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INTRODUÇÃO AO 
DIREITO AMBIENTAL 
Professor : 
Me. Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva 
Objetivos de aprendizagem 
• Compreender as mudanças da relação homem/meio ambiente ao longo da história. 
• Conhecer os principais encontros internacionais sobre meio ambiente. 
• Estudar os princípios e conceitos do Direito Ambiental. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• A Interferência do Homem no Meio Ambiente 
• Evolução Histórica da Legislação Ambiental 
• Conceitos e Princípios do Direito Ambienta 
Introdução 
Será possível observar, no transcorrer do estudo, que o tema proposto não está apenas relacionado ao meio ambiente, mas 
também ao desenvolvimento econômico e social, que estão inseridos no meio ambiente e que devem se relacionar de maneira 
sustentável. Veremos ainda como era a relação do homem com a natureza no começo das civilizações, por que essa relação se 
mantinha equilibrada, como a Revolução industrial influenciou em um desenvolvimento de uma sociedade baseada no consumo, 
fazendo com que este elo fosse alterado com a passagem da história, outros motivos que fizeram com que essa relação se 
alterasse, e quais foram as consequências decorrentes desta alteração. A partir deste conhecimento, conseguiremos entender os 
principais motivos da criação deste novo ramo do Direito, conhecido como Direito Ambiental. 
Também serão observados os principais encontros e relatórios internacionais relativos ao meio ambiente, além das preocupações 
com a exploração dos recursos naturais em busca do desenvolvimento econômico pelos países desenvolvidos e pelos países em 
desenvolvimento. Estes encontros buscaram passar para os países uma nova forma de desenvolvimento, garantindo que o ritmo 
dos ciclos naturais não fosse ultrapassado pela exploração humana dos recursos, de forma a garanti-los, por meio da geração 
sustentável, em quantidade e qualidade às gerações futuras. 
A principiologia do Direito Ambiental é o que nos dá fundamentos para entendermos as normas que são aplicadas pela legislação 
para garantir que você, aluno(a), aprenda Legislação Ambiental com o conteúdo que será abordado no presente livro. Neste 
encontro, também serão abordados os princípios referentes a esse novo ramo do Direito que, apesar de poderem ser aplicados a 
outros ramos da ciência jurídica, são diferenciados daqueles que geralmente servem de pilar para as demais áreas. 
Avançar 
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A INTERFERÊNCIA DO HOMEM NO 
MEIO AMBIENTE 
A relação do homem com o meio ambiente sempre existiu e foi alterada durante a história conforme a evolução humana. Neste 
estudo, como forma de evidenciar a importância da educação ambiental na atualidade, veremos os principais motivos que levaram 
a essas alterações. 
Alterações da Relação Homem/Meio Ambiente 
Ao longo da história, desde o início das civilizações, o homem sempre utilizou os recursos naturais e o meio ambiente para suprir as 
suas necessidades, e verificou que o ambiente pode sofrer alterações consequentes das atividades humanas e também de fatores 
naturais, como o clima, o relevo, a chuva, dentre outros. Porém, nos primeiros estágios da evolução humana, a interferência do 
homem sobre o meio ambiente respeitava o ritmo natural do meio, mantendo esta relação equilibrada, em que o indivíduo apenas 
caçava sem ameaçar as espécies existentes. 
Esse equilíbrio da relação homem/meio ambiente fez com que os recursos naturais fossem vistos como inesgotáveis pela 
população, pensamento que perdurou por muitos anos, e que levou, com o passar do tempo, ao fim desse equilíbrio. O homem 
dominou a natureza por meio da agricultura e começou a criar ecossistemas artificiais para suprir as suas necessidades, fazendo 
com que ele se sentisse superior à natureza e esquecesse o seu lugar nela, dando início ao processo de devastação e de exploração 
irracional dos recursos. 
A Revolução Industrial e o avanço tecnológico acentuaram de forma significativa esta exploração. Houve a inserção de máquinas 
na agricultura, acelerando a busca do desenvolvimento econômico e a consolidação do capitalismo. A partir de então, os recursos 
naturais começaram a ser extraídos além da sua capacidade de regeneração e, em busca de suprir as necessidades de consumo da 
população, o processo de produção em larga escala deu início à poluição deletéria da água, do solo e do ar. A paisagem natural 
começou a mudar, assim como a qualidade dos recursos naturais disponíveis. 
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Figura 1 - Poluição atmosférica industrial 
A poluição é toda a alteração indesejável nas características físicas, químicas e biológicas do meio, com potencial de causar danos à 
saúde da população. Porém, por muito tempo, a poluição foi vista, em diversos países e no Brasil, como um indício de avanço 
econômico (BRAGA et al., 2005). 
Qual a sua relação com o meio ambiente que você está inserido(a)? Você pratica ações que visam a ajudar a 
reduzir a poluição da sua cidade? 
Principais Desastres Ambientais 
A corrida na busca pelo lucro e pelo desenvolvimento teve como consequência alguns desastres ambientais ao longo da história, o 
que chamou a atenção da população, gerando uma preocupação com o meio ambiente e a saúde pública. Dentre esses desastres, 
podemos citar: 
• O grande nevoeiro de 1952 na cidade de Londres, conhecido como Big Smoke , causado pela emissão de poluentes da queima de 
combustíveis fósseis que se acentuou por uma inversão térmica provocada por uma densa massa de ar frio. Essa catástrofe 
ocasionou a morte de 4 mil pessoas, a maioria delas crianças e idosos. 
• O problema em Minamata, em 1954, com a contaminação do oceano por toneladas de mercúrio lançados por uma indústria, 
afetando uma diversidade de espécies de peixes. Esse mercúrio entrou na cadeia alimentar e, com o tempo, afetou o homem, 
causando problemas no sistema nervoso e a morte dos moradores da região. 
• Vazamento em Bhopal, na Índia, em 1984, ocorrido devido a um acidente na fábrica de pesticidas. O incidente proporcionou a 
contaminação do ar por substâncias tóxicas e ocasionou a morte de 15 mil pessoas, além de problemas de saúde e cegueira. 
Se informe sobre o acidente de Bhopal, conhecido como o pior desastre químico da história. As medidas de 
segurança tomadas, as indenizações e os acontecimentos anos após a tragédia. Para saber mais, acesse: 
< http://greenpeace.org.br/bhopal/docs/Bhopal_desastre_continua.pdf >. 
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Fonte: o autor. 
Caro(a) aluno(a), é possível observar que, nos primórdios, nas relações entre o homem e o meio ambiente, não existiam 
perturbações na natureza. O homem se sentia parte integrante do meio, não existia tecnologia para uma exploração intensa, a 
intenção era apenas satisfazer as necessidades humanas. Com a passagem da história, o homem aprendeu a dominar a natureza 
com a agricultura, e após o processo de industrialização, todaa paisagem natural deu lugar às cidades e aos centros industriais, 
máquinas agrícolas tomaram conta das áreas rurais, houve um aumento no ritmo do desenvolvimento econômico e do risco da 
saúde da população, até que os desastres ambientais começaram a ocorrer, como os exemplos citados anteriormente. 
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA 
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL 
A década de 70 foi um marco histórico para o processo de discussão mundial sobre a relação do desenvolvimento econômico com 
o meio ambiente. Se percebeu que o desenvolvimento econômico desenfreado comprometeria os recursos naturais para as 
gerações futuras, e o desenvolvimento sustentável era o meio pelo qual esse comprometimento poderia ser evitado. 
Veremos, neste estudo, alguns encontros internacionais realizados em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção aos 
recursos naturais. 
Conferência de Estocolmo (1972) 
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A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano ocorreu em Estocolmo no ano de 1972 entre 5 e 16 de junho, 
onde foram estabelecidos alguns critérios e princípios oferecidos aos países como forma de harmonizar o desenvolvimento 
econômico com o meio ambiente. O encontro contou com a presença de 113 países e 250 organizações não governamentais, além 
dos organismos da ONU. 
Figura 2 - Conferência de Estocolmo 
Fonte: Colégio Web ([2018], on-line)1. 
Além da visão antropocêntrica da época, ou seja, a qual a natureza existe para servir o homem, e ele é tido como o centro de toda 
atividade realizada no planeta, não havendo limites éticos para o uso dos recursos naturais. Le Prestre (2005) cita quatro fatores 
que motivaram a realização de uma conferência mundial que tratasse sobre a proteção do meio ambiente: 
1. Na década de 60, houve um aumento da comunidade científica, o que gerou maior preocupação com a qualidade e a quantidade 
das águas disponíveis, assim como preocupação com algumas mudanças climáticas. 
2. O aumento da publicidade voltada aos problemas ambientais, principalmente devido aos desastres ambientais ocorridos e as 
suas consequências. O processo de maré vermelha e a modificação das paisagens naturais são exemplos que chamaram a atenção 
da população. 
3. A transformação da sociedade e a mudança no seu modo de vida devido ao desenvolvimento econômico, sem preocupações em 
longo prazo, por exemplo, o processo de êxodo rural. 
4. Identificação de problemas que necessitavam de ajuda internacional para serem resolvidos, como o processo de chuva ácida, a 
poluição do Mar Báltico, a acumulação de pesticidas e metais pesados que entravam na cadeia alimentar pelos peixes e pelas aves. 
Problemas esses descobertos por cientistas e pelo governo sueco no final dos anos 60. 
Na tentativa de garantir uma qualidade de vida adequada e a perenidade dos recursos naturais, a Declaração de Estocolmo 
(Declaração das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente) é dividida, em seu preâmbulo, com sete pontos principais e 26 princípios 
para a busca de uma solução eficaz por meio do desenvolvimento de novos comportamentos e responsabilidades perante o meio 
ambiente (PASSOS, 2009). 
Um confronto que marcou a Conferência de Estocolmo foi entre os países em desenvolvimento e os desenvolvidos. Enquanto os 
países desenvolvidos estavam preocupados com as possíveis consequências da devastação ambiental, causada por eles mesmos 
devido ao uso predatório dos recursos naturais, e propunham um programa internacional voltado à conservação do meio 
ambiente, os países em desenvolvimento, que sofriam com problemas de moradia, saneamento básico e doenças infecciosas, não 
acreditavam nesta preocupação por parte dos países ricos, pois eles já haviam alcançado o seu poderio industrial, e isto poderia 
frear o desenvolvimento das nações mais pobres. 
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Relatório de Brundtland (1987) 
No início da década de 80, a ONU (Organização das Nações Unidas) voltou a discutir as questões ambientais e, mais 
especificamente em 1983, foi criada a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD). A própria ONU 
indicou a primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, como presidente da comissão para estudar o assunto após dez 
anos da Conferência de Estocolmo. 
Após a realização de diversas audiências e de discussões com profissionais de diversas áreas, com líderes do governo e o público 
em geral, o resultado, como documento final desse estudo, foi nomeado como “Nosso Futuro Comum” ou “Relatório de 
Brundtland”. Apresentado em 1987, se tornou primeiro documento a trazer o conceito de desenvolvimento sustentável 
(IPIRANGA; GODOY; BRUNSTEIN, 2011). 
De acordo com o “Relatório Brundtland” (CMMAD, 1988, p. 49), o desenvolvimento sustentável deve ser entendido como: 
Em essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos 
recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança 
institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender as necessidades e 
aspirações humanas. 
O relatório (1988) ainda traz os principais objetivos das políticas ambientais e desenvolvimentistas que derivam do 
desenvolvimento sustentável. São eles: 
• Retomar o crescimento. • Alterar a qualidade do desenvolvimento. 
• Atender às necessidades essenciais de emprego, energia, água e saneamento. 
• Manter o nível populacional sustentável. 
• Conservar e melhorar a base de recursos. 
• Reorientar a tecnologia e administrar o risco. 
• Incluir o meio ambiente e a tecnologia no processo de tomada de decisões. 
Rio 92 
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução em 1988, determinando a realização de uma conferência até 1992 
que tratasse novamente sobre o meio ambiente e o desenvolvimento, e pudesse analisar a situação dos países que promoveram a 
proteção ambiental desde a Conferência de Estocolmo em 1972. 
Em 1989, em uma convocação da ONU, foi programado que o Brasil sediaria o encontro, e em Nova York, no ano de 1991, durante 
uma sessão ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas, o então presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello, fez o 
convite para todos os chefes de Estado e de governo do planeta para participarem da Conferência da Nações Unidas sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento, que seria realizada na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1992 (OLIVEIRA, 2011). 
A conferência ficou conhecida como “Cúpula da Terra” (Earth Summit). Estiveram presentes representantes de 172 países, 
incluindo 116 chefes de Estado. Como produto dessa conferência, foram assinados cinco documentos: 
1. Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento : se trata de uma carta que busca estabelecer um novo estilo de 
vida para o homem no planeta, por meio do desenvolvimento sustentável e das melhores condições de vida dos povos. Para isto, a 
carta traz 27 princípios. 
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2. Convenção-Quadro sobre Mudanças Climáticas : tal convenção tratou sobre o aumento de temperatura da Terra e, 
principalmente, da preocupação com os gases do efeito estufa e as formas pelas quais a mudança climática pode afetar a 
população. 
3. Convenção sobre a Biodiversidade : foi assinada na Rio 92 por 154 países, e buscava três objetivos: “a conservação da 
biodiversidade, o uso sustentável de seus componentes e a repartição justa e igualitária dos benefícios derivados da utilização 
desses recursos” (LAGO, 2007, p. 75). 
4. Declaração sobre as Florestas : uma das primeiras declarações voltadas à proteção universal das florestas. Segundo Lago 
(2007), essa declaração foi um dos pontos mais críticos da Rio 92, devido à disputa entre os países do Norte e os do Sul, já que os 
países centrais defendiam o controle das florestas.5. Agenda 21 : considerada uma obra prima para o desenvolvimento sustentável, a Agenda 21 se tornou o documento mais 
importante assinado na Conferência do Rio de Janeiro em 1992. Levou este nome por ser um planejamento para o século XXI, teve 
a ajuda de especialistas de todo o mundo durante a sua preparação, levando dois anos para ser finalizada e, ao contrário de todos 
os outros tratados citados, é considerado um documento denso e profundo (OLIVEIRA, 2011). A Agenda 21 possui quatro seções: 
1. Dimensões Sociais e Econômicas; 2. Conservação e Gestão dos Recursos para o Desenvolvimento; 3. Fortalecimento do Papel 
dos Grupos Principais; 4. Meios de Implementação. Também possui 40 capítulos que tratam sobre o combate à pobreza, a 
diminuição do consumo, a proteção da atmosfera, das florestas e dos recursos hídricos, a comunidade científica tecnológica, a 
educação, a ação de mulheres, o tratamento de resíduos e rejeitos, acrescenta o termo “sustentável” na agricultura, dentre 
diversas outras inovações. 
Acesse o documento mais importante da Conferência do Meio Ambiente e Desenvolvimento do Rio de 
Janeiro (Rio 92) e leia de forma detalhada a proposta da Agenda 21 para o século atual. Para saber mais, 
acesse: < http://www.onu.org.br/rio20/img/2012/01/agenda21.pdf > . 
Fonte: o autor. 
Na tentativa de incentivar os países em desenvolvimento, foi feito um acordo de ajuda financeira e tecnológica dos países 
desenvolvidos para que todos alcançassem o novo modelo de desenvolvimento, que era o modelo sustentável, unindo, assim, os 
componentes econômicos, sociais e ambientais (MACHADO, 2004). 
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.onu.org.br%2Frio20%2Fimg%2F2012%2F01%2Fagenda21.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2UQDAV8A4cEckL8YyLq_F8
CONCEITOS E PRINCÍPIOS DO DIREITO 
AMBIENTAL 
O Direito Ambiental discorre sobre uma ciência nova e autônoma, com princípios próprios que estão difundidos no art. 225 da 
Constituição Federal. Esta nova área do Direito está inserida em um contexto de nova forma de relação do homem com o meio 
ambiente, reconhecendo o direito das gerações futuras de usufruírem em igualdade de condições dos recursos naturais dispostos 
atualmente, ou seja, entrelaçado ao conceito de desenvolvimento sustentável. O fato de o ramo do Direito Ambiental possuir uma 
natureza interdisciplinar, envolvendo o avanço econômico, social, dentre outros, o faz se comunicar também com outras áreas 
dentro da ciência jurídica, como as do Direito Constitucional, Administrativo, Civil, Penal e Processual. 
Assim, ao concluirmos que a relação do homem com o meio ambiente envolve diversas áreas, se verifica que o desenvolvimento 
sustentável não está apenas relacionado a evitar impactos das atividades antrópicas em busca da proteção do meio ambiente, mas 
também às consequências que esses impactos podem causar para a qualidade de vida da população. 
O Direito Ambiental tem o dever de verificar a necessidade de uso dos recursos naturais por meio de normas estabelecidas. Estas 
normas devem fornecer uma razoabilidade para a utilização, ou seja, os recursos naturais não podem ser utilizados apenas pela 
vontade do uso, ou pelo fato de existir tecnologia para explorá-los. Nestas condições, o uso deve ser negado, mesmo que os 
recursos não sejam escassos (MACHADO, 2004). 
Não podemos estudar e aprender sobre Direito Ambiental sem conceituar o que é meio ambiente. A Lei n. 6.938, de 31 de agosto 
de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, foi atualizada, em alguns artigos, pela Lei n. 7.804, de 18 de julho 
de 1989, conceitua meio ambiente da seguinte forma: 
Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: 
I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, 
que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas; 
II - degradação da qualidade ambiental, a alteração adversa das características do meio ambiente; 
III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: 
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; 
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; 
c) afetem desfavoravelmente a biota; 
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; 
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos; 
IV - poluidor, a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, 
por atividade causadora de degradação ambiental; 
V - recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar 
territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e flora (BRASIL, 1981; 1989, on-line). 
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Princípios do Direito Ambiental 
A palavra princípio nos dá uma ideia do primeiro momento da existência de algum elemento, aquilo que serve de base para 
sustentar esse elemento, mais precisamente, com um significado de ponto de partida. 
Segundo Mello (1980), os princípios servem de critério para que as normas possam ser interpretadas, com a função de ajustar e 
incorporar todo o ordenamento jurídico, sendo parte da constituição do núcleo do sistema normativo. 
Os princípios que serão comentados nesta aula são aqueles que estão formando e orientando a geração e a implementação do 
Direito Ambiental. Os princípios analisados a seguir podem ser aplicados às diversas áreas do Direito e não apenas a do meio 
ambiente, apesar de permitirem a compreensão do Direito Ambiental em relação aos outros ramos da área e às normas que 
compõem o seu sistema legislativo. 
De acordo com Machado (2004) e Silveira (2013), os princípios aplicados ao Direito Ambiental podem ser definidos como: 
1. Princípio do direito à sadia qualidade de vida: 
Não basta apenas ter direito à vida, apenas esta concepção já não é mais suficiente, e o direito à vida com a garantia de qualidade é 
o que se torna justo para os seres humanos. Apenas o fato de não ter doenças no presente não aponta dispor de saúde, sendo 
necessário que os elementos da natureza (solo, ar, água, fauna e flora) estejam em estado de salubridade, e que o uso desses 
elementos pelo homem não cause incômodos para os outros da mesma espécie. Este novo enfoque já vem sendo empregado desde 
a Conferência de Estocolmo em 1972, onde dizia que o homem tem direito fundamental à adequada condição de vida em um meio 
ambiente de qualidade. 
2. Princípio do acesso equitativo aos recursos naturais: 
Todos os bens que contemplam o meio ambiente e que servem de utilização para o homem devem ser pensados como “bens de uso 
comum do povo”, sendo o Direito Ambiental o responsável por estabelecer normas que visam a verificação da necessidade do uso 
desses bens. A equidade do uso não deve ser pensada apenas no presente, esta utilização deve ser de forma tal que garanta o 
acesso às mesmas quantidade e qualidade para as gerações futuras. São três as formas destaques de acesso aos bens da natureza: 
aquele que visa a captação do bem (caça, pesca, captação de água, extração de minerais); o acesso por meio da poluição, como a 
disposição de resíduos e de rejeitos no solo, o despejo de efluentes líquidos nos corpos hídricos receptores e o lançamento de 
poluentes atmosféricos; o acesso para a contemplação da paisagem. 
