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Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
1
Audiçã�
Percepção sensorial: Orelha
para ouvirmos, precisamos de um órgão sensorial
que aqui é o ouvido com o pavilhão da orelha
externa. O pavilhão auditivo que serve para captar o
som que está propagando no ambiente, às dobras
direcionam o som para o canal auditivo.
o canal auditivo ou meato auditivo externo ou ouvido
externo -> conduzir o som até a membrana timpânica.
Som passa dentro do canal até alcançar o tímpano.
tímpano - membrana fina que ao tocar o som, ela
vibra. Essa vibração é provocada pela onda sonora.
Martelo, bigorna, estribo - ossículos que empurram
os ossos transmitindo a vibração de um pro outro. O Estribo está pela janela oval
conectado à entrada da cóclea que tem uma série de canais dentro dela e está cheia de
líquido (órgão receptor em formato de caracol). Quando vibração chega ao estribo, ele
está tampando a entrada da cóclea, quando ele vibra, a sua vibração é transmitida no
líquido dentro da cóclea que vai passear dentro da espiral acionando órgãos de cortis
(células ciliadas dentro) -> que são sensores de vibração, amplificadores mecânicos,
detecção sonora, transduzem o sinal em sinal nervoso -> nervo vestibular VIII (sendo
equilíbrio,orientação) e acústico -> encéfalo, córtex -> córtex auditivo.
A forma que as células ciliadas são pressionadas -> estímulos diferentes do som,
grave, agudo...
A deterioração das células ciliadas é a principal responsável pela perda auditiva.
deficiência auditiva -> presbioacusia.
Nosso ouvido
Do ouvido externo até o fim do médio, é
canal, trafegando informação. Diferença
de intensidade do estímulo, frequência
e timbre a partir do aparato. Isso tudo
ocorre no ouvido interno (detecção
propriamente dita na cóclea, ossos de
corti).
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
2
ORELHA EXTERNA (captura energia mecânica)
Pavilhão auricular - amplificador do som, colecta ondas sonoras do ambiente e
direciona ao canal auditivo melhorando a potência e a condução da vibração. É um
pré-amplificador natural e quanto maior a sua área, maior energia mecânica captada.
Idosos: deficiência auditiva -> mão em forma de concha -> aumento da área efetiva do
pavilhão auricular -> otimização captação do som e direciona para o pavilhão auditivo
Meato acústico - tubo ressonador para sons da fala humana (2 a 5 KHz - nossa
frequência de audição). Chegada da onda sonora na membrana timpânica ->
ressonância -> transferência da energia mecânica -> orelha média -> cinética para
movimento dos ossículos -> cóclea.
ORELHA MÉDIA (transmite para o órgão receptor -> cóclea)
se localiza entre orelha externa através da membrana timpânica e cóclea onde se
encontra os 3 ossículos. Amplifica sinal acústico que chega de fora (ar) para dentro da
cóclea (cheio de líquido) -> ponto principal da orelha média. Evita dissipação do som
que não é mais pelo ar -> perdemos menos informação através dos ossos ->
diminuindo a perda de energia -> impulso mais eficiente. A função da orelha média é
igualar a impedância do ar fora da orelha com aquela da partição coclear, garantindo
assim a transferência eficiente da energia do som do primeiro meio (o ar externo) para
o segundo (o líquido coclear).
É uma cavidade preenchida com ar, conectada à faringe pela tuba de Eustáquio.
>> O comprometimento da estrutura normal da orelha média pode levar à perda
auditiva por condução.
Na primeira, os tecidos cicatriciais remanescentes de uma infecção da orelha média
(otite média) podem imobilizar o tímpano ou os ossículos.
Na segunda forma, uma proliferação do osso nos anexos ligamentares dos ossículos
pode privá-los de sua liberdade normal de movimento. Essa condição crônica e de
origem desconhecida é chamada de otosclerose, que pode levar à surdez grave.
