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Prévia do material em texto

Autora: Profa. Solange Maria Sanches Gervai
Colaboradoras: Profa. Cielo Griselda Festino
 Profa. Christiane Mazur Doi
Produção e Revisão de 
Texto em Língua Inglesa
Professora conteudista: Solange Maria Sanches Gervai
Graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo. Mestre e doutora em Linguística Aplicada e Estudos da 
Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora titular da Universidade Paulista (UNIP). Atua como 
docente em cursos presenciais de graduação e pós-graduação e na modalidade a distância.
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
G386p Gervai, Solange Maria Sanches.
Produção e Revisão de Texto em Língua Inglesa / Solange Maria 
Sanches Gervai. – São Paulo: Editora Sol, 2022.
132 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.
1. Gramática. 2. Produção. 3. Revisão. I. Título.
CDU 802.0-5
U515.74 – 22
Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Profa. Sandra Miessa
Reitora em Exercício
Profa. Dra. Marilia Ancona Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Profa. Dra. Marina Ancona Lopez Soligo
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Claudia Meucci Andreatini
Vice-Reitora de Administração
Prof. Dr. Paschoal Laercio Armonia
Vice-Reitor de Extensão
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades do Interior
Unip Interativa
Profa. Elisabete Brihy
Prof. Marcelo Vannini
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Prof. Ivan Daliberto Frugoli
 Material Didático
 Comissão editorial: 
 Profa. Dra. Christiane Mazur Doi
 Profa. Dra. Angélica L. Carlini
 Profa. Dra. Ronilda Ribeiro
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista
 Profa. Deise Alcantara Carreiro
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Ricardo Duarte
 Kleber Souza
Sumário
Produção e Revisão de Texto em Língua Inglesa
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 A ESCRITA COMO PROCESSO COMUNICATIVO E CULTURAL ........................................................ 12
2 DIFERENTES ESTRATÉGIAS E PROCEDIMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE TEXTOS ...........14
2.1 Diferentes estratégias e procedimentos de leitura ................................................................. 17
2.2 Diferentes estratégias e procedimentos de escrita ................................................................ 27
3 PADRÕES ESTILÍSTICOS: DA ORALIDADE À ESCRITA ......................................................................... 38
4 O PAPEL DA REVISÃO DA ESCRITA COMO PROCESSO ..................................................................... 50
Unidade II
5 ANÁLISE DE GÊNEROS DISCURSIVOS ..................................................................................................... 69
5.1 Gêneros textuais ................................................................................................................................... 73
6 COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL EM LÍNGUA INGLESA: LINKING WORDS .............................. 87
7 GRAMÁTICA BÁSICA DA LÍNGUA INGLESA PARA A PRODUÇÃO DE TEXTOS .......................... 95
7.1 Verb tenses .............................................................................................................................................. 95
7.1.1 Simple present ........................................................................................................................................ 97
7.1.2 Simple past ............................................................................................................................................... 99
7.1.3 Simple future ........................................................................................................................................103
7.1.4 Present perfect .......................................................................................................................................105
7.1.5 Past perfect ............................................................................................................................................106
7.2 Progressive aspect ..............................................................................................................................106
7.2.1 Present continuous ..............................................................................................................................106
7.2.2 Past continuous .....................................................................................................................................108
7.2.3 Future continuous .................................................................................................................................111
8 VOCABULÁRIO BÁSICO EM GÊNEROS ESPECÍFICOS .......................................................................113
8.1 Atividades com gêneros específicos ..........................................................................................117
7
APRESENTAÇÃO
Neste material, você encontrará os conteúdos pertinentes à disciplina Produção e Revisão de 
Texto em Língua Inglesa. Trataremos de diversas questões relacionadas às práticas de leitura de textos 
autênticos e produção textual, tendo como ponto de partida a identificação e o estudo dos tipos de 
texto e suas implicações semânticas e comunicacionais.
Vamos analisar diversos gêneros textuais, que poderão auxiliar o seu trabalho futuro. É importante 
refletir sobre o processo da escrita: estrutura, tema, vocabulário, gramática e tecnologias envolvidas. 
Assim, nosso objetivo geral será ajudá-lo a produzir textos em língua inglesa de forma consciente e com 
base em textos autênticos.
Mais especificamente, buscaremos desenvolver a habilidade de produzir textos de vários 
gêneros na língua inglesa, com propostas práticas de escrita na língua estrangeira, focalizando suas 
adequações constituintes.
Para finalizar, queremos reforçar que analisaremos questões importantes de gramática básica e 
vocabulário, elementos fundamentais para a construção de determinados gêneros, com especial olhar 
para as palavras que exercem função de coesão e coerência textual. 
Assim, cabe lembrá-lo que a disciplina visa promover ações que fomentem mais oportunidades de 
autonomia e aprendizagem da escrita.
Animado(a)? Então, mãos à obra!
INTRODUÇÃO
Como apontado na apresentação, o objetivo deste livro-texto é ajudá-lo a refletir sobre os desafios 
da produção escrita no mundo contemporâneo, contribuindo com a aprendizagem de boas estratégias 
para desenvolver determinados textos. 
Para tanto, buscaremos apresentar elementos que o tornem mais autônomo e capaz de produzir 
bons textos, de acordo com as suas necessidades e seus propósitos comunicativos.
Por isso, vamos refletir sobre a questão da função comunicativa, dos propósitos de cada produção 
escrita, e voltar o nosso olhar para nossos modos de agir. O que fazemos quando temos de escrever? 
Quais são nossos objetivos específicos? Quais procedimentos são os mais adequados? Você já parou para 
pensar nisso?
Os gêneros discursivos são a base de nossa comunicação. Sejam eles orais ou escritos, estão sempre 
presentes em um contexto de cultura e em uma situação de comunicação específica. Você já se 
perguntou: com quem estou me comunicando? O que quero alcançar? Quem são os meus leitores?
8
Portanto, para fazer essa trajetória de reflexãoe construção de conhecimento, você tem em seu 
poder este material, que está dividido em duas unidades didáticas distintas, porém complementares. 
Cada uma delas apresenta uma particularidade do tema proposto, tendo em vista facilitar seu percurso 
dentro desse campo tão importante. O ato de escrever bem pode ser uma arte, mas também pode ser 
aprendido e melhorado a cada dia, tanto na sua língua materna como na língua estrangeira.
Assim, com esse propósito em mente, organizamos este livro-texto da seguinte maneira:
• Unidade I:
— A escrita como processo comunicativo e cultural.
— Diferentes estratégias e procedimentos para o desenvolvimento de textos.
— Padrões estilísticos: da oralidade à escrita.
— O papel da revisão da escrita como processo.
• Unidade II: 
— Análise de gêneros discursivos.
— Coesão e coerência textual em língua inglesa: linking words.
— Gramática básica da língua inglesa para a produção de textos. 
— Vocabulário básico em gêneros específicos.
As competências que objetivamos alcançar com a disciplina são: 
• reflexão analítica e crítica sobre a linguagem como fenômeno psicológico, educacional, social, 
histórico, cultural, político e ideológico;
• conhecimento específico de estrutura gramatical e semântica e de variedades linguísticas e 
culturais da língua portuguesa e da língua inglesa;
• desenvolvimento das competências de leitura, escritura e produção escrita em língua estrangeira;
• consciência de como o professor ou o tradutor, de língua portuguesa e estrangeira, explora a 
gramática do texto em detrimento da gramática da frase;
• domínio do padrão culto da língua materna e da língua estrangeira, mas também capacidade de 
identificação e uso das variedades da língua portuguesa e estrangeira, em diferentes contextos;
9
• uso da linguagem verbal e não verbal na modalidade escrita.
Aproveite a leitura do livro-texto e não deixe de buscar as indicações da seção “saiba mais” para 
aprimorar seus conhecimentos.
Boa jornada!
11
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Unidade I
Nesta unidade, a intenção principal é analisar a escrita enquanto processo comunicativo e a maneira 
como nossa consciência sobre os procedimentos, objetivos e estratégias influencia nossa comunicação 
escrita. Buscaremos olhar para a escrita como advento cultural e social, refletindo sobre os paradigmas 
que podem nortear nossas ações enquanto escritores em língua materna e estrangeira, sem deixar de 
olhar para a ação de escrever como algo que pode ser aprendido e melhorado.
Para iniciar nosso estudo, gostaria que você aluno(a) se perguntasse: ao ler um texto em português, 
como um folheto informativo, uma reportagem numa revista ou uma seção de classificados num jornal, 
você lê todas as palavras? A resposta deve ser não, não é?
Ler em língua inglesa é como fazê-lo em nossa própria língua. Isso significa que não é necessário 
entender todas as palavras. Lembre que as habilidades de leitura necessárias para entender um texto são 
basicamente as mesmas em qualquer língua.
Além disso, em cada leitura que fazemos, temos um objetivo diferente. Portanto, os procedimentos 
usados serão distintos. Talvez, no caso do classificado, uma palavra desconhecida seja importante e o 
contexto do texto não ajude a inferir o sentido. O que fazer então? Uma opção é ir a um site de busca, 
procurar a palavra com o objetivo de ver os diversos significados e escolher o que for mais adequado 
para o contexto. Você faz isso?
A inferência ou a busca do significado, quando necessário, são algumas estratégias, manobras ou 
estratagemas para alcançar um objetivo ou resultado específico que usamos em nosso dia a dia, sem 
muitas vezes nos dar conta de que estamos sendo estratégicos.
A utilização de estratégias é importante para sermos leitores e escritores mais proficientes. Dessa 
maneira, antes de apresentar as estratégias de leitura e escrita, deixamos aqui algumas dicas para você 
aprimorar sua competência em língua inglesa: 
• Fixe um objetivo para cada ação de leitura ou escrita. Reserve, pelo menos, cinco minutos do seu 
dia para ler algo do seu interesse em inglês. Isso ajudar a ampliar o seu repertório.
• Observe o formato do texto. Verifique qual é o gênero discursivo (artigo, bula, notícia). Pergunte-se: 
é igual na minha língua materna?
• Estabeleça um plano de estudo. Defina qual é o seu interesse: expansão de vocabulário, revisão 
gramatical, conhecer mais sobre outras culturas etc.?
• Construa seu vocabulário. Faça anotações em cadernos, blocos ou mesmo no computador. 
12
Unidade I
• Isole os pontos interessantes. Não entre em pânico por causa de palavras ou frases que você 
não entende.
• Concentre-se. Mantenha o foco na atividade.
• Procure não traduzir. Isso é fundamental. Apenas tome notas em inglês e, se necessário, volte até 
as partes mais difíceis do texto e tente compreendê-las.
• Não se esqueça: para cada momento de leitura ou escrita, tente entender seus objetivos. Nem 
sempre lemos ou escrevemos por prazer.
1 A ESCRITA COMO PROCESSO COMUNICATIVO E CULTURAL 
Nós nos comunicamos por meio de textos verbais e não verbais, e temos de pensar que sempre 
temos algum objetivo. Como e o que escrevo (ou leio) é algo relacionado com o que quero obter em 
determinado momento. Como afirma Blikstein (2005), uma comunicação adequada produz uma resposta 
esperada. Para ele, escrever bem é tornar um pensamento comum aos outros.
Essa é uma sugestão importante para o processo de comunicação. Cabe notar, porém, que o saber 
tornar comum também está relacionado à questão do acesso ao conhecimento e da consciência que 
temos da função do texto escrito em diversas circunstâncias e momentos históricos.
Vemos que o acesso às mais variadas informações mudou muito ao longo dos séculos. Segundo 
Aranha (2006), em algum momento da história, o ser humano percebeu que poderia transmitir 
conhecimento a outro ser humano. No entanto, quando isso aconteceu é algo que não se pode 
determinar com exatidão.
A autora observa que provavelmente desde 3500 a.C. os egípcios faziam inscrições em hieróglifos. 
Essa escrita era no início pictográfica – representava figuras – e só posteriormente adquiriu características 
ideográficas. A escrita difundiu-se no segundo milênio, por volta de 1500 a.C. (data incerta), quando os 
fenícios inventaram a escrita fonética alfabética e a aperfeiçoaram. O alfabeto com 22 sinais permitiu as 
mais diferentes combinações, tornando bem mais práticos o uso e a aprendizagem da escrita. Os fenícios 
se destacaram como exímios navegadores e excelentes negociantes, e a invenção do alfabeto facilitou 
enormemente o registro das transações comerciais.
Aranha mostra que na Grécia e na Roma antigas, com o surgimento da propriedade privada, 
mudaram-se as relações entre os homens e apareceram as classes sociais e a escravidão. Nessa época, 
os homens já começavam a difundir um tipo de instituição nos moldes das escolas que conhecemos, 
onde as classes mais abastadas podiam ter acesso ao conhecimento produzido na época para o 
desenvolvimento de suas habilidades políticas.
Ainda segundo a autora, se a vida política ditava a concepção de sociedade na Grécia e na Roma 
antigas, na Idade Média (476-1453) esse papel coube à religião. A escola deixa de ter como foco o ensino 
de habilidades políticas e começa a ser fortemente influenciada pela Igreja católica. O fortalecimento do 
mundo feudal passa pelo poder da Igreja católica, com sua estrutura política e econômica para difundir 
a fé cristã.
13
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Com o movimento iluminista, a Europa do século XVIII começa a combater o teocentrismo e a 
defender a ciência com base na razão. O conhecimento passa a ser valorizado fora das instituições 
religiosas, favorecendo-se o acesso, mas ainda sem atingir as classes mais vulneráveis.
A expansão da educação e o acesso à escrita foram propiciados pela Revolução Industrial 
(1760-1840), marcada pela mudança da produção artesanal paraa de máquinas. Como as fábricas 
precisavam de mão de obra qualificada, foram criadas escolas para as classes mais baixas, a fim de ir ao 
encontro da necessidade econômica da época. 
Chegamos, então, à Era da Informação – também chamada de Era Tecnológica ou Era Digital –, 
período posterior à Era Industrial, marcado pelos avanços tecnológicos mediados por computador e 
internet, em que a informação e o conhecimento passam para as mãos das pessoas. 
Castells (2013) afirma que os cidadãos começaram a ter um instrumento próprio de informação 
e auto-organização. A mudança, segundo o autor, é que o conhecimento deixa de estar somente nas 
mãos de alguns, abrindo-se um leque de possibilidades de acesso. A capacidade de auto-organização 
é espontânea, e a passagem de informação é imediata. Como Castells (1999) aponta, as redes sociais 
e o virtual tornaram-se uma força jamais vista, oferecendo à sociedade a capacidade de se organizar, 
debater e intervir nos espaços públicos e privados, acessando e processando os textos de todos os tipos 
a qualquer momento.
