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1 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros QUESTÕES EPIDEMIOLOGIA P2 1. Em relação ao índice de Swaroop-Uemura, é CORRETO afirmar que: a) Mensura a proporção de pessoas que viveram até os 50 anos em relação ao total de óbitos. b) É pouco utilizado em saúde pública e sofre distorções relacionadas com diferenças nas estruturas populacionais. c) Foi desenvolvido na segunda metade da década de 1950 pelo indiano Swaroop e pelo japonês Uemura. d) Nos países desenvolvidos este índice pode ficar em 50% ou menos. 2. O uso de indicadores epidemiológicos contribui para que um país avalie as condições de saúde de sua população. O indicador Swaroop e Uemura ou Razão de Mortalidade Proporcional (RMP) é usado para diferenciar essas condições de saúde. Sobre as características desse indicador, é CORRETO afirmar que: a) É calculado pela razão de óbitos de pessoas com idade = 50 anos e população = 50 anos. b) É calculado pela razão de óbitos de pessoas com idade = 50 anos e o total de óbitos. c) Níveis elevados são encontrados em países mais subdesenvolvidos. d) Níveis baixos são encontrados em países mais desenvolvidos. 3. Considerando o índice de Swaroop-Uemura, é CORRETO afirmar que: a) Foi desenvolvido na Índia pelos últimos 10 anos. b) Não pode ser usado para comparação entre países. c) Nos países subdesenvolvidos, apresenta-se extremamente aumentado. d) Nos países desenvolvidos, apresenta valores entre 80 e 90%. e) Não pode ser utilizado para comparações entre macrorregiões de um país. 4. O índice de Swaroop-Uemura avalia o nível de vida de saúde de uma população. Sobre esse indicador, é INCORRETO afirmar: a) É obtido do cálculo da mortalidade proporcional para a faixa etária de 50 anos de idade ou mais. b) Como a maioria dos indicadores em saúde, considera a população de referência no espaço geográfico definido como homogênea em relação aos valores calculados. c) Quanto menos elevado o seu valor, tanto melhores serão as condições de saúde e outras condições socioeconômicas da população. d) Não é afetado por diferenças na estrutura populacional por idade. e) É utilizado para fazer comparações entre as áreas ou períodos de tempo, tendo a vantagem da simplicidade de cálculo. 5. O índice de Swaroop-Uemura tem a propriedade de indicar: a) Os óbitos por afecções crônico-degenerativas em uma população. b) Proporção de nascidos mortos por 100.000 nascidos vivos. c) Razão entre mortos com 50 anos ou mais e o total de óbitos. 2 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros d) Distribuição de renda e suas tendências. e) Os óbitos durante a gravidez ou em consequência do parto, e até um ano após este. 6. A Razão de Mortalidade Proporcional de 50 anos ou mais (ou Indicador de Swaroop - Uemura) mede a proporção de mortes a partir da idade mencionada em relação à totalidade de mortes. Em um determinado local onde o Indicador de Swaroop - Uemura é alto, pode-se afirmar que: I - O coeficiente de mortalidade infantil desse local deve ser alto; II - A desnutrição protéico - calórica nesse local deve ser pouco prevalente; III - A expectativa de vida nesse local deve ser baixa; IV - As afecções perinatais e as anomalias congênitas devem constituir as principais causas de morte entre menores de 1 ano de idade. Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmativa(s) A) II. B) I e III. C) I e IV. D) II e III. E) II e IV. 7. A curva de Nelson de Moraes é um indicador da qualidade de saúde que permite verificar mortalidades proporcionais de 5 (cinco) grupos etários (VER IMAGEM). O gráfico mostra as curvas brasileiras nos anos 1980 e 1996. Ao analisá-lo, é verdadeiro afirmar que houve, neste período: I. Aumento considerável nas taxas de mortalidade infantil e na faixa etária acima de 49 anos. II. Diminuição na taxa de mortalidade nas faixas etárias de 5-19 anos e acima de 49 anos. III. Aumento da expectativa de vida, com a elevação da taxa de mortalidade em idades mais avançadas. É CORRETO o que consta APENAS em: 8. Com base na curva de Nelson de Moraes, indique como a representação gráfica dos vários índices de mortalidade proporcional, segundo grupos etários mostrados a seguir, pode ser classificada: A.I B.II C.III D.I e III E.II e III 3 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros 9. Os indicadores de saúde são expressões numéricas relativas que transmitem uma mensagem sobre determinada situação de saúde de uma população. Assim, é necessário saber como são compostos e, consequentemente, entender a mensagem que transmitem. a) Defina coeficiente de mortalidade (CM) e de letalidade (CL). b) Interprete a mensagem que cada um deles transmite. 10. Em 2018, o município de Cristovão Aruera contava com 15.000 pessoas acima de 40 anos e 50% desta população era constituída por mulheres. Em janeiro de 2018, eram conhecidos 650 casos de hipertensão em mulheres e 850 em homens. Até dezembro deste ano, foram diagnosticados 800 novos casos de hipertensão e 75% desses casos eram de pessoas do sexo feminino. A prevalência de hipertensão no município de Cristovão Aruera em janeiro de 2018 foi: a)14% b) 12% c) 28% d) 10% e) 20% 11. Responda os itens que seguem: a) No ano de 1996 foram confirmados 2.490 casos de dengue no estado de Brasilândia, cuja população nesse ano era de 9.003.804 habitantes. Qual foi o coeficiente de incidência de dengue em Brasilândia, em 1996? a) Tipo IV, Nível de saúde muito baixo, típico de regiões subdesenvolvidas, com predomínio dos óbitos em menores de 1 ano. b) Tipo IV, Nível de saúde muito baixo, típico de regiões subdesenvolvidas, predomínio dos óbitos em escolares. c) Tipo I, Nível de saúde muito baixo, apresenta predomínio dos óbitos em adultos jovens. d) Tipo III, Nível de saúde muito baixo, apresenta predomínio dos óbitos em adultos jovens. e) Tipo I, Nível de saúde elevado, típico de regiões desenvolvidas, com predomínio dos óbitos na população adulta. 4 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros b) Comente o que isso significa: 12. Assinale a alternativa que contém o conceito CORRETO de letalidade: a) Representa a probabilidade de morrer por uma dada doença, num dado tempo e espaço. b) É a relação entre o número de óbitos devido a uma determinada causa e o número de pessoas que foram acometidas pela doença num dado tempo e espaço. c) É a relação entre óbitos de maiores de 30 anos e os óbitos totais num dado tempo e espaço. d) É também conhecido como índice de Swaroop – Uemura. e) É o quociente entre a frequência absoluta de óbitos e o número dos expostos ao risco de morrer num dado tempo e espaço. 13. A letalidade média da doença meningocócica é de 10% ao ano. O Estado de Brasilândia, em 1997, registrou 20 óbitos por doença meningocócica e notificou 150 casos da doença. De quanto se estima que foi a subnotificação de casos? 14. Na sua experiência, quais os indicadores que você utiliza para conhecer a situação da saúde de uma comunidade? 15. No Município de Boa Esperança, Estado de São Paulo, no ano de 1980, foram registrados 70 casos de sarampo e, no ano de 1997, 90 casos. Qual o ano em que a população esteve sob o maior risco de adoecer por sarampo? 16. Que conclusões você tiraria acerca de um município que apresenta elevados coeficientes de mortalidade por causas evitáveis? 