ORELHA INTERNA (transduz sinais elétricos adequados para análise pelo sistema
nervoso)
labirinto de membranas que fica dentro do osso temporal, forma a cóclea (cheia de
líquido e com presença de células sensoriais auditivas que estão associadas aos
órgãos de corti permitindo ser o órgão receptor) e o sistema vestibular.
canais semi circulares acima da cóclea
órgãos de corti - onde escutamos de fato, dispersos ao longo da membrana basilar.
Microfones dá orelha (cada um reage com impulso elétrico em função de altura
"frequência" e volume "intensidade" do som).
Feixe de estereocílios (feixes de filamentos de actina interligados pelas proteínas
plastina fimbrina) inicia a transdução mecanoelétrica ao ativas às células ciliadas. Um
estímulo que desloca o feixe de cílios em direção à sua borda mais elevada abre canais
adicionais, causando despolarização celular. Ao contrário, um estímulo que desloca o
feixe em direção à sua borda mais baixa fecha aqueles canais que estão abertos em
repouso, hiperpolarizando a célula.
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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RESUMO
Captação do som pela orelha externa
>> vibração do tímpano para dentro e
para fora >> movimentação dos
ossículos da orelha média >>
movimento tipo pistão do estribo >>
movimentação do líquido para cima e
para baixo nas escalas cocleares >>
movimentação não uniforme da
membrana basilar >> transmissão da
energia sonora até as células
transdutoras >> gânglios cocleares
>> nervo vestibulococlear!
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
4
SISTEMA DE AMPLIFICAÇÃO ACÚSTICA
Cóclea
martelo, bigorna e estribo são empurrados pelo tímpano -> ondas transitam dentro do
órgão da cóclea entrando pela janela oval e dissipado pela janela redonda (têm outra
membrana, timpano). Canal de entrada - escala vestibular, no meio temos a escala
média e canal de saída - escala timpânica. A membrana de Reissner, ou membrana
vestibular, separa a escala média da escala vestibular. Já a membrana basilar separa a
escala média da escala timpânica atuando como analisador de frequências e
intensidade do som. As escalas vestibular e timpânica são separadas pela partição (ou
ducto) coclear.
Entre os canais -> ducto coclear (dentro é onde se detecta o som e transforma em
movimento). No ducto coclear ele têm -> órgão de corti na membrana basilar com células
ciliadas. Cada segmento afetado dessa membrana realiza um ciclo ÚNICO de vibração
(ou seja, não é uniforme em toda a sua extensão). O movimento da membrana basilar é
o resultado do movimento de massas de líquido acima e abaixo da membrana. Além
disso, em cima das células ciliadas, temos uma membrana tátil/tectorial (gelatinosa)
acima. Essa membrana empurra os cílios e gera movimento. A base do órgão de corti
está voltada para a escala timpânica. Som vibra lá dentro -> empurra a base do órgão
de corti para cima -> célula ciliada tocar na membrana. Isso permite abertura de canais
de sódio -> despolarizar membrana -> gerando potenciais de ação (transforma vibração
que está passando no ouvido em impulso nervoso que por fim, é traduzido como som).
Informação é encaminhada para o nervo vestibulococlear -> córtex -> córtex auditivo
fazemos uma comparação bilateral entre os 2 ouvidos com relação ao que ouvimos.
inflamação na janela redonda -> otite interna
inflamação na trompa de eustáquio -> conectado a cavidade oral
OTITE MÉDIA
Inflamação da orelha média (timpânica com
ossículos), independente de etiologia ou patogênese
específicas. Muito comum em crianças.
Pode envolver outros três espaços pneumatizados
- Mastóide, ápice petroso e células
perilabirínticas. (ossos contínuos).
A proximidade do ouvido com a boca é grande -> pode
começar com infecções de garganta, gripe..
Informação -> ouvido médio -> produção de muco.
Provoca dor, sensação de tampão no ouvido como
se estivesse dentro d'água atrapalhando as
vibrações até a cóclea.