Para Demo (2004), o conhecimento, assumido pelo paradigma sociocultural da modernidade como 
potenciador da emancipação dos indivíduos, surge também como uma poderosa forma de regulação 
social. Daí o importante papel da educação nesse processo. Por isso, é necessário pensar no uso que 
fazemos dos mais diversos meios de comunicação, antigos ou atuais, para forjar espaços que propiciem 
o que se pretende construir e comunicar.
Perceba como a questão é complexa. Escrever não é só uma questão de estar inspirado ou saber bem 
a gramática da língua em questão. É preciso ser letrado.
E o que isso quer dizer? Soares (2002) ressalta que letramento é prazer; é ler em variados lugares 
e sob diferentes condições, não só na escola, em exercícios de aprendizagem; é informar-se através da 
leitura; é buscar notícias e lazer nos jornais, nas revistas, nos textos em geral. Em inglês, usamos o termo 
literacy para definir de letramento. 
 Observação
According to Unesco (s.d.), “literacy is the ability to identify, understand, 
interpret, create, communicate and compute, using printed and written 
materials associated with varying contexts. Literacy involves a continuum 
of learning in enabling individuals to achieve their goals, to develop their 
knowledge and potential, and to participate fully in their community and 
wider society. Generally, literacy also encompasses numeracy, the ability 
14
Unidade I
to make simple arithmetic calculations. The concept of literacy can be 
distinguished from measures to quantify it, such as the literacy rate and 
functional literacy”. 
Assim, podemos entender que o letramento nos permite fazer uso da leitura e da escrita para que 
estas nos tragam benefícios. De acordo com Blikstein (2005), uma comunicação adequada produz uma 
resposta esperada – você atinge o que quer, consegue a sua resposta, o seu objetivo.
 Saiba mais
Antes de pensar em escrever em inglês, é interessante refletir sobre o 
que você faz quando utiliza sua própria língua. Para isso, consulte o livro 
indicado a seguir.
BLIKSTEIN, I. Técnicas de comunicação escrita. São Paulo: Ática, 2005.
2 DIFERENTES ESTRATÉGIAS E PROCEDIMENTOS PARA O DESENVOLVIMENTO 
DE TEXTOS
Você já parou para pensar como, durante muito tempo, a escola nos inseriu em práticas de leitura 
e escrita mecanizadas? Muitas leituras que fazíamos não exigiam reflexão sobre o que estava escrito. 
Pouco parávamos para pensar além do ponto de vista dos aspectos ortográficos e gramaticais.
O que ocorria, geralmente, era que tínhamos de ler para localizar informações no texto. Muitas 
vezes, até tínhamos de ler o texto em voz alta. Ficávamos preocupados em ler corretamente, e vários de 
nós nem compreendiam o que estavam lendo. A leitura em voz alta pode ser importante, mas também 
deve ter objetivos específicos. Em geral, lemos silenciosamente.
Nunca lemos da mesma maneira. Como afirma Brakling (2004, p. 2), 
 
ler é uma prática social, que acontece em diferentes espaços que possuem 
características muito específicas: os tipos de conteúdo dos textos que neles 
circulam, as finalidades colocadas para a leitura, os procedimentos mais 
comuns, decorrentes dessas finalidades, os gêneros dos textos. Por exemplo, 
em um consultório de dentista costumam estar disponíveis diferentes tipos 
de revista, ali disponibilizados para que os pacientes “passem o tempo” 
enquanto esperam seu horário; uma leitura de entretenimento, basicamente. 
Nessa situação, a leitura costuma ser feita em voz baixa, e é interrompida 
tão logo a presença do paciente seja solicitada pelo dentista.
As práticas de leitura e escrita mecanizadas, em que muitas escolas nos inserem, não nos fazem ver 
a importância e a diversidade do ato de ler e escrever. Por muito tempo, o foco esteve no texto como 
15
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
portador de ideias de um autor e como produto de um sistema. Portanto, se eu me aproprio do sistema, 
entendo o que querem transmitir. Assim, o foco principal era aprender a estrutura da língua.
Segundo Koch e Elias (2011), essa visão de leitura e escrita está baseada na concepção de língua 
como código, como mero instrumento de comunicação, cujo objetivo é passar uma informação que 
deve ser decodificada pelo leitor/ouvinte.
Para escrever, eram suficientes a associação de palavras simples e a utilização de poucos recursos. Em 
muitos casos, limitavam-se a nos pedir a redação de um texto sobre algum tema que dependia de nossa 
criatividade, e não ofereciam oportunidade para expressarmos o que conhecíamos acerca do assunto 
em questão – ou, se nada sabíamos a respeito do tema, não éramos incentivados a pesquisar sobre ele.
O mais importante era não cometer erros ortográficos e gramaticais em nossa produção textual, 
nas conhecidas redações escolares. Quem decidisse aventurar-se na escrita e cometesse erros tinha seu 
comportamento desencorajado e recebia nota baixa, além de muitas marcas em vermelho apontando os 
erros, as quais muitas vezes nem eram compreendidas por nós. Você não passou por experiências assim?
Koch e Elias (2011), partindo da visão dialógica de Bakhtin (1992), apresentam um ponto de vista 
diferente, pelo qual leitores e escritores passam a ser vistos como sujeitos ativos e atores sociais. A 
leitura e a escrita começam a levar em conta a experiência e o conhecimento do leitor. Da perspectiva 
da prática, a concepção dialógica da linguagem, a incorporação do outro no texto do autor, permite 
pensar em outra dimensão para o ato de ler e escrever.
Nesse entendimento, ler e escrever são atividades construtivas e criativas, com quatro características 
fundamentais. Essas atividades são:
• Objetivas: lemos e escrevemos por uma razão, com uma finalidade.
• Seletivas: presta-se atenção naquilo que é relevante aos objetivos que se tem. 
• Antecipatórias: os objetivos definem as expectativas diante do texto.
• Compreensivas: a compreensão é a base – e não a consequência – da leitura e se desenrola 
durante o processo de leitura.
Assim, como diz Ciríaco (2020) – e inúmeros pesquisadores da área –, o processo de leitura e escrita 
emprega uma série de estratégias, isto é, aplicamos um amplo esquema para obter, avaliar e utilizar 
informações. A leitura e a escrita, como qualquer atividade humana, são uma conduta inteligente. As 
pessoas não respondem simplesmente aos estímulos do meio; encontram ordem e estrutura no mundo, 
de tal maneira que podem aprender com base em suas experiências, antecipá-las e compreendê-las. 
Os leitores desenvolvem estratégias para trabalhar com o texto, construindo significado ou 
compreendendo-o. Portanto, podemos dizer que a leitura e a escrita são práticas que se interconectam 
e se completam, e as mencionadas estratégias precisam ser apresentadas e aprendidas ao longo da vida, 
principalmente no espaço escolar.
16
Unidade I
A leitura e a escrita devem ser compreendidas na perspectiva de instrumentos que viabilizamuma 
participação social mais eficiente, contribuindo com transformações necessárias para a construção de 
uma sociedade com condições favoráveis de desenvolvimento para todos. Essa é também a perspectiva 
apontada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN):
 
A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de 
compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de seu 
conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a 
linguagem etc. Não se trata de extrair informação, decodificando letra por 
letra, palavra por palavra. Trata-se de uma atividade que implica estratégias 
de seleção, antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível 
proficiência. É o uso desses procedimentos que possibilita controlar o 
que vai sendo lido, permitindo tomar decisões diante de dificuldades de 
compreensão, avançar na busca de esclarecimentos, validar no texto 
suposições feitas. Um leitor competente sabe selecionar, dentre os textos 
que circulam socialmente, aqueles que podem atender a suas necessidades, 
conseguindo estabelecer as estratégias adequadas para abordar tais textos. 
O leitor competente é capaz de ler as entrelinhas, identificando, a partir 
do que está escrito, elementos implícitos, estabelecendo relações entre o 
texto e seus conhecimentos prévios ou entre o texto e outros textos já lidos 
(BRASIL, 1998, p. 69-70).
 Saiba mais
Os PCN afirmam que é importante superar algumas concepções sobre o 
aprendizado inicial da leitura. A principal delas é a de que ler é simplesmente 
decodificar, converter letras em sons, sendo a compreensão consequência 
natural dessa ação. Por conta dessa concepção equivocada, a escola 
vem produzindo grande quantidade de “leitores” capazes de decodificar 
textos, mas com enorme dificuldade para compreender o que tentam ler. 
Veja mais em:
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do 
ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: SEF, 1998. Disponível em: 
https://bit.ly/3wvpR9q. Acesso em: 18 maio 2022.
Conforme os PCN, a leitura é, portanto, concebida como forma de interação, decorrente de várias 
etapas, até chegar à interpretação. Com base nos aspectos teóricos apresentados nesse documento, Silva 
e Fuza (2016) montaram uma sequência de itens que mostram claramente as características teóricas da 
concepção de leitura proposta pelos PCN:
17
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
• A leitura leva à formação e ao desenvolvimento de leitores competentes.
• A leitura é um processo coletivo.
• A leitura é constituída de etapas.
• O leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto.
• O leitor tem objetivos de leitura.
• A leitura implica compreensão.
• A leitura é concebida como forma de interação.
Assim, nos PCN o foco é formar um leitor crítico, respeitando-se seu conhecimento prévio no 
processo de leitura.
 Lembrete
Leitor crítico é aquele que não apenas aceita o que lê, mas que reflete 
sobre o conteúdo, fazendo uma leitura analítica. Aquilo que habitualmente 
se entende por ler é um processo que implica vários passos, como a 
visualização (a observação das palavras), a fonação (a articulação oral, de 
maneira consciente ou inconsciente), a audição (a passagem da informação 
para o ouvido) e a cerebração (a compreensão). A crítica, por sua vez, é 
um juízo ou uma avaliação que se realiza sobre algo. O conceito de leitura 
crítica faz referência à técnica ou ao processo que permite descobrir as 
ideias e informações subjacentes em um texto escrito. Isso requer uma 
leitura analítica, reflexiva e ativa.
Como vemos, ser um leitor ativo ou um escritor estratégico é fundamental. Logo, passaremos a 
refletir sobre esse assunto. Primeiro, abordaremos as estratégias de leitura e, na sequência, as estratégias 
de escrita, que serão analisadas tanto na língua portuguesa quanto na língua inglesa, para você perceber 
que são as mesmas.
2.1 Diferentes estratégias e procedimentos de leitura
Estratégias de leitura são procedimentos que contribuem para a fluência, aumentando a compreensão 
que se tem a respeito de um assunto, tema ou conteúdo que está sendo lido. Os recursos que utilizamos 
na leitura são elementos fundamentais no processo de desenvolvimento da competência leitora, visto 
que podem ser entendidos como formas eficientes de alcançar um objetivo – que, nesse caso, é a 
compreensão do que está sendo lido.
18
Unidade I
Apesar de sua importância no cotidiano de qualquer leitor, podemos dizer que dificilmente o 
aprendizado de tais procedimentos ocorre no ambiente escolar. Na maioria das vezes, as estratégias 
são aprendidas na prática, na troca de experiências com parceiros, amigos e familiares. No entanto, 
acreditamos que a escola precisa fornecer condições para que o leitor em formação tenha boas 
referências para constituir o seu próprio comportamento leitor de modo competente e consciente.
 
Um leitor competente é aquele que usa a linguagem escrita – e, portanto, 
a leitura – efetivamente, em diferentes circunstâncias de comunicação; 
é aquele que se apropriou das estratégias e dos procedimentos de leitura 
característicos das diferentes práticas sociais das quais participa para a 
(re)construção dos sentidos dos textos (BRAKLING, 2004, p. 5).
As estratégias de leitura têm sido tema e assunto de pesquisa de muitos autores, como Brakling (2004), 
Lerner (2002), Rojo (2009) e Solé (1998), e todos contribuem para a nossa compreensão sobre os recursos 
que utilizamos quando lemos.
Algumas estratégias que geralmente empregamos ao ler:
• ativação de conhecimento prévio – conhecimento sobre o assunto, sobre o gênero textual, sobre 
o meio em que foi publicado o texto (jornal, revista, livro, fôlder, panfleto, folheto etc.), sobre o 
autor do texto, sobre a época em que o texto foi publicado;
• antecipação de informações que podem estar contidas no texto a ser lido;
• realização de inferências – tentar compreender as palavras desconhecidas a partir do texto;
• localização de informações presentes no texto;
• conferência, ao longo da leitura, das inferências e antecipações realizadas, a fim de validar 
hipóteses ou não;
• síntese de informações dos trechos do texto;
• estabelecimento de relações entre as diferentes partes do texto;
• determinação de relações entre o texto e o que sabemos da vida e do mundo.
Como essas estratégias se realizam quando estamos lidando com um texto em língua estrangeira, 
como a língua inglesa? Quais delas podemos usar? Veja o texto a seguir para começar a pensar 
nessa questão.
19
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
General strategies for reading comprehension
The process of comprehending a text begins before children can read, when someone 
reads a picture book to them. They listen to the words, see the pictures in the book, and may 
start to associate the words on the page with the words they are hearing and the ideas they 
represent. The key comprehension strategies are described below.
Predicting
When students make predictions about the text they are about to read, it sets up 
expectations based on their prior knowledge about similar topics. As they read, they may 
mentally revise their prediction as they gain more information.
Identifying the main idea and summarization
Identifying the main idea and summarizing requires that students determine what is 
important and then put it in their own words. Implicit in this process is trying to understand 
the author’s purpose in writing the text.
Questioning
Asking and answering questions about text is another strategy that helps students focus 
on the meaning of text. Teachers can help by modeling both the process of asking good 
questions and strategies for finding the answers in the text.
Making inferences
In order to make inferences about something that is not explicitly stated in the text, 
students must learn to draw on prior knowledge and recognize clues in the text itself.
Visualizing
Studies have shownthat students who visualize while reading have better recall than 
those who do not. Readers can take advantage of illustrations that are embedded in the 
text or create their own mental images or drawings when reading text without illustrations.
See the full text: https://bit.ly/386cG5E
Fonte: Comprehension… (s.d.).
Além dessas estratégias, podemos incluir as técnicas mencionadas na sequência.
Skimming: reading a passage quickly to grasp the main idea (or the gist). 
20
Unidade I
Example: 
Read the following text quickly and choose the best title for it: “Transport”, “Books” or “Houses”?
There won’t be any books in the future. People will watch videos all the time, and 
they’ll be able to get information about everything from their computers.