17. Correlacione as doenças e agravos à saúde da segunda coluna, de acordo com os respectivos caracteres relativos à pessoa: (1) Vida sedentária ( ) Acidentes de trânsito e homicídios (2) Hábito de fumar ( ) Hepatite B, Aids e Sífilis (3) Crianças com idade de 1 a 4 anos ( ) Doenças cardiovasculares (4) Homens com idade acima de 60 anos( ) Deficiências nutricionais e parasitoses 5 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros (5) Adultos jovens com vida sexual ativa ( ) Câncer de pulmão (6) Homens de 20 a 29 anos de idade ( ) Câncer de próstata. 18. As condições de saúde da população brasileira vêm sofrendo grandes mudanças nas últimas décadas. Dessa forma, é CORRETO afirmas que o (a): a) Esperança de vida ao nascer, entre 1991 e 2010, para mulheres, aumentou de 71 para 77 anos. b) Aumento da desnutrição tem caracterizado a transição nutricional ocorrida no período de 1990 a 2010. c) A taxa de fertilidade total aumentou de 2,85 nascidos vivos ̸mulher em 1970 para 5,8 nascidos vivos ̸mulher. d) Mortalidade proporcional entre 1930 e 2007 teve redução na proporção de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis. 19. O efeito da redução da fecundidade e do aumento da expectativa de vida no traçado da pirâmide populacional brasileira nas últimas décadas é: a) Estreitamento do ápice e ampliação da base b) Alargamento da base e do ápice c) Estreitamento da base e do ápice d) Ocorrência de “entradas” nas faixas de fertilidade e) Estreitamento da base e amplificação do ápice 20. O SIM (Sistema de Informação de Mortalidade) pode oferecer aos gestores de saúde informações importantes para a definição de prioridades nos programas de prevenção e de controle de doenças. O elemento padrão do SIM é: a) Serviço de verificação de óbitos. b) Cartório de registro civil. c) Atestado de óbito. d) Declaração de óbito. e) Instituto médico legal. 21. A epidemiologia destaca-se como uma ferramenta básica e fundamental para o desenvolvimento do SUS, devido a sua aplicabilidade em toda a extensão deste sistema de saúde. Sobre a epidemiologia e seus instrumentos, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as afirmativas falsas: ( ) Por meio dos indicadores de saúde a epidemiologia estuda e monitora aspectos relacionados ao processo de saúde doença. Os sistemas de informação em saúde reúnem um conjunto de dados e informações que serão fundamentais ao planejamento, aperfeiçoamento e tomada de decisão em toda a extensão do sistema de saúde. ( ) Os sistemas de informação em saúde devem produzir indicadores capazes de medir a eficiência (utilização dos recursos disponíveis da melhor maneira possível, no menor tempo possível e com menor custo), a eficácia (alcançar os melhores resultados possíveis por meio das ações produzidas), e efetividade (obter transformações concretas na situação de saúde, coerentes com os objetivos propostos pela gestão). 22. Sobre o Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (Sinan): 6 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros O instrumento responsável pela alimentação do Sinan é a ficha individual de investigação. A questão é verdadeira ou Falsa, se falsa, justifique. 23. A morte materna tem como principais causas as complicações da gravidez e do parto e é, em 90% dos casos evitáveis. Conceitua-se como morte materna: a) A morte de uma mulher por causa obstétrica direta ou indireta que ocorra entre o parto e 42 dias depois do término da gravidez. b) A morte de uma mulher por causa obstétrica direta ou indireta que ocorra entre 42 dias e 1 ano depois do término da gravidez. c) A morte de uma mulher por qualquer causa relacionada ou não com a gravidez, exceto causas violentas, que ocorra entre o parto e 42 dias depois do término da gravidez. d) A morte de uma mulher por qualquer causa relacionada ou não à gravidez, exceto causas violentas, que ocorram entre 42 dias e 1 ano depois do término da gravidez. 24. Puérpera, 8° dia pós-parto, apresenta quadro séptico de foco endometrial, evoluindo para óbito. Trata- se de morte materna: a) Obstétrica direta. b) Obstétrica indireta. c) Não obstétrica. d) Acidental. 25. Como podemos calcular o coeficiente de mortalidade materna? a) Número de óbitos por causas ligadas à gestação, parto e puerpério em certa área no ano/total de mulheres em idade fértil. b) Número de óbitos de mulheres em idade fértil / nascidos vivos no mesmo período. c) Número de óbitos por causas ligadas à gestação, parto e puerpério em certa área no ano / Nascidos vivos no mesmo período. d) Número de óbitos por causas ligadas à gestação, parto e puerpério em certa área no ano / Total de óbitos no mesmo período. 26. Particularmente nos países em desenvolvimento, as mortes maternas caracterizam uma “epidemia silenciosa”. Serviços de saúde inadequados para gestantes, falta de planejamento familiar e efeito da pobreza refletindo desigualdades sociais tornam a mortalidade materna inaceitável, dada a disponibilidade de tecnologias para impedi-la. São considerados componentes do coeficiente da mortalidade materna: a) Morte de mulheres em idade fértil, número anual de nascidos vivos, número de natimortos, número de óbitos de crianças de zero a sete dias e óbitos maternos diretos, indiretos e fortuitos. b) Mortes maternas devido a complicações de pré-natal, parto, puerpério, aborto e aquelas decorrentes de causas não específicas da gravidez, parto ou puerpério, mas agravadas ou complicadas nesses períodos. 7 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros c) O conjunto de mortes maternas e do recém-nascido vivo relacionado ou não ao período de pré-natal, parto e puerpério. d) Mortes maternas devido a acidentes de trabalho e de trânsito, homicídios, suicídios, doenças infecciosas, doença hipertensiva, diabetes, gravidez indesejada e falta de higiene durante o parto. 27. Com relação à mortalidade materna, qual dos conceitos abaixo está INCORRETO? a) Considera-se como morte materna obstétrica direta aquela resultante de complicações obstétricas na gravidez, no parto ou no puerpério devido a intervenções, omissões, tratamento incorreto ou uma cadeia de eventos resultantes de qualquer uma das causas citadas. b) Considera-se como morte materna obstétrica indireta aquela ocorrida durante gravidez, parto ou puerpério resultante de doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gravidez devido aos efeitos fisiológicos desta. c) O coeficiente de mortalidade materna resulta da relação entre as mortes obstétricas diretas e indiretas e o número total de nascidos vivo sem determinado local e período, considerando-se 100.000 nascidos vivos. d) O conceito de morte materna depende da duração e da localização da gravidez e não engloba os óbitos acidentais ou incidentais. e) Considera-se morte materna aquela que ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação. 28. O gráfico abaixo representa a razão de mortalidade materna (RMM), no Brasil, entre os anos de 1990 a 2011 (DataSus, 2007). Levando em consideração a RMM corrigida, responda as questões abaixo: a) Houve mudança no comportamento das razões de mortalidade materna no período de 1990 a 2011? b) A que poderíamos atribuir essa mudança de comportamento? c) A que poderíamos atribuir o sub-registro de óbitos por causa materna declarada? 29. No Brasil, qual a principal causa de mortalidade materna? a) Infecções. b) Hemorragias. c) Síndromes hipertensivas. 8 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros d) Diabetes gestacional. e) Prenhez ectópica. 