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BRENDA CARIOLITA JAPIASSU MORAES- MEDICINA 
 
 
LARINGITES 
Conceitos 
“São todos os processos inflamatórios que acometem a mucosa 
laríngea (congestão e edema) levando a sintomas decorrentes da 
agressão ao aparelho laríngeo e perturbação de suas funções” 
São 3 funções principais da laringe: 
1) Fala 
2) Respiração 
3) Proteção da via aérea 
 
Lembrando que a laringe é composta tanto por membrana (parte 
maior) quanto cartilagem (parte menor) 
 
BRENDA CARIOLITA JAPIASSU MORAES- MEDICINA 
 
 
 
Classificações: 
1) Agudas: 
• < 3 meses 
• Dura em média 8 dias 
• Autolimitadas 
• Maioria virais 
2) Crônicas: > 3 meses 
 
Fisiopatologia básica 
 
Sinais e sintomas 
Em crianças a manifestação é diferente do adulto pois a laringe da 
criança tem o tamanho reduzido. Logo, a criança: pode sentir mais 
falta de ar e pode ter seu quadro mais grave, pois pequenas alterações 
estruturais pode desencadear → grandes alterações funcionais 
BRENDA CARIOLITA JAPIASSU MORAES- MEDICINA 
 
 
Diagnóstico: clínico 
O seu diagnóstico é clínico (anamnese+ exame clínico) 
 
Videolaringoscopia flexível: diagnóstico rápido e seguro (porém não é 
essencial para o diagnóstico) 
Tratamento 
Depende do tipo. 
 
LARINGITES AGUDAS 
 
1) LARINGITE AGUDA ALÉRGICA 
• Mal definida 
• Comum em cantores profissionais 
• Há dificuldade diagnóstica 
Diagnóstico: investigação alergológica 
Sinais e sintomas: 
• edema laríngeo agudo sem outra causa aparente 
• tosse seca com rouquidão discreta 
Tratamento: controle da alergia 
2) EPIGLOTITE 
• Haemophilus influenzae tipo B (Hib) (Vacina tem reduzido incidência) 
→ BACTÉRIA 
• A epiglote + outras estruturas inflamam 
• Acometimento maior em crianças do sexo masculino 2-7 anos 
• Maior frequência no final do inverno e início da primavera 
Quadro clínico: 
Em crianças: 
• Irritação 
• picos febris 
BRENDA CARIOLITA JAPIASSU MORAES- MEDICINA 
 
 
• dispneia ao deitar ( a criança fica em pé por exemplo pois não 
consegue respirar). Sinal de piora da dispneia é quando há estridor 
laríngeo inspiratório / Dor ao falar e voz abafada 
• 4-8 hrs – faringalgia 
• odinofagia intensa (dor ao engolir alimentos) 
• disfagia 
• sialorreia 
Em adultos: 
• dor em região anterior do pescoço 
• febre 
• odinofagia 
• disfagia 
Diagnóstico: 
• Anamnese + exame clínico 
• Laringoscopia 
• RX de pescoço 
 
 
 
 
 
 
 
• Diagnóstico diferencial: laringotraqueíte, corpo estranho 
Tratamento: 
• Priorizar manter a via aérea 
• Monitorizar saturação 
• NBZ com epinefrina + dexametasona 
• Antibioticoterapia: Cefuroxima / ceftriaxona / ampicilina+ 
cloranfenicol 
 
 
 
 
BRENDA CARIOLITA JAPIASSU MORAES- MEDICINA 
 
 
3) LARINGOTRAQUEOBONQUITE VIRAL (CRUPE) 
• Parainfluenza I (50-70%), II e III; Adenovírus, Varicela, Rinovírus 
Coksackie, Herpes vírus, Enterovírus, Influenza A e B 
• Infecção viral que atinge→ laringe, traqueia e brônquios 
• benigna 
• Acomete crianças – 3-5 anos sexo M 
• Outono – inverno 
• poluição contribui para os quadros 
Quadro clínico: 
• febre baixa (pródromo 2 – 6 dias de infecção viral) 
• Tosse rouca intensa e persistente (que não passa por nada) 
• estridor inspiratório 
• Em casos graves: Taquipneia; retrações supraesternais e 
supraclaviculares 
Diagnóstico: 
• Anamnese + Exame clínico + Laringoscopia + Rx pescoço + 
Determinar a gravidade do quadro respiratório 
• Hemograma: leucocitose sem desvio à esquerda (por ser quadro 
viral) 
• Sinal da torre da igreja 
 
