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Parto por via vaginal que necessita de uma intervenção médica. A indicação é de período expulsivo prolongado, 
comprometimento da vitalidade fetal, doença materna cardíaca ou neurológica. Contraindicado em doença 
desmineralizante fetal (osteogenesis imperfecta), diátese hemorrágica fetal (hemofilia, trombocitopenia autoimune) 
e prematuridade fetal. 
 
Instrumento usado para extração fetal através da preensão do polo cefálico. O fórceps é dividido em 3 partes: colher, 
ramo e cabo. Existem diferentes tipos de colheres que variam de acordo com a curvatura cefálica, além de existir 
um para curvatura pélvica. 
Ex: Simpson-Braun: as colheres se articulam em forma de encaixe; utilizado para qualquer parto, mas ele é mais 
utilizado para tração, assim, o bebê tem que estar em uma apresentação correta (occipito púbica ou occipito sacra). 
Até corrige rotação, mas não corrige assinclitismo. Tem articulação fixa 
 
Fórcipe de Kielland: fórcipe de rotação e de tração (usada se o bebê estiver oblíquo; usada para corrigir assinclitismo 
também). É reto, por isso é bom para rotação sem causar lesão; tem articulação móvel. 
 
Piper: uso de exceção, é para cabeça derradeira/travada em partos pélvicos 
 
 
Uma das contraindicações é o fórcipe em planos altos (pode ser um bebe com alguma anormalidade céfalo-pélvica), 
normalmente é usado quando o bebê está abaixo do plano 3 de DeLee ou coroando 
• Polo cefálico apoiado no assoalho pélvico 
• Polo cefálico visível espontaneamente pelo intróito vaginal durante contração 
 
Fórcipe baixo 
Quando polo cefálico está apoiado no assoalho pélvico, visível espontaneamente pelo intróito vaginal durante 
contrações 
 
Função: preensão da cabeça, rotação da cabeça e tração da cabeça 
 
Condições de aplicabilidade 
• Apresentação cefálica fletida 
• Dilatação total 
• Bolsa rota 
• Feto vivo 
• Apresentação baixa 
• Determinação de variedade de posição (há uma posição certa → occipito 
mento maloriana) 
Paciente sempre sob anestesia/analgesia 
Orientar a paciente → Sempre chamar alguém para auxiliar → Toque vaginal: avaliar as condições de aplicabilidade 
→ Sondagem vesical de alívio → Aplicação do fórcipe 
Pega Ideal: occipto mento maloriana (ou occipito malo mentoniano) 
 
Aplicação do fórcipe 
• Colocação do primeiro ramo 
• Colocação do segundo ramo 
 
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• Articulação: se os ramos se encaixarem, significa que está certo. A articulação pode ser fixa (Simpson) ou 
móvel (Kielland) 
• Verificação da pega: as duas colheres têm que estar equidistantes da sutura sagital do bebê; na fenestra 
existente tem que passar apenas um dedo, se passar dois, está errado 
• Rotação 
• Tração: se ao puxar o bebê com gentil tração, o bebê não sair – prova de tração negativa ⇨ parar o 
procedimento. 
• Necessidade de episiotomia (a episiotomia tem a função de direcionar a laceração) 
• Ultimação do parto: terminar de tracionar o bebê, quando o queixo do bebê aparecer na vulva, tiramos as 
colheres na ordem inversa que foram colocadas e retiramos o bebê 
• Quando a cabeça passa, normalmente o restante passa naturalmente, mas deve estar preparado para 
distócia de ombros. 
 
Verificação da pega 
• Distância das colheres da sutura sagital 
• Distância das colheres da borda do lâmbda 
• Distância das colheres do polo cefálico, não deve passar uma polpa digital 
 
Rotação 
Pode ser feita pelo Simpson-Braun (amplitude, necessário fazer uma rotação “para fora”) ou pela Kielland (precisa 
de um encaixe melhor, não tem uma curvatura que lacere a parede vaginal) 
 
Tração 
• Movimento de J (traciona com uma mão e puxa para baixo com a outra) 
• Só se traciona quando a mãe estiver tendo contração 
 
Intercorrências 
• Maternas: lacerações 
• Fetais: baudelocque (desaparece em alguns dias), traumas, distócia de ombro 
 
Má aplicabilidade: hematoma, fratura óssea 
 
Instrumento utilizado para extração fetal através da extração do polo cefálico a vácuo. Função de tração e rotação. 
Precisa ser aplicada numa posição baixa da cabeça e com polo cefálico visível durante a contração. 
 
Condições de aplicabilidade 
• Dilatação total 
• Bolsa rota 
• Feto vivo 
• Apresentação baixa 
• Determinação variedade de posição 
• Pode ser aplicado 3 vezes, se soltar a 3° vez, deve-se alocar fórcipe ou fazer cesárea 
 
Pega ideal: margeando lambda, sobre a sutura sagital. 
 
O que fazer? 
Paciente sob anestesia/analgesia → Orientar a paciente → Sempre chamar alguém para auxiliar → Toque vaginal: 
avaliar as condições de aplicabilidade → Sondagem vesical de alívio. 
Secar o polo cefálico (melhorar adesão na campânula) → aplicar a campânula, verificar a pega (ausência de partes 
maternas) → tração → avaliação da necessidade de episiotomia → ultimação do parto 
 
Tração: durante a contração, em J 
 
Intercorrências 
• Maternas: lacerações 
• Fetais: bossa serossanguínea, distócia de ombro, hemorragia retiniana, traumatismo couro cabeludo 
 
Má aplicabilidade: cefalohematoma. 
 
 
 
 
 
 
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FÓRCIPE VÁCUO 
Mais seguro para o feto Mais seguro para a parturiente 
Não escapa do polo cefálico Fácil aplicação 
Pode ser usado em prematuros e para rotação Menos força na cabeça fetal. Nunca se usa em 
prematuros. 
Menor incidência de cefalohematoma e hemorragia 
retiniana 
Requer menos anestesia materna 
Não agrava sangramento de punções de escalpo Não afeta o diâmetro do polo cefálico. 
 
A: avisar, ajuda, anestesia 
B: bexiga → esvaziar 
C: colo totalmente dilatado 
D: determinar variedade de posição 
E: equipamento 
F: fórcipe/ vácuo 
G: gentil tração 
H: hora de elevar as colheres 
I: incisão → avaliar 
J: já é hora de parar

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