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
Pág. 1 de 9 
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SUMÁRIO 
DIREITOS HUMANOS E DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE ............................................................................................. 2 
REGRAS DE BEIJING ............................................................................................................................................................................................... 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Legenda dos grifos: 
 AMARELO – DESTAQUE 
 VERDE – EXCEÇÃO, VEDADO ou ALGUMA ESPECIFICIDADE 
 AZUL – GÊNERO, PALAVRA-CHAVE ou EXPRESSÃO 
 LARANJA – SUJEITOS, PESSOAS OU ENTES 
 CINZA – MEUS COMENTÁRIOS DENTRO DO ARTIGO 
 
 
 
Para saber se o material foi atualizado, clique aqui e confira a data da capa (se for posterior a 10/01/2023, 
houve alteração no conteúdo): 
 Link: https://drive.google.com/file/d/1zY-1__tRz6_dqpMNXvWkSAmT6JKIdmF2/view?usp=sharing 
 
 
 
https://drive.google.com/file/d/1zY-1__tRz6_dqpMNXvWkSAmT6JKIdmF2/view?usp=sharing
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DIREITOS HUMANOS 
E DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
REGRAS DE BEIJING/PEQUIM 
 
REGRAS MÍNIMAS DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ADMINIS-
TRAÇÃO DA JUSTIÇA DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE 
(REGRAS DE BEIJING/PEQUIM) 
 
Noções gerais 
#Dica Depois de estudar as Regras de Beijing, vale a leitura 
das Diretrizes de Riad. As regras e as diretrizes são bem im-
portantes para concursos da Defensoria Pública, principal-
mente em fases subjetivas e oral. 
 
#Panorama_geral 
Diretrizes de Riad Regras de Beijing/Pequim 
Prevenção do crime. Processo e julgamento. 
Regras Mínimas das Nações Unidas para a 
Proteção dos Jovens Privados de Liberdade 
 Objetivo: proteção dos jovens privados de liberdade. 
 Jovem é a pessoa com idade inferior a 18 anos (art. 11.a). 
 (Juiz TJRN 2013 Cespe incorreta, porque, embora soft law, elas são sim 
aplicáveis na ordem interna brasileira) As Regras de Beijing, as Diretrizes de 
RIAD e as Regras Mínimas das Nações Unidas para a Proteção dos Jovens Pri-
vados de Liberdade, instrumentos internacionais de proteção aos direitos das 
crianças e adolescentes, não se aplicam ao Brasil, visto que não foram apro-
vadas pelo Congresso Nacional brasileiro e promulgados pelo presidente da 
República. 
 (Defensor DPESP 2012 FCC correta) Às Diretrizes de Riad coube prever me-
didas de prevenção à prática do ato infracional, mediante a participação da 
sociedade e a adoção de uma abordagem voltada à criança, definindo o papel 
da família, da educação, da comunidade, prevendo cooperação entre todos 
os setores relevantes da sociedade. 
 
Questões 
 (Defensor DPEPR 2017 FCC incorreta, porque as Re-
gras de Beijing são de natureza soft law, não vincu-
lantes, nem tampouco há que falar em status de 
norma constitucional, porque não passaram pelo 
rito necessário, previsto no § 3º do art. 5º da CF/88) 
De acordo com o posicionamento do Supremo Tri-
bunal Federal sobre a hierarquia dos tratados inter-
nacionais de direitos humanos, consideram-se como 
tratados de hierarquia constitucional: Regras Míni-
mas das Nações Unidas para a Administração da Jus-
tiça da Infância e Juventude − Regras de Beijing. 
 
PRIMEIRA PARTE - PRINCÍPIOS GERAIS 
1. Orientações fundamentais 
1.1 Os Estados membros procurarão, em conformidade 
com os seus interesses gerais, promover o bem-estar do 
menor e da sua família. 
1.2 Os Estados membros esforçar-se-ão por criar 
condições que assegurem ao menor uma vida útil na 
comunidade fomentando, durante o período de vida em que 
o menor se encontre mais exposto a um comportamento 
desviante (STJ: hipervulnerável - REsp 1793332), um processo 
de desenvolvimento pessoal e de educação afastado tanto 
quanto possível de qualquer contato com a criminalidade e a 
delinquência. 
1.3 É necessário tomar medidas positivas que assegurem a 
mobilização completa de todos os recursos existentes 
incluindo a família, os voluntários e os outros grupos 
comunitários, assim como as escolas e outras instituições 
comunitárias, com o fim de promover o bem-estar do menor 
e reduzir a necessidade de intervenção da lei e tratar de forma 
eficaz, equitativa e humanitária o jovem em conflito com a lei. 
1.4 A Justiça de menores deve ser concebida como parte 
integrante do processo de desenvolvimento nacional de cada 
país, no quadro geral da justiça social para todos os jovens, 
contribuindo assim, ao mesmo tempo, para a proteção dos 
jovens e a manutenção da paz e da ordem na sociedade. 
1.5 A aplicação destas regras deve ser feita dentro do 
contexto das condições econômicas, sociais e culturais 
existentes em cada Estado membro. 
1.6 Os serviços de Justiça de menores devem ser 
sistematicamente desenvolvidos e coordenados tendo em 
vista aperfeiçoar e apoiar a capacidade dos funcionários que 
trabalham nestes serviços, em especial os seus métodos, 
modos de atuação e atitudes. 
 
