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Prof. Dr. Odoaldo Rochefort QUALIDADE DA FARINHA DE TRIGO •As farinhas não são iguais. •A qualidade da farinha qualidade da farinha éé bastante diferente bastante diferente entre uma farinha que entre uma farinha que iriráá produzir um pão produzir um pão daquela que irdaquela que iráá produzir um biscoitoproduzir um biscoito. •A variabilidade está na matéria prima, no trigo. QUALIDADE DA FARINHA DE TRIGO A retenA retençção do dião do dióóxido de carbonoxido de carbono produzido pela fermentação das leveduras no processo de panificação éé resultado direto da propriedade resultado direto da propriedade viscoelviscoeláásticastica do gldo glúútenten. QUALIDADE DA FARINHA DE TRIGO O balanO balançço preciso nas propriedades o preciso nas propriedades viscoelviscoeláásticassticas ((propriedades propriedades reolreolóógicasgicas) da massa ) da massa éé o o fator fator essencial para determinaessencial para determinaçção de seu usoão de seu uso.. A natureza da qualidade da farinha está contida fortemente na qualidade do seu glúten. QUALIDADE DA FARINHA DE TRIGO A presença de um glglúúten elten eláástico stico éé necessnecessáário rio tanto em farinhas de panificaem farinhas de panificaççãoão, como nas destinadas à produproduçção de pastaão de pasta. Um glglúúten menos elten menos eláástico stico éé requerido em farinhas requerido em farinhas para bolo e biscoitospara bolo e biscoitos. QUALIDADE DA FARINHA DE TRIGO CONCEITO Capacidade de produzir uniformemente um Capacidade de produzir uniformemente um produto final atrativo, a um custo competitivo, sob produto final atrativo, a um custo competitivo, sob as condias condiçções impostas pela unidade processadora.ões impostas pela unidade processadora. Cada tipo de produto requer Cada tipo de produto requer uma farinha de trigo uma farinha de trigo com com caractercaracteríísticas tecnolsticas tecnolóógicas especgicas especííficas para a ficas para a sua elaborasua elaboraçção.ão. QUALIDADE DA FARINHA DE TRIGO Depende de dois fatores: •FATORES INERENTES AO TRIGO: variedade (genótipo), condições de cultivo (umidade, solo, clima), incidências de doenças. •FATORES DO PROCESSAMENTO: condicionamento do trigo, ajuste dos rolos de moagem, escolha da mescla de trigo, escolha das frações de farinha que comporão a farinha final, maturação, aditivação, etc. CORCORCORCOR A cor pode ser controlada por padrões de Peckar ou colorímetros. É um método que possibilita a possibilita a rastreabilidaderastreabilidade de de posspossííveis vazamentos de fareloveis vazamentos de farelo. Faz-se uma avaliação visual da cor e da presença de pintas pretas e farelos. CORCORCORCOR Os colorímetros mais utilizados são os MINOLTA. Consiste em um método fácil e rápido de leitura direta, dando o resultado em várias faixas de cor pelo sistema L, a, b. L: valores de 0 a 100, quanto mais próximos de 100 mais clara é a farinha. 0 : Preto total 100 : Branco total a: valores + ou - a+ : predominância do vermelho a- : predominância do verde b: valores + ou - b+ : predominância do amarelo b- : predominância do azul CORCORCORCOR http://sensing.konicaminolta.com.br/2013/11/entendendo-o-espaco-de-cor-lab/ CORCORCORCOR UMIDADEUMIDADEUMIDADEUMIDADE É o percentual de percentual de áágua livre gua livre encontrado na amostra em seu estado original. O percentual de umidade não deve ultrapassar não deve ultrapassar 14%14%, para que a conservação da farinha seja mais segura. Porém, uma umidade muito baixa acarreta pouca umidade muito baixa acarreta pouca extraextraçção de farinha do grãoão de farinha do grão, tornando-se uma preocupação econômica. UMIDADEUMIDADEUMIDADEUMIDADE CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS) Trata-se dos sais minerais contidos na farinhasais minerais contidos na farinha. Principalmente: ferro (Fe), sódio (Na), potássio (K), magnésio (Mg) e fósforo (P). Método de calcificação e incineração, em mufla, a 1000 °C, por 2 horas e 20 minutos. ÉÉ a quantidade de cinzas que determina a classificaa quantidade de cinzas que determina a classificaçção ão de uma farinha de trigo em Tipo 1, Tipo 2 ou Integral.de uma farinha de trigo em Tipo 1, Tipo 2 ou Integral. Até 0,80% : Farinha tipo 1 De 0,80% até 1,40%: Farinha tipo 2 De 1,40% a 2,50%: Farinha Integral CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS) CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS)CINZAS (SAIS MINERAIS) GLGLGLGLÚÚÚÚTEN TEN TEN TEN É o responsável pela formação das massas quando adicionada água à farinha, sob processo mecânico. É um composto de propriedades simultâneas de elasticidade e extensibilidade, constituídos pela gliadina e glutenina. GLGLGLGLÚÚÚÚTEN TEN TEN TEN