Answer: the correct title is “Books”.
Scanning: reading a passage quickly to find specific information. 
Example: 
Read the following text quickly and answer the questions.
Quick facts
Name: Katy Perry
Occupation: songwriter, singer
Birth date: October 25, 1984
Education: Dos Pueblos High School
Place of birth: Santa Barbara, California
Full name: Katheryn Hudson
Zodiac sign: Scorpio
A) How old is Kate?
B) Where was she born?
Answers:
A) 37 years old.
B) In Santa Barbara, California, USA.
Contextual guessing: making guesses about the meaning of the words by looking at the 
surrounding words or situation. 
21
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Example: 
Read the sentence. What do you think the word in bold mean?
Mario is a clever boy. His tests all mark more than 9,0.
Answer: clever = intelligent.
Conseguiu perceber que o texto em inglês trata das questões que abordamos antes? Viu como as 
estratégias são as mesmas? Retomando as palavras de Solé (1998), um leitor proficiente sabe que ler é 
algo que fazemos todos os dias e de formas diversas, de acordo com nossas necessidades.
Ler em português ou em inglês não é só ler um livro, mas tudo que nos é apresentado na sociedade 
letrada em que vivemos. Portanto, é fundamental ter consciência da importância dessas práticas, para 
que também sejam aplicadas quando estivermos lendo um texto em língua estrangeira.
Quando lemos, precisamos preparar nosso cérebro para o tema ou ideia principal a partir dos 
elementos paratextuais, como título, subtítulo, imagens e destaques gráficos, que podem nos ajudar a 
compreender o texto. Isso seria o que chamamos em inglês de making predictions.
Antes de ler, temos de imaginar o que vamos encontrar e usar nosso conhecimento prévio sobre 
o assunto. Em inglês chamamos isso de background knowledge – the amount of information or 
knowledge someone has on a particular topic. Background knowledge helps us better understand texts. 
When we activate prior knowledge, our reading comprehension grows. Essa ação também está atrelada 
ao conhecimento da função e da formatação de determinado gênero textual.
Veja o texto a seguir.
Tomato sauce
Figura 1 
Disponível em: https://bit.ly/3wCnsIV. Acesso em: 18 maio 2022.
22
Unidade I
Yield: 4 servings
Ingredients
1 cup tomatoes
½ teaspoon sugar
1 slice onion
½ cup water
4 bay leaves
2 tablespoon butter
4 cloves
2 tablespoon flour
½ teaspoon salt
Directions
1. Simmer the tomatoes, onion, bay leaves, cloves, sugar and water for fifteen minutes, rub through 
the strainer.
2. Melt butter, add flour and salt, add strained tomato juice and pulp.
3. Cook until the desired consistency.
Fonte: Tomato… (s.d.).
Uma delícia, não? Assim, mesmo que eu não saiba inglês muito bem, consigo perceber que se trata 
de uma receita de molho de tomate, e sei que as receitas apresentam uma lista de ingredientes e um 
modo de preparo. Ou seja, estou ativando meu conhecimento de mundo e fazendo predições sobre o que 
vou encontrar no texto. Observo a imagem e vejo que no texto há palavras parecidas com as que uso em 
minha língua, como “tomato” e “minutes”. Essas são palavras cognatas, termos em diferentes idiomas 
que compartilham a mesma origem, são escritos de maneira parecida e têm o mesmo significado. Isso é 
ótimo, porque nos poupa tempo para compreender o texto.
É claro que, durante a leitura, posso me deparar com palavras desconhecidas e que são importantes. 
Por isso, tenho de usar um dicionário, em papel ou online, e confirmar ou rejeitar as minhas hipóteses, 
fazendo assim as devidas retificações das antecipações ou expectativas criadas antes da leitura. Com isso, 
vou localizando as informações relevantes e esclarecendo as dúvidas a partir da inferência ou da consulta.
23
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
É óbvio que, quanto mais eu souber da língua, mais fácil será o processo, mas o conhecimento de 
mundo, o que sei sobre determinado assunto, vai me ajudar a compreender melhor o texto que estou 
lendo. Portanto, quanto maior o meu repertório (BLIKSTEIN, 2005), melhor leitor serei.
 Observação
Repertório é todo o conhecimento que você acumulou por meio das 
suas experiências, ou seja, tudo aquilo que você viu, aprendeu e conheceu 
dentro do seu meio e da sua cultura. Segundo Blikstein (2005), um 
repertório é uma peça crucial do processo comunicativo, que diz respeito 
ao conhecimento e às referências.
Contudo, vale ressaltar que determinados textos, como os cômicos, exigem um conhecimento maior, 
não só da língua como da cultura que os produziu. No caso de um texto científico, o conhecimento 
prévio sobre o assunto também é fundamental. De modo geral, porém, os textos podem ser lidos a partir 
de um eficiente uso de pistas.
Uma crença equivocada é a necessidade de saber todas as palavras de um texto para compreendê-lo. 
Há pessoas que acreditam que precisam traduzir palavra por palavra para entender um texto. Isso não 
é ser estratégico. A leitura não acontece assim, nem mesmo em nossa língua materna. Mesmo quando 
fazemos a leitura contínua de um romance, página por página, os olhos captam um conjunto de palavras 
e seguimos lendo, ainda que não entendamos uma palavra aqui ou ali, não é?
No caso de textos ricos em elementos visuais, os olhos percorrem o papel em todas as direções à 
procura de informações que satisfaçam os objetivos do leitor. 
Considere o texto a seguir.
Teaching reading
Bottom-up and top-down processing
Led by Goodman’s (1970) work, the distinction between bottom-up and top-down processing 
became a cornerstone of reading methodology for years to come. In bottom-up processing, readers 
must first recognize a multiplicity of linguistic signals (letters, morphemes, syllables, words, phrases, 
grammatical cues, discourse markers) and use their linguistic data-processing mechanisms to impose 
some sort of order on these signals. These data-driven operations obviously require a sophisticated 
knowledge of the language itself. From among all the perceived data, the reader selects the signals that 
make some sense, that cohere, that “mean”.
Virtually all reading involves a risk – a guessing game, in Goodman’s words – because reader 
must, through a puzzle solving process, infer meanings, decide what to retain and not to retain, and 
move on. This is where a complementary method of processing written text is imperative: top-down, 
24
Unidade I
or conceptually driven, processing in which we draw on our own intelligence and experience to 
understand a text. […]
A half-century ago, perhaps, reading specialist might have argued that the best way to teach 
reading is through bottom-up methodology: teach symbols, grapheme-phoneme correspondences, 
syllables, and lexical recognition first, then comprehension would be derived from the sum of the 
parts. More recent research on teaching reading has shown that a combination of top-down and 
bottom-up processing, or what has come to be called interactive reading, is almost always a primary 
ingredient in successful teaching methodology because both processes are important. “In practice, a 
reader continually shifts from one focus to another, now adapting a top-down approach to predict 
probable meaning,then moving to the bottom-up approach to check whether that is really what the 
writer says” (NUTTALL, 1996, p. 17).
Schema theory and background knowledge
How do readers construct meaning? How do they decide what to hold on to, and having made 
that decision, how do they infer a writer’s message? These are the sorts of questions addressed by 
what has come to be known as schema theory, the hallmark of which is that a text does not by itself 
carry meaning. The reader brings information, knowledge, emotion, experience, and culture – that is, 
schemata (plural) – to the printed word. Mark Clarke and Sandra Silberstein (1977, p. 136-137) capture 
the essence of schema theory:
“Research has shown that reading is only incidentally visual. More information is contributed by the 
reader than by the print on the page. That is, readers understand what they read because they are able to 
take the stimulus beyond its graphic representation and assign it membership to an appropriate group 
of concepts already stored in their memories. […] Skill in reading depends on the efficient interaction 
between linguistic knowledge and knowledge of the world.”
Fonte: Brown (2000, p. 299-300).
Não é incrível o que as pesquisas apontam no texto que acabamos de ler em inglês? Elas mostram 
que a leitura é apenas incidentalmente visual. Mais informações são fornecidas pelos leitores do que pela 
impressão na página. Ou seja, os leitores entendem o que leem porque são capazes de levar o estímulo 
além de sua representação gráfica e atribuí-lo a um grupo apropriado de conceitos já armazenados (o 
seu repertório). A habilidade na leitura depende da interação eficiente entre o conhecimento linguístico 
e o conhecimento do mundo.
A imagem a seguir resume os elementos fundamentais do processo de leitura.
25
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
This is a reader model.
Reading is also impacted by text, 
task, and sociocultural context
Active 
self-regulation
Motivation and engagement
Executive function skills
Strategy use
(word recognition strategies,
comprehension strategies,
vocabulary strategies, etc.)
Word 
recognition
Phonological awareness
(syllables, phonemes, etc.)
Alphabetic principle
Phonics knowledge
Decoding skills
Recognition of words at sight
Language comprehension
Cultural and other content knowledge
Reading-specific background knowledge
(genre, text features, etc.)
Verbal reasoning
(inference, metaphor, etc.)
Language structure
(syntax, semantics, etc.)
Theory of mind
Bridging processes
Print concepts
Reading fluency
Vocabulary knowledge
Morphological awareness
Graphophonological-
semantic cognitive flexibility
(letter-sound-meaning 
flexibility)
Reading
Figura 2 
Fonte: Duke e Cartwright (2021, p. S33).
Com base em Scliar-Cabral (1986), apontamos o que é fundamental para um leitor proficiente.
• Antes de ler:
— Pensar e fazer um levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
— Criar expectativas sobre o que vai ler.
— Analisar suportes e outros dados, como capa, quarta-capa e orelha.
— Criar expectativas em função da formatação do gênero (divisão em colunas, segmentação do 
texto etc.).
— Refletir sobre o autor ou instituição responsável pela publicação.
— Antecipar o tema ou ideia principal a partir dos elementos paratextuais, como título, subtítulo, 
epígrafe, prefácio e sumário.
26
Unidade I
— Prever a ideia principal a partir do exame de imagens ou de destaques gráficos.
— Criar expectativas de leitura a partir da análise dos índices anteriores.
— Definir os objetivos da leitura.
• Durante a leitura:
— Confirmar ou retificar as antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante 
a leitura.
— Localizar ou construir o tema ou ideia principal do texto.
— Esclarecer palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário.
— Identificar palavras-chave para a determinação dos conceitos veiculados.
— Buscar informações complementares em textos de apoio subordinados ao texto principal ou 
por meio de consulta a enciclopédias, internet e outras fontes.
— Determinar pistas linguísticas responsáveis pela continuidade ou pela progressão temática.
— Sintetizar e construir o sentido global do texto.
— Distinguir as pistas linguísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor.
— Reconhecer referências a outros textos (intertextualidade), buscando informações adicionais, 
se necessário.
Os objetivos de leitura determinam a escolha de procedimentos que tornarão o processo mais eficaz. 
Assim, na hora de estudar, pode-se escolher um ambiente tranquilo, fazer anotações e sínteses, sublinhar 
o texto e escrever os pensamentos na página. Na hora de relaxar, por outro lado, pode-se optar por 
uma rede, pôr música ao fundo e não levar nada para anotar. Portanto, cada tipo de leitura determina 
procedimentos diferentes.
Brakling (2004, p. 6) aponta outros procedimentos interessantes:
 
– Se estamos realizando uma pesquisa sobre determinado assunto, 
investigaremos quais obras podem abordar esse assunto, selecionando 
as que nos parecerem adequadas para uma leitura posterior: 
leremos o título, identificaremos autor, leremos a apresentação da 
obra, procurando antecipar se há alguma possibilidade de aquele 
portador tratar do assunto; procuraremos no índice se há algum 
capítulo ou seção que aborde o tema, por exemplo.
27
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
– Nessa mesma pesquisa, selecionada a obra, procuraremos ler 
apenas os tópicos referentes ao assunto de nosso interesse, e não, 
necessariamente, a obra toda.
– Se estivermos estudando determinada questão, leremos o texto 
intensivamente, procurando compreender o máximo do que foi 
dito pelo autor.
– Se estivermos selecionando textos que nos possibilitem trabalhar 
com variedades linguísticas, por exemplo, o nosso critério será 
temático e, dessa forma, buscaremos indicações sobre qual o tema 
e o assunto que os textos abordam.
Portanto, ter clareza dos objetivos que orientam a nossa leitura nos possibilitará selecionar 
procedimentos mais adequados para atingir nossos objetivos. Nessa perspectiva, analisaremos, a partir 
de agora, estratégias e procedimentos importantes para a produção escrita.
 Lembrete
A palavra estratégia tem muitos significados e se refere a um conceito 
que está presente em diversos contextos, sendo por isso difícil a sua 
definição. Em sentido figurado, uma estratégia normalmente é estipulada 
para ultrapassar algum problema, e nesse caso pode significar habilidade, 
astúcia ou esperteza. O pensamento estratégico é essencial para o ser 
humano, e pode ser aplicado em várias situações, tanto no âmbito laboral 
quanto no contexto pessoal.
2.2 Diferentes estratégias e procedimentos de escrita
Para começar, é importante ressaltar que entendemos o processo de escrita interligado ao de 
leitura, seguindo a mesma perspectiva do letramento. Lembre que, para ser um cidadão letrado, é 
preciso saber ler e escrever, mas de forma mais ampla. O que isso quer dizer? Pelas palavras de Rojo 
(2009, p. 2), ser letrado
 
é escapar da literalidade dos textos e interpretá-los, colocando-os em 
relação com outros textos e discursos, de maneira situada na realidade 
social; é discutir com os textos, replicando e avaliando posições e ideologias 
que constituem seus sentidos; é, enfim, trazer o texto para a vida e colocá-lo 
em relação com ela. Mais que isso, as práticas de leitura [e escrita] na vida 
são muito variadas e dependentes de contexto, cada um deles exigindo 
certas capacidades.
28
Unidade I
De acordo com Kleiman (2003), podemos definir letramento como o conjunto de práticas sociais 
que usam a escrita, enquanto sistema simbólico e enquanto tecnologia, em contextos específicos, para 
objetivos específicos.
Temos de desenvolver capacidades de várias ordens. Segundo Rojo (2009), não podemos deixar de 
dar importância à aprendizagem do código de uma língua. Sem saber o código, não vamos conseguir ler 
e não vamos conseguirescrever, não é?
