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INTRODUÇÃO À FONOAUDIOLOGIA Profª Jéssica Ribeiro INTRODUÇÃO À VOZ O sistema de produção vocal é complexo e necessita de controle neurofisiológico, envolve a participação do sistema nervoso central e periférico, sistema respiratório e dos órgãos fonoarticulatórios, vamos falar dessas estruturas de maneira geral, pois serão estudadas mais detalhadamente em disciplinas posteriores. Sistema fonador Cavidade nasal; Nasofaringe; Cavidade oral; Orofaringe; Laringe. LARINGE A laringe é constituída de peças cartilaginosas unidas por ligamentos e músculos. A musculatura extrínseca da laringe A musculatura extrínseca da laringe Músculos Intrínsecos da Laringe Cricoaritenóideo Posterior (CAP) Tireoaritenóideo (TA) Cricoaritenóideo Posterior (CAP) Ariaritenóideo transverso (AA) Cricoaritenóideo Lateral (CAL) Ariaritenóideo (Transverso e oblíquo) Ligamento vocal Cricotireóideo (CT) Mucosa das pregas vocais É parte importante de vibração das pregas vocais, é constituída de vasos sanguíneos, possuem glândulas na porção superior e está disposta histologicamente em 5 camadas; Epitélio escamoso (importante na resistência a traumas provocados pela fonação); Camada superficial: flexível e pode ser denominada de espaço de Reinke; Camada intermediária esta localizada abaixo da camada superficial e contém fibras elásticas; Camada profunda contém fibras colagenosas; Músculo vocal (tireoaritenóideo). Ressonadores A laringe por si só não possui um som com intensidade satisfatória, para isso ele conta com a ajuda dos ressonadores (que vão modificar a qualidade e a intensidade da voz para sons audíveis). Faringe; Cavidade oral; Cavidade nasal. Ressonadores A faringe e a cavidade oral tem participação mais ativa, esta última conta ainda com a ajuda da língua e dos lábios para articular os fonemas. A cavidade nasal irá participar fechando o palato mole para não haver escape nasal nos fonemas orais e abrirá na produção de fonemas nasais. Disfonias As disfonias são distúrbios vocais, que alteram uma ou mais das características acústicas da voz, podem ter diferentes padrões acústicos, diversas localizações anatômicas e causas variadas. A perda total de voz é denominada afonia. Disfonias São classificadas em: Funcionais: há distúrbio vocal, porém não há alterações orgânicas. Orgânicas secundárias: ocorrem devido abusos vocais que provocam alterações orgânicas. Orgânicas primárias: são lesões que ocorrem e então provocam a disfonia. Disfonias As principais causas de disfonias na infância são: abusos vocais, quadros sistêmicos, alterações estruturais mínimas, deficiências auditivas, distúrbios neurológicos e causas hormonais. Disfonias Durante a puberdade ocorrem mudanças na laringe principalmente dos meninos que modificam a voz, essas mudanças marcam a transição do padrão vocal infantil para o padrão adulto. Esse período é chamado de muda vocal e em geral leva de três a seis meses, nesse período podemos observar rouquidão flutuante e quebras de sonoridade. Disfonias Mudanças também podem ser observadas no idoso, essas são decorrentes de atrofia dos músculos intrínsecos da laringe, perdas teciduais, deficiências hídricas, perdas de elasticidade dos ligamentos e calcificação de cartilagens laríngeas. Nas mulheres, as mudanças são atribuídas às trocas hormonais da menopausa e com frequência encontra-se edema de cordas vocais. Voz O objetivo terapêutico é a produção da melhor voz possível, ou seja, com mínimo de esforço e máximo rendimento.