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EXAME NEUROLÓGICO *Sequência do exame físico geral (fáscies, postura, crânio, cervical, movimentos involuntários, tegumento e musculatura, e complementa o exame físico locomotor (movimentos e articulações) *A sequência do exame físico neurológico depende de como o paciente “vem”. Geralmente é avaliado após o exame físico abdominal, então estará em decúbito. *Objetivos: • Equilíbrio estático e dinâmico • Tônus muscular • Motricidade voluntária e involuntária • Coordenação • Sensibilidade • Reflexos • Meninges, radículas • Pares cranianos • Estado mental 01 ATÉ 06: Paciente deitado. 07 ATÉ 11: Paciente sentado 12 ATÉ : Paciente em pé. 1. AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA GERAL: *Principal instrumento: escala de coma de Glasgow. *Nos confere avaliar variáveis de consciência, de pares cranianos e sensitivo-motoras. 1.ABERTURA OCULAR: • Espontânea: 4 • À voz: 3 • À dor (estímulo retoesternal - Palpação na região esternal com o punho fechado e utilizar articulação interfalangiana): 2 • Nenhuma: 1 2.RESPOSTA VERBAL: (conversar com o paciente, abordando com perguntas simples e objetivas. Qual seu nome? / Você sabe onde está?/ Você sabe que dia é hoje? / Você sabe em que ano estamos?) • Orientada: 5 • Confusa: 4 • Palavras inapropriadas (paciente está articulando, mas a resposta não corresponde à sua pergunta.): 3 • Palavras incompreensivas (balbucia) - sons que não fazem sentido): 2 • Nenhuma: 1 3.RESPOSTA MOTORA: • Obedece a comandos (pedir ao paciente que ele abra e feche as mãos, abre e feche os olhos, erga os braços, pegue na minha mão): 6 • Localiza a dor (se ao comando da dor (na região esternal, por exemplo) ele vem com as mãos para tirar a sua.): 5 • Movimento de retirada (flexão normal) (o paciente tenta se afastar/fugir/se esquivar ao estímulo da dor): 4 • Flexão anormal: 3 • Extensão anormal (hiperextensão): 2 • Nenhuma: 1 4.REATIVIDADE PUPILAR: subtrai: • Inexistente (perde reflexo dos 2): -2 • Unilateral (perde reflexo de 1 lado): -1 • Bilateral: 0 5. RESPOSTAS • 15 melhor resposta • 8: intubação Abaixo de 8 o paciente não tem mais condições de proteger a via aérea (ex: broncoaspiração) – mesmo que a saturação seja boa e não tenha sinais pulmonares 2. AVALIAÇÃO DO TÔNUS MUSCULAR: *Estado de tensão constante a que os músculos estão submetidos, sendo em repouso (tônus de postura) ou movimento (tônus de ação). *O paciente, então, em decúbito e relaxado: • *Inicialmente, observamos o paciente como um todo. Em seguida, palpamos o paciente e pedimos que ele faça movimentos passivos. *Avaliar a resistência, passividade e balanço articular. • Pedir ao paciente: abra e feche a mão, flexiona e estende o braço, o antebraço, movimenta os pés, a perna. • Movimentos sutis, observar de maneira geral. HIPOTONIA: Consistência diminuída da musculatura, o que pode indicar algum tipo de lesão no cerebelo HIPERTONIA: consistência aumentada da musculatura, que advém de uma espasticidade. • Geralmente atrelado a lesões de via motora piramidal e extra piramidal. MIOTONIA: relaxamento lentificado após contração. • Pede que faça uma contração e ele faz um movimento leve, mas na hora de relaxar faz isso de uma forma lenta ou travada. DISTONIA: Contratura da musculatura agonista e antagonista de maneira simultânea com um padrão de postura anômalo (postura que não condiz com a contratura muscular) 3. AVALIAÇÃO DA MOTRICIDADE E DA FORÇA: MOTRICIDADE VOLUNTÁRIA: espontânea e força, avaliação de neurônios motores superiores (cortico- espinhal) e inferior (periférico) MOTRICIDADE ESPONTÂNEA: avaliada junto com tônus, avaliar a execução e amplitude, descrever se há limitação, abrir e fechar as mãos, fletir o antebraço, abduzir o braço, fletir a coxa e estender a perna. FORÇA: Os mesmos movimentos, porém, com