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IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
APG 28 – CERVICALGIA 
 
Coluna vertebral 
Vértebras cervicais: Os corpos das vértebras cervicais (C I a C VII) são menores que os das outras 
vértebras, exceto aquelas que formam o cóccix. 
 
- Seus arcos vertebrais, no entanto, são maiores. 
 
- Todas as vértebras cervicais apresentam 3 forames: 1 forame vertebral (largo, pois aloja a 
intumescência cervical da medula espinal) e 2 forames transversos. 
 
- Cada processo transverso cervical contém um forame transversal, através do qual passam a 
artéria vertebral e sua veia acompanhante, além de fibras nervosas. 
 
 
 
- C I (atlas): Referência à figura mitológica de Atlas. 
- É um anel ósseo com arco anterior e arco posterior e grandes massas laterais. 
 
- Não apresenta corpo nem processo espinhoso. 
 
- As superfícies superiores das massas laterais (faces articulares superiores) são côncavas e se 
articulam com os côndilos occipitais do occipital para formar o par de articulações atlantoccipitais 
(movimento de anuência). 
 
 - As superfícies inferiores das massas laterais (faces articulares inferiores) se articulam com a C 
II. 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
- Os processos transversos e os forames transversos do atlas são bastante grandes. 
 
 
- C II (áxis): Apresenta corpo vertebral. Um processo chamado dente/processo odontoide se projeta 
superiormente pela porção anterior do forame vertebral do atlas. 
 
- O dente serve de eixo em torno do qual a cabeça faz rotação. 
 
- Em algumas situações de trauma, o dente do áxis pode ser projetado contra o bulbo, sendo esse 
tipo de lesão a causa usual de morte das lesões por mecanismo de chicote (lesão por flexão-
extensão súbitas). 
 
 
– C III a C VI: Correspondem ao padrão estrutural de uma vértebra cervical típica. 
- C VII (vértebra proeminente) é um tanto diferente, revelando um processo espinhoso grande e 
não bífido que pode ser percebido e palpado na base do pescoço, mas, sob outros aspectos, é 
típica. 
 
 
 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
Vértebras torácicas 
 - As vértebras torácicas (T I a T XII) são maiores e mais fortes que as vértebras cervicais. 
 
- Os processos espinhosos de T I a T X são longos, achatados lateralmente e direcionados para 
baixo. Em contraste, os processos espinhosos de T XI e T XII são mais curtos, mais largos e 
direcionados mais posteriormente. 
 
- As vértebras torácicas são identificadas com facilidade por suas fóveas costais, que são 
superfícies que se articulam com as costelas. 
 
- As vértebras torácicas se articulam com as costelas. 
 
• Com exceção de T XI e T XII, os processos transversos das vértebras torácicas possuem 
fóveas costais que se articulam com os tubérculos das costelas. 
 
- Os corpos vertebrais das vértebras torácicas apresentam superfícies articulares que formam 
articulações com as cabeças das costelas. 
 
• As superfícies articulares nos corpos vertebrais são chamadas de fóveas costais. 
• Uma fóvea é formada quando a cabeça de uma costela se articula com o corpo de uma 
vértebra. 
• Uma hemifóvea é formada quando a cabeça de uma costela se articula com 2 corpos 
vertebrais adjacentes. 
 
- Os movimentos da região torácica são limitados pela fixação das costelas ao esterno. 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
Cervicalgia 
 
Epidemiologia 
- A dor cervical ou cervicalgia é um distúrbio musculoesquelético comum, com uma prevalência na 
população geral de aproximadamente 10%. 
 
- Ocorre em 70% dos indivíduos em algum momento de suas vidas, porém menos de 1% dos 
afetados desenvolverão déficits neurológicos. 
 
