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Educação especial de deficientes múltiplos

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No Brasil, em especial a partir de políticas públicas educacionais implementadas desde os anos 2000, passou-se a vislumbrar um sistema educacional inclusivo como aquele que tem na escola regular seu lócus, visto que todos os estudantes serão matriculados prioritariamente no sistema regular de ensino, inclusive estudantes com deficiência, que até então tinham matrícula prioritária nas instituições de ensino especializadas. Assim, as políticas educacionais brasileiras indicam “educação inclusiva como perspectiva educacional que pretende agregar em uma mesma escola sujeitos que pertenciam a lógicas institucionais distintas – a escola especial para os alunos considerados deficientes, e a escola comum para os tidos como normais” (RAHME, 2013 p.98). Visto desse modo a escola regular, então, estará sujeita a modificações no âmbito da sua organização física, pedagógica e administrativa para dar resposta ao que a ela se coloca quanto a promoção da inclusão educacional de todos nela inseridos. No que se refere ao aspecto da estrutura física das escolas, quando se trata de promover a inclusão de todos, é primordial tornar os espaços acessíveis, onde todos possam exercer com autonomia e independência seu direito de ir e vir, bem como ter assegurado o direito de acesso ao conhecimento escolar. Em relação aos aspectos pedagógicos, os questionamentos relativos a forma excludente como a escola se estruturou serão o ponto de partida para modificações na organização curricular, nos tempos e modos de aprendizagem, no planejamento e nos processos de ensino que estejam orientados não a um modelo ideal de pessoa, mas para as pessoas com todas suas diferenciações. Por último e não menos importante está o aspecto administrativo, que vale ressaltar não é tarefa apenas da escola, que visa garantir os meios e recursos necessários para transformar a escola regular em uma escola inclusiva. Diante deste cenário colocado à escola regular na tarefa de tornar-se inclusiva um aspecto em especial desperta a atenção. Como a escola regular tem compreendido e efetivado as mudanças indicadas por regulamentações legais e políticas educacionais brasileiras que assumem uma perspectiva dita inclusiva, que vão desde receber estudantes que até pouco tempo eram assistidos exclusivamente pelo ensino especializa


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Questões resolvidas

No Brasil, em especial a partir de políticas públicas educacionais implementadas desde os anos 2000, passou-se a vislumbrar um sistema educacional inclusivo como aquele que tem na escola regular seu lócus, visto que todos os estudantes serão matriculados prioritariamente no sistema regular de ensino, inclusive estudantes com deficiência, que até então tinham matrícula prioritária nas instituições de ensino especializadas. Assim, as políticas educacionais brasileiras indicam “educação inclusiva como perspectiva educacional que pretende agregar em uma mesma escola sujeitos que pertenciam a lógicas institucionais distintas – a escola especial para os alunos considerados deficientes, e a escola comum para os tidos como normais” (RAHME, 2013 p.98). Visto desse modo a escola regular, então, estará sujeita a modificações no âmbito da sua organização física, pedagógica e administrativa para dar resposta ao que a ela se coloca quanto a promoção da inclusão educacional de todos nela inseridos. No que se refere ao aspecto da estrutura física das escolas, quando se trata de promover a inclusão de todos, é primordial tornar os espaços acessíveis, onde todos possam exercer com autonomia e independência seu direito de ir e vir, bem como ter assegurado o direito de acesso ao conhecimento escolar. Em relação aos aspectos pedagógicos, os questionamentos relativos a forma excludente como a escola se estruturou serão o ponto de partida para modificações na organização curricular, nos tempos e modos de aprendizagem, no planejamento e nos processos de ensino que estejam orientados não a um modelo ideal de pessoa, mas para as pessoas com todas suas diferenciações. Por último e não menos importante está o aspecto administrativo, que vale ressaltar não é tarefa apenas da escola, que visa garantir os meios e recursos necessários para transformar a escola regular em uma escola inclusiva. Diante deste cenário colocado à escola regular na tarefa de tornar-se inclusiva um aspecto em especial desperta a atenção. Como a escola regular tem compreendido e efetivado as mudanças indicadas por regulamentações legais e políticas educacionais brasileiras que assumem uma perspectiva dita inclusiva, que vão desde receber estudantes que até pouco tempo eram assistidos exclusivamente pelo ensino especializa


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Educação Especial de Deficientes Múltiplos 1
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EDUCAÇÃO 
ESPECIAL DE 
DEFICIÊNTES 
MÚLTIPLOS
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 1
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Paula, Hulda Iza Gonçalves De, 2019,
Educação Especial da pessoa com deficiências múltiplas.