Para quem não se lembra,
 
o código pode ser definido como um programa ou uma instrução que cria, e 
depois controla, a relação entre significante e significado; o estabelecimento 
da relação significante/significado é que possibilita a geração do signo. […] 
Embora nem sempre visível, o código é uma peça essencial na estrutura 
da comunicação, pois é a partir dele que um estímulo físico qualquer 
pode virar signo. Para tanto, é suficiente que, por meio do código, esse 
estímulo se torne um significante, associando-se a um significado. 
Assim, uma figura pode ser apenas um estímulo visual. Mas o código pode 
fixar uma determinada instrução para esta figura, associando-a a um 
significado como “corrosivo”; surge então o signo, cujo significante está 
ligado ao significado “corrosivo”. Estamos diante de um verdadeiro processo 
de codificação (BLIKSTEIN, 2005, p. 28).
Logo, a primeira condição a ser preenchida para escrever e ler é o conhecimento do código. É uma 
ação fundamental. Se nós não conhecermos o código utilizado pela pessoa que quer se comunicar 
conosco, não poderemos decodificar os signos da mensagem que nos está sendo enviada. Portanto, 
temos de passar por uma fase de alfabetização para aprender a decodificar a escrita que já existe na 
sociedade em que estamos inseridos.
Adaptando para a escrita a visão de Rojo (2009), que apresenta uma proposta voltada para a leitura, 
no processo de decodificação precisamos aprender a:
• compreender diferenças entre escrita verbal e não verbal;
• dominar as convenções gráficas;
• conhecer o alfabeto;
• dominar as relações entre grafemas e fonemas;
• decodificar palavras em textos;
• ampliar a fluência.
29
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Não é possível ser um bom escritor sem aprender o código da língua, não é? Portanto, esse é também 
um momento fundamental para o aprendiz de uma língua estrangeira. Como ler ou escrever em inglês 
sem saber como o código funciona?
Essas capacidades são fundamentais, mas sozinhas não nos ajudarão a escrever textos reais e 
funcionais. Precisamos ir além. Por que tantas pessoas dizem que não conseguem escrever? Você já deve 
ter escutado que fulano parece que nasceu escritor e que sicrano nunca saberá onde colocar a vírgula.
Figura 3 
Disponível em: https://bit.ly/3aj7mMX. Acesso em: 18 maio 2022.
Como a linguagem escrita é uma convenção social, nós precisamos aprender as regras do sistema 
da língua em aprendizagem. Como já apontamos, ter clareza dos objetivos que orientam a nossa 
leitura/escrita e saber usar as estratégias adequadas é algo que faz toda a diferença. Um escritor 
proficiente deve levar em conta que o ato de escrever requer consciência sobre o processo da escrita. 
É preciso ser capaz de perceber que objetivos, estratégias e paciência também são requisitos para 
alcançar o que se quer.
Assim como ler, escrever é uma atividade complexa. Desse modo, é necessário planejar 
cuidadosamente ações relacionadas ao desenvolvimento desses processos. Ler deve ser referência 
constante no ensino da escrita, ação fundamental para a formação de bons escritores. Mas o que é ser 
um escritor proficiente? Escrever bem é não cometer erros ortográficos ou gramaticais?
É claro que precisamos aprender e explorar as convenções ortográficas e gramaticais, mas a partir 
de um processo de discussão e reflexão, que deve acontecer em especial quando começamos a escrever 
alfabeticamente. Apesar de passarmos do enfoque da leitura para o enfoque da escrita, vamos mais 
uma vez ressaltar que não mudamos nossa concepção. Em virtude disso, muito do que já foi discutido 
sobre o leitor competente nos servirá de suporte para a discussão sobre o processo de formação do 
escritor competente.
30
Unidade I
Como acabamos de dizer, escrever não é uma arte ou somente um ato de pura inspiração. Desde que 
entramos na escola, temos como objetivo aprender o código escrito que representa, de certo modo, a 
língua que já falamos, nossa língua materna.
Como superar a dificuldade de escrever
Desde a alfabetização até o Ensino Médio, a maioria das pessoas recebe uma educação 
formal padronizada; elas aprendem a desenhar letras, a formar sílabas e a escrever as 
primeiras palavras. Adquirem o conhecimento das regras ortográficas e gramaticais, 
enquanto o desenvolvimento da escrita e da leitura ocorre concomitantemente: com a 
leitura praticam interpretação de textos e com a escrita respondem questionários e 
expressam suas próprias ideias. 
Nesse período da vida, algumas pessoas já começam a se destacar na escrita. Por 
quê? Porque estão combinando, harmoniosamente, os ingredientes leitura e escrita. Elas 
percebem que a boa leitura favorece objetivamente uma boa escrita. Não leem apenas para 
encontrar as respostas, mas aprendem a observar o texto de um modo mais aprofundado, 
analisando os recursos nele aplicados e o efeito deles na passagem de cada informação. É 
aqui que começa a “ser gerado” o bom escritor.
Não é somente a boa leitura que propicia a habilidade de escrever, mas a prática da 
escrita. É necessário combinar perfeitamente essas duas atividades, adotando o hábito de 
escrever diariamente. A fluidez na escrita virá somente com a prática; e será enriquecida na 
medida em que a leitura também for realizada...
Leia o texto completo em: https://bit.ly/3MHdjRY
Fonte: Como superar… (2013).
Como apontado no texto, somente algumas pessoas se destacam na atividade da escrita; a 
maioria enfrenta muita dificuldade. O texto ressalta que alguns indivíduos vão percebendo os 
aspectos da escrita e notam que, quanto mais leem, mais sua habilidade de escrita se aprimora. 
Essa questão também é discutida por Koch e Elias (2011), Riolfi e Igreja (2010), Soares (2011), entre 
diversos outros pesquisadores.
Segundo esses autores, um dos fatores responsáveis pela sensação de impossibilidade de lidar bem 
com a escrita seria o fato de professores de línguas, de modo geral, ao corrigirem textos de seus alunos, 
focalizarem aspectos gramaticais acima de tudo, em detrimento de intervenções e orientações que 
ofereceriam aos alunos meios para produzir textos coesos, coerentes e funcionais. Em muitos contextos 
de ensino, o foco recai na estrutura da língua, deixando-se de lado a qualidade da enunciação e seu real 
papel na comunicação.
Os autores observam ainda que o outro extremo – usar o texto apenas para revelar pontos de vista 
do aluno sobre questões sociais e políticas do cotidiano – também tem se mostrado um trabalho que se 
31
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
distancia do foco principal: o aprendizado da escrita como um processo reflexivo sobre a língua, para 
que o aluno se aproprie dos recursos linguísticos por meio de relações interativas contextualizadas e 
com objetivos reais de produção.
Nessa perspectiva, Kleiman (2003) aponta que a escola se preocupa não com o letramento como 
prática social, mas apenas com um tipo de letramento, a alfabetização, o processo de aquisição do 
código alfabético e numérico.
Um exemplo que reforça essa realidade vem do trabalho de Riolfi e Igreja (2010, p. 311) sobre a 
produção de textos dissertativos, argumentativos, típicos de gêneros acadêmicos e jornalísticos. As 
autoras mostram que
 
a literatura foi o conteúdo privilegiado em metade das aulas, e a gramática, 
em um quarto delas. Apenas 15% do tempo foi utilizado para ensinar a 
escrever, preferencialmente o texto não dissertativo. Assim, a pesquisa 
constatou que o ensino da escrita do texto dissertativo vem sendo 
negligenciado. Apenas 6% do tempo das aulas de língua portuguesa foi 
dedicado à exposição das características desse tipo de texto, seguida da 
demanda de produção escrita. Os momentos dedicados à correção coletiva 
e à reescrita foram praticamente inexistentes, e aqueles dedicados a fazer 
uma reflexão prévia à prática da escrita, raríssimos. Frente às repetidas 
denúncias dos graves problemas de escrita que se encontram nos textos dos 
egressos do Ensino Médio,incapazes de vencer as barreiras dos vestibulares 
das universidades públicas, fica um alerta para os formadores de professores 
e para os pesquisadores que se dedicam ao ensino da escrita.
Segundo Riolfi e Igreja (2010), um aspecto muito significativo é a necessidade de um trabalho 
rigoroso para aprender a escrever com os recursos que a língua oferece. As autoras também reforçam 
a ideia de que esses recursos, isoladamente, não transformam alguém em bom escritor, pois o ato 
de escrever é regido por ter o que dizer e pressupõe uma razão para fazê-lo em um contexto de 
produção específico.
O aprendizado de gramática é fundamental para aprender a escrever, mas não pode ser o único foco, 
muito menos de forma descontextualizada, sem ser inserido em uma situação de produção específica. 
Tem de ser funcional, o que não significa o abandono da gramática. É preciso aprender os recursos 
disponíveis no sistema de uma língua para se expressar melhor tanto na língua materna como numa 
língua estrangeira.
Como observa Halliday (1994), usamos um sistema constituído por variedades de escolhas linguísticas 
e, de acordo com as opções que fazemos, produzimos diferentes tipos de resposta. Esse foco dado 
ao estudo da linguagem nos leva a perceber que é no agir linguístico que os sujeitos se revelam e 
possibilitam, em maior ou menor grau, o engajamento de outros interlocutores.
32
Unidade I
O modelo proposto por Halliday, da linguística sistêmico-funcional, e reiterado pelas investigações 
sistêmicas atuais, entende que as escolhas linguísticas, nos vários níveis do discurso, não são aleatórias. 
Portanto, quanto mais consciência tivermos das funções do sistema de uma língua, mais bem-sucedidos 
seremos nas mais diversas ações discursivas ou interações sociais. A fim de escrever de forma proficiente, 
devemos estudar gramática de maneira consciente. Com isso, poderemos fazer escolhas não aleatórias e 
levar em conta o que queremos conseguir com a nossa comunicação escrita.
What is functional grammar?
Functional grammar, based on systemic linguistics, emphasizes the way spoken and 
written language operate in different social situations. In particular, it is very useful 
in showing how texts work beyond the level of the sentence, how different texts are 
structured, and how language varies to suit the purpose of the users. It takes on a 
descriptive approach and focuses on groups of words that function to make meanings. 
In his classic book An introduction to functional grammar, Halliday (1994) points out 
that functional grammar is so-called because its conceptual framework is a functional one 
rather than a formal one. It is functional in three distinct senses: in its interpretation (1) 
of texts, (2) of the system, and (3) of the elements of linguistic structures. In the first 
sense, functional grammar is designed to account for how the language is used. Every text 
(everything that is said or written) unfolds in some context of use.
See the full text: https://bit.ly/3lBmVBX
Fonte: Feng (2013, p. 86).
Mas o que é ter foco na comunicação? Como sabemos, nem todas as aulas são voltadas para a 
comunicação. Em muitas escolas ainda prevalece a velha forma de ensinar a gramática pela gramática, 
desvinculada do uso. Isso não significa que a gramática tenha que sair do cardápio, mas que ela deve 
ser compreendida dentro de contextos e propósitos específicos de comunicação.
Como fazer uma prática com foco na comunicação?
According to Paiva (2005), here are some of the fundamental characteristics of a communicative 
approach:
• Language must be understood as speech: a system to express meaning.
• The main function of language is interaction with communicative purposes.
• Learners should have contact with authentic language samples.
• They should use the language and not only keep learning about the language.
33
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
• Fluency is as important as grammatical accuracy.
• Competence is built by using the language.
• Errors should be seen as testing hypotheses.
• Students’ autonomy should be encouraged.
• The classroom should provide collaborative learning.
De acordo com Almeida Filho (1993), a abordagem comunicativa se caracteriza por focalizar o sentido, 
o significado e a interação propositada entre os sujeitos que estão aprendendo uma nova língua. O ensino 
comunicativo é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades/tarefas de real 
interesse e/ou necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a língua-alvo na hora de interagir com 
outros falantes-usuários dessa língua. 
Além disso, esse ensino não toma as formas da língua descritas nas gramáticas como modelo 
suficiente para organizar a experiência de aprender outra língua, embora não descarte a possibilidade de 
criar na sala momentos de explicitação de regras e de prática rotinizante dos subsistemas gramaticais, 
como o dos pronomes e o das terminações verbais. Every text (everything that is said or written) unfolds 
in some context of use.
 Saiba mais
Leia mais sobre a abordagem comunicativa em:
PAIVA, V. L. M. O. Como se aprende uma língua estrangeira? In: ANASTÁCIO, 
E. B. A.; MALHEIROS, M. R. T. L.; FIGLIOLINI, M. C. R. (org.). Tendências 
contemporâneas em letras. Campo Grande: Uniderp, 2005. p. 127-140. 
Disponível em: https://bit.ly/3wEIfgc. Acesso em: 18 maio 2022.
Assim, escrever deve ter foco na comunicação. No mundo do trabalho, o texto é tanto ou até mais 
requisitado do que nos momentos de estudo. Isso porque muitas informações importantes precisam estar 
registradas por escrito, mediante emails, relatórios ou atas de reunião. Nesses casos, uma mensagem 
expressa da forma errada pode causar mal-entendidos e consequências graves para o bom desempenho 
das atividades.
Imagine escrever um relatório para o seu chefe resumindo os acontecimentos de determinada 
transação e, por falta de organização das ideias, expressar algo completamente diferente daquilo que 
aconteceu na realidade? Problemas, com certeza, vão aparecer por conta disso e devem afetar seu 
desenvolvimento profissional. Por isso, escrever bem é fundamental.
34
Unidade I
Qual é a importância do texto escrito para a comunicação? 
Todos nós lidamos com textos diariamente: são mensagens trocadas no WhatsApp, 
postagens lidas no Instagram ou Facebook, emails enviados, currículos escritos, entre tantas 
outras situações. Porém, apesar de ser algo muito comum, ou exatamente por esse fato, 
nem sempre é dada a devida importância ao texto escrito.
Então, é recorrente vermos erros de ortografia e de digitação nas conversas, lermos 
produções maçantes e nos depararmos com informações de difícil compreensão. Mas, afinal 
de contas, qual o problema disso tudo ocorrer e como esses erros podem afetar nossas 
atividades cotidianas?
Leia o texto completo em: https://bit.ly/3yWM4yW
Fonte: Qual é… (2019).
Quando pensamos na habilidade da escrita, tanto em língua materna como em língua estrangeira, 
sabemos que nosso texto deve ser coerente e coeso para que os leitores o entendam, já que esse é o 
objetivo de todo texto escrito. Por isso, essa não é uma tarefa fácil nem em língua materna nem em 
língua estrangeira. Mas o que é coesão? E coerência?
A coesão diz respeito ao encadeamento de ideias entre frases e parágrafos. Já a coerência textual 
se refere à ligação entre as ideias do texto, que deve ser feita de maneira lógica para transmitir a 
mensagem adequadamente.
