Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO E AS 
TECNOLOGIAS DA EDUCAÇÃO 
1 
 
 
Sumário 
O Papel do Pedagogo e a Organização do Trabalho na Escola ..................... 4 
O coordenador pedagógico e suas múltiplas funções na escola ................... 14 
O papel e a importância do orientador educacional ....................................... 19 
Introduzindo a tecnologia na escola ........................................................... 23 
Corpo docente e funcionários ................................................................. 24 
Pais e responsáveis ............................................................................... 24 
Alunos .................................................................................................... 24 
Entendendo as demandas de seus alunos ................................................ 26 
Como mapear os principais problemas em sala de aula? .......................... 27 
Antes da implementação ........................................................................ 27 
Após a implementação ........................................................................... 27 
A importância da atualização do profissional com as últimas tendências em 
educação .............................................................................................................. 28 
Moderando o uso da tecnologia ................................................................. 30 
Estimulando a leitura em sala de aula com ajuda da tecnologia ................ 32 
Aproveite os livros em diferentes formatos ............................................. 32 
Transforme a leitura em uma experiência multimídia ............................. 32 
Apresente os alunos a boas fontes on-line ............................................. 33 
Usando a tecnologia também para a avaliação do aluno ........................... 34 
Os benefícios das novas tecnologias na educação ................................... 34 
Respeita a individualidade ...................................................................... 35 
Aumenta a atenção ................................................................................ 35 
Estimula a interação ............................................................................... 35 
Aumenta a motivação ............................................................................. 35 
5 novas tecnologias na educação: o futuro que já começou! ..................... 36 
Big data e inteligência artificial ............................................................... 36 
Realidade Virtual e Realidade Aumentada ............................................. 37 
“Bring your own Device” ......................................................................... 38 
2 
 
 
Web Semântica ...................................................................................... 39 
Transmídia .............................................................................................. 39 
Outras tecnologias aplicadas na educação ................................................ 40 
Gamificação ............................................................................................ 40 
Lousas digitais ........................................................................................ 40 
Referências ................................................................................................ 41 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de 
um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz 
de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua 
formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos 
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, 
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de 
publicações e/ou outras normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de 
forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma 
base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no 
atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de 
uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
 
O Papel do Pedagogo e a Organização do Trabalho na 
Escola 
 
Devido às mudanças ocorridas no processo ensino – aprendizagem e o 
aumento compulsivo da demanda, determinado pela legislação vigente e a imposição 
social, nas últimas décadas a escola pública tem assumido diversos papéis, tais 
como: encaminhamento e acompanhamento assistencialistas e judiciários; 
envolvimento em projetos sociais e comunitários, dentre outros. Soma-se a isso, a 
preocupação em manter sua população com “frequência regular” e “aproveitamento 
acadêmico satisfatório” para todos os educandos, buscando evitar e corrigir a evasão 
e repetência, bem como a defasagem acadêmica que se acumula ao longo do 
processo ensino - aprendizagem. 
 
Apesar dessa diversidade que a escola vem assumindo ao longo dos anos, 
muito pouco diferenciou-se em sua estrutura física, material, humana e 
organizacional. 
 
Com a democratização do acesso à escola pública, estas passam a apresentar 
condições cada vez piores de funcionamento [...]. A rede pública passa, então, a 
atender uma população totalmente diversa daquela à qual estava habituada a servir, 
só que, agora sob precárias condições de funcionamento [...] (PARO, 2006, p. 86). 
 
O fato apresentado vem causando uma desorganização cada vez maior, dos 
papéis funcionais, fazendo com que os profissionais se desvinculem de sua função 
para assumir outras atribuições determinadas por ordem superior ou ocasionadas no 
próprio cotidiano escolar, tornando-os confusos quanto a especificidade do trabalho 
a ser desempenhado por eles, gerando consequentemente a indisciplina 
organizacional. 
A organização do trabalho pedagógico na escola pública constitui-se em sua 
maioria de maneira burocrática, mas ao se concretizar, os papéis tomam formas 
indefinidas, com caminhos dispersos. 
 
5 
 
 
O Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Escolar legalizam o trabalho na 
escola, servindo-se como ponto de apoio à organização prática. Porém, seus 
resultados não são observáveis. No cotidiano escolar, os profissionais gastam a maior 
parte do tempo buscando resolver situações de conflitos que surgem repentinamente, 
levando-os ao desgaste físico e emocional e em consequência à desmotivação 
profissional. Tal situação acaba deixando em segundo plano o objeto maior, o qual é 
a preocupação com a efetivação do ensino - aprendizagem. 
 
Daí a tendência a secundarizar a escola, esvaziando-a de sua função 
específica, que se liga à socialização do saber elaborado, convertendo-a numa 
agência de assistência social, destinada a atenuar as contradições da sociedade 
capitalista (SAVIANI, 2005, p. 99). 
 
Neste contexto, encontram-se os pedagogos que atuam nas escolas 
preenchendo as demandas em equipes pedagógicas. São egressos das diferentes 
habilitações do Curso de Pedagogia, que vem sofrendo alterações com o tempo, 
buscando adequar-se a demanda existente tanto no âmbito legislativo quanto no 
âmbito social. Ora são supervisores escolares, ora são coordenadores pedagógicos, 
ora são orientadores educacionais e atualmente denominados professores 
pedagogos, desempenhando diversas funções, vinculadas ou não ao seu papel. 
 
Huberman (1986, p. 8), afirma que “Na verdade, os pedagogos não trabalhamcom uma disciplina científica aplicada, mas com uma situação de múltiplos 
determinismos” (apud NÓVOA, 2006, p. 73). 
 
O Pedagogo ocupa um espaço amplo na unidade de ensino, tornando-se um 
ponto de apoio às demais funções da escola. Embora, não reconhecido em sua 
especificidade, acaba muitas vezes, sendo influenciado pela prática do imediatismo, 
socorrendo quotidianamente os conflitos e problemas emergenciais. Suas tarefas são 
confundidas, tornando-se apenas um instrumento de resolução imediata de conflitos, 
substituto em carências e faltas funcionais e cumpridor de atividades corriqueiras do 
dia - a - dia escolar. Perpassa a impressão de que não há um planejamento prévio ou 
organizacional referente à sua função. As tarefas são voltadas ao imediatismo, sem 
6 
 
 
a preocupação com os resultados em longo prazo. Encontra-se à disponibilidade, 
desenvolvendo-se “ao sabor das circunstâncias, as ações são improvisadas, os 
resultados não são avaliados” (LIBÂNEO, 2004, p.149). 
 
A diversidade de funções que são atribuídas ao pedagogo, através das 
ocorrências disciplinares, infracionais e administrativas, toma conta da maior parte do 
tempo o qual poderia ser estendido para a organização e acompanhamento do 
trabalho pedagógico. 
 
 
Para Pimenta (1995, p.177), 
 
 
[...] a situação precária da instituição escolar hoje coloca um conjunto de 
problemas cotidianos desde turnos numerosos, quadro de professores que não 
comporta substituição (quando falta um ou mais professores, não há como substituí-
los), manutenção do prédio em condições deficitárias, falta de material didático, 
distribuição da merenda, problemas administrativos de toda ordem, até questões de 
violência. Tal quadro exige dos especialistas, quando estes existem na escola, que 
se incumbam da solução dos problemas imediatos. 
 
 
Isso faz com que perca de vista no interior da escola, a característica principal 
deste profissional que é planejar, decidir, coordenar, executar ações, acompanhar e 
controlar, avaliar as questões didáticas e pedagógicas de forma articulada com os 
demais profissionais, buscando a efetivação no processo ensino - aprendizagem. 
 
Atualmente, o pedagogo, é o profissional proclamado a apagar os “incêndios 
na escola”. Descaracterizado, muitas vezes, de seu papel, perpassa múltiplas 
funções, sendo caracterizado como, porteiro, segurança, substituto de professor, 
secretário, bibliotecário, auxiliar de diretor, dentre outras. 
 
Vasconcellos (2002, p. 86-87), descreve essas funções como definição 
negativa do papel: 
 
 
[...] não é (ou não deveria ser): não é fiscal de professor, não é dedo duro (que 
entrega os professores para a direção ou mantenedora), não é pombo correio (que 
leva recado da direção para os professores e dos professores para a direção), não é 
7 
 
 
coringa/tarefeiro/quebra galho/salva-vidas (ajudante de direção, auxiliar de 
secretaria, enfermeiro, assistente social, etc.), não é tapa buraco (que fica 
„toureando‟ os alunos em sala de aula no caso de falta de professor), não é burocrata 
(que fica às voltas com relatórios e mais relatórios, gráficos, estatísticas sem sentido, 
mandando um monte de papéis para os professores preencherem – escola de 
„papel‟), não é de gabinete (que está longe da prática e dos desafios efetivos dos 
educadores), não é diário (que tem dicas e soluções para todos os problemas, uma 
espécie de fonte inesgotável de técnicas, receitas), não é generalista (que entende 
quase nada de quase tudo). 
 
 
Relatos de professores confirmam a ineficiência dessas ações executadas pelo 
pedagogo, chegando a ser nomeado “pedabobo”. 
 