2. Campo de aplicação das regras e definições utilizadas 
2.1 As Regras Mínimas a seguir enunciadas serão aplicadas 
imparcialmente aos jovens Delinquentes, sem qualquer 
distinção, designadamente de raça, cor, sexo, língua, religião, 
de opiniões políticas ou outras, de origem nacional ou social, 
de condição econômica, nascimento ou outra condição. 
2.2 Para os fins das presentes Regras, as definições a seguir 
enunciadas serão aplicadas pelos Estados membros de modo 
compatível com os seus respectivos sistemas e conceitos 
jurídicos: 
a) MENOR é qualquer criança ou jovem que, em relação ao 
sistema jurídico considerado, pode ser punido por um delito, 
de forma diferente da de um adulto; (#atenção: a expressão 
“menor” lembra a fase da situação irregular e o Código de 
Menores - 1979; totalmente criticável a expressão “menor”, 
pois não se pode mais pensar que criança e adolescente sejam 
objeto de direito, mas sim sujeitos de direitos, conforme a 
doutrina da proteção integral e a CF/88; portanto, não utilize 
a expressão “menor” em provas subjetivas e orais) 
b) DELITO é qualquer comportamento (ato ou omissão) 
punível por lei em virtude do sistema jurídico considerado; 
c) DELINQUENTE JUVENIL é qualquer criança ou jovem 
acusado de ter cometido um delito ou considerado culpado de 
ter cometido um delito. 
2.3 Em cada país (os limites de idade dependem 
expressamente de cada sistema jurídico), procurar-se-á 
promulgar um conjunto de leis, normas e disposições 
especialmente aplicáveis aos Delinquentes juvenis e às 
instituições e organismos encarregados da administração da 
Justiça de menores e destinado: 
a) A responder (= satisfazer) às necessidades específicas 
dos Delinquentes juvenis, protegendo ao mesmo tempo os 
seus direitos fundamentais; 
AUTOR: MARCO TORRANO 
INSTAGRAM: @MARCOAVTORRANO/@PROLEGES 
E-MAIL: PROLEGESMARCOTORRANO@GMAIL.COM 
https://www.instagram.com/marcoavtorrano/
https://www.instagram.com/proleges/
mailto:prolegesmarcotorrano@gmail.com?subject=Dúvida/Sugestão/Crítica
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b) A responder (= satisfazer) às necessidades da sociedade; 
c) A aplicar efetiva e equitativamente as regras a seguir 
enunciadas. 
 
3. Ampliação do âmbito de aplicação das regras 
3.1 As disposições pertinentes das presentes Regras serão 
aplicadas não só aos Delinquentes juvenis, mas também aos 
menores que possam ser processados por qualquer 
comportamento específico, que não seria punido se fosse 
cometido por um adulto. 
#CNJ (Regras de Pequim. Série Tratados Internacionais de Direitos Huma-
nos: bit.ly/3Zs82o9). Comentários sobre o art. 3.1: aos chamados "delitos de 
status", previstos em vários sistemas jurídicos nacionais onde a gama de com-
portamentos considerados como delitos é maior para os jovens do que para 
os adultos (p. ex., absentismo escolar, indisciplina escolar e familiar, embria-
guez pública, etc.). 
3.2 Procurar-se-á alargar os princípios contidos nas 
presentes Regras a todos os menores a quem se apliquemmedidas de proteção e assistência social. 
3.3 Procurar-se-á também alargar os princípios 
incorporados nas presentes Regras aos jovens adultos 
Delinquentes. 
 
4. Responsabilidade penal 
4.1 Nos sistemas jurídicos que reconhecem a noção de 
responsabilidade penal em relação aos menores, esta não 
deve ser fixada a um nível demasiado baixo, tendo em conta 
os problemas de maturidade afetiva, psicológica e intelectual. 
#Paralelo_Direito_Constitucional: 
CLÁUSULA PÉTREA 
(art. 228 da CF) 
➔ 
Art. 228. São penalmente inim-
putáveis os menores de dezoito 
anos, sujeitos às normas da le-
gislação especial. 
 É possível redução da maioridade penal? A doutrina especializada defende 
que o art. 228 da CF não pode sofrer alteração, pois representa um direito 
fundamental do indivíduo que ainda não completou 18 anos (= cláusula pé-
trea). Assim, eventual emenda constitucional que vise reduzir a maioridade 
penal seria inconstitucional. Nesse sentido: Paulo Lépore, Luciano Rossatto e 
Gustavo Cives Seabra. 
 