Epidemiologia
Cerca de 2/3 de todas as crianças de um ano de idade terão tido 1 episódio de otite
média aguda (OMA). Aos 7 anos - Em torno de 90 % das crianças terão apresentado um
episódio de OMA. 75 % - 3 ou mais episódios
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
5
Principal pico de incidência de OMA: entre 6 e 11 meses de idade. 2º pico: entre 4 e 5
anos de idade
Até2 anos de idade - OM aguda e OM secretora: bilaterais em sua maioria (devido estar
muito perto às regiões de ouvido, garganta, boca)
Após os 2 anos - Maioria dos episódios de OMA e OMS: unilateral
Sexo masculino tem maior tendência a desenvolver otite média que o feminino
Fator de risco
Baixo nível socioeconômico (acesso mais precário a saúde)
Compartilhamento de conglomerados populacionais
Crianças institucionalizadas (maior incidência de (IVAS)) Cerca de 60% das crianças
escolares com IVAS evoluem com OMA
Incidência de otite média e IVAS. Mais frequente: inverno (circulação do ar em
ambientes fechados por conta do frio).
Estudo: papel de poluentes ambientais. Possível fator de risco para o desenvolvimento de
OM. Fumaça de cigarro, por ex.
- Hiperplasia das células caliciformes (células produzem mais muco)
- Hipersecreção da mucosa
- Diminuição do transporte mucociliar (impedindo a limpeza da superfície)
Fator de proteção
Aleitamento materno é um fator protetor em relação à OM (imunoglobulinas do leite
materno). Diminuição do risco de OMA no primeiro ano de idade
OTITE MÉDIA AGUDA
Doença com altos índices globais de incidência (10,85%), acomete 709 milhões de
pessoas/ano.
Complicações intratemporais (mastoidite aguda e apicite petrosa)
Complicações intracranianas (como trombose de seio sigmóide, abscesso intracraniano
e meningite)
altos índices de complicações agudas graves e potencialmente fatais
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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PERDA AUDITIVA OCUPACIONAL
Riscos existentes em determinados ambientes laborais, provenientes da exposição
contínua a ruídos e barulhos intensos. Outros fatores: Vibração, calor, exposição a
substâncias químicas.
PAIR - Perda da audição gerada pelo tempo
prolongado em que o trabalhador fica exposto
a ruídos intensos no ambiente laboral
Atinge trabalhadores - Bilateral, irreversível
e progressiva. Danificam os órgãos de
corti, dificultando a sensibilidade.
Ausência de tratamento
Impossibilidade de recuperação após o
afastamento do funcionário de suas
atividades laborais (método mais eficaz
para combater a ocorrência de novos
casos).
Sinais e Sintomas
Audição de zumbidos
Dificuldade para a compreensão da fala
durante as conversas com outras pessoas
Dificuldade para localizar a origem da fonte
sonora
Dificuldade de atenção e concentração
durante a execução das tarefas
Intolerância a exposição a uma carga
sonora intensa
Alterações durante o sono
Dores de cabeça
Tontura e dificuldades para manter o equilíbrio do corpo
Irritação e ansiedade
Isolamento e constrangimento causados pela dificuldade auditiva
ambientes laborais são mais susceptíveis -
siderurgia, metalurgia, produção gráfica,
indústria têxtil, construção civil, agricultura e
transporte
Métodos de prevenção
Eficiente atendimento médico
ocupacional (profissionais especializados)
Realização de exames específicos
audiológicos: Diagnóstico saúde auditiva,
Surgimento ou agravamento de possíveis
doenças (queda da produtividade no
trabalho) e afastamento dos funcionários.
Além de usar EPIs
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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A perda auditiva pode ser:
· Neurossensorial: lesões na orelha interna (sensorial) ou no VIII par craniano (neural).
· Condutiva: lesões no meato externo, membrana timpânica ou orelha média.
· Mista: traumatismo craniano, com ou sem fratura do osso temporal, por infecção
crônica ou por doenças genéticas.
DOENÇA DE MENIERE
Nem sempre culmina na perda auditiva, depende do grau e quando foi descoberta
A Síndrome de Ménière surge devido ao desequilíbrio dos líquidos que preenchem o
ouvido interno. Em seu interior, há o labirinto, formado por um conjunto de arcos
semicirculares que contêm um fluido chamado endolinfa, que tem papel fundamental
no equilíbrio e na localização espacial do corpo.
