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Afecções clínicas respiratórias o Espirro: reflexo expiratório involuntário protetor, após uma irritação da mucosa nasal. É uma resposta aguda a irritação, vai de ambiente até neoplasia o Espirro reverso: manifestação voluntária ou involuntária, é uma resposta à obstrução ou irritação da nasofaringe o Secreção nasal: aumento das secreções liquidas da cavidade nasal, podem ficar tentando se limpar sem parar que podem ulcerar ou sofrer hiperqueratose o Respiração com a boca aberta/postural: refletem em tentativas de diminuir a resistência da via respiratória, em cães é comum boca aberta à obstrução de via respiratória, em gatos é raro, só em cacos extremos o Sons respiratórios audíveis: estão sempre ligados a trato superior (cav. nasal/bucal, laringe, traqueia) o Tosse: mecanismo de defesa que protege vias inferiores, ocorre por inalação de substâncias nocivas ou irritantes em qualquer parte da laringe ou arvore brônquica, o som vem da laringe como resultado da expulsão de ar intrapulmonar através da glote fechada Dispneia o Falta de ar o Frequente em paciente com afecções respiratórias o Angústia respiratória, hiperpneia e esforço elevado respiratório o Sempre estabilizar antes de RX, e suplementar oxigênio Causas: - anemia severa - hipovolemia - acidose - hipertermia - efusão pleural - pneumotórax - cardiopatia primária Sinais clínicos - ortopneia (membros torácicos abertos) - hipoxemia grave (baixo O2 sangue), cianose e palidez de mucosas - respiração com boca aberta EXAME FÍSICO - avaliar: BPM, MPM, esforço para respirar, sons pulmonares, postura, e padrão respiratório - FR: cão 18-36, gato 20-40 MPM - ruídos sem esteto: estertor- ronco, estridor- assobio (colapso de traqueia) -ruídos com esteto: sibilo-assobio-chiado (pneumonia, bronquite), crepitação-líquido (edema pulmonar, algumas pneumonias) - ausculta abafada: pneumotórax, efusão pleural mais em cima pulmão, mais em baixo pode ser pus, sangue... - se o animal estiver com dificuldade respiratória, sempre esperar para examinar EXAMES COMPLEMENTARES - hemograma - RX: cabeça e tórax - endoscopia - tomagrafia • Som de grasnar de ganso, tosse • Perda das estruturas de sustentação, achatamento dos anéis traqueais, flacidez membrana traqueal dorsal • Anormalidade primária da cartilagem • Fatores secundários • Fatores potenciais: obesidade, cardiomegalia, doença periodontal, infecções respiratórias • Cervical durante inspiração • Torácica durante expiração • Mais comum cervico-torácico, ou somente tórax • Ocorrem em cães de meia idade, idosos de raças miniatura, toys e pequenas Sinais Clínicos - tosse crônica em todos os casos - intolerância ao exercício - respiração ofegante - dispneia - cianose em casos avançados Diagnóstico - resenha, histórico de tosse e achados exame físico (sibilo) - RX - endoscopia Tratamento - animais com dificuldade respiratória acentuada: oxigênio Anti-inflamatório: prednisolona Antitussígeno: butorfanol Sedação: acepromazina - longo prazo Dieta em animais obesos Corticoides: prednisona Inalação: fluticasona Antitussígenos: hidrocodona ou butorfanol Broncodilatadores: metilxantinas (teofilina ou clenbuterol) - cirúrgico é a melhor opção Stents dentro da tranqueia Anéis traqueais fora Prognóstico - longo prazo é ruim, se não for cirúrgico - cirúrgico favorável Infecciosa Canina/ Tosse dos • Doença aguda, altamente contagiosa • Histórico de viagem, hospitalização, contato com outros cães • Causas: adenovírus canino tipo 2, parainfluenza, bordetella bronchiseptica Sinais clínicos - tosse produtiva ou improdutiva, aumentada por exercício, excitação ou coleira - secreção nasal - anorexia, vomito - infecção clássica: único SC é tosse seca discreta - infecção por Bordetella: tosse crônica, cura