5. Objetivos da Justiça de menores (ou melhor: da Justiça 
da Infância e da Juventude) 
5.1 O sistema da Justiça de menores deve dar a maior 
importância ao bem-estar (i. promoção do bem-estar da 
criança e do adolescente) destes e assegurar que qualquer 
decisão em relação aos Delinquentes juvenis seja sempre 
proporcional às circunstâncias especiais tanto dos 
Delinquentes como do delito (ii. princípio da 
proporcionalidade). (portanto, o art. 5.1 elencou dois 
objetivos da Justiça da Infância e da Juventude: i. promoção 
do bem-estar da criança e do adolescente; e ii. princípio da 
proporcionalidade) 
 
6. Alcance do poder discricionário (permite-se o poder 
dicionário para “facilitar” a aplicação das medidas mais 
apropriadas a cada caso concreto) 
6.1 Dadas as diferentes necessidades específicas dos 
menores e a diversidade de medidas possíveis, deve ser 
previsto um poder discricionário suficiente em todas as fases 
do processo e a diferentes níveis da administração da Justiça 
de menores, designadamente nas fases de instrução, de 
acusação, de julgamento e de aplicação e seguimento das 
medidas tomadas. 
6.2 Contudo, devem ser feitos esforços no sentido de 
assegurar que este poder discricionário seja exercido de um 
modo responsável, em todas as fases do processo e a todos os 
níveis. 
6.3 As pessoas que o exercem devem ser especialmente 
qualificadas ou formadas para o exercer judiciosamente e de 
acordo com as suas funções e mandatos respectivos. 
 
 
7. Direitos dos menores 
7.1 As garantias fundamentais do processo (= garantias 
processuais), tais como a presunção de inocência, o direito de 
ser notificado das acusações, o direito de não responder, o 
direito à assistência judiciária, o direito à presença dos pais ou 
tutor, o direito de interrogar e confrontar as testemunhas e o 
direito ao recurso serão asseguradas em todas as fases do 
processo. 
 
8. Proteção da vida privada 
8.1 O direito do menor à proteção da sua vida privada deve 
ser respeitado em todas as fases a fim de se evitar que seja 
prejudicado por uma publicidade inútil ou pelo processo de 
estigmatização. 
8.2 Em princípio, não deve ser publicada nenhuma 
informação que possa conduzir à identificação de um 
Delinquente juvenil. 
#CNJ (Regras de Pequim. Série Tratados Internacionais de Direitos Huma-
nos: bit.ly/3Zs82o9). Comentários sobre o art. 8: a regra 8 sublinha a impor-
tância da proteção do direito do menor à vida privada. Os jovens são particu-
larmente sensíveis à estigmatização. As investigações criminológicas neste 
domínio mostraram os efeitos perniciosos (de toda a espécie) resultantes do 
fato de os jovens serem qualificados, de uma vez por todas, como "Delinquen-
tes" ou "criminosos". 
 
9. Cláusula de proteção 
9.1 Nenhuma disposição das presentes Regras poderá ser 
interpretada como excluindo a aplicação das Regras Mínimas 
das Nações Unidas para o Tratamento de Reclusos10 e dos 
outros instrumentos e regras reconhecidos pela comunidade 
internacional e relativos ao tratamento e à proteção dos 
jovens. (REGRAS DE MANDELA: aplicam-se subsidiariamente) 
 
SEGUNDA PARTE - INVESTIGAÇÃO E PROCEDIMENTO 
10. Primeiro contato 
10.1 Sempre que um menor é detido, os pais ou o tutor 
devem ser imediatamente notificados ou, se isso não for 
possível, deverão vê-lo no mais curto prazo de tempo. 
10.2 O Juiz ou qualquer outro funcionário ou organismo 
competente deverá examinar imediatamente a possibilidade 
de libertar o menor. 
10.3 Os contatos entre os organismos encarregados de 
fazer cumprir a lei e o jovem Delinquente deverão ser 
estabelecidos de forma a respeitar o estatuto jurídico do 
menor, a favorecer o seu bem-estar e a evitar prejudicá-lo, 
tendo em conta as circunstâncias do caso. 
 
11. Remissão dos casos 
11.1 Sempre que possível tentar-se-á tratar o caso dos 
Delinquentes juvenis evitando o recurso a um processo 
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judicial perante a autoridade competente referida na regra 
14.1 infra (buscar-se aqui a desjudicialização para solução do 
caso concreto). 
11.2 A polícia, o Ministério Público e os outros organismos 
que se ocupem de casos de delinquência juvenil poderão lidar 
com eles discricionariamente (poder discricionário: para 
melhor solucionar cada caso concreto), evitando o recurso ao 
formalismo processual penal estabelecido, antes faseando-se 
em critérios fixados para esse efeito nos seus sistemas 
jurídicos e nas presentes regras. 
11.3 Qualquer recurso a meios extrajudiciais (ex.: 
remissão) que implique o encaminhamento para serviços 
comunitários ou outros serviços competentes exige o 
consentimento do interessado, dos seus pais ou do seu tutor; 
contudo, a decisão relativa à remessa do caso será sujeita a 
exame por uma autoridade competente, se isso for solicitado. 
11.4 A fim de facilitar a abordagem discricionária dos casos 
de delinquência juvenil, procurará organizar-se programas 
comunitários, designadamente de vigilância e de orientação 
temporárias e assegurar a restituição dos bens e a indenização 
das vítimas 
Questão 
 (Defensor DPEPR 2017 FCC correta) Dentre diversas 
novidades, o Estatuto da Criança e do Adolescente 
passou a prever a possibilidade de remissão ao ado-
lescente que viesse a praticar ato infracional. Esta 
previsão decorreu de compromissos assumidos pelo 
Brasil no âmbito internacional, havendo expressa re-
comendação para adoção da remissão nas Regras 
Mínimas das Nações Unidas para a Administração da 
Justiça, da Infância e da Juventude − Regras de Bei-
jing. 
 
