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NUTRIÇÃO
E CELULITE
E-BOOK
ESSE MATERIA É MERAMENTE TÉCNICO, INFORMATIVO E DESTINADO EXCLUSIVAMENTE A PROFISSIONAIS DA SAÚDE.
CONSUMIDOR CONSULTE SEMPRE UM PROFISSIONAL DA SAÚDE HABILITADO. PRODUÇÃO PROIBIDA.
AFINAL, O QUE É CELULITE? 
1. EXCESSO DE GORDURA CORPORAL
A celulite é uma infiltração edematosa do tecido conjuntivo 
subcutâneo, não inflamatório, seguido de polimerização da 
substância fundamental, que se infiltrando nas tramas 
produz uma reação fibrótica consecutiva.
(Ciporkin e Paschoal, 1992) 
FISIOPATOLOGIA DA CELULITE
2. COMPRESSÃO DOS VASOS SANGUÍNEOS E LINFÁTICOS
3. EXTRAVASAMENTO DE LÍQUIDOS PARA O MEIO EXTRACELULAR
4. EDEMA
5. GELEIFICAÇÃO DA SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL AMORFA
6. ALTERAÇÃO DAS GLICOSAMINOGLICANAS
7. REPUXAMENTO DA PELE
ASPECTO DE CASCA DE LARANJA
(CELULITE) 
Fonte: Adaptado: Elsaie, Mohamed. (2013). 
NUTRIÇÃO E CELULITE
MECANISMOS PROPOSTOS DE FORMAÇÃO DA CELULITE 
1. Arquitetura de pele
sexualmente dimórfica
2. Alteração dos septos
de tecido conjuntivo 
3. Alterações vasculares
4. Efeitos do estrogênio sobre
a gordura e colágeno
Perda de rede capilar
Diminuição da circulação
e inflamação 
1. Lipólise reduzida (metabolismo lento)
2. Fibras de colágeno rígidas (ponto de ancoragem)
CELULITE
Adaptado: Elsaie, Mohamed. (2013). Cellulite: Clinical approaches. Synopsis of
Aesthetic Dermatology and Cosmetic Surgery. 229-240. 
ETIOPATOGENIA DA LIPODISTROFIA GINÓIDE (GLD)
MAIS CONHECIDA COMO: CELULITE
A Celulite atinge até 90% das mulheres, praticamente em todas as fases do ciclo de 
vida, iniciando após a puberdade (ATAMOROS et al., 2018). A teoria atualmente aceita 
é que o início das transformações ocorre na matriz intersticial, mediante alteração 
bioquímica dos seus constituintes principais, que sofrem uma hiperpolimerização. As 
alterações do tecido conjuntivo perivascular produzem diminuição do tônus venoso e 
aumento da fragilidade capilar, favorecendo a ruptura e o surgimento de micro 
hemorragias. Assim, a matriz tem sua viscosidade aumentada, com prejuízo de suas 
principais funções. Desta forma, o tecido com celulite é mal oxigenado, subnutrido, 
desorganizado e sem elasticidade, resultante de um mau funcionamento do sistema 
circulatório, linfático e das consecutivas transformações do tecido conjuntivo.
NUTRIÇÃO E CELULITE
CELULITE (PELE HUMANA)
Pele saudável Pele com celulite 
Adaptado Sara A. Abosabaa, Mona G. Arafa, Aliaa Nabil ElMeshad; Journal of Drug Delivery
Science and Technology, Vl 60, 2020. https://doi.org/10.1016/j.jddst.2020.102084.
 CLASSIFICAÇÃO DA CELULITE: 
A celulite pode ser classificada, segundo o aspecto clínico e em quatro 
graus sendo:
 
• Celulite branda ou Grau I: a superfície da área afetada é plana quando 
o indivíduo está deitado ou em pé, o aspecto de casca de laranja é 
percebido somente pela compressão entre os dedos ou pela contração 
muscular voluntária. Não há alteração da sensibilidade à dor e não é 
percebida alteração clínica. 
• Celulite moderada ou Grau II: as depressões são visíveis e é evidente 
quando o indivíduo está em pé sem nenhuma manipulação (pinçamento 
ou contração muscular). O aspecto celulítico se agrava após a 
compressão entre os dedos ou após a contração muscular voluntária. 
