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CÂNCER DE MAMA
CURSO: ENFERMAGEM – 5º e 6º Períodos
DOCENTE: Enf. Sanitarista VANESSA MARTINS
POLO: SALGUEIRO-PE
CÂNCER DE MAMA
• O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes
da Silva (INCA), em acordo com o Ministério da
saúde, alerta que o câncer de mama é o tipo mais
incidente na população feminina mundial e brasileira.
É uma das principais causas de morte por câncer em
países desenvolvidos e em desenvolvimento.
CÂNCER DE COLO 
DO ÚTERO
CURSO: ENFERMAGEM – 5º e 6º Períodos
DOCENTE: Enf. Sanitarista VANESSA MARTINS
POLO: SALGUEIRO-PE
CÂNCER DE COLO DO 
ÚTERO
• Afecção progressiva iniciada com transformações
intraepiteliais progressivas;
• Podem evoluir para um processo invasor no período
que varia de 10 a 20 anos.
• Lesões pré-invasivas (pré-malignas), que levam
muitos anos para se desenvolver Neoplasia
Intraepitelial Cervical (NIC).
CÂNCER DE COLO DO 
ÚTERO
• NIC I - desordenação → camadas mais basais do
epitélio estratificado (1/3 proximal da membrana) →
neoplasia intraepitelial cervical grau I (lesões de baixo
grau);
• NIC II - se a desordenação → 2/3 proximais da
membrana → neoplasia intraepitelial cervical grau II
(lesões de alto grau);
• NIC III - na neoplasia intraepitelial cervical grau III
(lesões de alto grau), o desarranjo é observado em
todas as camadas, SEM ROMPER a membrana basal.
CÂNCER DE COLO DO 
ÚTERO
• A NIC I, por ter maior probabilidade de regressão
ou persistência do que progressão, não é
considerada uma lesão precursora do câncer do
colo do útero.
• Quando as alterações celulares se tornam mais
intensas; e no grau de desarranjo, as células invadem
o tecido conjuntivo do colo do útero abaixo do
epitélio temos o CARCINOMA INVASOR (tumor
maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial).
• Para chegar a câncer invasor, a lesão não precisa,
obrigatoriamente, passar por todas essas etapas
(NIC I até NIC III).
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DO 
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
• doença de crescimento lento e silencioso;
• existe uma fase pré-clínica, sem sintomas, com
transformações intra epiteliais progressivas importantes,
que a detecção de possíveis lesões precursoras é por
meio da realização periódica do exame preventivo do
colo do útero;
• progride lentamente, por anos, antes de atingir o estágio
invasor da doença, quando a cura se torna mais difícil, se
não impossível, nessa fase, os principais sintomas são
sangramento vaginal, corrimento e dor.
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DO 
CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
• Sintomas do Estágio Invasor
sangramento vaginal (espontâneo, após o coito ou
esforço);
leucorreia;
dor pélvica;
podem estar associados com queixas urinárias ou
intestinais nos casos mais avançados.
CÂNCER DE COLO DO 
ÚTERO
FATORES DE RISCO
 infecção pelo Papilomavírus Humano – HPV;
Início precoce da atividade sexual;
Multiplicidade de parceiros sexuais;
Tabagismo;
Baixa condição socioeconômica;
Imunossupressão;
Uso prolongado de contraceptivos orais. (?)
ATENÇÃO!
 99% das mulheres com câncer do colo do útero
apresentam HPV. Os principais tipos de HPV
oncogênicos são 16 e 18, que correspondem a 70%
dos casos. A prevenção primária do câncer do colo
do útero está relacionada principalmente à
diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus
Humano (HPV). O que inclui o uso da vacina e uso
de preservativo. Também é considerada prevenção
primária o combate ao tabagismo. Entretanto, a
mulher que recebe a imunização contra o HPV não
está liberada da realização do exame
citopatológico.
PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
 Diagnóstico Precoce;
 Rastreamento.
VACINA HPV
• 0,5 ml, IM, 2 doses (0 e 6 meses);
• meninas de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias;
• meninos de 11 a 14 anos, 11 meses e 29 dias;
• Pessoas com HIV/Aids e imunodeprimidos, entre 9 e 26
anos. (3 doses/0, 2 e 6 meses).
VACINA HPV
• OBSERVAÇÃO 1
A vacina HPV é indicada às pessoas com baixa imunidade:
transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou
pacientes oncológicos. Indicada para homens e mulheres de
9 a 26 anos, com 3 doses, mediante a apresentação de
prescrição médica.
• OBSERVAÇÃO 2
A vacina HPV também é recomendada para homens e
mulheres de 9 a 26 anos, que vivem com HIV/Aids, com 3
doses, mediante a apresentação de prescrição médica.
VACINA HPV
• OBSERVAÇÃO 3
 Contraindicada durante a gestação.
EXAME CITOPATOLÓGICO 
• É um teste realizado para detectar alterações nas células
do colo do útero que possam predizer a presença de
lesões precursoras do câncer ou do próprio câncer. É a
principal estratégia para detectar lesões precocemente.
• Este exame também é chamado de esfregaço
cervicovaginal, colpocitologia oncótica cervical, exame
de Papanicolau, “exame de lâmina” ou simplesmente
“preventivo do colo do útero”.
