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SURDEZSURDEZ
FISIOLOGIA DO OUVIDO
APARELHO TRANSMISSOR
Orelha externa
PAVILHÃO AURICULAR
Captador de ondas sonoras
Orientador sobre origem da fonte
CONDUTO AUDITIVO EXTERNO
Trajeto sinuoso - proteção 
Proteção a MT (temperatura e umidade)
Orelha média
Transmissão de onda sonora
Na MT, a pars tensa tem maior capacidade
vibratória pela camada intermediária ->
transmite a onda para os ossículos
Efeito alavanca martelo-bigorna (após a
puberdade a articulação incudomalear se
ossifica - vibram como um só)
Relação hidráulica - toda energia que chega nos
55mm² da pars tensa -> passa para os 3,2mm² do
estribo
Ação muscular - acomodação
Tuba auditiva - arejamento e pressão ideal
APARELHO TRANSDUTOR
Orelha interna
Células ciliadas externas e internas
Despolarização - produção de potencial elétrico
NC VIII - vestibulococlear
Condução do potencial elétrico ao tronco
encefálico
Audiometria tonal
Audiometria vocal
Imitanciometria
Cadeia ossicular
Cóclea
VIII
Tronco cerebral
Córtex
Se na via aérea o paciente tiver alguma perda, testa-se a
via óssea
Via óssea
Coloca uma tiara que tem um vibrador ósseo na
mastoide
Cóclea
VIII
Tronco cerebral
Córtex
Vermelho -> orelha direita
Bola vermelha -> via aérea direita
< vermelha -> via óssea direita
Azul -> orelha esquerda
X azul -> via aérea esquerda
> azul -> via óssea esquerda.
O teste é feito com o paciente apertando um botão para
demonstrar que ele escuta aquela determinada frequência
Nessa audiometria abaixo só foi testada a via aérea, pois o
paciente não apresentou perda:
PROPEDÊUTICA AUDIOLÓGICA BÁSICA
Teste realizado em cabine acústica + fone de ouvido
Como tem que ir com a requisição, se por acaso a perda for
unilateral começa o exame pelo ouvido que não tem
alteração. Se for bilateral, começa pela menos afetada, se
ambas forem muito afetadas, começa pela direita
Tons puros - frequências (Hz) e intensidades (dBNAS)
determinadas
Via aérea X via óssea
Audiograma
VIAS AUDITIVAS
Via aérea
Pavilhão 
Canal auditivo externo
MT
PROPEDÊUTICA AUDIOLÓGICA BÁSICA
O zero é a padronização de uma audição normal, e se fala
em 20-25dB porque é o considerável para estar na faixa da
normalidade, como no exame acima.
PERDAS AUDITIVAS
Leve: 25 a 40dB
>3m de distância já há uma dificuldade
(teatro/cinema)
Moderada: 41 a 70dB
>1m 
Severa: 71 a 90dB
Voz alta ou usando aparelho auditivo que se escuta
Profunda: >91dB
Incapaz
Essas perdas estão baseadas nas frequências de
500Hz, 1000Hz e 2000Hz (no exame representados
por 500, 1 e 2)
SURDEZSURDEZ
Assim, se houver perda a partir de 3000Hz, se fala que
os limiares auditivos estão dentro da normalidade
Se existir uma perda em 500Hz de 30dB e nas demais
estiver normal, se considera perda leve
Se em 500Hz está uma perda de 40dB, mas as de
1000Hz e 2000Hz a perda de 70Hz -> perda
leve/moderada.
AUDIOMETRIA VOCAL
Também chamado de Logoaudiometria
Cabine acústica
Também é uma orelha por vez
Monossílabas e dissíladas: o paciente tem que repetir o
que for dito pelo fonoaudiólogo
Discriminação auditiva
100 a 80% = normal
80 a 60% = condutiva ou neurossensorial
<60% = neurossensorial retrococlear
(acometimento do nervo?) ou central
(interpretação comprometida)
Se houver uma perda auditiva com muito baixa
discriminação, deve-se considerar que o problema pode
ser no nervo
IMITANCIOMETRIA
Timpanometria
Estuda a resistência apresentada pelo ouvido
médio (MT e cadeia ossicular) à passagem da
energia vibratória
Coloca uma sonda no ouvido do paciente e
faz uma pressão negativa e positiva -> avalia
o quanto a MT e a cadeia ossicular vai desviar
de ar
Impedância
Massa do conjunto tímpano-ossicular
Atrito das articulações
Complascência
Reflexo estapediano
Abolido: doença orelha média e doença retrococlear
Verifica a contração do músculo do estapédio
O músculo estapédio é o menor do corpo
humano e é inervado pelo nervo facial NC VII
Ajuda no diagnóstico de paralisias faciais periféricas
Curvas de timpanograma: 
Curva A é a normal (-200 a +200 de pressão em
mmH2O) com o pico no 0 (ta meio torto na foto) ->
deslocamento de 0,7 a 1mm³ de ar
Curva B: não tem pico, ou seja, você faz a pressão
positiva e a negativa e não há deslocamento de ar -
muito comum quando há líquido dentro da orelha
média
Curva C: intermediária
DEFINIÇÃO
Disacusia
Distúrbio da audição que cursa com perda auditiva
em maior ou menor grau de intensidade, em caráter
transitório ou definitivo, estacionário ou progressivo
Hipoacusia
