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e-Book 1
Delson de Matos Gomes
PRODUÇÃO EM ÁUDIO, 
TV E VÍDEO
Sumário
INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3
A ESCRITA DE UM ROTEIRO: 
CRIATIVIDADE E FORMATOS ������������������������ 4
CAPTAÇÃO E FINALIZAÇÃO DE ÁUDIO ������� 21
CONSIDERAÇÕES FINAIS ����������������������������39
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & 
CONSULTADAS ��������������������������������������������40
3
INTRODUÇÃO
Olá, estudante. Neste módulo, nós iremos aprender 
sobre algumas características da produção para 
rádio e sobre captação e manipulação do som. 
Esperamos percorrer o conhecimento através de 
reflexões importantes para a vida acadêmica e 
profissional do estudante.
44
A ESCRITA DE UM ROTEIRO: 
CRIATIVIDADE E FORMATOS
Vamos iniciar nossa jornada na compreensão dos 
elementos envolvidos na produção de roteiros 
radiofônicos. Planejar uma produção para rádio é 
diferente de planejar uma produção para vídeo, uma 
vez que o rádio irá trabalhar com apenas um dos 
sentidos do público: a audição. A audição permite 
uma captação 360° da fonte sonora, tornando-se 
um poderoso meio de produção de sensações. 
Vale citar a transmissão via rádio realizada em 
1938 por Orson Welles que narrou – e interpretou 
- uma invasão alienígena no rádio, adaptação de 
A Guerra dos Mundos de H. G. Wells, e apavorou 
os ouvintes que encararam o acontecimento como 
realidade (COPÉ e GUAZZELLI, 2012, p. 20).
É através da audição que o público, ou ouvinte, será 
afetado pelo produtor e o mesmo deverá exercer 
sua criatividade de acordo com o formato radiofô-
nico a ser executado: um jingle é diferente de um 
spot, por exemplo, como veremos mais à frente.
Para a produção de um roteiro radiofônico, é 
interessante que as ideias sejam simples e criati-
vas. A simplicidade colaborará com a clareza da 
comunicação nos produtos e a criatividade é um 
combustível capaz de afetar o público.
55
A criatividade deve ser observada como uma nova 
forma de olhar para algo conhecido. É perceber a 
riqueza que antes não foi observada, é contar algo 
que ninguém contou porque não havia percebido. 
Por exemplo, a mesma navalha que é usada para 
aparar a barba de um homem, poderia servir para 
construir um assassinato de um filme de terror; 
ou o mesmo som de serra elétrica que corta uma 
árvore em uma floresta poderia ser usado para 
construir a perseguição de um vilão a mocinha que 
se esconde amedrontada. Parecem coisas simples 
de pensar, mas você já parou para observar como 
os mesmos elementos podem construir sensa-
ções diferentes tanto nos meios visuais quanto 
nas mídias sonoras? E como essas produções 
de sensações podem ajudar o produtor a afetar 
seu público? Relembre o relógio como elemento 
medidor de tempo e reflita se o som do relógio 
manifesta apenas a ideia temporal. Se pensar no 
som do relógio dentro do contexto da espera de 
um homem por sua amada, perceberá que a ideia 
de ansiedade também pode ser construída, e não 
apenas a ideia do relógio como medidor de tempo; 
ou se pensar o som do relógio perto da meia-noite, 
perceberá que uma espécie de momento decisivo 
ou hora final pode ser construída.
66
Há outras sensações que o relógio pode produzir?
Pense em situações nas quais o som do relógio pode 
construir novos significados e sensações.
Você deve ter percebido como o discurso utilizado 
até agora tem o público como objetivo principal. 
Sem a busca da análise de como o público rece-
berá suas produções, as mesmas podem tornar-se 
produções feitas para ninguém. É importante que 
o realizador perceba o receptor e entenda que 
afetá-lo é um fator de extrema importância para 
o sucesso de seu produto.
O processo de criatividade para a ideia e escrita 
de um roteiro para mídias sonoras é muito pes-
soal. Cada um terá um modo de estimular sua 
criatividade e ter inspirações. É difícil partirmos 
do zero para a produção de ideias inéditas, pois 
obrigatoriamente estamos submersos em nossas 
experiências pessoais. Provavelmente quem cres-
ceu em um meio rural, olhará para a natureza de 
um modo diferente em relação a quem cresceu 
em um meio urbano. Portanto é importante que o 
estudante tenha a clareza que suas experiências 
de vida participam ativamente em seu processo 
de criatividade.
REFLITA
77
Quando pensamos na produção de roteiros para 
rádio, devemos inicialmente pensar em seu objetivo, 
uma vez que esses objetivos das produções inter-
ferirão em características como tempo e formato. 