Local: Belém Editora (Faculdade Estratego).
18 páginas.
Palavras chaves: Educação Especial; Deficiências múltiplas; Atendimento es-
pecializado.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 2
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s
SUMÁRIO
1. VAMOS FALAR SOBRE INCLUSÃO? .......................3
2. CONCEITUANDO DEFICIÊNCIAS 
MÚLTIPLAS ................................................................................6
3. ESTIMULAÇÃO PRECOCE ..........................................8
4. NECESSIDADES ESPECIFÍCAS DA 
PESSOA COM DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS ........... 10
5. ADAPTAÇÕES CURRICULARES ..............................12
6. TECNOLOGIAS ASSISTIVAS .......................................15
7. IDENTIFICAÇÃO E INTERVENÇÃO 
PEDAGOGICA ..........................................................................18
8. ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO ....................................................................21
REFERÊNCIAS ........................................................................23
*
* A navegação deste e-book por meio de botões interativos pode variar de funcionalidade dependendo de cada leitor de PDF.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 3
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1. VAMOS FALAR SOBRE INCLUSÃO?
No Brasil, em especial a partir de políticas públicas 
educacionais im-plementadas desde os anos 2000, passou-
se a vislumbrar um sistema educacional inclusivo como 
aquele que tem na escola regular seu lócus, visto que todos 
os estudantes serão matriculados prioritariamente no sistema 
regular de ensino, inclusive estudantes com deficiência, que 
até então tinham matrícula prioritária nas instituições de ensino 
especializadas. Assim, as políticas educacionais brasileiras 
indicam “educação inclusiva como perspectiva educacional 
que pretende agregar em uma mesma escola sujeitos que 
pertenciam a lógicas institucionais distintas – a escola especial 
para os alunos considerados deficientes, e a escola comum para 
os tidos como normais” (RAHME, 2013 p.98). Visto desse modo 
a escola regular, então, estará sujeita a modificações no âmbito 
da sua organização física, pedagógica e administrativa para dar 
resposta ao que a ela se coloca quanto a promoção da inclusão 
educacional de todos nela inseridos. 
No que se refere ao aspecto da estrutura física das escolas, 
quando se trata de promover a inclusão de todos, é primordial 
tornar os espaços acessíveis, onde todos possam exercer com 
autonomia e independência seu direito de ir e vir, bem como ter 
assegurado o direito de acesso ao conhecimento escolar. Em 
relação aos aspectos pedagógicos, os questionamentos relativos 
a forma excludente como a escola se estruturou serão o ponto de 
partida para modificações na organização curricular, nos tempos 
e modos de aprendizagem, no planejamento e nos processos de 
ensino que estejam orientados não a um modelo ideal de pessoa, 
mas para as pessoas com todas suas diferenciações. Por último 
e não menos importante está o aspecto administrativo, que vale 
ressaltar não é tarefa apenas da escola, que visa garantir os meios 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 4
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e recursos necessários para transformar a escola regular em uma 
escola inclusiva.
Diante deste cenário colocado à escola regular na tarefa 
de tornar-se inclusiva um aspecto em especial desperta a 
atenção. Como a escola regular tem compreendido e efetivado 
as mudanças indicadas por regulamentações legais e políticas 
educacionais brasileiras que assumem uma perspectiva 
dita inclusiva, que vão desde receber estudantes que até 
pouco tempo eram assistidos exclusivamente pelo ensino 
especializado, até modificações profundas nos modos de pensar 
e fazer os processos de ensino, de planejamento, de organização 
curricular? Em meio as novas tarefas que se apresentam a escola 
inclusiva, nos moldes do que colocam as regulamentações e 
políticas brasileiras, vários pontos polêmicos e contraditórios 
evidenciam-se, entre eles, destaca-se a questão a respeito do 
currículo para uma escola inclusiva, haja vista que no Brasil optou-
se por adotar os princípios e procedimentos de adaptações 
curriculares quando da inclusão de estudantes em situação de 
deficiência em turmas de ensino regular.