Nóvoa (2006, p. 72), quando discorre da identidade profissional dos 
especialistas, descreve o seguinte: Pedagogo? É uma boa tentativa, mas que oscila 
entre o ridículo (o „pedagogo ou pedabobo‟ do Nelson Mendes) e o pomposo (por 
vezes a designação parece estar reservada para os „grandes pedagogos‟). 
É preciso definir papéis na escola, a partir de referencial teórico consistente, 
situando a importância da função de cada um, de forma articulada coletivamente. 
 
Neste aspecto, a presença do pedagogo é fundamental. É ele que irá articular 
a organização das práticas pedagógicas e consequentemente a efetivação das 
propostas. É esse profissional o articulador do processo ensino - aprendizagem, de 
forma a garantir a consistência das ações pedagógicas e administrativas. 
 
O pedagogo é aquele que domina sistemática e intencionalmente as formas de 
organização do processo de formação cultural que se dá no interior das escolas. [...] 
Daí a necessidade de um espaço organizado de forma sistemática com o objetivo de 
possibilitar o acesso à cultura erudita (SAVIANI, 1985, p. 28). 
 
Pimenta (1985, p. 34), reforça a importância do pedagogo no trabalho coletivo 
da escola: 
 
A prática na escola é uma prática coletiva. – os pedagogos são profissionais 
necessários na escola: seja nas tarefas de administração (entendida como 
organização racional do processo de ensino e garantia de perpetuação desse 
8 
 
 
processo no sistema de ensino, de forma a consolidar um projeto pedagógico – 
político de emancipação das camadas populares), seja nas tarefas que ajudem o(s) 
professor(es) no ato de ensinar, pelo conhecimento não apenas dos processos 
específicos de aprendizagem, mas também da articulação entre os diversos 
conteúdos e na busca de um projeto – político coerente. 
 
Portanto, o pedagogo deverá articular coletivamente as ações na escola, de 
forma, que todos os envolvidos no processo ensino - aprendizagem, possam ter 
conhecimento de todas as funções que são exercidas na escola e também 
competência para direcionar as ações assumindo com responsabilidade a sua área 
ou função específica. Dessa forma, o pedagogo não será o multi - tarefeiro, cumpridor 
de tarefas alheias à sua função, mas desenvolverá um trabalho de 
“assessoria ao processo ensino - aprendizagem, desenvolvido na relação 
professor - aluno" (PIMENTA, 1985, p. 35). 
 
A delimitação de papéis na escola não significa a fragmentação de funções, 
mas a tomada de consciência de que as tarefas são distintas, em prol de uma luta 
comum, a partir da direção coletiva, onde os resultados emergirão através da prática 
de cada um, que consequentemente retornará ao coletivo de forma positiva ou 
negativa, dependendo do comprometimento do grupo no desenvolvimento das ações. 
 
É importante reiterar que, quando se busca uma nova organização do trabalho 
pedagógico, está se considerando que as relações de trabalho, no interior da escola, 
deverão estar calcadas nas atitudes de solidariedade, de reciprocidade e de 
participação coletiva, em contraposição à organização regida pelos princípios da 
divisão do trabalho, da fragmentação e do controle hierárquico. [...] propiciando a 
construção de novas formas de relações de trabalho, com espaços abertos à reflexão 
coletiva que favoreçam o diálogo, a comunicação horizontal entre os diferentes 
segmentos envolvidos com o processo educativo [...] (VEIGA, 2005, p.31) 
 
Assim, a luta pela participação coletiva e pela superação dos condicionantes 
deve compor um só processo, de modo que avanços em um dos campos levem a 
avanços no outro, de forma contínua e interdependente (PARO, 2006, p. 27). 
9 
 
 
 
Por isso, a prática administrativa e pedagógica deve orientar-se por propósitos 
definidos intencionalmente de forma sistemática, garantindo a concretização das 
ações pelo coletivo escolar. 
 
No dia–a–dia enfrentam-se situações que exigem planejamento, porém nem 
sempre formalizado. No momento em que a realidade se torna mais complexa, somos 
obrigados a uma maior sistematização de pensamento e de ação para poder 
compreendê-la e transformá-la (DALMÁS, 1994, p. 23). 
 
 
Daí, a importância da existência do Projeto Político-Pedagógico, elaborado 
coletivamente e sistematizado, de forma a garantira efetivação do processo ensino – 
aprendizagem, levando em consideração, que a concretização desse processo se faz 
pela apropriação do conhecimento historicamente produzido, à classe que frequenta 
a escola pública, [...] que precisa da escola para ter acesso ao saber erudito, ao saber 
sistematizado e, em consequência, para expressar de forma elaborada os conteúdos 
da cultura popular que correspondem aos seus interesses (SAVIANI, 2005, p. 80). 
 
O Projeto Político-Pedagógico é o norte para a definição do papel do pedagogo 
na escola, que conduzirá as ações por meio da organização coletiva, partindo dos 
princípios da democratização e apoiando-se em referencial teórico que possa garantir 
uma proposta sólida, com objetivos bem definidos. 
 
Para Veiga (1998, p. 9): 
 
O projeto pedagógico exige profunda reflexão sobre as finalidades da escola, 
assim como a explicitação de seu papel social e a clara definição de caminhos, formas 
operacionais e ações a serem empreendidas por todos os envolvidos com o processo 
educativo. 
 
As ações devem ser planejadas e sistematizadas pelo coletivo escolar, que 
delimitará o papel e atribuições de seus membros de forma a garantir a reflexão – 
ação – reflexão, que consistirá na avaliação do processo, possibilitando a (re) tomada 
de decisões. “Entretanto, a prática, para deixar de ser um simples ativismo, necessita 
da reflexão, da teoria, dando-lhe um significado e corrigindo possíveis desvios” 
(MACCARIELLO, 2006, p. 41). 
10 
 
 
 
 
 
 
Conforme Dalmás (1994, p. 23): 
 
Pelo pensamento (reflexão), o homem desenvolve níveis cada vez mais 
aprimorados de discernimento, compreensão e julgamento da realidade, o que lhe 
favorece uma conduta comprometida com novas situações [...]. Pelo planejamento, o 
homem organiza e disciplina a ação, tornando-a mais responsável, partindo sempre 
para ações mais complexas, produtivas e eficazes [...] 
 
 
O Projeto Político-Pedagógico não é apenas mais um documento a ser 
elaborado pelo pedagogo para o cumprimento legal de ordens superiores, mas 
permeia as ações da escola, sendo pensada, articulada e concretizada coletivamente, 
onde todos são responsáveis pelo sucesso ou fracasso escolar. 
 
Em muitas escolas, o Projeto Político-Pedagógico ainda é um documento com 
fins legais apenas. É elaborado para cumprimento de exigência da SEED (Secretaria 
de Estado da Educação) ou NRE (Núcleos Regionais de Ensino). Às vezes até flui da 
reflexão coletiva, mas cumprindo a exigência documental, é engavetado e esquecido. 
Até mesmo, alguns Núcleos Regionais de Educação camuflam a identidade do 
documento, quando exigem das escolas que desconsiderem a sistematização de 
aspectos negativos levantados pela comunidade escolar. 
 
É preciso ter claro que: 
 
Para a escola, um projeto ilumina princípios filosóficos, define políticas, 
racionaliza e organiza ações, otimiza recursos humanos, materiais e financeiros, 
facilita a continuidade administrativa, mobiliza os diferentes setores na busca de 
objetivos comuns e, por ser de domínio público, permite constante acompanhamento 
e avaliação (NEVES, 2005, p. 112-113). 
 
Tomado consciência coletiva da necessidade do Projeto Político-Pedagógico 
para a conquista da autonomia da escola, serão menos desprendidos os esforços 
para a (re) elaboração e realização das ações, que terá o pedagogo como condutor 
do processo pedagógico, articulando as ações de forma coletiva e compartilhada, 
porém com papéis definidos em suas especificidades. 
11 
 
 
 
De acordo com Bussmann (2005, p. 50), “Os especialistas, na condição 
primeira de professores, estão no processo, fazem parte dele e devem estar atentos 
à totalidade do mesmo, tanto quanto aos aspectos específicos de sua atuação”. 
 
Nesse aspecto, o pedagogo é um pesquisador e estudioso no ambiente 
escolar. Deverá permanecer atento as questões didático – pedagógicas, levando 
sempre em consideração em sua análise o Projeto Político-Pedagógico da escola. 
Para tanto, deverá ter clareza da sua característica principal, que é planejar, decidir, 
coordenar, acompanhar, controlar, avaliar e executar ações de forma articulada e 
planejada com os demais segmentos da escola. Inclui aqui, os demais profissionais 
dos diversos setores e as instâncias colegiadas, que deverão ser fortalecidas nas 
escolas, tornando-se representatividade dos diversos segmentos. 
 
É preciso que o pedagogo seja capaz de desenvolver com habilidade e 
segurança sua competência profissional. Buscar o respeito de todos os demais 
profissionais da escola com autoridade em sua função, sem cair no autoritarismo, 
visando melhores resultados frente aos problemas educacionais, e 
consequentemente definir o papel de cada um no ambiente escolar, integrando-se 
diferentes funções com objetivos comuns. 
 