 
Etiologia, fisiopatologia e manifestações clínicas 
Fatores de risco para dor cervical: 
• Posturas fixas e prolongadas; 
• Curvatura aumentada do tronco; 
• Flexão cervical acentuada por longos períodos durante atividades; 
• Inadequação de aspectos ergonômicos e atividades que envolvam vibração contínua das 
mãos e dos braços; características psicossociais e relacionadas com a carga de trabalho; 
• Lesão prévia da região cervical; 
• Situações de litígio e requerimento de benefícios trabalhistas; etc. 
 
- A dor cervical pode originar-se de várias estruturas anatômicas, incluindo tecidos moles 
paraespinhais, articulações intervertebrais e discos, compressão medular e de raízes nervosas e 
dor referida. 
 
Divisão dos distúrbios que afetam a coluna cervical: 
 
Aqueles que cursam predominantemente com dor cervical: 
• Distensão cervical 
• Espôndilos 
• Discopatia degenerativa 
• Síndrome do chicote 
• Síndrome miofascial 
 
 Aqueles que causam com mais frequência dor em extremidades superiores e disfunção 
neurológica: 
• Hérnias discais com radiculopatia 
• Mielopatia 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
 
 
 
Atentar-se aos sinais de alerta na cervicalgia: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
SÍNDROME DO CHICOTE (TRAUMATISMO DA COLUNA VERTEBRAL) 
- O traumatismo da coluna cervical (fraturas, subluxação) submete a medula espinal ao risco de 
compressão. 
 
 Etiologia 
 Acidentes automobilísticos, crimes violentos ou quedas são responsáveis por 87% das lesões de 
medula espinal cervical. 
 
• A imobilização imediata do pescoço é essencial para minimizar qualquer lesão adicional da 
medula espinal em consequência do movimento de segmentos instáveis da coluna cervical. 
 
 
Fisiopatologia 
- Lesão em chicote é causada, em geral, por impactos indiretos traumáticos com mecanismo de 
aceleração-desaceleração, determinando transferência de força para a região cervical que leva à 
flexão e extensão abruptas e rápidas do pescoço. 
 
• Múltiplas estruturas podem ser lesadas, incluindo tecidos moles, nervos espinhais, discos 
intervertebrais, ligamento longitudinal posterior, ligamentos interespinhosos, articulações 
facetarias e outras estruturas ósseas. 
 
 
Manifestações clínicas 
• Dor severa 
• Espasmo 
• Perda de mobilidade 
• Dor occipital, que tendem a ser autolimitados. 
 
- A dor pode persistir mesmo nos casos em que poucas anormalidades são identificadas nos 
exames de imagem. 
 
- Até 50% dos adultos com síndrome do chicote relatam dor cervical em um ano, sendo que 15% 
desses casos evoluem para dor cervical crônica. 
 
 
Diagnóstico 
- A decisão de obter imagens deve basear-se na natureza da lesão. 
 
- A realização de exames de imagem da coluna cervical não é custo efetiva agudamente, mas é útil 
para detectar hérnias de disco quando os sintomas persistem por > 6 semanas após a lesão. 
 
• A TC é o procedimento diagnóstico de escolha para a detecção de fraturas agudas após 
trauma grave; radiografias simples podem ser usadas para graus menores de traumatismo. 
 
- Quando se suspeita de lesão traumática das artérias vertebrais ou da medula espinal cervical, a 
visualização por RM com angiorressonância é preferida. 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
 OBS: Quando se deve solicitar exames de imagem? 
 
Critérios de baixo risco do National Emergency X-Radiography Utilization Study (NEXUS): 
- Pacientes, normalmente, alertas sem sensibilidade à palpação na linha média, intoxicação, déficits 
neurológicos ou lesões dolorosas preocupantes têm uma probabilidade muito baixa de lesão 
traumática significativa da coluna cervical. 
 
 
Diretriz da Canadian C-spine 
- Recomenda que exames de imagem sejam obtidos após o traumatismo da região do pescoço se 
o paciente tiver > 65 anos de idade, parestesia de membro ou um mecanismo perigoso para a lesão 
(p. ex., colisão de bicicleta com árvore ou carro estacionado, queda de altura > 1 metro ou cinco 
degraus, acidente de mergulho). 
 