Na doença de Ménière, mudanças na pressão e no volume da endolinfa labiríntica
afetam a função da orelha interna. A etiologia do acúmulo de líquido endolinfático ainda
é desconhecida. Fatores de risco incluem história familiar, genética da doença de
Ménière, doenças autoimunes preexistentes, alergias, traumatismo na cabeça ou na
orelha e, muito raramente, sífilis. Câncer, viroses, sistema imunológico, a enxaqueca e o
sistema nervoso central estão também associados às pessoas acometidas por Ménière.
O pico de incidência se dá entre a meia-idade de 20 e 50 anos. Mulheres > Homens.
Raça Caucasiana.
Sinais e sintomas: tríade: zumbido, perda auditiva e vertigem
· Ataques súbitos de vertigem, que duram de 1 a 6h, podendo durar, raramente, 24h;
· Náuseas e vômitos;
· Sudorese, diarreia e instabilidade da marcha;
· Zumbido (não está relacionado com a posição ou o movimento);
· Perda auditiva de baixas frequências;
· Na maioria, apenas 1 orelha é afetada.
Durante as fases iniciais, os sintomas remitem entre os episódios; o período sem sintomas
podem durar > 1 ano. À medida que a doença progride, entretanto, a deficiência auditiva
persiste e piora progressivamente, e o zumbido pode se tornar constante.
Faz-se o diagnóstico da doença de Ménière clinicamente. A combinação simultânea de
perda auditiva neurossensorial flutuante de baixa frequência, vertigem episódica,
plenitude auricular ipsolateral flutuante e zumbido é característica.
Embora a doença de Ménière possa ocorrer bilateralmente, os sintomas bilaterais
aumentam a probabilidade de um diagnóstico alternativo (p. ex., enxaqueca vestibular).
No exame durante uma crise aguda, o paciente tem nistagmo e cai para o lado afetado.
Entre as crises, o exame pode estar inteiramente normal. Mas em casos refratários ou
de longa duração com hipofunção labiríntica associada, o teste de marcha de Fukuda
(caminhar no lugar com os olhos fechados, anteriormente chamado teste de
Unterberger) faz com que o paciente vire-se para a orelha afetada, consistente com
uma lesão labiríntica unilateral.
A manobra de impulso cefálico de Halmagyi, ou teste de impulso da cabeça, é outra
técnica usada para mostrar disfunção labiríntica unilateral. Na manobra de Halmagyi, o
examinador pede que o paciente fixe os olhos em um alvo na sua frente (p. ex., no nariz
do examinador). O examinador então gira rapidamente a cabeça do paciente em 15 a
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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30° para um dos lados e ao mesmo tempo observa os olhos do paciente. Quando a
função vestibular no lado para o qual a cabeça foi girada está normal, os olhos do paciente
permanecem fixos no alvo. Quando a função vestibular está prejudicada no lado para o
qual a cabeça foi girada, o reflexo vestíbulo-ocular falha e os olhos do paciente não
permanecem fixos no alvo, mas, em vez disso, seguem transitoriamente a rotação da
cabeça e então rápida e voluntariamente volta para o alvo (chamado sacadas corretivas
em atraso; delayed catch-up saccades).
Os pacientes com sintomas sugestivos de doença
de Ménière devem ser submetidos a audiograma e
RM (com realce por gadolínio) do sistema nervoso
central dando atenção aos canais auditivos
internos para excluir outras causas. O audiograma
tipicamente mostra perda auditiva neurossensorial
de baixa frequência na orelha afetada que oscila
entre os testes. O teste de Rinne e o teste de Weber
podem indicar perda auditiva neurossensorial.
Tratamento: Clínico e têm também o cirúrgico.
· Alívio dos sintomas com antieméticos,
anti-histamínicos ou benzodiazepínicos;
· Diuréticos e dieta pobre em sal (podem diminuir a
gravidade e frequência das crises);
· Raramente labirintectomia química ou cirurgia.