30. A mortalidade materna continua sendo um problema em nosso país, atingindo níveis desproporcionais ao estágio de desenvolvimento brasileiro. a) Defina óbito materno. b) Indique as três principais causas responsáveis pela expressiva taxa de mortalidade materna em nosso país. c) Aponte cinco medidas, ligadas à área da saúde, necessárias para reduzir a mortalidade materna. 31. Conforme os seus conhecimentos, explique o que é mortalidade infantil e aponte as principais medidas para reduzir o número de óbitos entre as crianças. 32. Sobre o coeficientede mortalidade infantil, assinale a alternativa CORRETA: a) Crianças que nascem mortas, porém a termo, fazem parte do cálculo desse coeficiente. b) Em localidades em que predomina o componente pós-neonatal, predominam causas de morte infantis relacionadas às condições de vida e do ambiente. c) Estima o risco de crianças, menores de 5 anos de idade, morrerem em um determinado ano em uma determinada localidade. d) O componente neonatal refere-se às mortes infantis que ocorrem após o 28° dia de vida da criança. e) Representa a proporção de mortes infantis em relação ao total de habitantes de uma determinada comunidade. 33. Hipoteticamente, no ano de 2004 ocorreram no Brasil 3.060.000 nascimentos com 60.000 natimortos. A população de crianças menores de 1 ano de idade no mesmo ano era de 3.399.251, sendo registrados 80.200 óbitos nesta faixa etária. Com bases nessas informações, a taxa de Mortalidade infantil (TMI) foi de: a) 266,73/1.000. b) 0,267/1.000. 9 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros c) 2,67/1.000. d) 26,73/1.000. 34. Quanto à Taxa de Mortalidade Infantil (Coeficiente de Mortalidade Infantil), assinale a correta: a) A taxa de Mortalidade Neonatal Precoce não tem impacto sobre a taxa de mortalidade infantil. b) Seu uso não contribui na avaliação dos níveis de saúde e de desenvolvimento socioeconômico da população. c) Não há limitações em sua interpretação e em seu cálculo. d) Sua redução não faz parte das Metas do Desenvolvimento do Milênio, carta da ONU que o Brasil é signatário. e) Número de óbitos de menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. 35. Sobre o coeficiente ou taxa de mortalidade infantil, assinale a alternativa INCORRETA: a) Para o cálculo do componente neonatal precoce, incluem-se óbitos de menos de 7 dias de nascidos. b) É calculado utilizando-se no denominador a quantidade de crianças nascidas vivas. c) Mede o risco de uma criança nascida viva morrer antes de completar um ano de idade. d) Atualmente no Brasil, é no componente neonatal que ocorrem mais óbitos. e) A mortalidade infantil é mais elevada entre as meninas que entre os meninos. 36. Em julho de 2018, foram divulgados os dados oficiais de mortalidade infantil no Brasil referentes a 2016. Segundo o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil naquele ano foi de 14 por mil. Isso significa que, em 2016 no Brasil: a) Morreram 14 crianças menores de cinco anos de idade a cada mil que nasceram vivas. b) Morreram 14 crianças menores de um ano de idade a cada mil habitantes dessa faixa etária. c) Morreram 14 crianças menores de 28 dias a cada mil nascidas vivas. d) Morreram 14 crianças menores de um ano de idade a cada mil nascidas vivas. e) Morreram 14 crianças menores de 7 dias a cada mil habitantes dessa faixa etária. 37. A taxa de mortalidade infantil vem caindo no Brasil, e isso se deve principalmente à queda: a) Do componente pós-neonatal. b) Do componente neonatal. c)Tanto do componente neonatal quanto do pós-neonatal. d)Tanto do componente neonatal precoce quanto do neonatal tardio. 38. O cálculo do coeficiente de mortalidade infantil neonatal, na área A e no tempo T, é: a) Número de óbitos fetais maiores de 22 semanas e de óbitos de crianças menores de 28 dias, dividido pelo número de nascidos vivos de mães residentes, na área A no ano T, multiplicado por mil. 10 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros b) Número de óbitos de crianças menores de 7 dias, dividido pelo número de nascidos vivos de mães residentes, na área A no ano T, multiplicado por mil. c) Número de óbitos de crianças maiores de 7 dias, dividido pelo número de nascidos vivos de mães residentes, na área A no ano T, multiplicado por mil. d) Número de óbitos de crianças menores de 28 dias, dividido pelo número de nascidos vivos de mães residentes, na área A no ano T, multiplicado por mil. 39. No Município de Ribeirão Alto, no ano de 2016, nasceram 2400 crianças vivas. Sabendo-se que neste mesmo ano houve 120 mortes de crianças menores de 1 ano, sendo que destas, 24 tinham menos de 28 dias de vida; os coeficientes de mortalidade infantil neonatal e o pós-neonatal são respectivamente: (por 1000 nascidos vivos). a) 50 e 10 b) 40 e 10 c)10 e 40 d) 10 e 50 e) 40 e 50 40. No Brasil, quais são as causas mais frequentes de morte em crianças acima de 1 ano de idade? a) Neoplasias. c) Infecções do trato gastrointestinal. b) Infecções respiratórias. d) Injurias físicas (traumas no trânsito, afogamento, queimaduras). 41. O objetivo primordial da pediatria preventiva consiste na formulação e execução de ações básicas de assistência integral à criança e ao adolescente, levando-se em conta os fatores condicionantes e determinantes da mortalidade infantil e priorizando-se a faixa etária de maior risco de adoecer e morrer, que é a de menores de 05 anos. Das principais doenças que determinam a mortalidade infantil, as que figuram como principal causa de óbitos em crianças menores de 01 ano são: a) Infecções respiratórias. b) Doenças diarreicas. c)Desnutrição proteicocalórica. d)Doenças imunopreveníveis. e) Afecções perinatais. 42. Primigesta, pré-eclâmpsia grave e 26 semanas de gestação. Indica-se a interrupção imediata da gestação por cesariana. O recém-nascido morre no oitavo dia de vida. Essa morte é incluída no cálculo de mortalidade: a) Fetal. b) Neonatal precoce. c) Perinatal precoce. d) Neonatal tardia. e) Perinatal tardia. 43. Os indicadores de mortalidade infantil e seus desdobramentos permitem a avaliação da qualidade do pré-natal, da assistência ao parto e também do ambiente em que a criança está crescendo. Assinale a alternativa que contém o indicador que melhor avalia as condições do ambiente em que a criança está crescendo: a) Mortalidade pós-neonatal. b) Mortalidade perinatal. c) Mortalidade infantil. d) Mortalidade fetal. 44. Dos indicadores listados abaixo, qual é o mais influenciado por fatores socioeconômicos? 11 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros a) Natimortalidade. b) Mortalidade neonatal. c) Mortalidade perinatal. d) Mortalidade neonatal tardia. e) Mortalidade pós-neonatal. 45. A mortalidade infantil pós-neonatal tem forte relação com: a) Controle de infecção hospitalar. b) Acompanhamento pré-natal. c) Atenção ao parto. d) Falta de saneamento básico. e) Diabetes gestacional. 46. Em uma comunidade, houve, no ano de 2012, 5800 nascidos vivos, havendo o registro dos seguintes óbitos: 20 óbitos nos primeiros 5 dias de vida, 48 óbitos entre o 8° e o 20° dia de vida, 12 óbitos entre o 21° e o 26° dia de vida e 48 óbitos entre o 31° dia até um ano de vida. Considerando os dados acima, quanto ao coeficiente de mortalidade perinatal assinale a alternativa CORRETA: a) Foi de 11,7 por 1000 nascidos vivos. b) Foi de 3,4 por 1000 nascidos vivos. c) Foi de 10,3 por 1000 nascidos vivos. d) Os dados não permitem estimar com segurança o coeficiente de mortalidade perinatal. 