A ideia é a mesma em inglês: “Coherence is defined as the quality of being logical, consistent and 
able to be understood. […] Cohesion on the other hand refers to the act of forming a whole unit. It is 
effectively a subset of coherence” (KAUR, 2018).
In other words, it is the grammatical and lexical linking that holds a text together and gives it 
meaning. Cohesion differs from coherence in that a text can be internally cohesive but be incoherent – 
that is, make no sense.
Coherence vs. cohesion
The following article providesan outline on coherence vs. cohesion. Whenever we write 
documents, articles, blogs, descriptions, brochures, or advertisements, it is necessary to make 
sure that the content is understandable and that the written material flow is integral. How 
your ideas are conveyed through the written sentences consisting of logical transitions 
when you switched from one to another is another crucial point. Cohesion and coherence 
are the two important things considered while writing any content and are properties of 
written material considered in discourse analysis and text linguistics.
35
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
The cohesion word is derived from the word cohere, which means “to stick together”. 
Cohesion is how you have put your ideas and views collectively together while framing your 
sentences, while coherence is the superset of cohesion, which includes cohesive sentences 
as well as other properties, like consistency and understandability of the content and how 
using logically connected and related sentences while representing your ideas and transiting 
from one idea to another.
See the full text: https://bit.ly/3PEqlld
Fonte: Udhani (s.d.).
Outros aspectos devem ser considerados. No cotidiano das escolas, por exemplo, percebemos 
o seguinte:
• Escrever parece ser a habilidade mais distante de nossos alunos. Eles escrevem, mas escrevem 
respostas de perguntas, escrevem no livro de exercícios, produzem alguns textos curtos, mas 
dificilmente trabalham com os diferentes gêneros e suas características.
• Em geral, os livros didáticos apresentam apenas uns poucos exercícios, e não abordam 
paulatinamente as especificidades do processo de escrita. No caso dos livros didáticos em inglês, 
a questão é a mesma. Na maioria das vezes, os alunos apenas respondem a questões, fazem 
exercícios e escrevem parágrafos simples. 
Um passo importante para elaborar um texto é a pré-escrita, isto é, o planejamento do texto. Antes 
de começar a escrever, o escritor deve ter em mente:
• o propósito, o motivo de estar escrevendo;
• o público-alvo, quem lerá seu texto; 
• a estrutura que pretende dar ao conteúdo. 
Veja algumas indagações que poderão ajudá-lo nessa fase:
• Para quem estou escrevendo? Quem são meus leitores?
• O que sei sobre o assunto é suficiente ou é necessário pesquisar mais?
• Que tipo de texto vou escrever (carta, artigo, história etc.).
• Quais as características desse gênero?
36
Unidade I
Após definir isso, é aconselhável que o escritor pesquise o assunto. Mesmo que tenha algum 
conhecimento sobre o tema, é importante coletar mais dados para tornar seu texto mais atrativo. 
O conhecimento prévio varia muito de pessoa para pessoa, visto que somos constituídos de experiências 
diferentes e únicas. 
Antes da escrita de um texto, ler e discutir sobre as hipóteses e antecipações baseadas num livro, 
por exemplo, são formas de mobilizar nosso conhecimento prévio. Algumas impressões obtidas ou 
informações lidas nessa oportunidade podem nos ajudar muito. É imprescindível entender que nosso 
conhecimento prévio deve ser utilizado a nosso favor. Na verdade, ele é o ponto de partida para o 
trabalho escrito – ponto em que não podemos permanecer.
Chega então o momento de pôr as ideias no papel. Com o tempo, cada escritor percebe a maneira mais 
adequada ao seu estilo. Esse momento é o do primeiro esboço, que certamente terá de ser reelaborado.
Depois de escrever o texto, você precisa fazer a revisão, ou seja, reelaborar, reescrever e ajustar 
inconsistências e problemas de concordância e ortografia. As perguntas a seguir o ajudarão a refletir 
acerca de seu texto:
• O estilo da escrita está de acordo com a proposta?
• O que escrevi segue as convenções do gênero escolhido?
• As ideias produzidas são suficientes?
• O tópico e a organização das ideias estão coerentes com meu propósito e o público-alvo?
• Qual é a ideia principal e onde o leitor a encontra?
• As ideias e informações presentes no texto fluem e são facilmente entendidas?
• O primeiro parágrafo é interessante? Cativa o leitor a continuar lendo?
Uma dica importante é se afastar do texto, isto é, ficar sem contato com ele durante determinado 
tempo, que pode ser um dia ou dois, e então lê-lo novamente. Esse distanciamento faz o escritor 
perceber questões que antes lhe estavam ocultas por causa do envolvimento com o conteúdo.
Também é interessante pedir a outra pessoa que leia o texto, pois o leitor poderá perceber 
inconsistências e pontos que não estavam tão claros.
Não se esqueça dessas estratégias fundamentais para uma boa escrita. No caso da escrita em língua 
inglesa, o processo é o mesmo. 
Here are some writing strategies that can help you become a more efficient, better writer:
37
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
• Establish a routine.
• Give yourself a question to answer.
• Write fast.
• Outline.
• Take notes.
Agora, vamos ver o que isso significa:
 
Establish a routine [estabeleça uma rotina]. Giving yourself a set amount 
of time to write each day or a schedule of writing tasks will help get you 
writing in a more effective, consistent way. The more routine it becomes, the 
more ingrained it will be in your day-to-day. Practice will only improve your 
writing abilities, and you’ll become more efficient as time goes on.
Give yourself a question to answer [faça uma pergunta para você tentar 
responder]. “What if” questions are great ways to jump-start your writing. 
Form your writing into a question you can answer for your main point. 
For instance, what if a neglected boy discovers he’s a powerful wizard? Or, 
what would happen if you woke up as a fly? A question opens up multiple 
avenues to answer, and each answer can bring its own story.
Write fast [escreva rapidamente as primeiras ideias que vierem à sua 
cabeça]. Let yourself write as the ideas flow to you. Getting bogged down 
with the editing process early on in your writing can inhibit the speed of 
your progress. Your final draft is where you can nitpick at sentence structure 
and punctuation errors, so while you’re in the thick of your initial drafts, just 
keep up the pace of your writing.
Outline [faça uma montagem geral do seu texto]. Some writers are 
comfortable creating a detailed outline for a novel. Outlining is a writing 
technique that sets up your writing before you start, leaving you a solid 
foundation to build the rest of your writing upon.
Take notes [tome notas]. Whenever you have an idea, write it down. Even 
bad ideas can lead to good ideas later on. You never know which subject 
matter or word choice will spark an idea or stimulate your mind for storyline 
fodder. You can also use this as part of your reading strategies when getting 
inspiration from other authors (11 USEFUL…, 2021).
38
Unidade I
 Saiba mais
Gostou dessas ideias? Há muitas outras nos links a seguir:
11 USEFUL writing strategies for aspiring writers. MasterClass, 17 Aug. 
2021. Disponível em: https://bit.ly/3wIEYwE. Acesso em: 18 maio 2022.
DAVENPORT, B. List of the 15 best writing strategies and examples. 
Authority Pub, 19 Nov. 2020. Disponível em: https://bit.ly/38cbPjK. Acesso 
em: 18 maio 2022.
EBERT, W. 12 strategies to support struggling writers in elementary. 
Teachwritting.org, 21 June 2017. Disponível em: https://bit.ly/3MJzS8R. 
Acesso em: 18 maio 2022.
Assim terminamos mais uma parte do nosso trajeto. Não se esqueça de refletir sobre as palavras de 
Koch e Elias (2011) com relação às estratégias de escrita:
• Ative seu conhecimento.
• Pesquise. 
• Selecione e organize suas ideias.
• Observe seus objetivos.
• Revise sempre sua escrita.
Lembre que o sentido da escrita é produto de todo esse trabalho, e não apenas do uso do código 
de uma língua!
3 PADRÕES ESTILÍSTICOS: DA ORALIDADE À ESCRITA
De acordo com Faraco e Tezza (2003), não é fácil enumerar as causas que nos levam a escrever. 
Escrevemos por um sem-número de razões. Mas todas elas podem chegar a um denominador comum: 
fazemospara suprir uma deficiência de nossa linguagem oral, ou seja, para alcançar algo ou alguém 
distante de nossa fala. 
Segundo os autores, na linguagem oral contamos com uma série de recursos que nos permitem 
agregar informação às palavras, como expressões faciais, gestos e entonação. Além disso, na linguagem 
oral o interlocutor pode interromper a fala do enunciador e pedir explicações sobre algo que não ficou 
claro. Na linguagem escrita, isso é raro, a não ser, evidentemente, em bate-papos eletrônicos, com 
comunicação simultânea, ou em fóruns de discussão, com comunicação assíncrona.
39
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Na maioria dos textos escritos, a distância, no espaço e no tempo, separa os interlocutores. Assim, a 
linguagem escrita precisa contar com recursos que permitam superar essa dificuldade. Por isso, como já 
dissemos, é fundamental ordenar bem as ideias para expressar o pensamento da melhor forma possível 
e alcançar a comunicação.
Mas isso não quer dizer que uma forma é mais fácil ou mais complexa que a outra. Ao tratar desse 
tema, Neves (2001) constata que precisamos ter vivência plena da língua materna. Todas as modalidades 
têm de ser valorizadas (falada e escrita, padrão e não padrão), o que em última análise significa que 
quaisquer práticas discursivas devem ter o seu lugar na escola e em nossa vida. A autora ressalta que a 
escola precisa oferecer ao usuário da língua materna o que, fora dela, ele não tem: o bom exercício da 
língua escrita e da norma padrão.
No entanto, por muito tempo, vivenciamos a seguinte dicotomia:
Quadro 1 – Diferenças entre fala e escrita apontadas por autores 
partidários da perspectiva da dicotomia
Fala Escrita
Contextualizada Descontextualizada
Dependente do contexto Autônoma em relação ao contexto
Implícita Explícita
Redundante Condensada
Não planejada Planejada
Imprecisa Precisa
Não normatizada Normatizada
Fragmentária Completa
Pouco elaborada Elaborada
Predominância de frases curtas, simples 
ou coordenadas
Predominância de frases complexas, 
com subordinação abundante
Pouco uso de passivas etc. Emprego frequente de passivas etc.
Fonte: Terra (2013, p. 37). 
Terra (2013) observa que essa tese existe há muito tempo. Sempre nos deparamos com essa ideia 
da grande divisão entre a oralidade e a escrita. Na época de Platão, pela primeira vez na história, um 
pequeno contingente da população aprendeu o sistema alfabético de escrita e o texto escrito tornou-se 
um concorrente da literatura e da filosofia oral. Até então, a oralidade era considerada o principal 
veículo de disseminação do conhecimento cultural.
Platão afirmava que as diferenças entre o oral e o escrito eram claras e, por isso, as suas implicações 
o preocupavam. Parecia-lhe incontestável que o engajamento com a linguagem escrita poderia afetar a 
mente humana. Não havia consenso sobre esse efeito entre os filósofos da época, mas já se notava uma 
ação para começar a valorizar a escrita.
40
Unidade I
Segundo Terra (2013), o que se percebe é que essas especulações iniciais, que sugeriam certas 
propriedades menos importantes à linguagem oral em comparação com a escrita, tiveram forte influência 
nas teorias contemporâneas, do ponto de vista do sistema, da cognição e dos usos do letramento.
A autora diz que, no século XX, especialmente dos anos 1950 aos anos 1980, entre sociólogos, 
antropólogos, psicólogos sociais e linguistas eram assumidas a supremacia da escrita e sua condição 
de tecnologia autônoma em relação à oralidade. A invenção da escrita teria estabelecido uma grande 
divisão entre culturas – cultura oral versus cultura escrita –, sob o pressuposto básico de que o grau 
de desenvolvimento tecnológico e a capacidade de raciocínio formal seriam impensáveis sem a escrita.
Quadro 2 – Diferenças socioculturais entre letramento e oralidade 
apontadas por autores que assumem a perspectiva da dicotomia
Cultura oral ou formas orais de funcionamento social Cultura letrada ou formas letradas de funcionamento social
Pensamento concreto Pensamento abstrato
Raciocínio prático Raciocínio lógico
Atividade artesanal Atividade tecnológica
Cultivo da tradição Inovação constante
Ritualismo Analiticidade
Esquemas práticos Saberes objetivados
Saber fazer Saberes coerentes
Competências culturais difusas Saberes sistematizados
Despossessão Poder de mando e de dizer
Adaptado de: Terra (2013, p. 37).
Quadro 3 – Mitos assumidos na perspectiva da dicotomia
Mitos ligados a características das modalidades 
de linguagem
Mitos ligados a efeitos sociais e culturais das 
modalidades de linguagem
A fala é desorganizada, variável e heterogênea; a 
escrita é lógica, racional, estável e homogênea
A escrita leva a estágios mais complexos e desenvolvidos de 
cultura e de organização cognitiva dos indivíduos
A fala é não planejada; a escrita é planejada e 
permanente A escrita dá acesso por si mesma a poder e mobilidade social
A fala é o espaço do erro; a escrita é o espaço da regra 
e da norma
A fala se dá face a face; a escrita serve para 
comunicar à distância no tempo e no espaço
A fala é fugaz; a escrita se inscreve
Adaptado de: Terra (2013, p. 38).
No caso da língua inglesa, muitos teóricos também apontaram para essa dicotomia. Veja o 
texto a seguir.
41
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Differences between written and spoken language
You can learn how to walk instinctively, right? What about talking? You learn to talk 
because you belong to a certain community. But how long does it take you to learn how 
to talk? Three years? Five years? People take the learning process of talking as something 
natural. But think a little: the process of learning how to talk takes years!
Now what about writing? Why do so many people affirm they don’t know how to write 
well? What blocks them from doing it so? The answer is that writing is a learned process 
like swimming. You don’t learn it “naturally”. It’s a process. It takes time, dedication, interest 
to master that process. Writing is directly connected to culture. If the arguments used in an 
interaction process, for instance, work in circles, consequently the writing piece will show 
that. If those relations have a clear and direct argumentative process, then the writing piece 
will be like that: direct.
Now, take a look at the main differences between the written world and the speaking 
world.
Quadro 4 
Written language Spoken language
1. Permanence
When you write something, it becomes permanent. You 
can return to it as many times you wish
It is fleeting. Once you speak a sentence, it vanishes 
(unless you record it)
2. Processing time
The reading activity happens at the pace of the readers. 