As Diretrizes Curriculares Nacionais da educação especial, em 
seu artº 15, estabelecem que a organização e a operacionalização 
dos currículos escolares são de competência e responsabilidade 
dos sistemas de ensino, devendo constar de seus projetos 
pedagógicos as condições necessárias para o atendimento às 
necessidades educacionais especiais de estudantes. Partindo do 
princípio de que todo estudante deverá ter acesso ao currículo 
da educação básica, independentemente de suas peculiaridades 
individuais, as adaptações curriculares constituem, pois, 
possibilidades educacionais de atuar frente as dificuldades de 
aprendizagem dos estudantes. São respostas educativas que 
devem ser dadas pelo sistema educacional, de forma a favorecer 
todos os estudantes. Pressupõem que se realize a adaptação do 
currículo regular, quando necessário, para torná-lo apropriado às 
peculiaridades dos estudantes com necessidades educacionais 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 5
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especiais. Não se propõe unicamente um novo currículo, mas 
um currículo dinâmico, alterável, passível de ampliação (BRASIL, 
1998).
A orientação oficial divulgada através dos Parâmetros 
Curriculares Nacionais (PCN) Adaptações Curriculares (BRASIL, 
1998, 2000) deixa evidente que as escolas brasileiras deverão ter 
como direcionamento a promoção do acesso ao currículo a todos 
os estudantes, em especial aqueles que apresentem qualquer 
limitação temporária ou permanente de ordem física, psicológica, 
sensorial, intelectual, social, entre outras. Para isto, as escolas 
planejarão ações de adequação do currículo às necessidades de 
cada estudante, bem como de ajuste e adequação dos espaços 
e ambientes, tornando-os acessíveis a todos, flexibilizando 
procedimentos de ensino, avaliação e planejamento. Em suma, 
essas medidas visam possibilitar a inclusão educacional destes 
estudantes nos sistemas de ensino regular. 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 6
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2. CONCEITUANDO DEFICIÊNCIAS 
MÚLTIPLAS
Para entender sobre o que são deficiências múltiplas se fará a 
seguir uma breve apresentação sobre definições a este respeito.
Deficiências múltiplas se caracteriza por um conjunto de 
duas ou mais deficiências associadas, podendo ser de ordem 
física, sensorial, mental, entre outras (Brasil, 2006). 
São consideradas pessoas com deficiência múltipla aquelas 
que “têm mais de uma deficiência associada. É uma condi-
ção heterogênea que identifica diferentes grupos de pes-
soas, revelando associações diversas de deficiências que 
afetam, mais ou menos intensamente, o funcionamento in-
dividual e o relacionamento social” (MEC/SEESP, 2002).
Ainda no campo da definição da deficiência múltipla, o 
decreto federal nº 5.296 explica que é uma “associação de duas 
ou mais deficiências” podendo ser de ordem física, sensorial, 
mental, emocional ou de comportamento social. Esses alunos 
constituem um grupo com características específicas e 
peculiares e, consequentemente, com necessidades únicas 
(BOSCO, 2010).
No entanto, não é a soma da associação de deficiências 
que irá caracterizar a deficiência múltipla, mas sim o “nível de 
desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, 
interação social e de aprendizagem que determinam as 
necessidades educacionais dessas pessoas”(GODÓI,2006,p.11).
Segundo Silva (2011) as múltiplas deficiências podem se 
manifestar a partir das seguintes categorias de associação:
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 7
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FÍSICA E PSÍQUICA 
(a) deficiência física associada à deficiência intelectual;
b) deficiência física associada a transtorno mental; 
 
SENSORIAL E PSÍQUICA 
(a) Deficiência auditiva ou surdez associada à deficiência 
intelectual; 
(b) Deficiência visual ou cegueira associada à deficiência 
intelectual; 
(c) Deficiência auditiva ou surdez associada a transtorno mental. 
SENSORIAL E FÍSICA 
(a) Deficiência auditiva ou surdez associada à deficiência 
física; 
(b) Deficiência visual ou cegueira associada à deficiência 
física.
FÍSICA, PSÍQUICA E SENSORIAL 
(a) Deficiência física associada à deficiência visual ou cegueira 
e à deficiência intelectual; 
(b) Deficiência física associada à deficiência auditiva ou 
surdez e à deficiência intelectual; 
(c) Deficiência física associada à deficiência visual ou cegueira 
e à
Deficiência auditiva ou surdez.
 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 8
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3. ESTIMULAÇÃO PRECOCE
O acesso à educação tem início na educação infantil, na 
qual se desenvolvem as bases necessárias para a construção 
do conhecimento e desenvolvimento global do estudante. 