3. Princípios usuário-pagador e poluidor-pagador: 
Este princípio diz respeito aos custos do uso do recurso natural explorado, ou seja, obriga o usuário a pagar pela poluição já 
causada ou que pode vir a ser causada. O uso gratuito dos recursos naturais acaba enriquecendo quem desfruta de tal atividade e 
onerando aquele que não utiliza do recurso ou que utiliza em menor escala. Um exemplo é o onerado distribuir esses custos sobreos compradores de seus produtos ou usuários de seus serviços. Assim, esse princípio garante que as despesas dos impactos 
negativos causado pela exploração ambiental não caiam sobre os que não participaram da degradação. 
O uso para a disposição de resíduos, o lançamento de efluentes líquidos ou as emissões atmosféricas faz com que o poluidor 
confisque o direito de propriedade alheia, e o fato do poluidor estar pagando não lhe dá o direito de poluir. 
O custo que está sendo cobrado do poluidor não requer deste uma imediata reparação do dano, e o órgão que está cobrando tal 
pagamento deve provar a existência da poluição ou uso do recurso natural. 
4. Princípio da precaução e da prevenção: 
O princípio da prevenção está relacionado a um risco conhecido pela ciência, provindo da frequência de uma atividade que cause 
impactos negativos ao meio ambiente e ao ser humano. A atividade deve ser planejada e, por meio de ações preventivas, o risco de 
possíveis degradações ambientais deve ser eliminado. 
O princípio da precaução diz respeito a uma ação tomada antecipadamente para a proteção contra possíveis falhas e perigos de 
uma atividade e que podem vir a causar impactos negativos ao meio ambiente e à saúde da população. Esse princípio deve ser 
aplicado quando há uma incerteza científica sobre o risco da atividade a ser praticada. 
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Este princípio mencionado vai um pouco além, deve ser aplicado quando o risco é elevado e as possíveis consequências 
relacionadas a ele são irreversíveis. O Princípio 15 da Declaração da Rio 92 sobre meio ambiente o definiu da seguinte maneira: 
Com o fim de proteger o meio ambiente, o princípio da precaução deverá ser amplamente observado pelos 
Estados, de acordo com suas capacidades. Quando houver ameaça de danos graves ou irreversíveis, a 
ausência de certeza científica absoluta não será utilizada como razão para o adiamento de medidas 
economicamente viáveis para prevenir a degradação ambiental (ONU, 2012, p. 3). 
5. Princípio da reparação: 
Ao ocorrer um dano ambiental, se deve priorizar a reparação da área degradada ao seu estado original, ou ao estado o qual se 
encontrava antes da ação lesiva, restaurando as suas funcionalidades e propriedades ecológicas. Quando o processo de 
restauração não for possível, se aplica a compensação ecológica, com o critério de equivalência das funções e das composições do 
ecossistema que foi deteriorado. A compensação pode ser feita no mesmo local ou em local diferente daquele degradado, de 
preferência, com uma proximidade geográfica e no mesmo ecossistema. 
A aplicação do princípio da reparação não garante o restabelecimento do estado original do local degradado, mas deve garantir 
que esse restabelecimento chegue o mais perto possível desse estado primário, e quando não viável, se deve recorrer à reparação 
indireta. 
A forma de reparação indireta ocorre por meio da indenização do responsável, aplicada quando nenhuma das formas citadas se 
fazem suficientes ou possíveis de realização. Caso venha a ocorrer uma ação civil pública, a atividade responsável pelo dano 
ambiental pode ser cessada, fundamentado nos arts. 3º e 11 da Lei n. 7.347 de 1985. 
O valor do ressarcimento, desde que o dano ambiental não seja em uma área privada ou a um determinado indivíduo, deve ser 
destinado aos fundos públicos. 
6. Princípio da informação: 
O direito à informação deve servir como instrumento para que o Estado democrático do Direito Ambiental seja efetivado, as 
informações sobre o meio ambiente devem ser disponibilizadas de forma escrita, eletrônica, visual, oral ou de qualquer outra 
forma possível de transmissão, para que a população possa agir pró-ativamente e participar das decisões que afetam a sociedade. 
A informação faz parte do processo de educação para os indivíduos de uma sociedade, dando-lhes a chance de tomar uma posição 
e de se pronunciar perante a informação recebida. Porém, não pode ser este um fim exclusivo ao se transmitir a informação. Neste 
ato, ela deve construir uma consciência ambiental na população, de forma que o informado seja sensibilizado, pois o direito 
fundamental à informação também está ligado aos elementos econômicos e sociais do Estado. 
7. Princípio da participação: 
A participação da população em busca da proteção e da conservação ambiental melhora a forma de tratamento perante as 
questões do meio ambiente, e não deve ser entendida como desconfiança contra os integrantes da instituição pública, muito 
menos uma tentativa de substituição à atuação dos responsáveis públicos perante questões ambientais. A população deve 
participar como coadjuvante perante as questões ambientais e deixar apenas de assistir, buscando o envolvimento em todos os 
segmentos da sociedade. 
A Lei n. 6.938/1981, que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, cita em seu art. 2º, inciso X, a seguinte frase: “educação 
ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na 
defesa do meio ambiente” (BRASIL, 1981, on-line). Pode-se ver que já havia um incentivo para a prática de educação ambiental, 
visando a participação da população em todos os níveis sociais. 
8. Princípio da obrigatoriedade da intervenção do Poder Público: 
O meio ambiente, sem algum tipo de regulação ou intervenção estatal, tende aos esgotamentos de seus recursos, já que ele é um 
bem da coletividade pública e necessita de um gestor. É função do Estado a gestão do meio ambiente como uso comum do povo, 
não sendo ele o proprietário dos recursos naturais: solo, água, ar, fauna, flora e até mesmo de patrimônios históricos, mas sim, o 
administrador de bens que não são dele, devendo os causadores dos danos a esses bens se responsabilizarem. 
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O item 17 da declaração de Estocolmo de 1972 ([2018], on-line) já citava tal obrigatoriedade por parte do Poder Público: “deve ser 
confiada, às instituições nacionais competentes, a tarefa de planificar, administrar e controlar a utilização dos recursos ambientais 
dos Estados, com o fim de melhorar a qualidade do meio ambiente”. 
Para isso é função do poder público intervir nas atividades potencialmente poluidoras do meio ambiente praticadas pela 
população, e garantir que os outros princípios do direito ambiental possam ser aplicados na sociedade. O art. 225 da Constituição 
Federal (1988, on-line) traz algumas responsabilidades por parte do governo para assegurar o direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado. São eles: 
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e 
ecossistemas; 
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades 
dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; 
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem 
especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada 
qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção; 
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa 
degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade; 
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que 
comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; 
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a 
preservação do meio ambiente; 
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função 
ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade. 
Alguns dos instrumentosutilizados pelo Poder Público para monitorar atividades potencialmente poluidoras são: licenciamento 
ambiental, estudos de impactos ambientais (EIA), relatório de impactos ambientais (RIMA), avaliação de impactos ambientais 
(AIA), relatório de impacto à vizinhança (RIV), relatório ambiental prévio (RAP), plano de recuperação de área degradada (PRAD), 
plano de controle ambiental (PCA), plano de gerenciamento de resíduos sólidos (PGRS). 
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ATIVIDADES 
Vimos neste estudo que, ao longo da história, foram elaborados alguns encontros e relatórios voltados à proteção do meio 
ambiente. Em relação aos encontros que foram citados no conteúdo que estudamos (Conferência de Estocolmo, Relatório de 
Brundtland e Rio 92), leia as afirmativas a seguir. 
I) Em todos os encontros foram discutidas questões voltadas ao uso racional dos recursos naturais, como forma de garantia 
desses recursos em quantidade e em qualidade para as futuras gerações. 
II) Dentre todos os documentos assinados pelos países na Rio 92, encontro ocorrido no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, a 
“Declaração do Rio Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento” foi considerado o mais importante. 
III) A única preocupação por parte dos países desenvolvidos na Conferência de Estocolmo, em 1972, era frear a economia dos 
países em desenvolvimento e não serem alcançados por estes. 
É correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) III, apenas. 
e) I, II e III. 
2. Os princípios de qualquer área da ciência jurídica servem como base para que as normas da legislação possam ser interpretadas. 
Sobre os princípios do Direito Ambiental, assinale a alternativa correta. 
a) O princípio da prevenção é aplicado quando os riscos dos impactos de certa atividade não são conhecidos pela ciência. 
b) O princípio da precaução é aplicado quando os riscos dos impactos de certa atividade são conhecidos pela ciência. 
c) O princípio da informação possui relação com o processo de educação ambiental aplicado a uma comunidade. 
d) O fato de estarmos isentos de doenças já é suficiente, segundo o princípio do direito à sadia qualidade de vida. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
3. A relação do homem com o meio ambiente sempre existiu, desde os primórdios da existência humana. Referente a este assunto, 
assinale a alternativa incorreta. 
a) A Revolução Industrial acentuou de forma significativa a relação de exploração dos recursos naturais pelas atividades humanas. 
b) A alteração do estilo de vida da sociedade, voltada ao consumismo, foi um dos motivos que levou ao uso irracional dos recursos 
naturais. 
c) No início das civilizações, o homem não utilizava o meio ambiente e os seus recursos fornecidos para suprir as suas 
necessidades, não havendo, então, uma relação propriamente dita. 
d) A busca pelo poder dos países desenvolvidos gerou alguns desastres ambientais que, além de terem causado impactos no meio 
ambiente, prejudicaram a saúde pública. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está incorreta. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
A relação do homem com o meio ambiente sempre existiu, porém, ela sofreu diversas modificações com a evolução das civilizações 
e da tecnologia. O egocentrismo do homem sempre o colocou à frente dos recursos que ele utilizou para a sua evolução no planeta 
Terra, porém, isto chegou a um ponto em que ele foi obrigado a perceber que esses recursos não eram inesgotáveis, e que se todos 
os países continuassem em busca apenas do desenvolvimento econômico, sem se preocuparem com o meio ambiente, a velocidade 
do desenvolvimento seria bem maior que a de regeneração da natureza. 
Assim, os países que estavam mais desenvolvidos e que, consequentemente, já haviam explorado os recursos de forma mais 
intensa, apoiaram a ideia da Assembleia da Nações Unidas de realizar uma conferência internacional sobre o meio ambiente que 
reunisse o maior número possível de países para a discussão sobre uma nova ideia de desenvolvimento, conhecida como 
desenvolvimento sustentável. Logo, a Conferência de Estocolmo, realizada em 1972, ficou conhecida como um marco para a 
história do meio ambiente. 
Outras conferências foram realizadas, uma das quais podemos citar que ficou conhecida como “Cúpula da Terra”, ocorrida no Brasil 
na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1992. O desenvolvimento sustentável não foi o único tema abordado nesses encontros, 
diversos temas voltados à proteção do meio ambiente e à sociedade também foram discutidos. 
A crescente preocupação social com o meio ambiente teve grande influência internacional, o que fez com que as legislações de 
diversos países elaborassem normas que protegessem o meio ambiente. Com o tempo, foi criado um novo ramo da ciência jurídica, 
conhecido como Direito Ambiental, um novo conceito da área do Direito com novos princípios para ajudar na interpretação das 
normas trazidas pela legislação. 
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MATERIAL COMPLEMENTAR 
Leitura 
Direito Ambiental Brasileiro 
Autor: Paulo Affonso Leme Machado 
Editora: Malheiros 
Sinopse : com a sua primeira edição publicada em 1982, este foi o 
primeiro livro no Brasil que abordou a matéria de forma ampla e 
sistemática. Esta 23ª edição traz como inovação um aprofundamento do 
princípio da precaução, procurando acrescentar reflexões que ajudam a 
implementar com clareza esse princípio. De outro lado, é objeto de 
pormenorizado estudo a Resolução do Conselho Monetário Nacional que 
estabelece normas para a formação e a implementação da Política de 
Responsabilidade Socioambiental. O Direito Ambiental necessita da 
contínua informação e participação das pessoas e da sociedade por meio 
do controle social – inovação constitucional. Levar avante esse controle 
será uma conquista deste século. O livro procura estruturar, como 
objetividade, esse quadro normativo ambiental, sem fugir das questões 
conflitantes e das dificuldades de estudantes e profissionais de diversas 
áreas para implementar uma matéria complexa e interdisciplinar, com 
legislação ampla e fragmentada. Em linguagem acessível e precisa, a nova 
edição desta obra capacita o leitor a aprofundar, se em uma área do 
conhecimento indispensável para o exercício da cidadania ambiental, 
pois, desde sua primeira edição, o autor, consagrado nacional e 
internacionalmente, continuadamente o tem atualizado. 
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REFERÊNCIAS 
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Desenvolvimento. Agenda 21 Brasileira – Resultado da Consulta Nacional. Brasília: MMA; PNUD, 2002. 
BRAGA, B.; HESPANHOL, I.; CONEJO, J. G. L.; BARROS, M. T. L.; SPENCER, M.; PORTO, M.; NUCCI, N.; JULIANO, N.; EIGER, S. 
Introdução à Engenharia Ambiental : O Desafio do Desenvolvimento Sustentável. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. 
BRASIL. Câmara dos Deputados. Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias. Conferência das Nações Unidas 
sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento - Agenda 21. Brasília: Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados, 1995. Disponível 
em: < http://www.onu.org.br/rio20/img/2012/01/agenda21.pdf > . Acesso em: 21 jun. 2018. 
______. (Constituição de 1988). Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Disponível 
em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm >. Acesso em: 21 jun. 2018. 
______. Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981 . Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de 
formulação e aplicação, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm >. Acesso 
em: 21 jun. 2018. 
______. Lei n. 7.347, de 24 de julho de 1985 . Disciplina a ação civil pública de responsabilidade por danos causados ao meio- 
ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (VETADO) e dá outras 
providências. Disponível em: < http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/l7347orig.htm >. Acesso em: 21 jun. 2018. 
______. Lei n. 7.804, de 18 de julho de 1989 . Altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do 
Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, a Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, a Lei nº 6.803, de 2 
de julho de 1980, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7804.htm#art1ii >. Acesso 
em: 21 jun. 2018. 
CMMAD. Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso Futuro Comum . Rio de Janeiro: Fundação Getúlio 
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GREENPEACE BRASIL. Bhopal, Índia. O pior desastre químico da história (1984-2002). Greenpeace Brasil [2018]. Disponível em: 
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IPIRANGA, A. S. R.; GODOY, A. S.; BRUNSTEIN, J. Apresentação: Desenvolvimento sustentável: um desafio para o mundo 
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LAGO, A. A. C. Estocolmo, Rio de Janeiro, Joanesburgo : O Brasil e as Três Conferências Ambientais das Nações Unidas. Brasília: 
Instituto Rio Branco; Fundação Alexandre de Gusmão, 2007. Disponível em: < http://funag.gov.br/loja/download/903- 
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Ffunag.gov.br%2Floja%2Fdownload%2F903-Estocolmo_Rio_Joanesburgo.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0aFKfqhSdXtUZeF4l84KIU
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LE PRESTRE, P. Ecopolítica Internacional . Trad. Jacob Gorender. 2. ed. São Paulo: Senac, 2005. 
MACHADO, P. A. L. Direito Ambiental Brasileiro . São Paulo: Malheiros, 2004. 
MELLO, C. A. B. Elementos de Direito Administrativo . 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1980. 
OLIVEIRA, L. D. A geopolítica do desenvolvimento sustentável: um estudo sobre a conferência do Rio de Janeiro (Rio-92). 2011. 
299 f. Tese (Doutorado) – Pós-Graduação em Geografia, Instituto de Geociências, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 
2011. 
ONU. Organização das Nações Unidas. Ministério do Meio Ambiente. Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e 
Desenvolvimento. ONU BR [2012]. Disponível em: < http://www.onu.org.br/ rio20/img/2012/01/rio92.pdf >. Acesso em: 21 jun. 
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PASSOS, P. N. C. A Conferência de Estocolmo como ponto de partida para a proteção internacional do meio ambiente. Revista 
Direitos Fundamentais e Democracia , v. 6, p. 1-24, 2009. 
SILVEIRA, C. E. M. Princípios do Direito Ambiental : articulações teóricas e aplicações práticas. 2. ed. Caxias do Sul: EDUCS, 2013. 
USP. Universidade de São Paulo. Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano – 1972. Biblioteca Virtual de Direitos 
Humanos [2018]. Disponível em: < http://www.direitoshumanos. usp.br/index.php/Meio-Ambiente/declaracao deestocolmo- 
sobre-o-ambiente-humano.html >. Acesso em: 21 jun. 2018. 
REFERÊNCIAS ON-LINE 
1 Em: < https://www.colegioweb.com.br/biologia/conferencia-estocolmo-1972-debate-meioambiente.html >. Acesso em: 21 jun. 
2018. 
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APROFUNDANDO 
Agora aprofundaremos os nossos conhecimentos em um dos temas citados neste estudo, que é a Agenda 21. Ela pode ser 
considerada um instrumento de suporte para construção de uma sociedade sustentável. Foi criada com o objetivo de preparar o 
mundo para os desafios do século 21. 
A Agenda 21 brasileira foi criada no ano de 2002 pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável, com base em 21 
ações prioritárias que são discutidas em temas como: a economia da poupança na sociedade do conhecimento, a inclusão social 
por uma sociedade solidária, a estratégia para a sustentabilidade urbana e rural, os recursos naturais estratégicos (água, 
biodiversidade e florestas), a governança e a ética para a promoção da sustentabilidade. 
O objetivo da criação da Agenda 21 brasileira foi de introduzir o conceito de sustentabilidade no modelo de desenvolvimento do 
país, visando a nivelar as potencialidades e vulnerabilidades do Brasil com o quadro internacional. 
Foram selecionados seis temas centrais para elaboração da Agenda 21 brasileira. A escolha desses temas foi feita de forma a 
compreender a complexidade do país e as suas regiões dentro do conceito da sustentabilidade ampliada. Em todos os seis 
documentos é possível encontrar informações importantes relativas ao processo de gestão ambiental em aspectos instrumentais, 
gerenciais, tecnológicos e político-ambientais. 
O Quadro a seguir apresenta quais são esses seis temas tratados pela Agenda 21 brasileira, com algumas das estratégias e ações 
propostas que nela constam.Quadro 1 – Os seis temas da Agenda 21 brasileira 
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Fonte: adaptado de Bezerra; Facchina; Ribas (2002). 
PARABÉNS! 
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Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
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EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação 
a Distância; SILVA , Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da. 
Legislação Ambiental. 
Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
33 p. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Legislação 2. Ambiental 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 340 
CIP - NBR 12899 - AACR/2 
As imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir do site shutterstock.com 
NEAD - Núcleo de Educação a Distância 
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 
Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 
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LEGISLAÇÕES E 
POLÍTICAS 
AMBIENTAIS 
BRASILEIRAS 
Professor : 
Me. Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva 
Objetivos de aprendizagem 
• Conhecer as principais leis da história da legislação ambiental brasileira. 
• Compreender os objetivos, instrumentos, princípios e diretrizes da PNMA. 
• Compreender os objetivos, instrumentos, princípios e diretrizes da PNEA. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• Histórico da Legislação Ambiental Brasileira 
• A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) 
• A Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA) 
Introdução 
As leis ambientais foram criadas para que houvesse ações jurídicas voltadas à proteção do meio ambiente de forma a garantir uma 
relação sustentável nesta área, e que penalidades fossem aplicadas para aqueles que não cumpram essas leis. 
Neste estudo, vamos aprender como foi a evolução da legislação ambiental no nosso país, desde quando o Brasil era colônia de 
Portugal até se tornar uma república, quais foram as preocupações existentes na época para que as primeiras leis fossem criadas. 
Por exemplo, o controle de exploração do PauBrasil e as preocupações referentes a outros recursos naturais existentes. Será 
observado que, a partir de 1960, o país passou por mudanças políticas e as leis começaram a ser atualizadas, mas, a partir de 1980, 
a mudança foi grande em diversos países do mundo, e no Brasil, as Políticas Ambientais de fato foram integradas na legislação. 
