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1 SOI IV APG
Giovanna Jansen 4 º Período — Medicina — UNIFIPMOC
Semana 4, Problema2 – 07/03/23
{problema)
<objetivos}
• Rever a morfofisiologia do reto e
ânus.
• Conhecer a etiologia, epidemiologia,
fisiopatologia, fatores de risco, ma-
nifestações clínico e diagnóstico da
constipação intestinal / doença he-
morroidária.
(anatomia>
As partes pélvicas do sistema digestório consis-
tem principalmente no reto e no canal anal, embora
a parte terminal do colo sigmoide também fique na
cavidade.
• Reto:
O reto é contínuo:
• Superiormente, com o colo sigmoide, aproxi-
madamente no nível da vértebra S III, e
• Inferiormente, com o canal anal, conforme
essa estrutura penetra no assoalho da pelve
e atravessa o períneo para terminar como o
ânus.
A junção anorretal é tracionada anteriormente
(flexura perineal) pela ação da parte puborretal do
músculo levantador do ânus, então o canal se des-
loca na direção posterior quando atravessa inferi-
ormente o assoalho da pelve.
Além de se conformar à curvatura geral do sacro
no plano anteroposterior, o reto tem três curvaturas
laterais: as curvaturas superior e inferior, à direita,
e a curvatura mediana, à esquerda. A parte inferior
do reto é expandida para formar a ampola retal. Fi-
nalmente, o reto não tem túnica muscular das tênias
do colo, apêndices omentais do colo nem saculações
do colo.
SOI IV APG 2
4 º Período — Medicina — UNIFIPMOC Giovanna Jansen
• Canal Anal:
O canal anal começa na extremidade terminal da
ampola retal, onde ela se estreita, no assoalho da
pelve. Termina como o ânus, após atravessar o perí-
neo. Conforme passa pelo assoalho da pelve, o canal
anal é envolto, em todo o seu comprimento, pelos
músculos esfíncteres interno e externo do ânus, que,
normalmente, o mantêm fechado.
A parte superior do canal anal é revestida por
mucosa semelhante àquela que reveste o reto e se
distingue por pregas orientadas longitudinalmente,
conhecidas como colunas anais, que são unidas in-
feriormente por pregas crescentes denominadas
válvulas anais. As válvulas anais, juntas, formam um
círculo ao redor do canal anal em um local conhe-
cido como a linha pectinada, que marca a posição
aproximada da membrana anal no feto
A parte superior do canal anal é revestida por
mucosa semelhante àquela que reveste o reto e se
distingue por pregas orientadas longitudinalmente,
conhecidas como colunas anais, que são unidas in-
feriormente por pregas crescentes denominadas
válvulas anais. As válvulas anais, juntas, formam um
círculo ao redor do canal anal em um local conhe-
cido como a linha pectinada, que marca a posição
aproximada da membrana anal no feto
(fisiologia*
Os nervos pélvicos são os condutores de estímu-
los extrínsecos para o restante do colo e esfíncter
interno do ânus.
Os nervos pudendos fornecem estímulos da re-
gião sacral da medula espinal ao esfíncter externo
do ânus e às camadas musculares do soalho pélvico.
A capacidade de contrair o esfíncter externo do
ânus e os músculos do soalho pélvico, um comporta-
mento aprendido durante o treinamento da higiene
pessoal, possibilita o adiamento da defecação até
um momento em que ela seja socialmente conveni-
ente.
A eliminação de matéria residual do colo está so-
bre o controle dos esfíncteres interno e externo do
ânus. O esfíncter interno consiste em uma faixa es-
pessa de músculo circular gastrintestinal.
Ele é responsável por cerca de70 a 80% do tônus
do canal anal em repouso, e sua regulação é total-
mente auto ̂noma. Se houver distensão súbita do
reto, o esfincter relaxa em resposta à liberação de
NO e de VIP e contribui, então, com apenas 40% do
tônus anal, sendo o restante suprido pelo esfincter
externo do ânus. Ao mesmo tempo, a pressão do es-
fincter externo aumenta.