They can read slow or fast depending on the context. The 
same happens while you are writing a text: you can take 
your time, think, research for words or ideas
Spoken language is delivery fast. If for any reason it 
is not possible to ask the interlocutor to repeat the 
utterance, it is gone
3. Distance
The written world allows messages to be sent across two 
dimensions: physical distance and temporal distance. But 
readers cannot confront the author asking, for example, 
“What exactly did you mean by that?” Also, the readers 
do not have access to the context
Spoken communication demands the action of 
two people interacting. Nowadays we have net 
connections to talk online like Facetime and Skype. 
If you post a video for the other person to listen/see, 
still it belongs to the written world, but now with 
other particles, as the image, for example
4. Orthography
In writing there are graphemes. Sometimes punctuation, 
pictures, and charts. What leads the author to explore 
new words to make his work richer, more meaningful. As 
in the example below:
“With loud, rasping grunts, punctuated by roars of pain, 
he slowly dragged himself of the line of the enemy fire.”
The author has to introduce lots of adjectives 
and adverbs to make the idea more interesting. 
Misunderstandingscan happen if the word is misspelled
In spoken language there are phonemes that 
correspond to writing’s graphemes. But there is also 
stress, rhythm, juncture, intonation, pauses, volume, 
voice quality setting, and nonverbal cues, all of 
which enhance the message
42
Unidade I
Written language Spoken language
5. Complexity
Writing has longer clauses and more subordination Spoken language tends to have shorter clauses 
connected by more coordinate conjunctions. These 
shorter clauses are often factor of the redundancy 
while we speak
6. Vocabulary
Written passages typically utilize a great variety of lexical 
items. It happens because the writer has more time to 
construct his piece of writing and to revise it as well
In our everyday give and take with family, friends, 
and colleagues, spoken vocabulary is often limited
7. Formality
Writing is quite frequently more formal than speaking. 
Formality here is connect to forms that certain written 
messages must adhere to. Example, you can recognize a 
menu very quickly because all menus come in that form
In spoken language those forms are related to 
the context and ceremonials, which means using 
a group of words or phrases appropriated to one 
specific context
Adaptado de: Brown (2000, p. 303-306). 
Nesse modelo também percebemos uma tendência à dicotomia. No entanto, a partir dos anos 1980, 
o modelo teórico da grande divisão começa a cair por terra. São identificadas especificidades em ambas 
as modalidades da linguagem, sendo-lhes atribuídas formas típicas de funcionamento e produção de 
sentido, em vinculação direta com os seus contextos de produção (TERRA, 2013).
Autores como Marcuschi (2001), Signorini (2001) e Rojo (2006) buscam superar a dicotomia 
apontando que, na sociedade contemporânea, ambas as modalidades da linguagem são imprescindíveis 
e complementares nas práticas letradas de comunicação. A hipótese geral de uma função complementar 
do oral e do escrito nas práticas de letramento não se traduz apenas na complementaridade de distribuição 
de formas de comunicação, mas também na sobreposição e na união dessas duas modalidades em 
uma mesma atividade de comunicação social, o que invalida a apreensão dicotômica tradicional entre 
oralidade e escrita.
Interessantes também são as questões trazidas pelas novas tecnologias.
 
Crystal (2007) lists five important stylistic features of written language: 
graphic (visual presentation), orthographic, grammatical, lexical and 
discursive (the structural organization of a text). To these he adds the 
phonetic and phonological features of spoken language. The Internet is 
essentially text-based at present, but, Crystal suggests, we can easily imagine 
speech becoming progressively more important as speech production and 
recognition techniques progress. These features help us to distinguish 
“seven broad Internet-using situations” whose language is “significantly 
distinctive”: email, chatgroups (which exist in two varieties: synchronous 
and asynchronous), virtual worlds (or MUDs for Multi-User Domains), the 
World Wide Web, instant messaging and blogging (a recent appearance). 
In each of these situations, things are still very much in development: the 
only thing that is clear is that people are unclear about what is going to 
43
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
happen. This transitory state makes the Internet a particularly fascinating 
linguistic arena for the linguist as “people are still getting to grips with the 
communicative potential made available to them”. The chapter continues by 
looking at how the language of Netspeak is spilling over into non-Internet 
situations. My own favourites are “He’s 404” used to mean that someone is 
not around or Crystal’s comments on the exponential increase in the use of 
Internet-inspired prefixes (from e-mail to e-book, e-therapy…), suffixes (from 
.com to the dotcom crisis) and infixes (the ubiquitous @) (RANGER, 2007).
Segundo Crystal (2007), com a internet passamos a escrever muito mais, e as marcas de oralidade 
na escrita, que sempre existiram, estão cada vez mais acentuadas. As atividades atuais de escrita são 
marcadas até mesmo por outros sinais, como os emojis.
É importante considerar que há momentos orais mais próximos de uma produção escrita e outros 
escritos que são reprodução da oralidade, atualmente acrescidos de elementos como memes ou emojis. 
Tenha em mente o esquema apresentado na sequência.
Basically, the writing process involves four elements:
• the writer;
• the audience;
• the language;
• the subject. 
That is, writers have something to say (a subject), someone to say it to (an audience), and a way to 
say it (a language). 
Writer
Audience
Language
Subject
Figura 4 
Of course, the previous model is very simple. Besides these elements, you can add to the model the 
context in which the writing is being produced, but so far, let’s consider it the beginning of our work. 
For example, if I have to write an email to my boss, I may have to consider the following:
• What is the main point of my email? What is my objective? 
• What is the subject?
44
Unidade I
• Who will receive my email?
• Do I have to use a formal or an informal style?
• What kind of vocabulary will I use? Academic? Technical? 
• Do I have to attach charts or other information so he/she will understand it better? 
• What kind of grammar structure will I use? Simple ones or complex ones?
All the prior questions tells me I need to plan my writing piece. So as mentioned before a writing 
process includes the following phases:
• Pre-writing:
— Planning and thinking.
— Deciding what subject to write about and for what purpose and audience.
— Gathering ideas and details.
— Building a plan for presenting ideas.
• Writing:
— Writing a first draft.
— Following some kind of plan to put ideas into sentences and paragraphs.
— Including new ideas as they occur to you. 
• Evaluating and revising:
— Rereading the draft to decide about strengths and weaknesses.
— Making changes to improve it. 
• Proofreading and publishing:
— Finding and fixing errors.
— Making a final copy and sharing it with an audience. 
Devemos sempre ter em mente as razões que nos levam a escrever, no papel ou em um aplicativo. 
Invariavelmente precisamos pensar: por que estou escrevendo isso?
45
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Assim, vale a pena parar e pensar: why do people write? 
To inform: writers want to give information or to explain something to readers. 
Example: 
Dear students,
English 101 changed to room 5. 
Coordination
To persuade: writers may want to convince people to change their minds about something, or to 
stir people into action. 
Example:
Hi, Mary.
I really think you must go to the interview for this new job opportunity. Think 
about your life at your present job. You have been suffering so much. Please, go. You 
deserve something better.
Love,
Jane
To express themselves: writers want simply to explore their thoughts and feelings about something. 
Example:
Mr. President, 
I am writing to you to express my views of your mandate. 
As you can see from your popularity pools, the population think you are not 
doing a good job. 
You are surrounded by experts of all areas. You have all the tools to improve 
this situation. 
I trust you.
Mr. Brown
46
Unidade I
To create literature: writers may use their talents to create literature – stories, poems, songs, and plays. 
Example:
When stretch’d on one’s bed
When stretch’d on one’s bed
With a fierce-throbbing head,
Which precludes alike thought or repose,
How little one cares
For the grandest affairs
That may busy the world as it goes!
How little one feels
For the waltzes and reels
Of our Dance-loving friends at a Ball!
How slight one’s concern
To conjecture or learn
What their flounces or hearts may befall.
How little one minds
If a company dines
On the best that the Season affords!
How short is one’s muse
O’er the Saucesand Stews,
Or the Guests, be they Beggars or Lords…
Fonte: Austen (s.d.).
Vamos fazer mais algumas reflexões sobre o processo de escrita?
Why do so many people find writing a composition, for example, so difficult?
A) Because they don’t practice enough.
B) Because writing takes time, research, thinking and planning. 
C) Because they think learning how to write is a natural process. 
D) Because writing demands creativity, critical thinking and studying.
E) All the alternatives above are correct.
Qual alternativa você escolheu? A letra E? Perfeito! 
47
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
De fato, muitas pessoas acham complicado escrever, por exemplo, uma redação escolar. Por que 
isso acontece?
Podemos ter essa dificuldade porque somos mal preparados para esse tipo de atividade. No final, 
acabamos saindo da escola com a sensação de que não praticamos o suficiente e não sabemos escrever. 
Escrever, porém, exige tempo, pesquisa, reflexão, planejamento, pensamento crítico, estudo e prática. 
Definitivamente, não é um processo natural, nem depende somente de sermos criativos. É por essa razão que 
a alternativa E é a correta, pois abarca todas essas sensações que temos sobre a dificuldade de escrever.
No entanto, cabe ressaltar que falar também pode ser algo complexo. É comum a ideia de que falar 
é mais fácil. Mas você já considerou como pode ser difícil falar em público?
Como somos diferentes, temos preferências por métodos de comunicação. Alguns se sentem 
mais à vontade com a comunicação escrita, outros geralmente acham mais fácil falar, e às vezes uma 
dessas opções é melhor que a outra para determinado propósito. Mas o que é realmente mais fácil, 
escrever ou falar?
A despeito das preferências, há situações em que não temos escolha e precisamos nos adequar ao 
contexto de produção da comunicação. Há aspectos da oralidade ou da escrita que podem tornar cada 
uma a melhor opção para determinado cenário. Por exemplo, quando se trata de falar sobre nossos 
hábitos diários ou expressar nossa opinião sobre um assunto, há pouca necessidade de construir uma 
ideia com antecedência e nenhuma pressão para sermos perfeitos ao expressar nossos sentimentos. 
Nesse cenário, provavelmente acharíamos mais conveniente gravar a nós mesmos conversando do que 
escrever nossos sentimentos na íntegra, por causa do tempo e do esforço físico envolvidos no processo. 
Hoje em dia, isso é especialmente verdadeiro em telefones celulares, que em geral têm câmeras frontais, 
mas continuam complicados de digitar, apesar de tamanhos de tela maiores.
Tudo depende dos nossos objetivos e, como já dissemos, dos nossos interlocutores. Mesmo que eu 
prefira falar, minha fala terá de ser mais trabalhada se eu estiver gravando uma apresentação para um 
emprego. Temos de adequar nossa fala ou nossa escrita constantemente. 
Outra característica importante da escrita com relação à oralidade é o fato de ela ser mais permanente. 
Por isso, muito cuidado ao escrever um email ou enviar uma mensagem numa rede social.
Vamos fazer mais uma reflexão? Leia o texto a seguir.
In early July, weather reporter Maria Júlia Coutinho, also known as Maju, 
experienced a racist attack on the Facebook page of Rede Globo Jornal Nacional. 
With her appointment in May, she became the first black weather reporter on Brazil’s 
most watched national television news show. When her photo was posted on the 
show’s Facebook page on a Thursday evening, several people posted racist comments, 
as if it were a coordinated attack.
Fonte: Freelon (2018).
The mentioned extract is about social media users who simply write what they want on internet 
pages without reflecting on the consequences of their words. Later they find themselves surprised with 
48
Unidade I
a legal lawsuit for what they wrote to be offensive and abusive towards someone. Which characteristics 
of the writing world are these writers ignoring?
A) They are ignoring that the words are permanent: once you wrote them (on social media specially), 
they will be perpetuated, since, among millions of viewers, one will print screen the page and 
repost it always when they think it is needed.
B) They are ignoring the structures complexity of the language, since writing tends to have a more 
complex structure. 
C) They are ignoring the orthography, since these posts are always written in informal language and 
full of misspellings.
D) They are ignoring the vocabulary characteristics, because people always use intellectualized words 
on their posts on social media. 
E) They are ignoring rhythm, intonation and stress patterns of the spoken language.
Qual alternativa você escolheu? A letra A? Está correto! 
De fato, muitas pessoas não percebem que as palavras escritas podem ser permanentes. Uma vez 
que você as escreve (em especial nas mídias sociais), elas serão perpetuadas, pois, entre milhões de 
espectadores, um imprimirá a página e a repostará sempre que achar necessário. O mesmo problema 
pode acontecer com um áudio, um vídeo, uma imagem. Não esqueça que sua comunicação nem sempre 
é feita por meio de linguagem verbal oral ou escrita.
Just be careful and adequate!
Is talking really easier than writing?
One of the great things about us humans is how different we all are, and one of those 
differences can be found in our preferences for communication methods. Some feel more 
comfortable with written communication, while others generally find it easier to talk – and 
sometimes we may agree that one of those options is better than the other for a certain 
purpose. But which is actually easier, writing or talking?
On the surface, you might think that everyone finds talking easier than writing. After 
all, we learn to speak before we learn to write, and most of us do it more often and are able 
to converse verbally without feeling like we have to think too much as we go along. There 
are also fewer rules relating to spoken language, and getting the words from formation to 
expression generally happens quicker because, unlike typing or writing, speaking doesn’t 
require any tools or implements.
Leia o texto completo em: https://bit.ly/3sYt7rL
Fonte: Is talking… (2021).
49
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Para terminar este tópico, gostaríamos de ressaltar a questão da formalidade e da informalidade. 
O texto a seguir trata desse assunto.
Writing and speaking
As a skilled user of English you will be able to discriminate between the features of the 
spoken and written language quite easily although sometimes we deliberately choose to 
blur the lines between the two. For example, we might want to adopt a very informal tone 
when we are writing to friends or relatives. Look at the short example of an informal letter 
below and decide which features have been carried over from the spoken language.
Hi Fred,
How’s things? Just thought I’d write to see if you’d received my parcel 
and give you a few bits of news. I got into trouble at work again this week… 
…had a run in with the accounts manager and he complained to the head of 
the department and got me reprimanded for insubordination or something 
like that, but it didn’t worry me too much ‘cos I’d already decided to move 
on. Can you keep an eye out for anything that might suit? Nothing to 
demanding, but with a decent salary! ’nuff said…!
In this letter there are several carry-overs from the spoken language that are 
worthy of comment:
• The use of Hi in the greeting.
• The use of contracted forms like I’d, you’d, ‘cos and ‘nuff (enough).
• The use of dots to link two sentences.
• Colloquial language such as: how’s things, had a run in with, keep an eye out.
• A spelling mistake: to instead of too in the final sentence.
