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Karolina Soares Duarte – Turma VIII – Medicina UFR – Habilidades e Atitudes 3 E.F. NEUROLÓGICO 1. Exame do Estado Mental a) Grau da consciência: Escala de coma Glasgow - Abertura Ocular (0-4) - Resposta Verbal (0-5) - Resposta motora (0-6) 13-15: trauma leve 9-12: trauma moderado 3-8: trauma grave. Indicado UTI. - Abertura Pupilar (-2, -1 e 0) b) Conteúdo da consciência: Minimental Mini exame do estado mental é um teste padronizado cuja pontuação depende da escolaridade e idade do paciente. Conta com a realização de perguntas e solicitação de pequenas atividades, como subtração consecutiva de 7 a 7 a partir de 100, replica de um desenho com interseção e ângulos, ordens escritas para serem lidas e cumpridas, questões sobre a data e local atual e etc. 2. Avaliação dos pares cranianos I. Olfatório: Testa-se uma narina de cada vez, com a outra tampada. Deve ser um cheiro de fácil conhecimento. Sente o cheiro? Que cheiro é? O segundo lado sente menos que o primeiro? II. Óptico: Capacidade de enxergar e reflexo fotomotor. Avaliada por 4 testes: - Acuidade visual: Usa-se a tabela de Snellen. - Campimetria: Comparativo entre examinador e paciente. Um olho por vez, o outro tampado. Olhos fixos no examinador. O campo tem as partes nasal e temporal, nasal é ipsilateral (não cruza para chegar ao lobo occipital) e temporal é contralateral (cruza para chegar ao lobo occipital – quiasma óptico). Logo, se há lesão na parte inicial da raiz, há perda das porções nasal e temporal do mesmo olho. Se a lesão ocorre no quiasma óptico, há perda das porções temporais do campo. Já se a lesão for occipital, o paciente perde o campo nasal do olho do lado afetado e o campo temporal do outro Karolina Soares Duarte – Turma VIII – Medicina UFR – Habilidades e Atitudes 3 olho. - Reflexo fotomotor: Pupila em miose (contração) à aproximação de luz. III. Oculomotor: Movimentação da musculatura ocular: Obliquo inferior e retos lateral, inferior e superior. Reflexo consensual: Pupila em miose em reposta ao estimulo luminoso no outro olho. IV. Troclear: Movimentação da musculatura ocular: musculo obliquo superior. V. Trigêmeo: Nervo misto, cuja parte sensitiva é a mais expressiva. Possui 3 ramos: Óptico, Mandibular e Maxilar. Teste de sensibilidade: Térmica, tátil e dolorosa da face. Da córnea, com algodão do canto do olho que deve originar reflexo de piscar. Teste motor: Principalmente os músculos da mastigação, fazendo-se a palpação do masseter e também pedindo ao paciente para morder palitos dos dois lados, tentando puxá-los ou tentar abrir a boca contra força do examinador. Fraqueza do pterigoideo fará a mandíbula desviar para o lado ipsilateral à lesão. VI. Abducente: Movimentação da musculatura ocular: musculo reto medial. VII. Facial: Inerva os músculos da face proporcionando a mimica facial. No teste, solicita-se ao paciente fazer “caretas” a fim de recrutar tal musculatura e analisar se sua resposta é adequada. Pede-se ao paciente para sorrir, enrugar a testa, encher as bochechas de ar, abrir a boca, assoviar, franzir os supercílios e etc. VIII. Vestibulococlear: - Parte vestibular: Equilíbrio somático. Testada junto com a marcha e coordenação. - Parte coclear: Audição. Testes: →Esfregaço perto do ouvido →Rinne: Diapasão no processo mastoide ate parar de ouvir e depois logo à frente do ouvido, deve continuar ouvindo, pois a condução aérea deve ser maior que a óssea. →Weber: Diapasão no centro da testa, se estiver normal vai ouvir igual dos dois lados, se um lado estiver doente, vai ouvir mais desse lado (condução óssea sendo mais recrutada ali) IX. Glossofaríngeo: Relacionado à musculatura do palato que mantém a posição da úvula. Teste por meio da analise de desvio da úvula quando o paciente Karolina Soares Duarte – Turma VIII – Medicina UFR – Habilidades e Atitudes 3 fala “ah” por alguns segundos. Desvio indica fragilidade da musculatura e recebe o nome de sinal da cortina. X. Vago: Relacionado à inervação faríngea e ao reflexo de vômito, cuja presença ao estimulo faríngeo indicará normalidade da ação desse nervo. XI. Acessório: Inerva esternocleidomastoideo e porção inicial do trapézio, que devem ser testados contra força do examinador respectivamente na rotação do pescoço e na elevação dos ombros. XII. Hipoglosso: Inerva a musculatura da língua. Deve ser testado pela análise da posição da língua dentro e fora da boca e pela força da língua empurrando a mão do avaliador que estará no lado externo da bochecha. 