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Esse reflexo inibitório retoanal, iniciado pela dis-
tensão do reto, possibilita, assim, a defecação efici-
ente, enquanto impede qualquer perda fecal aci-
dental. Todavia, depois de um curto período, o esfin-
cter interno acomoda-se ao novo volume retal e re-
adquire seu tônus, a não ser que a defecação possa
ser convenientemente completada.
O esfincter externo do ânus é constituído por
músculo estriado e, na verdade, consiste em porções
de três estruturas musculares diferentes na cavi-
dade pélvica, que circundam a parte distal do canal
anal. De maneira diferente da maioria dos músculos
estriados, o esfincter externo mantém um tônus sig-
nificativo em repouso, embora, em condições basais,
isso represente apenas 20 a 30% do tônus global do
canal anal. Todavia, ele pode ser contraído volunta-
riamente e também sofre contrac ̧ão reflexa, em res-
posta a uma súbita elevac ̧ão da pressão abdominal
(p. ex., durante a tosse ou com levantamento de ob-
jeto pesado).
• Defecação:
O processo de defecação é
precedido pelo movimento de
massa das fezes no reto, conforme
já discutido. O enchimento do reto
provoca relaxamento do esfincter
interno do ânus por meio da libe-
ração de VIP e de NO a partir dos
nervos intrínsecos, porém essa
resposta é contrabalanc ̧ada por
uma ac ̧ão simultânea destinada a
aumentar o tônus do esfincter ex-
terno do ânus (Figura 9.2). De
modo geral, esse reflexo pode
possibilitar uma defecação efici-
ente, ao mesmo tempo em que im-
pede o escape de fezes. O relaxa-
mento do esfincter interno
também possibilita o denominado
mecanismo de amostragem anal.
Por conseguinte, enquanto o reto
é relativamente desprovido de
terminações nervosas sensitivas,
o ânus é amplamente suprido por
essas terminações nervosas. A
porção dos conteúdos retais que
entra no canal anal é identificada
como gasosa, sólida ou líquida,
iniciando, assim, a atividade
apropriada do esfincter externo
para reter cada um desses conteúdos ou para per-
mitir a expulsão voluntária.
Em seguida, a contração retal produz a força
propulsiva para mover as fezes, expulsan- do-as do
corpo. A evacuação é intensificada pela contração
simultânea do músculo reto do abdome, do dia-
fragma e de outros músculos levantadores do ânus,
o que aumenta a pressão intra-abdominal. A mano-
bra de valsalva (tentativa de expiração contra a
boca e a passagem nasal fechadas) pode ser usada
para auxiliar ainda mais a evacuação. Todos esses
eventos ocorrem se forem expelidas fezes sólidas (na
saúde) ou líquidas (na presenc ̧a de doença), embora
obviamente seja necessária menos força para expe-
lir fezes líquidas. Por outro lado, a expulsão vo-
luntária de flato envolve as funções contráteis men-
cio- nadas, porém o músculo puborretal não relaxa
e não há qualquer alteração no ângulo retoanal.
Isso permite que o gás do flato seja forçado pelo
ângulo retoanal agudo sem a perda simultânea de
fezes.
SOI IV APG 4
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*constipação>
• também denominada obstipação
Defecação infrequente, incompleta ou difícil.
• O problema dessa definição advém do fato
de que existem muitas variações individuais
da função normal. O que é considerado nor-
mal por um indivíduo (p. ex., duas a três de-
fecações por semana) pode ser entendido
como evidência de constipação intestinal
por outro.
Constipação intestinal não é uma doença, mas
meramente um sintoma. Isso ocasiona confusão en-
tre médicos e pacientes, acarretando falhas na te-
rapêutica. Como sintoma, pode indicar várias doen-
ças. O diagnóstico tem um espectro tão amplo
quanto o da dor abdominal. Apresenta diferentes
significados para diferentes pacientes, dependendo
do que cada um considera padrão normal de defe-
cação. O paciente pode estar querendo dizer que as
fezes são muito pequenas, muito duras, muito difí-
ceis de serem expelidas, ou que as evacuações são
poucofrequentes, ou, ainda, que persiste sensação
de evacuação incompleta após a defecação.
Trata-se de uma das principais queixas em Me-
dicina, constituindo a segunda causa mais fre-
quente de visita ao gastrenterologista. Nos EUA, es-
tima-se em 2,5 milhões de consultas anuais devido
à constipação intestinal.