EXAME CITOPATOLÓGICO 
• Essa é a principal estratégia para detectar lesões
precocemente, fazer o diagnóstico da doença em
seus estágios iniciais antes que a mulher tenha
sintomas.
COLETA DO MATERIAL PARA O EXAME 
CITOPATOLÓGICO
• O exame preventivo é simples e rápido.
• Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que
diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for
realizado com boa técnica e de forma delicada.
• Toda mulher entre 25 e 64 anos que tem ou já teve vida
sexual deve submeter-se ao exame preventivo periódico.
COLETA DO MATERIAL PARA O EXAME 
CITOPATOLÓGICO
• A coleta → realizar uma amostra da
parte externa, a ectocérvice;
• A coleta da parte interna, a
endocérvice, não deve ser realizada
nas gestantes;
• É introduzido um especulo vaginal e
procede-se à escamação ou esfoliação
da superfície externa do colo por
meio de uma espátula de madeira
(espátula de Ayre).
COLETA EM GRÁVIDAS
pode ser feita em qualquer período da gestação,
preferencialmente até o 7º mês;
a coleta deve ser feita com a espátula de Ayre;
em regra, não se deve usar escova de coleta
endocervical.
 O Protocolo da Atenção Básica: Saúde das Mulheres (2016)
trouxe uma exceção para coleta da região da endocervical
em gestante; mulheres com vínculo frágil ao serviço e/ou
não aderentes ao programa de rastreamento, o momento da
gestação se mostra como valiosa oportunidade para a coleta
do exame, devendo, portanto, ser completa.
CUIDADOS A SEREM TOMADOS ANTES DA COLETA DO
CITOPATOLÓGICO
Evitar uso de lubrificantes, espermicidas ou
medicamentos vaginais por 48 horas antes da coleta, pois
essas substâncias recobrem os elementos celulares
dificultando a avaliação microscópica, prejudicando a qualidade
da amostra para o exame citopatológico;
Evitar exame de USG vaginal nas 48 horas antes da
coleta devido ao conteúdo do gel para introduzir o
transdutor;
O exame não deve ser feito no período menstrual, pois
a presença de sangue pode prejudicar o diagnóstico
citopatológico. Deve-se aguardar o 5º dia após o término da
menstruação. Porém, o Protocolo da Atenção Básica: Saúde das
Mulheres (2016) informa que se for a única oportunidade deve
ser colhido e aplicar ácido acético.
OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES 
SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO
Abstinência sexual e o exame citopatológico:
embora usual, a recomendação de abstinência sexual
prévia ao exame só é justificada quando são
utilizados preservativos com lubrificante ou
espermicidas.
Climatério e pós-menopausa: devem ser rastreadas
segundo as recomendações para as demais
mulheres. Na eventualidade de o laudo do exame
citopatológico mencionar dificuldade diagnóstica
decorrente de atrofia, realizar estrogenização.
OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES 
SOBRE O EXAME CITOPATOLÓGICO
IMUNOSSUPRIMIDAS: é parte deste grupo: mulheres
infectadas pelo vírus HIV, imunossuprimidas por transplante
de órgãos sólidos, em tratamentos de câncer e em uso
crônico de corticosteroides.
O exame citopatológico deve ser realizado após o início da
atividade sexual, com intervalos semestrais no primeiro ano
e, se normais, manter seguimento anualenquanto se
mantiver o fator de imunossupressão.
Em mulheres HIV positivas com CD4+ < de 200
células/mm³, deve ter priorizada a correção dos níveis de
CD4+ e, enquanto isso, deve ter o rastreamento citológico
a cada seis meses.
SÃO CONSIDERADOS RESULTADOS ANORMAIS
DO CITOPATOLÓGICO:
• atipias de significado indeterminado;
• lesão intraepitelial de baixo grau;
• lesão intraepitelial de alto grau;
• lesão intraepitelial de alto grau, não podendo excluir
microinvasão;
• carcinoma epidermoide invasor;
• adenocarcinoma in situ ou invasor.
Segue recomendações da realização do exame
citopatológico em mulheres histerectomizadas,
conforme disposições do Protocolo da Atenção
Básica: Saúde das Mulheres (2016):
• Em caso de histerectomia subtotal (com
permanência do colo do útero), deve seguir rotina de
rastreamento.
• Em caso de histerectomia total: não se faz mais
rastreamento, pois a possibilidade de encontrar lesão
é desprezível.
EXCEÇÃO
Se a histerectomia foi realizada como tratamento de
câncer de colo do útero ou lesão precursora (ou
foram diagnosticados na peça cirúrgica), seguir o
protocolo de controle de acordo com o caso (lesão
precursora - controles cito/colposcópicos semestrais
até dois exames consecutivos normais; câncer invasor
– controle por cinco anos (trimestral nos primeiros
dois anos e semestral nos três anos seguintes); se
controle normal, citologia de rastreio anual.
TRATAMENTO DO CÂNCER DO 
COLO DO ÚTERO
• cirurgia;
• radioterapia externa ou braquiterapia (radioterapia
intravaginal);
• quimioterapia;
• cuidados paliativos.
A Lei 12.732/2012 nos mostra que o direito de iniciar o
tratamento para neoplasia maligna é de até 60 dias.

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