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162 Parto por via vaginal que necessita de uma intervenção médica. A indicação é de período expulsivo prolongado, comprometimento da vitalidade fetal, doença materna cardíaca ou neurológica. Contraindicado em doença desmineralizante fetal (osteogenesis imperfecta), diátese hemorrágica fetal (hemofilia, trombocitopenia autoimune) e prematuridade fetal. Instrumento usado para extração fetal através da preensão do polo cefálico. O fórceps é dividido em 3 partes: colher, ramo e cabo. Existem diferentes tipos de colheres que variam de acordo com a curvatura cefálica, além de existir um para curvatura pélvica. Ex: Simpson-Braun: as colheres se articulam em forma de encaixe; utilizado para qualquer parto, mas ele é mais utilizado para tração, assim, o bebê tem que estar em uma apresentação correta (occipito púbica ou occipito sacra). Até corrige rotação, mas não corrige assinclitismo. Tem articulação fixa Fórcipe de Kielland: fórcipe de rotação e de tração (usada se o bebê estiver oblíquo; usada para corrigir assinclitismo também). É reto, por isso é bom para rotação sem causar lesão; tem articulação móvel. Piper: uso de exceção, é para cabeça derradeira/travada em partos pélvicos Uma das contraindicações é o fórcipe em planos altos (pode ser um bebe com alguma anormalidade céfalo-pélvica), normalmente é usado quando o bebê está abaixo do plano 3 de DeLee ou coroando • Polo cefálico apoiado no assoalho pélvico • Polo cefálico visível espontaneamente pelo intróito vaginal durante contração Fórcipe baixo Quando polo cefálico está apoiado no assoalho pélvico, visível espontaneamente pelo intróito vaginal durante contrações Função: preensão da cabeça, rotação da cabeça e tração da cabeça Condições de aplicabilidade • Apresentação cefálica fletida • Dilatação total • Bolsa rota • Feto vivo • Apresentação baixa • Determinação de variedade de posição (há uma posição certa → occipito mento maloriana) Paciente sempre sob anestesia/analgesia Orientar a paciente → Sempre chamar alguém para auxiliar → Toque vaginal: avaliar as condições de aplicabilidade → Sondagem vesical de alívio → Aplicação do fórcipe Pega Ideal: occipto mento maloriana (ou occipito malo mentoniano) Aplicação do fórcipe • Colocação do primeiro ramo • Colocação do segundo ramo 163 • Articulação: se os ramos se encaixarem, significa que está certo. A articulação pode ser fixa (Simpson) ou móvel (Kielland) • Verificação da pega: as duas colheres têm que estar equidistantes da sutura sagital do bebê; na fenestra existente tem que passar apenas um dedo, se passar dois, está errado • Rotação • Tração: se ao puxar o bebê com gentil tração, o bebê não sair – prova de tração negativa ⇨ parar o procedimento. • Necessidade de episiotomia (a episiotomia tem a função de direcionar a laceração) • Ultimação do parto: terminar de tracionar o bebê, quando o queixo do bebê aparecer na vulva, tiramos as colheres na ordem inversa que foram colocadas e retiramos o bebê • Quando a cabeça passa, normalmente o restante passa naturalmente, mas deve estar preparado para distócia de ombros. Verificação da pega • Distância das colheres da sutura sagital • Distância das colheres da borda do lâmbda • Distância das colheres do polo cefálico, não deve passar uma polpa digital Rotação Pode ser feita pelo Simpson-Braun (amplitude, necessário fazer uma rotação “para fora”) ou pela Kielland (precisa de um encaixe melhor, não tem uma curvatura que lacere a parede vaginal) Tração • Movimento de J (traciona com uma mão e puxa para baixo com a outra) • Só se traciona quando a mãe estiver tendo contração Intercorrências • Maternas: lacerações • Fetais: baudelocque (desaparece em alguns dias), traumas, distócia de ombro Má aplicabilidade: hematoma, fratura óssea Instrumento utilizado para extração fetal através da extração do polo cefálico a vácuo. Função de tração e rotação. Precisa ser aplicada numa posição baixa da cabeça e com polo cefálico visível durante a contração. Condições de aplicabilidade • Dilatação total • Bolsa rota • Feto vivo • Apresentação baixa • Determinação variedade de posição • Pode ser aplicado 3 vezes, se soltar a 3° vez, deve-se alocar fórcipe ou fazer cesárea Pega ideal: margeando lambda, sobre a sutura sagital. O que fazer? Paciente sob anestesia/analgesia → Orientar a paciente → Sempre chamar alguém para auxiliar → Toque vaginal: avaliar as condições de aplicabilidade → Sondagem vesical de alívio. Secar o polo cefálico (melhorar adesão na campânula) → aplicar a campânula, verificar a pega (ausência de partes maternas) → tração → avaliação da necessidade de episiotomia → ultimação do parto Tração: durante a contração, em J Intercorrências • Maternas: lacerações • Fetais: bossa serossanguínea, distócia de ombro, hemorragia retiniana, traumatismo couro cabeludo Má aplicabilidade: cefalohematoma. 164 FÓRCIPE VÁCUO Mais seguro para o feto Mais seguro para a parturiente Não escapa do polo cefálico Fácil aplicação Pode ser usado em prematuros e para rotação Menos força na cabeça fetal. Nunca se usa em prematuros. Menor incidência de cefalohematoma e hemorragia retiniana Requer menos anestesia materna Não agrava sangramento de punções de escalpo Não afeta o diâmetro do polo cefálico. A: avisar, ajuda, anestesia B: bexiga → esvaziar C: colo totalmente dilatado D: determinar variedade de posição E: equipamento F: fórcipe/ vácuo G: gentil tração H: hora de elevar as colheres I: incisão → avaliar J: já é hora de parar