· Evitar álcool e cafeína
· Drenagem para aliviar a pressão
ESTUDO DIRIGIDO - DOENÇA DE MÉNIÈRE
1) Considere os aspectos gerais da Doença de Ménière, e assinale V para as alternativas
verdadeiras e F para as falsas. Marque o que torna a alternativa falsa.
a) ( F ) A doença de Ménière é uma patologia aguda do ouvido médio caracterizada por
sintomas vestibulares episódicos associados a hipoacusia neurossensorial, acufeno e
plenitude auricular.
b) ( F ) A doença de Ménière, comumente, surge na meia-idade, e acomete o indivíduo de
forma bilateral, nãose encontrando tendência para uma maior expressividade quanto à
lateralidade.
c) ( V ) Mudanças no estilo de vida e tratamento médico ou cirúrgico são importantes para
ocorrer a diminuição do impacto dos sintomas da doença de Ménière.
d) ( V ) Câncer, viroses, sistema imunológico, a enxaqueca, a alergia e o sistema nervoso
central estão também associados às pessoas acometidas por doença de Ménière.
2) Na manhã de 24 de dezembro, a cantora britânica Jessie J acordou sem audição no ouvido
direito e "sem conseguir andar em linha reta", conforme relatou em suas redes sociais.
Responsável por hits como Price Tag (com B.o.B), Domino, Flashlight e Bang Bang (com
Ariana Grande e Nicki Minaj), os sintomas levaram-na à descoberta do diagnóstico de uma
doença pouco conhecida: a Síndrome de Ménière.
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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Considere a síndrome da cantora Jessie J relatada nesse trecho da reportagem, e avalie as
afirmativas a seguir.
I. Há um maior predomínio da doença de Ménière na raça caucasiana.
II. O sexo masculino é reportado na grande maioria dos estudos como o mais acometido.
III. Já existe evidências, quanto à susceptibilidade genética para a doença de Ménière.
IV. Jessie J apresentou como um dos sintomas a vertigem, devido ao aumento da pressão
da endolinfa, líquido existente no labirinto do ouvido interno.
É correto o que se afirma apenas em
a) I e II. b) II e III. c) I, III e IV. d) I, II e IV. e) I, II, III e IV.
3) Considere a imagem e descreva o que caracteriza a doença ou síndrome de Ménière.
Na doença de Ménière, mudanças na pressão e no volume da endolinfa labiríntica (fluído
presente nos arcos semicirculares) afetam a função da orelha interna, prejudicando o
equilíbrio (vertigem) e a localização espacial. Ou seja, é um desequilíbrio dos líquidos
que preenchem o ouvido interno.
4) [...] apesar de alguns avanços no diagnóstico e tratamento nestes anos recentes, a doença
de Ménière ainda constitui um desafio. Sua fisiopatologia ainda não foi completamente
elucidada e, até que sejam feitos avanços nesta área, é improvável que sejam descobertos
tratamentos mais efetivos. Considere a doença em destaque no trecho de texto, e responda
as questões a seguir.
a) Quais os principais sinais e sintomas? Descreva-os.
Sinais e sintomas: tríade: zumbido, perda auditiva e vertigem
· Ataques súbitos de vertigem, que duram de 1 a 6h, podendo durar, raramente, 24h;
· Náuseas e vômitos;
· Sudorese, diarreia e instabilidade da marcha;
· Zumbido (não está relacionado com a posição ou o movimento);
· Perda auditiva de baixas frequências;
· Na maioria, apenas 1 orelha é afetada, pressão no ouvido.
b) Como deve ser realizado o diagnóstico?
Diagnóstico é clínico com uso de audiometria. Em algumas situações os médicos utilizam
exame de imagem RM com contraste à base de gadolínio.
c) Qual a forma de tratar?
Tratamento: Clínico e têm também o cirúrgico.
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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· Alívio dos sintomas com antieméticos, anti-histamínicos ou benzodiazepínicos;
· Diuréticos e dieta pobre em sal (podem diminuir a gravidade e frequência das crises);
· Raramente labirintectomia química ou cirurgia.
· Evitar álcool e cafeína
· Drenagem para aliviar a pressão
d) É possível prevenir a doença? Como?