Os roteiros radiofônicos poderão ser de ficção e 
de não ficção e poderão conter quatro tipos de 
texto: o texto informativo, o qual relata os fatos; 
narrativo, que conta histórias; testemunhal, o qual 
alguma autoridade fala a favor de um produto ou 
serviço; humorístico, que ocorre através de versos 
ou diálogos.
Para a escrita dos roteiros, o roteirista deverá ainda 
levar em consideração quatro elementos: as pala-
vras, os efeitos sonoros, a música e os silêncios.
A palavra é o que fornece a informação que mais 
chama a atenção do público. É através de seu dis-
curso, e da voz, que a mensagem principal pode 
ser passada. Para que fique clara a importância 
da palavra (ou da voz) nos produtos radiofônicos, 
precisamos discutir dois conceitos que vêm do 
cinema: o verbocentrismo e o vococentrismo. 
Michel Chion (2011, p.13) discute os termos e 
afirma que o cinema é vococêntrico pois a aten-
ção do espectador vai para o som da voz humana. 
Ele também afirma que o cinema é verbocêntrico 
pois a atenção é facilmente retida quando há a 
voz com o discurso, ou seja, a palavra. No rádio, 
a briga pela atenção do ouvinte ocorre da mesma 
88
forma, porém dentro do meio sonoro. A atenção do 
público tende a privilegiar a fala humana, deixando 
os outros sons em segundo plano.
A música é a combinação harmoniosa dos sons 
(CÉSAR, 2009, p. 79) e ela tem o poder de manipular 
emoções e sensações. É importante pontuar que as 
músicas podem ser realizadas para determinados 
trabalhos ou adquiridas de sites especializados 
(livres ou pagas).
Veja alguns sites de músicas livres e músicas pagas:
Freesound.org
Audionetwork.com
Youtube.com
Freeplaymusic.com
Os efeitos sonoros são sons que ajudam a infor-
mar e pontuar alguma informação importante. 
Por exemplo, se um texto sobre economia é lido 
e após uma informação financeira importante, 
for colocado o som de uma caixa registradora, a 
informação passada poderá ser melhor pontuada 
para o público.
SAIBA MAIS
http://Freesound.org
http://Audionetwork.com
http://Youtube.com
http://Freeplaymusic.com
99
Também é através dos efeitos sonoros que podem 
ser construídos diferentes silêncios os quais têm 
grande potencial dramático. Imagine o som de 
uma serra elétrica em uma floresta e após a sus-
pensão do seu som, ocorre um grito que também 
é suspenso segundos depois. A diferença entre a 
presença e a ausência dos sons da serra e do grito 
e as consequentes pausas sonoras que acontecem 
constroem os silêncios que informam e dramatizam 
um provável assassinato. Portanto, os silêncios 
podem ter grande influência na imersão do público 
no produto audiovisual.
Uma sugestão de livro para o estudante aprofundar seus 
conhecimentos diante do som são os livros O Ouvido 
Pensante (1992) e A Afinação do Mundo (2001) de R. 
Murray Schafer e A Audiovisão (2011) de Michel Chion.
Antes de discutirmos os diferentes formatos radio-
fônicos, precisamos diferenciá-los dos gêneros. 
Segundo Panke (2018, p. 63), gênero é mais amplo 
e o formato está dentro dos gêneros ao mesmo 
tempo que está relacionado intimamente à estrutura 
da mensagem, meios de veiculação e característi-
cas técnicas do produto. Por exemplo, há o gênero 
jornalístico que trata de acontecimentos cotidianos 
e dentro do gênero, há diferentes formatos: nota, 
SAIBA MAIS
1010
reportagem, entrevista, comentário, editorial, crônica, 
radiojornal, audiodocumentário, debate.
A nota é uma notícia lida pelo locutor; a repor-
tagem é um trabalho mais investigativo, no qual 
a matéria é previamente preparadae gravada; a 
entrevista é uma conversa na qual o entrevistado 
responde a perguntas realizadas pelo entrevistador; 
o comentário é a análise de um especialista sobre 
um assunto; o editorial evidencia a opinião de um 
veículo de comunicação; a crônica é um texto 
leve que tem como matéria-prima o cotidiano; os 
radiojornais são notas ou reportagens externas; o 
audiodocumentário é uma narrativa que aprofun-
da-se nos temas de interesse público; e o debate 
é uma conversa com profissionais que possuem 
perspectivas diferentes sobre um determinado 
assunto (PANKE, 2018, p.85-86). Existe ainda: o 
gênero educativo-cultural, com os formatos: pro-
grama instrucional, audiobiografia, documentário 
educativo-cultural e programa temático; o gênero 
entretenimento, com os formatos programa mu-
sical, programa ficcional e programete ou evento 
artístico; o gênero publicitário (formatos mercado-
lógicos), com o spot, apoio cultural ou patrocínio, 
texto-foguete, merchandising ou testemunhal, o 
teaser, programete, jingle, vinheta, unidade móvel 
e ações especiais; propaganda institucional, com 
ação pública, programa eleitoral, programa político, 
1111
programa religioso e programa governamental; o 
gênero de serviço, com notas de utilidade pública 
e programetes de serviço ou programa de serviço; 
e o gênero especial, com o programa infantil e 
programa de variedades. (PANKE, 2018, p.86-97)
Segundo Panke (2018, p.64), os formatos mais 
comuns no rádio são: spot, texto foguete, vinheta, 
apoio cultural/patrocínio, merchandising e tes-
temunhal, teaser, jingle, programete/conteúdo, 
unidade móvel e ações especiais. É interessante 
a atenção especial para dois desses formatos: o 
spot e o jingle.
