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PROTOCOLO DE INFECÇÃO DE VIAS AÉREAS SUPERIORES EM CRIANÇAS (IVAS) Ana Flávia Martins Ricardo Nasser Lopes Roberta Belletti Speretta 1) INTRODUÇÃO: v As IVAS são as causas mais comuns de infecção respiratória v Doenças do trato respiratório superior normalmente cursam com rinorréia e congestão nasal § alérgica, infecciosa, congênita v Composição: § CAVIDADE NASAL: umidificação, aquecimento e filtração do ar § FARINGE: tonsilas palatinas (amígdalas) e faríngeas (adenóide) § OUVIDO MÉDIO § SEIOS PARANASAIS: seios maxilares e etmoidais estão presentes ao nascimento (RX 1-‐2 anos), seio frontal e seio esfenoidal se formam aos 4 anos (RX 5-‐6 anos) 2) PATOLOGIAS 2.1) Rinofaringite Aguda ou Resfriado Comum v Agentes: Rinovírus, Influenza A e B, Parainfluenza, VSR, Adenovírus, Coronavírus v Transmissão: gotículas, aerossóis e contato com fômites v Isolamento: gotículas v Manifestações clínicas: § Sintomas iniciais como dor de garganta, coriza, obstrução nasal, espirros, tose seca, mal estar, lacrimejamento ocular e febre § Congestão da mucosa nasal e faríngea, hiperemia das membranas timpânicas. § Secreção nasal purulenta (2-‐3˚ dia) devido descamação do epitélio + infiltração de leucócitos § Melhora clínica até o 7 ˚ dia (pode durar até 14 dias) v Evolução Lactentes Crianças -‐ Febre costuma ser mais alta -‐ Evolução com inquietude, choro fácil, recusa alimentar, vômitos, amolecimento das fezes, alteração do sono e dificuldade respiratória -‐ Febre mais baixa -‐ Evolução com irritação ocular, cefaléia, mialgia, calafrios v Complicações: Otite média aguda, sinusite, pneumonia, exacerbação da asma § Persistência da febre além de 72 horas, recorrência da hipertermia, piora da prostração, evolução com dificuldade respiratória v Diagnóstico: Clínico v Tratamento: Repouso, hidratação, dieta, antitérmicos (paracetamol, dipirona), lavagem nasal (soluções salinas isotônicas), higienização das mãos § AAS: associação com Sd Reye nas infecções por influenza e varicela § Anti-‐histamínicos, descongestionantes, mucolíticos e expectorantes: não influenciam na evolução § Oseltamivir: até 72 horas após início dos sintomas se isolamento do vírus influenza 2.2) Faringoamigdalite aguda v Doença inflamatória caracterizada por eritema com presença ou não de exsudato amigdaliano, ulcerações e vesículas v Ausência das amígdalas não impedem infecção da faringe v Agentes virais principalmente (60-‐75%): adenovírus, influenza, rinovírus v Agentes bacterianos: Streptococcus pyogenes -‐ B hemolítico do grupo A, Streptococcus do grupo B e C, Haemophilus influnzae, Staphylococcus aureus, Moraxella catarrhalis, Mycoplasma, Arcanobacterium (adolescentes e adultos jovens), Neisseria gonorrhoeae (adolescentes sexualmente ativos) v Menores de 2 anos: dificilmente apresentam infecção bacteriana e entre 4 e 7 anos: pico das infecções bacterianas v Manifestações clínicas: Infecções virais: -‐ Dor mais leve -‐ Duração de 5 dias -‐ Sintomas como coriza, tosse, mal estar e febre -‐ Ao exame: faringe eritematosa e edemaciada com exsudato no palatos e nos folículos amigdalianos e com linfonodos aumentados Deve-‐se evitar contato com outras pessoas até melhora dos sintomas Faringites virais -‐ Coriza, tosse, rouquidão e vesículas ou ulcerações na orofaringe Adenovírus -‐ Sintomas mais intensos (mialgia, cefaléia, calafrios, tonturas, febre alta, dor importante, exsudato