Ao intervir na realidade escolar, é importante ter clareza às seguintes 
questões: 
 
1) O que está posto? 
 
2) O que será realizado? 
 
3) O que se almeja? 
 
A partir das questões levantadas, é necessário que o pedagogo faça 
inicialmente um estudo prático e teórico de seu papel na escola, de forma que possa 
identificar e caracterizar sua função específica dentre os demais profissionais, 
“buscando elementos que permitam compreender as positividades e os limites do 
trabalho pedagógico, e ampliar suas possibilidades de intervenção” (KUENZER, 
2002, p. 47). 
12 
 
 
 
Inicialmente, a intervenção poderá ocorrer através de grupos de estudos entre 
os pedagogos, organizados de forma ordinária, no período de trabalho, de preferência 
semanalmente, onde serão discutidos temas pertinentes à organização da prática 
pedagógica, buscando a partir daí, intervir no cotidiano escolar de forma coletiva e 
organizada, partindo então, da própria prática. 
 
Dessa forma, as ações poderão ser planejadas com antecedência após 
reflexão conjunta referente às necessidades existentes. 
 
Para Pinheiro (1998, p. 88): 
 
A sistematização de momentos de discussão coletiva sobre a ação pedagógica – 
principalmente nos horários de coordenação – permite, de um lado, a identificação, 
a análise e a busca de soluções conjuntas para dificuldades na relação educativa 
que perpassam a prática docente; de outro, a troca e o enriquecimento de 
procedimentos didático – metodológicos. 
 
À medida que o trabalho se desenvolve e o serviço do pedagogo se organiza, 
poderão ser incluídos neste momento de estudos representantes dos demais setores 
da escola, de forma que possa garantir a discussão e estudo coletivo das reais 
necessidades da escola, buscando, a partir daí, concretizar os resultados na prática 
pedagógica. 
 
Conforme Saviani (2006, p. 60), “[...] é necessário abalar as certezas, 
desautorizar o senso comum”, buscando na teoria a concretização sólida das ações. 
 
Construir a identidade do pedagogo no âmbito escolar, significa a transposição 
do senso comum através da construção histórica do conhecimento científico, 
confrontando teoria e prática, de forma que possa identificar e organizar 
sistematicamente a área profissional, levando em consideração a função social da 
escola. 
 
O movimento de superação do senso comum, relativo à consciência verbal – 
espontânea e fragmentada, [...] para a consciência histórica – crítica – organizada e 
integrada, requer a compreensão [...] a partir da unidade teoria e prática [...]. A 
13 
 
 
consciência verbal, própria do senso comum, contudo, se constitui na matéria-prima 
para a elaboração da consciência histórica - crítica (MACCARIELLO, 2006, p. 3841). 
 
Tomando como referência a tendência histórico – crítica, para a organização 
do trabalho propõe-se como eixos sustentadores os cinco passos propostos por 
SAVIANI (2006), confirmados e exemplificados por GASPARIN (2005), conforme 
proposta de intervenção, utilizada na escola que possibilitou a referência para este 
trabalho de pesquisa:1º - Prática inicial do conteúdo; 
 
2º - Problematização; 
 
3º - Instrumentalização; 
 
4º - Catarse; 
 
5º - Prática social final do conteúdo. 
 
Apoiando-se no processo teórico – metodológico que tem como suporte o 
materialismo histórico, com a finalidade de transformação social na “Prática inicial do 
conteúdo”, há o questionamento quanto a prática da situação atual. Exemplo: Quem 
é o pedagogo? O que ele faz? Qual é o seu papel diante dos diferentes setores da 
escola? Como ele é visto na escola pelo diretor, pelos professores, pelos funcionários, 
pelos alunos, pelos pais, pelos demais colegas? É a visão do senso comum. 
 
Tomando o diálogo como integração dos conteúdos, a problematização é a 
explicitação dos principais problemas levantados na prática. Cabe aqui a 
sistematização das questões levantadas na “Prática social inicial”. Contrapondo-se 
em seguida com o conhecimento teórico, na “Instrumentalização” estabelece-se uma 
comparação entre os conhecimentos cotidianos e os conhecimentos científicos, 
aprofundando-se do conhecimento socialmente produzido e sistematizado para 
enfrentar e responder aos problemas levantados. 
 
A partir da “Instrumentalização”, a nova forma de entender a prática ocorre por 
meio de síntese, marcando a posição em relação ao conteúdo e à forma de 
construção e reconstrução social, denominando-se neste momento “Catarse”. É a 
fase da conscientização. 
14 
 
 
 
A “Catarse” contribuirá para a “Prática social final do conteúdo”, que representa 
a transposição do teórico para o prático dos objetivos de estudo e dos conceitos 
adquiridos, evidenciando o propósito da ação. É o retorno à prática social, com 
propósitos de transformação da realidade, a partir de um novo conhecimento 
elaborado. Neste momento, estabelece-se a proposta de intervenção, tendo maior 
clareza e compreensão da situação levantada na “prática inicial”. 
 
A partir dos estudos realizados, o pedagogo deverá direcionar as suas ações, 
por meio de planejamento prévio, levando em consideração a política educacional da 
SEED (Secretaria de Estado da Educação), incluindo as determinações pertinentes à 
sua função. 
 
Para que as ações tenham sucesso, o pedagogo deverá lutar continuamente 
por melhores condições de trabalho, com determinações de atendimentos 
condizentes ao número de pessoal relacionado ao número de turmas, atividades 
burocráticas e pedagógicas, dentre outras. Diante do atual quadro, o pedagogo 
encontra-se limitado na realização de suas funções, mesmo que estas sejam 
organizadas previamente, com a colaboração dos demais profissionais. 
 
 
 O coordenador pedagógico e suas múltiplas funções na 
escola 
 
O coordenador pedagógico atua na organização e planejamento das atividades 
cotidianas da escola. Para isso torna-se imprescindível o planejamento das ações, 
pois a escola funciona num ritmo frenético, fazendo com que muitas vezes o 
coordenador tenha que “agir na urgência e decidir na incerteza” (PERRENOUD, 
2001). 
 
Para o bom desenvolvimento do trabalho pedagógico Placco (2003) destaca 
quatro conceitos criados por Matus (1991) que devem ser considerados no 
desenvolvimento das atividades de trabalho do coordenador pedagógico: a 
15 
 
 
Importância, a Rotina, a Urgência e a Pausa. Gonçalves (1995, apud PLACCO, 2003) 
faz um detalhamento desses conceitos caracterizando-os por atividades. As 
atividades de Importância visam atender metas a curto e longo prazo, como as 
demarcadas no PPP escolar, atuando sempre no sentido de mudanças. 
 
As atividades de Rotina não podem ser confundidas com mesmice. Está 
atrelada a manutenção do funcionamento da escola. Atividades de Urgência atendem 
aos problemas situações não previstos no processo, mas que necessitam de 
permanente atenção. Já as atividades de Pausa não podem ser vistas como uma 
parada completa ou sem sentido das ações do coordenador. Caracterizam-se por um 
momento de rever as necessidades individuais (descanso, férias, ações 
descomprometidas com resultados, atenção para fatos vinculados à função social 
institucional e os elementos das relações interpessoais). O desempenho dessas 
atividades deve ser dosado. Cada uma tem sua importância. Deste modo, é preciso 
identificar, reconhecer e priorizar cada uma conforme as demandas do cotidiano 
escolar. 
 
O principal objetivo da função de coordenador é segundo Vieira (2003, p. 83) 
“Garantir um processo de ensino-aprendizagem saudável e bem sucedido”. 
Nesse sentido, ele atua em muitas tarefas no cotidiano escolar, dentre elas destaca-
se desde as burocráticas, o atendimento aos alunos e os pais, até o cuidado e 
planejamento do processo educativo. 
 
 
Para o bom desempenho do trabalho do coordenador pedagógico, é 
necessário que os demais membros da equipe pedagógica trabalhem e pensem 
juntamente com o mesmo, estabelecendo assim uma verdadeira equipe atuante no 
cotidiano escolar. Segundo Orsolon (2001, p. 19), “o coordenador é apenas um dos 
atores que compõem o coletivo da escola. Para coordenar, direcionando suas ações 
para a transformação, precisa estar consciente de que seu trabalho não se dá 
isoladamente [...]”. Ou seja, o coordenador não pode querer resolver tudo sozinho. É 
necessário compartilhar as angústias, para administrar os conflitos e chegar a 
16 
 
 
soluções juntamente com o grupo, a fim de promover a qualidade do processo 
educacional da escola. 
 
Na pesquisa de campo contou-se com a colaboração de uma 
supervisora/coordenadora pedagógica que atua no período vespertino, formada em 
Pedagogia com habilitação em supervisão escolar. 
 