O Spot é uma peça exclusivamente publicitária e 
foi criada para colaborar com a manutenção (finan-
ceira) das rádios. É um comercial realizado apenas 
através do som que contém locução, efeitos, ruídos 
e silêncios. Há ainda o spot seco que apresenta 
apenas a locução como recurso de comunicação, 
não havendo músicas ou efeitos. Ele é muito uti-
lizado em campanhas políticas, por exemplo. Há 
também o spot dramatizado, o qual utiliza-se da 
locução, efeitos, trilhas e silêncios. Ele ainda pode 
conter vozes interpretando o texto, e não apenas o 
narrando. Essas características podem colaborar 
com a dramatização e a produção de humor em 
determinadas peças. (ALVES, 2012, p. 57)
1212
Panke (2018, p. 80), tenta oferecer parâmetros 
iniciais para as narrativas ficcionais publicitárias 
(como spots) e divide uma peça de 30 segundos 
em duas partes: a primeira, durando 20 segundos, 
é a narração da história, e a segunda, entre 5 e 10 
segundos, apresenta a assinatura do anunciante. O 
autor ainda aponta para a organização das mensa-
gens: apresentação do problema, ponto de virada 
(surpreende o ouvinte), solução e apresentação 
do anunciante.
Ouça o Spot seco abaixo:
- Propaganda do sabonete Lifebuoy:
https://www.youtube.com/watch?v=LVwgNZ43cRQ
Ouça os spots dramatizados abaixo:
- Propaganda criada para a Nestlé Purina:
https://www.youtube.com/watch?v=HJDdcey5aFE
- Propaganda criada para a cervejaria Devassa:
https://www.youtube.com/watch?v=UuhnOU_TOhg
O Jingle é uma campanha que comunica algo atra-
vés de uma pequena música marcante. Diferente 
dos spots que utilizam músicas já existentes, os 
SAIBA MAIS
https://www.youtube.com/watch?v=LVwgNZ43cRQ
https://www.youtube.com/watch?v=HJDdcey5aFE
https://www.youtube.com/watch?v=UuhnOU_TOhg 
1313
jingles contêm músicas produzidas especialmente 
para a propaganda, ou seja, são produções auto-
rais que têm sua melodia, harmonia, ritmo e letra 
produzidos especialmente para a peça.
Ouça os jingles abaixo:
- Propaganda da Poupança Bamerindus:
https://www.youtube.com/watch?v=KIPsc-1xq3Y
- Propaganda das Casas Pernambucanas:
https://www.youtube.com/watch?v=6A5_f8igyv4
Há ainda outros formatos, diferentes do spot e do 
jingle, que fazem parte das narrativas não ficcio-
nais e são comuns, como o radiodocumentário 
como exemplo. Dentro dele, podemos encontrar: o 
documentário jornalístico, o qual aborda questões 
contemporâneas e tem maior profundidade que 
as reportagens; os documentários históricos, que 
resgatam e discutem o passado; os documentá-
rios culturais, os quais se aprofundam em temas 
ligados à arte; e os documentários psicológicos ou 
filosóficos, os quais tratam de temas atemporais, 
como amor, crenças, comportamento humano.
SAIBA MAIS
https://www.youtube.com/watch?v=KIPsc-1xq3Y
https://www.youtube.com/watch?v=6A5_f8igyv4
1414
Esses documentários podem ser: observacionais, 
sem a presença de um narrador e têm a proposta 
de levantar reflexões; com narradores, que condu-
zem a história; e autoral, no qual o narrador guia 
os acontecimentos através de sua perspectiva.
No documentário, não haverá uma técnica de re-
alização única e soberana. Deve-se organizar os 
itens importantes para reunir o que será editado: 
planeja-se a fala do narrador e as pessoas que serão 
entrevistadas; pesquisa-se e reúne-se a músicas, 
som do ambiente e efeito sonoro. O documentário 
poderá ser organizado com narração e entrevistas 
e construções de silêncios e ainda poderá não ter 
narrador e a narrativa se dará através de constru-
ções de silêncios e entrevistas que poderão ser 
em estúdio ou em externas.