#Paralelo_com_ECA 
Espécie de remissão Definição 
Remissão 
pré-processual 
ou ministerial 
Natureza de exclusão do processo. 
Oferecida pelo MP. 
Remissão processual 
ou judicial. 
Natureza de extinção ou suspensão 
do processo. 
Oferecida pelo juiz. 
Remissão própria Não é cumulada com MSE. 
Remissão imprópria 
Cumulada com MSE, desde que não 
internação e semiliberdade. 
 
12. Especialização nos serviços de polícia 
12.1 Para melhor cumprir as suas funções, os polícias que 
se ocupam frequentemente, ou exclusivamente, de menores 
ou que se dedicam essencialmente à prevenção da 
delinquência juvenil devem receber uma instrução e uma 
formação especiais (capacitação especial). Com este fim 
deveriam ser criados nas grandes cidades serviços especiais de 
polícia. 
 
13. Prisão preventiva 
13.1 A prisão preventiva constitui uma medida de último 
recurso e a sua duração deve ser o mais curta possível. 
#CNJ (Regras de Pequim. Série Tratados Internacionais de Direitos Huma-
nos: bit.ly/3Zs82o9). Comentários sobre o art. 13.1: o perigo de "contami-
nação criminal" para os jovens presos preventivamente não deve ser subes-
timado. É, pois, importante sublinhar a necessidade de medidas alternativas. 
Ao fazê-lo, a regra 13.1 encoraja a elaboração de medidas novas e inovadoras 
destinadas a evitar a prisão preventiva no interesse do bemestar do menor13.2 Sempre que for possível, a prisão preventiva deve ser 
substituída por outras medidas (medidas alternativas, como, 
por exemplo, os programas de meio aberto – ver a nossa Lei 
do SINASE comentada no semestral de Direito da Criança e do 
Adolescente), tais como uma vigilância apertada, uma 
assistência muito atenta ou a colocação em família, em 
estabelecimentos ou em lar educativo.. 
13.3 Os menores em prisão preventiva devem beneficiar-
se de todos os direitos e garantias previstos nas Regras 
Mínimas das Nações Unidas para o Tratamento de Reclusos 
(REGRAS DE MANDELA: aplicam-se subsidiariamente). 
13.4 Os menores em prisão preventiva devem estar 
separados dos adultos e ser detidos em estabelecimentos 
diferentes ou numa parte separada de um estabelecimento 
em que também se encontram detidos adultos. 
13.5 Durante a sua prisão preventiva, os menores devem 
receber cuidados, proteção e toda a assistência individual – no 
plano social, educativo, profissional, psicológico, médico e 
físico – de que necessitem, tendo em conta a sua idade, sexo 
e personalidade. 
#Paralelo_com_ECA 
INTERNAÇÃO 
PROVISÓRIA 
(art. 108) 
➔ 
Duração máxima: 45 dias. 
 No máximo 5 dias poderão ser cum-
pridos perante repartição policial (confe-
rir o art. 185 do ECA).[1] 
 Será computado esse tempo para o 
cálculo dos 3 anos máximos de interna-
ção. 
 A inobservância do prazo de 45 dias 
importa no crime do art. 235 do ECA. 
➔ 
É determinada pela autoridade 
judiciária, em ação socioeduca-
tiva já iniciada pelo MP. 
➔ 
Requisitos: 
i) indícios suficientes de autori-
dade e materialidade; 
ii) necessidade imperiosa da me-
dida. 
[1] Art. 185. A internação, decretada ou mantida pela autoridade judiciária, 
não poderá ser cumprida em estabelecimento prisional. 
§ 1º Inexistindo na comarca entidade com as características definidas no art. 
123, o adolescente deverá ser imediatamente transferido para a localidade 
mais próxima. 
§ 2º Sendo impossível a pronta transferência, o adolescente aguardará sua 
remoção em repartição policial, desde que em seção isolada dos adultos e 
com instalações apropriadas, não podendo ultrapassar o prazo máximo de 
cinco dias, sob pena de responsabilidade. 
 
Crime 
Art. 235 do ECA 
Art. 235. Descumprir, injustificada-
mente, prazo fixado nesta Lei em bene-
fício de adolescente privado de liber-
dade: 
Pena - detenção de seis meses a dois 
anos. 
 
