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FP106 - Desenho curricular, programação e desenvolvimento de competências Atividade prática Atividade prática Nomes e sobrenome/s: Terezinha de Jesus da Cruz Rodrigues. Luana da Cruz Moreira. Josué Santiago Carvalho. Código: FP106 – Desenho curricular, programação e desenvolvimento de competências. Curso: Mestrado em Educação Grupo: 2022 - 02 Data: 26/03/2023 DESENHO CURRICULAR: DESAFIOS E REFLEXÕES DO CURRÍCULO DA FASE CRECHE DO MUNICÍPIO DE MANAUS – AMAZONAS ÍNDICE Introdução..........................................................................................................................3 Análise das experiências e contextualização...............................................................3 - 7 Considerações Finais........................................................................................................7 Referências Bibliográfica...................................................................................................8 1 – INTRODUÇÃO O presente trabalho refere-se a análise de dois artigos que abordam a importância do desenho curricular e as competências curriculares na formação do cidadão e na prática pedagógica da unidade educacional. Diante disso, iremos realizar uma análise dos pesquisadores com o currículo da fase creche do Município de Manaus. Durante muitos anos as escolas não trabalhavam em cima de um currículo próprio, ou as próprias secretarias de educação não se davam conta da importância dele no fazer pedagógico dos profissionais da educação e, principalmente, na formação do cidadão. Como professores (nós), pudemos vivenciar isso durante muitos anos na rede pública, as escolas têm a sua proposta curricular, entretanto elas ficam guardadas, e hoje em dia com a nova proposta curricular BNCC, nós profissionais da educação temos um novo olhar sobre a formação do cidadão. Portanto, o currículo é um caminho que, tanto os profissionais, quanto a comunidade escolar deve percorrer durante a sua vida acadêmica e profissional, bem como levar essas experiências adquirida por toda sua vida, tendo um olhar voltado para a formação do cidadão com qualidade e equidade, pois o aluno é o centro do planejamento, assim como do currículo, logo, ele precisa ser pensado na valorização das vivências do aluno, sua vida social, cultural e econômica. Neste sentido Funiber (2022, P. 6) esclarece: Quando nos referimos à prática educativa de qualidade devemos considerar que o desenho do currículo deve conter, intrinsecamente, a formação inclusiva, integral, equitativa, sem distinção de gênero, classe, contexto e trajetórias educativas. Igualmente deve promover a dignidade, os direitos das pessoas, respeitar a diversidade humana, sem marcas de discriminação em nenhuma de suas formas. Diante disso, para haver a contextualização do currículo com bases, procedimentos e estratégias que venham oportunizar uma formação com qualidade e equidade, não se deve pensar apenas nas ações e intervenções das unidades de ensino, mas no contexto socioeducacional do aluno. Outrossim, a construção de um currículo, deve-se primeiramente pensar na formação dos estudantes ao longo de sua vida, e sendo aperfeiçoado constantemente. 2 – ANÁLISE DAS EXPERIÊNCIAS E CONTEXTUALIZAÇÃO. Nos últimos anos nota-se a preocupação por parte da sociedade e governantes com a formação integral do cidadão, assim, com o avanço das tecnologias, a busca por oportunidades de empregos, a diversidade e mudanças na sociedade, fez com que as secretarias de educação abrissem seus olhares para essa mudança, ou seja, em oportunizar um aprendizado de forma integral. Com isso, buscou reformular sua proposta pedagógica e seu currículo, logo, a qualidade do ensino e a aprendizagem do aluno, a formação dos professores é a base principal do currículo. Neste sentido, quando se trata do currículo de uma fase muito especial, que é a fase creche, onde está se formando o caráter desse pequeno cidadão, onde os três primeiros anos de vida é de fundamental importância, pois os três primeiros anos de vida representa a fase de maior abertura e absorção para se aprender coisas novas, nessa fase, bebês e crianças bem pequenas terão mais facilidades de compreensão e absolvição de tudo que lhes é proposto, ou seja, são os anos mais importantes da vida dos seres humanos, pois é neste período que acontece o início das conexões sinápticas ( processo pelo qual a informação gerada e processada por um neurônio é transmitida a outro neurônio ou célula efetora) que o influenciarão pelo resto da vida. Portanto a elaboração do currículo voltado para essa fase deve ter um olhar acolhedor, com base nas interações sociais e brincadeiras, onde ela deva ser o centro do currículo e do planejamento. Rosiane Abreu, Hildelane Albuquerque, Márcia Santiago e Rejane da Silva, (2022) afirmam que: Por esse motivo a construção de um modelo curricular que disponha integralmente aos educandos