Quando presentes nos documentários, as entrevistas 
são consideradas momentos importantes e para que 
elas ocorram da melhor forma, é importante deixar o 
entrevistado confortável e à vontade em um ambiente 
sem ruídos. Deve-se realizar uma pauta de perguntas ao 
mesmo tempo que não é interessante torná-la soberana. 
Quanto mais curtas e objetivas as perguntas, menos o 
entrevistado tende a não se perder.
SAIBA MAIS
1515
É importante ressaltar que ao realizar um documen-
tário, o roteiro poderá ser revisado durante todo o 
processo de captação e de finalização. Muitas vezes 
nos preparamos para uma determinada história, 
mas no decorrer do processo encontra-se outra. Faz 
parte do processo, o acréscimo ou reconstrução 
de elementos no decorrer da revisão do material. É 
importante que os principais trechos da entrevista 
sejam transcritos e destacados ao mesmo tempo 
que é necessária a pesquisa das músicas, efeitos 
e silêncios a serem utilizados. Abaixo, um trecho 
do radiodocumentário A Segunda Arte: Um Radio-
documentário sobre teatro de grupo em Salvador 
(Silva, 2018, p.20-21):
Locução - A Segunda Arte, um radiodocumentário sobre 
o Teatro de Grupo em Salvador.
Ana Paula Carneiro (Grupusina) - eu faço teatro para não 
enlouquecer [risos]. Eu comecei a fazer teatro porque eu 
queria me expressar e porque tinha muita coisa, muita 
coisa em mim que precisava ser dita, muita impressão, eu 
tinha muitas impressões sobre o mundo e eu precisava 
falar, expressar essas impressões. O teatro é o que me 
salva das dores do mundo.
Frank Magalhães (Finos Trapos) - Salvador é uma cidade 
muito forte, musicalmente falando. E às vezes a gente 
fica como o primo pobre da música [risos]. O teatro fica 
1616
como o primo pobre da música, uma coisinha mais, 
é, deixada um pouco de lado. Cada um sabe a dor e a 
delícia de ser o que é, né, como diz Caetano.
Vinheta: Cantaloupe Island (A Outra Companhia de Teatro)
Locução - A Outra Companhia de Teatro foi criada em 
2004 no seio do Teatro Vila Velha em Salvador. Em 2013 
o grupo passou a ter sede própria, no bairro do Polite-
ama, chamada A Casa da Outra. O grupo já encenou 
13 espetáculos em diversas cidades pelo Brasil, além 
de participar de festivais, mostras de artes cênicas e 
realizar oficinas e ações de formação.
Sonora: O que de você ficou em mim - PARTE 1 (A Outra 
Companhia de Teatro)
Locução - Ator há mais de 25 anos, Luiz Buranga compõe 
A Outra Companhia de Teatro ao lado de Eddy Veríssimo, 
Roquildes Junior, Anderson Dantas, Luiz Antônio Sena Jr 
e Israel Barreto. Através do movimento Poli-Te-Ama, o 
grupo dialoga com comerciantes e moradores do bairro 
do Politeama desde 2014. O movimentobusca revelar um 
bairro mais tranquilo para os moradores e comerciantes, 
e surgiu através da observação de um clima tenso em 
virtude da dita insegurança e marginalidade no local. 
Nesse contexto surgem espetáculos como “O que de 
você ficou em mim” - um documento cênico-biográfico 
que celebrou os 10 anos do grupo expondo as entranhas 
do trabalho coletivo; e “Ruína de Anjos” - uma criação 
documental sobre as minorias do centro urbano.
1717
Luiz Buranga (A Outra Companhia de Teatro) - trabalho 
também como figurinista, como aderecista, cenógrafo, 
trabalho com luz. É a necessidade que faz a gente de-
sempenhar várias funções dentro do teatro, até mesmo 
pela falta de grana de você pagar um profissional, você 
acaba mesmo aprendendo essas funções na marra.
Nos roteiros radiofônicos não ficcionais, encon-
tramos duas formatações mais utilizadas: texto 
corrido ou tabela. Observa-se que as agências de 
comunicação têm preferência pelo formato texto 
corrido e as rádios, por tabela. Vejamos abaixo um 
exemplo de roteiro ficcional de um mesmo spot 
nos dois formatos:
Agência: DM9DDB
Produtora: Dr.Db/Raw
Anunciante: Banco Itaú
Título: Aniversário de São Paulo
Técnica - Trilha Instrumental
Loc. 1 (homem) - Por incrível que pareça, 447 anos de-
pois, a cidade de São Paulo continua falando a mesma 
língua: Tupi-guarani. /
1818
Aqui, confusão a gente chama de sururu; /
Chuva, toró; /
Sanduíche é bauru; /
Rio é Tietê; /
Mulher feia é jaburu; / Diversão é Ibirapuera; /
E banco é Itaú. /
Técnica - fade out trilha
Loc. 2 (standard) - Homenagem do Itaú, que em tupi-gua-
rani quer dizer “pedra preta”, aos 447 anos de São Paulo.