Internação provisória na visão do STJ 
https://bit.ly/3Zs82o9
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A medida de internação provisória somente pode ser apli-
cada quando presentes as hipóteses dos arts. 108 e 122 do 
Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo os quais de-
vem estar presentes indícios suficientes de autoria e materi-
alidade, deve ser demonstrada a necessidade imperiosa da 
medida e o ato infracional tenha sido cometido mediante 
grave ameaça ou violência a pessoa, por reiteração no come-
timento de outras infrações graves ou por descumprimento 
reiterado e injustificável da medida anteriormente imposta. 
STJ. 5ª Turma. HC 337.610/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da 
Fonseca, julgado em 27/9/2016. 
STJ. 6ª Turma. AgRg no RHC n. 171.271/SP, Rel. Min. Olindo 
Menezes (Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), jul-
gado em 22/11/2022. 
 
TERCEIRA PARTE – JULGAMENTO E DECISÃO 
14. Autoridade competente para julgar 
14.1 Se o caso de um jovem Delinquente não foi objeto de 
um processo extrajudicial (previsto na regra 11) (por processo 
extrajudicial podemos pensar aqui no instituto da remissão), é 
examinado pela autoridade competente (tribunal, comissão, 
conselho, etc.) de acordo com os princípios de um processo 
justo e equitativo. 
14.2 O processo favorecerá os interesses do menor e será 
conduzido numa atmosfera de compreensão, que permita ao 
jovem participar e expressar-se livremente. 
 
15. Assistência judiciária e direitos dos pais e tutores 
15.1 Ao longo de todo o processo, o menor tem o direito 
de ser representado pelo seu advogado ou pedir a designação 
de um advogado oficioso (advogado dativo), quando existam 
no país disposições legais que prevejam essa assistência 
(assistência jurídica gratuita). 
15.2 Os pais ou o tutor podem participar no processo e a 
autoridade competente pode, no interesse do menor, 
requerer que o façam. Esta pode, contudo, recusar essa 
participação se existirem razões para supor que essa exclusão 
é necessária no interesse do menor. 
 
16. Relatórios de inquérito social 
16.1 Para facilitar o julgamento do caso pela autoridade 
competente e a menos que se trate de infrações leves, antes 
da autoridade competente tomar a decisão final, os 
antecedentes do menor, as condições em que vive e as 
circunstâncias em que o delito foi cometido são objeto de um 
inquérito profundo. 
 
17. Princípios relativos ao julgamento e à decisão (em 
outras palavras, princípios norteadores da decisão judicial o 
das medidas) 
17.1 A decisão de qualquer autoridade competente deve 
basear-se nos seguintes princípios: 
a) A decisão deve ser sempre proporcional (princípio da 
proporcionalidade) não só às circunstâncias e gravidade da 
infração, mas também às circunstâncias e necessidades do 
jovem Delinquente, assim como às necessidades da 
sociedade; 
b) As restrições à liberdade pessoal do menor são impostas 
somente depois de um estudo cuidadoso e limitadas ao 
mínimo possível; 
c) A privação da liberdade individual só é imposta se o 
menor for considerado culpado de um fato grave que implique 
violência contra outra pessoa ou de reincidência noutros 
crimes graves e se não existir outra solução adequada; 
d) O bem-estar do menor deve ser o elemento condutor 
no exame do caso. 
17.2 A pena de morte (= pena capital) não é aplicável aos 
crimes cometidos por menores. 
17.3 Os menores não estão sujeitos a castigos corporais. 
17.4 A autoridade competente pode suspender o 
processo em todo e qualquer momento (a qualquer tempo). 
 
18. Várias medidas aplicáveis 
18.1 A autoridade competente pode assegurar a execução 
do julgamento sob formas muito diversas, usando de uma 
grande maleabilidade a fim de evitar, tanto quanto possível, o 
internamento numa instituição. Tais medidas, algumas das 
quais podem ser aplicadas cumulativamente, incluem (ECA: 
medidas protetivas e/ou medidas socioeducativas podem ser 
aplicadas cumulativamente, desde que compatíveis entre si): 
a) Medidas de proteção, orientação e vigilância; 
b) Regime de prova (ex.: liberdade assistida); 
c) Medidas de prestação de serviços à comunidade; 
d) Multas, indenizações e restituições; 
e) Tratamento intermédio e outras medidas de 
tratamento; 
f) Participação em grupos de "counselling" e outras 
atividades semelhantes (em outras palavras, determinação de 
participar em sessões de grupo e atividades similares); 
g) Colocação em família idônea, em centro comunitário ou 
outro estabelecimento (em outras palavras, determinação de 
colocação em lar substituto, centro de convivência ou outros 
estabelecimentos educativos); 
h) Outras medidas relevantes. 
18.2 Nenhum menor será subtraído (= excluído) à 
vigilância (= convivência) dos pais, quer parcial quer 
totalmente, a não ser que as circunstâncias do caso façam com 
que isso seja necessário. 
Questão 
 (Defensor DPERN 2015 Cespe incorreta) Segundo as 
Regras de Beijing, a sanção aplicável ao jovem que 
cometer ato infracional deverá ser específica e 
única, princípio que torna inadmissível a aplicação si-
multânea de uma medida de liberdade assistida e 
uma de prestação de serviços à comunidade. 
 
