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Moldagem Funcional em Prótese Total
A moldagem funcional deve ser dividida em duas fases
distintas, mas que se complementam: vedamento periférico
que deve ser realizado com godiva em bastão, cera ou
silicona densa; e a moldagem funcional propriamente dita,
que é quando o material entre em contato com a área basal,
portanto deve-se utilizar um material de boa reprodutibilidade.
Outros nomes: “segunda moldagem”, “moldagem de
trabalho”, “moldagem corretiva”, “moldagem secundária” e
“moldagem final”
1. MOLDEIRAS INDIVIDUAIS
- O principal objetivo do seu uso está na determinação
do limite de área chapeável.
- Um bom vedamento periférico reduz significativamente
o afluxo de alimento durante a mastigação.
- Seja construída o mais adaptada possível sobre o
modelo anatômico para manter os tecidos no mesmo
lugar.
- Pequenos alívios em áreas retentivas para ajudar na
remoção do modelo de trabalho.
Lara Fernanda
Figura 1. Podem ser feitos alivios com lâminas de cera 7 ou 9, nas regiões
com partes flácidas na mucosa.
- Devem ter cabo para ajudar na manipulação e ajudam
a conferir grau de retenção e estabilidade.
- A moldeira deve ser rígida para não deforma
independente do material.
Os materiais mais utilizados são:
1. Resina acrílica autopolimerizável
2. Resina acrílica termopolimerizável
3. Resina composta fotopolimerizável
4. Placas de poliestireno
2.1 Resina acrílica autopolimerizável
- Bons resultados, a dificuldade é manter ela adaptada
até a presa, quando o efeito exotérmico reduz.
- Como a polimerização continua após a presa, ainda
sim podem ter alterações significativas em até 24h.
2.2 Resina acrílica termopolimerizável
- Melhor adaptada nos rebordos, em especial nos
inferiores.
- Pode ser obtida por meio do processo de inclusão em
mufla.
- Outra vantagem é a translucidez conseguida no
processo de polimerização.
2.3 Resina composta fotopolimerizável
- Moldeiras adaptadas e estáveis.
- Uso de lâmina de resina fotopolimerizável em uma
caixa de luz especialmente fabricada para isso.
2. 4 Placa de poliestireno
- Devem ter uma espessura de 3mm.
- Feitas em máquinas plastificadoras a vácuo.
- Cabos fixados com resina após confecção da
moldeira.
2. VEDAMENTO PERIFÉRICO
O vedamento periférico é a primeira etapa da
moldagem funcional, consistindo na colocação de um
material de moldagem somente nas bordas da moldeira
individual. Ele permite que os tecidos estabeleçam relações
de contato com o material de moldagem, modelando-o de
acordo com as necessidades funcionais.
Objetivo: promover o íntimo contato das bordas da
prótese com os tecidos e permitir a formação de bordas
arredondadas, melhorando o conforto da futura prótese e
também sua retenção.
O material mais comumente utilizado para este
procedimento é a godiva em bastão, mas outros também têm
sido propostos como a cera utilidade, resinas termoplásticas,
siliconas pesadas e pastas de óxido de zinco e eugenol.
→ A godiva de baixa fusão tem sido utilizada
tradicionalmente na confecção de selado periférico.
Vantagens:
• Boa adesão à moldeira;
• Pequena viscosidade quando plastificada e rigidez após
resfriamento;
• Boa Estabilidade dimensional à temperatura bucal e
ambiente;
• Pode-se acrescentar ou remover mais godiva sobre a já
existente quando necessário;
• A moldeira pode ser removida da boca a qualquer momento;
• Caso haja falha na moldagem com o material principal, é
possível removê-lo preservando a godiva do selado.
Desvantagens:
• Risco de queimar o paciente com a godiva plastificada
• Maior tempo gasto quando comparado com a cera utilidade.
• A técnica é mais sensível, o que exige mais atenção e
empenho do profissional.
→ Remoção de irregularidades e excessos.
O teste da retenção global é realizado pela tração da
moldeira verticalmente. O teste do selado posterior e anterior
é feito por leves toques no cabo da moldeira, por lingual ou
palatina e por vestibular respectivamente.
Caso a moldeira seja deslocada com facilidade em
algum dos testes —> correção antes de prosseguir para a
moldagem da área basal.
3. MOLDAGEM DA ÁREA BASAL / MOLDAGEM
FUNCIONAL
A moldagem da área basal tem como objetivo copiar
com detalhes a superfície de suporte dos rebordos superior e
inferior.
Materiais utilizados: A escolha deverá levar em
consideração o domínio da técnica pelo profissional e o
conforto do paciente.
→ Após a inserção do material de moldagem na boca, toda a
movimentação realizada para a moldagem de bordo, deve ser
repetida.
OBS: Se usar pasta zinco enólica:
- usar vaselina para proteger uma possível barba e/ou
bigode do paciente.
Teste de retenção e avaliação final da moldagem
Retenção: o molde não deverá deslocar ao se tocar o
cabo colocando uma força de cima para baixo (avaliação do
selado anterior) e nem no sentido contrário (avaliação do
selado posterior).
Suporte: é feita por pressão sobre a moldeira na
região central dos rebordos alternando-se os lados e
verificando se há deslocamento do lado oposto.
Estabilidade: é necessário pressionar o cabo da
moldeira lateralmente, devendo haver o mínimo de
movimentação.
Dicagem ou Debrum de cera
Com o objetivo de preservar a anatomia obtida no
vedamento periférico, utiliza- se cera utilidade em toda a
periferia do molde, a aproximadamente 3 mm da borda. Uma
espátula aquecida é usada para fixar a cera ao modelo.
Desinfecção do molde
O molde deverá ser lavado em água corrente e,
posteriormente, desinfetado em uma solução de glutaraldeído
a 2% por 10 minutos por arsperção ou imersão em recipiente
fechado.
Glutaraldeído → por ser um material que, para o tempo
recomendado, não causa dano à superfície dos moldes.
O hipoclorito de sódio é contraindicado para
desinfecção de moldes com a pasta de óxido de zinco e
eugenol devido a sua incompatibilidade.
OBS: O vazamento deverá ser realizado com gesso especial
(Tipo IV) na proporção recomendada pelo fabricante,
geralmente em torno de 19 a 21 ml de água para cada 100g
de gesso.

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