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Taliane Aranha 2 MOLDEIRA INDIVIDUAL · a moldagem anatômica é uma moldagem de estudo, na qual vamos avaliar, por isso pode ser feita com um material que requer menos detalhes · A partir de uma moldeira individual nós vamos moldar o paciente novamente e vamos obter uma moldagem funcional, que é uma moldagem de TRABALHO. · Uma moldeira individual é confeccionada especificamente para o paciente, utilizando o modelo preliminar correspondente. O suporte da PT (que é osso), vai se alterar, então essa moldeira individual que fiz hoje, daqui 4 meses com certeza não vai se adaptar mais. · a moldeira individual é feita de forma justa para o paciente, então a utilização dela com um material mais “fino” permite a obtenção de uma riqueza de detalhes bem superior a moldagem anatômica finalidade: · Delimitação da área chapeável · Receber, levar e manter em posição o material moldador até sua reação final · Obter retenção do aparelho · Obter uniformidade no assentamento da dentadura · Minimizar as alterações dimensionais dos · materiais de moldagem · Diminuir contrações pelo esfriamento · Diminuir variações volumétricas por perda e adição de água · Diminuir distorções durante a remoção do molde Requisitos: · Resistência · Adaptação correta · Extensão adequada · Ausência de deformações · Prover espaço para o material de moldagem · Espessura satisfatória · Dimensionalmente estável · Não traumatizar os tecidos de suporte · Baixo custo Depois da confecção da moldeira ela vai para a clínica para que sejam feitos ajustes finais e a moldagem Como fazer? 1. Análise dos modelos anatômicos: Verificamos a presença de áreas retentivas, pois elas precisam ser aliviadas. Isso para que a moldeira não danifique o modelo de gesso e para que na boca do paciente ela entre de maneira mais confortável. Inicialmente vamos analisar a superfície anatômica, verificar se copiou todos os detalhes, o suporte, a estrutura macroscópica da maxila e da mandíbula. 2. Delimitação da área chapeável: área recoberta pela PT: Objetivos: • Evitar sub ou sobre-extensão da PT • Assentamento da prótese • Vedamento periférico • Retenção, estabilidade e suporte da PT Vamos marcar no modelo de gesso a região no rebordo onde vamos fazer o vedamento periférico, por acréscimo de material. MAXILA: Precisamos saber que partes da maxila ficarão dentro (estruturas fixas) e quais ficarão fora da PT (estruturas móveis) 1- Freio 2- Vestíbulo: limitante 3- Freio lateral (brida): não fazem parte da PT, são aliviados 4- Vestíbulo bucal: estrutura limitante 5- Tuberância coronóide 6- Todo o rebordo residual, crista do rebordo 7- Túber 8- Sulco pterigomaxilar: limitante 9- Região de palato 10- Fóveas palatinas: onde a prótese se encerra, 3 a 4 mm após 11- Rafe palatina 12- Papila incisiva 13- Rugosidades palatinas: precisa de alívio 14- Palato duro e mole deslocável os freios são aliviados, e faz um traçado no fundo de vestíbulo contornando toda a região e separando os tecidos chapeável dos que não serão chapeados Na região posterior, é importante para o vedamento. Deve-se contornar a tuberosidade penetrando no sulco pterigomaxilar ou hamular, 2 a 3mm após distal da tuberosidade. O limite posterior vai ser entre palato duro e palato mole, avançando ligeiramente o palato mole (se parar no palato duro não consegue vedamento completo. e se for muito para o palato mole causa ânsia), ligeiramente depois das fóveas Tudo que está dentro da linha será recoberto pela PT. Como queremos confeccionar uma moldeira individual, preciso pensar que essa moldeira vai receber um material de moldagem que tem determinada espessura. Para que ela não fique com sobre-extensão (empurre o fundo de vestibulo e distorça a moldagem real) eu tenho que fazê-la menor. Assim, é preciso repetir o traçado da área chapeável cerca de 1,5 aquém do fundo de sulco. MANDÍBULA: A estrutura anatômica da mandíbula é bem menor que a maxila e tem a desvantagem da presença da língua e muita saliva. Estruturas limitantes: 1- Freio labial 2- Vestíbulo labial: raso e pequeno 3- Freio lateral 4- Vestíbulo bucal: pequeno e junto à linha oblíqua externa 5- Crista do rebordo, rebordo alveolar 6- Linha oblíqua externa: quanto mais reabsorvido mais fácil palpar 7- Papila piriforme, trígono retromolar 8- Ligamento pterigomandibular 9- Fossa retromilo-hioidea 10- Sulco alveololingual 11- Papilas sublinguais 12- Freio da língua 13- Região da eminência pré-milo-hioidea É 1,5 mm aquém do fundo do sulco. Na porção lateral, deve ir até a linha oblíqua externa, não pode passar dela pois tem o masseter e o bucinador no local que tiram a prótese de lugar. A delimitação posterior é a papila piriforme, contorna ela. Depois vem a fossa retromolar que é o local que vai manter a prótese em posição. passa seguindo a linha milo hióidea Essa delimitação é para a PT, mas preciso confeccionar a moldeira, então faço um segundo traçado para confeccionar a moldeira que compense a espessura do material de moldagem. 