19. Recurso mínimo à colocação em instituição 
19.1 A colocação de um menor em instituição (ex.: 
internação), é sempre uma medida de último recurso e a sua 
duração deve ser tão breve quanto possível. 
 
20. Prevenção de demoras desnecessárias 
20.1 Qualquer caso deve ser tratado de forma expedita, 
desde o princípio, sem atrasos evitáveis. 
 
21. Registros 
21.1 Os Registros referentes aos jovens Delinquentes 
devem ser consideradosestritamente confidenciais e 
incomunicáveis a terceiros. O acesso a estes registros deve 
ser limitado às pessoas diretamente envolvidas no 
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julgamento do processo em causa ou a outras pessoas 
devidamente autorizadas. 
21.2 Os Registros de jovens Delinquentes não serão 
utilizados em processos subsequentes de adultos em que 
esteja implicado o mesmo Delinquente. 
Jurisprudência do STJ 
#Regra: os atos infracionais não podem ser valorados negativamente na do-
simetria da pena 
Atos infracionais não podem ser considerados maus antece-
dentes para a elevação da pena-base, tampouco podem ser 
utilizados para caracterizar personalidade voltada para a 
prática de crimes ou má conduta social. 
Há impropriedade na majoração da pena-base pela conside-
ração negativa da personalidade do agente em razão da pré-
via prática de atos infracionais, pois é incompossível exacer-
bar a reprimenda criminal com base em passagens pela Vara 
da Infância. 
STJ. 5ª Turma. HC 499987/SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado 
em 30/05/2019. 
STJ. 6ª Turma. REsp 1702051/SP, Rel. Min. Maria Thereza de 
Assis Moura, julgado em 06/03/2018. 
 
#Exceção: art. 33, § 4º, da Lei de Drogas 
No entanto, prevaleceu, no âmbito da Terceira Seção, para 
fins de consolidação jurisprudencial e ressalvado o entendi-
mento desta Relatora para o acórdão, entendimento inter-
mediário no sentido de que o histórico infracional pode ser 
considerado para afastar a minorante prevista no art. 33, § 
4.º, da Lei n. 11.343/2006, por meio de fundamentação idô-
nea que aponte a existência de circunstâncias excepcionais, 
nas quais se verifique a gravidade de atos pretéritos, devida-
mente documentados nos autos, bem como a razoável pro-
ximidade temporal de tais atos com o crime em apuração. 
STJ. 3ª Seção. EREsp n. 1.916.596/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paci-
ornik, relatora para acórdão Ministra Laurita Vaz, julgado 
em 8/9/2021. 
 
Questão 
 (Defensor DPEPB 2022 FCC correta) Um adolescente 
cumpriu medida socioeducativa de internação pela 
prática de ato infracional equiparado a roubo por 
oito meses, teve sua medida extinta e foi liberado. 
Três meses depois, já adulto, foi-lhe imputada a prá-
tica de novo roubo, oportunidade em que o Ministé-
rio Público postulou sua prisão preventiva invo-
cando, entre outros motivos, a existência do antece-
dente infracional. Esse fundamento do pedido mi-
nisterial contraria o disposto nas Regras Mínimas 
das Nações Unidas para Administração da Justiça da 
Infância e da Juventude (Regras de Beijing), que 
prevê que os registros dos jovens infratores não se-
rão utilizados em processos de adultos em casos 
subsequentes que envolvam o mesmo infrator. 
 
22. Necessidade de profissionalização e de formação 
22.1 A formação profissional, a formação permanente, os 
cursos de reciclagem e outros tipos de formação apropriados, 
servirão para proporcionar a aquisição e manutenção da 
competência profissional necessária a todas as pessoas 
encarregadas de assuntos referentes a menores. 
22.2 Os funcionários da Justiça de menores devem refletir 
a diversidade dos jovens que entram em contato com o 
sistema de Justiça de menores. Tentar-se-á assegurar uma 
representação equitativa de mulheres e de minorias nos 
órgãos da Justiça de menores. 
 
QUARTA PARTE - TRATAMENTO EM MEIO ABERTO 
23. Meios de execução do julgamento 
23.1 A fim de assegurar a execução das decisões da 
autoridade competente, referida na regra 14.1, essa mesma 
autoridade ou uma outra, se as circunstâncias o exigirem, 
tomará as medidas necessárias. 
23.2 Com esse fim, a autoridade pode, se o julgar 
necessário, modificar as decisões, com a condição dessa 
modificação ser conforme aos princípios que figuram nas 
presentes regras. 
 
24. Assistência aos menores 
24.1 Procurar-se-á assegurar aos menores, em todas as 
fases do processo, assistência em matéria de alojamento, de 
educação, de formação profissional, de emprego ou outra 
forma de assistência prática e útil, com vista a facilitar a sua 
reinserção. 
 