Nessa etapa, o lúdico, o acesso às formas diferenciadas de 
comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, 
emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência 
com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito 
e a valorização da criança. 
Do nascimento aos três anos, o atendimento educacional 
especializado se expressa por meio de serviços de estimulação 
precoce, que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento 
e aprendizagem em interface com os serviços de saúde e 
assistência social (Política Nacional da Educação Especial na 
perspectiva da Inclusão, 2008).
Segundo Godoi (2006) Programas de intervenção precoce, 
em uma abordagem social e ecológica tem como foco central 
o processo de interação, comunicação e relação da criança 
e sua família. Esse programa contempla as necessidades, 
desejos, interesses e prioridades das crianças e familiares. Os 
pais são considerados parceiros, cooperadores do processo de 
desenvolvimento e aprendizagem de seus filhos. Participam em 
conjunto com os demais profissionais envolvidos da avaliação e 
planejamento do programa.
Programas de intervenção precoce, numa abordagem social 
e ecológica, visam promover o desenvolvimento de habilidades 
e competências por meio de atividades naturais, lúdicas, nas 
atividades de vida diária (AVD) e orientação e mobilidade. 
Valorizando a construção do conhecimento em grupo, através 
do brincar, em atividades de ação funcional em casa na escola e 
comunidade (GODOI, 2006 p.47).
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 9
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A organização do programa está voltada para momentos 
individuais de trabalho conjunto com a família para escuta, 
acolhida, avaliações, trocas de informações e orientações, e 
também para momentos de atividades em grupo, grupos de 
mães com suas crianças em situações lúdicas: brinquedo em 
sala, área livre, passeios; atividades de alimentação, higiene, 
orientação e mobilidade.
A observação e orientação em creches ou pré-escolas 
é importante, pois as crianças com múltiplas deficiências e 
com severas alterações de desenvolvimento geralmente têm 
necessidade de ter prolongado o período de intervenção até os 
cinco anos.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 10
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4. NECESSIDADES ESPECIFÍCAS DA PESSOA 
COM DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS
As crianças com qualquer deficiência, independentemente 
de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas ou emocio-
nais são crianças que têm necessidade e possibilidade de 
conviver, interagir, trocar, aprender, brincar e serem felizes, 
embora, algumas vezes, por caminhos ou formas diferentes. 
(G ODOI, 2006 p.14)
Estudantes com deficiências múltiplas apresentam diferenças 
em seu processo de desenvolvimento neuropsicomotor, na 
expressão da linguagem, na aprendizagem e no processo de 
adaptação social. Assim, estes estudantes precisarão ser assistidos 
na escola mediante suas potencialidades e necessidades 
específicas. 
As escolas devem estar atentas em possibilitar aos estudantes 
com deficiências múltiplas possibilidades de convivência social. 
Estudantes com deficiência múltipla, que não apresentam 
graves problemas motores, por exemplo, precisam aprender a 
usar as duas mãos. Isso para servir como tentativa de minorar as 
eventuais estereotipias motoras e pela necessidade do uso de 
ambas para o desenvolvimento de um sistema estruturado de 
comunicação (BOSCO, 2010).
Alguns estudantes com deficiências múltiplas podem 
apresentar dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou mesmo 
neurológicas, por isso, o processo de compreensão e emissão 
da comunicação estará prejudicado. Assim, recomenda-se 
disponibilizar ao estudante a aprendizagem de sistemas de 
comunicação alternativa e aumentativa, entre outras linguagens, 
que lhe possibilite a aquisição da linguagem e a expressão da 
comunicação.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 11
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Além disso, estudantes com deficiências múltiplas podem 
necessitar de auxílio na realização das atividades de vida diária, na 
locomoção, orientação postural. O que requer o uso, muitas vezes, 
de tecnologias assistivas, mobiliários adequados, programas de 
computadores para o desenvolvimento de atividades de ensino, 
acrescentando-se a necessidade de adequação de materiais 
e recursos utilizados em sala de aula como cadernos, lápis, 
borrachas, entre outros.
Para atender a necessidades especificas de aprendizagem de 
estudantes com deficiências múltiplas também serão necessárias 
adequações nas metodologias de ensino e no currículo 
escolar. Adotar como compromisso o respeito à diversidade 
e diferenças individuais, são fatores essenciais e capazes de 
atender às expectativas das famílias e necessidades específicas 
de aprendizagem desses estudantes (GODOI, 2006).