47. Em relação à mortalidade perinatal é CORRETO afirmar: a) Para cálculo da mortalidade soma-se o número de óbitos fetais (22 semanas de gestação ou mais) com o número de óbitos de nascidos vivos de até 28 dias, divide-se pelo número de nascidos vivos e multiplica-se por 1000. b) Um dos determinantes de óbitos perinatal são as doenças imunopreviníveis, e a elevada cobertura vacinal é a justificativa para a sua significativa redução em todas as unidades federadas. c) Reflete a ocorrência de fatores vinculados à gestação e ao parto, entre eles o peso ao nascer, bem como as condições de acesso a serviços de saúde e a qualidade da assistência pré-natal, ao parto e ao recém-nascido. d) Estima o risco de morte de um nascido vivo, morrer nos primeiros 7 dias de vida. Reflete a qualidade da assistênciaao parto e puerpério. e) Os principais determinantes da mortalidade perinatal são a desnutrição infantil, malformações congênitas e as infecções maternas. 48. Assinale a alternativa CORRETA: a) A mortalidade perinatal se refere a perdas fetais e óbitos de crianças de zero a 7 dias, em certa área, durante o ano. b) A mortalidade infantil pós-neonatal se refere a óbitos de crianças menores de 2 anos, em certa área, durante o ano. c) A mortalidade infantil se refere a óbitos de crianças maiores de 12 meses, em certa área, durante o ano. d) A razão da mortalidade materna se refere a óbitos no momento do parto, em certa área, durante o ano. 12 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros e) A mortalidade materna se refere a óbitos de mães no período puerperal, em certa área, durante o ano. 49. Em relação à terminologia no período neonatal, é CORRETO afirmar que: a) Um feto é considerado natimorto quando sua morte ocorre antes de sua expulsão ou extração do corpo da mãe. b) Mortalidade neonatal precoce é aquela em que o óbito ocorre nas primeiras 72 horas após o nascimento. c) Mortalidade, mas não a morbidade é proporcional ao grau de prematuridade ao nascer. d) Somente o baixo peso ao nascer não pode ser considerado como indicador de mortalidade e morbidade perinatais. e) Recém-nascidos pequenos para idade gestacional são considerados como de risco para problemas de desenvolvimento de comportamento se nascidos com idade gestacional menor de 34 semanas. 50. O SIM (Sistema de Informação de Mortalidade) pode oferecer aos gestores de saúde informações importantes para a definição de prioridades nos programas de prevenção e de controle de doenças. O elemento padrão do SIM é: a) Serviço de verificação de óbitos. b) Cartório de registro civil. c) Atestado de óbito. d) Declaração de óbito. e) Instituto médico legal. 51. O coeficiente de mortalidade materna é um indicador muito utilizado para avaliar a qualidade da assistência ao pré-natal e ao parto. Qual dos sistemas de informação abaixo detém as informações necessárias para o seu cálculo? a) Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e Sistema de Informações Ambulatoriais de Saúde (SIA). b) Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). c) Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). d) Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). e) Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB). 52. Em relação às doenças de notificação compulsória, pode-se afirmar que: a) Devem ser notificados apenas os casos suspeitos. b) Devem ser notificados apenas os casos confirmados. c) A notificação deve ser feita somente pelo médico. d) A notificação deve ser feita por qualquer profissional em caso de suspeita para o controle de determinadas doenças. 13 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros 53. De acordo com a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde, atualizada em 2014, através da Portaria n° 1.271 do Ministério da Saúde, são doenças de Notificação compulsória: a) Febre Tifoide e brucelose b) Hepatites virais e hidatidose c) Rubéola e Malária d) Leishmaniose tegumentar americana e gripe 54. De acordo com as normas do Ministério da Saúde, no Brasil algumas condições devem ser notificadas de imediato (em até 24 horas) às Secretarias Municipais de Saúde. A alternativa que engloba tais condições é: a) Hantavirose, febre amarela, peste e paralisia flácida aguda. b) HIV em gestantes, hantavirose, leishmaniose visceral e peste. c) Febre amarela, peste, violência doméstica e hanseníase. d) Toxoplasmose gestacional, malária, raiva e intoxicação exógena. 55. De acordo com a portaria nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, do Ministério da Saúde, que define a lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, assinale a alternativa que contém apenas doenças de notificação compulsória imediata (até 24 horas). a) Peste; sífilis congênita; síndrome da rubéola congênita. b) Sarampo; raiva humana; tuberculose pulmonar. c) Febre do Nilo Ocidental; síndrome da paralisia flácida aguda; hanseníase. d) Botulismo; cólera; óbito por dengue. e) Óbito por vírus Zika; leishmaniose; febre por Chikungunya. 56. A Portaria n° 1.271, de 06 de junho de 2014, define a Lista Nacional de Notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. Quanto às doenças ou agravos de notificação compulsória, analise. I- Febre de Chikungunya II- Tuberculose. III- Infecção pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). IV- Doença de Chagas aguda e crônica. V- Infecção pelo HIV em gestantes, parturiente ou puérpera e criança exposta ao risco de transmissão vertical do HIV. Estão CORRETAS as alternativas: a) II, IV e V. b) I, II, III e V. c) I, II, IV e V. d) I, II, III, IV e V 57. Nos últimos anos, a ocorrência de surtos e epidemias por doenças emergentes ou reemergentes obrigou a comunidade internacional a pensar numa nova lógica de organização dos serviços de saúde visando o aprimoramento da capacidade de detecção e resposta a eventos sanitários de grande magnitude e repercussão internacional. Assinale, dentre as opções abaixo, aquela que apresenta doenças de caráter 14 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros pandêmico e capazes de provocar graves problemas de ordem econômica, social, política e de saúde e passíveis de notificação imediata ao CIEVS (Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde): a) SARS (Síndrome Aguda Respiratória Grave) e Febre Amarela. b) Peste e Gripe. c) Poliomielite e Varicela. d) Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS e Influenza. e) Raiva Humana e Gastroenterites agudas em surtos. 58. São todas doenças de notificação compulsória: a) Cólera, dengue, hanseníase e malária em área não endêmica. b) Raiva, rotavirose, rubéola, HIV e tétano. c) Tétano, peste, sífilis congênita, forma crônica da doença de chagas e gripe. d) Febre amarela, Hepatite C, Hepatite B e raiva silvestre. e) HIV, tuberculose, sarampo, rotavirose. 59. A vigilância epidemiológica se abastece principalmente pela notificação compulsória de doenças e agravos à saúde, cuja lista é atualizada metodicamente. Assinale a alternativa que apresenta, exclusivamente, os critérios para a inclusão das doenças na lista de notificação compulsória: a) Severidade, infectividade, patogenicidade e virulência. b) Potencial de disseminação, infectividade e transcendência. c) Magnitude, compromissos internacionais e vulnerabilidade. d) Interesse de segurança nacional, transcendência e agravos inusitados. 