3. Áreas de alívios: proteção da mucosa do paciente que é mais sensível e pode machucar por ser retentivo demais a área Divisão das áreas da PT: 1. Zona principal de suporte: região destinada a suportar carga mastigatória, ocupando toda a crista do rebordo alveolar de uma extremidade à outra, incluindo as tuberosidades (maxila) ou papila piriforme (mandíbula) 2. Zona secundária de suporte: É uma região que ajuda a absorver a carga mastigatória, desempenhando ainda outra função importante, que é a de imobilizar a PT no sentido horizontal. Vertentes vestibulares, linguais e palatinas do rebordo. Quanto mais alto for o rebordo, maior a região do suporte secundário e mais fácil é dissipar a carga, impedindo a movimentação horizontal desta PT. A mandíbula nesse caso fica em desvantagem, pois só tem vertente lingual e vestibular, não tem palatino 3. Zona de vedamento periférico: É uma região de 2 a 3mm de largura que contorna a área chapeável em toda a extensão, com exceção da área posterior, localizando-se em região de mucosa móvel. A função primordial dessa área é manter o vedamento periférico, que auxilia na retenção da PT. Músculos que se inserem nessa região da maxila: • Orbicular do lábio • Bucinador Músculos que se inserem na região da mandíbula: • Orbicular dos lábios • Bucinador • Mentoniano • Milo-hióide 4. Zona de selado posterior: É constituída por uma faixa de tecido que veda a porção posterior da área chapeável. Está localizada atrás da tuberosidade e entre a linha do palato duro e palato mole, na região da linha vibratória e se estende até o lado oposto. Sua função é promover o vedamento periférico desta região. Na mandíbula, está localizada atrás da papila piriforme de cada lado. Sua função é promover o vedamento periférico desta região ( a prótese deve cobrir ⅔ da papila piriforme para que tenha retenção e ao mesmo tempo não prejudique o movimento muscular. Entretanto, a moldeira deve cobrir toda a papila piriforme, para que quando obtiver o modelo o dentista saiba onde a prótese tem que terminar) 5. Zona de alívio: São regiões da área chapeável dependentes do tipo de rebordo do paciente, da resiliência da fibromucosa, da presença de áreas retentivas e de regiões anatômicas que não devem receber compressão. MAXILA: rafe palatina, papila incisiva e rugosidades palatinas, freios e bridas, tórus palatino se houver, áreas retentivas do rebordo. Essas áreas devem ser aliviadas com cera. 1- Pega-se um bloco de cera 7, derreter 2- Aplicar na região 3- Fazer o alívio de regiões retentivas MANDÍBULA: região anterior (mento) e fossa retromolar (porção posterior da linha oblíqua interna), freios e bridas, torus mandibular (precisa ser removido), áreas retentivas do rebordo 4. Isolar os modelos: Para isolar vamos utilizar um isolante para resina acrílica, a base de alginato. Chama Cel-Lac. Vamos pincelar uma camada generosa do isolante sobre todo o modelo de gesso, inclusive sobre a área de alívio 5. Confecção da moldeira individual com resina acrílica autopolimerizável (RAAQ): Vantagens daRAAQ: • Simplicidade de confecção • Boa aparência • Adaptação • Resistência • Rigidez • Estabilidade dimensional • Durabilidade • Desvantagem: custo. Manipulação: Proporção: pó/líquido 3/1 Para uma moldeira média usamos 21cm³ de pó para 1 de líquido. Vamos manipular, colocando no pote, adicionando o líquido depois o pó. Tapamos e aguardamos a fase ideal para iniciar a confecção. Vamos esperar chegar no final da fase pegajosa e começo da plástica. (arenosa, fibrilar, plástica, borrachoide) Vamos controlar a espessura da moldeira, então colocamos estopes de cera na placa de vidro. Controle de espessura – 2mm a 4mm. deve ser uma espessura uniforme, para a prótese não ficar solta Em seguida, vamos isolar as placas de vidro com vaselina sólida ou um papel celofane molhado. Vamos remover a resina e fazer uma bolinha, colocar entre as placas de vidro e pressionar até tocar no stop. Vamos pegar a lâmina de cera e adaptar sobre o modelo de gesso, previamente delimitado, aliviado e isolado. Removemos os excessos com resina. O excesso que sobrou será utilizado para confeccionar um cabo para moldeira Centralmente na crista do rebordo alveolar, com inclinação de 45° para vestibular. Tem que ser pequeno, é a ponta da empunhadura do polegar. Aguardamos a presa final da resina, ela aquecendo nós podemos remover. 6. acabamento: Vamos seguir a demarcação com lápis cópia para fazer os desgastes, seguindo a segunda linha. Usamos a maxicut. Devemos tomar cuidado para não afinar a moldeira, apenas reduzir a altura. Passo lixa com mandril fendado também ao final. Ela deve ter bordas finas e arredondadas e cobrir toda a área chapeável OBS: TÉCNICA ALTERNATIVA: Utilizamos o plastificador a vácuo. • Usamos placas de poliestireno com 3mm de espessura. • Confecção dos alívios e cabos da moldeira com silicona densa • Plastificação a vácuo • Recortes • Remoção das siliconas