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 12
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5. ADAPTAÇÕES CURRICULARES
As Diretrizes da Educação Especial para a Educação Básica, 
em seu art. 8 inciso III, define que as escolas da rede regular de 
ensino devem prever e prover na organização de suas classes 
comuns flexibilizações e adaptações curriculares que considerem 
o significado prático e instrumental dos conteúdos básicos, 
metodologias de ensino e recursos didáticos diferenciados 
e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento 
dos estudantes que apresentam necessidades educacionais 
especiais, em consonância com o projeto pedagógico da 
escola. Neste aspecto, os termos flexibilizações e adaptações 
curriculares são apontados como medidas para possibilitar o 
acesso ao currículo da escola regular à pessoa com deficiência.
As adaptações curriculares constituem, pois, possibilidades 
educacionais de atuar frente as dificuldades de aprendiza-
gem dos estudantes. São respostas educativas que devem 
ser dadas pelo sistema educacional, de forma a favorecer 
todos os estudantes. Pressupõem que se realize a adapta-
ção do currículo regular, quando necessário, para torná-lo 
apropriado às peculiaridades dos estudantes com necessi-
dades especiais. Não se propõe unicamente um novo currí-
culo, mas um currículo dinâmico, alterável, passível de am-
pliação, para que atenda realmente a todos os estudantes. 
(PCN ADAPTAÇÕES CURRICULARES, 1998 p.33).
As Adaptações curriculares de grande porte visam propiciar a 
criação de condições físicas, ambientais e materiais ao estudante 
em sua unidade escolar; Adaptação do ambiente físico escolar; 
A aquisição do mobiliário específico necessário; A aquisição dos 
equipamentose recursos materiais específicos; A adaptação 
de materiais de uso comum em sala de aula; A capacitação 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 13
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continuada dos professores e demais profissionais da educação. 
Além disto, ações como a decisão político administrativa 
sobre o número máximo de estudantes que uma sala de aula 
deve comportar para garantir um bom trabalho de ensino em 
uma classe inclusiva, bem como a definição da sistemática de 
trabalho cooperativo entre professores da educação especial e 
regular. As ações de adaptações curriculares de grande porte se 
direcionam no sentido de possibilitar o acesso ao currículo da 
escola regular aos estudantes com necessidades educacionais 
especiais, em particular o estudante com deficiência. 
Em nível do projeto pedagógico das instituições escolares as 
adaptações priorizarão, principalmente, a organização escolar e a 
disponibilização de serviços de apoio. Propiciando as condições 
para que as demais adaptações que se façam necessárias 
possam também ser implementadas. Portanto, na proposta 
pedagógica da escola estará previsto a organização para o 
atendimento especializado, formas de avaliação diferenciadas, 
acompanhamento e articulação do trabalho pedagógico entre 
os diversos profissionais da instituição. Na proposta pedagógica 
se definirá os fundamentos da organização e estrutura escolar 
coerente com os propósitos de uma educação que inclua a todos 
no processo de aprendizagem. 
As adaptações no nível do currículo são realizadas pelo 
professor e destinam-se, principalmente, à programação 
das atividades da sala de aula. Direcionam a organização e os 
procedimentos didático-pedagógicos e destacam a forma 
como se dará a organização temporal dos componentes e dos 
conteúdos curriculares e a coordenação das atividades docentes, 
de modo que favoreça a efetiva participação e integração do 
estudante, bem como a sua aprendizagem. 
As adaptações curriculares a nível individualizado focalizam 
a atuação do professor na avaliação e no atendimento individual 
do estudante através da definição do nível de competência 
curricular do mesmo, bem como na identificação dos fatores 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 14
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que interferem no seu processo de ensino-aprendizagem. As 
adaptações têm o currículo regular como referência básica, 
adotam formas progressivas de adequá-lo, norteando a 
organização do trabalho consoante com as necessidades do 
estudante.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 15
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6. TECNOLOGIAS ASSISTIVAS
A inclusão de pessoas com deficiências múltiplas na escola 
perpassa, também, pela utilização de tecnologias assistivas 
que visem possibilitar a execução de determinadas tarefas e a 
melhoria da qualidade de vida das mesmas.