Roteiro em texto corrido extraído do livro
Fonte: (PANKE, 2018, p. 82)
1919
Tabela 1: Roteiro em Tabela
Roteiro/ criação: 
DM9DDB
30” Peça: Aniversário de São Paulo
Técnica Locução
Trilha em BG Loc. 1 (homem) - Por incrível que 
pareça, 447 anos depois, a cidade 
de São Paulo continua falando a 
mesma língua: Tupi-guarani. /
Aqui, confusão a gente chama de 
sururu; /
Chuva, toró; /
Sanduíche é bauru; /
Rio é Tietê; /
Mulher feia é jaburu; /
Diversão é Ibirapuera; /
E banco é Itaú. /
Técnica – fade out 
trilha
Loc. 2 (standard) - Homenagem do 
Itaú, que em tupi-guarani quer dizer 
“pedra preta”, aos 447 anos de São 
Paulo.
Fonte: (PANKE, 2018, p. 83)
É importante ressaltar que em qualquer um dos 
formatos, há as informações de técnica (sonoplas-
tia) e de voz apontadas no roteiro. Na primeira, 
as trilhas, efeitos sonoros e efeitos de transição 
são apontadas; e na segunda, as falas do locutor/
narrador são indicadas.
2020
Abaixo estão alguns significados que poderão estar 
presentes nos roteiros radiofônicos, segundo Panke 
(2018, p.83):
Barra (/): Marcação de pausa no texto
Barra dupla: (//): Marcação de final de frase.
BG: Abreviatura de background (som de fundo que pode 
ser ambientação ou música).
Deixa: Última palavra da locução antes do corte final.
Fade in: Sobe o som (aumento do volume da música 
em BG).
Fade out: Queda de áudio (redução do volume da mú-
sica em BG).
LOC: Locutor (cada um dos locutores é representado 
por um número: LOC 1, LOC 2, etc.).
Plica (‘): Usada para indicar minutos.
Plica dupla (“): Usada para indicar segundos.
Vírgula (,): Pequena Pausa
Nesta etapa, discutimos sobre os diferentes forma-
tos dos produtos radiofônicos e exemplificamos os 
roteiros de ficção e não ficção. É interessante que o 
aluno reflita sobre as discussões realizadas neste 
capítulo e busque construir seus próprios roteiros.
SAIBA MAIS
21
CAPTAÇÃO E 
FINALIZAÇÃO DE ÁUDIO
Em 1950, com o surgimento da televisão, o rádio 
começava a disputar a atenção do público com a 
TV. A imagem da televisão mostrava-se mais atra-
tiva que o conhecido rádio e investir na qualidade 
do sinal da mídia sonora, mostrou-se primordial 
para a sobrevivência do meio. Por exemplo, o sur-
gimento do FM proporcionava um sinal mais limpo, 
com menos ruídos. Com a chegada da internet no 
Brasil em 1990, o rádio se adaptaria à capacidade 
multimidiática que o novo meio proporcionava.
(MARQUES, 2020)
No decorrer da história do rádio, e dos meios de 
comunicação em geral, a busca incessante por 
melhor qualidade final dos produtos tornou-se 
constante e isso trazia a necessidade de melhores 
equipamentos. Além disso, hoje, equipamentos 
de melhor qualidade tornaram-se financeiramen-
te mais acessíveis, como câmeras, interfaces de 
áudio, computadores, iluminações, etc. ao ponto 
de observarmos estações de web rádio implemen-
tadas com baixo custo em residências comuns.
22
Há algumas modalidades de rádio observadas, como: a 
rádio comunitária, a qual caracteriza-se por operar sem 
publicidade; a rádio educativa, a qual não tem fins lucra-
tivos e tem o objetivo de divulgar conteúdo educativo; 
a rádio comercial, a qual pode explorar seu conteúdo 
comercialmente. (MARQUES, 2020)
Para realizar-se a captação e finalização do áudio, 
alguns equipamentos tornam-se importantes para 
o processo. A seguir, serão mostrados alguns 
equipamentos, softwares e suas funcionalidades.
Os primeiros equipamentos são os microfones. 