 
Dentre as atribuições do coordenador pedagógico no cotidiano escolar, a 
coordenadora destacou que desenvolve um trabalho junto aos professores, mas “o 
trabalho do supervisor não se resume a olhar os diários dos mesmos e nem ficar na 
sala vigiando os conteúdos que estão passando. O supervisor também atua 
juntamente com os demais membros da equipe pedagógica no desenvolvimento de 
projetos”. Nesse sentido, podemos confirmar que a atuação do coordenador 
pedagógico vai além de lidar com os professores e este profissional juntamente com 
os outros membros da equipe pedagógica atua no planejamento, elaboração e 
execução de projetos. Nesse sentido Placco (2003, p. 48) destaca que “[...] o trabalho 
do coordenador pedagógico-educacional visa ao melhor planejamento possível das 
atividades escolares”. 
 
Com relação à atuação do coordenador diante dos confrontos ocorridos fora 
da escola, mas que interferem no cotidiano escolar, a coordenadora respondeu que 
atua nesse sentido na “participação e no desenvolvimento de Projetos. Ex.: Educação 
Sexual, Leitura, Dificuldades de aprendizagem”. Mas destaca que “há um problema 
de “resistência” de muitos pais quando se trata de alguns conteúdos, como: educação 
sexual. Muitos dizem que é uma forma de incentivo, já outros acham bom trabalhar 
essa temática como prevenção a futuros problemas”. 
 
 
No trabalho diário do coordenador é necessário lidar com a diversidade, tanto 
de grupos dentro da escola (professores, alunos, equipe de apoio, equipe técnica) 
quanto de opiniões, culturas, ideologias, etc., dos grupos externos a escola (pais e 
comunidade). Conforme Souza (2003) Quando se tem mais de um elemento, material 
ou humano se faz necessário um coordenador. Para lidar com a diversidade de 
17 
 
 
grupos sociais em seu contexto, a escola “[...] precisa compreender as 
especificidades da educação, sobretudo no que concerne à sua função social de 
promover o desenvolvimento e a transformação dos alunos, rumo ao aprimoramento 
do exercício da cidadania, no que se refere ao gozo de seus direitos e deveres” 
(SOUZA, 2003, p. 102). 
 
Além disso, Souza (2003) destaca que um dos grandes desafios do 
coordenador em lidar com os problemas que ocorrem fora da escola mais que 
interferem na rotina e desenvolvimentoda mesma é a criação de meios de 
comunicação com os pais. É difícil convencê-los da importância da participação deles 
na vida escolar de seus filhos, explicitar e dicotomizar as responsabilidades da família 
e a função que a escola tem com relação à educação de seus filhos. 
 
Lidar com os pais há algum tempo deixou de ser tarefa somente do orientador 
educacional. Devido às mudanças socioeconômicas e culturais, a escola teve que 
rever sua organização (gestão, docentes, equipe pedagógica). A partir daí ela viu-se 
despreparada para receber os diferentes alunos com suas demandas e necessidade. 
Nesse sentido, Orsolon (2003, p. 178) diz que “A família não ficou imune às mudanças 
sociais mais amplas e tem delegado para a escola, cada vez mais, funções educativas 
que historicamente vinha exercendo, tais como a formação de valores morais, a 
criação e o fortalecimento de vínculos, a colocação de limites, entre outras”. 
 
A coordenadora pedagógica realiza o acompanhamento do professor em seu 
planejamento e no processo avaliativo dos alunos da seguinte forma: vendo as provas 
antes dos professores aplicá-las e quando necessário intervindo. O acompanhamento 
do planejamento é realizado por meio de um formulário mensal, sendo que alguns 
professores utilizam caderno e a supervisora solicita para tirar cópia. O planejamento 
geralmente ocorre no horário da Educação Física ou às vezes os professores o fazem 
em suas casas. A supervisora destaca que: “cobrar é necessário, mas é essencial 
“oferecer ajuda”, por meio de vídeos, materiais, oficinas”. Ela ressalta ainda que, 
“atualmente tem muitos alunos em recuperação”. 
 
18 
 
 
O coordenador poderá auxiliar os professores com relação ao processo de 
avaliação por meio de discussões grupais, apresentação e mediação de ações 
inovadoras e também pela promoção de grupos de estudos. Todos esses fatores são 
parte da atuação que o coordenador pedagógico pode ter para que todos os atores 
do processo educativo venham a compreender a avaliação da aprendizagem “[...] 
como uma expressão-síntese do que é possível desenvolver num dado contexto 
formativo” (BATISTA; SEIFFERT, 2003, p. 163). 
 
 
 
Avaliação não está relacionada apenas a avaliação do aluno naquilo que ele 
ainda não sabe, mas a avaliação usada como mecanismo para identificar as 
potencialidades do aluno e a partir dela propor novas formas de ensino. Neste 
contexto insere-se a avaliação da instituição escolar que também precisa mensurar 
os esforços empreendidos por ela para que o ensino seja promovido de forma 
qualitativa. Portanto, não se trata aqui de apresentar o resultado da avaliação como 
algo definitivo, mas sim como um processo que indica os caminhos para atingir a 
qualidade. 
 
Segundo Luckesi (1995, apud BATISTA; SEIFFERT, 2003, p. 161) “O ato de 
avaliar por sua constituição mesma, não se destina a julgamento “definitivo” sobre 
uma coisa, pessoa ou situação, pois que não é um seletivo. A avaliação se destina 
ao diagnóstico e, por isso mesmo, à inclusão, destina-se à melhoria do ciclo de vida”. 
 
Refletir sobre o ato de avaliar pode levar o docente a compreender a avaliação 
como integrante de seu trabalho pedagógico, e fazer as relações entre objetivos e 
metas traçadas, os conteúdos desenvolvidos e a sua metodologia de ensino, pois 
avaliar precisa ser uma prática refletida no cotidiano escolar. 
 
Quanto à formação continuada e de qualificação dos docentes a coordenadora 
informou que “a Secretaria Municipal da Educação (SEMED) oferece vários cursos e 
as vagas são distribuídas para as escolas”. Ela realiza o trabalho encaminhando os 
professores para essas formações. “Atualmente a escola conta com uma professora 
intérprete de LIBRAS, formada por um curso oferecido pela prefeitura e tem o 
19 
 
 
Próletramento que também conta com a participação de alguns professores”. Além 
dos cursos de formação continuada oferecidos pelos órgãos municipais e estaduais, 
investir na qualificação do docente na própria escola é imprescindível, pois o 
coordenador pedagógico é quem convive com o docente e passa a conhecer suas 
necessidades de mudanças na prática pedagógica, na forma de avaliar, dentre outras. 
 
 
Desencadear o processo de formação continuada na própria escola, com o 
coordenador pedagógico assumindo as funções de formador, além de possibilitar ao 
professor a percepção de que a proposta transformadora faz parte do projeto da 
escola, propiciará condições para que ele faça de sua prática objeto de reflexão e 
pesquisa, habituando-se a problematizar seu cotidiano, a interrogá-lo e a transformá-
lo, transformando a própria escola e a si próprio (ORSOLON, 2003, p. 23). 
 
 
A partir das respostas da coordenadora pedagógica e do aporte teórico 
adquirido, percebe-se que o coordenador tem um papel muito importante no cotidiano 
escolar. Papel esse que deve ser constantemente revisto devido às mudanças e 
transformações sociais, pois se exige cada vez mais desse profissional. É importante 
destacar que família e escola têm que assumir juntos a educação, cada um 
desempenhando sua função. Não podem confundir os papéis, nem culpabilizar esta 
ou aquela pelas falhas do processo educativo. Conclui-se então que “a ação do 
coordenador, tal qual a do professor, traz subjacente um saber fazer, saber ser e um 
saber agir que envolvem respectivamente, as dimensões técnica, humanointeracional 
e política desse profissional e se concretizam em sua atuação” (PLACCO, 1994, apud 
ORSOLON, 2003, p. 19) (grifo nosso). 
 
 
O papel e a importância do orientador educacional 
 
Com as mudanças econômicas e consequentemente sociais e culturais, a 
escola se transformou e com isso foram criadas e ampliadas algumas funções 
importantes ao bom funcionamento do espaço escolar a fim de responder as 
necessidades educativas. A partir das necessidades do desenvolvimento integral do 
aluno: física, intelectual, social, emocional, moral, vocacional e profissional, percebeu-
se a necessidade de um profissional que atendesse e orientasse os alunos, 
20 
 
 
entendendo, que a escola não mais atua apenas na transmissão do saber científico, 
mas também no desenvolvimento social e cultural de seus educandos. Mediante essa 
interação que está além do ensino-aprendizagem surge o papel do orientador 
educacional que tem como objetivo orientar o aluno no conhecimento pessoal e do 
ambiente sociocultural onde está inserido, a fim de que este tome decisões acertadas 
e reflexivas mediante ao seu desenvolvimento pessoal e social (GIACAGLIA; 
PENTEADO, 2006). 
 