ao longo de sua vida será traduzida em qualidade educativa. As competências que devem estar presente em um currículo de qualidade, bem como as competências em comunicação linguística, competência matemática, competência do conhecimento e na interação com a mundo físico, tratamento da informação e da competência digital, competência social e cidadã, competência cultural e artística, competência para aprender a aprender e autonomia e iniciativa pessoal. Diante da afirmação acima, ao elaborar um currículo, primeiramente deve-se pensar na clientela a ser atendida, nas formações que os professores irão fazer para melhorar sua prática pedagógica, na participação dos pais, na formação desses alunos e, como a sociedade deverá contribuir, nos projetos e objetivos a serem alcançados. Por isso, como primeira etapa da educação básica, fase creche, o currículo da Secretaria Municipal de Manaus foi estruturado de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEIs), tendo como base a BNCC. Os direitos de aprendizagem das crianças e bebês bem pequenos, os Campos de Experiências e seguindo as linhas dos teóricos da educação (Wallon, Piaget e Vygotsky) e tendo como eixos norteadores as interações e brincadeiras. Assim, cada experiência vivenciada pelos pequenos é respeitada e explorada. Meza (2012, citado por FUNIBER) enfatiza: Realizar um planejamento curricular significa, além de levar em conta os propósitos para os quais foi criado, estar aberto a sua reestruturação e que seja possível sua realização; deve levar em conta também o momento histórico em que é desenvolvido e a cultura até a qual deve chegar. Gámez (2018, citado por FUNIBER) define que o currículo: “é um plano de estudos com estratégias, metodologias de acordo com o contexto sociocultural da sociedade atual e das futuras gerações”, diante das afirmações, é válido enfatizar que existe vários currículos determinados por sua estrutura interna, ou seja, de acordo com a real situação de cada Estado, Capital e escola. Assim sendo, ao observar o currículo da fase creche da Secretaria Municipal de Manaus e por já ter trabalhado (Terezinha) com essa fase, é notório ver a importância que foi dado quando se elaborou o currículo dessa fase, pois todas as atividades, objetivos e formações dos professores visam o desenvolvimento integral dos bebês e crianças bem pequenas. Neste sentido, há alguns anos a creche deixou de ser assistencialista e passou a ser uma unidade educacional, onde bebês e crianças bem pequenas se desenvolvem através das interações sociais e brincadeiras, tendo como suporte um currículo e uma proposta pedagógica voltada para o desenvolvimento integral. BNCC (2017) assegura. Além disso, BNCC e currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica, uma vez que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação. São essas decisões que vão adequar as proposições da BNCC à realidade local, considerando a autonomia dos sistemas ou das redes de ensinoe das instituições escolares, como também o contexto e as características dos alunos. Essas decisões, que resultam de um processo de envolvimento e participação das famílias e da comunidade. Para Eisner (Apud Magendzo e Donosco 1992) distingue três tipos de currículos que toda escola ensina e deve seguir: Currículo Explícito - reúne o conjunto de objetivos educacionais. Planos de estudos. Programas. Textos escolares. Guia didáticos etc. Currículo Implícito – Regras não ditas. Valores e crenças. Regras implícitas que estruturam a rotina e as relações sociais na escola e na vida da sala de aula. Currículo Nulo – Todos aqueles processos intelectuais que a escola deixa de lado. Matérias, conteúdos ou disciplinas que estão ausentes no currículo explícito. Sydney dos Santos (2022) argumenta que; Assim, precisamos entender que, quando se fala em elaborar um currículo que atenda as expectativas do processo educacional, assim como de seus atores ou agentes, inclusive os discentes, não podemos deixar de atrelar este trabalho a um planejamento sólido e coerente, pois ambos, podem até ser diferentes, mas não desvinculados entre si, pois entendo como processo convergentes e direcionados a mesma finalidade dentro de um propósito: a educação/escolarização. Até aqui vimos o quanto a elaboração de um currículo é de fundamental importância para as instituições educacionais, assim, quando bem desenhado e aplicado com o objetivo de mudanças de resultados, com ênfase em um trabalho socioeducacional e eficiente, nota-se o compromisso por parte de todos, como observado e explorado no currículo e ações pedagógicas das creches da cidade de Manaus, mas quando falamos das desvantagens do currículo no processo de ensino-aprendizagem, o que fazer quando as ações planejadas não surtiram efeitos ou os objetivos não foram almejados? Elaborar um currículo requer apreciação e compromisso de todos, deve-se pensar em cada detalhe, para quem está elaborando, como que clientela vamos