• pode ocorrer como um distúrbio primário da
motilidade intestinal, ou efeito colateral de
um fármaco; como um problema associado
a outra doença; ou como sintoma de lesões
obstrutivas do sistema digestório.
• Epidemiologia:
Estudos americanos estimam que a prevalência
da constipação intestinal esteja em torno de 12 a
19% da população. No entanto, esse dado deve estar
subestimado, visto que uma parcela considerável de
indivíduos que sofre de constipação não procura as-
sistência médica imediata. No Brasil, ainda não há
estudos epidemiológicos acerca da real prevalência
da constipação intestinal no adulto.
• maior prevalência de constipação intestinal
e uso de laxativos em idosos, especialmente
no institucionalizado (próximo a 75% nesse
grupo específico de pacientes);
• mais de 30% dos indivíduos maiores de 60
anos apresentem constipação intestinal
crônica;
• Outros fatores de risco são:
o sexo feminino
o sedentarismo
o polifarmácia
o depressão
o baixo nível socioeconômico
o certos hábitos alimentares (p.ex., baixa in-
gestão de fibras)
• Etiologia e fisiopatologia:
A constipação pode ocorrer isoladamente ou se-
cundária a determinados medicamentos e/ou pato-
logias subjacentes de origem gastrintestinal ou ex-
traintestinal
As doenças associadas à constipação intestinal
crônica incluem;
• transtornos neurológicos (p. ex., trauma-
tismo raquimedular, doença de Parkinson e
esclerose múltipla)
• distúrbios endócrinos (p. ex., hipotireoi-
dismo)
• lesões obstrutivas do sistema digestório.
Fármacos como narcóticos, anticolinérgicos, blo-
queadores do canal de cálcio, diuréticos, cálcio (an-
tiácidos e suplementos), suplementos de ferro e an-
tiácidos com alumínio tendem a causar constipação
intestinal.
Nas situações em que a causa da constipação
não é elucidada, deve ser considerado o diagnóstico
de um distúrbio primário ou idiopático. Pacientes
com constipação idiopática podem ser subdivididos
em três grupos distintos de acordo com a fisiopato-
logia: aqueles com tempo de trânsito colônico nor-
mal, pacientes com trânsito colônico lento e aqueles
com dissinergia pélvica.
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• Constipação com trânsito intestinal normal
o Também denominada constipação funcional
ou constipação crônica idiopática;
o forma mais frequente
o queixas comuns: constipação associada a
desconforto ou dor abdominal.
• Constipação com trânsito intestinal lento
o retardo da passagem das fezes pelos cólons;
o anormalidades no plexo mioentérico;
o alterações da inervação colinérgica;
o anormalidades do sistema de transmissão
neuromuscular noradrenérgico;
o diminuição do reflexo gastrocólico mediado
por receptores serotoninérgicos ou por dis-
tensão antral;
o alterações na produção de óxido nítrico le-
vando à dismotilidade colônica;
o modificações da regulação do sistema ner-
voso entérico;
o Histologicamente, são observadas altera-
ções em densidade e distribuição de neuro-
peptídeos do sistema nervoso entérico
(p.ex., polipeptídeo intestinal vasoativo
(VIP), substância P), diminuição do volume
das células intersticiais de Cajal no cólon e
aumento de neurônios entéricos em pro-
cesso apoptótico;
• queixas comuns: baixa frequência evacua-
tória e distensão abdominal.
• Distúrbios anorretais (dissinergia pélvica)
o incoordenação do mecanismo defecatório
dependente da musculatura pélvica;
o dificuldade de relaxamento ou a contração
inadequada do músculo puborretal e do es-
fíncter anal externo;
o incapacidade de retificação do ângulo
anorretal e a descida excessiva do períneo;
o trânsito colônico prolongado pode estar
presente;
o queixas comuns: sensação de evacuação in-
completa ou de “obstrução anal” e a neces-
sidade de manipulação digital para eva-
cuar.