oposição aplicada pelo examinador, globalmente. Se entre 30 – 60 segundos o paciente não perdeu força, não há perda de força OBS: se houver dúvidas, realizar manobras deficitárias. *Manobra de Barré; • Indivíduo, em decúbito ventral, mantém as pernas fletidas em 90° sobre as coxas. O déficit da musculatura flexora da perna leva a oscilações ou à queda da perna parética. *Manobra de Mingazzini: • Manobra deficitária mais utilizada nos membros inferiores. O indivíduo, em decúbito dorsal, mantém as coxas fletidas, formando ângulo reto com o tronco, as pernas fletidas sobre as coxas, horizontalmente, formando ângulo reto com as coxas, e os pés formando ângulo reto com as pernas na vertical. Normalmente, essa posição pode ser mantida por 2 minutos. • Em condições em que há déficit, ocorrem oscilações ou quedas progressivas do pé, da perna ou da coxa, combinadas ou isoladas, caracterizando déficits distais, proximais ou combinados. *Manobra dos braços estendidos: • Paciente sentado ou em pé mantém os membros superiores estendidos para frente no plano horizontal, com os dedos afastados entre si. Essa posição deve ser mantida por 2 minutos e permite constatar déficits distais, proximais ou globais. *Manobra de Raimiste: • Paciente em decúbito dorsal, com os cotovelos flexionados em 90° e membros inferiores estendidos com os dedos em abdução. Se ele tiver um déficit ele vai fechando as mãos e vai apoia-las sobre a barriga. *Definições de mudanças de força muscular: • PARESIA: Paralisia incompleta • PLEGIA: Paralisia total • HEMIPLEGIA: Paralisia unilateral de braço ou perna • MONOPLEGIA: Paralisia de um membro • PARAPLEGIA: Paralisia dos membros inferiores • TETRAPLEGIA OU QUADRIPLEGIA: Paralisia de todos os quatro membros 4. SINAIS MENINGORRADICULARES: RIGIDEZ DA NUCA: Paciente deitado, sem apoio de travesseiros, com a nuca diretamente na maca ou no colchão. O examinador coloca sua mão direita sobre o tórax do paciente e a esquerda embaixo da nuca e tenta fletir, se o paciente não conseguir e desencadear dor, isso caracteriza uma rigidez de nuca. (não há contratura de MMII) KERNIG: • Posicionar o paciente em decúbito dorsal • Promover flexão da coxa sobre o quadril, em ângulo de 90°, e em seguida promover a extensão da perna sobre a coxa. Quando positivo, observa-se que o paciente tenta interromper o movimento ao sentir dor. Atenção: o sinal presente bilateralmente sugere irritação meníngea. Se unilateral, pode indicar doença radicular. BRUDZINKSI: • Posicionar o paciente em decúbito dorsal e membros estendidos. • Repousar uma das mãos no tórax do paciente e, com outra colocada na região occipital, executar uma flexão forçada. Quando positivo, observa-se que o paciente flete os membros inferiores involuntariamente, podendo haver expressão de dor na face do paciente LASEGUE: • Sinal clínico que descreve a existência de dor na parte posterior da perna quando a perna é estendida. A dor é provocada pela flexão da coxa sobre a bacia. • Positivo a partir de 30º OBS: Esses sinais possuem o objetivo de avaliar se há algum tipo de irritação infecciosa ou decorrente de lesão das meninges, além de hemorragia subaracnóidea e radiculopatias, como a dor ciática. 5. AVALIAÇÃO DA COORDENAÇÃO: *Avalia a coordenação da atividade motora avaliando o funcionamento do cerebelo e da sensibilidade proprioceptiva *Ataxia: perda da coordenação • Pode ser cerebelar, com a perda da coordenação total (realização de movimento ruim o tempo inteiro); • Pode ser sensitiva; • Pode ser mista *Na presença de uma lesão proprioceptiva, o paciente usa a visão para “fiscalizar” o movimento, piorando a ataxia quando fecha os olhos. Isso não ocorre em lesão cerebelar. - Ou seja, na ataxia cerebelar, o movimento é prejudicado independentemente de o olhoestar aberto ou fechado PROVA CALCANHAR-JOELHO: • Olhos abertos e depois fechados. As pernas do paciente estão estendidas sobre a maca e o examinador pede que o paciente toque com o calcanhar, o joelho contralateral. Se ele conseguir executar esse movimento, pedir que ele deslize, em seguida, o calcanhar sobre a região anterior da perna até o tornozelo PROVA DEDO-NARIZ: Essa prova não é feita nesse momento, uma vez que o paciente está em decúbito e para a realiza-la o paciente deve estar sentado PROVA DOS MOVIMENTOS ALTERNADOS: Essa prova não é feita nesse momento, uma vez que o paciente está em decúbito e para a realiza-la o paciente deve estar sentado 6. AVALIAÇÕES DOS REFLEXOS: *Os reflexos servem para avaliar a resposta do organismo a um estímulo. *Reflexos motores pelo arco-reflexo (medular) REFLEXOS EXTEROCEPTIVOS • São superficiais • Cutâneo-plantar o Pegar um objeto rombo e fazer movimento (calcâneo-lateral-base dos dedos) na região da planta do pé do paciente o Reflexo normal: flexão dos dedos o Não babinski positivo ou negativo. O sinal de babinski está PRESENTE quando ao invés de haver uma flexão dos dedos como resposta ao estímulo, há uma extensão exagerada dos dedos. ▪ Significa lesão piramidal ou cortico-espinhal • Cutâneo-abdominal o Provoca, com objeto rombo, nas regiões superior, medial, inferior em direção à cicatriz umbilical. Deve haver uma contração da musculatura deslocando sutilmente a cicatriz umbilical para o lado estimulado. ▪ Menos perceptível em pacientes mais obesos ATÉ TÓPICO 6, PACIENTE DEITADO. A PARTIR DO TÓPICO 7, PACIENTE SENTADO. 7. AVALIAÇÕES DOS REFLEXOS: REFLEXOS PROPRIOCEPTIVOS: • Profundos • Avaliação de movimentos miotáticos clônicos o Pesquisar com os martelinhos • Investigar: o Aquileu, patelar, flexor dos dedos, supinador, pronador, bicipital e tricipital • Podem estar: o Normais; o Abolidos; o Diminuídos; o Exaltados • Comparar bilateralmente. 8. AVALIAÇÃO DA COORDENAÇÃO: PROVA DEDO-NARIZ: olhos abertos e depois fechado. PROVA DOS MEMBROS ALTERNADOS Pedir que faça o movimento de flapping alternadamente nas coxas e firar as mãos; comparar bilateralmente; pedir também que abra e feche as mãos A EXECUÇÃO DE MOVIMENTOS ALTERNADOS É CHAMADA DE DIADOCOCINESIA. • Eudiadococinesia: capacidade de realizar o movimento • Disdiadococinesia: dificuldade • Adiadococinesia: incapacidade 9. AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE: *Estímulo sobre os órgãos receptores *Vias aferentes (aferências sensitivas) *Centros no encéfalo *Os pacientes devem estar sempre de olhos fechados SENSIBILIDADE SUPERFICIAL: • Sempre comparando os dois lados • Tátil: utilizando algodão ou pincel roçado em várias partes do corpo o Hiperestesia (desconforto) o Hipoestesia (sentir muito pouco) o Anestesia (não sentir) • Térmica: cubos com água quente e fria, tocando várias partes do corpo e alternando entre si SENSIBILIDADE PROFUNDA: • Vibratória: diapasão em saliências ósseas • Pressão: compressão digital em massas musculares • Cinética-postural: desloca-se segmento do corpo e solicita-se ao paciente quando posição o Faz o movimento e pergunta se ele identifica • Dolorosa: compressão moderada de massas musculares e tendões (neurite/miosite) ESTEREOGNOSIA: • Capacidade de reconhecer objetos com os olhos vendados (leitura em braile é um tipo) • Função tátil discriminativa ou epicrítica com componente proprioceptico • Astereognosia: perda. o Lesão do lobo parietal contralateral 10. AVALIAÇÃO DOS PARES CRANIANOS: • 12 pares; • Origem no tronco cerebral ou se dirigem para ele o Exceto I e II, semelhantes a tecido cerebral o Exceto XI, que tem origem na medula cervical NERVO OLFATÓRIO: • Reconhecimento de olhos fechados de odores familiares o Café, álcool, canela • Hiposmia -reduzir a capacidade de sentir o cheiro -(resfriado) e anosmia • Parosmia (perversão – confunde cheiros), alucinações