 
 
ESPONDILOSE/OSTEOARTROSE CERVICAL 
 
- A osteoartrose ou espondilose cervical resulta de um desarranjo da arquitetura do disco que leva 
à dor de origem mecânica. 
 
Fisiopatologia 
- O processo degenerativo é associado à inabilidade dedistribuição das pressões entre disco, 
vértebras e facetas. 
 
- Os segmentos mais afetados são C4 a C7. 
 
• No início, ocorre desidratação do núcleo pulposo, com consequente redução de seu volume 
e alterações no ânulo fibroso, que se distende lateralmente e se torna menos elástico. 
 
• Há redução da distância entre os corpos vertebrais, com aumento do estresse mecânico 
nas facetas e articulações uncovertebrais, levando à ruptura, desorganização cartilaginosa 
e formação osteofitária. 
 
• Osteófitos, protrusões discais ou hipertrofia das articulações facetárias ou uncovertebrais 
podem, isoladamente ou em conjunto, comprimir uma ou várias raízes nervosas nos 
forames intervertebrais; essa compressão é responsável por 75% das radiculopatias 
cervicais. 
 
- As raízes mais comumente acometidas são C7 e C6. 
 
• O estreitamento do canal vertebral por osteófitos, a ossificação do ligamento longitudinal 
posterior (OLLP) ou um grande disco central podem comprimir a medula espinal cervical e 
produzir sinais de mielopatia isolada ou de radiculopatia com mielopatia 
(mielorradiculopatia). 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
Manifestações clínicas 
- Pode provocar dor no pescoço que se irradia para a nuca, os ombros ou os braços, ou pode ser 
a origem de cefaleias na região occipital posterior (suprida pelas raízes nervosas C2-C4). 
 
• Dor axial é mais severa do que a dor em membros. 
 
- Os sintomas são exacerbados quando o pescoço é mantido em uma mesma posição por tempo 
prolongado e à mobilização, que se encontra reduzida. 
 
- Com frequência, observa-se associação com contraturas musculares e cefaleia suboccipital. 
 
 
Diagnóstico 
- A doença discal degenerativa é mais apropriadamente um diagnóstico radiológico do que uma 
síndrome clínica e costuma ser descrita em radiografias de pacientes tanto sintomáticos como 
assintomáticos. 
 
- A RM é o estudo de escolha para definir os tecidos moles na região cervical incluindo a medula 
espinal, enquanto a TC simples é ideal para identificar patologia óssea, incluindo estenose do 
forame, do recesso lateral ou do canal medular. 
 
- Na mielopatia espondilótica pode haver realce focal na RM, às vezes em um padrão característico 
de “panqueca”, no local da compressão máxima da medula. 
 
- Não há evidências que sustentem a cirurgia profilática na estenose espinal cervical assintomática 
sem sinais de mielopatia ou achados anormais da medula espinal na RM, exceto em casos de 
instabilidade dinâmica. 
 
 
 
HÉRNIA DE DISCO CERVICAL 
- Ocorre quando há protrusão do núcleo pulposo através de soluções de continuidade das fibras do 
ânulo fibroso. 
• A maioria das hérnias ocorre na posição posterolateral, sobretudo entre C5-C6 e C6- C7. 
 
 
 - A doença degenerativa do disco intervertebral é uma consequência natural do envelhecimento, 
sendo sua ocorrência observada na maior parte da população, que frequentemente é 
assintomática. 
• A hérnia de disco pode ser compreendida como uma alteração precoce dentro do quadro 
de degeneração discal. 
 
 
 
Fatores de risco 
• Genética (surgimento de alterações degenerativas dolorosas mais precocemente que em 
outros grupos familiares); 
• Tabagismo (acelera o processo de envelhecimento dos discos e dos tecidos conjuntivos da 
coluna); obesidade (maior deterioração dos discos cervicais e lombares); 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
• Ocupações profissionais (excesso de movimentação cervical, de carga sobre os discos e 
facetas ou de carga vibratória sobre a coluna); 
• Fatores psicológicos (ansiedade e depressão); 
• Pacientes com disputas ou litígios trabalhistas; etc. 
 