É na Política Nacional do Meio Ambiente que estão fundamentadas as normas de conduta do Direito Ambiental. Na Lei n. 6.938, de 
31 de agosto de 1981, constam os objetivos, os instrumentos e as diretrizes da política e, ainda, a criação do Sistema Nacional do 
Meio Ambiente (SISNAMA) e os órgãos que constituem a sua base estrutural. 
A constante luta em busca de conscientizar a população sobre os problemas ambientais que enfrentamos nos dias atuais é de 
extrema importância para as mudanças de alguns costumes atribuídos à sociedade e que intensificam esses problemas, e a 
educação ambiental é o melhor meio para se alcançar esta conscientização. A Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999 institui a Política 
Nacional de Educação Ambiental e deve ser conhecida pelos cidadãos e aplicada pelo Poder Público, garantindo a reflexão e o 
aprendizado por parte da população por meio da promoção da educação ambiental em suas duas linhas de ações apresentadas 
pela própria lei. 
As duas políticas ambientais citadas serão tema do nosso estudo, e veremos que a aplicação de seus instrumentos de forma efetiva 
pode garantir a proteção do meio ambiente. 
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HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO 
AMBIENTAL BRASILEIRA 
No Brasil, durante o período colonial, atividades praticadas nas terras da “fazenda do rei” eram voltadas para o extrativismo de 
minerais e florestas. Métodos rudimentares que causaram a degradação do solo e a desertificação de algumas áreas, a agricultura 
praticada com queimadas para a limpeza do solo e os processos de monocultura também levaram ao empobrecendo do solo. 
Porém, o Brasil colônia ainda não tinha legislação própria, e os regulamentos utilizados vinham de Portugal com um único intuito: 
preservar as riquezas da Coroa Portuguesa. O único recurso natural que foi controlado nesta época foi o Pau-Brasil, devido à 
intensidade de exploração que a ele era atribuído. 
Foram trazidas de Portugal para o Brasil, em 1521, as Ordenações Manuelinas, com um dispositivo ambiental que até hoje é 
utilizado: a proibição do corte deliberado de árvores frutíferas e algumas previsões de proteção à fauna e à caça de animais 
(WAINER, 1993). 
Foram criadas as primeiras “conservatórias” no ano de 1635 e o Pau-Brasil era prioridade de proteção. Em 1797, foi assinada a 
primeira Carta Régia que tratava sobre a conservação das florestas e madeiras, logo em seguida, no ano de 1799, criou-se o 
regimento de cortes de madeira, com regras para que as árvores fossem derrubadas. 
Por meio de uma ação conservacionista e não de caráter econômico, foi criado, em 1808, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 
medida muito importante para o Direito Ambiental brasileiro. 
Em 1850, surge a Lei n. 601, conhecida como Lei das Terras, regulamentada pelo Decreto n. 1.318, de 1854. A partir de então, 
começou a ser possível formar uma pequena propriedade no Brasil. Esta lei trouxe o “princípio da responsabilidade por dano 
ambiental” em seu Art. 2º, descrito da seguinte forma: 
Os que se apossaram de terras devolutas ou de alheias, e nelas derrubarem matos, ou lhes puserem fogo, 
serão obrigados a despejo, com perda de benfeitorias, e demais sofrerão a pena de dois a seis meses de 
prisão, e multa de cem mil réis, além de satisfação do dano causado. Esta pena, porém, não terá lugar nos 
actos possessorios entre heréus confinantes (BRASIL, 1850, on-line). 
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Quando o Brasil deixa de ser um império e torna-se república, inicia-se o processo de crescimento das cidades e a formação da 
classe operária. No entanto, em 1º de janeiro de 1916, promulga-se o Código Civil, o qual trouxe algumas preocupações com o 
meio ambiente, como em seu Art. 584, proibindoconstruções que fossem capazes de causar poluição, ou inabilitar o uso da água 
de poços, ou de outra fonte hídrica existente nas proximidades, já reconhecendo a importância da água como um recurso natural 
(FREIRIA, 2015). 
A partir da data da criação do Código Civil Brasileiro, começaram a surgir os primeiros diplomas legais voltados a fatores 
ambientais, que passam a regulamentar por setores o uso dos recursos naturais (florestas, água, minérios, pesca etc.). 
Em 23 de janeiro de 1934, por meio do Decreto n. 23.793, surge o Código Florestal, depois substituído pela Lei n. 4.771, de 1965. 
Critérios como exploração de florestas em áreas de domínio público (seção II, Art. 36), exploração de forma intensiva (seção III, 
Art. 48) e limites para o processo de exploração (seção IV, Art. 52) são abordados (FREIRIA, 2015). 
Em seguida, serão apresentados outros decretos que legislam sobre o meio ambiente ao longo da história do Brasil: 
Decreto n. 24.643, de 10 de julho de 1934 - o Código da Águas, com o objetivo de controlar e incentivar o aproveitamento 
industrial das águas. Se faz interessante comentar o Art. 111 que autoriza, caso houver exigência dos agricultores e industriais, e 
também autorização administrativa, a poluição das águas. Porém, providências quanto a processos de purificação devem ser 
tomados. 
Decreto-Lei n. 25, de 30 de novembro de 1937 - Patrimônio Cultural, voltado à proteção de patrimônios históricos e artísticos 
nacionais. De acordo com o Art. 1º, eles são bens móveis e imóveis existentes no país, e que se tenha um interesse público em 
conservá-los por vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil ou por valores arqueológicos, etnológicos, bibliográficos e 
artísticos. 
Decreto-Lei n. 794, de 19 de outubro de 1938 - Código de Pesca, depois substituído pelo Decreto 221/67. 
Decreto-Lei n. 1.985, de 29 de janeiro de 1940 - Código de Minas. Em seu Art. 1º, define o direito sobre as jazidas e minas, 
estabelece um regime sobre o seu aproveitamento e regula a intervenção e a fiscalização dos estados sobre as empresas e 
indústrias de mineração ou que utilizem material mineral como matéria-prima. 
Continuando o panorama histórico brasileiro sobre as leis voltadas à proteção do meio ambiente, em dezembro de 1940 surgiu o 
Código Penal, por meio do DecretoLei n. 2.848, que trouxe, em seu Art. 271, a pena de dois a cinco anos de prisão àqueles que 
poluírem, tornando impróprio e nocivo à saúde o uso da água potável. 
Legislações criadas a partir de 1960 
Segundo Siqueira (2002), até o final da década de 50, o Brasil passou por muitas mudanças políticas, econômicas e sociais. O fato 
dessas mudanças terem ocorrido forçou os legisladores da época a atualizarem as leis, com a criação de novas normas guiadas à 
preservação e ao controle da poluição e da degradação ambiental. 
Em 15 de setembro de 1965, foi criada a Lei n. 4.771 como atualização do Código Florestal de 1934. Vale a pena destacar alguns 
pontos trazidos por essa lei, mais tarde atualizada pela Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012. 
• Introduz as primeiras percepções voltadas às florestas como proteção da fauna. 
• Foram criadas as Áreas de Preservação Permanentes (APPs) em seus Art. 2º e 3º e as reservas legais obrigatórias (RLOs) em seu 
Art. 16. 
• Ficou por responsabilidade do Poder Público a criação de parques nacionais, estaduais e municipais e reservas biológicas, sendo 
proibido qualquer forma de exploração dos recursos naturais presentes nestas áreas (Art. 5º). 
• O plantio em novas áreas para as empresas e indústrias que consumirem grandes quantidades de matéria-prima florestal (Art. 
20) (BRASIL, 1965/2012, on-line). 
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Lei n. 5.197, de 3 de janeiro de 1967 - Voltada à proteção da fauna, deixando bem claro em seu Art. 1º que os animais, 
independentemente da espécie ou da fase de desenvolvimento que vivam na natureza, constituindo a fauna silvestre, são 
propriedade do Estado e qualquer tipo de utilização, apanha, caça ou perseguição está proibida. 
Ainda no mesmo ano de 1967, em 28 de fevereiro, é publicado o novo Código da Pesca pelo Decreto-Lei n. 221, havendo uma 
regulamentação da pesca comercial e delimitação de períodos em que não pode haver pesca, devido ao ciclo de reprodução dos 
peixes. Neste mesmo dia foi publicado também o Código de Mineração pelo Decreto-Lei n. 227, a primeira Política Nacional de 
Saneamento Básico com o Decreto-Lei n. 248, que traz em seu preâmbulo um conjunto de diretrizes voltadas ao abastecimento 
público de água e esgotos sanitários, a criação do Conselho Nacional de Saneamento Básico e, por fim, o Decreto-Lei n. 303, que 
criou o Conselho Nacional de Proteção Ambiental. 
Em 29 de setembro do mesmo ano, a Lei n. 5.318, de Política Nacional de Saneamento, revogou os Decretos-Leis n. 248/1967 e n. 
303/1967 e, aos poucos, com o passar da história, o país começa a instituir políticas públicas relacionadas a aspectos ambientais 
(FREIRIA, 2015). 
No dia 14 de agosto de 1975, criou-se o Decreto-Lei n. 1.413, que estabelece diretrizes para o controle de poluição causada por 
atividades industriais, obrigando todas empresas instaladas em território nacional a criar medidas preventivas contra a 
contaminação e a poluição do meio ambiente (Art. 1º). 
A preocupação com o meio ambiente e as legislações começaram a mudar não só no Brasil, mas em diversos países da Europa e da 
América Latina a partir de 1980, logo após a Conferência de Estocolmo, ocorrida em 1972 (SIQUEIRA, 2002). Neste sentido, é de 
grande importância citar a Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, uma lei muito 
importante para a história da legislação brasileira e que será tema de estudos futuros. 
Em 5 de outubro de 1988, com a Constituição Federal, houve a regulamentação ambiental nas constituições estaduais e 
municipais e, assim, de acordo com a hierarquia constitucional, todas as leis após 1988 passaram a se sujeitar ao teor dos 
dispositivos constitucionais. 
A Constituição é a lei básica, fundamental do Estado de Direito, ela o constitui e o estrutura ao definir 
conceitos e competências e traçar diretrizes políticas, sociais e econômicas adotadas por ele. É a 
constituição que cria as normas jurídicas que vão organizar e sistematizar o comportamento social, a lei 
máxima que limita poderes e define os direitos e deveres dos cidadãos. 
Fonte: Fabretti (2009). 
Em 1992, foi assinada a Agenda 21 na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida no Rio 
de Janeiro com a participação de 172 países. A Agenda 21 foi o documento mais importante dentre os cinco assinados pelos países 
na conferência, trata-se de um documento extenso e bem articulado. 
Outro momento importante para proteção dos recursos naturais na legislação ambiental brasileira foi em 8 de janeiro de 1997, 
com a publicação da Lei n. 9.433, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH). 
Em 12 de fevereiro de 1998, foi publicada a Lei de Crimes Ambientais por meio da Lei n. 9.605, que dispõe sobre as sanções penais 
e administrativas referentes às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. 
Um ano depois, no dia 27 de abril de 1999, foi publicada a Lei n. 9.795, chamada de Política Nacional de Educação Ambiental, com a 
intenção de inserir a educação ambiental a nível nacional para todos os níveis sociais e de escolaridade. 
Em 2 de agosto de 2010, foi publicada a Lei Federal n. 12.305, que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. Ela dispõe 
sobre princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos relativos à gestão integrada e ao gerenciamento dos resíduos sólidos, além da 
responsabilidade dos geradores e do Poder Público. 
Essas não foram todas as leis publicadas na história do Direito Ambiental, porém, são aquelas consideradas as mais importantes 
para conhecero processo histórico da formação do Direito Ambiental brasileiro. Por meio da história, é possível perceber que 
países que buscam se desenvolver precisam de uma legislação e de uma política ambiental bem definidas (SIQUEIRA, 2002). 
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A POLÍTICA NACIONAL DO MEIO 
AMBIENTE (PNMA) 
A Política Nacional do Meio Ambiente, disposta pela Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, tem como objetivo geral a preservação, 
a melhoria e a recuperação da qualidade ambiental, visando a assegurar condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos 
interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana. 
Anteriormente, na publicação da Política Nacional do Meio Ambiente, a autonomia para eleger diretrizes, objetivos e instrumentos 
políticos em relação ao meio ambiente era dos Estados e Municípios, os quais não demonstravam muito interesse. Com a edição da 
Lei n. 6.938/1981, o país teve a integração dessas políticas que estão supracitadas na lei. 
Segundo Fiorillo (2009), os princípios da Política Nacional do Meio Ambiente foram criados para implementar os princípios globais 
do Direito Ambiental, que devem ser adaptados à realidade ambiental, social e cultural de cada país. Esses princípios estão 
descritos no Art. 2º da Lei (BRASIL, 1981, on-line): 
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I. ação governamental na manutenção do equilíbrio ecológico, considerando o meio ambiente como um 
patrimônio público a ser necessariamente assegurado e protegido, tendo em vista o uso coletivo; 
II. racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; 
III. planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; 
IV. proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas; 
V. controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; 
VI. incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos 
recursos ambientais; 
VII. acompanhamento do estado da qualidade ambiental; 
VIII. recuperação de áreas degradadas; 
IX. proteção de áreas ameaçadas de degradação; 
X. educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando 
capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente. 
Para facilitar o entendimento da Lei, ela traz alguns conceitos importantes, a saber (Art. 3º): 
• Meio ambiente : conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e 
rege a vida em todas as suas formas. 
• Degradação da qualidade ambiental : a alteração adversa das características do meio ambiente. 
• Poluição : degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: prejudiquem a saúde, a 
segurança e o bem-estar da população, criem condições adversas às atividades sociais e econômicas, afetem desfavoravelmente a 
biota, afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente, lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões 
ambientais estabelecidos. 
• Poluidor : a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividade causadora 
de degradação ambiental. 
• Recursos ambientais : a atmosfera, as águas interiores, superficiais e subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o 
subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora. 
Em busca de atingir o objetivo geral da melhoria e da recuperação da qualidade ambiental, a Política Nacional do Meio Ambiente 
descreve, em seu Art. 4º, os seguintes objetivos específicos (BRASIL, 1981, on-line): 
I. À compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio 
ambiente e do equilíbrio ecológico; 
II. À definição de áreas prioritárias de ação governamental relativa à qualidade e ao equilíbrio ecológico, 
atendendo aos interesses da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios; 
III. Ao estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental e de normas relativas ao uso e manejo 
de recursos ambientais; 
IV. Ao desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias nacionais orientadas para o uso racional de recursos 
ambientais; 
V. À difusão de tecnologias de manejo do meio ambiente, à divulgação de dados e informações ambientais e 
à formação de uma consciência pública sobre a necessidade de preservação da qualidade ambiental e do 
equilíbrio ecológico; 
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VI. À preservação e restauração dos recursos ambientais com vistas à sua utilização racional e 
disponibilidade permanente, concorrendo para a manutenção do equilíbrio ecológico propício à vida; 
VII. À imposição, ao poluidor e ao predador, da obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados e, 
ao usuário, da contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos. 
Outro aspecto importante da referida Lei foi a criação de um sistema de coordenação de políticas públicas do meio ambiente, 
nomeado como Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). Este encontra-se inserido em um âmbito do Poder Executivo, 
representando a articulação de órgãos e entidades que visam a trabalhar políticas públicas ambientais em conjunto, envolvendo 
três níveis de federação que dão forma à PNMA (TESTA, 2015). 
No Art. 6º, podemos encontrar quais órgãos e entidades da União que fazem parte da estrutura do SISNAMA e são responsáveis 
pela proteção do meio ambiente (BRASIL, 1981/1990): 
I. órgão superior: o Conselho de Governo, com a função de assessorar o Presidente da República na 
formulação da política nacional e nas diretrizes governamentais para o meio ambiente e os recursos 
ambientais; 
II. órgão consultivo e deliberativo: o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), com a finalidade de 
assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo diretrizes de políticas governamentais para o meio 
ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões 
compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida 
III. órgão central: a Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República, com a finalidade de planejar, 
coordenar, supervisionar e controlar, como órgão federal, a política nacional e as diretrizes governamentais 
fixadas para o meio ambiente; 
IV. órgãos executores: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - 
IBAMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - Instituto Chico Mendes, com a 
finalidade de executar e fazer executar a política e as diretrizes governamentais fixadas para o meio 
ambiente, de acordo com as respectivas competências; 
V. Órgãos Seccionais: os órgãos ou entidades estaduais responsáveis pela execução de programas, projetos 
e pelo controle e fiscalização de atividades capazes de provocar a degradação ambiental; 
VI. Órgãos Locais: os órgãos ou entidades municipais, responsáveis pelo controle e fiscalização dessas 
atividades, nas suas respectivas jurisdições; 
§ 1º Os Estados, na esfera de suas competências e nas áreas de sua jurisdição, elaborarão normas supletivas 
e complementares e padrões relacionados com o meio ambiente, observados os que forem estabelecidos 
pelo CONAMA. 
§ 2º Os Municípios, observadas as normas e os padrões federais e estaduais, também poderão elaborar as 
normas mencionadas no parágrafo anterior. 
§ 3º Os órgãos central, setoriais, seccionais e locais mencionados neste artigo deverão fornecer os 
resultados das análises efetuadas e sua fundamentação, quando solicitados por pessoa legitimamente 
interessada. 
§ 4º De acordo com a legislação em vigor, é o Poder Executivo autorizado a criar uma Fundação de apoio 
técnico científico às atividades do IBAMA. 
Dentre essa estruturaque compõe a SISNAMA, pode-se dizer que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) merece 
destaque, pois é ele que estabelece os critérios e as normas para o licenciamento de atividades potencialmente causadoras de 
degradação ambiental ou utilizadoras de recursos naturais. O Art. 8º lista algumas tarefas que competem ao CONAMA e que estão 
previstos na lei. 
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“Cabe ao CONAMA determinar, quando julgar necessário, a realização de estudos das alternativas e das 
possíveis consequências ambientais de projetos públicos ou privados, requisitando aos órgãos federais, 
estaduais e municipais, bem assim a entidades privadas, as informações indispensáveis para a apreciação 
dos estudos de impacto ambiental e respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de significativa 
degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas patrimônio nacional”. 
Fonte: Brasil (1981/1990, Art. 8º, inciso II, on-line). 
Os instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente são os dispositivos que serão utilizados pelos órgãos do SISNAMA com o 
propósito da garantia da qualidade ambiental. O Art. 9º elenca esses instrumentos (BRASIL, 1981/1989, on-line): 
I. o estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; 
II. o zoneamento ambiental; 
III. a avaliação de impactos ambientais; 
IV. o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; 
V. os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia, voltados 
para a melhoria da qualidade ambiental; 
VI. a criação de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Poder Público federal, estadual e 
municipal, tais como áreas de proteção ambiental, de relevante interesse ecológico e reservas extrativistas; 
VII. o sistema nacional de informações sobre o meio ambiente; 
VIII. o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental; 
IX. as penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à 
preservação ou correção da degradação ambiental. 
X. a instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a ser divulgado anualmente pelo Instituto 
Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA; 
XI. a garantia da prestação de informações relativas ao Meio Ambiente, obrigando-se o Poder Público a 
produzi-las, quando inexistentes; 
XII. o Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras e/ ou utilizadoras dos recursos 
ambientais; 
XIII. instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental, seguro ambiental e outros. 
Apesar dos instrumentos listados estarem numerados de um a treze, não há, necessariamente, uma relação hierárquica entre eles, 
porém, alguns já se encontram bem estabelecidos e organizados, enquanto outros necessitam tornarem-se mais claros e 
compreensivos. Cada um dos instrumentos cumpre com uma função específica dentro da PNMA na defesa e na proteção do meio 
ambiente. 