olfativas (referida pelo paciente. Cheiro descrito mesmo como presente embora esteja ausente), cacosmia (odor desagradável) -sinusite- o Crises epilépticas uncinadas (lesão no uncus hipocampal) – paciente começa a sentir um cheiro específico antes de ter uma crise. NERVO ÓPTICO: • Avaliar acuidade o Ambliopia – diminuição da acuidade visual ▪ Avaliar sempre dos dois olhos, iluminando um depois o outro o Amaurose – visão completamente abolida • Avaliar campo visual o Pedir que ele feche um dos olhos e avaliar os quatro quadrantes o Fazer com os dois olhos o Estar atento a déficits de reconhecimento • Avaliar fundoscopia o Utilizar oftalmoscópio o Olhar dentro do olho, através de íris e pupila NERVO OCULOMOTOR, TROCLEAR E ABDUCENTE: • Responsáveis pela motilidade extrínseca do globo ocular o Reto medial, superior, inferior e obliquo inferior – oculomotor o Obliquo superior – troclear o Reto lateral – abducente o Musculatura elevadora da pálpebra – oculomotor • Estrabismo: alteração de mobilidade ocular com olhar em repouso (incapacidade de mantê-los direcionados *O oculomotor ainda participa da motilidade intrínseca do globo ocular • Exame das pupilar • Reflexo motor direto e consensual • Reflexo de acomodação • Utilizar lanterna com luz amarela *Ao estimular com luz um lado, os dois lados contraem. - Reflexo de acomodação: contração das pupilas ao aproximar um objeto do olho. - Termo correto: pupilas isocororeagentes isovolumétrica NERVO TRIGÊMEO: • Raiz motora o Avaliar os músculos da mastigação – pedir que o paciente reproduza o movimento de mastigar • Raiz sensitiva: reflexo córneo-palpebral o Pedir que o paciente desvie o olho e na outra ponta, tocar sutil e levemente com algum objeto (por exemplo, algodão) a esclera o Se piscar: presente • Nervo oftálmico • Nervo maxilar • Nervo mandibular NERVO FACIAL: • Motricidade da face e 2/3 anteriores da língua o Paralisia facial ▪ Periférica (testa não enruga) • Três andares da face envolvidos • Pedir que faça o movimento de sorriso ▪ Central NERVO VESTIBULOCOCLEAR: • Raiz coclear: o É responsável pela audição o Perda neurossensorial ou condutiva o Prova de Rinne: Provoca o estímulo do diapasão é coloca sobre a tuberosidade do mastóide. Na hora que o paciente parar de ouvir a vibração, colocar o diapasão ainda vibrando próximo ao pavilhão auditivo do paciente. Ele deve continuar ouvindo o som (a audição deve durar duas vezes o tempo da condução óssea) o Teste de Webber: Estimular o diapasão e coloca-lo sobre o ápice do crânio. O paciente deve sentir vibrar e ouvir igualmente dos dois lados. o Se houver perda condutiva: som mais lateralizado o Se houver perda neurossensorial: som mais perceptível no ouvido normal Raiz vestibular • Avaliada quando o paciente não está sentado, e sim quando está em pé • Na presença de nistagmo, é perceptível que a raiz pode estar comprometida NERVO GLOSSOFARÍNGEO E VAGO: • 1/3 posterior da língua • Sensitivo e motor da orofaringe o Pedir que o paciente abra a boca e pronuncie as vogais “A” ou “E”. Se houver deslocamento da úvula para um lado, o lado contralateral está lesionado – SINAL DA CORTINA (lesão unilateral de nervo glossofaríngeo) o Abaixar a língua do paciente e estimular o reflexo de náusea do lado da suspeita da lesão. Se o paciente deslocar o palato para o lado contralateral e o reflexo não for tão evidente, isso indica lesão da motricidade da orofaringe. NERVO ACESSÓRIO: • Ramo externo inerva os músculos ECM e porção superior do trapézio o Lesão: déficit na elevação do ombro e rotação da cabeça para o lado oposto do comprometido • Nervo hipoglosso oMotricidade da língua o Atrofia e fasciculação no lado acometido 11. AVALIAÇÃO DE FALA E LINGUAGEM: Observa-se (desde a anamnese) as palavras e a construção de frases utilizadas pelo paciente durante a anamnese • Pedir que o paciente dê nome de dois objetos apresentados a ele o Ou o seu próprio nome, nome do filho etc. • Solicitar ao paciente que repita uma breve frase o Uma que esteja escrita no consultório, por exemplo • Avaliar a voz, a lógica do discurso, se há distúrbios de articulação das palavras, de troca de letras ou se fala o nome dos objetos corretamente • Disfonia: voz enfraquecida • Afonia: sem voz • Dislalia: troca de R por L • Disartria: incapacidade de articular • Disfasia: articulação de sons incompreensíveis • Afasia: não fala ATÉ TÓPICO 11, PACIENTE SENTADO. A PARTIR DO TÓPICO 12, PACIENTE EM PÉ. 12. AVALIAÇÃO DA MARCHA: • Observação da locomoção do paciente o Já inicialmente observado enquanto o paciente se aproximava • Disbasia: qualquer tipo de alteração da marcha o Uni ou bilateral (mais comum) MARCHAS PATOLÓGICAS: - CEIFANTE/HELICÓPODE/HEMIPLÉGICA: • Um braço flexionado em 90º imóvel e próximo ao corpo. A perna do mesmo lado fica espástica com flexão plantar e o joelho não se move o Exemplo: doenças do trato córtico- espinhal (como o AVE) -ANSERINA: • Quando a pessoa dá o passo, o quadril oposto cai em função de uma fraqueza nos músculos da região, lembrando a marcha de um ganso. Daí o nome “anserina” o Exemplo: distrofia muscular, outras miopatias, luxação do quadril. PARKINSONIANA: • Hesitação ao iniciar a caminhada, os passos são rápidos, curtos e os pés arrastam no chão. • “Robotizada”, com o tórax e a cabeça inclinados para frente. Ocorrem paradas súbitas sem motivo aparente, fenômeno conhecido como “freezing”. o Exemplos: doença de Parkinson e outras demências em estado avançado CEREBELAR/EBRIOSA: • Oscilante, instável e de base larga. Dificuldade exagerada ao fazer curvas. • Exemplos: doenças do cerebelo ou dos tratos associados TABÉTICA: • Durante a marcha, a pessoa mantém o olhar fixo no chão, levanta abruptamente os membros e, ao serem recolocados, os calcanhares tocam o solo pesadamente o Exemplos: lesão do cordão posterior da medula, com perda da sensibilidade proprioceptiva VESTIBULAR: • O paciente apresenta lateropulsão quando anda. Quando tenta se manter andando em linha reta, é como se fosse empurrado para o lado. Se fechar os olhos e for solicitado que caminho indo e vindo de costas, desenhará uma estrela no chão o Exemplo: labirintopatias ESCARVANTE: • Em função de um déficit na dorsoflexão do pé, ao caminhar, a pessoa arrasta o mesmo ou eleva-o bem alto com joelhos flexionados. O pé retorna ao chão fazendo uma batida. o Exemplos: lesões do nervo fibular, ciático ou na raiz de L5, doenças do neurônio motor inferior. ESPÁSTICA/ESPASMÓDICA: • Os membros inferiores ficam enrijecidos, permanecem semifletidos, os pés se arrastam e as pernas cruzam ao andar. o Exemplos: casos de esclerose múltipla, paraparesias dos membros inferiores etc. 13. AVALIAÇÃO DO EQUILÍBRIO ESTÁTICO: PROVA DE ROMBERG: • Juntar os pés, olhando para frente, após alguns segundos solicitar que ele feche os olhos. o Romberg negativo: nada se observa ou apenas ligeiras oscilações o Romberg positivo: desequilíbrio e tendência a queda • Qualquer lado logo após fechar os olhos: lesão nas vias de sensibilidade proprioceptivas conscientes. • Para o mesmo lado após pequeno período de latência ao fechar os olhos: lesão do aparelho vestibular (lesão do nervo vestibulococlear) ATÉ TÓPICO 13, PACIENTE EM PÉ. EXAME FÍSICO NEUROLÓGICO COMPLETO NORMAL – EXEMPLO: Escala de coma de Glasgow em 15 pontos, eutrófico, mobilidade preservada e força grau V nos membros, sem alterações às manobras deficitárias, sem sinais focais de irritação meningorradiculares, coordenação preservada, reflexos presentes e simétricos, sensibilidades superficiais e profundas preservadas, pares cranianos preservados, sem distúrbios da fala e da linguagem, marcha atípica e sinal de Romberg negativo.