60. Sobre a notificação dos casos de acidentes de trabalho fatais, graves ou que envolvam crianças e adolescentes, é correto afirmar que: a) Toda a lesão, seja ela fatal ou grave, que tenha ocorrido com crianças e adolescentes com evidências sugestivas de acidente de trabalho, mesmo na vigência de dúvidas, deve ser considerada como tal. b) Os trabalhadores assalariados, com carteira de trabalho assinada, independentemente da forma de remuneração, devem ser priorizados na notificação dos casos de acidente de trabalho fatal, grave ou ocorrido com criança e adolescentes para fins de perícia médica do INSS. c) Os acidentes domésticos, propriamente ditos, devem ser incluídos para fins de notificação, ou seja, aqueles em atividades domésticas realizadas por integrantes da família ou moradores da residência nos cuidados do lar ou outras atividadesassemelhadas. d) A notificação dos casos de acidentes de trabalho fatais, graves ou com crianças e adolescentes é obrigatória para todos os serviços integrantes da Rede Sentinela de Notificação Compulsória de Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho, exceto para os hospitais de referência no atendimento de urgência e emergência. 15 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros e) Os casos de acidentes de trabalho graves ou com crianças e adolescentes que exigirem necessidade de tratamento em regime de internação hospitalar inferior a 15 dias estão desobrigados da notificação compulsória. 61. A Portaria nº 204 de 2016, do Ministério da Saúde do Brasil, define a lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública, que NÃO inclui: a) Doença de Charcot Marie Tooth - artrite reumatoide. b) Dengue - casos. c) Dengue - óbitos. d) Síndrome da imunodeficiência adquirida. e) Malária na região amazônica. 62.As doenças de notificação compulsória imediata são: a) Acidente de trabalho, pneumoconiose, rotavírus. b) Influenza, toxoplasmose gestacional, tularemia. c) Peste, poliomielite, sarampo e rubéola. d) Hepatite B, Hepatite C, Hepatite A. e) Varíola, pneumonias, AIDS. 63. Assinale a alternativa que não apresenta uma doença de notificação compulsória: a) Sarampo b) Febre tifóide c) Leishmaniose cutânea d) Ascaridíase 64. A inclusão de doenças na lista nacional de notificação compulsória é decidida mediante a consideração de critérios, entre eles estão incluídos: I. A magnitude, expressa pela transcendência da doença; II. A vulnerabilidade, expressa pelos instrumentos de prevenção e controle; III. O potencial de disseminação, expresso pela transmissibilidade da doença. Está(ão) correta(s): a) Somente I e II. b) Somente II e III. c) Somente I e III. d) Todas estão corretas. e) Todas estão erradas. 16 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros 65. Deixar de comunicar doença cuja notificação é compulsória é considerado como: a) contravenção penal. b) Apenas infração ética. c) Infração administrativa. d) Crime. e) Apenas um atrevimento. 66. A Vigilância Epidemiológica (VE) parte do pressuposto de que deve fornecer orientação técnica permanente para os profissionais de saúde. Referente à VE, assinale a alternativa que NÂO condiz com os pressupostos que regem o cotidiano dos serviços da VE. a) A coleta de dados ocorre em todos os níveis de atuação do Sistema de saúde. b) A notificação negativa é a notificação da ocorrência de doenças de notificação compulsória na área de abrangência da unidade de saúde. c) O cumprimento da função da VE depende da disponibilidade de dados que sirvam para o processo de produção de informação para a ação. d) Os sistemas sentinelas são entendidos como sistemas de informação que são capazes de monitorar indicadores-chave na população em geral ou em grupos especiais. e) O mais importante sistema de notificação da VE é o SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), sendo “alimentado”, principalmente, por notificação e investigação de casos. 67. Considerando a lista nacional de notificação compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, são de notificação compulsória: a) Acidente de trabalho com exposição a material biológico, doença aguda pelo vírus Zika, hantavirose. b) Dengue, raiva humana, varicela e ceratocone. c) Qualquer doença ocasionada por "Haemophilus influenza" e turvação. d) Dor de dente, tuberculose e tétano. e) Daltonismo infeccioso, leishmaniose visceral e febre amarela. 68. Conceitue: a) Notificação Compulsória: b) Notificação Compulsória Imediata (NCI): c) Notificação Compulsória Semana (NCS): d) Notificação Compulsória Negativa: 17 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros e) Vigilância Sentinela: f) Agravo: 69. No Brasil, uma das doenças de notificação compulsória imediata para caso suspeito ou confirmado é: a) Tuberculose. b) Esquistossomose. c) Botulismo. d) Sífilis 70. Ano: 2017 / Banca: FCC / Órgão: TRF/PR - Uma Unidade Básica de Saúde fornece mensalmente um medicamento de alto custo a um paciente que faz acompanhamento na rede privada de saúde. O princípio do Sistema Único de Saúde que garante este acesso é o da: a) cooperação b) paridade c) universalidade d) homogeneidade e) solidariedade 71. A Rede de Atenção à Saúde (RAS), criada pelo Decreto Presidencial n° 7.508/2011, é caracterizada como: a) processos e metas direcionadas estrategicamente para procedimentos de alta complexidade, visando buscar retrospectivamente a gestão da clínica e os desfechos favoráveis da assistência. b) estratégias que privilegiam o desenvolvimento de ações que visam fortalecer o processo da participação social, a centralização das ações de saúde e dos processos de negociação e pactuação entre os gestores. c) mecanismos de controle, avaliação e auditoria dos processos técnicos estratégicos dos serviços ambulatoriais, para a detecção de melhorias protocolares e redimensionamento de recursos. d) uma política pública de saúde coletiva, autorizando os Conselhos Estaduais e Locorregionais de Saúde tenham autonomia para emitirem pareceres e resoluções. e) um conjunto de ações e serviços de saúde articulados em vários níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade da assistência à saúde. 72. O paciente, ao procurar um serviço de saúde, é recebido por um profissional médico que busca responder às suas demandas por meio de uma escuta qualificada. Nessa situação, o profissional está desenvolvendo ações de: a) acolhimento. b) supervisão. c) orientação familiar. d) educação em saúde. e) auditoria. 73. O médico que trabalha em um serviço de saúde deve saber que, de acordo com os Princípios Doutrinários do SUS, a integralidade refere-se ao: a) direito de todos, independentemente de renda, sexo, idade, classe social, religião e cor. b) conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. c) sinônimo de equidade d) direito de tratar desigualmente os desiguais, investindo mais onde a carência é maior, ou seja, é um princípio de justiça social. e) sinônimo de igualdade. 74. As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde, seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, são organizados de forma: 18 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros a) regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente. b) centralizada e unificada de acordo com o grau de classificação do usuário. c) centralizada e condicionada à contribuição do trabalhador. d) unificada conforme a reorganização da atenção básica como eixo de reorientação do modelo assistencial. e) hierarquizada a garantir a integralidade da assistência, partindo da divisão técnica do trabalho e sua subsequente fragmentação. 