 
Fisiopatologia 
- Fazem parte do conjunto de fatores que causam degeneração discal os seguintes eventos: 
 
- Perda ou diminuição do grupo de células responsáveis pela produção da matriz extracelular do 
disco, perda de proteoglicanos e consequentemente de água (diminuindo a hidratação discal), 
substituição do colágeno do tipo II pelo colágeno do tipo I, fissuras anulares, incompetência 
mecânica e alterações ósseas em resposta à sobrecarga (formação de osteófitos). 
 
 
OBS: Dependendo do local onde ocorrer a herniação discal, podem ocorrer diferentes situações 
clínicas. 
 
• Herniação ocorre na região anterior ao corpo vertebral, sob o ligamento longitudinal 
anterior: Raramente causa sintomas; 
 
• Herniação na região posterolateral, na parte lateral do canal vertebral ou no forame 
intervertebral: Pode causar a compressão de uma raiz cervical; 
 
• Herniação na região posteromedial ou central: Pode comprimir a medula e seus vasos; 
 
• Herniação na região lateral: Pode provocar a compressão da artéria vertebral. 
 
 
 
 
Manifestações clínicas 
- As afecções degenerativas da coluna cervical podem estar associadas a dor cervical axial isolada 
ou com irradiação para um ou ambos os membros superiores (cervicobraquialgia). 
 
- A braquialgia é mais frequentemente causada pela compressão de uma raiz cervical por uma 
hérnia discal posterolateral e a dor cervical pela irritação do plexo sensitivo raquidiano. 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
- A dor irradiada também pode ser causada pelo estreitamento do forame de conjugação pela 
hipertrofia facetária e pela formação de osteófitos. 
 
- A cervicalgia geralmente é insidiosa, sem causa aparente. ◦ Em raras situações, tem início de 
forma súbita, relacionada com movimentos bruscos do pescoço, longa permanência em uma 
posição forçada, esforço ou traumatismos. 
 
- Na maior parte dos casos, a cervicalgia melhora nitidamente com o repouso e piora com a 
movimentação e piora com o aumento da pressão liquórica, como na manobra de Valsalva, e à 
compressão das apófises espinhosas. 
 
- Com frequência, há espasmo da musculatura paravertebral. 
 
- Quadro clínico encontrado varia conforme o nível neurológico ou raiz nervosa acometidos. 
 
• Alterações sensitivas associadas à compressão radicular são a irradiação da dor para o 
membro superior em um dermátomo definido. 
- Frequentemente o doente relata parestesias no mesmo local. Às vezes, encontra-se 
hipoestesia no local acometido. 
 
• Pode-se encontrar déficit de força nos músculos inervados pela raiz comprometida. 
- A paralisia da musculatura é rara. 
 
• A hiporreflexia ou arreflexia pode ocorrer quando houver alteração dos reflexos. 
 
• É importante lembrar que nem toda a dor irradiada para o membro superior é causada pela 
compressão de uma raiz na região cervical. 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
 
 
 
Tratamento 
- Os principais objetivos do tratamento são ajudar o paciente no controle da dor e limitar ou eliminar 
os distúrbios ou inconveniências causadas na sua vida diária pela hérnia de disco. 
 
Tratamentos não cirúrgicos 
Medicamentos: Uso de antiinflamatórios não hormonais, corticosteroides, opioides, relaxantes 
musculares e antidepressivos; 
 
Repouso relativo: Limitado a 48 ou 72 h, pois a atrofia e o desuso também são causas importantes 
de disfunção; 
 
Métodos fisioterápicos: Sejam eles modalidades passivas, como gelo, calor e ultrassom, ou 
tração, exercícios isométricos e exercícios que trabalham a flexibilidade; 
 
Condicionamento aeróbico e exercícios de resistência; 
 
Programas de fisioterapia domiciliar; 
 
Manipulação cuidadosa. 
 