Tecnologia Assistiva é um termo utilizado para identificar 
todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para 
proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com 
deficiência e consequentemente promover vida independente 
e inclusão. (BERSCH &TONOLLI, 2006) “Para as pessoas sem 
deficiência a tecnologia torna as coisas mais fáceis. Para as 
pessoas com deficiência, a tecnologia torna as coisas possíveis”. 
(RADABAUGH, 1993 Apud BERSCH, 2017).
“Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, 
de característica interdisciplinar, que engloba produtos, 
recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que 
objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade 
e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou 
mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, 
qualidade de vida e inclusão social”. (BRASIL - SDHPR. – Comitê 
de Ajudas Técnicas – ATA VII)
Atualmente existe várias categorias de tecnologia assistiva ( 
BERSCH, 2017), vamos aqui destacar algumas delas:
• Auxílios para a vida prática e vida diária
Materiais e produtos que favorecem desempenho autônomo 
e independente em tarefas rotineiras como cozinhar, vestir-se, 
tomar banho e executar necessidades pessoais. São exemplos 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 16
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os talheres modificados, suportes para utensílios domésticos, 
roupas desenhadas para facilitar o vestir e despir, abotoadores, 
velcro, recursos para transferência, barras de apoio, etc.
• Comunicação aumentativa e alternativa 
Destinada a atender pessoas sem fala ou escrita funcional 
ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua 
habilidade em falar, escrever e/ou compreender. Recursos como 
as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica 
(BLISS, PCS e outros), letras ou palavras escritas, são utilizados 
pelo usuário da CAA para expressar suas questões, desejos, 
sentimentos, entendimentos. A alta tecnologia dos vocalizadores 
(pranchas com produção de voz) ou o computador com 
softwares específicos e pranchas dinâmicas em computadores 
tipo tablets, garantem grande eficiência à função comunicativa.
• Recursos de acessibilidade ao computador
Conjunto de hardware e software especialmente idealizado 
para tornar o computador acessível a pessoas com privações 
sensoriais (visuais e auditivas), intelectuais e motoras. Inclui 
dispositivos de entrada (mouses, teclados e acionadores 
diferenciados) e dispositivos de saída (sons, imagens, informações 
táteis).
• Sistemas de controle de ambiente
Através de um controle remoto as pessoas com limitações 
motoras, podem ligar, desligar e ajustar aparelhos eletro-
eletrônicos como a luz, o som, televisores, ventiladores, 
executar a abertura e fechamento de portas e janelas, receber 
e fazer chamadas telefônicas, acionar sistemas de segurança, 
entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e 
arredores.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 17
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• Adequação postural
Um projeto de adequação postural diz respeito à seleção de 
recursos que garantam posturas alinhadas, estáveis, confortáveis 
e com boa distribuição do peso corporal
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 18
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7. IDENTIFICAÇÃO E INTERVENÇÃO 
PEDAGOGICA
A implementação de práticas pedagógicas inclusivas na 
escola de educação básica requer adequações de seu projeto 
pedagógico, no sentido de nele delimitar as especificidades do 
processo de efetivação da inclusão na instituição. Definindo 
ações e responsabilidades de todos os agentes envolvidos no 
processo educacional inclusivo. Prevendo adaptação curricular 
e avaliativa para aqueles alunos que dela necessitem.
 As manifestações de dificuldades de aprendizagem 
na escola apresentam-se como um fator contínuo, desde 
situações leves e transitórias que podem se resolver no curso do 
trabalho pedagógico até situações mais graves e persistentes 
que requerem o uso de recursos especiais para a sua solução. 
Atender a essa sucessão de dificuldades exige respostas 
educacionais adequadas que envolvam gradual e progressiva 
adaptação do currículo. Ajustes no conteúdo e/ou na forma 
de sua apresentação podem ser necessários e devem levar em 
consideração as condições de aprendizagem do aluno com 
deficiências múltiplas verificadas na sua avaliação de ingresso e 
nas avaliações permanentes. O aluno pode ter sua capacidade 
cognitiva totalmente preservada e ser capaz de acompanhar a 
explicação de um determinado conteúdo da mesma maneira 
que o restante da classe, mas não ser capaz de revelar a retenção 
deste conteúdo através dos meios normalmente utilizados. Neste 
caso formas alternativas de demonstrar esta apreensão devem 
lhe ser disponibilizadas. Às vezes são necessárias adaptações em 
alguns conteúdos que o aluno apresente maior dificuldade de 
apreensão, são os casos, por exemplo, das abstrações. É sempre 
a partir dos recursos cognitivos do aluno que devem ser traçados 
objetivos que ele deverá cumprir e sobreos quais será avaliado. 
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 19
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Para diminuir ou eliminar as dificuldades é preciso sempre 
procurar um recurso alternativo através do qual o aluno possa 
expressar o que sabe e como utiliza o seu conhecimento. Deve-
se propor atividades abertas, diversificadas, isto é, atividades que 
possam ser abordadas por diferentes níveis de compreensão 
e de desempenho dos alunos. Debates, pesquisas, registros 
escritos, falados, observação e vivências em grupo são alguns 
processos pedagógicos possíveis nessa perspectiva. Assim, o 
professor, então, desempenhará o seu papel formador, que não 
se restringe a ensinar somente a uma parcela dos alunos que 
conseguem atingir o desempenho exemplar esperado pela 
escola. Ele ensina a todos, indistintamente. (Santos, 2010 p.14).
Quanto às condições de acesso ao currículo, outras questões 
também devem ser observadas, tais como, as adaptações 
arquitetônicas necessárias para que o ambiente da instituição 
escolar seja acessível. Não deverá haver barreiras arquitetônicas 
que possam dificultar o acesso de alunos usuários de cadeiras 
de rodas ou com locomoção reduzida, por exemplo. É preciso 
que todos possam usar o mobiliário (cadeiras, mesas, balcões, 
bebedouros, quadros de avisos, equipamentos etc), se 
movimentar por todo o edifício (entrada principal, salas de aula, 
sanitários, pátios, quadras, parques, bibliotecas, laboratórios, 
lanchonetes, etc) e pela vizinhança. Isso significa que o entorno 
da escola também será um ponto de análise. 
 Pensar em adequação curricular significa considerar o 
cotidiano das escolas, levando-se em conta as necessidades e 
capacidades dos seus alunos e os valores que orientam a prática 
pedagógica. Para os alunos com deficiências múltiplas essas 
questões têm um significado particularmente importante, tendo 
em vista que para que estes tenham igualdade de oportunidades 
na realização da aprendizagem do currículo é necessário que 
a escola, os sistemas de ensino, o poder público se organizem 
viabilizando respostas que contemplem a verdadeira inclusão 
dos mesmos na gestão de recursos humanos e materiais, na 
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gestão dos currículos, nos espaços, na constituição de turmas, 
nos horários, nas ações de formação e sensibilização da 
comunidade escolar.
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8. ATENDIMENTO EDUCACIONAL 
ESPECIALIZADO
O atendimento educacional especializado (AEE) é um serviço 
pedagógico complementar da Educação Especial que identifica, 
elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que 
eliminem ou amenizem as barreiras para a plena participação dos 
estudantes com deficiência, considerando suas necessidades 
específicas (Decreto nº 76611/201). Visa, entre outras coisas dá 
suporte aos estudante com deficiência no processo de inclusão 
plena na escola de ensino regular. 
Assim, os objetivos deste atendimento serão atender alunos 
com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas 
habilidades ou superdotação; subsidiar a ação pedagógica do 
professor da classe regular, orientando o emprego de estratégias 
e/ou recursos diferenciados para suprir as necessidades 
educacionais.
No AEE se disponibiliza o ensino de linguagens e de 
códigos específicos de comunicação e sinalização, o ensino e 
aplicação de tecnologia assistivas. O professor do AEE adequa 
e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as 
necessidades específicas dos alunos. Além disto, o AEE deve 
se articular com a proposta da escola comum, embora suas 
atividades se diferenciem das realizadas naquelas salas.
O AEE é realizado no período inverso ao da classe comum 
frequentada pelo aluno e, preferencialmente, na própria escola 
desse aluno, na sala de recursos multifuncionais.
São os professores especializados os responsáveis pelo 
Atendimento Educacional Especializado, tendo por função a 
provisão de recursos para acesso ao conhecimento e ambiente 
escolar aos estudantes com deficiência. Caberá a estes articular 
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o serviço de atendimento individualizado ao estudante com 
deficiências múltiplas, prover adequações em materiais e recursos 
para atender a estes estudantes, viabilizar formação e disseminar 
conhecimento sobre as necessidades de aprendizagem dos 
mesmos a toda a comunidade escolar. Elaborar estudo de caso e 
plano de atendimento educacional especializado. Orientar as famílias 
quanto a utilização de recursos de tecnologia assistiva, dentre outros 
recursos de acessibilidade utilizados com os estudantes. Atuando 
na provisão de recursos, equipamentos e estratégias educacionais 
focadas nas necessidades de aprendizagem.