75. Sobre a chamada Atenção Primária à Saúde podemos afirmar que: a) É uma estratégia de Atenção à Saúde destinada a populações pobres. b) Deve constituir-se em porta de entrada preferencial do sistema de saúde, preocupando-se com a longitudinalidade, integralidade e com a integração dos cuidados. c) Preocupa-se em fazer funcionar bem os postos e centros de saúde. d) É uma estratégia que se subordina aos cuidados hospitalares, complementando-os. e) É uma estratégia na qual a Atenção à Saúde descarta a necessidade do atendimento médico. 76. As seguintes características são mundialmente aceitas para descrever a atenção primária à saúde, EXCETO: a) Responsabilidade pela saúde dos indivíduos ao longo do tempo, independentemente da presença de doença. b) Integralidadena atenção à saúde. c) Capacidade de coordenar os cuidados às necessidades dos indivíduos, famílias e comunidade. d) Centralizada no conhecimento médico, pois tem como atribuição as diretrizes clínicas no controle da saúde dos indivíduos. 77. Com relação aos atributos e funções essenciais da Atenção Primária à Saúde, é CORRETO afirmar que: a) A longitudinalidade da atenção determina a formação de vínculo da equipe com a comunidade e com a rede hospitalar hierarquizada. b) A coordenação do cuidado em sua essência é atribuição da Secretaria Municipal de Saúde e deve ser baseada na rede de urgência. c) A rede ambulatorial de especialidades tem papel principal na resolubilidade do sistema. d) A integralidade pressupõe o atendimento a toda população como dever do Estado. e) O foco na família e a orientação comunitária são as bases para o planejamento e a ação em saúde do território. 78. São atribuições do médico pertencente a equipe de saúde da Estratégia de Saúde da Família. I. Realizar consultas clínicas, atividades em grupo na UBS e, quando indicado ou necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários; II. Encaminhar, quando necessário, usuários a outros pontos de atenção, respeitando fluxos locais, mantendo sua responsabilidade pelo acompanhamento do plano terapêutico deles; 19 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros III. Cadastrar todas as pessoas de sua microárea e manter os cadastros atualizados; IV. Indicar, de forma compartilhada com outros pontos de atenção, a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar, mantendo a responsabilização pelo acompanhamento do usuário; V. Acompanhar, por meio de visita domiciliar todas as famílias e indivíduos sob sua responsabilidade. As visitas deverão ser programadas considerando os critérios de risco e vulnerabilidade de modo que famílias com maior necessidade sejam visitadas mais vezes, mantendo como referência a média de uma visita/família/mês. a) I, II e IV. b) II, III e IV. c) I, III e V. d) I, II, III, IV. e) III e IV. 79. Sobre a atenção básica, que é conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas, o qual envolve promoção, prevenção, proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos, cuidados paliativos e vigilância em saúde, leia as sentenças a seguir: I. Consiste na principal porta de entrada do SUS; II. Trata-se da coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede; III. É ofertada integral e gratuitamente a todas as pessoas, com suas necessidades e demandas do território; IV. É proibida qualquer exclusão baseada em idade, gênero, raça/cor, etnia, crença, nacionalidade, orientação sexual, identidade de gênero, estado de saúde, condição socioeconômica, escolaridade, limitação física, intelectual, funcional; V. A saúde da família é a estratégia prioritária para expansão e consolidação da atenção básica. Está CORRETO o que se afirma em: a) I, II, III, IV e V. b) I, II, III e IV, apenas. c) I, II e III, apenas. d) I e II, apenas. e) I, apenas. 80. Identificar os fatores de risco como parte da prevenção deu início a uma nova era na saúde pública e na medicina. Atualmente podemos definir níveis de prevenção na saúde coletiva. Identifique e assinale a correspondência adequada: 1. Prevenção primária; 2. Prevenção secundária; 3. Prevenção terciária; 4. Prevenção quaternária. ( ) É a detecção de indivíduos em risco de intervenções, diagnósticas e/ou terapêuticas, excessivas para protegê- los de novas intervenções médicas inapropriadas e sugerir-lhes alternativas eticamente aceitáveis; ( ) É a ação realizada para detectar um problema de saúde em estágio inicial, clínico ou até mesmo subclínico no indivíduo ou na população; 20 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros ( ) É a ação tomada para remover causas e fatores de risco de um problema de saúde individual ou populacional antes do desenvolvimento de uma condição clínica; ( ) É a ação implementada para reduzir em um indivíduo ou população os prejuízos funcionais consequentes de um problema agudo ou crônico, incluindo reabilitação. A ordem CORRETA é: a) 4 - 1 - 2 - 3. b) 4 - 2 - 1 - 3. c) 4 - 1 - 3 - 2. d) 3 - 2 - 1 - 4. e) 3 - 1 - 2 - 4. 81. Leia as seguintes afirmativas, marcando V, para verdadeiro, ou F, para falso. ( ) Um sistema de saúde cuja porta de entrada é composta por serviços de atenção primária é mais eficiente e traz maior satisfação à população, além de, em comparação com outros, apresentar menores custos. ( ) A porta de entrada está associada a diversas vantagens: menos consultas por um mesmo problema; menos exames complementares; menos hospitalizações ou hospitalizações mais curtas; menos cirurgias; mais ações preventivas e adequadas; maior qualidade das ações e maiores chances de que ocorram no tempo certo. ( ) No Brasil, o SUS tem como valores a universalidade, a equidade e a integralidade, e como princípios a participação e o controle social, a descentralização, a regionalização com hierarquização, o enfoque nas pessoas, famílias e a orientação para a qualidade. ( ) A longitudinalidade, a continuidade do cuidado e o estabelecimento do vínculo pressupõem a existência de uma fonte regular de atenção e a recorrência a ela ao longo do tempo, o que implica a adscrição da população pelas equipes de saúde. A ordem de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: a) V – F – V – F. b) V-V-V-V. c) F – F - V - V. d) F – V – F - F. e) V-V-V-F. 82. A Estratégia Saúde da Família é um modelo de organização dos Serviços de Atenção Primária à Saúde, peculiar do SUS, sobre a qual pode-se afirmar que: a) Para implantação das Equipes de Saúde da Família é necessária a existência de equipe multiprofissional composta por, no mínimo, um técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. b) Dentre as atribuições comuns a todos os profissionais das Equipes de Saúde da Família, pode-se citar a coordenação, participação e/ou organização de grupos de educação para a saúde. c) O modelo de atuação realizado pelas Equipes de Saúde da Família baseia-se no conceito de saúde como ausência de doença, centrado em ações de caráter curativo. d) Cada Equipe de Saúde da Família ficará responsável pela atenção integral e continua à saúde de cerca de 3.000 famílias, residentes em um território rural ou urbano. 83. A adscrição da clientela da ESF é feita através da definição da área de abrangência da unidade e do cadastramento da população. Para delimitação desta área de abrangência, considera-se: a) Área com limite máximo de 1.000 famílias, a acessibilidade, densidade populacional e um espaço geográfico composto de 4 a 6 microáreas contíguas. b) Área com limite máximo de 4.500 famílias, acesso restrito a população da área, densidade populacional e um espaço geográfico composto de 4 a 6 microáreas contíguas. 