de amígdalas e eritema de toda orofaringe) -‐ Associação com conjuntivite: Febre faringoconjuntival Coxsakie -‐ Herpangina: pequenas vesículas (1-‐2 mm) no palato mole, úvula e pilares amigdalianos -‐ Evolução com rotura: úlceras esbranquiçadas -‐ Sintomas como febre alta, disfagia, anorexia, dor abdominal -‐ Complicação: miocardite Epstein-‐Barr -‐ Mononucleose Infecciosa -‐ Sintomas como febre, linfadenopatia cervical + inguinal + axilar, hepatoesplenomegalia, rash cutâneo quando tratada com penicilina (principalmente ampicilina) Herpes simplex (herpes tipo 1) -‐ Lesões na região anterior da cavidade oral (gengiva, mucosa labial e língua) -‐ Tratamento: aciclovir Infecções bacterianas: -‐ Maior comprometimento do estado geral -‐ Quadro mais arrastado Deve-‐se evitar contato com outras crianças e pessoas até 24 horas de uso de antimicrobiano Streptococcus pyogenes: Faringite estreptocócica -‐ Sintomas como cefaleia, dor abdominal, mal estar, febre (40˚), calafrios, náuseas e vômitos -‐ Ao exame: faringe eritematosa e amígdalas aumentadas com exsudado (membrana amarelo-‐ acinzentada) ou petéquias e gânglios dolorosos -‐ Complicações: abscessos, glomerulonefrite (GNDA), febre reumática (FR), úlceras, escalartina, síndrome do choque tóxico, artrite reacional, OMA, sepse -‐ Diagnóstico: Clínico. -‐ Tratamento: -‐ Primeira opção: Penicilina benzatina (IM e dose única) 1.200.000 U ≥ 20Kg e 600.000U prévio) ou -‐ Ceftriaxone 50-‐100 mg/kg/dia 12/12h + Clindamicina 20-‐40 mg/kg/dia 8/8h ou Ceftriaxone + Oxacilina 100-‐200 mg/kg/dia 6/6h se evidência de estafilococo Faringite meningocócica ou gonocócica -‐ História e dado epidemiológico Difteria -‐ Placas branco-‐acinzentadas aderentes na orofaringe, invasão eventual da úvula, comprometimento laríngeo Faringite por micoplasma e clamídia -‐ Mais comum em adolescentes 2.3) Rinossinusite v Infecção dos seios paranasais (maxilar, frontal, etmoidal e esfenoidal) § Viral (autolimitada) § Bacteriana v Classificação § Aguda ( 12 semanas) v Os principais agentes são: Streptococcus pneumoniae (30%), Haemophilus influenzae não-‐tipável (20%) e Moraxella catarrhalis (20%). Também: S. aureus, estafilococos coagulase negativos, estreptococos alfa hemolíticos, anaeróbios (quadros subagudos e crônicos) v Fatores associados: obstrução do óstio sinusal, rinite alérgica, rinofaringite viral, adenoidite, tabagismo (ativo ou passivo), desvio de septo, corpo estranho, tumores nasais, imunodeficiências, asma, fibrose cística, atividades de mergulho v Manifestações clínicas: Formas Leves Formas moderadas a graves -‐ Persitência dos sintomas de IVAS -‐ Tosse, principalmente no período noturno e pela manhã -‐ Secreção nasal -‐ Halitose -‐ Febre baixa -‐ Tosse intensa -‐ Febre alta -‐ Edema palpebral -‐ Cefaléia, -‐ Prostração -‐ Desconforto ou dor, espontâneos ou provocados, no local do(s) seio(s) afetado(s) ou nos dentes v Exame: congestão da mucosa, presença de secreção purulenta no meato médio e gotejamento purulento pós-‐nasal v Diagnóstico: Clínico v Exames complementares § TC: quando houver refratariedade ao tratamento adequado ou suspeita de complicações ósseas, orbitárias ou intracranianas v Complicações: sinusite crônica, osteíte frontal, osteomielite maxilar, celulite periorbitária (sinal de etmoidite), abscesso orbitário e subperiosteal, meningite, trombose de seio cavernoso e sagital superior, abscesso epidural, empiema subdural