Prévia do material em texto
Distúrbios Hemodinâmicos (aula do dia 13/03/23) Trombose É o termo usado para definir um processo patológico que há formação de um trombo em um vaso sanguíneo ou do coração, no indivíduo vivo. já o trombo é a formação de uma massa sólida de sangue coagulado excessivo ou inadequado no endotélio de um vaso. Principais fatores envolvidos na trombose são: lesões do endotélio e dos vasos sanguíneos, atividade excessiva dos fatores de coagulação e das plaquetas (hipercoagulabilidade), alterações hemodinâmicas e dinâmicas do fluxo sanguíneo estase ou turbulência e a Tríade de Virchow; Trombo X Coágulo: Trombo: Seco, friável, inelástico -> Bem aderido à parede vascular ou cardíaca deixa uma superfície rugosa e sem brilho Coágulo: Gelatinoso, elástico, liso, brilhante -> Está sempre solto do sistema cardiovascular. Classificação dos Trombos: Localização: • Arteríolas: Geralmente brancos, oclusivos ou semi-ocludentes, secos, friáveis e inelásticos. • Capilares: Geralmente hialinos, aspecto róseo homogêneo ou granuloso. • Venosos: Geralmente vermelhos e oclusivos, de aspecto úmido e gelatinoso, fortemente aderido ao endotélio. • Cardíacos: Murais ou valvulares, podendo ser brancos ou vermelhos. Estrutura: • Vermelho: Hemácias • Branco: Plaquetas e fibrinas • Hialino: Fibrina • Misto: Hemácias, plaquetas e fibrinas. Trombose é a formação de coágulo sanguíneo (trombo) dentro de vasos intactos. Tanto a hemostasia como a trombose envolvem três elementos: parede vascular, plaquetas e cascata de coagulação. fator III ou tromboplastina), uma glicoproteína pró-coagulante envolta por membrana sintetizada pelas células endoteliais. O fator tecidual exposto, agindo em conjunto com o fator VII, é o principal gatilho in vivo da cascata de coagulação, e sua ativação eventualmente culmina na ativação da trombina, que tem vários papéis na regulação da Coagulação. três principais anormalidades que levam à formação de trombo (chamada de tríade de Virchow): (1) lesão endotelial, (2) estase ou fluxo sanguíneo turbulento e (3) hipercoagulabilidade do sangue A lesão endotelial é uma causa importante de trombose, particularmente no coração e nas artérias, onde as altas taxas de fluxo poderiam, por outro lado, prevenir a coagulação impedindo a adesão plaquetária ou diluindo os fatores de coagulação Fluxo Sanguíneo Anormal A turbulência contribui para trombose arterial e cardíaca por causar lesão ou disfunção endotelial, e também por formar contracorrentes e bolsas locais de estase. A estase é um fator importante no desenvolvimento de trombos venosos. Sob condições normais de fluxo sanguíneo laminar normal, plaquetas (e outras células sanguíneas) são encontradas principalmente no centro do lúmen do vaso, separadas do endotélio por uma camada plasmática em movimento lento. Em contrapartida, estase e fluxo sanguíneo turbulento (caótico) têm os seguintes efeitos deletérios: • Ambos promovem a ativação das células endoteliais e aumentam a atividade pró- coagulante, em parte por meio de alterações induzidas pelo fluxo na expressão genética endotelial. • A estase permite que plaquetas e leucócitos entrem em contato com o endotélio quando o fluxo é lento. A estase também torna lenta a eliminação dos fatores de coagulação ativados e impede o influxo de inibidores de fator de coagulação. Hipercoagulabilidade É infrequente a contribuição da hipercoagulabilidade para a trombose arterial ou intracardíaca, mas é um importante fator de risco subjacente para trombose venosa. É definida livremente como qualquer alteração das vias de coagulação que predisponha as pessoas afetadas à trombose, e pode ser dividida em desordens primárias (genéticas) e secundárias (adquiridas). A hipercoagulabilidade primária (herdada) com mais frequência é causada por mutações no fator V e nos genes da protrombina: • Aproximadamente 2-15% dos brancos são portadores de uma mutação específica do fator V (chamada mutação de Leiden, segundo a cidade holandesa onde foi descrita pela primeira vez). A mutação altera um resíduo de aminoácido no fator V e o torna resistente à proteína C. Assim é perdido um importante mecanismo antitrombótico. Os heterozigotos são portadores de um risco cinco vezes maior de trombose venosa, tendo os homozigotos um risco 50 vezes maior. • A substituição de um único nucleotídeo (G para A) na região não traduzida 39 do gene da protrombina é um alelo bastante comum (encontrado em 1-2% da população geral). Essa variante resulta em aumento da transcrição de protrombina e está associada a um risco quase três vezes maior de tromboses venosas. • Os estados hipercoaguláveis primários menos comuns incluem deficiências herdadas de anticoagulantes, como antitrombina III, proteína C ou proteína S; os pacientes afetados tipicamente apresentam trombose venosa e tromboembolismo recorrente na adolescência ou no início da vida adulta Trombo X Coágulo: Classificação dos Trombos: Localização: Estrutura: