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Matheus dos Santos Correia UniFG – Medicina (Rodízio de Saúde Mental e do Idoso) 1 DEFINIÇÃO O carcinoma espinocelular é o segundo tipo de câncer mais comum que tem sua origem derivada dos queratinócitos suprabasais presentes na camada espinhosa. Os principais fatores de risco é idade acima dos 40 anos, fotoexposiçao, presença de lesões precursoras (ceratose actínica, doença de Bowen, eritroplasia de queyrat, línquen escleroatrófico genital, cicatrizes de queimaduras e úlceras). AVALIAÇÃO CLÍNICA A doença de Bowen é um tipo de CEC in situ que apresenta como uma placa eritematosa, bem delimitada, com áreas queatósicas. Podem surgir derivados de um ceratose actínica, sendo mais comuns em cabeça, pescoço, tronco e extremidades. A papulose de browenoid consiste no CEC in situ com apresentação de pápulas hipercrômicas localizadas na região genital, períneo e/ou perianal (principalmente no corpo do pênis). Geralmente está relacionada a infecção por HPV. Matheus dos Santos Correia UniFG – Medicina (Rodízio de Saúde Mental e do Idoso) 2 A eritroplasia de Queyrat é um CEC in situ que se apresenta como uma placa eirtematosa, com lesões, apresentando bordas bem delimitadas que acomete o pênis ou a vulva. O CEC invasivo pode se apresentar na face, couro cabeludo, antebraços e mãos. Geralmente se manifesta como placa eritematoqueratósicas, nódulos ou tumores infiltrados, apresentando crescimento variável. Normalmente são assintomáticos, mas pode apresentar dor e formigamento quando há o acometimento neural. São lesões com alta chance de produzir metástases sendo o local mais comum os linfonodos regiões (ficar atento ao exame físico para solicitar biópsia). O queratoacantoma é uma variante do CEC que gera controvérsia na literatura por alguns autores o considerar como um tumor benigno, devido a sua capacidade de regressão Matheus dos Santos Correia UniFG – Medicina (Rodízio de Saúde Mental e do Idoso) 3 espontânea. Manifesta-se como uma pápula que cresce rapidamente, evoluindo para um núcleo crateriforme. O diagnóstico se embasa na biópsia da lesão suspeita, sendo uma biópsia incisional. TRATAMENTO O tratamento das lesões é realizado através de criocirurgia, imiquimod, curetagem, eletrocoagulação e terapia fotodinâmica. Na maioria das vezes as lesões devem ser tratadas cirurgicamente com uma margem de segurança, podendo utilizar a técnica de Mohs. Algumas lesões grandes há a necessidade de radioterapia para redução da massa (neoadjuvante) ou como tratamento isolado.