• The use of dots in the final line to indicate an unsaid continuation of the final 
sentence, which has been left to the interpretation of the reader.
• The repetitive use of and and but to join parts of sentences together.
These are all common features of spoken languageused in informal letters that we 
would not normally associate with a piece of formal writing. The list of items above covers, 
of course, only a few of the many possible differences between speaking and writing.
Fonte: Writing… (2021).
50
Unidade I
Portanto, é interessante tomar cuidado com a asserção de que falar é mais fácil do que escrever. 
Tudo depende do que estamos fazendo e do contexto de produção da nossa comunicação.
4 O PAPEL DA REVISÃO DA ESCRITA COMO PROCESSO
Uma vez que estamos trabalhando a escrita como processo, a correção e a revisão também devem 
ser consideradas. Há várias maneiras de trabalhar a correção de textos.
No caso das escolas, o professor teria de conversar com os alunos, pois as pessoas ainda sentem 
muito medo de errar. O professor deveria ser o mediador do processo de escrita, o que proporcionaria ao 
aluno a oportunidade de refletir acerca da aprendizagem em geral e também acerca da escrita.
A correção é a intervenção mais preocupante para os educadores. Muitos professores ainda 
acreditam que seu papel é simplesmente o de corrigir. A tradição escolar vê a correção que o docente 
faz longe dos alunos como a mais importante. Compete-lhe marcar no papel, no trabalho, o que o 
estudante errou.
Sabe-se que um simples ato errôneo pode desencadear fatores que causarão transtornos a uma 
pessoa, seja no âmbito profissional, seja nos âmbitos psicossocial, afetivo e emocional.
O erro deveria ser considerado fonte de aprendizagem. Isso viabilizaria um caminho de descobertas 
e desafios que estimularia no educando o prazer do saber e do fazer e refazer. Como muitos educadores 
ainda não aproveitam o erro para dar início a novas práticas educativas, temos de incentivá-los aqui 
pelo menos com relação ao ato de escrever.
A revisão aprimora a estética do texto. Isso quer dizer que ela não melhora apenas o aspecto 
gramatical, mas também o aspecto estilístico da escrita. A revisão do texto engloba todos os elementos 
presentes na escrita, desde a estrutura até a coesão do que foi escrito. Revisar é tão importante quanto 
escrever. Com a revisão, o autor aprimora sua experiência com a escrita e aguça o sentido para a 
correção dos erros.
A prática da revisão é extremamente importante. Se você não tem o hábito de revisar, ou por 
preguiça, ou por achar que não precisa, comece a fazer isso a partir de agora. Revisar garante a você 
duas coisas: qualidade no texto e experiência na escrita.
Portanto, revisar é muito relevante para aperfeiçoar a escrita. Também é responsável pela qualidade 
do que se entrega ao final do processo.
Por isso, pratique!
O que é preciso para revisar?
51
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Como revisar um texto: 5 dicas para você não errar mais
1. Evite revisar o texto logo após você ter escrito
O motivo de não ser prudente que você revise assim que escreveu é que sua mente 
já está habituada ao texto. Então, encontrar erros mais profundos será mais difícil. A sua 
mente vai deixar passar muitos erros que, quando corrigidos com a mente fresca, saltam à 
vista. Portanto, procure revisar o que escreveu somente depois de uma pausa. Faça outra 
atividade ou até mesmo parta para a escrita de outro texto. Mas não revise de imediato. 
Você pode separar uma hora ou dia específico apenas para revisões.
2. Verifique se o seu texto tem a estrutura adequada
Um dos primeiros itens a que você deve se atentar na hora em que for revisar é a 
estrutura do seu texto. Depois de saber a que gênero ele pertence, procure conferir se ele 
tem os elementos necessários.
3. Utilize a revisão gramatical do seu editor de texto
Se você usa o Google Docs ou o Word, comece a desfrutar da ferramenta de correção 
gramatical. Muito útil, ela vai te auxiliar muito. No entanto, não confie apenas nessas 
ferramentas para corrigir a parte gramatical do seu texto. Leia atentamente tudo, verifique 
o sentido das suas frases e procure por erros ocultos, presentes nas entrelinhas.
4. Abuse dos sinônimos
É muito cansativo ler um texto em que a mesma palavra ou expressão é repetida 
inúmeras vezes. Abra o dicionário de sinônimos e pesquise palavras alternativas.
5. Não tenha receio de cortar trechos, palavras ou expressões
Quando percebemos que uma palavra não combinou com a frase ou que uma frase 
inteira não faz mais sentido no parágrafo, temos de cortá-la. Você não pode se apegar ao 
que escreveu a ponto de não querer revisar. A revisão é o amadurecimento da escrita.
Leia o texto completo em: https://bit.ly/3wLBgSR
Adaptado de: Bonin (s.d.).
Outra estratégia interessante é o feedback dos colegas: o papel desempenhado pelos participantes 
será o de outsider, isto é, um lerá o texto do outro e fará comentários. A correção realizada com os 
colegas está fundamentada na concepção vigotskiana e nos princípios da aprendizagem colaborativa, 
que partem do pressuposto de que o uso da língua é uma atividade social, que permite aos indivíduos 
coconstruir significados dentro e a partir de interações.
52
Unidade I
Understanding the purpose of revising and editing
Revising and editing allow you to examine two important aspects of your writing 
separately, so that you can give each task your undivided attention. When you revise, you 
take a second look at your ideas. You might add, cut, move, or change information in order 
to make your ideas clearer, more accurate, more interesting, or more convincing.
• When you edit, you take a second look at how you expressed your ideas. You add 
or change words. You fix any problems in grammar, punctuation, and sentence 
structure. You improve your writing style. You make your essay into a polished, 
mature piece of writing, the end product of your best efforts.
• Many people hear the words critic, critical, and criticism and pick up only negative 
vibes that provoke feelings that make them blush, grumble, or shout. However, as a 
writer and a thinker, you need to learn to be critical of yourself in a positive way and 
have high expectations for your work. You also need to train your eye and trust your 
ability to fix what needs fixing. For this, you need to teach yourself where to look.
Fonte: Writing… (2015, p. 337).
53
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
 Resumo
Nesta unidade, vimos os desafios da produção escrita no mundo 
contemporâneo. Tratamos de elementos fundamentais para elaborar bons 
textos de acordo com as necessidades e os propósitos comunicativos. 
Analisamos questões importantes como:
• O que fazer quando temos de escrever?
• Quais são nossos objetivos específicos?
• Quais procedimentos são os mais adequados?
Consideramos o papel da revisão de nossa produção escrita e os 
caminhos ou ações mais adequados para isso. Salientamos a necessidade 
de ver o erro como fonte de aprendizagem, que viabiliza um caminho de 
descobertas e estimula o prazer do saber e do fazer e refazer.
Assinalamos que escrever exige tempo, pesquisa, reflexão, planejamento, 
pensamento crítico, estudo e prática. Não é um processo natural, nem 
depende somente de sermos criativos. No entanto, vimos que falar também 
pode ser bem complexo. 
Ressaltamos que cada pessoa pode ter uma preferência quanto a falar 
ou escrever, mas há situações em que não temos escolha: precisamos 
nos adequar ao contexto de produção da comunicação. Há aspectos da 
oralidade ou da escrita que podem tornar cada uma a melhor opção para 
determinado cenário.
Ler é fundamental. Ler sempre e de forma estratégica. Tentamos 
mostrar que ler em língua inglesa é como fazê-lo em nossa própria língua. 
Não é necessário entender todas as palavras. Lembre que as habilidades 
de leitura necessárias para compreender um texto são basicamente as 
mesmas em qualquer língua, e para escrever a perspectiva deve ser igual.
54
Unidade I
 Exercício
Questão 1. Leia o texto a seguir.
List of the best 15 writing strategies with examples
By Barrie Davenport
Figura 5 
Disponível em: https://bit.ly/3LQPYfE. Acesso em: 18 maio 2022.
No doubt, you’ve alreadybecome familiar with some of these time-tested examples of writing 
strategies. It’s what you don’t (yet) know that can hold you back and limit your influence. That’s 
about to change. 
1. Start with a strong hook
Your first sentence should hook your reader and make them curious enough to read the second 
sentence, which should lead them irresistibly to the third, and so on. 
That first sentence should grab hold of their interest and get them thinking, “I need to know what 
will come next”. Your entire opening hook doesn’t have to consist of one sentence, but a few sentences 
at most should suffice to get under your reader’s skin. 
Strong hooks can include any of the following: probing or rhetorical questions, quotes, statistics, 
anecdotes and bold claims.
55
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Example:
“Did you know every year the amount of garbage we toss into the ocean is three times the weight 
of fish caught?” (statistic)
2. Give your opening paragraph a strong sense of direction
Your first paragraph should clearly communicate the direction of your piece. And it should give the 
reader a reason to care about it. They should want to know more and feel compelled to see what you’ll 
reveal. Give them a reason to feel invested. 
Otherwise, they might bookmark your page to “save it for later,” but we all know what that usually 
means. It’s the internet version of walking away. 
Example:
“As a lifelong crabber (that is, one who catches crabs, not a chronic complainer), I can tell you 
that anyone who has patience and a great love for the river is qualified to join the ranks of crabbers. 
However, if you want your first crabbing experience to be a successful one, you must come prepared.” 
(Mary Zeigler, “How to catch river crabs”)
3. Be authentic in every sentence
Come as you are. This is not a place to show off or pretend to be someone else. Try to trick your 
reader, and they’ll most likely leave and never return. So, ix-nay on the bait and switch. Put yourself in 
the reader’s shoes and give them what you know they would want. 
Be genuine and show that you care as much about their time as you do about yours. 
Example:
“I haven’t wanted to call myself a functional alcoholic”. For just a second, the word ‘functional’ 
makes it easier to accept the word that comes after it. 
“Then the reality hits: I’m not as functional as I’d like to think. And being an alcoholic means having 
to give up alcohol.”
4. Create a reader avatar
Design an ideal reader based on what you know – including demographic info (married/single, age 
range, interests, culture, politics, geographical area). Then write as if addressing a respected friend. 
Don’t assume your reader can’t figure stuff out, but don’t use ten-dollar words when one-dollar 
words will do. Write the way you would talk in a friendly conversation. 
56
Unidade I
Example:
Ideal reader Alexis is a health-conscious socialite in her mid-twenties. Her interests include public 
relations, fashion, and social media (mainly Instagram). She reads to stay well-informed about things 
that matter to her. She’s visually-oriented. Her dream is to work in New York as a successful public 
relations professional.
5. Create an outline
The easiest way to make sure you make all your points in a logical, easy-to-follow manner is to start 
with an outline, breaking down your work into smaller, more focused sections. Use your outline to plan 
your subheadings and brainstorm content ideas.
As you add content, you can connect each thought, making every sentence earn its place and 
respect its neighbors to ensure each thought flows effortlessly to the next. 
Example:
I. Why soy candles are healthier than paraffin. 
All natural (no toxic chemicals)
Supports U.S. soy farmers 
Cleaner, cooler burn with less soot
II. 5 best sources of ethically-made soy candles
…
III. 3 candle-making charities that support women
…
6. Have fun with it
If you’re not all that interested in what you’re writing, your reader will pick up on that. Boredom is 
contagious. The good news? The opposite is even more so. Find something to love about what you’re 
writing, and your reader will feel your excitement and lean in. 
The more fun you have with the writing, the more your audience will enjoy reading it. 
57
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Examples:
• Include a fun, illustrative bit of dialogue. 
• Paint a (word) picture your reader will want to be a part of. 
• Lead with the thing that excites you (an interesting bit of news, etc.)
7. Start a dialogue with your reader
Remember that bit about seeing your reader as a respected friend? The more you see your article or 
blog post as a friendly conversation with your reader, the easier (and more fun) it will be to write, and 
the more invested you’ll feel in being as helpful as possible. 
Imagine a friendly, animated dialogue with your ideal reader and write as you hear the words 
in your head. 
Example:
“I’m glad you’re here. I have so many questions! First, I have to ask, how do you feel about zombie 
fiction? I have a theory, and you can tell me if I’m wrong. 
“For starters, I’ll make the bold guess that if you’re reading this blog, you’re not into the gory, graphic 
zombie violence some shows glory in. In fact, I’m willing to bet you’re more of an I Zombie fan. Because 
you’re not an all-or-nothing thinker.
“Here’s where I’m going with this…” 
8. Get time on your side
It can only benefit you to address timely issues that matter to your reader. If you’re writing about 
a subject that’s dominating the headlines, put your own creative spin on it to make it stand out. What 
can you bring to the subject that few or no one else can? 
Make the subject more personal to your reader, and your content will be timeless. 
Example:
“It’s happened! The results of the 2020 election are finally in, and people around the world (not 
to mention over half the U.S. population) are celebrating, crying tears of relief, and dancing in the 
streets for joy.” 
“So, what comes next? Specifically, what comes next for you?” 
58
Unidade I
9. Prioritize clarity
Know your message and express it with clarity, simplicity and elegance. Every thought should be 
organic, and every sentence’s meaning should be unmistakable. Confuse your reader, and they’re far 
more likely to stop reading and move on. 
Don’t make them work to decipher what you’re trying to say. It’s not their job. 
Examples of strategies for writing with clarity:
• Know your message and write with intention.
• Know your audience and speak their language.
• Define your (unfamiliar) terms. 
• Use your punctuation wisely (especially commas). 
• Use strong, active and carefully-chosen verbs. 
10. Break it up with visuals
If all you’re giving your reader is a long succession of paragraphs with some subheads thrown in, 
consider adding some relevant visuals – images, graphs, infographics, tables, diagrams, etc. Give their 
brain a brief but meaningful eye-candy break. 
By varying the delivery of helpful information, you hit “refresh” on their attention and keep 
them curious. 
Examples of effective visuals:
• Infographics or diagrams to visually illustrate your points.
• Images that set the mood and make your content more relatable.
• Graphs and tables to show organized and relevant data. 
11. Put your reader to the test
Include an interesting quiz/test for your reader to take, with a result they can share. Give them a 
chance to test their knowledge while they learn something new. Quizzes that give them a result they 
can feel good about and make your content more memorable. 
59
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Challenge your reader with questions that make them think, and they’re more likely to respect and 
remember you. 
Examples of quiz ideas:
• “How compatible are you and your partner?”
• “How much do you know about climate change?” 
• “What crystals are best for your personality?” 
12. Dazzle themwith surprising facts
Throw in some juicy facts to make your readers think, “Wow! I didn’t know that.” Keep them short 
and easy to remember and make sure they add value to your whole piece. It should feel organic – not 
like it came out of nowhere. 