21 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros c) Área com limite máximo de 4.500 famílias, acesso restrito a população da área, densidade populacional e um espaço geográfico composto de 2 a 4 microáreas contíguas. d) Área com limite máximo de 500 a 1.000 famílias, acessibilidade a portadores de deficiência física, densidade populacional e um espaço geográfico composto de 12 microáreas contíguas. e) Área com limite de 500 a 1.000 famílias, acessibilidade, densidade populacional e um espaço geográfico composto de 2 a 4 microáreas contíguas. 84. As conferências de saúde constituem instâncias de participação da comunidade na gestão do SUS. Aquela que aprovou o conceito da saúde como um direito do cidadão e delineou os fundamentos do SUS foi a: a) Quinta Conferência Nacional de Saúde, em 1980. b) Sexta Conferência Nacional de Saúde, em 1982. c) Sétima Conferência Nacional de Saúde, em 1984. d) Oitava Conferência Nacional de Saúde, em 1986. 85. Assinale a alternativaque, de acordo com Mendes (2012), NÃO constitui um atributo da Atenção Primária à Saúde nas redes de atenção à saúde: a) Primeiro contato. b) Eficiência. c) Coordenação. d) Competência cultural. e) Longitudinalidade. 86. Denis e seu primo Luiz estavam viajando havia cinco horas, sem interrupção. Cansado, Denis não enxergou um pequeno animal que atravessava a estrada e, com o impacto do atropelamento, perdeu o controle do carro batendo em uma árvore. Os dois foram atendidos em hospital público de um município próximo. Dênis quebrou a perna e ficou em observação por ter perdido a consciência; suas necessidades foram atendidas, saindo no dia seguinte com a perna engessada, encaminhado com uma referência ao serviço de ortopedia de sua cidade. Luiz, no entanto, teve traumatismo craniano com sangramento pequeno, passou por cirurgia de drenagem, ficou numa unidade de terapia intensiva por cinco dias, tendo alta hospitalar depois de uma semana. Não apresentando sequelas, foi encaminhado para acompanhamento clínico em sua cidade. Ambos saíram satisfeitos em suas necessidades com o atendimento oferecido pelo hospital. Com relação aos primos, o princípio do Sistema Único de Saúde apresentado é o da: a) Equidade b) Integralidade da assistência c) Hierarquização d) Municipalização e) Universalidade 87. Em relação à Estratégia de Saúde da Família, são feitas as assertivas seguintes: I. A territorialização e a adscrição da clientela são características do processo de trabalho. II. Tem como característica principal do processo e trabalho o atendimento à demanda espontânea e o controle das doenças infecciosas. III. O diagnóstico da situação de saúde da população é feito através do cadastramento das famílias e dos indivíduos, gerando dados que possibilitem a análise da situação de saúde do território. Está/Estão CORRETA (S) a (s) afirmativa (s): a) I, apenas. b) II, apenas. c) l e III, apenas. d) Il e III, apenas. e) I, II e III. 88. A Atenção Primária à Saúde (APS) é uma estratégia de organização de sistemas nacionais de saúde que: a) É recomendada pela Organização Mundial de Saúde desde o famoso relatório Dawson, de 1946. 22 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros b) Provê a reorganização do cuidado médico em sistemas nacionais de saúde universais, havendo evidências de que países ricos com forte atenção primária têm melhores índices de saúde - doença do que os que não têm. c) Foi proposta para viabilizar o provimento de cuidado à população pobre e dos estratos sociais desfavorecidos dos países pobres e em desenvolvimento, não sendo cogitada para os países ricos. d) Não tem relação com equidade e justiça social quanto à distribuição dos recursos de cuidado em saúde, não afetando a famosa Lei dos Cuidados Inversos (cuida-se mais de quem menos precisa, quem mais precisa é menos cuidado). e) É um modelo que difere essencialmente da estratégia da Saúde da Família adotada pelo governo brasileiro já há alguns anos. 89. As equipes de Programa de Saúde da Família (PSF) devem contar com pelo menos os seguintes profissionais, EXCETO: a) Psicólogo. b) Dentista. c) Médico. d) Enfermeiro. e) Técnico ou auxiliar de enfermagem. 90. Nos termos do artigo 198 da Constituição Brasileira de 1988, o Sistema Único de Saúde é organizado de acordo com as seguintes diretrizes, EXCETO: a) Descentralização, com direção única em cada esfera de governo. b) Participação da comunidade. c) Atendimento integral, com prioridade para as atividades assistenciais. d) Financiamento com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 91. Joana é uma senhora de 67 anos que consulta regularmente na Unidade de Saúde por ser hipertensa. Durante seu acompanhamento, você, médico, percebe uma alteração no eletrocardiograma e solicita uma consulta com cardiologista para Dona Joana. Ela vai ao especialista focal e retorna a você com algumas sugestões de tratamento pelo colega. Qual o princípio da Atenção Primária à Saúde foi descrito no caso acima? a) Territorialização. b) Coordenação do cuidado. c) Hierarquização. d) Acesso. e) Resolubilidade. 92. A Carta de Ottawa de 1986 teve como foco principal a: a) Prevenção de doenças. b) Promoção da saúde. c) Universalidade do sistema. d) Estatização da saúde. e) Atenção primária à saúde. 93. A referência de população adscrita por equipe de Atenção Básica (eAB) e de Saúde da Família (eSF) mencionadas nas alterações mais recentes da PNAB é: a) 1.000 a 2.500 pessoas. b) 1.500 a 3.000 pessoas. 23 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros c) 2.000 a 3.000 pessoas. d) 2.000 a 3.500 pessoas. e) 3.000 a 4.000 pessoas. 94. A Lei Orgânica de Saúde (Lei n° 8.080) ressaltou os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Prever a coordenação e cooperação entre os três níveis de governo na organização e execução dos serviços e ações de saúde. Envolver a transferência, da União para estados e municípios, de poder decisório, de recursos financeiros, gestão e prestação de serviços, corresponde à seguinte diretriz organizativa do SUS: a) Hierarquização. b) Comando único. c) Complementaridade. d) Regionalização. e) Descentralização. 95. Em uma cidade constatou-se que determinados tipos de câncer eram diagnosticados precocemente, porém o tempo para o acesso à atenção especializada era longo demais para possibilitar a sobrevida possível para a doença. O princípio do SUS desrespeitado é o da: a) Equidade. b) Regionalização c) Integralidade. d) Universalidade. 96. De acordo com a Portaria n° 2.436, de 21 de setembro de 2017, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), pode-se mencionar como princípio e diretriz respectivamente: a) Universalidade e integralidade. b) Integralidade e equidade. c) Universalidade e ordenação da rede. d) Equidade e visão holística. e) Cuidado centrado na pessoa e visão holística. 