Evitar uso de álcool e cafeína, substituir o consumo de sal, não usar com frequência
produtos industrializados.
SCHWANNOMA VESTIBULAR
Tumor benigno encapsulado e bem delimitado, não se espalha -> sem probabilidade de
metástase (causa compressão ao crescer e faz
um desvio de recurso para ele).
Geralmente acomete o nervo vestibulococlear
Local 60-80% tumores -> ângulo pontocerebelar.
Deriva das células de Schwann. É Relacionado a
distúrbios cromossômicos como
neurofibromatose e ausência de supressão
tumoral.
Crescimento lento (0,25 a 0,4 mm/ano)
Variação: localização
Tumores intracanaliculares tem crescimento mais
lento que os intracanaliculares
Empurra a região entre ponte e bulbo. Empurra o
tronco encefálico. Fica próximo do nervo facial
gerando dificuldade na retirada do tumor. Caso
consiga, retirar ele todo.
Patogenia dos Schwannomas do VIII par de nervo
craniano
Bastante complexa e não totalmente esclarecida
Maior proporção de células tumorais se encontra no
ramo e especialmente no gânglio do nervo vestibular,
frequentemente no conduto auditivo interno (CAI)
Base genética - mutações gênicas do cromossomo 22
Relação com os neurofibromas (especialmente casos
de acometimento bilateral - neurofibromatose tipo 2)
Manifestações clínicas
Tumores pequenos: normalmente, inexistentes
Sintomatologia
Progressão tumoral
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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- Distúrbios auditivos como hipoacusia, zumbidos, tontura, vertigem, ataxia,
efeitos expansivos de massa e paralisia facial
- Compressão de nervos 7o e 8o, de tronco cerebral e cerebelo, sinais e sintomas
de hipertensão intracraniana, e evolução com desorientação e morte
PERCEPÇÃO SENSORIAL: VIA VISUAL, VIA AUDITIVA E VESTIBULAR
Cada sistema sensorial fornece informações com características únicas, pois cada classe de
receptores opera de maneira ótima em frequência e amplitude específicas
VIA VISUAL - Sistema visual
Mais complexo
Funcionamento
Envolve várias estruturas e mecanismos para a obtenção
de informações ambientais
- Refração da luz provenientes das superfícies,
objetos, plantas, animais etc
- Luz entra através da córnea projeção na retina
transformação em sinais elétricos pelos
fotorreceptores centros superiores (SNC) via nervo
óptico
VIA AUDITIVA
a via auditiva primária é curta, (3 ou 4 núcleos),
rápida (fibras grossas e mielinizadas) e termina
no córtex auditivo primário (na parte
posterosuperior do lobo temporal, no interior do sulco
lateral). Está via veicula informação codificada pela
cóclea e cada núcleo efetua um trabalho específico de
decodificação e interpretação que seguidamente
transmite aos núcleos superiores.
Carolina Pithon Rocha | Medicina | 5o semestre
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VIA VESTIBULAR
olhamos no labirinto e percebemos que dentro temos pequenas cúpulas que possuem
células ciliadas que estão conectadas a fibras nervosas nos gânglios cocleares. Essas
células ciliadas estão ligadas a Otólitos (cristais que se acumulam em cima das células
ciliadas) -> detectam a pressão sobre o cílios -> se conectam aos nervos para mandar a
mensagem (identificar posição que os cristais estão -> dizer em qual posição você
está) -> processada a informação acústica -> se estendem da orelha para o tronco
encefálico, e através do mesencéfalo e do tálamo, até o córtex cerebral.
Aparelho vestibular
- Funcionamento contínuo: mesmo no Sono (de forma inconsciente) temos
sensação de posição
Assimetria da resposta labiríntica
- Estimulação excessiva ou hipoestimulação: provocando assim vertigem,
nistagmo e reflexo vagal (sensações conscientes)
Nistagmo - Um movimento involuntário dos olhos que pode fazer o olho mover-se
rapidamente de um lado para outro, para cima e para baixo ou em um círculo, podendo
borrar ligeiramente a visão.

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