receber, não só brasileiros, mas os estrangeiros também. Outrossim, ao desenhar ou em pensar na elaboração de um currículo, é de fundamental importância pensar nas relações aluno/professor, aluno /ambiente escolar, escola/família, família/professor e comunidade/escola, pois esse elo entre os principais membros terão o mesmo objetivo o desenvolvimento do aluno. Neste sentido, um currículo mal elaborado, não explorado pelos docentes, fora da realidade escolar, da comunidade onde essa escola está inserida, bem como voltado para questões didáticas-pedagógicas, ações administrativas e o cumprimento dos componentes curriculares, sem elencar as questões socioculturais, a aprendizagem do aluno de forma integral, o sócio interacionismo dos docente e discentes dentro e fora do espaço escolar, assim como os anseios, desejos e expectativas de todos que fazem parte desse contexto, vê-se um projeto a ser fadado ao insucesso. Funiber (2022) contribui no assunto quando afirma; Os projetos e modelos curriculares incidem diretamente sobre o que e para que da experiência formativa oferecida para crianças e jovens na instituição escolar. Essa mudança e suas implicações sobre o desenvolvimento socioeconômico e cidadão do país constituem a base da reforma do currículo de escolas, entendendo que esses modelos respondem à classe dominante. Portanto, é preciso lembrar e dar suma importância ao elaborar o currículo, seja ele de caráter geral de uma secretaria de educação, ou da unidade de ensino, pois a formulação de um currículo, se baseia, ou seu foco principal é o bem estar de todos e o desenvolvimento integral do aluno, assim um currículo baseado em competências que se transformará em aprendizagens significativas, com habilidades que possam levar o aluno a pensar de forma crítica, criativo e reflexivo, assim como, poder agir dentro da sociedade em geral resolvendo problemas profissionais e sociais, se posicionar perante os desafios que possam cruzar seu caminho, tendo a capacidade de analisar, interpretar e argumentar suas ações do dia-dia. 3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos estudos realizados, pode-se afirmar o quanto um currículo bem elaborado e explorado faz a diferença na formação do cidadão, assim, não se pode elaborar uma proposta curricular ou desenho curricular rígida, mais sim uma flexível, voltada para o desenvolvimento integral do aluno, a práxis dos professores, a socialização das informações educacionais com a família e a comunidade, o alcance dos objetivos, tendo uma avaliação flexível em de fato contribuir no processo de ensino aprendizagem de seus alunos, e isso, permitirá o aperfeiçoamento dos contextos educativo, social e cultural. É iminente que as propostas, objetivos e ações do currículo, apostem em ações educativas que possam ir além das teorias, das disciplinas e do quadrado da sala de aula, ou seja, que transcendam as práticas em ações significativas, com contextos específicos, onde alunos e professores possam explorar, descobrir e criar, ampliando assim, as aprendizagens dialógicas, baseadas em projetos problemas, e principalmente buscando o uso das tecnologia ao seu fazer pedagógico, pois essa ferramenta já faz parte da vida de todos, principalmente dentro dos centros educacionais. Portanto, precisamos estimular e guiar nossos alunos a explorar e desenvolver suas habilidades educacionais, e com isso, precisamos elaborar um desenho curricular pensando nisso, fazer com que ele transforme a sua necessidade de aprender em competência profissional, que o currículo tenha propostas transformadoras, ou seja, que leve o aluno a pensar, agir e resolver. 4 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA Brasil (2017) Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília. Brasil (2019). Ministério da Educação. Práticas Comentadas para Inspirar. Brasília. Brasil (2018). Ministério da Educação. Desenvolvimento Integral na Base. Brasília. Funiber (2022). Desenho curricular e programação no processo educativo. Barcelona. Espanha. Funiber (2022). A concepção da aprendizagem como base no currículo. Barcelona. Espanha. Funiber (2022). O currículo: articulações entre as perspectivas sociais. Barcelona. Espanha. Funiber (2022). A gestão curricular. Barcelona. Espanha. Manaus (2013). Secretaria Municipal de Educação. Vivências e Saberes na Fase Creche. Manaus Amazonas. PIRES, Joelma 92018). O currículo por competências e o trabalho de professores. Recuperado de: https://revistas.pucsp.br/curriculum/article/view/14489/0 Rosiane. Abreu. Hildelane Albuquerque. Márcia Santiago. Rejane da Silva (2022) Desenhos curriculares internacionais: cinco experiências para reflexões sobre o sistema brasileiro. Recuperado de: https://www.passeidireto.com/arquivo/113640241/fp-106-desenho... Sydney dos Santos (2022). Desenho curricular, programação de desenvolvimento de competências. Recuperado de: https://www.webartigos.com/artigos/desenho-curricular-programacao-e... 1