Pode ocorrer redução da temperatura e edema local.
AFONSO et al., 2010; SANTOS et al., 2011; FERREIRA et al.,2014;
BORGES; SCORZA, 2016).
NUTRIÇÃO E CELULITE
• Celulite grave ou Grau III: a pele apresenta-se com aspecto de casca 
de laranja, observado mediante a simples inspeção e em qualquer 
posição do corpo (sentada ou em decúbito). Existe a presença de 
nódulos palpáveis e dolorosos.
• Celulite Grau IV: mesmas características do grau III e presença de 
nódulos palpáveis, visíveis e dolorosos, grandes ondulações na superfície 
(aspecto de “saco de nozes”), apresenta-se flácida e com pouco tônus 
muscular. É a evolução do grau III. Sensação de dor aumentada e 
presença de fibrose.
 (AMORIM et al., 2014)
Grau II
a) Em repouso b) Após a contração do glúteo 
Fig 4.
Grau III
a) Em repouso b) Após a contração do glúteo 
Fig 4.
NUTRIÇÃO E CELULITE
Adaptado: Rossi AB, Vergnanini AL. Cellulite: a review. J Eur Acad Dermatol Venereol.
2000 Jul;14(4):251-62. doi: 10.1046/j.1468-3083.2000.00016.x. PMID: 11204512.
ESTRATÉGIAS NUTRICIONAIS NO
TRATAMENTO DA CELULITE 
A conduta nutricional na prevenção e tratamento da celulite deve
contemplar os parâmetros abaixo:
• Dieta para melhorar a metabolização e destoxificação do estrogênio; 
• Dieta anti-inflamatória; 
• Correção da disbiose, trânsito e hiper permeabilidade intestinal; 
• Hipossódica – para reduzir edema; 
• Dieta para elasticidade da derme (suplementos como colágeno 
hidrolisado, vitamina C); 
• Dieta para redução de peso conforme a necessidade do paciente.
Grau IV
a) Em repouso b) Após a contração do glúteo 
Fig 4.
(SIMAS; 2021)
NUTRIÇÃO E CELULITE
NUTRIENTES FUNDAMENTAIS NO TRATAMENTO
E MINIMIZAÇÃO DA CELULITE 
COLAGENTEK® Beauty: 
O colágeno auxilia na reorganização da matriz 
intersticial e da microcirculação. 
Sugestão de consumo
1 sachê de COLAGENTEK® Beauty
OMEGAFOR PLUS®: 
O ômega 3 melhora a circulação, auxilia no 
combate às reações inflamatórias e protege os 
vasos sanguíneos. 
Sugestão de consumo
3 cápsulas de OMEGAFOR PLUS®
SIMFORT E SIMFORT FIBRAS: 
Probióticos e prebióticos são 
responsáveis pela melhora do 
funcionamento intestinal e excreção dos 
metabólicos de estrogênio.
Sugestão de consumo
1 sachê de SIMFORT®
1 colher de medida de SIMFORT® FIBRAS
(SIMAS; 2021)
NUTRIÇÃO E CELULITE
CURCUMA PLUS®: 
A cúrcuma possui ação anti-inflamatória no tecido 
comprometido 
A vitamina E + Selênio promove ação antioxidante, 
reduzindo o envelhecimento celular.
Sugestão de consumo
1 cápsula de CURCUMA PLUS®
VITATea®: 
O chá misto fornece o aporte antioxidante e 
minimizador de edema.
Sugestão de consumo
1 sachê de VITATea®
Pode ser preparado da forma quente ou fria
VITA C3®: 
A vitamina C é responsável pela síntese de 
colágeno e reorganização da matriz extracelular.
Sugestão de consumo
2 cápsulas de VITA C3®
NUTRIÇÃO E CELULITE
ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS PARA PREVENÇÃO 
E TRATAMENTO DA CELULITE:
Tomar no mínimo 2 litros de água por dia; 
Comer no mínimo 400g de vegetais e frutas ao dia;
Trocar os alimentos refinados por integrais; 
Aumentar ingestão de produtos que sejam fontes de ômega 3 
(peixes, linhaça, chia); 
Evitar embutidos que concentram uma quantidade elevada de sódio 
e conservantes alimentares. 