25. Mobilização de voluntários e outros serviços 
comunitários 
25.1 Solicitar-se-á a voluntários, a organizações de 
voluntários, às instituições locais e a outros serviços 
comunitários, que contribuam eficazmente para a reinserção 
do menor num quadro comunitário e, tanto quanto possível, 
no interior da célula familiar. 
#Paralelo_com_ECA 
Princípio da incompletude institucional 
O atendimento prestado pela entidade de acendimento não 
é completo, até porque o adolescente deverá permanecer 
convivendo junco à sua comunidade. Dessa maneira, serão 
obrigatórias a escolarização e a profissionalização, devendo, 
sempre que possível, ser utilizados os recursos existentes na 
comunidade (art. 120, § 1º). 
Portanto, o Estatuto encampou o princípio da incompletude 
institucional. Se houvesse adotado a completude institucio-
nal, todas as atividades deveriam ser realizadas na própria 
unidade, sem a possibilidade do adolescente participar da 
vida em comunidade. 
 LÉPORE, Paulo; ROSSATO, Luciano. Manual de direito da criança e do ado-
lescente. Juspodivm, 2021, p. 260. 
O atendimento voltado ao adolescente autor de ato infraci-
onal está disposto no Sistema Nacional de Atendimento So-
cioeducativo (SINASE), o qual reitera a partir do princípio da 
incompletude institucional que as medidas socioeducativas 
devem ser articuladas de forma intersetorial, ou seja, deve 
atuar em diálogo direto com as demais políticas setoriais. 
Desta forma, a instituição executora das medidas socioedu-
cativas em meio aberto tem a sua atuação pautada no prin-
cípio da incompletude institucional, o que significa dizer que 
a intersetorialidade entre as políticas de educação, saúde, 
assistência social, segurança e do sistema de justiça é 
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imprescindível para assegurar os direitos fundamentais dos 
adolescentes que se encontram em cumprimento de medida 
socioeducativa. Ou seja, as políticas setoriais devem estar 
envolvidas no atendimento aos adolescentes, acionando o 
máximo possível de serviços na comunidade, responsabili-
zando as políticas setoriais no atendimento. 
 BRITO, Ana. A incompletude institucional e a intersetorialidade na polí-
tica de atenção à criança e ao adolescente no município de Recife. Disponí-
vel: bit.ly/3VH9elt. 
 (Juiz TJSC 2017 FCC incorreta, porque o princípio da incompletude institu-
cional defende que as entidades de atendimento utilizarão, sempre que pos-
sível, os recursos/serviços da comunidade, pois as instituições de proteção 
aos direitos da criança e do adolescente, isoladamente, não são completas) 
As entidades que desenvolvem programas de acolhimento institucional de-
vem concretizar o princípio da incompletude institucional, que implica buscar 
outras instituições de mesmo perfil de funcionamento para trocar experiên-
cias e recursos operacionais. 
 
QUINTA PARTE - TRATAMENTO EM INSTITUIÇÃO 
26. Objetivos do tratamento institucional 
26.1 A formação e o tratamento dos menores colocados 
em instituição têm por objetivo assegurar-lhes assistência, 
proteção, educação e formação profissional, a fim de os ajudar 
a desempenhar um papel construtivo e produtivo na 
sociedade. 
26.2 Os jovens colocados em instituição receberão a ajuda, 
proteção e assistência – no plano social, educativo, 
profissional, psicológico, médico e físico – de que possam 
necessitar, em função da sua idade, sexo e personalidade e no 
interesse do seu desenvolvimento harmonioso. 
26.3 Os menores colocados em instituição devem estar 
separados dos adultos e detidos em estabelecimento distinto 
ou numa parte separada de um estabelecimento em que 
também se encontrem adultos. 
26.4 As jovens Delinquentes colocadas em instituição 
devem beneficiar-se de uma atenção especial no que diz 
respeito às suas necessidades e problemas próprios. A ajuda, 
proteção, assistência, tratamento e formação de que se 
beneficiam não deve, em nenhum caso, ser inferioràquelas de 
que se beneficiam os jovens Delinquentes. Deve ser-lhes 
assegurado um tratamento justo. 
26.5 No interesse e para o bem-estar do menor colocado 
em instituição, os pais ou o tutor gozarão de direito de visita. 
26.6 Favorecer-se-á a cooperação interministerial e 
interdepartamental, com o fim de assegurar aos menores 
internados uma formação escolar apropriada ou, se se 
justificar, uma formação profissional adequada, para que, ao 
deixar a instituição, não se encontrem prejudicados nos seus 
estudos. 
 