 
Tratamento cirúrgico 
- Raramente é indicado. 
 
- Entre as indicações de cirurgia de urgência estão os doentes com radiculopatia grave rapidamente 
progressiva. 
 - Na maior parte dos casos, o tratamento cirúrgico deve ser considerado após o insucesso do 
tratamento não operatório, feito de forma adequada, por um período mínimo de 3 meses. 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
 
SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO (SDT) 
 - A síndrome do desfiladeiro torácico engloba diversas doenças.- Ocorre pela compressão de estruturas nervosas ou vasculares na região do desfiladeiro torácico. 
 
- Desfiladeiro torácico: Contém a 1ª costela, a artéria e a veia subclávias, o plexo braquial, a 
clavícula e o ápice pulmonar. 
 
• Triângulo interescaleno (mais proximal): Local mais comum de compressão do plexo 
braquial. 
- Seus limites são formados pelo músculo escaleno anterior, escaleno médio e a superfície 
medial da primeira costela. 
 
• Espaço costoclavicular (intermediária): Formado pelo terço médio da clavícula, pela 
borda superior da escápula e pela 1ª costela. 
 
• Espaço subcoracoide (mais distal): Formada pelo processo coracoide, pelo peitoral menor 
e pelas costelas. 
- É um local raro de compressão. 
- Entre as estruturas mais comumente comprimidas e responsáveis pelos sintomas dessa 
síndrome estão o plexo braquial, a artéria e a veia subclávia. 
 
 
 
 
Epidemiologia 
- A incidência da síndrome do desfiladeiro torácico é difícil de ser determinada pela falta de 
um exame confirmatório confiável e objetivo. 
 
- Ocorre mais frequentemente em pacientes com idade entre 20 e 50 anos e é 3x mais 
comum no sexo feminino. 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
Fatores de risco 
• Presença de anormalidades do escaleno médio e mínimo; tumores; 
• Anormalidades da 1ª costela; 
• Processo transverso alongado de C7, bandas fibrosas e da costela cervical 
 
 
Classificação da SDT 
 
SDT neurogênica (98% dos casos) 
- Mais comum. 
 
- É causada pela compressão do plexo braquial ou dos ramos ventrais das raízes nervosas 
C8 ou T1 por uma faixa anormal de tecido que conecta um processo transverso alongado 
em C7 com a 1ª costela. 
 
 
Forma verdadeira (síndrome da mão de Gilliatt-Sumner) 
- Sinais objetivos, como a atrofia da musculatura da mão, ou em uma forma mais frequente, 
em que não há sinais objetivos. 
 
- Radiografia AP da coluna cervical mostrará o processo C7 alongado (um marcador 
anatômico para a faixa cartilaginosa anômala). 
 
- Tratamento consiste na ressecção cirúrgica da faixa anômala. 
 
 
 
SDT inespecífica ou disputada 
- Maioria dos casos. 
 
- Dor crônica no braço e ombro é proeminente e sem causa clara. 
 
- A ausência de achados sensíveis e específicos ao exame físico ou de marcadores 
laboratoriais para esse distúrbio resulta em incerteza diagnóstica. 
 
- O papel da cirurgia na SDT inespecífica e controversa. 
 
- Depressão maior, sintomas crônicos, lesão relacionada ao trabalho e sintomas difusos no 
braço predizem resultados cirúrgicos ruins. 
 
 
 
SDT vascular 
- Mais rara. 
 
Forma arterial: Se houver comprometimento da artéria subclávia por uma costela cervical, 
que, por sua vez, resulta em dilatação pós-estenótica da artéria e, em alguns casos, 
formação secundária de trombo. 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
▪ A ultrassonografia pode confirmar o diagnóstico de maneira não invasiva. 
 