Existem diferentes microfones com padrões de 
captação diferentes e cada um tem uma utilização 
mais adequada. É através deles que vozes, sons 
e alguns instrumentos são captados. Observe al-
guns tipos de microfone, algumas características 
importantes e suas utilizações mais comuns:
SAIBA MAIS
23
Figura 1: Microfone Lapela
Fonte: Emania
Figura 2: Microfone unidirecional
Fonte: Unsplash
https://www.emania.com.br/microfone-de-lapela-mamen-wm-03-me-2-ii/p
https://unsplash.com/photos/dZDkJ9T_u98
24
Figura 3: Microfone Capacitivo
Fonte: Unsplash
Figura 4: Microfone Boom
Fonte: Filmdaft
O microfone unidirecional (figura 2), tende a captar 
o que está na direção frontal de sua cápsula (a ca-
beça do microfone) e atenuar os sons que entram 
pela sua lateral. Esses microfones são usados em 
reportagens externas e colaboram com a atenuação 
de ruídos laterais que podem ocorrer em um local 
urbano, por exemplo. O microfone de lapela, ou 
https://unsplash.com/photos/c1ZN57GfDB0
https://filmdaft.com/guide-to-shotgun-microphones-and-boom-poles-for-filmmaking/
25
lavalier (figura 1), é um microfone omnidirecional o 
qual tende a ser sensível a sons de todos os lados, 
porém eles costumam privilegiar os sons graves, o 
que colabora com a eliminação de certos tipos de 
ruídos. São microfones muito usados em estúdios 
e em programas de televisão, pois são facilmente 
escondidos na lapela da roupa. Eles podem ser mi-
crofones com ou sem fio, ou wireless. Os microfones 
capacitivos, ou de condensador, são mais sensíveis 
ao som e são muito usados em estúdios musicais 
de gravação, pois produzem arquivos de excelente 
qualidade (figura 3). O microfone boom (figura 4) é 
um microfone direcional que tem sensibilidade na 
parte frontal e anula os sons laterais. Ele deve ser 
apontado para a fonte sonora e é muito utilizado 
no cinema e para captar sons de efeitos.
De nada adianta a atenção aos microfones e a 
todos os equipamentos que serão discutidos a 
seguir, se o estudante (e o profissional) não ob-
servar com atenção algo primordial: os cabos. A 
atenção a esses elementos é muito importante no 
processo de captação. Imagine você estar com 
toda a equipe no estúdio para uma gravação ou 
em uma reportagem externa e seu cabo está com 
algum problema. É importante você revisar o bom 
funcionamento dos seus cabos antes de gravar e 
sempre levar cabos reservas. Existem basicamen-
te três tipos de cabo que serão encontrados em 
26
um sistema (figura 5): os cabos de energia, que 
conectam os equipamentos à energia elétrica; os 
cabos para ligação de caixas acústicas; e os cabos 
de sinal, os quais veremos a seguir e servem para 
transferir sinais de áudio (entre um microfone e um 
gravador, ou entre um microfone e uma mesa de 
som, ou entre uma mesa de som e uma interface 
de áudio). Esses cabos podem apresentar-se de 
duas formas: comoum sistema balanceado e 
não-balanceado. O sistema balanceado permite a 
amplificação do sinal de áudio ou vídeo e a rejeição 
mais efetiva do sinal de ruído, ou seja, ele tende a 
oferecer a maior qualidade na gravação.
27
Figura 5: Esquema com os tipos de cabo.
Cabo de
Energia
(força)
Cabos de
Sinal
Cabos de 
Caixa acústica
Fontes de Programas
- Microfones
- Instrumentos Musicais
- Gravadores
Processadores
- Mixers
- Efeitos
- Equalizadores
Amplificadores Caixa 
acústica
Fonte: Adaptado da Apostila Cabos e Conectores do curso 
Técnico de Som e Operador e Operador de Áudio do 
Instituto Santana.
Abaixo, serão apresentados alguns cabos e tipos 
de conectores que serão encontrados nos cabos 
de sinal:’
28
Figura 6: Cabo com conectores XLR e P10
Fonte: Bureaupro
Figura 7: Cabo com conectores XLR e P2
Fonte: emania
Figura 8: Cabo com conectores XLR
Fonte: Unsplash
https://www.bureaupro.com.br/uploads/images/2018/05/717-cabo-p2-p2-macho-stereo-1527622936.jpg
https://www.emania.com.br/cabo-p2-x-xlr-femea-de-50cm/p
https://unsplash.com/photos/ivZtR0D3iHw
29
Figura 9: Cabo com conectores P10
Fonte: customcabos
Figura 10: Cabo com conectores P2
Fonte: sirtecnologia
https://www.customcabos.com.br/cabo-p10-estereo
https://www.sirtecnologia.com.br/acessorios-e-perifericos/cabos/cabo---p2--p2-stereo-1.5m---vinik/160912/
30
Figura 11: Cabo com os conectores P10 e P2
Fonte: ldcabos
Figura 12: Conectores XLR Fêmea e Macho 
respectivamente
Fonte: Wikimedia
https://www.ldcabos.com.br/cabos/cabos-de-audio/cabo-p2-estereo-para-p10-mono-embalagem-2-pecas-2-metros
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/15/Xlr-connectors.jpg
31
Figura 13: Conector P10
Fonte: 24info
Figura 14: Conector P2
Fonte: huinfinito
Embora falar de cabos e conectores possa tor-
nar-se uma discussão muito técnica, iremos 
abordar o essencial para a compreensão de suas 
funcionalidades.