Quanto ao licenciamento de empreendimentos potencialmente poluidores e as suas renovações, a PNMA, em seu Art. 10, é 
revogada pela Lei Complementar n. 140/2011, estabelecendo que tais empreendimentos deverão ser publicados no Diário Oficial 
do Estado, assim como nos periódicos regionais e locais, como forma de garantir a participação pública diante de decisões 
ambientais, principalmente aquelas próximas aos possíveis impactos negativos do empreendimento (PHILIPPI JR; PELICIONI, 
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2014). 
POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO 
AMBIENTAL (PNEA) 
O modelo de desenvolvimento, as condições culturais, econômicas e sociais é que originam a educação, podendo esta ser 
influenciada pela sociedade e pelas necessidades sociais, assim como demonstrado no Figura a seguir. 
Figura 1- Educação e demandas sociais 
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Fonte: Luzzi (2012). 
O termo educação ambiental ( environmental education ) foi registrado pela primeira vez em 1965, na Conferência em Educação 
realizada na Grã-Bretanha como forma de introduzir na população os princípios básicos da ecologia e de proteção aos recursos 
naturais (LAYRARGUES, 2003). 
A educação ambiental tem como principal objetivo o fomento à participação e à mobilização comunitária, por meio da difusão e da 
incorporação de conceitos e práticas de forma a induzir dinâmicas sociais, promovendo abordagem colaborativa e crítica das 
realidades socioambientais e uma compreensão autônoma e criativa dos problemas que se apresentam e de suas possíveis 
soluções (LEME; SILVA, 2010). 
É por meio da conscientização que as ações transformadoras das questões ambientais podem se concretizar e ganhar mais 
adeptos, contudo, a educação ambiental serve como ferramenta para alcançar o maior número de pessoas e deve ser 
implementada em todos os meios possíveis (PHILIPPI JUNIOR; PELICIONI, 2014). 
A Política Nacional de Educação Ambiental foi instituída no Brasil pela Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999 e, em seu Art. 1º, define 
educação ambiental como: 
os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, 
habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do 
povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (BRASIL, 1999, on-line). 
A educação ambiental é citada no Art. 2º da referida lei como um componente essencial da educação nacional, devendo estar 
presente de forma articulada em caráter formal e não formal em todos os níveis e modalidades do processo educativo. 
Assim, a educação ambiental pode ser vista como uma ferramenta que orienta a consciência sobre os problemas ambientais dos 
indivíduos, estando inteiramente ligada com o princípio da informação e com o princípio da participação do Direito Ambiental, 
citados em estudos anteriores. 
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De certa forma, todos têm direito a educação ambiental. O Art. 3º encarrega as seguintes funções: 
I. ao Poder Público, definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação 
ambiental em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e 
melhoria do meio ambiente; 
II. às instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas 
educacionais que desenvolvem; 
III. aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, promover ações de educação 
ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente; 
IV. aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira ativa e permanente na disseminação de 
informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua 
programação; 
V. às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas destinados à 
capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho, bem 
como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente; 
VI. à sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, atitudes e habilidades 
que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a identificação e a solução de 
problemas ambientais (BRASIL, 1999, on-line). 
Quanto aos princípios básicos da educação ambiental, como toda a lei busca alguns princípios como forma de identidade, o Art. 4º 
da PNEA os descreve da seguinte forma: 
I. o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo; 
II. a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, 
o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade; 
III. o pluralismo de ideiase concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade; 
IV. a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais; 
V. a garantia de continuidade e permanência do processo educativo; 
VI. a permanente avaliação crítica do processo educativo; 
VII. a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais; 
VIII. o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural (BRASIL, 1999, on- 
line). 
A Política Nacional de Educação Ambiental tem como objetivo proporcionar uma compreensão integrada sobre o meio ambiente e 
as suas relações, estimulando e concretizando uma opinião crítica dos problemas ambientais que são de responsabilidade de 
todos. O Art. 5º lista os objetivos fundamentais da PNEA: 
I. o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas 
relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, 
culturais e éticos; 
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II. a garantia de democratização das informações ambientais; 
III. o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social; 
IV. o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio 
do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício 
da cidadania; 
V. o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas 
à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, 
igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade; 
VI. o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia; 
VII. o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o 
futuro da humanidade. 
De acordo com a própria PNEA, a educação ambiental deve estar presente de forma articulada em todos níveis de modalidade e 
em duas linhas de ação (formal e não formal). No ensino formal (educação escolar), ela deve ser desenvolvida de forma contínua e 
permanente em todas instituições de ensino público e privado, englobando (Art. 9º): 
a. educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio); 
b. educação superior; 
c. educação especial; 
d. educação profissional; 
e. educação de jovens e adultos (BRASIL, 1999, on-line). 
O Art. 10 da lei em discussão enfatiza a natureza interdisciplinar da educação ambiental ao citar que ela não deve ser implantada 
como disciplina específica no currículo de ensino, apenas de forma facultativa para cursos de pós-graduação, o que vem a ser um 
ponto de discórdia, já que, segundo Vieira e Echeverría (2007), o ensino formal é um ambiente constituído em eficientes canais 
para o desenvolvimento de projetos de educação ambiental. 
A segunda linha de ação voltada para o ensino não formal é descrita pela PNEA no Art. 13 como práticas educativas voltadas à 
organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente e à sensibilização da coletividade sobre as questões 
ambientais. 
Você sabia que a Semana Nacional do Meio Ambiente é comemorada na semana entre os dias 1º e 5 de 
junho? E que o Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado nesta última data? Ela é considerada o maior 
evento de ação ambiental do mundo, com o objetivo de fazer toda a comunidade participar na ajuda à 
proteção ambiental do país. O início da comemoração dessa data ocorreu em 1972, em homenagem à 
Conferência de Estocolmo. 
Fonte: o autor. 
O Poder Público em todos os seus níveis (federal, estadual e municipal) deve incentivar (BRASIL, 1999, Art. 13, on-line): 
I. a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e 
campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente; 
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II. a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não governamentais na formulação e 
execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não-formal; 
III. a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação 
ambiental em parceria com a escola, a universidade e as organizações não-governamentais; 
IV. a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação; 
V. a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação; 
VI. a sensibilização ambiental dos agricultores; VII. o ecoturismo. 
Jacobi (2003) ressalta a necessidade de promover o acesso aos meios de informações, e a função do Poder Público em induzir os 
canais educacionais na busca de aumento da participação da população nos processos decisórios por meio da conscientização 
ambiental, além de fortalecer a corresponsabilidade na fiscalização das atividades causadoras de danos ambientais. 
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ATIVIDADES 
1. Em relação ao Brasil como colônia de Portugal, leia as afirmativas a seguir. 
I) Assim que o Brasil foi descoberto por Portugal, foram criadas leis próprias para preservar as riquezas da Coroa Portuguesa. 
II) As principais atividades causadoras de impactos ambientais, na época, eram o extrativismo mineral e florestal. 
III) A partir das Lei das Terras, criada em 1850, é que foi possível formar pequenas propriedades no Brasil. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) II e III, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) III, apenas. 
e) I, II e III. 
2. A Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981, é considerada um marco histórico 
para a legislação ambiental brasileira. Sobre a lei supracitada, assinale a alternativa correta. 
a) A Política Nacional do Meio Ambiente foi criada pelo Sistema Nacional do Meio Ambiente e os seus órgãos estruturais. 
b) O Conselho Nacional do Meio Ambiente, diferentemente do Instituto Nacional do Meio Ambiente, não faz parte do SISNAMA. 
c) O zoneamento ambiental é um dos objetivos que a Política Nacional do Meio Ambiente pretende alcançar. 
d) São objetivos específicos citados pela lei: todo poluidor é obrigado a recuperar e/ou indenizar os danos causados, assim como 
todo usuário de recursos naturais deve contribuir com fins econômicos. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
3. É por meio da conscientização que as ações transformadoras das questões ambientais podem se concretizar e ganhar mais 
adeptos. Contudo, a educação ambiental serve como ferramenta para alcançar o maior número de pessoas e deve ser 
implementada em todos meios os possíveis. Sobre a Política Nacional de Educação Ambiental, assinale a alternativa incorreta. 
a) A educação ambiental é um componente essencial da educação nacional, devendo estar presente de forma articulada, em 
caráter formal e não formal, em todos os níveis e modalidades do processo educativo. 
b) A educação ambiental deve ser difundida em duas linhas de ações: a educação formal e a educação não formal. 
c) A educação ambiental deve, obrigatoriamente, ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino para todos os 
níveis dentro da educação formal. 
d) Os órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente devem promover ações de educação ambiental integrada. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está incorreta. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
O Brasil, desde a sua descoberta, por se tornar colônia de Portugal, dispôs de seus recursos naturais para a exploração. As técnicas 
utilizadas na época eram rudimentares, o que intensificava ainda mais os impactos resultantes dessas atividades exploratórias. 
Com o tempo, Portugal começou a se preocupar com as terras brasileiras, principalmente com o Pau-Brasil, um dos recursos mais 
explorados na época, e as primeiras leis voltadas à proteção ambiental foram trazidas de Portugal. Com o passar da história, o 
Brasil se torna uma república, e as leis brasileiras começam a ser criadas. Porém, é a partir de 1980 que há uma mudança 
perceptiva na legislação ambiental, não só no Brasil, mas em diversos países do mundo. 
No Brasil, a política ambiental nasceu e se implantou nos últimos 40 anos, não havia até o momento uma ação coordenada do 
Poder Público ou de uma entidade gestora do meio ambiente, apenas os códigos das águas, das florestas, da caça e da pesca, 
criados na década de 1960, e que serviram de base para a criação dessas políticas. 
A Política Nacional do Meio Ambiente disposta pela Lei n. 6.938 é considerada um grande marco para a legislação ambiental 
brasileira, além de trazer diretrizes, instrumentos, objetivos e princípios voltados à proteção ambiental, ela criou o SISNAMA, 
composto por órgãos e entidades responsáveis por aplicar a Lei e garantir a aplicação dos instrumentos que garantem que os seus 
objetivos sejam atingidos. 
A educação ambiental tem como compromisso a mudança de comportamento, valores, sentimentos e atitudes da sociedade como 
um todo. Assim, a Política Nacional de Educação Ambiental, instituída pela Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999, insere a educação 
ambiental dentro da educação nacional no ensino formal e não formal como uma ferramenta que atinge a sociedade em seus mais 
amplos aspectos, e permite a participação dessa sociedade no processo de mudança. 
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MATERIAL COMPLEMENTAR 
Leitura 
Educação Ambiental e Sustentabilidade 
Autores: Arlindo Philippi Jr e Maria Cecília Focesi Pelicioni 
Editora: Manole 
Sinopse : incluindo novos temas de grande relevância na atualidade, a 
obra foi estruturada em cinco partes, composta por Introdução, 
Fundamentação Ambiental, Fundamentação em Educação Ambiental, 
Métodos e Estratégias de Educação Ambiental e Estudos Aplicados à 
Educação Ambiental. Conta com a participação de especialistas de 
diversas áreas, que abordam o tema sob a perspectiva interdisciplinar, 
demonstrando a importância das relações da educação ambiental em 
saúde, ambiente, Direito, cidadania, política, cultura e sustentabilidade. 
Ao priorizar o conhecimento e a compreensão dos problemas e de suas 
possíveis soluções no intuito de melhorar o meio ambiente e, 
consequentemente, a qualidade de vida da sociedade, esta obra se torna 
de relevância não somente para especialistas, mas também para 
estudantes e profissionais (educadores, pedagogos, sociólogos, 
administradores, economistas, engenheiros, arquitetos, advogados, 
biólogos, geólogos, geógrafos, dentre outros), além do público 
interessado nesta temática, devido à sua importância e atualidade. 
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REFERÊNCIAS 
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< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L0601-1850.htm > . Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Lei n. 4.771, de 15 de setembro de 1965 . Institui o novo Código Florestal. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br 
/ccivil_03/Leis/l4771.htm >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981 . Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de 
formulação e aplicação, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm >. Acesso 
em: 26 jun. 2018. 
______. Lei n. 7.804, de 18 de julho de 1989 . Altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do 
Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, a Lei nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, a Lei nº 6.803, de 2 
de julho de 1980, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm > Acesso em: 26 
jun. 2018. 
______. Lei n. 8.028, de 12 de abril de 1990 . Dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, e dá outras 
providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/Leis/L8028.htm#art8 >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
_____. Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999 . Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e 
dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9795.htm >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Lei n. 12.651, de 25 de maio de 2012 . Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto 
de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 
1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. 
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12651.htm#art83 >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
FABRETTI L. C. (2009). Contabilidade Tributária . 11 ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009. 
FIORILLO, C. A. P. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. 
FREIRIA, R. C. Aspectos Históricos da Legislação Ambiental no Brasil: da ocupação e exploração territorial ao desafio da 
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JACOBI, P. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa , v. 1, n. 118, p. 189-205, mar. 2003. 
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LEME, S. E. G.; SILVA, M. C. Material Instrucional de Educação Ambiental: Instrumento de Gestão Pública em Curitiba-PR. Linhas 
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LUZZI, D. Educação e meio ambiente: relação intrínseca. São Paulo: Manole, 2012. 
MELLO. S. S.; TRAJBER, R. Vamos cuidar do Brasil : conceitos e práticas em educação na escola. Brasília: Ministério da Educação; 
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PHILIPPI JUNIOR, A.; PELICIONI, M. C. F. Educação Ambiental e Sustentabilidade . São Paulo: Manole, 2014. 
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APROFUNDANDO 
Agora nos aprofundaremos no tema educação ambiental, mais precisamente na linha de ação do ensino formal da educação 
ambiental. Podemos dizer que existe uma diversidade e uma complementaridade nos trabalhos voltados à educação ambiental 
dentro da educação formal. São eles: 
• Educação sobre o ambiente: esse tipo de educação se volta para a aquisição de conhecimentos com caráter informativo, cujo 
objeto de aprendizado durante o processo é o meio ambiente. Porém, apesar de o conhecimento ser importante para formação de 
uma postura crítica da realidade sobre os problemas ambientais, apenas ele não basta. 
• Educação no meio ambiente: nesta educação, deve ser propiciado o contato e a vivência com a natureza por meio de passeios ao 
redor da escola com a contextualização voltada para a aprendizagem ambiental. O fato de os alunos fazerem passeios, esportes ao 
ar livre e ecoturismo torna o meio ambiente um lugar com vivências experimentais, favorecendo o aprendizado. 
• Educação para o ambiente: voltada para uma forma de educação construtiva por meio de projetos socioambientais que visam a 
proteção ambiental. É no desenvolvimento desses projetos que o meio ambiente se torna meta de aprendizado. 
Ao longo deste nosso estudo, vimos a Política Nacional de Educação Ambiental, em que pudemos entender alguns aspectos 
conceituais referentes à educação ambiental, e os princípios, instrumentos e objetivos definidos pela lei. Porém, ao tratar sobre a 
educação formal, a PNEA apenas informa onde e de que maneira ela deve estar presente nos diversos níveis e modalidades de 
educação, não havendo um tratamento sobre formas de operacionalização e de incorporação ao projeto político-pedagógico e 
adequação às realidades locais de cada escola. 
Se pararmos para refletir sobre os princípios e objetivos que a PNEA descreve, é possível criar algumas diretrizes voltadas para a 
visão da complexidade da questão ambiental, as interações entre ambiente, cultura e sociedade, além do caráter crítico, político, 
interdisciplinar, contínuo e permanente. O Quadro a seguir apresenta algumas formas de operacionalizar a educação ambiental 
nos níveis e modalidades da educação formal. 
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Fonte: Mello; Trajber (2007). 
PARABÉNS! 
Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
REFERÊNCIAS 
MELLO. S. S.; TRAJBER, R. Vamos cuidar do Brasil: conceitos e práticas em educação na escola. Brasília: Ministério da Educação; 
Ministério do Meio Ambiente; Unesco, 2007. 
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EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação 
a Distância; SILVA , Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da. 
Legislação Ambiental. 
Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
33 p. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Legislação 2. Ambiental 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed 340 
CIP - NBR 12899 - AACR/2 
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Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 
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LEGISLAÇÕES 
AMBIENTAIS 
BRASILEIRAS 
APLICÁVEIS AOS 
RECURSOS NATURAIS 
Professor : 
Me. Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva 
Objetivos de aprendizagem 
• Reconhecer quais legislações e entidades são responsáveis pelos aspectos legais da água. 
• Reconhecer a legislação brasileira responsável pela qualidade do ar atmosférico. 
• Compreender as principais fontes de poluição do solo e seus aspectos institucionais. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• Aspectos Legais e Institucionais da Poluição das Águas 
• Aspectos Legais e Institucionais da Poluição do Ar Atmosférico 
• Aspectos Legais e Institucionais da Poluição do Solo 
Introdução 
A água é um elemento vital desde a existência das civilizações mais antigas, o que nos obriga a utilizá-la de forma racional, 
buscando sempre a preservação da sua qualidade e quantidade. Mas não só a água é um recurso de subsistência do ser humano, o 
solo e o ar também são recursos essenciais que garantem a nossa sobrevivência com qualidade. A maioria das atividades que o 
homem realiza envolvem o uso desses recursos, o que torna necessária, na busca do desenvolvimento sustentável, a intervenção 
do Direito Ambiental nessas atividades. 
Esses três recursos, em seus diversos usos praticados pelo homem, muitas vezes, sofrem alterações do seu estado, sendo 
contaminados devido à busca de objetivos subalternos do ser humano, ao praticar atividades sem nenhum tipo de controle aos 
possíveis impactos negativos que podem ser gerados. As mudanças de estado da qualidade desses recursos chamaram a atenção, 
tornando inevitável a criação de políticas públicas, de agências nacionais e de legislações voltadasà proteção e ao controle de 
atividades com potencial poluidor. 
Em busca de um desenvolvimento que garanta a qualidade desses três recursos para as presentes e futuras gerações, é necessário 
que regulamentações normativas agreguem diversas áreas de conhecimento e que tais áreas se comuniquem e se ajudem com 
noções e conceitos clássicos existentes em cada uma delas. 
O nosso propósito neste estudo é compreender os objetivos das principais legislações pertinentes ao controle de poluição dos 
recursos água, ar atmosférico e solo, os instrumentos que devem ser colocados em prática para que tais objetivos sejam 
alcançados, além de compreender quais os órgãos e as entidades responsáveis por aplicar esses instrumentos e fiscalizar as 
atividades antrópicas que utilizem esses recursos ou que tenha potencial de poluí-los. 
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ASPECTOS LEGAIS E INSTITUCIONAIS 
DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS 
A água é essencial para a manutenção da vida do ser humano, o que faz dela o recurso natural mais importante que o planeta Terra 
possui, e que, aos poucos, vem se tornando um bem de alto valor social e econômico (AITH; ROTHBARTH, 2015). 
De acordo com Derisio (2013), nenhum outro recurso natural, exceto o ar atmosférico, apresenta tantos usos pelos seres vivos 
como a água. Estes usos podem ser classificados em dois grupos. O primeiro é daqueles os quais se faz necessária a sua retirada da 
natureza para a utilização, como exemplo: 
• Abastecimento público. 
• Abastecimento industrial. 
• Irrigação. 
Esse primeiro grupo chama-se consuntivo, ou seja, há certa perda do que foi retirado para o que é retornado à fonte hídrica. 
O segundo grupo diz respeito aos usos não consuntivos, que são feitos na própria natureza, não há a necessidade de retirada da 
água do recurso hídrico para a sua utilização. Alguns exemplos são: 
• Recreação e lazer. 
• Geração de energia elétrica. 
• Transporte. 
• Diluição de despejos. 
• Preservação da fauna e da flora. 
A água é considerada um recurso natural limitado pelo meio científico, assim, a necessidade de monitoramento e de regras para o 
seu uso e consumo se tornam indiscutíveis. O direito das águas equivale a um conjunto de normas de natureza civil, ambiental e 
administrativa, que foram criadas com o objetivo principal de melhoria da qualidade e da quantidade dos recursos hídricos 
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existentes, e garantia da existência deles para as gerações futuras. 
