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1 Luana Mascarenhas Couto 18.2- EBMSP 
Linfoma 
Introdução 
As células troncos irão se diferenciar em uma linhagem 
mieloide, que dará origem as plaquetas, hemácias, 
monócitos e os granulócitos e uma linhagem linfoide que dará 
origem aos linfócitos. 
O linfoma representa uma neoplasia no tecido linfoide, ou 
seja, local onde terá contato com os antígenos para 
produção de uma resposta imune. O tecido linfoide é 
representado pelas cadeias linfonodais, timo, baço e 
adenoides. 
O linfócito B virgem entra pela periferia do folículo linfático, de 
modo que no centro germinativo forma-se o centroblasto, 
que irá se diferenciar em centrócito e posteriormente em 
linfócito B de memória. Ao cair na circulação este linfócito B 
de memória sai como plasmócitos, através da sinalização do 
linfócito T. Ou seja, o linfoma ocorre quando há um erro na 
diferenciação desse linfócito. Já o mieloma ocorre quando há 
um erro no plasmócito. 
- Quando o centroblasto é acometido forma-se um linfoma de 
grandes células. 
 
Ou seja, o linfoma pode ser originado nos linfócitos B (MAIS 
COMUM), Linfócitos T (mais grave) e células NK (mais raro). 
Manifestações Clínicas: 
As principais manifestações clínicas são: 
- Linfonodomegalia não dolorosa, acometendo 
principalmente cervical e supraclavicular; 
- Sintomas B: Febre, sudorese noturna e perda de peso > 10% 
em 6 meses; 
- Outros: fadiga, prurido, eosinofilia. 
Diagnóstico: 
O diagnóstico de linfoma se dá através de: 
- Biópsia do linfonodomegalia: devemos biopsiar um linfonodo 
quando: 
 > 2 cm; 
 Supraclavicular ou escaleno; 
 Crescimento progressivo; 
 Endurecido e aderido a planos profundos. 
OBS: A biópsia do linfonodo deve ser excisional. 
 
Tipos de linfoma: 
Os linfomas podem ser de 2 tipos típicos: 
- Linfoma não Hodgkin: não tem uma característica peculiar; 
- Linfoma Hodgkin: possui uma célula gigante com núcleo 
bilobulado = células de Reed- Stenberg= Olhos de coruja. 
 Imuno-histoquimica: possui 2 marcadores CD15 e 
CD30. 
 
Estadiamento 
O Estadiamento do linfoma é chamado de Ann Arbor 
modificado: 
ESTÁGIO DESCRIÇÃO 
I Apenas 1 cadeia ou 
estrutura afetada 
II > 2 cadeias afetadas do 
mesmo lado do diafragma 
III Cadeias afetadas em ambos 
lado do diafragma: ou seja, 
acima e abaixo 
IV Acomete órgãos não 
linfoides à distância 
 
OBS: ATÉ O ESTÁGIO 2 É UMA DOENÇA LOCAL, DE MODO QUE 
FAZ SENTIDO FAZER UM TRATAMENTO LOCAL. 
OBS1: A PARTIR DO ESTÁGIO 3 JÁ É UM DOENÇA DISSEMINADA, 
O QUE NÃO FAZ SENTIDO TRATAMENTO LOCAL. 
Linfoma Hodgkin 
Características: 
- É menos comum quando comparado ao não Hodgkin; 
- É sempre originado no linfócito B; 
- Distribuição bimodal: mulheres jovens inicialmente (20-30 
anos) e um pico mais tardio em homens (> 50 anos); 
- Bom prognóstico  60-95% de cura. 
Diagnóstico: 
- Lembrar-se das células de olhos de coruja. 
Não possui laboratório muito específico, onde iremos 
observar: 
- Anemia normo-normo; 
 
2 Luana Mascarenhas Couto 18.2- EBMSP 
- Leucocitose, linfopenia e eosinofilia; 
- Aumento de marcadores inflamatórios. 
Particularidades clínicas: 
- Lindadenomegalia mais central: cervical, supraclavicular e 
mediastinal; 
- Disseminação por contiguidade; 
- DOR NO LINFONODO APÓS A INGESTÃO DE ÁLCOOL; 
- Febre de Pel-Ebstein. 
Subtipos: 
- LH clássico (CD15 e CD30): são subdividos em outros 
subtipos, sendo eles: 
 ESCLEROSE NODULAR: MAIS COMUM, predominando 
em mulheres jovens; 
 Celularidade mista: 2º mais comum, há um 
predomínio de uma celularidade mista, fazendo a 
gente lembra-se da associação com HIV e EBV; 
 Rico linfocítico: 5% dos casos, possui melhor 
prognóstico, uma vez que tem muitos linfócitos; 
 Depleção linfocitária: pior prognóstico, uma vez que 
há depleção das células linfocíticas. 
- LH com predomínio linfocitário (CD20): raro. 
Linfoma Não Hodgkin 
Características: 
- Mais comum; 
- Pode ter origem no linfócito B (mais comum), linfócito T ou 
célula NK; 
- Há acometimento periférico; 
- Disseminação hematogênica, de modo que cursa com 
maior acometimento extranodal e mais sintomatologia. 
 Devido a uma sintomatologia mais exuberante, 
temos mais disseminação neoplásica, logo, tem um 
pior prognóstico. 
Subtipos: 
- LNH indolentes (segundo mais comum): sobrevida de anos; 
 Folicular (originado nos centrócitos): acomete mais 
mulheres idosas. Possui diagnóstico mais tardio  
tratamento paliativo (um contrassenso, uma vez que 
a sobrevida é maior). 
- LNH agressivos: sobrevida de meses; 
 DIFUSO DE GRANDES CÉLULAS B (+ COMUM  
originado no centroblastos): acomete mais idosos, 
possuindo uma cura de 40-60%. 
- LNH altamente agressivos: sobrevida de semanas. 
 Linfoma de Burkitt e Linfoblástico pré-T: acometem 
mais crianças, tendo uma presença de uma grande 
massa abdominal ou mediastinal. A cura chega a 
cerca de 80% dos casos, uma vez que cresce 
bastante. 
RESUMINDO: 
 
Tratamento 
O tratamento depende do Estadiamento: 
- Localizada: estágio 1 e 2; 
 Quimioterapia + radioterapia  tratamento mais 
local; 
- Disseminada: estágio 3 e 4: 
 Quimioterapia  tratamento mais sistêmico. 
Os fatores de pior prognóstico para a evolução do 
tratamento são: 
- Idade > 60 anos; 
- LDH elevada; 
- Presença de mais sintomas B: doença mais disseminada; 
- Doença extranodal.

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