Podemos encontrar com facilidade, três tipos de 
conectores que podem combinar-se nos diferentes 
https://www.24info.com.br/loja/produto/plug-conector-p10-stereo-metal-com-mola
https://www.huinfinito.com.br/conectores/1105-conector-plug-p2-stereo.html
32
cabos: o conector P2 (figura 14), o conector P10 
mono ou ¼” mono ou TS (figura 13) e o conector 
XLR. (figura12).
O conector P10 mono é utilizado em conexões nas 
quais o sinal de áudio é do tipo não balanceado 
(guitarras, contrabaixo, microfones). Existe ainda 
o conector P10 estéreo o qual é usado com cabos 
tipo balanceados e podem ser encontrados em 
headphones. O conector XLR, ou cannon, é usado 
em linhas balanceadas e é considerado o melhor 
para a utilização profissional. Pode ser encontrado 
em microfones e sistemas de som. O conector 
P2 é estéreo, ou seja, tem dois canais de áudio e 
pode ser utilizado em fones de ouvido e em alguns 
microfones de lapela, por exemplo.
Podemos encontrar os mais diversos tipos de 
montagem de cabos que vão ter funcionalidades 
diferentes. Por exemplo, cabos com as duas 
extremidades com conectores P2 (figura 10), ou 
cabos com dois P10 (figura 9), ou cabos com 2 
XLR (figura 7). Podemos encontrar também cabos 
com conectores diferentes nas extremidades. Por 
exemplo, cabo com os conectores P2 e XLR (figura 
7), P10 e XLR (figura 6) e P2 e P10 (figura 11). O 
estudante não precisa se preocupar com os deta-
lhes mais técnicos deste conhecimento, pois, de 
modo geral, os equipamentos que definem o tipo 
de cabo e conectores a serem usados.
33
Para a captação de vozes e instrumentos em estú-
dio, pode ser utilizada a mesa de som (figuras 15 
e 16) para distribuir os sons e após os microfones 
e instrumentos serem conectados a ela, o sinal é 
levado para uma interface de áudio (figuras 17 e 
18) e depois para um computador. A interface de 
áudio tem a capacidade de transformar um sinal 
analógico (que pode vir de um microfone, por 
exemplo) em digital e vice-versa. Isso faz com que 
o trabalho da CPU seja otimizado. É importante 
ressaltar também que as mesas de som podem 
ter diferentes números de entradas (ou canais).
Figura 15: Mesa de som Digital 
Fonte: Unsplash
https://unsplash.com/photos/4W-LMBCMq9M
34
Figura 16: Mesa de Som 12 canais
Fonte: Pexels
Figura 17: Interface de áudio de 2 canais
Fonte: Unsplash
https://www.pexels.com/pt-br/foto/controlador-de-audio-preto-e-branco-3048173/
https://unsplash.com/photos/4hXTMl7m5oU
35
Figura 18: Interface de áudio de 26 canais
Fonte: sweetspot
É importante que o estudante entenda que podem 
ser realizadas diferentes configurações em um 
sistema de gravação e foram apontados alguns 
equipamentos utilizados por profissionais e ama-
dores. Um exemplo de conexão entre os elementos 
anteriores para a captação do áudio poderá ser:
Microfone – Mesa de som – Interface de Áudio 
– Computador
Há ainda o gravador de áudio portátil (figuras 19 e 
20), que permite a conexão dos microfones e têm 
a vantagem de serem leves. São muito usados 
para filmagens simples, captação de entrevistas, 
vozes, efeitos sonoros e narrações.
https://www.sweetspot.com.br/wp-content/uploads/2013/06/product_m_a_maudio-profire-2626-angle.jpg
36
Figura 19: Gravador Zoom H4n
Fonte: Unsplash
Figura 20: Gravador Tascam
Fonte: Unsplash
https://unsplash.com/photos/aBBLoTDmINo
https://unsplash.com/photos/Tfq0leqBgxI
37
Para a captação de um som como uma voz, o 
microfone pode ser conectado direto no gravador 
e após a gravação, o arquivo é descarregado no 
computador para o tratamento. Isso evita que o 
profissional carregue muitos equipamentos.
Após a captação dos áudios, é necessária a adequa-
da distribuição dos diferentes arquivos captados 
em uma mesma trilha. É necessário realizar-se a 
mixagem e finalização (masterização) do material 
através de softwares. A mixagem é responsável 
por equalizar os sons, equilibrar os volumes e posi-
cionar os sons individualmente dentro do conjunto 
sonoro e a masterização é o tratamento final dado 
ao som antes de sua exportação. É importante que 
o profissional responsável pela masterização te-
nha a audição bem treinada para perceber o modo 
como os sons interagem entre si no produto final. 