A Constituição Federal de 1988, a nossa principal referência legal no país, determina que as águas ou são de domínio do Estado ou 
de domínio da União. Segundo o Art. 20, são bens da União (BRASIL, 1988, on-line): 
I. os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banham mais de um 
Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, 
bem como os terrenos marginais e as praias fluviais; 
II. as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas 
e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao 
serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26. 
Segundo o Art. 26 (BRASIL, 1988, on-line), incluem-se entre os bens do Estado: 
I. as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na 
forma da lei, as decorrentes de obras da União; 
II. as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas aquelas sob domínio da 
União, Municípios ou terceiros; 
III. as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União. 
Política Nacional dos Recursos Hídricos 
A Lei n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997, que institui a Política Nacional dos Recursos Hídricos, é considerada a mais importante 
norma legal relativa à proteção dos recursos hídricos, estando apenas abaixo da Constituição Federal, em que estão definidos os 
princípios legais para a regulamentação dos recursos hídricos. O Art. 2º da PNRH define quais são os seus objetivos (BRASIL, 
1997, on-line): 
I. assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade 
adequados aos respectivos usos; 
II. a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, incluindo o transporte aquaviário, com vistas ao 
desenvolvimento sustentável; 
III. a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso 
inadequado dos recursos naturais. 
A gestão dos recursos hídricos deve contar com ajuda do Poder Público e da comunidade, e ser implantada de forma 
descentralizada e participativa. A PNRH traz em um dos seus fundamentos que, em caso de escassez, os usos prioritários dos 
recursos hídricos são o consumo humano e a dessedentação de animais. 
O Art. 5º (BRASIL, 1997, on-line) dispõe dos instrumentos a serem utilizados na Política Nacional dos Recursos Hídricos: 
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I. os Planos de Recursos Hídricos; 
II. o enquadramento dos corpos de água em classes, segundo os usos preponderantes da água; 
III. a outorga dos direitos de uso de recursos hídricos; 
IV. a cobrança pelo uso de recursos hídricos; 
V. a compensação a Municípios; 
VI. o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos 
Um novo regimento criado pela Lei foi a cobrança do uso da água, objetivando que o usuário reconheça a água como bem 
econômico e o seu verdadeiro valor, incentivando a racionalização de seu uso. Como a água se trata de um bem de uso comum do 
povo, de responsabilidade da União ou do Estado, nenhum rio, nascente ou água subterrânea situados em uma propriedade 
privada pertencem ao dono da terra, sendo necessária a outorga pelo direito do uso do recurso hídrico, um dos instrumentos já 
citados, dependendo da atividade a ser praticada. Além da cobrança de uma taxa para a obtenção da outorga, se faz necessário um 
projeto por técnico habilitado, compatível com o uso que se deseja fazer daquele recurso hídrico. 
A Política Nacional dos Recursos Hídricos criou o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos com os seguintes 
objetivos (Art. 32): 
I. coordenar a gestão integrada das águas; 
II. arbitrar administrativamente os conflitos relacionados com os recursos hídricos; 
III. implementar a Política Nacional de Recursos Hídricos; 
IV. planejar, regular e controlar o uso, a preservação e a recuperação dos recursos hídricos; 
V. promover a cobrança pelo uso de recursos hídricos (BRASIL, 1997, on-line). 
Os integrantes do Sistema Nacional dos Recursos Hídricos são (Art. 33): 
I. o Conselho Nacional de Recursos Hídricos; 
II. a Agência Nacional de Águas; 
III. os Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados e do Distrito Federal; 
IV. os Comitês de Bacia Hidrográfica; 
V. os órgãos dos poderes públicos federal, estaduais, do Distrito Federal e municipais cujas competências se 
relacionem com a gestão de recursos hídricos; 
VI. as Agências de Água (BRASIL, 1997, on-line). 
O Quadro 1 apresenta as competências cabíveis às instituições jurídicas criadas para a gestão das águas no país. 
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Quadro 1 - Competências das instituições jurídicas criadas para a gestão das águas 
Fonte: Aith; Rothbarth (2015). 
Resolução 357/2005 - ConselhoNacional do Meio Ambiente 
No Brasil, o Conselho Nacional de Meio Ambiente, por meio da Resolução CONAMA n. 357, de 17 de março de 2005, dispõe sobre 
a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e os 
padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. De acordo com a própria Resolução (CONAMA, 2005, on-line), as 
águas podem ser classificadas em (Art. 2º): 
• águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5%; 
• águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30%; 
• águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%. 
Por meio dessa Resolução, estão preconizadas condições de qualidade para o enquadramento dos corpos hídricos segundo os seus 
usos preponderantes, assim, para cada classificação dos recursos hídricos, há uma separação em classes. Os de melhor qualidade 
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podem ser aproveitados em usos menos exigentes (CONAMA, 2005, on-line). O Art. 4º define as classes das águas doces: 
I. Classe especial: águas destinadas: 
• ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; 
• à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; 
• à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. 
II. Classe 1: águas que podem ser destinadas: 
• ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; 
• à proteção das comunidades aquáticas; 
• à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução 
CONAMA nº 274, de 2000; 
• à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que 
sejam ingeridas cruas sem remoção de película; 
• à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas. 
III. Classe 2: águas que podem ser destinadas: 
• ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; 
• à proteção das comunidades aquáticas; 
• à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução 
CONAMA nº 274, de 2000; 
• à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o 
público possa vir a ter contato direto; 
• à aquicultura e à atividade de pesca. 
IV. Classe 3: águas que podem ser destinadas: 
• ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; 
• à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; 
• à pesca amadora; 
• à recreação de contato secundário; 
• à dessedentação de animais. 
V. Classe 4: águas que podem ser destinadas: 
• à navegação; 
• à harmonia paisagística. 
É interessante que se tenha conhecimento sobre as classes e os usos preponderantes para as águas salobras 
e salinas segundo a Resolução CONAMA n. 357/2005. Para saber mais, acesse: < http://www.mma.gov.br 
/port/conama/res/res05/res35705.pdf > . 
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fport%2Fconama%2Fres%2Fres05%2Fres35705.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0-CmCF1cuv5jtmrwYPsgnO
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fport%2Fconama%2Fres%2Fres05%2Fres35705.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0-CmCF1cuv5jtmrwYPsgnO
Fonte: o autor. 
Os padrões de qualidade estabelecidos pela Resolução possuem limites individuais para cada substância de acordo com o 
enquadramento do recurso hídrico em sua classe. O Conselho Nacional de Meio Ambiente criou a Resolução como um 
instrumento jurídico que estabelece limites superiores ou inferiores (dependendo do parâmetro) para cada classe de corpos 
hídricos. 
O Art. 8º estabelece que o conjunto de parâmetros de qualidade deve ser monitorado mensalmente pelo Poder Público. A Tabela 1 
a seguir demonstra os limites de alguns parâmetros para as classes 1, 2, 3 e 4 para a classificação de águas doce e, assim, você, 
aluno(a), conseguirá entender de forma mais clara como são definidos os usos de acordo com a classe do corpo hídrico. 
Tabela 1 - Limites superiores ou inferiores a alguns parâmetros de águas doces para classes 1, 2, 3 e 4. 
DBO5,20- demanda bioquímica de oxigênio. 
As condições e padrões de lançamentos que eram estabelecidos por essa Resolução foram revogados e atualizados pela Resolução 
n. 430/2011, em que são estabelecidos limites máximos de concentração de parâmetros para efluentes líquidos despejados em 
corpos hídricos receptores. Obrigando, assim, os responsáveis a tratarem os seus resíduos líquidos antes do despejo. 
Agência Nacional de Águas (ANA) 
A Agência Nacional de Águas é uma entidade federal de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, possui 
autonomia administrativa e financeira, é vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e foi criada pela Lei n. 9.984, de 17 de julho de 
2000, integrando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos junto com outras entidades. 
A ANA atuará de acordo com os instrumentos, diretrizes e objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos, sempre em 
consonância e em conjunto com os outros integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. As suas 
responsabilidades, de acordo com o Art. 4º que consta na sua lei de criação, são: 
I. supervisionar, controlar e avaliar as ações e atividades decorrentes do cumprimento da legislação federal 
pertinente aos recursos hídricos; 
II. disciplinar, em caráter normativo, a implementação, a operacionalização, o controle e a avaliação dos 
instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos; 
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III. outorgar, por intermédio de autorização, o direito de uso de recursos hídricos em corpos d’água de 
domínio da União; 
IV. fiscalizar os usos de recursos hídricos nos corpos d’água de domínio da União; 
V. elaborar estudos técnicos para subsidiar a definição, pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, dos 
valores a serem cobrados pelo uso de recursos hídricos de domínio da União, com base nos mecanismos e 
quantitativos sugeridos pelos Comitês de Bacia Hidrográfica; 
VI. estimular e apoiar as iniciativas voltadas para a criação de Comitês de Bacia Hidrográfica; 
VII. implementar, em articulação com os Comitês de Bacia Hidrográfica, a cobrança pelo uso de recursos 
hídricos de domínio da União; 
VIII. planejar e promover ações destinadas a prevenir ou minimizar os efeitos de secas e inundações, no 
âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, em articulação com o órgão central 
do Sistema Nacional de Defesa Civil, em apoio aos Estados e Municípios; 
IX. promover a elaboração de estudos para subsidiar a aplicação de recursos financeiros da União em obras 
e serviços de regularização de cursos de água, de alocação e distribuição de água, e de controle da poluição 
hídrica, em consonância com o estabelecido nos planos de recursos hídricos; 
X. definir e fiscalizar as condições de operação de reservatórios por agentes públicos e privados, visando a 
garantir o uso múltiplo dos recursos hídricos, conforme estabelecido nos planos de recursos hídricos das 
respectivas bacias hidrográficas; 
XI. promover a coordenação das atividades desenvolvidas no âmbito da rede hidrometeorológica nacional, 
em articulação com órgãos e entidades públicas ou privadas que a integram, ou que dela sejam usuárias; 
XII. organizar, implantar e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos; 
XIII. prestar apoio aos Estados na criação de órgãos gestores de recursos hídricos; 
XIV. propor ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos o estabelecimento de incentivos, inclusive 
financeiros, à conservação qualitativa e quantitativa de recursos hídricos. 
XV. regular e fiscalizar, quando envolverem corpos d’água de domínio da União, a prestação dos serviçospúblicos de irrigação, se em regime de concessão, e adução de água bruta, cabendo-lhe, inclusive, a 
disciplina, em caráter normativo, da prestação desses serviços, bem como a fixação de padrões de eficiência 
e o estabelecimento de tarifa, quando cabíveis, e a gestão e auditagem de todos os aspectos dos respectivos 
contratos de concessão, quando existentes. 
XVI. organizar, implantar e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB). 
Em busca de auxiliar a tomada de decisões no gerenciamento dos recursos hídricos, e dar suporte para o desenvolvimento de 
projeto em vários segmentos, a ANA possui estações pluviométricas e fluviométricas, que monitoram o nível das vazões dos rios, a 
quantidade de sedimentos e a qualidade das águas. Essas estações estão distribuídas pelas bacias hidrográficas do Brasil, e a ANA 
criou um Sistema de Informações Hidrológicas com todos os rios monitorados cadastrados. 
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ASPECTOS LEGAIS E INSTITUCIONAIS 
DA POLUIÇÃO DO AR ATMOSFÉRICO 
Para garantir a saúde e o conforto para a vida, é necessária a disponibilidade de uma quantidade ilimitada de ar puro. O ser 
humano pode recusar a ingestão de algum alimento ou água contaminada, porém, devido à necessidade de respirar, não lhe é 
permitido fazer o mesmo em relação ao ar poluído (LISBOA, 2007). 
O ar é um dos elementos que mais têm sido agredidos ao longo da história, mas por possuir características como: invisível, inodoro 
e disposto de forma abundante, não recebeu maiores atenções pelo homem, fazendo com que as suas características mudassem 
com o passar do tempo (BRAGA et al., 2001). 
Figura 1 - Mudança das características atmosféricas em centros urbanos 
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São diversos os poluentes que podem ser encontrados na atmosfera, no entanto, existem aqueles que estão presentes em maiores 
quantidades, que podem causar efeitos tóxicos sobre os seres vivos e animais, efeitos sobre os materiais, as propriedades 
atmosféricas e vegetações, além dos maus odores. O Quadro 2 a seguir apresenta quais são esses poluentes e os efeitos causados 
por eles. 
Quadro 2 - Efeitos causados pelos poluentes 
Fonte: Lisboa (2007). 
Existem diversas formas de poluição da atmosfera causadas pela interação das atividades humanas com o meio em que os 
indivíduos vivem. Estas podem ser classificadas em fixas e móveis. 
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As fontes fixas são aquelas que ocupam, na comunidade, uma área limitada, causando a poluição sempre no mesmo local. Sendo 
quase todas de natureza industrial, cada fonte de poluição atmosférica pode causar diferentes problemas resultantes das 
características do processo de fabricação (DERISIO, 2012). 
As fontes móveis se encontram de forma espalhada na comunidade. Exemplos destas fontes de poluição são os veículos 
automotores (carros, motos, trens, aviões e embarcações marinhas), todas as formas de veículos produzem gases, vapores e 
material particulado, independentemente do combustível utilizado (gasolina, diesel, etanol, gás natural). A diferença está na 
quantidade que cada um emite para a atmosfera (DERISIO, 2012). 
Existem, no Brasil, alguns dispositivos legais ligados à poluição atmosférica. Alguns dos mais relevantes incluem as Resoluções 
CONAMA n.18/1986 e n. 315/2002, que criam, em caráter nacional, o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos 
Automotores (PROCONVE), cujos objetivos são os seguintes (CONAMA, 1986, on-line): 
• Reduzir os níveis de emissão de poluentes por veículos automotores visando o atendimento aos Padrões de Qualidade do Ar, 
especialmente nos centros urbanos. 
• Promover o desenvolvimento tecnológico nacional, tanto na engenharia automobilística como também em métodos e 
equipamentos para ensaios e medições da emissão de poluentes. 
• Criar programas de inspeção e manutenção para veículos automotores em uso. 
• Promover a conscientização da população em relação à questão da poluição do ar por veículos automotores. 
• Estabelecer condições de avaliação dos resultados alcançados. 
• Promover a melhoria das características técnicas dos combustíveis líquidos postos à disposição da frota nacional de veículos 
automotores, visando a redução de emissões poluidoras à atmosfera. 
A Resolução n. 5/1989, que instituiu o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (PRONAR), utilizado como instrumento 
para a proteção ambiental e também da saúde e do bem-estar da população, visando a uma melhoria da qualidade do ar, o 
atendimento aos padrões estabelecidos pela lei e a preservação da qualidade do ar em áreas consideradas não degradadas 
(CONAMA, 1989, on-line). Ela foi complementada pelas Resoluções n. 3/1990 e n. 8/1990, que dispõem sobre os padrões de 
qualidade do ar previstos no PRONAR. 
O PRONAR estabeleceu padrões de qualidade do ar que são classificados em primários e secundários, conceituados segundo o 
Art. 2º da Resolução n. 3/1990 da seguinte maneira (CONAMA, 1990, on-line): 
• Padrões Primários de Qualidade do Ar são as concentrações de poluentes que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da 
população. 
• Padrões Secundários de Qualidade do Ar são as concentrações de poluentes abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso 
sobre o bem-estar da população, assim como o mínimo dano à fauna, à flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral. 
Como forma de prevenção ao processo de degradação da qualidade do ar, o PRONAR enquadra as áreas do território nacional de 
acordo com os seus usos pretendidos nas seguintes classes: 
• Classe I : áreas de preservação, lazer e turismo, tais como Parques Nacionais e Estaduais, Reservas e Estações Ecológicas, 
Estâncias Hidrominerais e Hidrotermais. Nestas áreas, deverá ser mantida a qualidade do ar em nível o mais próximo possível do 
verificado sem a intervenção antropogênica. 
• Classe II : áreas onde o nível de deterioração da qualidade do ar seja limitado pelo Padrão Secundário de Qualidade. 
• Classe III : áreas de desenvolvimento onde o nível de deterioração da qualidade do ar seja limitado pelo Padrão Primário de 
Qualidade. 
A Resolução n. 3/1990, em termos de qualidade do ar, estabelece, ainda, por parte dos governos estaduais e municipais, em seu 
Art. 6º, § 2º, os Níveis de Qualidade do Ar para Elaboração do Plano de Emergência para Episódios Críticos de Poluição do Ar, com o 
objetivo de prevenir grave e iminente risco à saúde da população. Considera-se Episódio Crítico de Poluição do Ar a presença de 
altas concentrações de poluentes na atmosfera em curto período de tempo, resultante da ocorrência de condições meteorológicas 
desfavoráveis à dispersão. 
Foram três os níveis estabelecidos: atenção, alerta e emergência. Para a execução dos planos, as providências nos níveis de alerta e 
de atenção devem evitar o chamado do nível de emergência. 
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A Resolução n. 382/2006 também complementa a Resolução n. 5/1989 e estabelece alguns limites máximos de emissões de 
poluentes atmosféricos para fontes fixas por tipo de poluição e tipologia de geradores. Em seu Art. 2º, a Resolução de 2006 
estabelece alguns critérios mínimos para estabelecer tais limites, e são eles: 
I. o uso do limite de emissões é um dos instrumentos de controle ambiental, cuja aplicação deve ser 
associada a critérios de capacidade de suporte do meio ambiente, ou seja, ao grau de saturação da região 
onde se encontra o empreendimento; 
II. o estabelecimento de limites de emissão deve ter como base tecnologias ambientalmente adequadas, 
abrangendo todas as fases, desde concepção, instalação, operação e manutenção das unidades, bem como o 
uso de matérias-primas e insumos; 
III. adoção de tecnologiasde controle de emissão de poluentes atmosféricos técnica e economicamente 
viáveis e acessíveis e já desenvolvidas em escala que permitam sua aplicação prática; 
IV. possibilidade de diferenciação dos limites de emissão, em função do porte, localização e especificidades 
das fontes de emissão, bem como das características, carga e efeitos dos poluentes liberados; 
V. informações técnicas e mensurações de emissões efetuadas no País bem como o levantamento 
bibliográfico do que está sendo praticado no Brasil e no exterior em termos de fabricação e uso de 
equipamentos, assim como exigências dos órgãos ambientais licenciadores (CONAMA, 2006, p. 2). 
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ASPECTOS LEGAIS E INSTITUCIONAIS 
DA POLUIÇÃO DO SOLO 
O solo é originado da decomposição da rocha-mãe por ação de processos físicos, químicos e biológicos, podendo basicamente 
servir para os seguintes usos (DERISIO, 2012): 
• Elemento de fixação e nutrição da vida vegetal. 
• Fundação para construção civil como edificações, aterros, estradas, sistemas de disposição de resíduos e outros. 
• Uso para culturas agrícolas e criação de espécies animais. 
• Elemento de armazenamento de água para diversos fins, como mananciais de abastecimento público. 
Todos os usos do solo acabam por modificar as suas características, provocando alterações no meio ambiente. O principal dano 
decorrente dessas alterações são os processos erosivos, que geralmente ocorrem quando há a retirada da cobertura vegetal, 
deixando o solo exposto às ações naturais, como vento e chuva. O processo de erosão faz com que o solo se quebre, havendo, 
assim, a remoção de suas partículas. Esta camada superficial fértil do solo causa assoreamento nos rios, alterações no relevo e 
riscos na construção civil (DERISIO, 2012). 
Para Carvalho (2008), a erosão pode causar problemas como o aumento do risco de desertificação, a remoção da camada fértil em 
zonas agrícolas, empobrecendo o solo, e a alteração nas condições de escoamento da água na superfície e na calha dos rios. 
Silva et al. (2005) ressaltam que a cobertura vegetal exerce dois efeitos benéficos quanto à proteção contra erosão e 
assoreamento: ela possui o poder de dissipar a energia cinética dos impactos das gotas pluviais, impedindo a desagregação de 
material do solo, e também representa um obstáculo mecânico ao escoamento superficial e ao transporte dos sedimentos. 