Aumentar o consumo de alimentos diuréticos como abacaxi, salsão, 
salsinha e inhame. 
Evitar café, álcool e refrigerantes. 
Evitar sucos prontos ou enlatados – eles possuem poucas fibras, 
muito açúcar e ainda favorecem o acúmulo de toxinas pela 
concentração de conservantes químicos. 
1
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(SIMAS; 2021)
NUTRIÇÃO E CELULITE
SUGESTÃO DE CARDÁPIO ANTI-INFLAMATÓRIO 
CAFÉ DA MANHÃ
Diurético - Fonte de proteína; 
aminoácidos vão servir de matéria-prima 
para produção de colágeno e elastina
Suchá de abacaxi com chá 
verde 
Ovos mexidos + mix de 
sementes com ISOCRISP®
LANCHE DA TARDE
• Fonte de proteína e probiótico
• Anti-inflamatório
Iogurte natural 
Abacaxi 
OMEGAFOR PLUS® (3 cápsulas)
ALMOÇO 
• Fonte de fibras e compostos bioativos 
• Antioxidante
Arroz integral, feijão, frango 
grelhado, salada de 
cenoura, pepino e alface 
VITATea® Drink 
LANCHE DA TARDE • Aveia, rica em silícioBanana amassada com farelo de aveia
JANTAR
• Rico em fibras e antioxidantes 
• Anti-inflamatório
Risoto de cogumelos com 
açafrão 
Salada verde com nozes
Chá de gengibre
CEIA
• Fonte de aminoácidos para produção 
de colágeno pelo fibroblasto 
• Fonte de vitamina C
COLAGENTEK® Beauty
Laranja-lima 
NUTRIÇÃO E CELULITE
Receita
MIX DE SEMENTES COM ISOCRISP® 
Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes, acondicione em um 
pote escuro e mantenha na geladeira. 
Dica bônus: 
Você pode utilizar para polvilhar saladas, iogurte, 
frutas!
Ingredientes:• 100g de farinha de linhaça 
• 100g de farinha de chia 
• 100g de nozes e castanha do Brasil picada
• 30g de ISOCRISP® ou ISOCRISP PLANT®
NUTRIÇÃO E CELULITE
NUTRIÇÃO E CELULITE
Receita
VITA TEA® DRINK
Modo de preparo:
• Em um recipiente, dilua o sachê todo de VITATea® 
em 50 ml de água com gás. 
• Acrescente o restante de água, aos poucos, 
misturando toda a bebida de forma homogênea. 
Dica bônus: 
Adicione folhas frescas de hortelã e turbine esse 
drink refrescante!
Ingredientes: 
• 1 sachê de VITATea®
• 500 ml de água com gás
TRATAMENTO ESTÉTICO E CELULITE:
Tratamento Princípio
Massagens tópicas Aumento da circulação local
Massagens tópicas com uso
de substâncias ativas
Aumento da espessura da derme, melhora do fluxo sanguíneo e 
redução da gordura dérmica. Metilxantinas (cafeína, teobromina, 
teofilina). Penetração até o tecido subcutâneo causando lipólise
Mesoterapia Administração de injeções intradérmicas, contendo uma variedade de 
soluções, com objetivo de estimular a lipólise
Radiofrequência Aquecimento da derme e do tecido subcutâneo 
Luz Intensa Pulsada Emissão de Luz de Espectro Visível (aquecimento). Ação na 
estimulação da síntese de colágeno
LED Emissão de luz vermelha (aquecimento). Ação no estimulo da síntese 
de colágeno
Ultrassom Aquecimento e Lipólise
Terapia com Ondas de choque Aumento do fluxo sanguíneo no local atingido 
Laser Lipólise
Endermologia ou Vacuoterapia Método mecânico de mobilização da hipoderme por sucção negativa 
da pele
Bermuda Neoprene com
bicerâmica 
Promoção de oclusão, aumento de temperatura facilitando a 
absorção e penetração de ativos
Subcisão
Procedimento cirúrgico com introdução de cateter, no subcutâneo a 
fim de quebrar aderências, entre a derme e a fáscia muscular. A 
ruptura dessas aderências promove efeito de melhora da celulite 
Carboxiterapia A terapia com dióxido de carbono (CO2). Para melhoria da elasticidade 
da pele
Principais tratamentos loco-regionais para a celulite
Adaptado de COSTA et al., 2012
NUTRIÇÃO E CELULITE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
1. AFONSO, J.P.J.M.; TUCUNDUVA, T.C.M.; PINHEIRO, M.V.B.; BAGATIN, E. Celulite: artigo de 
revisão. Surgical Cosmetic Dermatology v.2, n.3, p.214-219, 2010. 