O orientador educacional no exercício de seu papel possui atribuições que 
estão regulamentadas pelo decreto n° 72846 de 26 de Setembro de 1973. Tais 
atribuições são divididas em: privativas e participativas. As atribuições privativas 
correspondem ao planejamento e coordenação de ações na escola e comunidade, 
como também, na implementação e funcionamento de serviços de orientação 
educacional. As atribuições participativas caracterizam-se pela participação nas 
atividades escolares e na identificação das características inerentes a essas 
atividades. Além dessas atribuições, o papel do orientador é harmonizar situações 
conflitantes ocorridas no espaço escolar, através de leitura da realidade do cotidiano 
vivido na escola, como também estabelecer diálogo e promover ações preventivas, a 
fim de evitar problemas. O orientador não pode ser confundido com o psicólogo da 
escola, sua função é totalmente pedagógica o que não lhe dá o direito fazer terapias 
com os alunos e nem emitir diagnósticos de distúrbios de personalidades ou de 
comportamentos. Ou ainda, não se pode confundir com a função do coordenador 
pedagógico, onde possui tarefas parecidas, mas com objetivos diferentes. 
 
A pesquisa realizada na escola, contou com a participação de duas 
orientadoras, sendo que uma trabalha no período matutino e outra no vespertino(ambas com formação em Pedagogia e habilitação em Orientação Educacional). 
Chamaremos de colaboradora A, a profissional que atua pela manhã e colaboradora 
B, a que atua à tarde. A coleta de dados ocorreu mediante a observação e entrevistas. 
 
Ao questionar à orientadora sobre sua função para que o aluno obtenha um 
rendimento escolar proveitoso, a colaboradora A esclarece que, “acompanha o 
rendimento escolar do aluno mediante observações e conversas. Conta com a ajuda 
dos pais e dos professores”. Com relação a isso, o orientador precisa estabelecer 
21 
 
 
laços com o professor e com a família. Ambos são fundamentais para o bom 
aproveitamento do aluno na escola. O papel do professor é diagnosticar em sua turma 
as dificuldades dos alunos e estabelecer parcerias com o orientador e a família, a fim 
de que possa adotar medidas que corroborarão na aprendizagem do seu aluno. 
 
O papel da família, no entanto, é estimular o aluno no processo de 
aprendizagem. Então é preciso que a escola tenha clareza do papel que cada um tem 
no processo de ensino-aprendizagem afim de que não ocorra a inversão de papéis, 
o que é muito comum. A escola atribui muitas vezes à família a função de realizar 
atividades escolares que são de cunho pedagógico e a família atribui à escola a 
responsabilidade de educar os alunos, no sentido explícito de instituir limites que são 
pertinentes à própria orientação familiar. O orientador tem como função estabelecer 
a ponte entre a escola e a família, buscando a melhor formação para o aluno, como 
diz Giacaglia e Penteado (2006, p. 63): 
 
De acordo com a legislação vigente, a orientação educacional será exercida 
em cooperação com a família, cabendo ao orientador educacional participar no 
processo de integração escola-família-comunidade. Como elemento de ligação entre 
a escola e a família, esse profissional deve manter uma comunicação constante com 
a mesma, respeitando os seus valores e procurando obter sua colaboração, já que 
ambos têm por objetivo o bem-estar, o desenvolvimento e a formação do educando. 
 
Ainda em relação ao aproveitamento do aluno, a colaboradora B esclarece que 
para intervenção com relação às dificuldades de aprendizagem busca estratégias 
para descobrir e solucionar o problema. (ex.: problemas de visão, familiar...). 
“Problemas de faltas ou de comportamento são acompanhados por meio do diálogo 
com os alunos”. Destaca ainda que “todos esses fatores podem comprometer o 
aproveitamento dos alunos”. 
 
A parceria com as famílias é fundamental, as orientadoras revelam que buscam 
a participação das mesmas, entretanto revelam as dificuldades enfrentadas por falta 
de condições de equipamentos necessários para contatar os pais, ou ainda a falta da 
participação dos responsáveis como diz a colaboradora B. Quando perguntada se 
22 
 
 
entra em contato com a família responde que sim. “Nos casos de faltas (3-4 faltas) ou 
excesso das mesmas. A escola só tem telefone fixo, porém, nem todos os pais têm 
telefone fixo, logo, quando necessário, ligo a cobrar do meu telefone móvel para os 
pais”. Com relação a visitas a casa dos alunos diz que é necessário quando os pais 
não comparecem na escola, mas a instituição não possui veículo próprio. Quando é 
um caso muito urgente faz isso em seu carro. Citou um exemplo de ter que levar 
várias vezes, alunos passando mal ou feridos para hospital ou para suas residências. 
Ainda destaca a falta de materiais para primeiros socorros e falta psicólogo. “O 
sistema não oferece suporte e condições para a realização efetiva desse contato do 
orientador com a família”. A colaboradora A diz: “busco entrar em contato com os pais 
dos alunos, principalmente dos que considero indisciplinados”. 
Entretanto queixa-se que alguns pais não participam das reuniões, não vão à 
escola quando solicitados. 
 
Com relação ao espaço pertinente para o atendimento, a escola possui uma 
sala de orientação que é dividida com a supervisão escolar, impossibilitando um 
atendimento sigiloso entre orientadora, aluno e pais. Com relação ao mobiliário, na 
sala existe um armário onde a orientadora divide gavetas com a supervisora, a mesa 
da orientadora possui uma cadeira para o aluno que ali chegar e a mesa da 
supervisora também. Existe ainda um computador que é dividido com a supervisora 
e uma estante onde guardam algumas coisas referentes à escola. Conforme 
Giacaglia e Penteado (2006, p. 45), “quanto às instalações, é essencial que o SOE 
disponha de local próprio, de uso exclusivo, onde não sejam desenvolvidas outras 
atividades”. 
 
Os registros dos alunos ficam no computador da secretaria da escola na pasta 
do aluno. Como diz a colaboradora B ”Infelizmente não tem lugar adequado para 
agrupar os dados dos alunos” e ainda a colaboradora A “O professor manda o aluno 
para conversas, que fica registrado no caderno para alunos. As questões mais sérias 
ficam guardadas no computador na pasta do aluno”. Com relação a isso, Giacaglia e 
Penteado (2006, p. 12), dizem que: 
 
23 
 
 
[...] o sigilo das informações constantes dos prontuários dos alunos deve ser 
igualmente preservado. Assim, questionários preenchidos com dados mais íntimos 
sobre o aluno e seus familiares; resultados de entrevistas e de testes e opiniões de 
professores sobre determinado aluno devem ser mantidos fora do alcance de 
pessoas que, propositada ou casualmente, possam chegar a eles. Por esse motivo, 
tais dados devem ser arquivados no SOE em local seguro, com chave, ao qual 
apenas o orientador educacional tenha acesso. 
 
Portanto, as condições estruturais interferem na forma como estão guardados 
os dados dos alunos. Com relação a projetos, as orientadoras não elaboraram 
nenhum neste ano, porém são executados na escola projetos como “Ação Solidária 
(Faculdade São Lucas), Meio Ambiente (Iaripuna) e Mais Educação (projeto do 
Governo Federal que funciona em horário contrário as aulas), que desenvolvem a 
aprendizagem” (fala da colaboradora B), “Recreio dirigido e projeto leitura, além dos 
projetos do governo.” (fala da colaboradora A). 
 
As orientadoras fazem o possível para exercer suas atribuições na escola, 
entretanto é perceptível que a falta de condições estruturais e de recursos constituem 
se em dificuldade para que esse trabalho seja efetuado adequadamente, pois falta 
uma sala exclusiva para orientação, faltam telefones móveis de uso da escola para 
contatar os pais, entre outros. Portanto, o que podemos constatar sobre o cotidiano 
escolar revela as múltiplas facetas do trabalho educativo na escola e as tentativas da 
equipe gestora para fazer com que tudo funcione, apesar das limitações colocadas 
pelas circunstâncias. 
 
 
Introduzindo a tecnologia na escola 
Se a intenção é que o emprego da tecnologia na educação não seja um fim em si 
mesmo, isto é, que os recursos sejam usados para trazer melhorias efetivas para a 
escola, será preciso realizar algumas mudanças na dinâmica das aulas. 
Nesse caso, é interessante preparar a introdução da novidade de maneira diferente 
para cada um dos grupos a serem afetados por ela, a saber. 
24 
 
 
Corpo docente e funcionários 
Contar com o apoio de professores e outros colaboradores no processo de adotar a 
tecnologia na escola é fundamental, afinal, são eles que irão lidar diretamente com a 
questão, por isso, quanto mais a favor da mudança estiverem, melhor. 
Além de motivar o uso da tecnologia entre esses profissionais, é preciso ainda ajudá-
los a empregá-la da melhor maneira possível, oferecendo treinamentos, aulas de 
informática e até funcionários auxiliares para deixá-los mais seguros com o uso dos 
novos recursos. 
Acompanhar a relação de cada um com as tecnologias adotadas a fim de diagnosticar 
problemas, receber feedbacks e promover uma melhoria constante também é 
essencial. 
Pais e responsáveis 
O envolvimento dos pais na educação de seus filhos é de grandeimportância para o 
sucesso dos estudantes. Diante disso, promover a participação dos familiares nas 
mudanças a serem implementadas para a adoção da tecnologia em sala de aula é 
outro passo fundamental. 
Por meio de reuniões, notificações e uma comunicação aberta entre os pais e a 
escola, é possível que eles contribuam para a introdução da tecnologia, aumentem o 
engajamento dos filhos, ofereçam feedbacks enriquecedores e, mais importante, 
compreendam e apoiem a iniciativa. 
Alunos 
Com a geração Z nascida e criada em um mundo dominado pela tecnologia, é difícil 
imaginar que possa haver qualquer tipo de resistência por parte dos alunos na 
implementação da tecnologia em sua educação. 
Ainda assim, é preciso cuidar de sua preparação para receber a novidade justamente 
para que a familiaridade com os recursos digitais não os leve para longe do 
aprendizado, restringindo seu uso da tecnologia ao entretenimento ou a atividades 
que poderiam ser feitas fora da sala de aula. 
25 
 