▪ O tratamento consiste em trombólise ou anticoagulação (com ou sem embolectomia) e 
excisão cirúrgica da costela cervical que comprime a artéria subclávia. 
 
 
Forma venosa: Se houver comprometimento da veia subclávia comprimida por uma costela 
cervical ou um músculo escaleno anômalo. 
 
▪ Deve-se a trombose da veia subclávia, resultando em edema do braço e dor. 
▪ A venografia é o exame de escolha para o diagnóstico. 
 
 
Manifestações clínicas 
- Os sintomas são frequentemente bilaterais, mas com predomínio no membro superior 
dominante. 
 
 SDT neurogênica 
Sintomas, geralmente, insidiosos. Dor cervical ou no ombro com irradiação para o membro 
superior, fraqueza dos músculos intrínsecos da mão e sensibilidade diminuída na face 
palmar do 5º dedo. 
 
- Ocasionalmente, há antecedente traumático, de esforço repetitivo ou mantido no membro 
superior. 
 
- O território de irradiação da dor dependerá do local do plexo braquial comprimido. 
 
- Na maior parte dos casos, o tronco inferior é envolvido e provoca sintomas de hipoestesia 
ou parestesia na borda medial do antebraço e nos 4º e 5º dedos. 
 
- Se houver comprometimento do tronco superior, o doente pode queixar-se de dor e 
parestesia na borda lateral do antebraço e nos dedos radiais da mão. 
 
- Queixas de fraqueza e fadiga das mãos são comuns e mais associadas a atividades 
repetitivas ou sustentadas com o membro superior acima da cabeça. 
 
- Atrofia da musculatura da mão pode ser encontrada na forma neurogênica verdadeira ou 
síndrome da mão de Gilliatt-Sumner. 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
- Deve-se pensar na SDT quando os sintomas não seguirem uma distribuição típica de uma 
raiz ou um nervo específico ou se não houver concordância entre os testes ao exame físico 
ou exames subsidiários com a queixa clínica. 
 
- A tração cervical pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico diferencial, já que promove 
melhora dos sintomas causados por uma hérnia de disco mas não alteram os provocados 
pela síndrome do desfiladeiro torácico. 
 
 
- A manobra de Spurling poderá ser positiva nas cervicobraquialgias por hérnia de disco 
cervical e negativa na síndrome do desfiladeiro torácico. 
 
 
 
SDT vascular 
 - Arterial: A isquemia da mão com sintomas de dor, palidez, parestesia e frieza é a 
apresentação mais comum. 
 
 ▪ A pressão arterial fica reduzida no membro acometido, podendo haver sinais de embolia 
na mão. Não há sinais neurológicos. 
 
▪ Os sintomas desenvolvem-se espontaneamente sem relação com o trabalho ou trauma. ◦ 
 
 
Venosa: Edema, cianose e distensão venosa superficial no membro superior acometido. ▪ 
 
- Geralmente, ocorre em indivíduos que realizam esforços repetitivos vigorosos das 
extremidades a superiores, geralmente com os braços acima do nível do ombro. 
 
- A forma vascular também pode causar sintomas neurogênicos por isquemia dos nervos 
distais. 
 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
Manobras de exame físico 
A maior parte das manobras avalia a forma vascular da SDT. 
 
Teste de Adson 
- Palpa-se o pulso da artéria radial com o braço do paciente em abdução e com o cotovelo 
estendido. 
 
- Solicita-se, então, ao paciente que faça uma inspiração profunda e vire a cabeça para o 
lado sintomático. 
 
- Se houver compressão da artéria subclávia, poderá ser identificada uma redução na 
amplitude do pulso da artéria radial. 
 
- A presença do teste de Adson positivo não necessariamente indica a presença da SDT. 
 
 
 
- É um teste provocativo da Síndrome do Desfiladeiro Torácico, através da compreensão da 
artéria subclávia por uma costela cervical ou pelo músculo escaleno e médio. 
 
 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
Teste de estresse do braço elevado 
- Paciente é posicionado com o ombro abduzido a 180° e o cotovelo estendido. 
 