27. Aplicação das Regras Mínimas das Nações Unidas 
para o Tratamento de Reclusos 
27.1 As Regras Mínimas das Nações Unidas para o 
Tratamento de Reclusos e Recomendações conexas serão 
aplicáveis no que diz respeito ao tratamento dos jovens 
Delinquentes colocados em instituição, inclusive àqueles que 
se encontram em detenção preventiva. (REGRAS DE 
MANDELA: aplicam-se subsidiariamente) 
27.2 Na medida do possível, procurar-se-á aplicar os 
princípios pertinentes enunciados nas Regras Mínimas para o 
Tratamento de Reclusos, com o fim de responder às diversas 
necessidades dos menores, próprias da sua idade, sexo e 
personalidade. 
 
28. Aplicação frequente e rápida do regime de liberdade 
condicional 
28.1 A autoridade apropriada recorrerá à liberdade 
condicional tantas vezes quanto possível e tão cedo quanto 
possível. 
28.2 Os menores colocados em liberdade condicional 
serão assistidos e supervisionados por uma autoridade 
apropriada e receberão todo o apoio da comunidade. 
#CNJ (Regras de Pequim. Série Tratados Internacionais de Direitos Huma-
nos: bit.ly/3Zs82o9). Comentários sobre o art. 28: o poder de decretar a li-
berdade condicional pode ser conferido à autoridade competente, como está 
previsto na regra 14.1, ou a uma outra autoridade. Por isso que convém em-
pregar o termo autoridade "apropriada" e não autoridade "competente". 
 
29. Regimes de semidetenção 
29.1 Procurar-se-á estabelecer sistemas de semidetenção 
tais como estabelecimentos de transição, lares educativos, 
centros diurnos de formação profissional e outros 
estabelecimentos apropriados, destinados a favorecer a 
reinserção social dos menores. 
 
SEXTA PARTE - INVESTIGAÇÃO, PLANIFICAÇÃO, 
FORMULAÇÃO DE POLÍTICAS E AVALIAÇÃO 
30. A investigação, base da planificação, da formulação 
de políticas de avaliação 
30.1 Procurar-se-á organizar e fomentar a investigação 
necessária à formulação de planos e de políticas eficazes. 
30.2 Procurar-se-á rever e avaliar periodicamente as 
tendências, os problemas e as causas da delinquência e da 
criminalidade juvenis, assim como as necessidades específicas 
dos menores detidos. 
30.3 Procurar-se-á estabelecer com caráter regular um 
dispositivo permanente de investigação e de avaliação, 
integrado no sistema de administração da Justiça de menores, 
bem como compilar e analisar os dados e informações 
pertinentes necessários a uma avaliação apropriada e a um 
aperfeiçoamento ulterior do referido sistema. 
30.4 Na administração da Justiça de menores, a prestação 
de serviços deve ser sistematicamente planificada e 
implementada e fazer parte integrante do esforço de 
desenvolvimento nacional. 
 
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Corte IDH 
Caso “Instituto de Reeducação do Menor” 
vs. Paraguai 
 
 Resumo do caso: o caso se refere à responsabilidade inter-
nacional do Paraguai pela morte e lesões de menores inter-
nados no Instituto de Reeducação do Menor “Coronel Pan-
chito López”, o qual estava em um contexto: sem infraestru-
tura adequada, superlotação, insalubridade, guardas insufi-
cientes e incapacitados. Chegaram a ocorrer três incêndios 
no local, o que levou a morte de 9 garotos e lesões em ou-
tros. 
 Palavras-chave: direito à vida; direitos da criança; liber-
dade pessoal; saúde 
 Pontos importantes analisados pela Corte IDH: 
i) Posição especial de garante: a Corte IDH afirmou que o 
Estado se encontra numa posição especial de garante frente 
às pessoas privadas de liberdade. 
ii) Dependências separadas entre adultos e adolescentes 
privados de liberdade: a Corte IDH constatou que no caso 
também houve violação ao art. 5.5 da CADH. 
Art. 5. Direito à integridade pessoal (...) 
5. Os menores, quando puderem ser processados, 
devem ser separados dos adultos e conduzidos a 
tribunal especializado, com a maior rapidez 
possível, para seu tratamento. 
iii) Aplicação das garantias processuais do art. 8º da CADH 
a crianças e adolescentes em conflito com a lei: o art. 8º da 
CADH não é exclusivo dos adultos, aplicando-se também a 
crianças e adolescente em conflito com a lei. 
iv) Direito à educação: o local não oferecia ensino (e nem 
havia professores), violando o direito à educação. O direito à 
educação não está previsto na CADH, mas sim no seu Proto-
colo Adicional (Protocolo de São Salvador – art. 13). 
v) Excepcionalidade da privação de liberdade: somente 
como último recurso e pelo menor prazo possível (art. 13.1 
– Regras de Beijing). 
13.1. A prisão preventiva constitui uma medida de 
último recurso e a sua duração deve ser o mais curta 
possível. 
vi) Ameaça de tortura como tratamento desumano: a Corte 
IDH entendeu que a simples ameaça de uma conduta proi-
bida pelo art. 5º da CADH, quando seja suficientemente real 
e iminente, pode, em si mesma, estar em conflito com a 
norma em questão. No caso concreto, não se comprovou a 
tortura ou maus-tratos, mas o clima de permanente ten-
são/violência levou à conclusão. 
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