<diagnóstico>
Na avaliação clínica deve-se investigar, além de
sintomas específicos de constipação:
• a presença de dor ou desconforto abdomi-
nal (pode sugerir síndrome do intestino irri-
tável);
• repressão ao reflexo evacuatório;
• história de abuso de laxativos;
• hábitos alimentares;
• medicamentos de uso regular.
Determinados sintomas, como lentificação, sen-
sação de frio, queda de cabelo e rouquidão alertam
para o diagnóstico de hipotireoidismo, o qual pode
ser causa da constipação.
Os sinais e sintomas de alarme determinam in-
vestigação mais ampla da causa da constipação e
incluem súbita mudança na frequência evacuatória,
idade maior do que 50 anos, presença de sangue
nas fezes, anemia, perda de peso e história familiar
de câncer colorretal.
Ao exame físico deve-se pesquisar sinais de pa-
tologias que possam levar a quadro de constipação
secundária.
O exame neurológico é de suma importância,
sendo necessário para descartar lesões centrais e,
particularmente, lesões medulares.
• pesquisa da sensibilidade nas áreas sacrais.
O exame físico do abdome pode revelar dor e/ou
distensão, fezes endurecidas na região de palpação
dos cólons ou massa inflamatória ou neoplásica.
A inspeção da região perianal (avaliar o movi-
mento do assoalho pélvico durante evacuação simu-
lada solicitada pelo examinador), associado ao to-
que retal (inferir a pressão de repouso anal), pode
evidenciar indícios de disfunção do assoalho pélvico.
SOI IV APG 6
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Alguns exames complementares devem ser consi-
derados para excluir patologias mais prevalentes
que possam estar relacionadas ao quadro de cons-
tipação, tais como hemograma, dosagem sérica de
hormônios tireoidianos, glicemia de jejum, cálcio,
potássio, magnésio e creatinina, apesar do custo-
-efetividade ser questionado.
A sorologia para doença de Chagas é outro
teste que pode ser realizado a depender da epide-
miologia do paciente.
Uma colonoscopia deve ser solicitada em deter-
minadas circunstâncias, especialmente quando o
paciente apresenta sinais e/ou sintomas de alarme.
Em geral, o diagnóstico da constipação intestinal
baseia-se no relato de defecação infrequente, es-
forço para defecar, eliminação de fezes duras e em
bolotas, ou sensação de esvaziamento incompleto
depois de defecar. O toque retal é realizado para
determinar se há impactação fecal, estenose anal
ou massas retais. Também é importante excluir a
possibilidade de que a constipação intestinal seja
sinal de outra doença. Os exames que determinam o
tempo de trânsito colônico e a função defecatória
são reservados aos casos refratários.
• Tratamento:
O tratamento da constipação intestinal geral-
mente é voltado para a atenuação da causa do pro-
blema. É importante envidar esforço consciente
para responder ao desejo urgente de defecar. Outra
medida é estabelecer um horário depois das refei-
ções para defecar, quando é mais provável ocorrer
os movimentos em bloco do intestino grosso. Simular
uma posição agachada enquanto o indivíduo está
sentado no vaso sanitário, com a elevação dos pés,
pode facilitar a defecação.125 A ingestão ade-
quada de líquidos e alimentos que aumentam o bolo
fecal deve se recomendada. A prática de exercícios
moderados é essencial e os pacientes acamados me-
lhoram com exercícios ativos e passivos. Os laxantes
e os enemas devem ser utilizados com cautela. Esses
fármacos não devem ser usados regularmente para
tratar constipação intestinal simples, porque inter-
ferem no reflexo de defecação e, na verdade, podem
danificar a mucosa retal.
<doença hemorroidária)
• Incidência e epidemiologia:
As hemorroidas sintomáticas afetam mais de 1
milhão de indivíduos a cada ano no Ocidente. A pre-
valênciade doença hemorroidária não é seletiva
para idade ou sexo. No entanto, sabe-se que a idade
é um fator de risco. A prevalência é menor nos países
em desenvolvimento. A dieta ocidental típica pobre
em fibras e rica em gorduras está associada à cons-
tipação, ao esforço excessivo para defecar e ao de-
senvolvimento de hemorroidas sintomáticas.