2. AMORIM, C.B.; FERREIRA, T.C.; PINHEIRO, T.A.; PINHEIRO, T.A. O uso de extratos vegetais no 
tratamento da hidrolipodistrofia ginóide (celulite). Revista Digital v.18, n. 188, 2014. Disponível 
em: http://www.efdeportes.com/. Acesso em 21�12�2021. 
3. ATAMOROS F.M. P.; PÉREZ D. A.; SIGALL D. A.; ROMAY A.A. A.; GASTELUM J.A.B.; SALCEDO 
J.A.P.; SALGADO P. E. E.; PALACIOS G.J. G.; GUERREROGONZALEZ G.A.; CERDA R. M.; OLIVERA 
R.M. P.; SORIANO F. R.; TINOCO E. S.; HERNÁNDEZ E.C. W. Evidence-based treatment for gynoid 
lipodystrophy: A review of the recent literature. Journal of Cosmetic Dermatology v. 17, n. 6, p. 
977-983, 2018. 
4. BALDISSERA, D. B. Espectrofotometria aplicada na análise de nanocarreadores lipídicos 
contendo ativos para lipodistrofia ginoide. Dissertação (Mestrado em Nanociências). Centro 
Universitário Franciscano de Santa Maria, Santa Maria, 2014 
5. BASS, L.S.; KAMINER, S.M. Insights into the pathophysiology of cellulite: A review 
Dermatologic Surgery v. 46, n. 1, p. S77–S85, 2020. BORGES, F.S.; SCORZA, F. A. Terapêutica em 
estética: conceitos e técnicas. São Paulo: Phorte, 2016 
6. COSTA. A.; ALVES, C.R.T.; PEREIRA, E.S.P.; CRUZ, F.A.M.; FIDELIS, M.A.; FRIGERIO, R.M.; 
MONTAGNER, S.; MEDEIROS, V.L.S. Gynoid lipodystrophy and clinical therapy: a critical analysis 
of scientific papers. Surgical and Cosmetic Dermatology v. 4, n. 1, p.64-75, 2012. 
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8. FERREIRA L. L., FERNANDES C., CAVENAGHI, S. Fisioterapia no fibroedema geloide: análise 
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9. FRANCISCHELLI, N.; FRANCISCHELLI, R.T.; OLIVEIRA, A. P. Estudo da composição corporal e 
suas implicações o tratamento da hidrolipodistrofia e da síndrome de desarmonia corporal. 
Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, n. 15, p. 20-7, 2003 
10. FREIRE, T.B.; DARIO, M.F.; MENDES, O.C.; OLIVEIRA, A.C.; VETORE NETO, A.; FARIA, D. A.; 
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11. MILANI, G.B.; JOAO, S.M.A.; FARAH, E.A. Fundamentos da fisioterapia dermatofuncional: 
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12. QUEIROZ, A.M.O.; SANTOS, D.M.O.; ANDRADE, D.A.M.; PROCÓPIO, A.G; VASCONCELOS, D.B.; 
VIDAL, G. P. Lipodistrofia ginóide: tratamento nutricional e fisioterápico. Temas em Saúde, v. 19, 
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13. SMALLS L.K.; HICKS, M.; PASSERETTI, D.; GERSIN, K.; KITZMILLER, W.J.; BAKHSH, A.; WICKETT, 
R.R.; WHITESTONE, J.; VISSCHER, M.O. et al. Effect of weight loss on cellulite: gynoid 
lypodystrophy. Plastic and Reconstructive Surgery v.118, n.2, p. 510-516, 2006. 
14. TAATI, B.; KHOSHNOODNASAB, M. Exercise-Based approaches to the treatment of cellulite. 
International Journal of Medical Review v. 6, n. 1, p. 26-27, 2019.
15. SIMAS, L.A.W. Manual de atendimento em nutrição estética, 2021.
NUTRIÇÃO E CELULITE

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