- Pede-se então para o paciente abrir e fechar a mão rapidamente por 3 minutos. 
 
- Paciente com teste positivo apresentará sintomas concordantes com a queixa clínica. 
 
 
 
Sinal de Tinel supraclavicular 
- Presente nos doentes com evolução longa da doença, em que há presença de parestesia 
irradiada pelo braço à percussão da região supraclavicular. 
 
- O doente com teste positivo apresentará sintomas concordantes com a queixa clínica. 
 
- Nos doentes com evolução longa da doença, pode-se encontrar um sinal de Tinel 
supraclavicular em que há presença de parestesia irradiada pelo braço à percussão da 
região supraclavicular. 
 
 
 
 
 Tratamento 
SDT vascular: Pode demandar tratamento de urgência. Entretanto, na maior parte dos 
casos, pode ser tratada ambulatorialmente. 
 
 
SDT neurogênica: 
Tratamento conservador. 
◦ Repouso relativo: Doente evite as atividades que provocam ou exacerbam os sintomas; 
 
◦ Exercícios: Para a correção da postura, para ganho de amplitude de movimento cervical 
e dos ombros e exercícios de alongamento e fortalecimento; 
IANI SOARES LUZ XIII– MED 
 
 
◦ Medicações analgésicas como antiinflamatórios não hormonais e injeção de pontos 
gatilho: Podem ser úteis no controle sintomático; 
 
◦ Esteroides ou toxina botulínica tipo A também podem ser usados. ◦ 
 
 
 
Tratamento cirúrgico 
- Indicado para os casos em que não houve sucesso com o tratamento conservador feito 
adequadamente por 6 a 12 meses e com manutenção de sintomas intensos. 
 
- Tem como objetivo promover a descompressão da porção do plexo ou dos vasos 
comprimidos. 
 
OBS: Alguns testes neurológicos especiais podem acrescentar informações importantes no 
diagnóstico diferencial, em especial na detecção de radiculopatias: 
 
Teste de Spurling 
- Examinador coloca as mãos sobre a cabeça do paciente sentado, com flexão lateral leve 
do pescoço, e realiza compressão firme para baixo. 
 
- O teste será considerado positivo se o paciente relatar aumento dos sintomas radiculares 
na extremidade superior. 
 
◦ A manobra é altamente específica para compressão cervical, mas sua sensibilidade é 
baixa. 
 
◦ Não é recomendado no rastreamento de radiculopatia, mas pode ser útil na sua 
confirmação. 
 
- A propedêutica do exame consiste em posicionar o paciente, de preferência sentado, com 
examinador localizado às costas do paciente. 
 
- Localiza-se a lateralidade da cervicalgia, pedindo-se, em seguida, para que o paciente 
lateralize levemente sua cabeça para o lado acometido. 
 
- Em seguida, o examinador exercerá uma força de compressão no topo da cabeça do 
indivíduo, exacerbando a compressão radicular, evidenciando a dor na região cervical e sua 
lateralidade, bem como pode haver irradiação para o membro superior ipsilateral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IANI SOARES LUZ XIII – MED 
 
Teste da distração 
- Examinador coloca uma das mãos sobre o queixo e a outra ao redor da parte posterior da 
cabeça e levanta aos poucos a cabeça do paciente para “distrair” a coluna cervical. 
 
- Se o paciente observar alívio ou redução da dor, o achado é positivo para lesão de raiz 
nervosa. 
 
- O teste de Distração é uma teste diagnóstico oposto ao de Spurling. 
 
- Consiste em descomprimir as raízes nervosas cervicais, por meio da elevação ativa da 
cabeça do paciente pelo examinador. 
 
- O examinador, após realizar o Teste de Spurling, ainda localizado posterior ao paciente, 
que está com a cabeça em posição neutra, posiciona uma mão nos ramos da mandíbula e 
a outra na região occipital, realizando um movimento contrário ao de Spurling, elevando a 
cabeça do indivíduo, proporcionando descompressão das raízes nervosas e relativo alívio 
da dor antes referida. 
 