 
Os motivos por trás da introdução das ferramentas tecnológicas, bem como os 
objetivos de cada uma delas, devem ser bem conhecidos pelos alunos, e a atitude 
esperada deles em relação a isso deve ser sempre clara e relembrada quando 
necessário 
26 
 
 
Entendendo as demandas de seus alunos 
Outro ponto importante para a escola que deseja realmente aproveitar os benefícios 
que a tecnologia pode oferecer no lugar de simplesmente adicioná-la à gama de 
recursos disponíveis nas salas de aula é pesquisar e entender as principais 
demandas dos alunos. 
Dessa maneira, é possível empregar justamente os recursos de que eles precisam 
para melhorar seu desempenho, além de garantir que a medida terá efeito em sua 
motivação e engajamento. 
Para tal, é interessante procurar saber: 
• que tipos de aparelhos tecnológicos os alunos mais usam fora da sala de aula; 
• quais são os programas e aplicativos mais usados por eles, tanto para 
atividades relacionadas à escola quanto para seu próprio entretenimento; 
• qual é a familiaridade de cada um com os diferentes tipos de recursos 
disponíveis no mercado; 
• de que tipo de informação ou conhecimento do uso da tecnologia os alunos 
mais podem precisar em suas futuras vidas profissionais; 
• o que eles gostariam de aprender ou dominar quando o assunto é tecnologia. 
A partir daí, os gestores da escola podem entender quais ferramentas e recursos 
terão mais utilidade e aceitação em sala de aula (tablets, e-readers, smartphones). 
Além disso, é possível criar atividades específicas relacionadas à tecnologia, como 
oficinas de edição de vídeo, aulas de informática, programação básica, etc. 
27 
 
 
Como mapear os principais problemas em sala de aula? 
Para usar a tecnologia com o objetivo de sanar problemas em sala de aula, deve-se, 
em primeiro lugar, localizar esses problemas. Dessa forma, as chances de que as 
mudanças surtam efeitos positivos são muito maiores. 
Realizado tanto antes quanto após a implementação da tecnologia, o mapeamento 
das dificuldades — dos alunos e dos professores — é crucial para a melhoria 
constante do ensino, e pode ocorrer da seguinte maneira: 
Antes da implementação 
Além da pesquisa realizada entre os alunos para entender suas principais demandas, 
vale pedir ainda a professores e colaboradores que observem, em sala de aula, quais 
são as principais dificuldades no dia a dia — da falta de motivação dos estudantes à 
escassez de oportunidades e conhecimento para adotar novas práticas de ensino, 
por exemplo. 
A partir desse levantamento, podem-se estudar os recursos disponíveis para escolher 
aqueles que melhor atendem a essas demandas e traçar um plano de melhoria em 
longo prazo. 
 
Após a implementação 
Nas primeiras semanas após a adoção da tecnologia em sala de aula, deve-se 
acompanhar a adaptação de professores e alunos para sanar possíveis resistências 
e dificuldades iniciais. 
Depois disso, o monitoramento deve continuar não apenas para prevenir problemas 
e garantir que as ferramentas continuem a ser usadas da forma correta como, 
também, para analisar os resultados obtidos a fim de continuar avançando. 
Vale lembrar que, após a implementação, é possível que problemas que passaram 
desapercebidos antes dela se revelem — como, por exemplo, dificuldades de alunos 
específicos com o uso da tecnologia —, devendo ser então estudados e devidamente 
sanados. 
https://conteudos.somospar.com.br/lp-ebook-identificando-pontos-fortes-e-fracos-com-ferramentas-digitais/?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=tecnologia-na-educacao
https://conteudos.somospar.com.br/lp-ebook-identificando-pontos-fortes-e-fracos-com-ferramentas-digitais/?utm_source=blog&utm_medium=post&utm_campaign=tecnologia-na-educacao
28 
 
 
 
A importância da atualização do profissional com as últimas 
tendências em educação 
Na era da comunicação, a formação continuada é exigência em praticamente 
qualquer área. Entretanto, mesmo antes da revolução trazida pela informática, a 
atualização constante dos profissionais da educação já era um requisito para seu 
sucesso. Afinal, ensinar requer, antes de tudo, aprender, e, para isso, professores, 
coordenadores e diretores precisam estar por dentro das descobertas e tendências 
mais atuais da educação. 
Ademais, a própria forma de ensinar vem passando por transformações aceleradas 
nos últimos anos, com o surgimento da chamada educação 3.0, por exemplo. Nesse 
contexto, manter-se informado acerca das inovações em pedagogia é imprescindível 
para que o profissional do ensino continue realizando seu trabalho com qualidade. 
Ao se familiarizar com as tendências relacionadas à tecnologia na educação, os 
professores entrarão em contato com novas formas de ensinar e poderão desenvolver 
— caso ainda não o tenham — o hábito de continuar atualizando-se para descobrir 
outros usos das ferramentas disponibilizadas, novos programas e aplicativos de 
ensino, e por aí vai. 
Com isso, ganha-se flexibilidade, aumentando a capacidade dos profissionais de se 
adaptar a mudanças e aprender a lidar com novidades na escola. 
 
À medida que se acostuma a usar as novas ferramentas, o educador consegue 
ainda melhorar sua gestão de tempo dentro e fora da sala de aula, assim como 
estreitar seu relacionamento com os alunos por meio da interação com os aparelhos 
eletrônicos, tão presentes no dia a dia deles. 
A atualização impulsionada pela adoção da tecnologia, portanto, permitirá ao 
profissional da educação não apenas manter-se em dia com o que há de mais recente 
em sua área, como também trará benefícios diversos para a sua rotina, sua relação 
com os estudantes e o funcionamento da própria escola. 
29 
 
 
Profissionais sendo qualificados para utilização da tecnologia como método de ensino 
 
( Fonte: https://vanzolini.org.br/weblog/2017/01/09/qual-importancia-da-qualificacao-profissional-no-
mercado-de-trabalho/) 
30 
 
 
Moderando o uso da tecnologia 
Usar a tecnologia em sala de aula visa a aproveitar todas as vantagens que ela pode 
trazer para professores, pais e alunos, correto? Não se trata, assim, de ignorar as 
dificuldades que já existem (ou que possam eventualmente surgir no processo), muito 
menos de criar uma relação de dependência com as ferramentas tecnológicas. 
Felizmente, é a própria adoção da tecnologia que permitirá à escola moderar seu uso 
pelos alunos com muito mais eficácia. 
Ao ensinar como e quando esse recurso deve ser usado, além de controlar os 
momentos em que eles serão empregados em sala, o professor pode direcionar a 
capacidade dos estudantes de usar os aparelhos eletrônicos em seu próprio 
benefício, reduzindo seu uso inadequado e aumentando sua habilidade de lidar 
corretamente eles. 
Com a aplicação consciente da tecnologia na escola, é possível, por exemplo: 
• combater o cyberbullying e outras formas de preconceito; 
• reduzir a distração causada pelos smartphones e aparelhosmobile; 
• equilibrar o tempo que os estudantes dedicam aos jogos eletrônicos, aos 
estudos e à prática de atividades físicas; 
• orientar a pesquisa em fontes on e off-line confiáveis, aumentando o senso 
crítico dos alunos. 
O ensino híbrido, que combina a educação tradicional e o uso da tecnologia para 
conquistar a personalização do ensino, também pode ajudar a conciliar a utilização 
de ferramentas digitais com a atenção em aulas presenciais, assim como o uso de 
livros didáticos físicos, por exemplo. 
Qualquer que seja a metodologia adotada pela escola, é importante que, durante a 
transição pela qual ela passará para implementar o uso da tecnologia, haja processos 
claros entre os profissionais e os alunos, bem como o diálogo constante para lidar 
com obstáculos e dificuldades. 
Aos poucos, com horários e expectativas bem definidos em relação à utilização das 
novas ferramentas, será possível educar docentes e discentes para que todos se 
31 
 
 
beneficiem e aprendam a usar a tecnologia a seu favor, sem se tornarem 
dependentes dela. 
Pesquisa realizada pela: Revista Em Debate (UFSC), Florianópolis, volume 16, p. 107-123, 2016. 
ISSNe 1980-3532: 
 
(fonte : As Novas Tecnologias e aprendizagem: desafios enfrentados pelo professor na sala de aula) 
32 
 
 
Estimulando a leitura em sala de aula com ajuda da tecnologia 
O desinteresse pela leitura é um problema recorrente nas escolas hoje em dia, 
principalmente entre os jovens da geração Z. De fato, algumas pessoas chegam a 
associar essa questão à afinidade dos alunos com a tecnologia, entretanto, na 
realidade é possível, sim, usar o universo digital para incentivar o hábito de ler. 
 