97. São exemplos de prevenção: primária, secundária e terciária, respectivamente: a) Dieta com baixo teor de gordura saturada, uso de capacete em moto ciclistas, fisioterapia em paciente que sobreviveu ao acidente vascular cerebral. b) Imunização contra febre amarela, imunização contra sarampo na infância, imunização contra gripe em idosos. c) Uso de máscaras contra poeiras por trabalhadores de fábricas, teste de sangue oculto nas fezes, medida de pressão arterial. d) Uso de cloro e flúor no tratamento da água, uso de tampões de ouvido em fábricas, exames de mamografia para rastreamento de câncer de mama. e) Administração de ácido fólico para gestantes, determinação do nível de colesterol sérico, uso de betabloqueadores para reduzir o risco de mortalidade em pacientes que sobreviveram a um infarto de miocárdio. 98. No que diz respeito aos atributos da Atenção Primária à Saúde (APS), assinale a alternativa CORRETA: a) Quando os profissionais, durante a consulta, pedem informações sobre a saúde de outros membros da família, estão atuando segundo o atributo da centralidade na família. b) Orientação para a comunidade refere-se à educação em saúde baseada no saber popular. 24 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros c) Competência cultural corresponde ao conhecimento e uso de protocolos e diretrizes destinados às doenças mais prevalentes na APS. d) Longitudinalidade é o acompanhamento específico de pessoas doentes que frequentam serviços especializados. 99. Joana tem 20 anos e é paciente da unidade de saúde desde que nasceu. Toda a equipe conhece sua história. O pai era traficante de drogas e morreu assassinado pela polícia em um tiroteio. A mãe casou-se novamente e Joana foi abusada pelo padrasto quando tinha 10 anos de idade. Aos 16 anos, teve o primeiro filho. O pai dessefilho é um traficante que atualmente está preso. O filho é saudável e Joana tem surpreendido a equipe como mãe. Ela está grávida do seu novo companheiro e a agente de saúde relata comentários da comunidade de que ela tem usado cocaína mesmo depois de ter engravidado. O agendamento de consultas na unidade é feito semanalmente, mas gestantes têm prioridade, com retorno previamente agendado. Joana não consegue se organizar para as consultas agendadas e prefere ir no dia em que está "bem da cabeça". A equipe consente e combina com ela que vão conseguir um encaixe com o médico ou a enfermeira, desde que ela venha com a frequência necessária para o pré-natal. Ela já conseguiu fazer os primeiros exames de pré-natal e todos estavam normais, inclusive sorologia para HIV. Quais atributos nucleares (essenciais) da Atenção Primária à Saúde estão presentes no relato desse caso? a) Coordenação e integralidade. b) Intersetorialidade e trabalho em equipe. c) Universalidade e equidade. d) Longitudinalidade e acesso. 25 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros GABARITO: 1. C 2. B 3. D 4. C 5. C 6. E 7. C 8. D – Obs.: Questão mal formulada, mas sempre lembrar que vamos marcar a mais correta! O gráfico realmente mostra uma mortalidade maior em adultos na faixa etária dos 50 anos! O que seria o tipo III; mas seria um nível de saúde regular e não muito baixo. 9. a) CM: Relação entre o número de óbitos e a população exposta ao risco de morrer. CL: relação entre o número de óbitos por determinada causa e a população que contraiu a doença ou sofreu o agravo. b) Mortalidade é a magnitude do evento naquela população e nas suas condições de saúde; a letalidade mede a gravidade da doença. 10. CP= 650 +850 / 15000 CP= 0,1 x 100= 10% D 11. A) R.: 2490/9003804 = 0,0002765498 X 100.000 = 27,6 27,6 novos casos em 100.000 habitantes. B) A cada 100 mil habitantes, 27,6 tem a doença. 12. B 13. 10% de 150 = 15 mortes; porém tivemos 20 mortes. 150 casos ------------------ 15 mortes X casos ------------------ 20 mortes x = 200 200 – 150 = 50 casos subnotificados 14. Mortalidade, Swaroop e Uemura e Mortalidade materna. 15. Dados insuficientes: faltou a frequência relativa. 16. Baixa educação em saúde, deficiência de políticas públicas. 17. 6 5 1 3 2 4 18. A 19. E 20. D 21. (V) (V) 22. Falsa. O sistema responsável pela alimentação do SINAN é a notificação compulsória e a ficha de investigação. 23. B 24. A 25. D 26. B 27. D 28. A) sim. B) Saúde Sexual e Reprodutiva; Assistência ao Pré-Natal. C) Não notificações. 29. C 30. a) A morte materna pode ser por causas não – obstétricas ou por causas obstétricas (que podem ser diretas ou indiretas). 26 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros Segundo a OMS, quando a morte de uma mulher por causas obstétricas (diretas ou indiretas) ocorre com mais de 42 dias, mas com menos de 1 ano após o término da gravidez, ela é denominada morte materna tardia (código 096 da CID, 10° Revisão). Se ocorrer 1 ano ou mais após o término da gravidez, são chamadas de mortes por Sequelas de causas Obstétricas (código 097 da CID, 10° Revisão). A morte relacionada à gravidez é quando ocorre a morte da mulher enquanto grávida ou até 42 dias após o término da gravidez, qualquer que tenha sido a causa da morte, materna ou não (ex.: morte de uma gestante por atropelamento). b) Hipertensão, hemorragia e infecção pós-parto. c) Planejamento familiar através de oferta de serviço de qualidade; Pré-natal de baixo risco de qualidade; Pré- natal de alto risco com referência garantida; UTI neonatal; Protocolos/ Condutas; Treinamento em serviços; Integração do serviço ambulatorial/ hospitalar; Fortalecimento das Equipes de saúde da família. 31. Número de óbitos de menores de 1 ano de idade, por 1000 nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. As principais medidas a serem tomadas seriam: Ações de imunização; Atenção à mulher na gestação; Atenção à mulher no parto; Atenção ao recém-nascido; Ações de diagnóstico e tratamento adequado; Ações de promoção à saúde. 32. B 33. D 34. E 35. D (professor marcou); mas acredito que seja E 36. D 37. A 38. D 39. Neonatal: 24/2400 x 1000 = 10 Pós-natal: 96/2400 x 1000 = 40 Letra C 40. D 41. E 42. D 43. A 44. E 45. D 46. D 47. C 48. A 49. A 50. D 51. C 52. D 53. C 54. A 55. D 56. B 57. A (SARS teria que estar associado à covid) ou C (varicela tem que ser caso grave, internado ou óbito) 58. A 59. C 60. A 61. A 62. C 63. D 64. B 65. D 66. B 67. A 68. a) Comunicação obrigatória à autoridade de saúde, realizada pelos médicos, profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabelecimentos de saúde, públicos ou privados, sobre a ocorrência de suspeita ou confirmação de doença, agravo ou evento de saúde pública, descritos no anexo, podendo ser imediata ou semanal. b) Notificação compulsória realizada em até 24h, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível; deve ser realizada pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente. c) Notificação compulsória realizada em até 7 dias, a partir do conhecimento da ocorrência de doença ou agravo; será feita à Secretaria de Saúde do Município do local de atendimento do paciente com suspeita ou confirmação de doença ou agravo de notificação compulsória. d) Comunicação semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, informando que na semana epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo ou evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória. e) Qualquer dano à integridade física ou mental do indivíduo, provocado por circunstâncias nocivas, tais como acidentes, intoxicações por substâncias químicas, abuso de drogas ou lesões decorrentes de violências interpessoais, como agressões e maus tratos, e lesão auto provocada. 27 Questões Epidemiologia – P2 – Por Júlia Barros 69. C 70. C 71. E 72. A 73. B 74. A 75. B 76. D 77. E 78. A 79. A 80. B 81. B 82. B 83. A 84. D 85. B 86. A 87. C 88. B 89. A 90. C 91. B 92. B 93. D 94. E 95. C 96. C 97. E 98. A 99. D