Figura 2 - Processo de desertificação do solo 
Outro grande problema que encontramos hoje é a disposição de resíduos de forma direta no solo. Com o passar do tempo, o 
lixiviado (chorume gerado pela decomposição dos resíduos), somado com a fração de águas pluviais, acaba por infiltrar e 
contaminar o solo, percolando para as partes mais profundas e atingindo as águas subterrâneas. Outro problema relacionado a 
esta atividade é a geração de gases como metano e gás carbônico, limitando o teor de oxigênio no solo, o que causa a morte da 
vegetação local (DERISIO, 2012). 
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Resolução n. 420/2009 - Conselho Nacional do Meio Ambiente 
A Resolução n. 420/2009 dispõe sobre critérios e valores orientadores da qualidade do solo quanto à presença de substâncias 
químicas, e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de 
atividades antrópicas. Caso seja comprovada a concentração natural de substâncias químicas que possa prejudicar a saúde dos 
seres vivos, a responsabilidade de proteção da população exposta, por meio de ações específicas, fica para os órgãos competentes. 
Em seu Art. 3º, a Resolução traz, de forma clara, que, para o uso do solo, deve haver a sua proteção preventiva, de forma a garantir a 
manutenção da sua funcionalidade, visando a restauração da sua qualidade ou a recuperação de forma compatível com os usos 
previstos. Os principais usos do solo são (CONAMA, 2009, on-line): 
I. servir como meio básico para a sustentação da vida e de habitat para pessoas, animais, plantas e outros 
organismos vivos; 
II. manter o ciclo da água e dos nutrientes; 
III. servir como meio para a produção de alimentos e outros bens primários de consumo; 
IV. agir como filtro natural, tampão e meio de adsorção, degradação e transformação de substâncias 
químicas e organismos; 
V. proteger as águas superficiais e subterrâneas; 
VI. servir como fonte de informação quanto ao patrimônio natural, histórico e cultural; 
VII. constituir fonte de recursos minerais; 
VIII. servir como meio básico para a ocupação territorial, práticas recreacionais e propiciar outros usos 
públicos e econômicos. 
Em caso de áreas contaminadas, a Resolução define em seu Art. 4º que o gerenciamento ambiental deve abranger o solo e o 
subsolo, com todos os seus componentes sólidos, líquidos e gasosos. 
Quanto à avaliação da qualidade do solo, o Art. 7º da Resolução a define de acordo com as substâncias químicas, com base em 
Valores Orientadores de Referência de Qualidade (VRQs), de Prevenção (VPs) e de Investigação (VIs). Tais valores são 
concentrações de substâncias químicas que fornecem orientação sobre a qualidade e as alterações do solo e da água subterrânea, 
assim definidos (CONAMA, 2009, on-line): 
• Valor de Referência de Qualidade (VRQ) : é a concentração de determinada substância que define a qualidade natural do solo. 
Esse valor é determinado com base em interpretação estatística de análises físico-químicas de amostras de diversos tipos de solos. 
• Valor de Prevenção (VP) : é a concentração de valor-limite de determinada substância no solo de modo que ele seja capaz de 
sustentar as suas funções principais de acordo com o Art. 3º. 
• Valor de Investigação (VI) : é a concentração de determinada substância no solo ou na água subterrânea em níveis que oferecem 
riscos potenciais diretos ou indiretos à saúde humana, considerando um cenário de exposição padronizado. 
Foram estabelecidas quatro classes de solos segundo a concentração das substâncias químicas neles presentes (CONAMA, 2009, 
Art. 13, on-line): 
• Classe 1: solos que apresentam concentrações de substâncias químicas menores ou iguais ao VRQ. 
• Classe 2 : solos que apresentam concentrações de, pelo menos, uma substância química maior do que o VRQ e menor ou igual ao 
VP. 
• Classe 3 : solos que apresentam concentrações de, pelo menos, uma substância química maior que o VP e menor ou igual ao VI. 
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• Classe 4 : solos que apresentam concentrações de, pelo menos, uma substância química maior que o VI. 
O Capítulo III da Resolução (CONAMA, 2009, on-line) descreve a prevenção e o controle da qualidade do solo, em que são 
estabelecidos alguns critérios para empreendimentos que desenvolvem atividades com potencial de contaminação dos solos e das 
águas subterrâneas (Arts. 14 e 15), alguns procedimentos e diretrizes que devem ser seguidos para avaliação das concentrações de 
substâncias químicas e para o controle da qualidade do solo (Arts. 16 e 17) e, por fim, quais as ações de controle e prevenção 
devem ser tomadas após a classificação dos solos (Art. 20). São elas: 
• Classe 1 : não requer ações. 
• Classe 2 : poderá requerer uma avaliação do órgão ambiental, incluindo a verificação da possibilidade de ocorrência natural da 
substância ou da existência de fontes de poluição, com indicativos de ações preventivas de controle, quando couber, não 
envolvendo, necessariamente, investigação. 
• Classe 3: requer identificação da fonte potencial de contaminação, avaliação da ocorrência natural da substância, controle das 
fontes de contaminação e monitoramento da qualidade do solo e da água subterrânea. 
• Classe 4 : requer as ações estabelecidas no Capítulo IV. O Capítulo IV da Resolução n. 420/2009 será abordado mais a fundo noitem Aprofundando desta unidade. 
Política Nacional de Resíduos Sólidos 
A Política Nacional dos Resíduos Sólidos, instituída pela Lei n. 12.305/2010, demorou 20 longos anos de discussão no Congresso 
Nacional para ser aprovada. Ela dispõe sobre princípios, objetivos, instrumentos e diretrizes voltados a uma eficiente gestão 
integrada e a um gerenciamento de resíduos sólidos, assim como à responsabilidade dos geradores e do Poder Público (Art. 1º) 
(BRASIL, 2010, on-line). 
Você sabe qual a diferença entre um resíduo sólido e um rejeito? 
Resíduos sólidos : material, substância, objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em 
sociedade, cuja destinação final se procede, se propõe proceder ou se está obrigado a proceder nos estados 
sólido ou semissólido, bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem 
inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água, ou exijam para isso soluções 
técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível. 
Rejeitos : resíduos sólidos que depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e de recuperação 
por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade a 
não ser a disposição final ambientalmente adequada. 
Fonte: o autor. 
Seus princípios são dispostos no Art. 6º da Lei, e ao observá-los, veremos que alguns deles são os mesmos que os princípios gerais 
do Direito Ambiental (BRASIL, 2010, on-line): 
I. a prevenção e a precaução; 
II. o poluidor-pagador e o protetor-recebedor; 
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III. a visão sistêmica, na gestão dos resíduos sólidos, que considere as variáveis ambiental, social, cultural, 
econômica, tecnológica e de saúde pública; 
IV. o desenvolvimento sustentável; 
V. a ecoeficiência, mediante a compatibilização entre o fornecimento, a preços competitivos, de bens e 
serviços qualificados que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida e a redução do 
impacto ambiental e do consumo de recursos naturais a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de 
sustentação estimada do planeta; 
VI. a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e demais segmentos da 
sociedade; 
VII. a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; 
VIII. o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, 
gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania; 
IX. o respeito às diversidades locais e regionais; 
X. o direito da sociedade à informação e ao controle social; 
XI. a razoabilidade e a proporcionalidade. 
É importante que esses princípios sejam interpretados sempre ligados com todo o corpo da Lei, principalmente com os seus 
objetivos (Art. 7º) e instrumento (Art. 8º). Como exemplo, podemos citar o princípio da responsabilidade compartilhada pelo ciclo 
de vida do produto, em que um conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, 
distribuidores, comerciantes e consumidor final deve ser estabelecido. Este princípio está totalmente relacionado a um 
instrumento da Lei, chamado coleta seletiva e sistema de logística reversa: conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a 
viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial e, por meio desse instrumento, a responsabilidade 
compartilhada pelo ciclo de vida do produto será aplicada na sociedade. 
A Política Nacional dos Resíduos Sólidos busca a proteção da saúde pública e a qualidade do meio ambiente por meio do 
gerenciamento integrado de resíduos sólidos. Para isto, ela estabelece a seguinte ordem de prioridade nas ações tomadas pelos 
geradores de resíduos durante o gerenciamento: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos sólidos e 
disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos (Art. 9º). Ressalta-se que a reutilização do resíduo é um processo de 
reaproveitamento sem que nenhuma alteração de suas propriedades físicas, químicas ou biológicas. Já a reciclagem envolve um 
processo de transformação com alteração dessas propriedades. 
Outros objetivos traduzidos pela Lei que visam a mudar o quadro atual dos problemas com os resíduos sólidos do país são 
descritos no Art. 7º, como: o estímulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços, a adoção, 
desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias limpas como forma de minimizar impactos ambientais, redução do volume e da 
periculosidade dos resíduos perigosos, incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e 
insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados, capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos, estímulo à 
rotulagem ambiental e ao consumo sustentável (BRASIL, 2010, on-line). 
Como forma de auxiliar que os objetivos citados sejam alcançados, o Art. 8º da Política Nacional dos Resíduos Sólidos lista alguns 
instrumentos (BRASIL, 2010, on-line): 
I. os planos de resíduos sólidos; 
II. os inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos; 
III. a coleta seletiva, os sistemas de logística reversa e outras ferramentas relacionadas à implementação da 
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos; 
IV. o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas ou de outras formas de associação de 
catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis; 
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V. o monitoramento e a fiscalização ambiental, sanitária e agropecuária; 
VI. a educação ambiental; 
VII. o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir); 
VIII. o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa); 
IX. o Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos; 
X. a avaliação de impactos ambientais; 
XI. o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras. 
Existem outros instrumentos listados na Lei, porém, apenas aqueles considerados os mais importantes foram aqui relacionados. 
Vale ainda ressaltar que essa Lei não trata dos rejeitos radioativos, já que estes possuem legislação específica (Lei n. 10.308/2001). 
Segundo o Capítulo VI da Lei (BRASIL, 2010, on-line), são proibidas as seguintes formas de destinação ou disposição final de 
resíduos sólidos ou rejeitos: 
I. lançamento em praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos; 
II. lançamento in natura a céu aberto, excetuados os resíduos de mineração; 
III. queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade; 
IV. outras formas vedadas pelo poder público. 
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ATIVIDADES 
São diversos os usos da água pelos seres vivos, os quais podem ser classificados em dois grupos. Quanto ao grupo dos usos não 
consuntivos, assinale a alternativa incorreta. 
a) Diluição de despejos. 
b) Abastecimento público. 
c) Recreação e lazer. 
d) Geração de energia elétrica. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está incorreta. 
2. A Política Nacional dos Resíduos Sólidos reúne o conjunto de princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações, com 
vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos. De acordo com a lei que institui a 
PNRS assinale a alternativa incorreta: 
a) A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos é um instrumento de fundamental importância para um 
eficiente gerenciamento dos resíduos. 
b) A prevenção e a precaução são princípios gerais do DireitoAmbiental e da Política Nacional dos Resíduos Sólidos. 
c) Segundo a PNRS, a seguinte ordem de prioridade deve ser seguida: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento 
dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. 
d) A reciclagem pode ser definida como o processo de transformação dos resíduos sólidos que envolve a alteração de suas 
propriedades físicas, físico-químicas ou biológicas. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está incorreta. 
3. Dentre os poluentes atmosféricos existentes, há aqueles que são encontrados em maior concentração. Em relação a um desses 
poluentes, assinale a alternativa incorreta. 
a) Óxidos de enxofre. 
b) Monóxido de carbono. 
c) Dióxido de carbono. 
d) Gás sulfídrico. 
e) Aldeídos. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
Podemos afirmar que, de todas as atividades que o homem pratica no planeta Terra, o uso dos recursos ambientais água, solo e ar 
atmosférico estará envolvido, seja de forma direta ou indireta. Com o passar do tempo, ao longo da história, essas atividades 
começaram a modificar a qualidade e a quantidade desses recursos devido à falta de consciência ambiental por parte dos 
praticantes, que não conseguiam enxergar que essa alteração da qualidade significa prejudicar a vida dos seres vivos que deles 
dependem. 
O Direito Ambiental, em busca de estabelecer um tipo de controle e fiscalização dessas atividades com potencial poluidor, criou 
políticas e legislações que visam a garantir o uso racional desses recursos, assim como a sua qualidade para as presentes e as 
futuras gerações. 
A Política Nacional dos Recursos Hídricos é a mais importante norma legal que visa a proteger os recursos hídricos existentes. 
Para isto, ela cria o Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos Hídricos, que conta com uma equipe de instituições para 
garantir que os instrumentos trazidos pela Política sejam colocados em prática e os seus objetivos, alcançados. Já o Conselho 
Nacional do Meio Ambiente estabelece uma classificação das águas com critérios para os seus usos preponderantes, também 
visando a proteção desses recursos. 
Para o ar atmosférico, também foram criadas leis de limites de emissões de poluentes para fontes fixas e para fontes móveis, como 
forma de garantir ar puro, saúde e bem-estar para a população. 
Quanto ao recurso solo, este sofre contaminação ou degradação de diversas fontes. Assim, o Direito Ambiental visa a garantir que, 
para o seu uso, deve haver uma forma de proteção preventiva que garanta a sua qualidade e funcionalidade. A disposição dos 
nossos resíduos de forma direta no solo é um dos grandes problemas de contaminação enfrentados atualmente, o que faz a 
Política Nacional dos Resíduos Sólidos, criada no ano de 2010, uma ferramenta legal muito importante no combate desse 
problema. 
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MATERIAL COMPLEMENTAR 
Leitura 
Introdução ao Controle de Poluição Ambiental 
Autor: José Carlos Derisio 
Editora: Oficina de Textos 
Sinopse : o controle da poluição ambiental ganha cada vez mais relevância 
para a indústria, que precisa atender aos requisitos da legislação, das 
normas técnicas e das exigências de consumidores e investidores. Neste 
contexto, a quarta edição da obra Introdução ao Controle de Poluição 
Ambiental , do engenheiro químico José Carlos Derisio, surge como 
importante ferramenta para todos os profissionais que atuam na área 
ambiental. Nesta nova edição, foram realizadas atualizações com ênfase 
principalmente na legislação ambiental brasileira, que é muito dinâmica e 
estão sempre sendo alterada. O livro aborda os principais usos da água, 
do ar e do solo; os tipos de poluição que os afetam e os danos provocados; 
parâmetros e métodos para avaliação de qualidade; técnicas de controle 
de poluição e aspectos legais e institucionais. Apresentando uma visão 
integrada e abrangente sobre o tema, é leitura obrigatória para todos os 
profissionais que procuram racionalizar a produção, diminuir o 
desperdício de insumos e encontrar formas mais eficientes de uso e reuso 
de recursos naturais e matérias-primas. 
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REFERÊNCIAS 
AITH, F. M. A.; ROTHBARTH, R. O estatuto jurídico das águas no Brasil. Estudos Avançados , São Paulo, v. 28, n. 84, p. 163-177, 
2015. 
BRAGA, A.; BÖHM, G. M.; PEREIRA, L. A. A.; SALDIVA, P. Poluição atmosférica e saúde humana, Revista USP , São Paulo, n. 51, p. 
58-71, 2001. 
BRASIL. (Constituição de 1988). Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. 
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Lei n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997 . Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de 
Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, 
de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Disponível em: < http://www.planalto.gov. 
br/ccivil_03/Leis/l9433.htm >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Lei n. 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei nº 9.605, de 12 de 
fevereiro de 1998; e dá outras providências. Disponível em:< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei 
/l12305.htm > . Acesso em: 26 jun. 2018. 
CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução nº 18, de 6 de maio de 1986 . Dispõe sobre a criação do Programa de 
Controle de Poluição do Ar por veículos Automotores – PROCONVE. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama 
/legislacao/CONAMA_RES_ CONS_1986_018.pdf >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Resolução n. 5, de 15 de junho de 1989 . Dispõe sobre o Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar – PRONAR. 
Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/legislacao/ CONAMA_RES_CONS_1989_005.pdf >. Acesso em: 26 jun. 
2018. 
______. Resolução n. 3, de 28 de junho de 1990 . Dispõe sobre padrões de qualidade do ar, previstos no PRONAR. Disponível em: < 
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre. cfm?codlegi=100 >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
_____. Resolução n. 357, de 17 de março de 2005 . Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o 
seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. 
Disponível em: < http://www. mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=459 >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Resolução n. 382, de 26 de dezembro de 2006 . Estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para 
fontes fixas. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res06/res38206.pdf >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______.Resolução n. 420, de 28 de dezembro de 2009 . Dispõe sobre critérios e valores orientadores de qualidade do solo quanto à 
presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas 
substâncias em decorrência de atividades antrópicas. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama 
/legiabre.cfm?codlegi=620 >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
CARVALHO, N. O. Hidrossedimentologia Prática. 2. ed. São Paulo: Interciência, 2008. 
DERISIO, J. C. Introdução ao controle de poluição ambiental . São Paulo: Oficina de Textos, 2012. 
SILVA, D. D.; PRUSKI, F. F.; SCHAEFER, C. E. G. R.; AMORIM, R. S. S.; PAIVA, K. W. N. Efeito da cobertura nas perdas de solo em um 
Argissolo Vermelho-Amarelo utilizando simulador de chuva. Engenharia Agrícola , Jaboticabal, v. 25, n. 2, p. 409-419, 2005. 
SISTEMA FIEMG. Gerenciamento de Áreas Contaminadas: Conceitos e Informações Gerais. Sistema FIEMG [2018]. Disponível 
em: < http://www7.fiemg.com.br/Cms_Data/Contents/central/Media/Documentos/Biblioteca/PDFs/FIEMG 
/cartilha_Areas_Contaminadas.pdf >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1Erbk-7vr6kvrIszFOfu1l
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.br%2Fccivil_03%2F_ato2007-2010%2F2010%2Flei%2Fl12305.htm&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0pQf5h0MWI_5ZmDuCS38qN
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.br%2Fccivil_03%2F_ato2007-2010%2F2010%2Flei%2Fl12305.htm&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0pQf5h0MWI_5ZmDuCS38qN
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fport%2Fconama%2Flegislacao%2FCONAMA_RES_&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3kG9WewvzCnEp3eeqSBe3m
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fport%2Fconama%2Flegislacao%2FCONAMA_RES_&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw3kG9WewvzCnEp3eeqSBe3m
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fport%2Fconama%2Flegiabre.&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1gwfDmFSbBXuaqrwtQrY6b
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0aoS2On2FqjUKrV3THQkEo
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fport%2Fconama%2Fres%2Fres06%2Fres38206.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw0IP1NScfd394LbS4ka7_RU
http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.mma.gov.br%2Fport%2Fconama%2Flegiabre.cfm%3Fcodlegi%3D620&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw1JWyKUujpWIjM78z2JLpiY
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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww7.fiemg.com.br%2FCms_Data%2FContents%2Fcentral%2FMedia%2FDocumentos%2FBiblioteca%2FPDFs%2FFIEMG%2Fcartilha_Areas_Contaminadas.pdf&sa=D&sntz=1&usg=AOvVaw2tr4-1oIgQ0a1ieEIRxpeF
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APROFUNDANDO 
Em nosso Aprofundando para este estudo, veremos algumas diretrizes para o gerenciamento de áreas contaminadas e que estão 
previstas no Capítulo IV da Resolução n. 420, de 28 de novembro de 2009, Resolução que já foi vista por nós ao longo do estudo. 
O gerenciamento de áreas degradadas tem o propósito de eliminar os possíveis riscos que aquele local oferece para população e 
para o meio ambiente em seu entorno, e também objetiva evitar danos aos demais bens e possibilitar o uso declarado ou futuro da 
área, observando o planejamento de uso e ocupação do solo. Para isso, o processo é formado por um conjunto de procedimentos e 
de ações que fornecem informações necessárias para a tomada de decisões quanto à forma de intervenções mais adequadas. 
Essas ações e procedimentos contemplam quatro etapas que devem ser seguidas em ordem cronológica, e estão definidas a seguir: 
Figura 1 – As quatro etapas do processo de identificação das áreas degradadas 
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Fonte: Sistema FIEMG ([2018], on-line). 
