo na otimização dos processos organizacionais é a terceirização, ou seja, transferir as compras não estratégicas para outras empresas, que são especialistas nesse tipo de processo. Isso contribui com a eficiência, pois a equipe mantém seu foco em atividades essenciais para a empresa, o que permite melhorar resultados a médio e longo 20 Operações Logísticas prazos. Como Otimizar a Cadeia de Suprimentos Segundo Hoinaski (2017), a gestão desse conjunto de processos aumenta a competitividade da empresa no mercado, porque as empresas envolvidas têm suas atividades aprimoradas e trabalham em conjunto visando o mesmo objetivo. O resultado é a potencialização dos resultados, que destaca a organização perante os clientes e a concorrência. Como ter Controle sobre os Fornecedores Esses parceiros devem ser constantemente monitorados para garantir os melhores preços e condições de pagamentos, além da qualidade dos produtos e serviços. O recomendado é criar políticas de desenvolvimento para esses prestadores de serviços, como a exigência de certificações de qualidade, constante qualificação e práticas sustentáveis. Como Melhorar os Processos Internos Buscar soluções para aumentar a produtividade, reduzir os desperdícios e custos, eliminar etapas desnecessários e adotar melhores práticas. Como Otimizar a Previsão de Demanda Redução de gastos desnecessários (diminuir os custos com estoque), analisar o histórico de vendas, identificar períodos de sazonalidade e fazer análises precisas para projetar as demandas futuras, e melhoria do fluxo de comunicação com a área comercial, por ser fundamental para compreender a necessidades dos clientes. Como Integrar os Diferentes Elos da Cadeia de Suprimentos A comunicação fluida é necessária para ter certeza de que os parceiros estão atualizados sobre o planejamento do negócio, como a atualização dos dados de previsão da demanda. Os fornecedores precisam conhecer essa informação, e os responsáveis pelo estoque também devem ser comunicados 21Operações Logísticas a respeito do volume de recebimentos. Como Usar um Sistema Integrado de Gestão O uso de um sistema que integre os diferentes departamentos da empresa ajuda a manter o controle de dados mais eficiente e fluido. Diversas são as vantagens, como: ▪ Controle facilitado do estoque com o mapeamento da localização de cada item. Também é gerada uma lista com informações sobre cada produto, o que permite reduzir os desperdícios, evitando a ausência de mercadorias. ▪ Acompanhamento mais próximo dos colaboradores e atividades, com informações sobre horários, funções executadas e intervalos, sendo possível ter um controle maior sobre a produtividade. ▪ Gestão de compras mais eficiente,que possibilita a comparação de dados, compreendendo quando é necessário repor cada produto. Como Padronizar Processos Segundo Hoinaski (2017), a normatização dos procedimentos executados na cadeia logística garante mais eficiência e facilita o controle e coleta dos dados. O objetivo é ter uma visualização mais ampla dos processos, identificando o que pode ser melhorado. A padronização de processos também os deixa mais escaláveis e produtivos, ao mesmo tempo em que os desonera. Como Aprimorar o Controle do Estoque A gestão dos itens armazenados é essencial para a cadeia logística. Se ficar com um nível muito baixo, pode prejudicar as vendas e a produção, o que ocasiona a perda de oportunidades. Por outro lado, muitos produtos guardados representam custos altos para a organização. É importante aliar a gestão do estoque à previsão de demanda, gestão de compras e Importante 22 Operações Logísticas produção adequada, a fim de fazer um dimensionamento adequado. Vale a pena pensar ainda em um controle eficaz de entradas e saídas e fazer inventários para identificar a dinâmica dessas movimentações e evitar perdas e desvios. Segundo Mazzeo (2015), a escolha adequada de canal impacta a eficiência e a eficácia da cadeia. Duas são as estratégias mais significativas: Fornecimento sob estoque Configura o canal de suprimentos, visando ao máximo de eficiência. Estoques de segurança são mantidos, a fim de garantir o máximo de disponibilidade. Fornecimento sob pedido Configura o canal de suprimentos, visando ao máximo de responsividade. Quadro 2: Estratégias para a escolha de canal. Elaborado pelo autor. Essa efetividade (eficácia + eficiência) da cadeia de valor também é afetada pela característica do produto que será consumido. Maior facilidade em planejar o suprimento, maior concorrência, margens de lucro mais baixas e menores custos são características dos chamados produtos previsíveis. Por outro lado, as principais características dos chamados produtos imprevisíveis incluem as grandes margens de lucro e maiores retornos financeiros; derivados de produtos inovadores e que incorporam novas tecnologias. (MAZZEO, 2015) A utilização da Logística de Suprimentos é forma de obtenção de vantagens competitivas. Os impactos das decisões de suprimentos, ao considerar a importância da gestão no desenvolvimento das estratégias adotadas pelas empresas, são muito relevantes e, além disso, elas desempenham grande participação na absorção do orçamento operacional de uma organização. A atividade de compras também é muito importante, num contexto da busca por vantagens competitivas, como também o estabelecimento de critérios para a escolha de seus fornecedores. O planejamento da estratégia de suprimentos contribui para o sucesso desse tipo de estratégia, objetivando a aprimoração do controle e possibilitando seguir os passos para otimizar a cadeia de valor. 