Aproveite os livros em diferentes formatos 
Poder ler em tablets, smartphones e até e-readers, além de ser bastante prático, é 
uma excelente maneira de motivar os jovens que não se desgrudam das telinhas a 
descobrir o mundo da leitura. Alguns aplicativos contam com opção de consulta a 
dicionários dentro dos próprios livros digitais, e há também bibliotecas que fazem 
empréstimos de e-books. 
Outra ideia para desenvolver o gosto pela literatura usando a tecnologia é por meio 
dos audiolivros, que também contribuem para que alunos com diferentes perfis de 
aprendizado possam desfrutar igualmente dos livros trabalhados em sala. 
 
Transforme a leitura em uma experiência multimídia 
Um excelente exemplo de como a leitura pode ser interativa e multimídia é a série 
de webcomics (quadrinhos para a web) Homestuck, publicada no site MS Paint 
Adventures entre 2009 e abril de 2016. 
Composta por uma combinação de texto, imagens estáticas e animadas, jogos em 
Flash e vídeos que somam mais de 8 mil páginas e 800 mil palavras, a série pode ser 
“lida” no original, em inglês, ou em português. 
Inspirando-se nessa ideia, professores podem também aproveitar a tecnologia para 
tornar a experiência de leitura ainda mais interessante e enriquecedora ao indicar a 
filmes, reviews em vídeo, entrevistas com o autor e outros documentos on-line, 
realizar pesquisas diversas, entre várias outras possibilidades. Basta usar a 
criatividade! 
33 
 
 
Apresente os alunos a boas fontes on-line 
A internet, sem sombra de dúvida, contém um número assustador de informações 
incorretas, textos mal escritos, reportagens tendenciosas e outras mídias que podem 
acabar prejudicando os alunos com senso crítico em desenvolvimento. 
Entretanto, é inegável que, em meio a tudo isso, há também uma infinidade de fontes 
interessantíssimas, que podem contribuir para enriquecer as pesquisas dos 
estudantes e apresentar-lhes pontos de vista únicos e completos. 
Antes de condenar as pesquisas on-line, portanto, é muito produtivo que o professor 
procure conhecer os sites mais confiáveis para repassá-los aos alunos, ajudando-os 
a reconhecer, sozinhos, os sinais de que um texto é relevante e verídico. 
 
Alguns bons exemplos são: 
• páginas de universidades, nas quais os estudantes podem encontrar artigos 
acadêmicos sobre diversos assuntos; 
• o site Domínio Público, no qual se encontra uma variedade enorme de e-books 
gratuitos em português; 
• revistas digitais gratuitas financiadas pelas universidades e órgãos de fomento 
à pesquisa (como aquelas disponíveis no Portal de periódicos da Capes); 
• o Project Gutemberg, site com e-books gratuitos em diversas línguas; 
 
34 
 
 
Usando a tecnologia também para a avaliação do aluno 
Finalmente, é interessante ficar por dentro das maneiras que a tecnologia pode ser 
usada para avaliar os estudantes, otimizando o tempo do educador, potencializando 
o diagnóstico de dificuldades e, consequentemente, melhorando o desempenho e 
motivação dos alunos. 
Mesmo que não substituam por completo outros tipos de avaliação — visto que a 
variedade nos métodos avaliativos é, aliás, o mais recomendado para cobrir os 
diferentes perfis de aprendizado, as provas digitais podem ser corrigidas por 
computador e ainda fornecem automaticamente dados sobre o desempenho dos 
estudantes para análise e comparação pelos gestores. 
Além de diversificar o tipo de avaliação oferecido pela escola, deixar que os alunos 
usem a tecnologia para mostrar o que aprenderam enriquece sua experiência e 
aumenta sua segurança e entusiasmo com os estudos. 
 
Os benefícios das novas tecnologias na educação 
 
As novas tecnologias na educação são uma importante ferramenta para dinamizar o 
processo de ensino-aprendizagem. Se aplicada de modo responsável e criativo, a 
tecnologia pode apresentar diferentes benefícios para os alunos e até mesmo para a 
equipe de educadores. Com a popularização dos aparatos tecnológicos, é comum 
que as novas gerações tenham esses equipamentos inseridos em seu dia a dia, e a 
escola não deve estar alheia a essas influências. 
 
Importante ressaltar que a tecnologia não substitui o papel dos professores na 
educação, sendo fundamental que os educadores saibam conduzir a utilização 
dessas novas mídias e softwares. Um aparelho de última geração não garante o 
aprendizado do estudante, o que torna essencial a figura do professor (a) nesse 
processo. Quando o equilíbrio é encontrado, o uso de equipamentos, softwares e 
mídias contribuem para o desenvolvimento cognitivo dos alunos e auxiliam os 
professores a despertar a curiosidade dos estudantes. Confira alguns dos principais 
benefícios das novas tecnologias na educação. 
35 
 
 
 
Respeita a individualidade 
A inserção da tecnologia ao ensino permite que o professor avalie melhor o 
desempenho de cada criança nas atividades propostas. Isso porque é possível que o 
educador receba um feedback das atividades realizadas pelo estudante, o número de 
acertos e as dúvidas que ele teve durante os estudos. 
Dessa forma, as matérias podem ser adaptadas de acordo com perfil de cada aluno, 
de forma que aqueles com alguma deficiência cognitiva possam realizar atividades 
diferentes enquanto os demais colegas avançam nos exercícios conforme seu 
conhecimento — buscando, cada vez mais, novos desafios para todos. 
 
Aumenta a atenção 
As aulas no modelo tradicional de ensino, expositivas e com cerca de 50 minutos de 
duração, são cansativas e dificilmente prendem a atenção dos alunos por tanto 
tempo. Com as novas possibilidades de ensino, o professor tem autonomia para 
aplicar aquelas que mais atendem ao perfil dos seus alunos, de forma a mantê-los 
sempre focados. 
 
Estimula a interação 
Como já nascem familiarizados com as ferramentas tecnológicas, os jovens 
conseguem interagir bem por meio delas. Assim, com o auxílio da internet, mesmo os 
mais tímidos são capazes de realizar trabalhos em grupo, expressar suas opiniões e 
mostrar seus conhecimentos. 
Por consequência, os jovens sentem-se motivados, pois percebem que são parte 
ativa e importante do desenvolvimento do aprendizado de todos. 
 
Aumenta a motivação 
É possível tornar o ambiente escolar instigante e atrativopara crianças e 
adolescentes. Exercícios estimulantes, jogos desafiadores, vídeos didáticos e 
36 
 
 
atividades lúdicas: há uma série de recursos a serem explorados por alunos e 
professores. 
Desse modo, a escola torna-se um local agradável de se frequentar, evitando, 
inclusive, a evasão escolar. 
 
5 novas tecnologias na educação: o futuro que já começou! 
Estamos vivendo a quarta revolução industrial e os impactos das mudanças em todos 
os setores são cada vez mais expressivos. De acordo com um estudo recente 
realizado pela consultoria McKinsey & Company, 14% da força de trabalho global terá 
de mudar para uma nova ocupação na carreira. 
O LinkedIn divulgou esta informação considerando que: “cerca de 375 milhões de 
profissionais serão obrigados a desenvolver novas habilidades em função da 
automação e das novas tecnologias como internet das coisas, inteligência artificial, 
realidade aumentada e big data.” 
Como sabemos, a educação está diretamente envolvida com esta realidade. Afinal, a 
passagem de um modelo mais analógico para um mais tecnológico não pode ocorrer 
de forma brusca. Por isto as escolas precisam garantir que esta cultura seja 
absorvida entre as crianças e adolescentes que logo irão se deparar com novos 
formatos. 
Entenda as maiores tendências tecnológicas que já estão impactando escolas em 
todo o mundo e em breve estarão presentes em sua escola também! 
 
Big data e inteligência artificial 
Para desenvolver inteligência artificial, os computadores precisam ter acesso a uma 
grande quantidade de dados. Esse conjunto de dados é chamado de Big Data. Em 
outras palavras, eles são a matéria prima do aprendizado para as máquinas. 
37 
 
 
Com o tempo, espera-se que elas apresentem soluções cada vez mais úteis para 
demandas práticas dos seres humanos. 
Na educação, uma das principais vantagens desse recurso é o do aprendizado 
personalizado. Considerando que cada aluno tem um ritmo e um estilo único de 
aprender, a ideia é que as máquinas otimizem este processo e permitam que os 
estudantes possam ir mais direto ao ponto de acordo com suas necessidades. 
Outra perspectiva de vantagem é para a transdisciplinaridade. Como uma das 
principais tendências da educação, as matérias tendem a se interligar de maneira 
complexa. Para isto, será essencial poder cruzar dados que apresentem uma nova 
perspectiva do conhecimento com a ajuda da inteligência artificial. 
 