Alguns dos softwares utilizados são: Audacity, Pro 
Tools, Adobe Audition e Sound Forge.
38
Veja os sites de programas de tratamento de áudio:
Audacity (gratuito): https://www.audacityteam.org/
download/
Pro Tools: https://www.avid.com/pro-tools
Adobe Audition: https://www.adobe.com/br/products/
audition.html
Sound Forge: https://www.magix.com/us/music-editing/
sound-forge/special/30-years-sound-forge-pro/#c1492789
Através deste capítulo, espera-se que o estudante 
tenha adquirido conhecimento diante dos proces-
sos de captação e finalização do áudio.
SAIBA MAIS
https://www.audacityteam.org/download/ 
https://www.audacityteam.org/download/ 
https://www.avid.com/pro-tools
https://www.adobe.com/br/products/audition.html
https://www.adobe.com/br/products/audition.html
https://www.magix.com/us/music-editing/sound-forge/special/30-years-sound-forge-pro/#c1492789
https://www.magix.com/us/music-editing/sound-forge/special/30-years-sound-forge-pro/#c1492789
3939
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste módulo discutimos sobre os formatos e 
tipos de roteiros radiofônicos e foram apresenta-
dos os equipamentos presentes nos processos 
de captação de áudio. Conversamos também 
sobre os processos de mixagem e masterização 
e foram indicados alguns softwares utilizados nos 
processos.
Espera-se que o estudante possa utilizar este 
conhecimento para refletir sobre suas produções.
Referências Bibliográficas 
& Consultadas
ALVES, M. N.; ANTONIUTTI, C. L.; FONTOURA, M. 
Mídia e produção audiovisual: uma introdução. 
Curitiba: InterSaberes, 2012.
BARRETO, R. M. Criatividade em Propaganda. 
14. ed. São Paulo: Summus, 2004.
CÉSAR, C. Como falar no rádio. São Paulo: 
Editora Summus, 2009. 
CHION, M. A audiovisão: Som e Imagem no 
cinema. Trad. Pero Elói Duarte. Lisboa: Edições 
texto & Grafia, 2011.
COMPARATO, D. Da criação ao roteiro: teoria e 
prática. SãoPaulo: Summus, 2009. 
COPÉ, S. M.; GUAZZELLI, C. A. B. Onde começou 
o fim? Os Maias e o Além .... In: GUAZZELLI, 
C. A. B. et al. (Org.). Fim do mundo: guerras, 
destruição e apocalipse na história e no cinema. 
Porto Alegre: Argonautas, 2012. p. 20-32.
EDGAR-HUNT, R.; MARLAND, J.; RAWLE, S. A 
Linguagem do Cinema. Coleção Fundamentos 
de Cinema. Porto Alegre: Bookman, 2013.
FAXINA, E. Edição de áudio e vídeo. Curitiba: 
InterSaberes, 2018.
PANKE, L. Criação Publicitária em Rádio. 
Curitiba: Editora InterSaberes, 2018.
SANT’ANNA, A.; ROCHA JÚNIOR, I.; GARCIA, L. 
F. D. Propaganda: teoria, técnica e prática. 8. ed. 
São Paulo: Cengage Learning, 2009.
SILVEIRA, G. C. et al. Novas linguagens do rádio. 
Porto Alegre: SAGAH, 2020
SILVA, M. V. B. Origem do drama seriado 
contemporâneo. In: Anais do XXIII Encontro 
Anual da Compós, 2014. Disponível em: http://
compos.org.br/encontro2014/anais/Docs/
GT12_ESTUDOS_DE_TELEVISAO/compo_
s2014final-corrigido_2245.pdf.
VALIM, S.; MARQUES, A. Do áudio ao visual: 
produção, técnica e panorama contemporâneo 
do rádio e da TV no Brasil. Curitiba: InterSaberes, 
2020.
http://compos.org.br/encontro2014/anais/Docs/GT12_ESTUDOS_DE_TELEVISAO/compo_s2014final-corrigido_2245.pdf
http://compos.org.br/encontro2014/anais/Docs/GT12_ESTUDOS_DE_TELEVISAO/compo_s2014final-corrigido_2245.pdf
http://compos.org.br/encontro2014/anais/Docs/GT12_ESTUDOS_DE_TELEVISAO/compo_s2014final-corrigido_2245.pdf
http://compos.org.br/encontro2014/anais/Docs/GT12_ESTUDOS_DE_TELEVISAO/compo_s2014final-corrigido_2245.pdf
	Introdução
	A escrita de um roteiro: Criatividade e Formatos
	Captação e finalização de Áudio
	Considerações Finais
	Referências Bibliográficas & Consultadas

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