23Operações Logísticas Referências ALVAREZ, M. S. B. Terceirização: parceria e qualidade. Rio de Janeiro: Campus, 1996. BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial. 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. BELLO, Marlene J. Suárez. (2003) - A Case Study Approach to the Supplier Selection Process - Puerto Rico. University of Puerto Rico - A Project Submitted in Partial Fulfillment of the Requirements for the Degree of MASTER OF ENGINEERING. BERTAGLIA, P. R. Logística e gerenciamento da cadeia de abastecimento. São Paulo: Saraiva, 2006. BOWERSOX, D. J.; COOPER, M. B.; CLOSS, D. J. Gestão logística de cadeias de suprimentos. São Paulo: Bookman, 2006. CABRAL, C. Sua estratégia de suprimentos está funcionando? 2018. 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Acesso em: 3 out. 2019. https://www.ibid.com.br/blog/7-estrategias-para-otimizar-cadeia-de-suprimentos/ https://www.ibid.com.br/blog/7-estrategias-para-otimizar-cadeia-de-suprimentos/ 25Operações Logísticas MCCORMACK, K.; BRONZO, M. Uma abordagem probabilística para a avaliação de riscos em cadeias de suprimentos. 2010. Disponível em: https://producaoonline.org.br/rpo/article/view/294/682. Acesso em: 3 out. 2019. MILGATE, M. Supply chain complexity and delivery performance: An international exploratory study. Supply Chain Management: An International Journal, vol. 6, 2001. MIN, H. International supplier selection: A Multi-attribute utility approach. International Journal of Physical Distribution & Logistics Management, vol. 24, 1994. MOREIRA, R. O. A importância da seleção de fornecedores no processo de compras. 2015. Disponível em: http://www.techoje.com.br/site/techoje/ categoria/detalhe_artigo/277. Acesso em: 3 out. 2019 MOTWANI J. et al. 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Princípios de Custos em Logística 2.1 Quanto ao Relacionamento com o Objeto 2.2 Quanto ao Comportamento Diante do Volume de Atividade 2.3 Quanto ao Relacionamento com o Processo de Gestão 3. Impactos dos Custos Logísticos na Cadeia de Suprimentos 3.1 Custos de Armazenagem e Estoque 3.2 Custos de Transporte 3.3 Maior Competição 3.4 Economias de Escala 3.5 Preços Reduzidos Referências _a99w9q2ikt7r _y8w53mgeu97p _h5awxomxtmz6 _qo0bxnyv3p6n _prpqa1ujeqhj _pps4yqlrtgm5 _fgsgh0ffqbd6 _rsxvbhoqliwb _ac3h8rebrjuq _vbnxs7x9ijt _ql70r7xpdw1q _ohabznp45lgh _lyan96bjgxf9 Estratégias de Materiais Para início de conversa… Objetivo 1. Administração de Materiais e Técnicas de Planejamento de Estoques 1.1 Contexto Introdutório 1.2 Tipos de Estoques 1.3 Sistemas de Gerenciamento do Ressuprimento 2. Armazenagem - Conceitos, Técnicas e Operações em Depósitos/Armazéns 3. Armazenagem Estratégica e Decisões sobre Armazenagem Referências Estratégias de Transporte Para início de conversa... Objetivo 1. Papel e Princípios Básicos em Transportes na Cadeia de Suprimentos 1.1 Modos de Transporte: Características e Critérios de Decisão 1.2 Projetos de Transportes e os Critérios de Decisão Referências _tewfdl2qinbc Estratégias de Atendimento Para início de conversa… Objetivo 1. Ciclo do Pedido nas Relações entre Cliente e Fornecedor 1.1 O Gerenciamento de Pedidos como Vantagem Competitiva 1.2 Tempo de Ciclo do Pedido 1.3 OMS e VMI como Tecnologias Dentro do Ciclo de Pedido 1.4 Estratégia de Atendimento do Fornecedor 2. Métodos de Processamento de Pedidos Adequados ao Perfil do Negócio 2.1 Tipos de Processamento de Pedidos 3. Logística de Resposta Rápida e Logística Enxuta 3.1 Logística Enxuta 3.2 O Valor para a Logística Enxuta 3.3 A Cadeia de Valor para a Logística Enxuta 3.4 O Fluxo de Valor na Logística Enxuta 3.5 A Produção Puxada na Logística Enxuta Referências _e2fhckvrglkz _7oyf5mseflk7 _qvlmlmko86wt _d9lcsc1ge9k0 _mayucqjhi1jp _9osefv5ryvnj _s7csi7bgqfqz Trade-offs e Nível de Serviço Logístico Para início de conversa… Objetivo 1. Elementos do Nível de Serviço Logístico 2. Custos Associados ao Nível de Serviço Logístico 3. Principais Trade-offs Logísticos Referências Logística de Suprimentos Para início de conversa… Objetivo 1. Impactos das Decisões de Suprimentos 1.1 Importância da Atividade de Compras 1.2 Obtenção de Vantagem Competitiva 1.3 Supply Chain Management 1.4 Gestão de Risco na Cadeia de Suprimentos 2. Critérios para Decisão de Fornecedor 3. Planejamento da Estratégia de Suprimentos Referências