PROTEÍNAS GLGLGLGLÚÚÚÚTEN TEN TEN TEN TENACIDADEELASTICIDADE EXTENSIBILIDADE VISCOSIDADE GLGLGLGLÚÚÚÚTEN TEN TEN TEN GLGLGLGLÚÚÚÚTEN TEN TEN TEN FALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBER Analisa a atividade enzimAnalisa a atividade enzimáática presente na farinha tica presente na farinha de trigode trigo, que será responsável pela taxa de açúcares produzidos espontaneamente na própria farinha. O valor ótimo de Falling Number (FN) depende das diferentes modalidades de produtos, receitas e processos. Trata-se de uma rápida gelatinizagelatinizaçção do amido, ão do amido, presente numa suspensão aquosa de farinha, presente numa suspensão aquosa de farinha, quando submetido a um tratamento tquando submetido a um tratamento téérmico e rmico e agitaagitaççãoão. FALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBER FALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBER Valor FN Atividade da alfa-amilase Performance em panificação Inferior a 150 segundos Alta Pão pesado, com baixo volume e miolo úmido Entre 200 e 300 segundos Ótima Pão com bom volume e miolo de boa textura Superior a 300 segundos Baixa Pão com volume reduzido e miolo seco FALLING FALLING FALLING FALLING NUMBERNUMBERNUMBERNUMBER Valor FN Atividade da alfa-amilase Performance em panificação Inferior a 150 segundos Alta Pão pesado, com baixo volume e miolo úmido Entre 200 e 300 segundos Ótima Pão com bom volume e miolo de boa textura Superior a 300 segundos Baixa Pão com volume reduzido e miolo seco FALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBERFALLING NUMBER É um misturador de massa que medemede e registra, durante sucessivos estágios de desenvolvimento, o torque produzido pela resistência da massa resistência da massa àà misturamistura, determinada por suas propriedades determinada por suas propriedades reolreolóógicasgicas (viscosidade). FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO As propriedades da superfície da massa, especialmente sua pegajosidade, também contribuem para a resistência medida. A resistência à mistura é crescente no início do processo, atingindo um máximo. E, passa a ser decrescente no estágio final. FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO Antigamente, o Farinógrafo traçava uma curva, chamada de FARINOGRAMA, sobre uma carta que caminhava à velocidade constante. MÉTODO DE ANÁLISE O farinograma de uma amostra de farinha é estabelecido em dois estágios. No primeiro estágio: determina-se a quantidade de água necessária para que a curva atinja 500 U.F. no ponto máximo ⇒⇒⇒⇒ CURVA DE TITULAÇÃO. No segundo estágio: a quantidade de água determinada é adicionada de uma só vez ⇒⇒⇒⇒ CURVA PADRÃO. FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS Os principais parâmetros usados para avaliar e controlar a qualidade da farinha de trigo. Quantidade de água requerida (g/100g de farinha) para que a massa atinja a consistênciaótima de 500 U.F. no ponto máximo. O centro da banda deve coincidir com a linha de 500 U.F. no pico da curva. Absorção de água FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO Tempo de chegada Tempo (min) requerido para que o topo da banda alcance a linha de 500 U.F. a partir da adição de água. É uma medida da velocidade de absorção de água. Quanto maior o conteúdo de proteína e a granulometria da farinha, maior é o tempo de chegada. FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO Tempo de desenvolvimento ou de pico Tempo (min) requerido para que a curva atinja o ponto máximo a partir da adição de água. Dois picos podem ser observados. Neste caso, o segundo pico deve ser tomado como ponto de desenvolvimento da massa. FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO Tempo de saída Tempo (min) requerido para que o topo da banda deixe a linha de 500 U.F., a partir do início da adição de água. FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO Estabilidade Intervalo de tempo (min) no qual o topo da banda permanece acima da linha de 500 U.F. Corresponde à diferença entre tempo de saída e tempo de chegada. FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO Índice de tolerância à mistura (I.T.M.) É a diferença de consistência da massa (U.F.) entre o topo da banda no ponto máximo e topo da banda 5 min após o ponto máximo ser atingido. Quanto maior o I.T.M. menor é a tolerância da farinha à mistura. De maneira geral: �FARINHAS FORTES: Pães �FARINHAS MÉDIAS: Crackers e Pizzas �FARINHAS FRACAS: Biscoitos, Bolos, Tortas, Cookies �FARINHAS MUITO FORTES: misturas com outras farinhas mais fracas FARINFARINFARINFARINÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO FARINOGRAMASFARINOGRAMASFARINOGRAMASFARINOGRAMAS Farinha Absorção (%) Desenvolvimento (min) Estabilidade (min) I.T.M. (U.F.) FRACA < 55 < 2,5 < 3 > 100 MÉDIA 54 - 60 2,5 – 4 3 – 8 60 – 100 FORTE > 58 4 - 8 8 - 15 15 - 50 MUITO FORTE > 58 > 10 > 15 < 10 FARINOGRAMASFARINOGRAMASFARINOGRAMASFARINOGRAMAS FARINOGRAMASFARINOGRAMASFARINOGRAMASFARINOGRAMAS Mede e registra a resistência da Mede e registra a resistência da massa massa àà extensão, enquanto ela extensão, enquanto ela éé esticada a velocidade esticada a velocidade constante.constante. Massas Massas preparadas com conteúdos de água que proporcionam a mesma resistência à mistura podem podem apresentar ampla variaapresentar ampla variaçção na ão na resistência resistência àà extensãoextensão. EXTENSEXTENSEXTENSEXTENSÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO No teste do extensógrafo, as características da massa são medidas em diferentes períodos de descanso, o que permite avaliar a influência do tempo de permite avaliar a influência do tempo de fermentafermentaçção na performance da farinha em ão na performance da farinha em panificapanificaççãoão. Também pode ser usado para avaliar a resposta da avaliar a resposta da farinha a aditivos farinha a aditivos melhoradoresmelhoradores, que não podem ser observados no farinograma. EXTENSEXTENSEXTENSEXTENSÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO EXTENSEXTENSEXTENSEXTENSÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO EXTENSOGRAMAEXTENSOGRAMAEXTENSOGRAMAEXTENSOGRAMA A amplitude de uma farinha para panificação numa análise extensográfica se pode avaliar mediante a seguinte classificação: •ÓTIMA: relação entre 0,5 e 1 •BOA: relação não inferior a 0,35 •DISCRETA: relação no inferior a 0,25 •MEDÍOCRE: relaçãonão inferior a 0,1 •BAIXA: relação inferior a 0,1 EXTENSEXTENSEXTENSEXTENSÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO EXTENSEXTENSEXTENSEXTENSÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO A área da curva, mede a força da massa. É um teste reológico que avalia a foravalia a forçça ou trabalho a ou trabalho mecânico necessmecânico necessáário para expandir uma massario para expandir uma massa. Além disso, analisa as caractercaracteríísticassticas de tenacidade e de extensibilidade de uma farinha submetida às condições do teste. Os parâmetros avaliados são: � P = Tenacidade � L = Extensibilidade � P/L = Tenacidade/Extensibilidade � W = Força ALVEALVEALVEALVEÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO • P – TENACIDADE: relaciona-se com a resistência da massa à deformação. É a mesma propriedade vista ao esticarmos um elástico, devido a sua tendência de retornar à forma original. Representa a altura maltura mááxima do xima do alveogramaalveograma. • L - EXTENSIBILIDADE: é a propriedade da massa de ser esticada e não retornar a posição inicial sem rompimento da sua estrutura. Representada na longitude da curva longitude da curva gráfica no no alveogramaalveograma.. ALVEALVEALVEALVEÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO AlveografiaAlveografiaAlveografiaAlveografia • P/L - TENACIDADE/EXTENSIBILIDADE: é uma divisão entre os valores e “P” e “L”. Se o valor for 1,0 indica que a massa está equilibrada. Valores maiores indicam maior Valores maiores indicam maior elasticidade e menores, maior extensibilidade.elasticidade e menores, maior extensibilidade. • W – FORÇA: representada na áárea sob a curva rea sob a curva gráfica no no alveogramaalveograma fazendo uma médias das 5 curvas de cada teste. ALVEALVEALVEALVEÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO ALVEOGRAMAALVEOGRAMAALVEOGRAMAALVEOGRAMA ALVEALVEALVEALVEÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO ALVEALVEALVEALVEÓÓÓÓGRAFOGRAFOGRAFOGRAFO ALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIA ALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIA ALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIA Uma farinha é considerada boa para panificação se tem uma W entre 140 e 160, e uma relacão P/L entre 0,5 e 0,6. ALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIAALVEOGRAFIA GranulometriaGranulometriaGranulometriaGranulometria DESOXINIVALENOL DESOXINIVALENOL DESOXINIVALENOL DESOXINIVALENOL ---- micotoxinamicotoxinamicotoxinamicotoxina conhecida como DONconhecida como DONconhecida como DONconhecida como DON A Resolução RDC n°7 de fevereiro de 2011 Dispõe sobre limites máximos tolerados (LMT) para micotoxinas em alimentos. Espiguetas doentes exibem branqueamento prematuro à medida que patógeno cresce e se dissemina no interior da espiga. DESOXINIVALENOL DESOXINIVALENOL DESOXINIVALENOL DESOXINIVALENOL ---- micotoxinamicotoxinamicotoxinamicotoxina conhecida como DONconhecida como DONconhecida como DONconhecida como DON Testes rápidos para Desoxinivalenol