3. Sinais de irritação meníngea - Rigidez de nuca: dor e resistência aos movimentos pelos músculos extensores - Sinal de Kerning: flexão involuntária do joelho estendido quando há flexão do outro joelho pelo examinador - Sinal de Brudzinsk: flexão dos joelhos quando há flexão do pescoço pelo examinador 4. Avaliação do equilíbrio, marcha e coordenação EQUILIBRIO: - Teste de Romberg (equilíbrio estático): Amparando o paciente, pede-se que ele feche os olhos e fique de pé e parado por 1min. Em caso de lesão sensitiva, ele cairá imediatamente ao fechar os olhos. Se há lesão vestibular, ele ficará um tempo em pé antes de cair, configurando pseudo-Romberg. →Romberg-Barré (sensibilizado): Igual ao Romberg mas um pé é colocado à frente do outro ao invés de serem os dois juntos paralelamente. - Teste de Babinski-Weil (equilíbrio dinâmico): Pede-se que o paciente dê 3 passos para frente e depois para trás em linha reta. Depois, pede-se que continue, mas de olhos fechados, repetindo 3 vezes. Em caso de lesão, haverá lateralização para o lado doente, dando à marcha a característica de estrela. MARCHA: Karolina Soares Duarte – Turma VIII – Medicina UFR – Habilidades e Atitudes 3 Alguns exemplos de marchas anormais: - Ceifante: Não consegue fazer a flexão da perna, então há rotação lateral da articulação coxo femoral. - Parkinsoniana: Corpo jogado para frente e braços fletidos, os passos são curtos e o paciente tem dificuldade em iniciar o movimento - Escarvante: elevação da perna devido à impossibilidade de estender o pé. “Pé caído” - Ebriosa: base alargada, lesão tende a desviar pra um lado e o paciente vai compensar jogando pro outro, então fica oscilante. Talonante: Tipica da sífilis. Paciente eleva muito as pernas e as projeta no chão de forma enérgica e apoiando-se sobre o calcanhar. COORDENAÇÃO - Avaliação da diadococinesia: Paciente deve fazer um movimento repetitivo e alternante com as duas mãos de forma rápida e deve manter coordenação entre as duas mãos. - Prova Index-Nariz: Paciente estende os braços em abdução e toca a ponta do indicador no nariz, alternando as mãos, que devem voltar à posição inicial após o toque. Depois, deve fazer isso de olhos fechados. Pode-se também pedir para acelerar os movimentos. - Prova index-index ou index-nariz-indez: Paciente deve tocar o indicador no nariz, depois no indicador do examinador e novamente no nariz. Examinador pode mudar a posição do dedo e acelerar a ação. - Teste do Rechaço: Pede-se que o paciente faça força contra a do examinador e solta-se de maneira brusca. O paciente deve ser capaz de parar o movimento após essa soltura. - Calcanhar-joelho: Em decúbito dorsal, o paciente deverá deslizar o calcanhar de uma perna pela outra, desde o joelho até o tornozelo, parando com os pés lado a lado. 5. Avaliação da Motricidade Sistema Piramidal (voluntário): Lesão = plegia/paresia Karolina Soares Duarte – Turma VIII – Medicina UFR – Habilidades e Atitudes 3 Sistema extrapiramidal (involuntário) = Lesão = exacerbação dos reflexos/clônus. - Avaliação do Tônus: Flexão passiva das principais articulações dos membros. →Hipertonia: Resistencia ao movimento: roda dentada/canivete →Hipotonia: perda de controle e estabilidade - Avaliação da força: MMSS: →Flexão e extensão de cotovelo e punho, elevação dos ombros e aperto de mão. →Manobra dos braços estendidos e manobrade Reimste (deitado, flete os cotovelos em 90º) MMII: →Flexão e extensão de joelho, coxa e pé (andar na ponta dos pés e calcanhar) →Manobras de Mingazinni (flexão da perna em decúbito dorsal), Barre(flexão da perna em decúbito ventral) e Membro inferior em abdução (em decúbito dorsal, eleva-se os joelhos. Em caso de fraqueza, o membro irá abduzir – cair para o lado) 6. Avaliação dos Reflexos PROFUNDOS - Estilorradial: Nervo radial. Flexão e supinação do antebraço - Cubitopronador: Nervo ulnar: Pronação do antebraço -Bicipital: Nervo musculocutaneol. Contração do bíceps, supinando o antebraço -Tricipital: Nervo radial. Extensão do antebraço. - Patelar. Nervo femoral. Extensão da perna - Aquileu.: Nervo tibial. Extensão do pé. SUPERFICIAIS Karolina Soares Duarte – Turma VIII – Medicina UFR – Habilidades e Atitudes 3 - Cutâneo-plantar: Nervo tibial. Contração dos flexores dos dedos do pé, com flexão dos dedos e hálux →Extensão dos dedos: Sinal de Babinski = Indica lesão no NMS. - Cutâneo-abdominal: Nervos torácicos. Contração do reto abdominal com desvio ipsilateral ao estimulo da cicatriz umbilical. 7. Avaliação da sensibilidade SUPERFICIAL (TRATO ESPINOTALAMICO) - Dor (agulha) - Temperatura (água fria ou quente) - Tato Protopático (algodão) Sente? Sente igual dos dois lados? PROFUNDA (TRATOS GRACIL E CUNEIFORME) - Propriocepção consciente: Movimentação das articulações com os olhos fechados seguida de questionamento sobre a posição delas. - Grafestesia: Escrever um número ou letra na mão do paciente sem que ele veja e pedir que identifique - Estereognosia: Capacidade de diferenciar objetos conhecidos usando apenas o tato - Sensibilidade vibratória: Uso do diapasão em protuberâncias ósseas, a vibração deve ser sentida.