As áreas são classificadas da seguinte forma: 
• Área com Potencial de Contaminação (AP ): aquela em que for observada a realização de atividades com produtos químicos e 
perigosos, com potencial de contaminação. 
• Área Suspeita de Contaminação (AS) : aquela em que que foram observados sinais de presença de contaminação após avaliação 
preliminar. 
• Área Contaminada sob Investigação (AI) : aquela em que, mediante investigação confirmatória, foi constatada a contaminação 
com concentrações de substâncias no solo ou nas águas subterrâneas acima dos valores de investigação 
• Área Contaminada sob Investigação (ACI) : aquela em que, mediante investigação confirmatória, foi constatada a contaminação 
com concentrações de substâncias em fase livre, ou que trazem riscos à saúde humana. 
• Área em Processo de Monitoramento para Reabilitação (AMR) : aquela em que foi atingida a redução do risco aos níveis 
toleráveis de acordo com as metas estipuladas na avaliação de risco. 
• Área Reabilitada para o Uso Declarado (AR) : aquela em que foi eliminado o perigo ou houve a redução dos riscos a níveis 
tolerados para o uso declarado. 
O processo de gerenciamento de áreas degradadas é descrito pela Figura a seguir: 
Figura 2 – Processo de gerenciamento de áreas degradadas 
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Fonte: adaptado de Sistema FIEMG ([2018], on-line). 
PARABÉNS! 
Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
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EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação 
a Distância; SILVA , Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da. 
Legislação Ambiental. 
Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
39 p. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Legislação 2. Ambiental 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 340 
CIP - NBR 12899 - AACR/2 
As imagens utilizadas neste livro foram obtidas a partir do site shutterstock.com 
NEAD - Núcleo de Educação a Distância 
Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 
Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360 
Retornar 
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INSTRUMENTOS DE 
PROTEÇÃO E 
PREVENÇÃO DOS 
RECURSOS 
AMBIENTAIS 
Professor : 
Me. Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva 
Objetivos de aprendizagem 
• Compreender o processo de licenciamento ambiental e suas finalidades. 
• Conhecer a tutela penal ambiental brasileira. 
• Conhecer a legislação que visa a proteger a vegetação nativa brasileira. 
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Plano de estudo 
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: 
• Licenciamento Ambiental Brasileiro 
• Crimes Ambientais 
• O Código Florestal 
Introdução 
No decorrer deste estudo, veremos um dos instrumentos que contribuem para a proteção dos recursos naturais e do meio 
ambiente: o licenciamento ambiental, que regula as atividades antrópicas, obrigando-as a criar medidas mitigadoras que evitem 
impactos negativos para que, então, elas possam ser iniciadas. O licenciamento ambiental é um procedimento administrativo que 
obriga as empresas a terem um controle prévio de suas atividades, e que deve ser renovado de tempos em tempos, obrigando as 
atividades a seguirem um caminho sustentável. Uma das partes do processo é a avaliação de impacto ambiental (AIA), que envolve 
o empreendedor, o Poder Público e a sociedade, dando oportunidade para a população participar e opinar. 
Veremos também quais são as sanções e as penalidades aplicadas àqueles que cometem crimes ambientais, quais critérios devem 
ser analisados para a aplicação dessas penalidades e como isto é previsto na forma de lei, que descreve de forma específica quais 
são as infrações e as penalidades para cada uma delas. Assim, serão apresentados, neste encontro, segundo a Lei n. 9.605, de 12 de 
fevereiro de 1998, as infrações ambientais cometidas por meio da poluição em geral e da poluição e degradação da fauna e da 
flora. 
Por fim, analisaremos os principais temas relacionados ao novo Código Florestal. Veremos que, de forma geral, ele institui onde e 
como podemos explorar a vegetação nativa encontrada no território brasileiro, quais os limites das Áreas de Preservação 
Permanente e quem são os responsáveis por mantê-las, como as áreas destinadas à Reserva Legal devem ser escolhidas e qual 
porcentagem do imóvel rural deve ser utilizado. Porém, se pararmos para analisar, o território brasileiro é muito grande para 
controlar se o uso da terra está de acordo com os termos previsto na lei, e é por meio do Cadastramento Ambiental Rural (CAR), 
criado pelo novo Código Florestal, que este monitoramento pode se tornar possível. 
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LICENCIAMENTO AMBIENTAL 
BRASILEIRO 
O licenciamento ambiental foi introduzido de forma efetiva no ordenamento jurídico brasileiro com a criação da Lei Federal n. 
6.938/1981, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente, já abordada em estudos anteriores neste livro. A PNMA traz 
o licenciamento ambiental como um instrumento que objetiva compatibilizar a preservação do meio ambiente com o 
desenvolvimento econômico (BRASIL, 1981, on-line). A Lei n. 6.938/1981 declara, em seu Art. 10 (atualizado pela Lei 
Complementar n. 140, de 18 de dezembro de 2011), a seguinte frase: 
A construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadores de 
recursos ambientais, efetiva ou potencialmente poluidores ou capazes, sob qualquer forma, de causar 
degradação ambiental dependerão de prévio licenciamento ambiental (BRASIL, 1981; 2011, on-line). 
Tais recursos ambientais são entendidos como o solo, o subsolo, o ar, a água, a fauna, a flora e os elementos da biosfera. 
Não só a Lei n. 6.938/1981, mas também o Decreto n. 99.274, que o regulamenta, atribuem ao Conselho Nacional do Meio 
Ambiente o estabelecimento de normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras e, 
quando julgar necessário, a realização de estudos das alternativas e das possíveis consequências ambientais de projetos públicos 
ou privados, requisitando aos órgãos federais, estaduais e municipais, bem como às entidades privadas, as informações 
indispensáveis para a apreciação dos estudos de impacto ambiental e os respectivos relatórios, no caso de obras ou atividades de 
significativa degradação ambiental, especialmente nas áreas consideradas patrimônio nacional (BRASIL, 1990, on-line). 
A partir de então, o CONAMA, no uso das atribuições e competências que lhe foram conferidas, instituiu uma série de resoluções 
que tratam sobre o licenciamento ambiental brasileiro, dentre as mais importantes, a Resolução n. 1/1986 e a n. 237/1997. 
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Resolução n. 237/1997 - Conselho Nacional do Meio Ambiente 
A Resolução n. 237/1997 do CONAMA dispõe sobre os procedimentos e os critérios utilizados no licenciamento ambiental, de 
forma a efetivar a utilização do sistema de licenciamento como instrumento de gestão ambiental. 
Em seu Art. 1º, § 1º, a Resolução CONAMA n. 237/1997 define licenciamento ambiental como: 
procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, 
ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, 
consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar 
degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis 
ao caso (CONAMA, 1997, on-line). 
Sendo o licenciamento um procedimento administrativo, a licença ambiental se torna um ato final do 
processo, visto como produto de cada etapa do procedimento. Não há como obter uma licença sem passar 
pelo processo de licenciamento, a licença será o resultado final, em que se manifesta a conclusão da 
avaliação do órgão ambiental. 
Fonte: Struchel (2016) 
Toda a etapa de implementação, como localização, construção, instalação, ampliação, modificação e operação de 
empreendimentos utilizadores de recursos ambientais que são potencialmente poluidores, dependerão de prévia licença 
ambiental com condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, fornecidas 
pelo órgão ambiental competente (CONAMA, 1997, Art. 2º, on-line). 
O anexo I da Resolução lista uma série de atividades e empreendimentos que estão sujeitos ao processo de licenciamento 
ambiental, dentre eles, estão: indústrias em geral, obras civis, serviços de utilidades, transportes, terminais, depósitos e atividades 
agropecuárias. Devemos compreender que essas não são as únicas atividades que necessitam de licenciamento ambiental, podem 
haver algumas que não estão contidas nesta lista e que necessitarão da licença ambiental devido ao potencial poluidor a elas 
atribuído, cabendo ao empreendedor a consulta ao órgão ambiental competente. 
O Art. 3º explica que todas as atividades com potencial significativo de causar degradação do meio dependerão de prévio estudo 
de impacto ambiental e respectivo relatório de impacto sobre o meio ambiente (EIA/RIMA), devendo-se garantir a realização de 
audiências públicas e de publicação. 
O Poder Público expedirá as seguintes licenças aos empreendimentos, com prazos de validade estabelecidos para cada tipo delas 
(Art. 8º e Art. 18): 
I. Licença Prévia (LP) - concedida nafase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade 
aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos 
básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação (...). 
O prazo de validade da Licença Prévia (LP) deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo cronograma de 
elaboração dos planos, programas e projetos relativos ao empreendimento ou atividade, não podendo ser 
superior a 5 (cinco) anos. 
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II. Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as 
especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle 
ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante. O prazo de validade da 
Licença de Instalação (LI) deverá ser, no mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do 
empreendimento ou atividade, não podendo ser superior a 6 (seis) anos. 
III. Licença de Operação (LO) - autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do 
efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e 
condicionantes determinados para a operação. 
O prazo de validade da Licença de Operação (LO) deverá considerar os planos de controle ambiental e será 
de, no mínimo, 4 (quatro) anos e, no máximo, 10 (dez) anos (CONAMA, 1997, on-line). 
Os procedimentos pelos quais o processo de licenciamento deve ser efetuado está descrito em etapas no Art. 10 da Resolução, no 
entanto, algumas delas podem ser dispensadas. Na primeira etapa, são definidos quais estudos ambientais, projetos e documentos 
serão necessários para dar início ao processo de licenciamento. Em seguida, é feito o requerimento com todos os documentos e 
estudos necessários, dando a devida publicidade. Todos os documentos, projetos e estudos serão analisados pelo órgão 
competente integrante da SISNAMA e, então, será realizada uma audiência pública. Após os documentos serem analisados pelo 
órgão ambiental, poderão ser realizadas vistorias técnicas, quando couber, e serem solicitados esclarecimentos e 
complementações dos documentos, caso os já entregues não sejam satisfatórios. Por fim, é feita a emissão do parecer técnico 
conclusivo e o deferimento ou o indeferimento da licença ambiental. 
Resolução n. 1/1986 - Conselho Nacional do Meio Ambiente 
A Resolução n. 1/1986 do CONAMA dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental (AIA), 
e foi, ao longo do tempo, alterada pela Resolução n. 11/1986 (alterado o Art. 2º), pela Resolução n. 5/1987 (acrescentado o inciso 
XVIII) e pela Resolução n. 237/1997 (revogados os Arts. 3º e 7º). 
Em seu Art. 2º, a Resolução de 1986 lista uma série de atividades que dependerão de elaboração de estudo de impacto ambiental 
(EIA) e respectivo relatório de impacto ambiental (RIMA) para que o licenciamento seja aprovado. São elas: estradas de rodagem, 
ferrovias, portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos, aeroportos, oleodutos, gasodutos, minerodutos, troncos 
coletores e emissários de esgotos sanitários, linhas de transmissão de energia elétrica acima de 230 kV, obras hidráulicas para a 
exploração de recursos hídricos, extração de combustível fóssil, extração de minério, aterros sanitários, entre outras. 
O EIA deve atender os princípios e objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente e seguir as seguintes diretrizes gerais (Art. 5º): 
I. Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização do projeto, confrontando-as com a 
hipótese de não execução do projeto; 
II. Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de implantação e 
operação da atividade; 
III. Definir os limites da área geográfica a ser direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada 
área de influência do projeto, considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza; 
IV. Considerar os planos e programas governamentais, propostos e em implantação na área de influência do 
projeto, e sua compatibilidade (CONAMA, 1986, on-line). 
A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA), que exige a elaboração dos estudos ambientais, facilita que o empreendimento tenha 
uma gestão ambiental bem delineada, uma vez que o empreendedor assume compromissos com a aprovação do EIA, em que estão 
implementadas as medidas mitigadoras e compensatórias dos possíveis impactos negativos (SÁNCHEZ, 2013). 
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Assim, algumas atividades técnicas são exigidas para a elaboração de um estudo de impacto ambiental. O Art. 6º da legislação 
descreve quais são elas: 
I. Diagnóstico ambiental da área de influência do projeto e completa descrição e análise dos recursos 
ambientais e suas interações de modo a caracterizar a situação ambiental da área, antes da implantação do 
projeto (...). 
II. Análise dos impactos ambientais do projeto e de suas alternativas, através de identificação, previsão da 
magnitude e interpretação da importância dos prováveis impactos relevantes, discriminando: os impactos 
positivos e negativos (benéficos e adversos), diretos e indiretos, imediatos e a médio e longo prazos, 
temporários e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas propriedades cumulativas e sinérgicas; a 
distribuição dos ônus e benefícios sociais. 
III. Definição das medidas mitigadoras dos impactos negativos, entre elas, os equipamentos de controle e 
sistemas de tratamento de despejos, avaliando a eficiência de cada uma delas. 
IV. Elaboração do programa de acompanhamento e monitoramento dos impactos positivos e negativos, 
indicando os fatores e parâmetros a serem considerados (CONAMA, 1986, on-line). 
O RIMA se trata de um relatório menos denso que o EIA, e tem o objetivo de informar ao público as vantagens e desvantagens do 
projeto e as consequências ambientais de sua implementação. Para isto, ele carrega uma linguagem menos técnica e mais popular 
(MILARÉ, 2013). 
Segundo Milaré (2013), são três as fases que o empreendedor atravessa durante o processo de licenciamento ambiental: fase 
deflagratória, na qual o interessado entra com o pedido da licença; fase instrutória, em que são realizadas as entregas dos 
componentes que contribuirão com a decisão administrativa e; por fim, a fase decisória, em que a licença é ou não deferida pelo 
órgão ambiental. 
No Art. 12 da Resolução (CONAMA, 1997, on-line), ainda é prevista a licença ambiental simplificada, definida da seguinte forma no 
§ 1º: “poderão ser estabelecidos procedimentos simplificados para as atividades e empreendimentos de pequeno potencial de 
impacto ambiental, que deverão ser aprovados pelos respectivos Conselhos de Meio Ambiente.” Neste tipo de licença, as três fases 
do licenciamento são reunidas em uma só, sempre levando em conta o potencial poluidor do empreendimento requerente. 
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CRIMES AMBIENTAIS 
Todo o crime, independentemente de sua natureza, é considerado uma violação ao Direito. Podemos então dizer que um crime 
ambiental é todo o dano ou o prejuízo causado aos elementos que fazem parte do meio ambiente, como: recursos naturais em 
geral, fauna, flora e patrimônio público. 
O Direito Criminal Ambiental, ao contrário dos que muitos pensam, não é apenas repressivo, isto é, aplicado apenas após o 
surgimento do dano, ele possui algumas características peculiares. Por exemplo, o caráter preventivo, assim como grande parte da 
legislação ambiental, com o objetivo de evitar danos irreversíveis ao ponto da tutela penal ambiental se tornar inócua. Ele 
apresenta, ainda, sanções penais para as infrações ambientais que são aplicadas especificamente aos tipos de condutas praticadas,sanções essas que visam a assegurar o meio ambiente saudável em todas suas manifestações (FIORILLO; CONTE, 2012). 
A tutela penal do meio ambiente ganhou destaque com o advento da Constituição Federal de 1988 e, posteriormente, com a 
edição da Lei n. 9.605/1998, que impõe penas para pessoas físicas e jurídicas de acordo com a gravidade dos fatos. A Constituição 
Federal, em seu Art. 225, § 3º, descreve a tutela penal do meio ambiente da seguinte forma: 
As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou 
jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos 
causados (BRASIL, 1988, on-line). 
Lei n. 9.605/1998 
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A Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades 
lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Ela pode ser dividida em duas partes: a que apresenta as normas penais gerais 
entre o Art. 2º (Art. 1º vetado) e o Art. 28, e a parte que apresenta os crimes ao meio ambiente em espécie, a partir do Art. 28. 
No Art. 3º, a Lei deixa claro que as pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa, civil e penalmente caso a decisão para 
a infração cometida tenha sido tomada pelo seu representante legal, e que a responsabilidade das pessoas jurídicas não exclui a 
das pessoas físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato. 
O Art. 6º descreve alguns fatores que devem ser analisados para a imposição e a gradação da penalidade. São eles: 
I. a gravidade do fato, tendo em vista os motivos da infração e suas consequências para a saúde pública e 
para o meio ambiente; 
II. os antecedentes do infrator quanto ao cumprimento da legislação de interesse ambiental; 
III. a situação econômica do infrator, no caso de multa (BRASIL, 1998, on-line). 
As penas aplicadas de forma isolada, cumulativa ou alternativa às pessoas jurídicas são por meio de multas, de prestação de 
serviços à comunidade e de restrição dos direitos. A restrição do direito pode ocorrer pela suspensão parcial ou total de 
atividades, interdição temporária de estabelecimento, obra ou atividade e proibição de contratar com o Poder Público, bem como 
dele obter subsídios, subvenções ou doações (Arts. 21 e 22). 
A seguir, quadros demonstrativos de crimes previstos na lei com suas penas para crimes de poluição, crimes contra a fauna e a 
flora. 
Quadro 1 - Dos crimes contra a fauna 
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Fonte: Brasil (1998, on-line). 
Quadro 2 - Dos crimes contra a flora 
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Fonte: BRASIL, 1998. 
Quadro 3: Dos crimes da poluição e outros crimes ambientais: 
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Fonte: Brasil (1998, on-line). 
A Lei ainda prevê crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural, contra a administração ambiental e de infrações 
administrativas 
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O CÓDIGO FLORESTAL 
O Código Florestal é um dos principais pilares da legislação ambiental brasileira, que é considerada uma das mais completas do 
mundo. Ele foi criado com a função de regular o regime jurídico das florestas e contribuir de forma decisiva e indireta na 
preservação da fauna, da biodiversidade, da qualidade do solo e do ar e na regulação hídrica, o que o torna uma ferramenta vital 
para a recuperação de ecossistemas (SANTOS, 2015). 
A legislação voltada para a proteção das florestas vem sofrendo diversas alterações desde a sua criação, isto devido ao fato de que, 
a cada ano, surge a “necessidade” de novas áreas para diversas atividades, por exemplo, a agricultura, resultando no avanço sobre 
as florestas por meio de queimadas e derrubadas (VIEIRA; BECKER, 2010). 
Figura 1 - Área desmatada para atividade agropecuária 
A história do Código Florestal teve início em 1934 pelo Decreto n. 23.793, quando ele foi criado junto com o Código de Água, 
Minas, Caça e Pesca, uma tentativa do Estado de controlar e proteger os recursos ambientais. Armando Monteiro Filho, ministro 
da Agricultura no ano de 1962, solicitou uma reformulação da legislação florestal ao perceber que o avanço das matas estava 
gerando impactos na agricultura, e apenas em 1965, após três anos de discussão, é que foi sancionada a Lei n. 4.771 como Código 
Florestal reformulado, e uma das medidas mais importantes desta alteração foi o aumento do tamanho das faixas de terras ao 
longo dos rios, que não deveriam ser ocupadas, uma figura modificada de áreas de Preservação Permanente (APPs) e da nova 
figura de Reservas Legais (RLs) (SANTOS, 2015). A Lei n. 4.771 perdurou até o ano de 2012, quando surgiu o novo Código 
Florestal, por meio da Lei n. 12.651. 
Área de Preservação Permanente - APP : área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a 
função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, 
facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. 
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Reserva Legal - RL : área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, com a função de 
assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a 
conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem 
como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa. 
Fonte: Brasil (2012, on-line). 
Lei n. 12.651/2012 
A Lei n. 12.651 foi instituída em 25 de maio de 2012. É considerada o novo Código Florestal, dispõe sobre a proteção da vegetação 
nativa e estabelece algumas normas gerais sobre a proteção da vegetação, as áreas de Preservação Permanente e as áreas de 
Reserva Legal, a exploração florestal, o suprimento de matéria-prima florestal, o controle da origem dos produtos florestais e o 
controle e prevenção dos incêndios florestais, e prevê instrumentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos 
(Art. 1º - A). 