Diminuição da audição sem alterar a qualidade da
captação sonora - aplicável a todos os quadros de
PC (perda condutiva) com reserva coclear normal e
PNS (perda neurossensorial) que ainda não
interferiram nas frequências de fala
Anacusia
Incapacidade auditiva - profunda
PERDA AUDITIVA
Uni ou bilateral
Contínua ou flutuante
Instalação súbita ou progressiva
Percepção da fala - compreensão 
Intolerância a sons intensos
Presença de tinnitus (zumbido) - caracterizar
Presença de tontura - caracterizar
Outros sintomas e sinais otológicos: dor, otorreia,
otorragia 
Interrogatório diversos aparelhos, antecedentes
pessoais e familiares;
FATORES DE RISCO
Prematuridade, baixo peso
Admissão em UTI
Anóxia neo-natal, hiperbilirrubinemia
Ototóxicos
Incubadora
Infecções congênitas
Doenças neurológicas e/ou degenerativas
DISACUSIAS CONDUTIVAS E
NEUROSSENSORIAIS
SURDEZSURDEZ
EXAME FÍSICO
Exame físico geral e otorrinolaringológico
Fáceis característica
Mal-formações
Otoscopia
Exame otoneurológico;
TIPOS DE DISACUSIAS
Condutivas
Aparelho transmissor (OE e OM)
Neurossensoriais
Cóclea/ nervo acústico
Mista
OM e OI
Central 
Processamento auditivo central
PERDA AUDITIVA (PA) POR ALTERAÇÃO NO APARELHO
CONDUTOR - OE E OM
Causas relacionadas à orelha externa
Otite externa
Oto-hematoma
Rolha de cerume
Corpo estranho
Queratose obliterante
Colesteatoma
Estenose adquirida
Tumores benignos e malignos
Mal-formações
Causas relacionadas à orelha média
Otite média
OM aguda
OM crônica simples
OM crônica colesteatomatosa
OM crônica serosa
Timpanoesclerose
Perfurações timpânicas
Disfunção tubária
Otoesclerose
Tumores glômicos (jugular e timpânico)
Malformações
Características audiométricas
Audição por VO (via óssea) praticamente normal
enquanto a VA (via aérea) encontra-se alterada
Há a produção de um GAP aéreo-ósseo
Na audiometria a seguir: orelha direita normal,
esquerda com perda de via aérea moderada e via
óssea normal
DISACUSIAS NEUROSSENSORIAIS (NS)
Introdução
Disacusia da via óssea
Tipos: 
Sensorial
Neural
de Tronco cerebral
Central
Semiologia otológica
Testes audiométricos
Audiometria tonal
Neurossensorial: comprometimento da
via aérea e óssea;
BERA
Lesões retrococleares (VIII) e cocleares
Emissões otoacústicas
Avaliação das células ciliadas externas da
cóclea
Usado no teste da orelhinha!
Causas congênitas
Genéticas
Principal causa de disacusia congênita ou de
instalação precoce
Malformações estruturais da orelha interna
Alterações autossômicas dominantes: 18 a
20%
Alterações recessivas: 75 a 80%
Alterações ligadas ao cromossomo X
Não-genéticas
Rubéola materna
Herpes
SURDEZSURDEZ
Parto prematuro, hipóxia
Ototóxicos
Radiação
Causas tardia
Não-genética
Infecções 
Ototóxicos
Trauma acústico
Surdez súbita
Presbiacusia
Doenças imunológicas
Meniére
Neurinoma do acústico
Causas infecciosas
Virais
Alterações na base da cóclea
Caxumba: surdez súbita, profunda e
unilateral pode levar meses/anos após a
parotidite (perguntar de doenças na infância)
Sarampo: disacusia simétrica, moderada,
bilateral, mais em frequências agudas;
Bacterianas
Meningite: leva a ossificação da cóclea -
disacusia uni ou bilateral, severa e profunda
e irreversível
Sífilis congênita: secundária (2 anos de vida)
e terciária (8 a 20 anos)
Progressão rápida, com boa discriminação
Ototóxicos
Mercúrio
Aminoglicosídeos (cocleotóxicos e
vestibulotóxicos)
Salicilatos
Aspirina
Diuréticos
Alguns quimioterápicos
Perda auditiva maior em agudos, uni ou bilateral,
irreversível ou reversível
Zumbido
Traumas acústicos
Agudo
> ou igual 120dB: ruptura de membrana
basilar (quesegura o órgão de Corti),
desorganização das células ciliadas
PA NS imediata e permanente
Ruído ambiental, tiro, explosão
PA severa ou profunda
Unilateral
Crônico (PAIR) - Perdas auditivas induzidas por
ruídos
Sons entre 85 e 110dB
Exposição sistemática e contínua
PA insidiosa, lenta
PA proporcional ao tempo de exposição
Audio: PA inicial em 4000Hz
PA NS bilateral, simétrica, não ultrapassando
40dB nas baixas e nas médias frequências e
os 75dB nas frequências altas;
SURDEZSURDEZ
Surdez súbita
PA: 30dB em pelo menos 3 frequências
adjacentes + instalação súbita ou em um tempo
máximo de até 72h
Etiologia: idiopática, doenças virais, tumores do
ângulo ponto-cerebelar (7.5%)
É uma urgência
Presbiacusia
Perda progressiva no epitélio sensorial e
componentes do labirinto e cóclea
>40 anos
>60 anos = PA lenta e progressiva, pior acima de
2milHz - quando, em geral, é percebida
Recrutamento presente ou ausente
Decréscimo da discriminação