O Atendimento Educacional Especializado é um serviço 
essencial. Visa prover recursos e estratégias que auxiliem os 
estudantes com deficiências múltiplas na aprendizagem, no acesso 
ao currículo e permanência na escola é um direito da pessoa com 
deficiência múltipla e cabe aos sistemas de ensino e escola garantir 
este direito. Conhecer sobre deficiências múltiplas é o primeiro 
passo neste sentido.m
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 23
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REFERÊNCIAS 
BRASIL. Constituição Federal, 1988.
_______. Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação Nacional. Nº9394/1996.
_______. Decreto Nº 7611/2011. 
Dispõe sobre a Educação Especial e o 
Atendimento educacional especializado
_______. Decreto nº. 5.296 de 2 de 
dezembro de 2004 – DOU de 3/12/2004. 
Disponível:http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/_
Ato20042006/2004/Decreto/D5296.htm#art70
_______. Ministério da Educação. Secretaria 
de Educação Especial. Diretrizes curriculares 
nacionais para a Educação Especial, 1998.
________. Ministério da Educação. Secretaria 
de Educação Especial. Diretrizes curriculares 
nacionais para a Educação Especial, 1998. 
________. Secretaria de Educação Fundamental. 
Parâmetros curriculares nacionais: Adaptações 
Curriculares / Secretaria de Educação 
Fundamental. Secretaria de Educação 
Especial. – Brasília : MEC /SEF/SEESP, 1998.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 24
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BOSCO, Ismênia Carolina Mota Gomes. A educação 
especial na perspectiva da inclusão escolar: surdo 
cegueira e deficiências múltiplas. Brasília: Ministério 
da Educação, Secretaria de Educação Especial. 
Fortaleza, Universidade Federal do Ceará, 2010.
BERSCH, Rita. Introdução à tecnologia 
Assistiva. Porto Alegre, RS, 2017.
GODÓI, Ana Maria de (Org). Educação infantil 
: saberes e práticas da inclusão : dificuldades 
acentuadas de aprendizagem : deficiência 
múltipla. [4. ed.]– Associação de Assistência à 
Criança Deficiente – AACD... [et. al.]. – Brasília 
: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006.
INSTITUTO DE TECNOLOGIA SOCIAL. 
Tecnologias Assistivas na escola. 2008.
MEC, SEESP. Atendimento Educacional 
Especializado deficiência física. Carolina 
R. Schirmer;Nádia Browning; Rita Bersch; 
Rosângela Machado. Brasilía, 2007.
MEC. Projeto escola viva. Garantindo o 
acesso e permanência de todos os alunos na 
escola -Alunos com necessidades educacionais 
especiais, Brasília: Ministério da Educação, 
Secretaria de Educação Especial, 2000.
Educação Especial de Deficientes Múltiplos 25
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SANTOS, Maria Terezinha da Consolação Teixeira dos. 
O projeto político pedagógico, autonomia e gestão 
democrática. In:A educação especial na perspectiva 
da inclusão escolar: a escola comum inclusiva/ 
Edilene Aparecida Ropoli...[et.al.]-Brasília: ministério 
da educação, Secretaria de Educação Especial, 
Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010. p.11-20
SILVA, Yara Cristina Romano. Deficiência múltipla: 
conceito e caracterização. Anais Eletrônico VIIII 
EPCC– Encontro Internacional de Produção 
Científica Cesumar. CESUMAR – Centro Universitário 
de Maringá. Editora CESUMAR Maringá – Paraná, 2011.
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Desenho Instrucional: Veronica Ribeiro
Supervisão Pedagógica: Laryssa Campos
Revisão pedagógica: Bruno Campos 
Design editorial/gráfico: Lucas Pimentel
2021
	Sumário
	Introdução
	1. VAMOS FALAR SOBRE INCLUSÃO?
	2. CONCEITUANDO DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS
	3. estimulação precoce
	4. necessidades especifícas da pessoa com deficiências múltiplas
	5. adaptações curriculares
	6. tecnologias assistivas
	7. identificação e intervenção pedagogica
	8. atendimento educacional especializado
	Referências 
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