Como toda a lei, o Código Florestal descreve os seus princípios, deixando claro que o desenvolvimento sustentável deverá nortear 
todas as ações relacionadas às aplicações da legislação. São eles: 
I. afirmação do compromisso soberano do Brasil com a preservação das suas florestas e demais formas de 
vegetação nativa, bem como da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e da integridade do sistema 
climático, para o bem-estar das gerações presentes e futuras; 
II. reafirmação da importância da função estratégica da atividade agropecuária e do papel das florestas e 
demais formas de vegetação nativa na sustentabilidade, no crescimento econômico, na melhoria da 
qualidade de vida da população brasileira e na presença do País nos mercados nacional e internacional de 
alimentos e bioenergia; 
III. ação governamental de proteção e uso sustentável de florestas, consagrando o compromisso do País 
com a compatibilização e harmonização entre o uso produtivo da terra e a preservação da água, do solo e da 
vegetação; 
IV. responsabilidade comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, em colaboração com a 
sociedade civil, na criação de políticas para a preservação e restauração da vegetação nativa e de suas 
funções ecológicas e sociais nas áreas urbanas e rurais; 
V. fomento à pesquisa científica e tecnológica na busca da inovação para o uso sustentável do solo e da água, 
a recuperação e a preservação das florestas e demais formas de vegetaçãonativa; 
VI. criação e mobilização de incentivos econômicos para fomentar a preservação e a recuperação da 
vegetação nativa e para promover o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis (BRASIL, 2012, 
on-line) 
Podemos perceber que os princípios criados pelo Código Florestal reconhecem a importância das normas e atividades 
relacionadas à agricultura, à criação de animais e à vegetação. A República Federativa do Brasil tem um compromisso 
insubstituível e inseparável de desenvolvimento com sustentabilidade. Todas as unidades da federação (municipal, estadual e 
federal) possuem responsabilidades referentes à proteção ambiental, ao aprimoramento de técnicas de utilização sustentável de 
recursos naturais por meio da pesquisa, ao incentivo da tecnologia e da ciência, assim como ao incentivo econômico para a 
recuperação da vegetação nativa em áreas degradadas (POLÍZIO JÚNIOR, 2016). 
O Art. 4º da Lei estabelece que serão consideradas áreas permanentemente preservadas as faixas marginais de qualquer curso 
d’água, independentemente de sua localização (rural ou urbana), podendo essas variarem de acordo com a largura do leito do 
corpo hídrico para rios e lagos. Para as demais formas de corpos hídricos, como reservatórios d’água artificiais e nascentes, assim 
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como restingas, manguezais, bordas dos tabuleiros ou chapadas, topo de morros, montes, montanhas e serras, também são 
estabelecidas Áreas de Preservação Permanente. A Figura 1 apresenta as medidas que devem ser obedecidas de Área de 
Preservação Permanente de acordo com a largura do rio. 
Figura 2 - Larguras mínimas para APPs em margens de rios 
Fonte: José Rangel Conta (2015, on-line)1. 
Quando declaradas de interesse social por ato do Chefe do Poder Executivo, as áreas são destinadas para: conter a erosão do solo 
e mitigar riscos de enchentes e deslizamentos de terra e de rocha; proteger restingas ou veredas, várzeas, sítios de excepcional 
beleza ou de valor científico, cultural ou histórico. Áreas úmidas, especialmente as de importância internacional, áreas que 
auxiliam a defesa do território nacional, áreas a critério das autoridades militares, áreas que formam faixas de proteção ao longo 
de rodovias e ferrovias, e áreas que abrigam exemplares da fauna ou da flora ameaçados de extinção, também serão consideradas 
de preservação permanente (BRASIL, 2012, Art. 6º, on-line). 
Toda Área de Preservação Permanente deve se manter intocável e conservada ao máximo, assim, cabe ao dono, proprietário, 
possuidor ou ocupante da área manter a vegetação nela existente, sem que haja qualquer tipo de desequilíbrio do meio, seja ele 
pessoa física ou jurídica de direito público ou privado. Em casos em que haja o corte, ou a retirada, ou qualquer tipo de supressão 
da vegetação existente em uma APP, o responsabilizado em recuperá-la por meio da recomposição da vegetação extraída será o 
proprietário da área, podendo a responsabilidade ser transmitida ao sucessor no caso de transferência de domínio ou posse do 
imóvel rural (Art. 7º, § 1º e 2º). 
Quanto à delimitação das áreas de Reserva Legal, a lei estabelece que as terras devem ser naturalmente reservadas, e a 
delimitação e as ações voltadas à sua proteção devem ser feitas de forma detalhada. Todo imóvel rural deve manter a RL com sua 
vegetação nativa, porém, para imóveis localizados na Amazônia legal, a reserva legal deve ser de 80% quando situada em áreas de 
florestas, e 20% quando localizada nas demais regiões do país (Art. 12, incisos I e II). Vale ressaltar que, no Código Florestal antigo, 
era previsto 50% da área destinada para Reserva Legal na Amazônia e que essa porcentagem de 80% foi instituída pela Medida 
Provisória 2.166-67, de 2001. 
As áreas destinadas à reserva legal dentro do imóvel rural não podem ser escolhidas de forma aleatória. O Art. 14 descreve alguns 
critérios que buscam melhor atender a proteção da biodiversidade daquela área: 
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I. o plano de bacia hidrográfica; 
II. o Zoneamento Ecológico-Econômico; 
III. a formação de corredores ecológicos com outra Reserva Legal, com Área de Preservação Permanente, 
com Unidade de Conservação ou com outra área legalmente protegida; 
IV. as áreas de maior importância para a conservação da biodiversidade; 
V. as áreas de maior fragilidade ambiental (BRASIL, 2012, on-line). 
Fica criado, por meio desta Lei, o Cadastramento Ambiental Rural (CAR), que visa a fazer o controle, o monitoramento, o 
planejamento ambiental e econômico e o combate ao desmatamento por meio do registro eletrônico obrigatório para todos os 
imóveis rurais, incluindo as áreas destinadas à Reserva Legal, integrando informações ambientais destas propriedades. Para a 
realização do cadastro, o proprietário deve procurar o órgão ambiental, seja ele municipal ou estadual (BRASIL, 2012, on-line). No 
Art. 29, § 1º, está descrito o que será exigido do proprietário no momento da inscrição: 
I. identificação do proprietário ou possuidor rural; 
II. comprovação da propriedade ou posse; 
III. identificação do imóvel por meio de planta e memorial descritivo, contendo a indicação das coordenadas 
geográficas com pelo menos um ponto de amarração do perímetro do imóvel, informando a localização dos 
remanescentes de vegetação nativa, das Áreas de Preservação Permanente, das Áreas de Uso Restrito, das 
áreas consolidadas e, caso existente, também da localização da Reserva Legal (BRASIL, 2012, on-line). 
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ATIVIDADES 
1. Segundo a Resolução n. 237/1997 do CONAMA, licenciamento ambiental é um procedimento administrativo pelo qual o órgão 
ambiental competente licencia a localização, a instalação, a ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras 
de recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar 
degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. Referente a 
este assunto, assinale a alternativa correta. 
a) A licença de instalação é a primeira que deve ser requerida pelo empreendedor ao órgão ambiental competente. 
b) Uma das etapas do processo de licenciamento ambiental é a realização de estudos ambientais que visam a mitigar os possíveis 
impactos causados pela atividade que se pretende realizar. 
c) A licença prévia permite que o empreendedor comece a se instalar no local em que deseja realizar a sua atividade. 
d) O EIA/RIMA é um instrumento meramente compensatório ao dano causado por uma atividade. 
e) Todas as alternativas anteriores estão incorretas. 
2. Segundo o Art. 225 da Constituição Federal (1988), as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão 
os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, às sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os 
danos causados. Assim, assinale a alternativa correta. 
a) A situação econômica do infrator é um fator que deve ser analisado na aplicação da multa. 
b) O Direito Criminal Ambiental é inteiramente de caráter repressivo, em que o infrator deve arcar com as despesas do dano 
causado. 
c) No caso em que uma pessoa jurídica for responsabilizada por uma infração, as pessoas físicas que estiverem envolvidas serão 
absolvidas. 
d) Dentre os crimes praticados contra a fauna, a detenção máxima obtida é de um ano de detenção para o infrator. 
e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta. 
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3. O Código Florestal (2012) é um dos principais pilares da legislação ambiental brasileira, considerada uma das mais completas do 
mundo quando comparada a outros países. Assim, leia as afirmativas a seguir. 
I) A Área de Preservação Permanente é localizada no interior de uma propriedade ou posse rural, com a função de assegurar o uso 
econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel. 
II) A Reserva Legal é uma área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos 
hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade. 
III) O Cadastramento Ambiental Rural visa a fazer o controle, o monitoramento e o combate ao desmatamento, integrando 
informações ambientais das propriedades por meio do registro eletrônico delas. 
É correto o que se afirma em: 
a) I, apenas. 
b) I e II, apenas. 
c) I e III, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) III, apenas. 
Resolução das atividades 
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RESUMO 
O procedimento de licenciamento ambiental é uma das etapas necessárias para se iniciar uma atividade que utilize os recursos 
ambientais, ou que possui potencial de causar impactos ambientais. O licenciamento ambiental é considerado um instrumento de 
fundamental importância na proteção e na conservação do meio ambiente, cujas atividades ou empreendimentos que necessitem 
passar por este processo terão que requerer mais três licenças ambientais, ato administrativo pelo qual o órgão ambiental 
competente estabelece as condições, as restrições e as medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo 
empreendedor para localizar, instalar, ampliar e operar tal atividade. As três licenças são: a licença prévia, a licença de instalação e 
a licença de operação. 
A lei de crimes ambientais, instituída pela Lei n. 9.605, de 1998, deu destaque para a tutela penal do meio ambiente ao descrever 
uma série de infrações ambientais com as devidas penalidades que se aplicam para toda a pessoa física ou jurídica de Poder 
Público ou privado. O Direito Criminal Ambiental, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas repressivo, isto é, aplicado 
apenas após o surgimento do dano, assim, como todos os pilares do Direito Ambiental, ele possui também um caráter preventivo, 
para evitar que qualquer degradação irreversível venha a ocorrer. 
O Código Florestal tem o intuito de proteger a vegetação nativa do território brasileiro, determinando quais são as áreas que 
devem ser preservadas, com a criação das Áreas de Preservação Permanente e das Reservas Legais dentro dos imóveis rurais. 
Como forma de monitoramento, ele cria o Cadastramento Ambiental Rural (CAR), obrigando todos os proprietários a cadastrarem 
os seus imóveis rurais nos órgãos ambientais mais próximos, integrando informações ambientais destas propriedades de forma 
detalhada. 
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MATERIAL COMPLEMENTAR 
Leitura 
Licenciamento Ambiental Municipal 
Autora: Andrea Cristina de Oliveira Struchel 
Editora: Oficina de Textos 
Sinopse : este livro discute as diretrizes e normas do licenciamento, um 
dos mais importantes instrumentos de controle ambiental. Afinal, quais 
são as responsabilidades de cada ente federativo (União, Estados e 
Municípios)? O que o Município pode licenciar? Quais as vantagens e os 
desafios do licenciamento ambiental municipal? Além dos aspectos 
teóricos, das doutrinas e dos conceitos técnicos, há relatos de 
experiências práticas: informações sobre como cidades importantes 
estão lidando com o licenciamento em seu dia a dia. 
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REFERÊNCIAS 
BRASIL. (Constituição de 1988). Constituição da República Federativa do Brasil : promulgada em 5 de outubro de 1988. 
Disponível em: .< http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm >. Acesso em: 26 jun. 2018. 
______. Decreto n. 99.274, de 6 de junho de 1990 . Regulamenta a Lei nº 6.902, de 27 de abril de 1981, e a Lei nº 6.938, de 31 de 
agosto de 1981, que dispõem, respectivamente sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental e sobre a 
Política Nacional do Meio Ambiente, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto 
/antigos/d99274.htm > . Acesso em: 28 jun. 2018. 
______. Lei n. 6.938, de 31 de agosto de 1981 . Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de 
formulação e aplicação, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6938.htm >. Acesso 
em: 28 jun. 2018. 
______. Lei n. 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 . Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e 
atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03 
/Leis/L9605.htm >. Acesso em: 28 jun. 2018. 
______. Lei n. 12.651, 25 de maio de 2012 . Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 
1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 
1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. 
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm >. Acesso em: 28 jun. 2018. 
______. Lei Complementar n. 140, de 8 de dezembro de 2011 . Fixa normas, nos termos dos incisos III, VI e VII do caput e do 
parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 
nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis, à 
proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas, da fauna e da flora; e 
altera a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP 
/Lcp140.htm#art20 >. Acesso em: 28 jun. 2018. 
CONAMA. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n. 1, de 23 de janeiro de 1986 . Dispõe sobre critérios básicos e 
diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res86 
/res0186.html >. Acesso em: 28 jun. 2018. 
______. Resolução n. 237, de 19 de dezembro de 1997 . Dispõe sobre licenciamento ambiental; competência da União, Estados e 
Municípios; listagem de atividades sujeitas ao licenciamento; Estudos Ambientais, Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de 
Impacto Ambiental. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/port/conama/res/res97/res23797.html >. Acesso em: 28 jun. 2018. 
FIORILLO, C. A. P.; CONTE, C. P. Crimes Ambientais . São Paulo: Saraiva, 2012. 
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MILARÉ, E. Direito do Ambiente . 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013. 
POLÍZIO JÚNIOR, V. Novo Código Florestal - comentado, anotado e comparado. 3. ed. São Paulo: Rideel, 2016. 
SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de Impacto Ambiental : conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de Textos, 2006. 
______. ______. 2. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2013. 
SANTOS, K. C. C. Análise e Interpretação das Inovações Advindas da Lei 12.651/2012 que Institui o Novo Código Florestal. CCCSS 
- Contribuciones a las Ciencias Sociales, n. 27, enero/feb., 2015. Disponível em: < http://www.eumed.net/rev/cccss/2015/01 
/codigo-florestal.html >. Acesso em: 28 jun. 2018. 
STRUCHEL, A. C. O. Licenciamento Ambiental Municipal . São Paulo: Oficina de Textos, 2016. 
VIEIRA, I. C. G.; BECKER, B. K. A revisão do Código Florestal e o desenvolvimento do país. Ciência Hoje , São Paulo, v. 46, n. 274, p. 
64-67, 2010. 
REFERÊNCIAS ON-LINE 
1 Em: < http://jrconta.blogspot.com.br/2015_03_22_archive.html >. Acesso em: 28 jun. 2018. 
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APROFUNDANDO 
A avaliação de impactos ambientais (AIA), uma das etapas do processo de licenciamento ambiental, tem por finalidade considerar 
os possíveis impactos de alguma atividade antes de tomar qualquer decisão que possa prejudicar a qualidade do meio ambiente, ou 
seja, o seu objetivo-mestre é voltado para uma análise de viabilidade ambiental de uma proposta, que norteia todo o seu processo. 
O AIA é composto por uma série de atividades sequenciais, que estão ligadas de maneira lógica e, ao final do processo decisório, 
tem a função de: retirada de projetos inviáveis, legitimação de projetos viáveis, seleção de melhores alternativas de localização, 
reformulação de planos e projetos e redefinição de objetivos e responsabilidades dos proponentes do projeto. A Figura a seguir 
apresenta todas etapas do processo de AIA: 
Figura 1 Apresentação de uma proposta 
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Fonte: Sánchez (2006) 
Os componentes básicos do processo de AIA correspondentes às tarefas a serem realizadas são: 
Apresentação da Proposta 
O processo de AIA se inicia com a iniciativa de projeto. Este é apresentado para análise e futura instância decisória. Tal projeto 
pode ser apresentado por organização, empresa, órgão governamental, dentre outros. 
Muitas dessas iniciativas não possuem potencial de causar impactos negativos significantes no meio ambiente, porém, existem 
aquelas capazes de causar danos que podem vir a ser irreversíveis. O grupo de análise do AIA é encarregado de decidir o grau de 
detalhe que a proposta deverá conter, o qual, no mínimo, se espera a localização pretendida, a área ocupada e uma descrição das 
atividades que serão realizadas durante a construção e o funcionamento da atividade, o consumo dos recursos naturais, ou 
utilização de recursos ambientais. 
Triagem 
Esta etapa é, praticamente, um processo de seleção dentre as inúmeras atividades descritas, em que são selecionadas aquelas com 
maior potencial de causar danos ambientais. Assim, o resultado dessa etapa resulta em três categorias: (a) são necessários estudos 
ambientais aprofundados; (b) não são necessários estudos aprofundados; (c) há dúvidas se a atividade possui potencial de causar 
impactos significativos ou sobre as medidas de controle. 
Determinação do Escopo do Estudo de Impacto Ambiental 
Nos casos em que foi necessária a elaboração do estudo de impacto ambiental (EIA), é a equipe do AIA que decidirá qual será a sua 
abrangência de acordo com a atividade, ou seja, qual será o seu escopo, como: os tipos de alternativas tecnológicas para a 
mitigação dos impactos, o critério de localização e os conteúdos referentes ao diagnóstico ambiental. 
Após decidido o escopo e a abrangência do estudo a ser realizado pelo proponente, é preparado um documento conhecido como 
termo de referência ou instruções técnicas, em que estarão descritos as diretrizes e estudos a serem feitos. 
Elaboração do estudo de impacto ambiental 
O custo para a realização do estudo cabe ao proponente do projeto, é a etapa que demanda mais tempo em todo o processo do 
AIA. O EIA deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, visando a determinar a extensão e a intensidade dos impactos 
ambientais que a atividade poderá causar, contendo também possíveis propostas de modificação do projeto, caso necessário. 
Deve-se elaborar o relatório de impacto ao meio ambiente (RIMA), que é um resumo do EIA em uma linguagem menos técnica, 
destinado a comunicar as principais características do empreendimento e os seus impactos a todos os interessados. 
Análise técnica do estudo de impacto ambiental 
Ao serem entregues, os estudos serão analisados por uma terceira parte, normalmente uma equipe técnica do órgão 
governamental. Será verificado por ela a conformidade do estudo com o termo de referência, e se o projeto proposto está escrito 
de forma adequada com as devidas análises de seus impactos e se ele propõe medidas mitigadoras capazes de reduzir os impactos 
negativos e de potencializar os positivos. Essa equipe que analisará os estudos também deve ser multidisciplinar e ficará 
responsável por autorizar ou não a realização do projeto nos casos de licenciamento ou financiamento. 
Consultapública 
Existem diferentes procedimentos de consulta pública, dentre os quais a audiência pública é a mais utilizada e conhecida, podendo 
esta ocorrer em diversos momentos durante o processo de AIA. Por exemplo, durante o processo de decisão se necessitará do EIA, 
durante a preparação do termo de referência, durante a elaboração do EIA e após a sua conclusão, momento em que temos o 
maior número de informações e que implica a tomada de decisão. 
Decisão, monitoramento e acompanhamento 
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Existem modelos decisórios no modelo de AIA, e são três seus os tipos: (1) não autorizar o empreendimento; (2) aprová-lo 
incondicionalmente; (3) aprová-lo com condições. No caso de uma decisão positiva, as fases de implementação, funcionamento e 
desativação devem ser acompanhadas, incluindo a fiscalização, a supervisão e as auditorias, quando necessário. Deve haver 
também uma gestão ambiental com um planejamento que visa a assegurar a implementação satisfatória do plano. 
PARABÉNS! 
Você aprofundou ainda mais seus estudos! 
REFERÊNCIAS 
SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de Textos, 2006. 
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EDITORIAL 
DIREÇÃO UNICESUMAR 
Reitor Wilson de Matos Silva 
Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho 
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva 
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi 
C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ . Núcleo de Educação 
a Distância; SILVA , Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da. 
Legislação Ambiental. 
Luiz Henrique Biscaia Ribeiro da Silva. 
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017. 
35 p. 
“Pós-graduação Universo - EaD”. 
1. Legislação 2. Ambiental 3. EaD. I. Título. 
CDD - 22 ed. 340 
CIP - NBR 12899 - AACR/2 
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Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 
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