e abscesso cerebral v Tratamento: Repouso, hidratação, dieta, analgésicos/antitérmicos (paracetamol, dipirona), lavagem nasal (soluções salinas isotônicas), higienização das mãos e corticoide nasal (Fluticasona e mometasona > budesonida > beclometasona, nessa ordem de preferência) § Descongestionantes tópicos ou sistêmicos: não estão indicados § Tratamento da rinite alérgica quando diagnosticada § Antimicrobianos: 10 dias ou 7 dias após término dos sintomas Rinossinusite aguda (primeira opção) Tratamento ambulatorial Amoxicilina: 50-‐90 mg/kg/dia 8/8h Rinossinusite aguda (segunda opção) Tratamento ambulatorial Alergia a penicilina sem histórico de anafilaxia ou alergia a cefalosporina Cefuroxima-‐axetil: 30 mg/kg/dia 12/12h ou Cefaclor 20-‐40 mg/kg/dia Rinossinusite aguda (teceira opção) Tratamento ambulatorial Alergia a penicilina com histórico de anafilaxia e alergia a cefalosporina Claritromicina 15 mg/kg/dia ou Azitromicina 10mg/kg/dia (5-‐7 dias) Rinossinusite aguda sem resposta a Amoxicilina ou cefuroxima-‐axetil Tratamento ambulatorial ou hospitalar Amoxicilina + Clavulanato: 50-‐90 mg/kg/dia 8/8h Rinossinusite aguda com necessidade de ATB EV Tratamento hospitalar Amoxicilina + Clavulanato: 80-‐90 mg/kg/dia 8/8h ou Ceftriaxone 50 mg/kg/dia ou Clindamicina 30-‐40 mg/kg/dia (associada ou não a Cefuroxima axetil ou ceftriaxone) Falha Terapêutica: Se após 72 horas de tratamento (primeira, segunda ou terceira opção) não houver melhora dos sintomas, considerar internação e pesquisa de complicações, sendo a mais comum: celulite peri-‐orbitária 2.4) Otite Média Aguda (OMA) v Prevalência importante nos primeiros 2 anos v Primeiro pico: 6-‐36 meses e segundo pico: 4-‐7 anos v Agentes Virais (70%) e Bacterianos (Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influnzae e Moraxella catarrhalis principalmente. Também: Staphylococcus, Streptococcus pyogenes e Pseudomonas) v Sintomas: otalgia, febre, dificuldade para mamar e irritabilidade v Ao exame: otorréia (purulenta ou fluida), membrana timpânica hiperemiada, abaulada, de coloração e mobilidade alteradas § Associação com conjuntivite purulenta (infecção por H. influenza) -‐ MT levemente opaca + hiperemia difusa leve ou moderada + ausência de abaulamento: sugere OMA viral -‐ MT opaca + hiperemia intensa + presença de abaulamento + diminuição da mobilidade: sugere OMA bacteriana. -‐ A presença de alguns sinais e sintomas associados às alterações encontradas na otoscopia ajudam no diagnóstico de certeza da OMA bacteriana: -‐ -‐ Otalgia de aparecimento súbito (a otalgia em crianças com menos de 2 anos de idade é sugerida pelo toque doloroso com choro intenso, alterações do sono ou do padrão de comportamento) -‐ -‐ Febre a partir de 39 °C -‐ -‐ Vômito ou diarreia em crianças com menos de 2 anos de idade -‐ -‐ Otorreia com história de otalgia intensa nas últimas 48 horas (OMA supurada) v Tratamento: § Analgésicos (ibuprofeno é primeira escolha) § Antibiótico tópico: indicado para otite externa ou na cobertura de pseudomonas e estafilococos (otite crônica) – contra-‐indicado nas perfurações de membrana timpânica o Quinolonas (ciprofloxacino) o Aminoglicosídeos (gentamicina) – agente ototoxico § Antibiótico via oral: indicado por diagnóstico ou de suspeita clínica o Considerado caso suspeito na presença de 1 ou mais dos seguintes critérios: idade ≤ 2anos, toxemia, febre ≥ 39ºC, história préviaade OMA, abaulamento e/ou