Your reader shouldn’t have to wonder if they accidentally clicked on a different link. 
Examples:
• Surprising statistics about bullying to reconsider “zero-tolerance” policies. 
• The truth about “German” chocolate cake in a post on a beloved family recipe.
• Daniel Radcliffe’s allergy to his Harry Potter glasses in a post on unusual allergies. 
13. Add interesting quotes from authorities in the field
Quotes from well-known authorities can add credibility to your piece if it bolsters one of the points 
you’re making. Depending on your quote choice, it can also add a touch of humor or pathos to draw 
your reader in and encourage a stronger connection. 
A short, powerful quote can make your work more memorable by association. 
Examples:
• Shocking or funny quotes from famous authors in a post on the creative process. 
• Quotes from famous fictional sleuths in a post about cozy mysteries.
• Quotes from disgruntled politicians in a post about running for office. 
60
Unidade I
14. Ask questions to get your readers thinking
Another way to make your reader feel more invested in what they’re reading is to ask them questions 
about something that matters to them. 
Get them thinking about the answer, and they’ll be more likely to feel a need to answer it or find the 
answer in what you’ve written. And if your answer satisfies them, or if their own answer leads to other 
meaningful discoveries, they’re likely to come back for more. 
Examples:
• Questions about your reader’s writing process in a post on the same. 
• Questions on your reader’s biggest fears in a post about anxiety.
• Questions on favorite scents and related memories in a post about candles.
15. Tell your reader a story
Everyone loves a good story. Introduce a compelling story early on in your post (or chapter), and 
your reader is much more likely to keep reading. Your story should closely relate to the rest of your 
content, so it can communicate useful information while it entertains your audience. Keep it short, 
relevant, and memorable. 
Examples:
• A brief fable that teaches a moral lesson.
• A brief story from your past that illustrates a point you’re trying to make.
• A short, funny story that leads to a surprising revelation.
Adaptado de: https://bit.ly/38cbPjK. Acesso em: 18 maio 2022.
Com base na leitura, avalie as afirmativas.
I – Uma dica para escrever um bom texto é começar com um “gancho forte”, que instigue o leitor 
a prosseguir com a leitura, o que pode ser conseguido, por exemplo, com o uso de dados estatísticos.
II – Para escrever um bom texto, você deve redigir de modo diferente de como você realmente é, a 
fim de que você “não se coloque” na produção textual.
III – Algumas das qualidades de uma boa produção textual são a clareza, a simplicidade e a elegância. 
Assim, a leitura será fluida, sem a necessidade de “paradas” para o entendimento da mensagem 
contida no texto.
61
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
IV – Uma das técnicas que pode ajudá-lo a escrever um texto motivador é fazer perguntas sobre 
assuntos que interessam ao leitor.
É correto o que se afirma em:
A) I e II, apenas.
B) III e IV, apenas.
C) I e III, apenas.
D) I, III e IV, apenas.
E) I, II, III e IV.
Resposta correta: alternativa D.
Análise das afirmativas
I – Afirmativa correta.
Justificativa: segundo o texto do enunciado, “your first sentence should hook your reader and make 
them curious enough to read the second sentence, which should lead them irresistibly to the third, 
and so on”. Além disso, é dito que “strong hooks can include any of the following: probing or rhetorical 
questions, quotes, statistics, anecdotes and bold claims”. Finalmente, é dado um exemplo de primeira 
sentença que motiva a leitura com a apresentação de um dado estatístico: “Did you know every year the 
amount of garbage we toss into the ocean is three times the weight of fish caught?”
II – Afirmativa incorreta.
Justificativa: uma das dicas dadas no texto do enunciado é “be authentic in every sentence”. Para 
fazer uma boa produção textual, “come as you are”, “put yourself in the reader’s shoes”, “be genuine, and 
show that you care as much about their time as you do about yours”. 
III – Afirmativa correta.
Justificativa: uma das dicas dadas no texto do enunciado é “prioritize clarity”. Para alcançar uma boa 
produção textual, “know your message and express it with clarity, simplicity and elegance”. Há ainda 
uma advertência: “confuse your reader, and they’re far more likely to stop reading and move on”.
IV – Afirmativa correta.
Justificativa: segundo o texto do enunciado, “another way to make your reader feel more invested in 
what they’re reading is to ask them questions about something that matters to them”. 
62
Unidade I
Questão 2. Leia o texto a seguir.
12 strategies to support struggling writers in elementary
By Whitney Ebert
Have you seen this before? A student is up from his desk (again!) going to get a drink for the third 
time during the writing block. Another student is sitting quietly at her desk starting a blank piece of 
paper (trying to fly under the radar). And then you have a student claiming to be finished with the 
writing assignment, yet it is clearly incomplete and disorganized. Sound familiar? Well, all these signs 
point to struggling writers.
Types of struggling writers
Just like our students, not all struggling writers are the same. Some students struggle with writing 
because they are stuck for ideas. You know the kid… the one who proclaims, “I don’t know what to 
write,” then shrugs and stares blankly at you. Those are also often the students getting up to get 
another drink of water and staring at a blank page. These students struggle with getting started and 
knowing what to write about.
Other students struggle because their writing is disorganized and lacks structure. These students 
will often write, but their writing is disorganized and hard to follow. They often claim to be finished with 
a writing assignment before it is truly complete.
Finally, another group of students struggle with writing because they feel disconnected from the 
assignment. They may feel it is not relevant to them or they may not have the background knowledge 
or expertise to write on the topic.
With a little scaffolding and support, there are many strategies you can implement into your 
writing instruction to help support your struggling writers.
Stuck for ideas
When students struggle with coming up with ideas about what to write about, try the following 
scaffolding tips.
1. Share ideas before writing
Students who struggle with coming up with their own ideas might get inspired by their classmates’ 
thoughts. Having students share ideas also helps to solidify and ground the idea so it isn’t lost.
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PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
2. Collaboratively write
This is an opportunity for the whole class to get involved. Have different students share ideas to 
create a collaborative writing sample. This demonstrates for struggling writers how to approach the 
assignment and it provides them with ideas of what to write about.
3. Sentence starters
These are really helpful for triggering ideas in struggling writers.
4. Writing warm-up
Using a writing warm-up like power writing or freewriting (where students write without stopping 
or without worrying about spelling or grammar), their ideas can flow and they don’t have to deal with 
writing paralysis.
5. Pre-writing
This is a critical step for helping struggling writers construct ideas. Using tools like brainstorms or 
focus storms help students quickly get as many ideas as possible. The blank page can be daunting to a 
young writer who struggles with coming up with ideas.
6.Graphic organizers
Many struggling writers do better with a visual.
7. Modeling and guided writing
This is a good time to encourage students to share their samples. Additionally, this helps spark ideas 
in students who might be stuck.
8. Mini writing lessons
Don’t expect students to know how to write an engaging lead sentence, or use transitional phrases 
fluently. These are excellent mini-lessons to incorporate into your writing block.
9. Writing tools
Provide students with a list of transitional words and phrases for the writing they are tackling. Or 
give students a list of dead words that they should avoid using in their writing and a list of alternative 
words to use instead. Giving students a resource to refer to while writing will help them overcome their 
writing challenges.
64
Unidade I
10. Student choice
Give students choice with what they write about.
11. Sense of purpose
Except for those teacher-pleasers and highly intrinsically motivated students, there is little drive and 
motivation to do their best work when students are simply writing for a teacher to grade. When there is 
a greater purpose to their writing, even struggling writers invest more in the assignment.
12. Conference with student
Since students are so different with their writing abilities and their struggles, it is important to 
find a time to meet with students in small groups or individually to identify each students’ strengths 
and weaknesses.
Adaptado de: https://bit.ly/3MJzS8R. Acesso em: 18 maio 2022.
Com base na leitura, avalie as ideias associadas aos tópicos I a XII do quadro a seguir.
Quadro 5 
Tópico Ideia
Tópico I Instead of having students start writing on their own, first collaboratively write together as a class
Tópico II Often times a student will say, “I don’t know what to write about,” and a sentence starter can help guide them with their writing
Tópico III Thus, it is important to create an authentic writing situation for students. Have them write a blog post to share with the entire third grade, or have them create a persuasive travel brochure
Tópico IV Even a little choice goes a long way with student writing. When students feel invested in a topic, they will have more to say, thus more to write
Tópico V
Before having your students begin a writing assignment, show them models (either teacher created, or 
exemplar student examples from the past). Additionally, if you are having a student write a hook, model to 
the class how you would write a hook
Tópico VI Knowing which areas to target for each writer will allow you to scaffold and support each student in the area in which they could benefit the most
Tópico VII Students orally share ideas before writing (with a peer, as a whole group, or even record ideas using a technology device). This gets their creative juices flowing
Tópico VIII It is great to help students get their creative juices flowing. It is also helpful to encourage students to write down their thoughts
Tópico IX
Brainstorming is a powerful tool to help writers flush out all the ideas and then a focus storm helps them 
to organize and fine-tune their ideas. This is also helpful because it is a visual for students to see that they 
have lots of ideas. If students ever get stuck for ideas, they can refer back to their brainstorm and focus 
storm
Tópico X Breaking writing up into more manageable chunks (i.e., breaking a paragraph into sentences) makes the task seem less daunting and more doable
Tópico XI
Take 10-15 minutes to teach and practice a writing strategy (like writing a lead sentence for an informative 
writing assignment). Once you teach the skill, have students immediately practice it in their writing. As you 
introduce more mini writing lessons, don’t forget to still touch on ones you have covered in the past
Tópico XII Giving students a writing toolbox will give them a resource to get support with their writing
Adaptado de: https://bit.ly/3MJzS8R. Acesso em: 18 maio 2022.
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PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
Assinale a alternativa que mostra corretamente a associação entre os tópicos do quadro anterior e 
os elementos do texto apresentado:
A)
Tópico I 2. Collaboratively writing
Tópico II 3. Sentence starters
Tópico III 11. Sense of purpose
Tópico IV 10. Student choice
Tópico V 7. Modeling and guided writing
Tópico VI 12. Conference with student
Tópico VII 1. Share ideas before writing
Tópico VIII 4. Writing warm-up
Tópico IX 5. Pre-writing
Tópico X 6. Graphic organizers
Tópico XI 8. Mini writing lessons
Tópico XII 9. Writing tools
B) 
Tópico I 10. Student choice
Tópico II 7. Modeling and guided writing
Tópico III 12. Conference with student
Tópico IV 2. Collaboratively writing
Tópico V 3. Sentence starters 
Tópico VI 11. Sense of purpose
Tópico VII 1. Share ideas before writing
Tópico VIII 4. Writing warm-up
Tópico IX 5. Pre-writing
Tópico X 6. Graphic organizers
Tópico XI 8. Mini writing lessons
Tópico XII 9. Writing tools
C)
Tópico I 2. Collaboratively writing
Tópico II 7. Modeling and guided writing
Tópico III 11. Sense of purpose
Tópico IV 10. Student choice
Tópico V 3. Sentence starters
Tópico VI 12. Conference with student
Tópico VII 1. Share ideas before writing
Tópico VIII 4. Writing warm-up
Tópico IX 5. Pre-writing
Tópico X 6. Graphic organizers
Tópico XI 9. Writing tools
Tópico XII 8. Mini writing lessons
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Unidade I
D)
Tópico I 1. Share ideas before writing
Tópico II 10. Student choice
Tópico III 11. Sense of purpose
Tópico IV 3. Sentence starters
Tópico V 7. Modeling and guided writing
Tópico VI 12. Conference with student
Tópico VII 2. Collaboratively writing
Tópico VIII 4. Writing warm-up
Tópico IX 9. Writing tools
Tópico X 6. Graphic organizers
Tópico XI 8. Mini writing lessons
Tópico XII 5. Pre-writing
E)
Tópico I 12. Conference with student
Tópico II 8. Mini writing lessons
Tópico III 11. Sense of purpose
Tópico IV 10. Student choice
Tópico V 7. Modeling and guided writing
Tópico VI 2. Collaboratively writing
Tópico VII 1. Share ideas before writing
Tópico VIII 4. Writing warm-up
Tópico IX 5. Pre-writing
Tópico X 9. Writing tools
Tópico XI 3. Sentence starters
Tópico XII 6. Graphic organizers
Resposta correta: alternativa A.
Análise da questão
Veja a seguir a combinação dos elementos.
1. Share ideas before writing
Tópico VII. Students orally share ideas before writing (with a peer, as a whole group, or even record 
ideas using a technology device). This gets their creative juices flowing.
67
PRODUÇÃO E REVISÃO DE TEXTO EM LÍNGUA INGLESA
2. Collaboratively writing
Tópico I. Instead of having students start writing on their own, first collaboratively write together as 
a class.
3. Sentence starters
Tópico II. Often times a student will say, “I don’t know what to write about,” and a sentence starter 
can help guide them with their writing.
4. Writing warm-up
Tópico VIII. It is great to help students get their creative juices flowing. It is also helpful to encourage 
students to write down their thoughts.
5. Pre-writing
Tópico IX. Brainstorming is a powerful tool to help writers flush out all the ideas and then a focus 
storm helps them to organize and fine-tune their ideas. This is also helpful because it is a visual for 
students to see that they have lots of ideas. If students ever get stuck for ideas, they can refer back to 
their brainstorm and focus storm.
6. Graphic organizers
Tópico X. Breaking writing up into more manageable chunks (i.e., breaking a paragraph into sentences) 
makes the task seem less daunting and more doable.
7. Modeling and guided writing
Tópico V. Before having your students begin a writing assignment, show them models (either teacher 
created, or exemplar student examples from the past). Additionally, if you are having a student write a 
hook, model to the class how you would write a hook.
8. Mini writing lessons
Tópico XI. Take 10-15 minutes to teach and practice a writing strategy (like writing a lead sentencefor an informative writing assignment). Once you teach the skill, have students immediately practice it 
in their writing. As you introduce more mini writing lessons, don’t forget to still touch on ones you have 
covered in the past.
9. Writing tools
Tópico XII. Giving students a writing toolbox will give them a resource to get support with their writing.
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Unidade I
10. Student choice
Tópico IV. Even a little choice goes a long way with student writing. When students feel invested in 
a topic, they will have more to say, thus more to write.
11. Sense of purpose
Tópico III. Thus, it is important to create an authentic writing situation for students. Have them write 
a blog post to share with the entire third grade, or have them create a persuasive travel brochure.
12. Conference with student
Tópico VI. Knowing which areas to target for each writer will allow you to scaffold and support each 
student in the area in which they could benefit the most.

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