 
 
 
Sinal de Lhermitte 
- Examinador flexiona passivamente para frente a cabeça do paciente sentado. 
 
-Se houver dor ou parestesias ao longo da coluna vertebral, o resultado do teste é positivo. 
 
◦ Esse teste é usado no diagnóstico de irritação meníngea e instabilidade atlantoaxial, mas 
pode também ser positivo na esclerose múltipla. 
 
Teste de Adson (já descrito). 
 
 
 
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ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINES) 
- São eficazes na supressão da inflamação, no alívio da dor e na redução da febre, em 
virtude da capacidade de inibir as cicloxigenases (COX). 
 
- As COXs são enzimas localizadas no retículo endoplasmático e formam os hormônios 
locais prostaglandinas, prostaciclina e tromboxanos a partir do ácido araquidônico. 
 
• COX-1: Constitutiva, isto é, está sempre presente e ativa; contribui para o funcionamento 
fisiológico dos órgãos. 
• Sua inibição produz, inevitavelmente, efeitos indesejáveis como lesões às 
mucosas, distúrbio da função renal, alterações hemodinâmicas e distúrbios da 
função uterina; 
 
 
 
• COX-2: Induzida pelos processos inflamatórios e produz prostaglandinas que sensibilizam 
os nociceptores, provocam febre e estimulam a inflamação por meio da vasodilatação e do 
aumento da permeabilidade vascular. 
 
- A COX-2 também é constitutiva (rins, endotélio vascular, útero e SNC). • COX-3: 
Encontrada dentro do sistema nervoso central. 
 
 
Mediadores inflamatórios 
 Prostaglandina: Promovem vasodilatação e estão envolvidas na patogenia da dor e febre 
na inflamação. 
 
◦ E2: Aumenta a sensibilidade a dor a uma variedade de outros estímulos e interage com 
citocinas para causar febre. 
 
◦ As prostaglandinas sensibilizam os nociceptores (hiperalgesia) e estimulam os centros 
hipotalâmicos de termorregulação. 
 
 
Prostaciclina (prostaglandina I2): Predomina no endotélio vascular e atua causando 
vasodilatação e inibição da adesividade plaquetária. 
 
 
Tromboxano A2: Predominante nas plaquetas, causa efeitos contrários, como 
vasoconstrição e agregação plaquetária. 
 
 
Leucotrienos: Aumentam a permeabilidade vascular e atraem os leucócitos para o sítio da 
lesão. 
 
 
Histamina e bradicinina: Aumentam a permeabilidade capilar e ativam os receptores 
nocigênicos. 
 
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- Representantes: 
• Inibidores irreversíveis da COX: Aspirina; 
• Inibidores reversíveis da COX: Ácido acetilsalicílico (AAS). 
 
- Efeitos colaterais 
• Gastrintestinais: Dispepsia até hemorragia maciça causada por úlcera gástrica perfurada, 
como resultado de inibição da produção de prostaciclina. 
- Há ainda risco de sangramento gastrintestinal. 
 
 
• Renais: Taxa menor de filtração glomerular, retenção de sal e água, e lesão renal aguda. 
 
 
• Respiratórios: Exacerbação da asma (ações broncoconstritoras diretas). 
 
 
• Cardiovasculares: Aumento dependente da dose no risco de eventos trombóticos 
cardíacos e cerebrais. 
 
 
• Hematológicos: Redução da função e adesividade das plaquetas e maior tempo de 
sangramento. 
 
◦ A aspirina merece menção especial, pois inibe irreversivelmente a COX de plaquetas. 
Como resultado, as plaquetas se tornam ineficientes durante todo o seu ciclo de vida de 10 
dias. 
 
 
• Cicatrização óssea: Redução da taxa de cicatrização óssea e aumento da incidência de 
não-consolidação de fraturas. 
 
 
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