mais difícil Diagnóstico - História clínica - 5 a 10 dias depois de contato com cães infectados - cultura bacteriana ou PCR do lavado broncoalveolar Tratamento - geralmente não é necessário antibiótico, melhora por conta - evitar exercícios e estresse - nebulização - se precisar de antibiótico- doxiciclina - corticoide: causa edema por causa da tosse, por 3 dias - vacinação não provou ter algum efeito em animais que são positivos Prevenção - vacinação - vários tipos de vacinas - tem somente contra bordetella - uma que previne as 3 - uma que previne somente parainfluenza e bordetella - OBS: o adenovírus já vem em algumas vacinas como a V10 • Doença incurável • Tosse, relacionada com alguma causa primária • Síndrome Cães considerados com a doença crônica quando: 1- Tosse crônica, por pelo menos 2 meses 2- Hipersecreção mucosa ou excesso de muco 3- Exclusão de outras doenças cardiopulmonares crônicas • Origem desconhecida, poluentes, alérgenos ambientais, substâncias químicas irritantes... • Doença só é detectável em estágios avançados • Cães de pequeno porte, meia idade e idosos • Fatores de risco: sobrepeso e doença periodontal, infecções bacterianas e donos fumantes • Ocorre alterações inflamatórias da mucosa brônquica • Produz muito muco, não faz trocas gasosas • Espessamento da parede do brônquio + possível broncomalacia progressiva (infarto brônquios, perda função) Sinais clínicos - tosse persistente e sonora com estertores - seguidos de ânsia de vomito, sem causa identificável - diferenciar colapso de traqueia – RX Diagnóstico - ausculta: normal ou crepitação e sibilos expiratórios - RX de tórax - cito do lavado broncoalveolar, em gatos não somente cães - hemograma: sem alterações Tratamento - não cura a doença, somente sintomas - diminuir inflamação, limitar a tosse - controle de peso - corticoides: prednisona ou prednisolona, não continuo pois causa hiperadreno - broncodilatadores: teofilina, não recomendado, não eficaz - antibióticos: doxiciclina ou azitromicina, também atuam como anti-inflamatório - umidificação: inalador vias aéreas inferiores pra tosse úmida - supressores da tosse: butorfanol, tosse não produtiva • Não diferencia na clínica • Bronquite crônica secundária a uma agressão • Asma é alérgica Sinais clínicos - tosse - aumento do esforço respiratório - SC crônicos ou lentamente progressivos - gatos com exacerbações graves, crises asmática - em crises agudas: respira com a boca aberta, dispneico e cianótico - pode ocorrer associado a exposição de irritantes, como aerossóis, fumaça cigarro, poeira - gatos jovens de meia idade é mais frequente Diagnóstico - gatos com crise asmática, não pode manipular excessivamente o paciente - exame físico: normal, ou reflexo traqueal positivo, taquipneia ou dispneia obstrutiva expiratória - ausculta: abafamento dos sons cardíacos, sibilo e rara crepitação - RX tórax: espessamento de parede brônquica e padrão bronco intersticial - broncoscopia/cito de lavado endotraqueal: é mais correto pra confirmar, porém em gatos não - D. diferencial: corpo estranho em via respiratória, neoplasia, efusão pleural Tratamento/controle e monitoramento - angústia respiratória aguda: oxigênio Broncodilatador: terbutalina Corticoide de ação rápida: dexametasona Pode haver pneumotórax espontâneo quando gato não responde ao tratamento, toracocentese - longa duração: corticoide prolongado, prednisolona - VO Corticoides inalantes:propionato de fluticasona Paliativos: broncodilatadores, salbutamol, albuterol - terapias adicionais: perda de peso em gatos obesos Nebulização com solução fisiológica ou uso de agentes mucolíticos ou fitoterápicos • Inflamação do parênquima pulmonar e vias aéreas inferiores • CAUSAS: bacterianas (Sthaphylococcus sp...) virais (cinomose, herpes vírus...) parasitos (toxocara) fungos (histoplama) aspirativa Sinais clínicos - tosse (em geral branda e produtiva) - secreção nasal - intolerância ao exercício - dificuldade respiratória - cães desenvolvem mais pneumonia bacteriana que gatos - pneumonia bacteriana tem fatores pré disponentes: debilidade, fiv e felv, sistema imune comprometido, doença respiratória persistente Diagnóstico - ausculta: sibilo - RX de tórax: bacteriana (padrão alveolar), fúngica (padrão intersticial ou nodular) - hemograma: bacteriana, neutrofilia - sorologia e PCR: viral - antibiograma: diagnostico especifico pra bacteriana Tratamento - bacteriana: grave e instável Betalactâmico: ampicilina, amoxi e clavolunato, cefalosporina ou cindamicina + Fluoroquinoloma: enrofloxacino ou Aminoglicosídeo, amicacina, gentamicina - bacteriana: moderada e estável Amoxi/clavolunato, trimetoprima, fluoroquinolana, clindamicina - bacteriana: branda e estável Amoxi/clavolunato, trimetoprima, fluoroquinolana - hipoxemia aguda: oxigênio umidificado - casos graves: fluido - nebulização com solução fisiológica - adicional: broncodilatadores, mucoliticos (acelticisteina), nutricionais e de suporte - contraindicado o uso de supressores da tosse • A efusão pleural deve se levar a uma pesquisa da causa primária • Muitos casos de efusão podem ser tratados de forma paliativa, com sucesso • Tipos de efusão: transudato puro, transudato modificado, exsudato infeccioso (piotórax), hemotórax e quilotórax • Pneumotórax pode ser traumático, espontâneo ou iatrogênico • Causado por traumatismo contuso, como batida de carro • Causado por traumatismo penetrante, como mordedura, infecção • ABERTO: uma ferida aberta conecta o espaço pleural com o ar ambiente • FECHADO: o extravasamento de ar é oriundo de tecido Sinais clínicos - taquipneia, ortopneia ou dificuldade respiratória evidente, rápida e superficial - esforço abdominal - angustia respiratória - abafamento de bulhas cardíaca e sons pulmonares Diagnóstico - RX tórax efusão pleural – líquido Pneumotórax: ar – RX preto - toracocentese: sai líquido ou ar, 7 a 9 costela - análise de efusão pleural: do líquido para saber a origem Tratamento - transudato puro: de suporte com coloide, diuréticos e terapia pra doença primária - exsudato infeccioso (piotórax): drenagem e antibiótico, em gato mais comum - hemotórax: depende causa primária. Uso vitamina K, trauma, cirurgia...) - tratamento do pneumotórax depende da gravidade e do desenvolvimento do pneumotórax • Comum em animais de focinho achatado • Raças como: pug, shitzu, buldogues, gatos persas e himalaios • Estenose de narinas ocorre em 50% dos pacientes • Congênita ou adquirida que resulta em obstrução de vias aéreas superiores Alterações primárias: - Estenose de narina - Prolongamento do palato mole - Hipoplasia de traqueia evoluindo para colapso Alterações secundárias: - Edema e espessamento do palato mole - Eversão dos sáculos laríngeos - Edema de faringe e laringe - Disfunção laríngea evoluindo para colapso laríngeo Sinais Clínicos - impedimento da passagem do ar - respiração ruidosa - cianose - síncope (desmaio) - piora com exercício, excitação e temperaturas altas Diagnóstico - históricos de roncos, estertor, dispneia, cianose e síncope - exame físico e inspeção de narinas - laringoscopia: observação de palato mole, faringe e laringe - RX de traqueia: observar colapso Tratamento - na crise respiratória Oxigenioterapia, pode desenvolver acidose respiratória Repouso Controle de temperatura: animais braquicefálicos dispneicos apresentam dificuldade de realizar a termorregulação e fazem hipertermia AIE: prednisona Cirúrgico: mais eficaz, correção da estenose, ressecação do excesso de palato mole, e amputação dos sáculos laríngeos evertidos; junto um AIE hidrocortisona, antes e pós cirúrgico