Realidade Virtual e Realidade Aumentada 
Entre as novidades tecnológicas mais promissoras para a sala de aula, estão a 
realidade virtual e a realidade aumentada. E apesar de próximos, muitas vezes esses 
conceitos são confundidos. 
A realidade virtual representa uma completa imersão em um mundo que não existe. 
Hoje, os óculos de VR (virtual reality) são usados para criar esta experiência. Já a 
realidade aumentada faz o caminho inverso e acrescenta elementos virtuais ao 
contexto presente. 
A princípio com foco em games e entretenimento, na educação também podemos ver 
uma possibilidade de aprendizado altamente interativo por meio destes recursos. 
Inclusive, entretenimento e educação podem se unir através do gamification, técnica 
que usa a cultura dos games para atingir determinados objetivos. 
38 
 
 
 
( fonte: https://www.casamais360.com.br/educacao-tem-resultados-positivos-
com-utilizacao-de-realidade-virtual-e-realidade-aumentada/) 
 
“Bring your own Device” 
Principalmente quando se fala de dispositivos pessoais, é comum que os professores 
tenham receio. Até agora eles são vistos como uma ameaça para o foco dos alunos 
durante as aulas. 
Porém esta é uma outra tendência da educação que já possui até nome: BYOD. A 
sigla em inglês que significa “traga o seu próprio dispositivo”. 
Isso porque é natural que os alunos se sintam mais confortáveis com o seu próprio 
espaço de trabalho digital. Diferente das antigas salas de informática, usar seu 
aparelho permite que os alunos aprendam a partir de um ambiente com o qual já 
possuem certa intimidade. 
Também surgem cada vez mais aplicativos com foco educacional desenvolvidos por 
escolas, metodologias e empresas do setor. 
 
 
 
39 
 
 
Web Semântica 
A web 3.0 é a evolução de uma internet de “armazenamento de documentos” para 
uma “web de dados”. O que sugere buscas cada vez mais complexas e refinadas pela 
internet. 
Dando um passo adiante neste conceito, hoje também já podemos visualizar a web 
4.0 onde a internet se conecta com os objetos do cotidiano. Também chamada 
de Internet das Coisas. Neste caso, os próprios objetos recebem e transmitem 
informações para melhorar a relação com tudo o que acontece na vida das pessoas. 
Imagine por exemplo uma carteira que é capaz de medir o peso corporal e orientar a 
postura dos alunos. Esses dados poderiam ser enviados para o celular dos alunos ou 
professores, ajudando a se lembrarem de manter um estilo de vida mais saudável. 
Nem precisamos mencionar o quanto a Web Semântica se conecta com a Big Data e 
a Inteligência Artificial. 
 
Transmídia 
A transmídia permite que os conteúdos sejam acessados por diferentes mídias de 
forma complementar. Na prática, significa que os professores podem expandir suas 
aulas para muito além do formato da lousa e das apostilas. 
Seja permitindo o uso dos próprios dispositivos dos alunos como celulares, tablets e 
computadores pessoais ou mesmo explorando outras mídias off-line. 
Da mesma forma que é um grande potencial, existe o desafio de conectar 
informações e dados entre elas. Portanto a inteligência artificial precisa surgir como 
aliada neste processo. 
A ideia é que o aprendizado se torne mais dinâmico e ative a autonomia de estudo 
em qualquer lugar. 
 
40 
 
 
Outras tecnologias aplicadas na educação 
Gamificação 
A gamificação na sala de aula usa jogos digitais para motivar e engajar os estudantes 
em algum método de aprendizado. Os jogos são completamente interativos e utilizam 
pontuações, premiações e níveis de dificuldade para ensinar os assuntos. 
Além de ser uma opção muito eficaz para atrair os alunos — que aprendem 
brincando —, a gamificação aperfeiçoa e desenvolve habilidades como o trabalho em 
equipe, o espírito competitivo e a criatividade. O jogador precisa sempre estar atento 
e tomar decisões de forma a resolver problemas. 
 
 
Lousas digitais 
A lousa digital é a solução atual para a substituição do antigo quadro-negro. 
Basicamente, consiste em usar um grande monitor de computador sensível ao toque. 
Por meio dos seus recursos interativos, o educador trabalha os conteúdos com seus 
alunos de forma completa e abrangente. 
Outra grande vantagem desses quadros digitais é que as matérias ensinadas não se 
perdem. É possível usar a ferramenta para salvar e compartilhar os assuntos 
posteriormente. Assim, os estudantes não precisam interromper seus raciocínios para 
copiar os textos e as explicações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
Referências 
 
______. Lei n.º 5.540, de 28 de novembro de 1968. Fixa normas de 
organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola 
média, e dá outras providências. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5540>. Acesso em: 11 setembro 
2008. 
 
______. Lei n.º 5.564, de 21 de dezembro de 1968. Provê sobre o exercício da 
profissão de orientador educacional. Disponível em: 
<http:www.soleis.adv.br/orientadoreducacionalprofissao>. Acesso em: 11 
setembro 2008. 
 
______. Lei n.º 5.692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e Bases para 
o ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. Disponível em: 
<http://www.conteudoescola.com.br/site/content/view/5/>. Acesso em 22 
agosto 2008. 
 
______. Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e 
bases da educação nacional. Legislação Básica da Educação. Brasília, 1996. 
 
BUSSMANN, Antônia Carvalho. O Projeto Político – Pedagógico e a Gestão 
daEscola. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Projeto Político – Pedagógico 
da Escola: Uma Construção possível. 20.ed. Campinas, SP: Papirus, 2005. 
 
DALMÁS, Angelo. Planejamento Participativo na Escola: elaboração, 
acompanhamento e avaliação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994. 
 
GASPARIN, João Luiz. Uma Didática para a Pedagogia Histórico - Crítica. 
3.ed. rev. Campinas, SP: Autores Associados, 2005. 
 
GRINSPUN, Míriam P. S. Zippin. A Orientação Educacional: conflito de 
paradigmas e alternativas para a escola. 3.ed.ampl. São Paulo: Cortez, 2006. 
42 
 
 
 
______ (org.). Supervisão e Orientação Educacional: perspectivas de 
integração na escola. 3.ed. São Paulo: Cortez, 2006. 
 
KUENZER, Acacia Zeneida. Trabalho Pedagógico: da fragmentação à 
unitariedade possível. In: AGUIAR, Márcia ângela da S.; FERREIRA, 23 Naura Syria 
Carapeto (orgs.). Para Onde vão a Orientação e a Supervisão Educacional. 2.ed. 
Campinas, SP: Papirus, 2002. 
 
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê?. 9.ed. São Paulo: 
Cortez, 2007. 
 
______. Organização e Gestão da Escola: teoria e prática. 5.ed. rev. E ampl. 
Goiânia: Editora Alternativa, 2004. 
 
LIMA, Antonio Bosco de. Políticas Educacionais e o Processo de 
“Democratização” da Gestão Educacional. In: LIMA, Antonio Bosco de (org.). Estado, 
políticas educacionais e gestão compartilhada. São Paulo: Xamã, 2004. 
 
 
MACCARIELLO, Maria do Carmo. A Construção Coletiva da Escola: 
Consciência, representação e prática social. In: GRINSPUN, Míriam Paura S. Zippin 
(org.). Supervisão e Orientação Educacional: perspectivas de integração na escola. 
3.ed. São Paulo: Cortez, 2006. 
 
NEVES, Carmen Moreira de Castro. Autonomia da Escola Pública: Um 
enfoque operacional. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.). Projeto Político – 
Pedagógico da escola: Uma construção possível. 20.ed. Campinas, SP: Papirus, 
2005. 
 
NÓVOA, António. As Ciências da Educação e os Processos de Mudança. In: 
PIMENTA, Selma Garrido (coord.) Pedagogia, Ciência da Educação?. 5.ed. São 
Paulo: Cortez, 2006. 
 
43 
 
 
PARO, Vitor Henrique. Gestão Democrática da Escola Pública. 3.ed. São 
Paulo, SP: Editora Ática, 2006. 
 
PIMENTA, Selma Garrido. O Pedagogo na Escola Pública. 3.ed. São Paulo: 
Edições Loyola, 1995. 
 
______. Orientador Educacional ou Pedagogo. In: Revista da ANDE, São 
Paulo, n. 9, p. 29-37, 1985. 
 
PINHEIRO, Maria Eveline. A Ação Coletiva como Referencial para a 
Organização do Trabalho Pedagógico. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro; 
RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de (orgs.). Escola: Espaço do projeto político – 
pedagógico. 11.ed. Campinas, SP: Papirus, 1998. 
 
SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. 38.ed. Campinas, SP: Autores 
Associados, 2006. 
 
 
 
https://www.somospar.com.br/tecnologia-na-educacao-e-motivacao-em-sala/ 
 
https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/uso-das-tecnologias-na-
educacao.htm 
 
https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/os-beneficios-das-novas-
tecnologias-na-educacao 
 
https://educador360.com/gestao/tecnologias-na-educacao/ 
 
https://novosalunos.com.br/entenda-agora-a-importancia-da-tecnologia-na-
educacao-atual/

Mais conteúdos dessa disciplina