otorreia o Duração do tratamento • 10 dias nos menores de 2 anos ou na presença de sintomas graves (otalgia moderada/grave ou otalgia > 48h ou febre > 39ºC) • 7 a 10 dias nos > 2 anos com sintomas leves/moderados v Complicações: Paralisia facial, labirintite supurativa, meningite, abscessos, mastoidite (abaulamento, hiperemia e dor retro-‐auricular) Primeira opção Amoxicilina 50 mg/kg/dia 8/8h Nos casos de história pregressa de OMA ou uso de amoxicilina nos últimas 30 dias Amoxicilina 70-‐90 mg/kg/dia 8/8h Amoxicilina + Clavulanato: 80-‐90 mg/kg/dia 8/8h Cefuroxima-‐axetil: 30 mg/kg/dia 12/12h Diretrizes da AAP para tratamento de OMA 2.5) Crupe viral Para pacientes alérgicos a penicilina e cefalosporinas com anafilaxia Azitromicina 10 mg/kg/dia (5-‐7 dias) Em casos de pacientes que não conseguem ingerir o antibiótico por VO ou alérgicos se anafilaxia Ceftriaxone IM 50 mg/kg/dia 1x/dia (3 a 5 dias) Falha terapêutica: febre, otorréia e/ou otalgia após 3 dias de tratamento adequado. Considerar produtor de B-‐ lactamase (H. influenza e M. catarrhalis) e resistência (S. Pneumoniae com resistência intermediária) Amoxicilina + Clavulanato 90 mg/kg/dia ou Ceftriaxone 50 mg/kg/dia (3 -‐5 dias) ou Clindamicina 30-‐40 mg/kg/dia 8/8h (associada ou não a Ceftriaxone ou Cefuroxima) Tubos de ventilação (se recorrência) 3 ou mais episódios num período de 6 meses ou 4 ou mais episódios num período de 12 meses v Síndrome do Crupe: grupo de doenças que variam em envolvimento anatômico e etiologia com manifestações clínicas de rouquidão, tosse ladrante, estridor (principalmente inspiratório) e graus de desconforto respiratório. v Classificação de acordo com o grau de extensão de acometimento com suas principais características § Laringite (laringe): rouquidão e tosse ladrante § Laringotraqueíte (laringe e traqueia): sintomas características da síndrome do crupe § Laringotraqueobronquite (laringe, traqueia e bronquiolos): sintomas de crupe, tempo expiratório prolongado e sibilos -‐ 90% dos casos de estridor v Etiologia: frequentemente viral (vírus parainfluenza, influenza A e B, e VSR) § Em maiores de 5 anos, lembrar do Mycoplasma pneumoniae v Sintomas: início com rinorreia clara, faringite, tosse leve e febre baixa. Após 12 a 48h, tosse metálica, estridor inspiratório, aumento da febre. Evolução com desconforto respiratório, piora da tosse e do estridor § Piora dos sintomas: à noite, na presença de choro e de agitação § Nos casos mais graves, aumento da FC e da FR, cianose, agitação, sonolência e presença de BAN e de retrações claviculares, esternais e de diafragma. Nesses casos, a duração da doença pode ser de 14 dias v Duração da doença: 3 a 7 dias v Idade 1-‐6 anos (pico aos 18 meses) v Predominante no sexo masculino v Diagnóstico: clínico § Diagnóstico diferencial: edema angioneurótico, aspiraçãoo de corpo estranho, traqueíte bacteriana, supraglotite infecciosa, abscesso retrofaríngeo ou peritonsilar, mononucleose v Ao exame: laringoscopia com edema eritematoso v Exames: RX com evidência de estreitamento da traqueia subglótica (sinal da ponta do lápis ou torre de igreja) -‐ 50% das crianças apresentam RX normal v Em casos recorrentes: considerar investigação de DRGE, papilomatose recorrente de laringe, estenose laringotraqueal e anormalidades congênitas v Condições de risco para falência respiratória: menores de 6 meses, estridor em repouso, alteração do nível de consciência e hipercapnia § A hipóxia é um sinal de falência respiratória iminente (se presente em casos leves e moderados, considerar acometimento de vias aéreas inferiores) v Tratamento: § Internação: na presença de estridor progressivo ou significante, retração em repouso, ausência de resposta ao uso de adrenalina (epiglotite? traqueíte?), sinais de toxemia, desidratação ou incapacidade de ingerir líquidos o Na presença de hipóxia, considerar internação em UTI § Oferta de oxigênio se necessário § Inalação com adrenalina 0,5 mg/kg (máximo 5 ml pura) em casos moderados a graves o início do efeito em 10 minutos e duração de 1 a 2 horas o após o uso, recomenda-‐se observação mínima por 4 horas (os sintomas podem reaparecer) o Intervalo mínimo recomendado: 2 horas § Corticóide dexametasona (máximo 10 mg) em dose única o 0,15-‐0,3 mg IM ou VO em casos leves o 0,3-‐0,6 mg/kg EV ou IM ou VO em casos moderados o 0,6 mg/kg EV ou IM em casos graves o Opções de corticoide nos casos leves a moderados: prednisolona 1mg/kg VO e budesonida 2mg IN § Intubação: usar cânula 0,5 mm a menos (dificilmente é necessário) Escore clínico para abordagem do estridor Tratamento do crupe viral 2.6) Supraglotite infecciosa v Agente: Haemophilus influenza tipo b v Sintomas: associados a obstrução das vias aéreas superiores com estridor e desconforto respiratório, sem rouquidão e sem tosse ladrante. Presença de sinais de toxemia 2.7) Traqueíte bacteriana v Acometimento de crianças menores de 6 anos de idade v Etiologia: S. Aureus, pneumococo (grupo A e não grupo A beta hemolítico, alfa hemolítico e viridans), Moraxella ctarrhalis e Haemophilus sp. § Comum a coinfecção viral v Sintomas associados ao processo inflamatório difuso da laringe, traqueia e brônquios v Manifestações clínicas: comuns do crupe e da epiglotite.Pródromo viral com evolução para tosse ladrante, rouquidão, estridor inspiratório e insuficiência respiratória, com febre alta e sinais de toxemia v Taxa de mortalidade: 18-‐40% v Complicações: PCR, choque séptico, síndrome do choque tóxico, SDRA e DMOS (23% dos casos) § As mais frequentes são: falência respiratória, obstrução das vias aéreas, PNMTx e Sd. do choque tóxico v Diagnóstico: visualização da traqueia – exsudato purulento e malcheiroso v Tratamento § Internação em UTI (94% dos casos) § IOT (com endoscopia quando possível) – 3 a 7 dias (83% dos casos) § ATB EV: Cefuroxima ou Ceftriaxone § Não se recomenda o uso de inalação com adrenalina e de corticoides 2.8) Epiglotite v Obstrução de VAS grave e fulminante v Agente: Haemophilus influenza tipo b v Sintomas: instalação aguda com insuficiência respiratória. Presença de febre alta, dor de garganta, dispneia, prostração, sinais de toxemia, dificuldade respiratória progressiva com estridor, palidez e cianose. Evolução com rebaixamento do nível de consciência e morte v Sinais: postura característica (postura para frente com hiperextensão do pescoço, boca aberta e sialorréia), epiglote vermelho-‐cereja e edemaciada v Idade 2-‐7 anos v Exames: RX: sinal do polegar, HMG, PCR, HMC v Tratamento: § IOT (por profissional experiente) -‐ Na suspeita, evitar uso do abaixador de língua (laringoespasmo reflexo) o EOT a partir da melhora do edema (laringoscopia) em torno de 2-‐3 dias § ATB EV: Ceftriaxone ou Cefotaxima ou Ampicilina-‐Sulbactam § Adrenalina e corticoide não são recomendados v Profilaxia: Rifampicina 20mg/kg/dia por 4 dias se o contato com crianças