 
 
Tratamento: 
• leves: tratar sintomáticos 
• moderado-grave: nebulização com epinefrina, dexametasona 
Inalação com budesonida / se falência respiratória →IOT 
 
4) LARINGITE CATARRAL 
• Etiologia bacteriana mais frequente: H. influenzae, Branhamella 
catarrhalis 
• Mais comum forma de laringite aguda 
• geralmente ocorre em adultos 
• Nasofaringite viral ou bacteriana → evolução súbita edema laríngeo 
(glote) 
• Fatores associados: abuso vocal, tabagismo, etilismo, RLF (refluxo), 
poluição 
 
BRENDA CARIOLITA JAPIASSU MORAES- MEDICINA 
 
 
Quadro clínico: 
• proporcional à congestão 
• laríngea Globus faríngeo 
• faringalgia 
• dor no pescoço e constrição 
• tosse seca progressivamente produtiva com disfonia em diversos 
graus 
Diagnóstico: laringoscopia 
Tratamento: 
• repouso vocal 
• tto do refluxo 
• evitar tabagismo e etilismo 
• umidificar o ar (nbz SF 0,9%), corticoides e antibioticoterapia 
 
5) CRUPE ESPAMÓDICO/ FALSO CRUPE 
• Laringite acompanhada de dispneia 
• Benigna 
• Dispneia de instalação súbita, com graus variáveis de intensidade 
• Criança acorda com sufocação, tiragem supraesternal, respiração 
ruidosa com estridor, tosse rouca, sudorese intensa, agitação e 
ausência de febre com duração de minutos a horas ficando uma 
tosse rouca persistente 
Sintomas: regridem espontaneamente 
Etiologia multifatorial: Infecção viral ou bacteriana, alergia, refluxo 
Diagnóstico: 
• Anamnese (modo de instalação – súbito e noturno) 
• exame clínico (ausculta pulmonar, tiragem supraesternal) 
• Laringoscopia: edema subglótico e discreto edema de pregas 
vocais 
Tratamento: 
• umidificação do ar 
• corticoide oral e inalatório 
• agonistas beta-adrenérgicos (salbutamol) 
• anti-histamínicos se alergia / manutenção (controle de alergia e 
refluxo 
 
 
BRENDA CARIOLITA JAPIASSU MORAES- MEDICINA 
 
 
6) LARINGITE POR RLF (REFLUXO) 
• Laringe suscetível ao suco gástrico devido à proximidade com o 
esôfago 
Principais sintomas: 
• Pct relata acordar com ‘’gosto amargo na boca’’ 
• Disfonia (acentuada pela manhã); 
• Tosse; 
• Globus faríngeo; 
• Pigarro (pct que fica ‘’limpando a garganta’’ toda hora 
• Secreção nasal posterior / obstrução nasal; 
• Halitose / gengivite / periodontites; Adenoidites 
• OMA / OMS (otite média aguda e OM serosa) 
Tratamento: medidas comportamentais para refluxo + Inibidores de 
Bomba H 
 
LARINGITES CRÔNICAS 
• São incomuns 
• Tempo de duração > 3 meses 
• Geralmente ocorre com pessoas imunodeprimidas, diabéticos etc 
• Sempre bom fazer videolaringoscopia nestes casos 
• O tratamento é específico, pois há várias etiologias 
 
• Obs: a mucosa vista é irregular, não tem aparência ‘’lisa’’, é 
‘’enrugada’’

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