• Anatomia e fisiopatologia:
Os plexos hemorroidários são uma parte normal
do canal anal. As estruturas vasculares contidas
nesse tecido ajudam na continência e impedem que
o músculo esfinctérico seja danificado. Três comple-
xos hemorroidários principais atravessam o canal
anal – o lateral esquerdo, o anterior direito e o pos-
terior direito. O ingurgitamento e o esforço exces-
sivo para defecar levam ao prolapso desse tecido
para dentro do canal anal. Com o passar do tempo,
o sistema de apoio anatômico do complexo hemor-
roidário enfraquece, expondo esse tecido ao seg-
mento externo do canal anal, onde é suscetível a
uma possível lesão. As hemorroidas são classificadas
geralmente como internas ou externas. As hemorroi-
das externas originam-se abaixo da linha denteada,
são cobertas por epitélio escamoso e estão associa-
das a um componente interno, são dolorosas quando
há trombose. As hemorroidas internas se originam
acima da linha denteada, são cobertas por mucosa
e epitélio da zona de transição e são responsáveis
pela maioria dos casos. A classificação padronizada
da doença hemorroidária baseia-se na progressão
da doença, que começa nas estruturas internas e
sofre prolapso para a posição externa.
• Manifestações clínicas e avaliação:
Os pacientes geralmente procuram seu médico
por duas razões: sangramento e protrusão. Dor é
menos comum quando comparada às fissuras e, se
estiver presente, é descrita como uma dor difusa e
imprecisa devido ao ingurgitamento do tecido he-
morroidário. Dor intensa pode indicar uma trombose
hemorroidária. O sangramento hemorroidário é des-
crito como sangue vermelho-brilhante sem dor, no
vaso sanitário ou no papel higiênico. Alguns pacien-
tes podem ter sangramento significativo, que pode
ser causa de anemia; contudo, a presença de uma
neoplasia colônica deve ser excluída nos pacientes
anêmicos.
7 SOI IV APG
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O diagnóstico de doença hemorroidária é feito
pelo exame físico. O médico faz a inspeção da região
perianal para possível evidência de trombose ou es-
coriação, seguida por um exame digital minucioso. A
anoscopia é realizada com a devida atenção à po-
sição conhecida da doença hemorroidária. Durante
o exame, o médico pede ao paciente que faça es-
forço significativo para evacuar. Se isso for difícil
para o paciente, a manobra pode ser executada
com o paciente sentado no vaso sanitário. O médico
observa o prolapso tecidual. É importante diferen-
ciar o aspecto circunferencial de um prolapso retal
de espessura total da natureza radial das hemorroi-
das que sofrem prolapso. Esse exame define o está-
gio e a localização dos complexos hemorroidários.
• Tratamento:
O tratamento para as hemorroidas sangrantes
baseia-se no estágio da doença. Em todos os paci-
entes com sangramento, deve ser considerada a
possibilidade de outras causas. Nos pacientes jovens
sem história familiar de câncer colorretal, a doença
hemorroidária pode ser tratada primeiro e, depois,
realiza-se um exame colonoscópico caso o sangra-
mento continue. Os pacientes de mais idade que
ainda não foram submetidos a uma triagem para
câncer colorretal devem fazer uma colonoscopia ou
sigmoidoscopia flexível.
Com raras exceções, as tromboses hemorroidá-
rias agudas podem ser retiradas no transcorrer das
primeiras 72 horas realizando-se uma excisão elíp-
tica. São prescritos banhos de assento, suplementos
de fibras e emolientes fecais. Outros tratamentos
para hemorroidas sangrantes são os procedimentos
realizados no consultório, incluindo ligadura elás-
tica, coagulação com infravermelho e esclerotera-
pia.
Para o tratamento cirúrgico da doença hemor-
roidária, os procedimentos de escolha são hemorroi-
dectomia excisional, desarterialização trans-hemor-
roidária (THD) ou hemorroidectomia com grampea-
dor (“o procedimento para prolapso ou hemorroi-
das” [PPH]). Todos os métodos cirúrgicos são igual-
mente eficazes no tratamento das hemorroidas sin-
tomáticas de terceiro e quarto graus. No entanto,
levando-se em consideração que a hemorroidecto-
mia suturada envolve a remoção do
<referências*
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