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antipsicóticos
resumo
Antipsicóticos
Esquizofrenia
→ ilusões, alucinações (com frequência, na forma de
vozes) e transtornos de fala ou pensamento.
→ Em geral, tem início no final da adolescência ou início
da vida adulta.
→ possivelmente uma disfunção das vias neuronais
dopaminérgicas mesolímbicas ou mesocorticais.
Principais sintomas:
→ Delírios
→ Alucinações (tipicamente auditivas e não visuais)
→ Fala e comportamento desorganizado
● catatonia1
→ Sintomas positivos: perda de limites do ego, com
incapacidade de se reconhecer como indivíduo; graves
perturbações no pensamento lógico; alucinações
auditivas; ilusões; ideias delirantes;
→ Sintomas negativos: perda progressiva de
sociabilidade, com deterioração do autocuidado;
autismo;
→ Os sintomas devem durar pelo menos 6 meses.
→ Os antipsicóticos de Primeira e Segunda geração não
diferem em eficácia, mas principalmente, em seus
efeitos adversos.
Uso Clínico:
→ da esquizofrenia;
→ fase maníaca do distúrbio bipolar;
→ síndrome de Tourette (haloperidol, pimozida);
→ doenças psicóticas idiopáticas agudas;
→ afecções marcadas por agitação grave;
→ depressão maior com componentes psicóticos;
→ controle de distúrbio de comportamento em
pacientes com Alzheimer;
→ síndromes de abstinência;
→ antieméticos (derivados fenotiazínicos:
clorpromazina);
→ tratamento de sintomas cardiovasculares e
psicológicos associados com a menopausa (sulpirida,
veraliprida);
1 incapacidade de se mover normalmente.
-----------------------------------------------------------
ANTIPSICÓTICOS TÍPICOS - 1ª GERAÇÃO (TÍPICOS)
clorpromazina
haloperidol
levomepromazina
Tioridazina
Tiotixeno
Flufenazina
pimozida
→ inibidores competitivos em vários receptores, mas
seus efeitos antipsicóticos refletem o bloqueio
competitivo dos receptores D2 da dopamina.
→ comum: sintomas extrapiramidais, particularmente os
fármacos que se ligam fortemente aos neurorreceptores
da dopamina (ex. haloperidol)
● são menos prováveis com medicações que se
ligam fracamente (ex: clorpromazina)
Mecanismo de Ação
→ Antagonistas dos receptores de dopamina nas áreas
mesolímbica e mesocortical do SNC.
→ A afinidade pelo receptor D2 é o mecanismo que
melhor se correlaciona com os efeitos comportamentais
dos antipsicóticos.
→ Via mesolímbica: relacionada a comportamento e
emoções. Sua hiperatividade se relaciona aos sintomas
psicóticos positivos.
→ Via mesocortical: seu bloqueio é associado a piora
dos sintomas negativos.
-----------------------------------------------------------
ANTIPSICÓTICOS ATÍPICOS - 2ª GERAÇÃO
(TÍPICOS)
olanzapina
quetiapina
ziprasidona
aripiprazol
risperidona
sulpirida
clozapina
→ menor incidência de sintomas extrapiramidais do que
os de primeira geração, mas são associados com maior
risco de efeitos adversos metabólicos, como diabetes,
hipercolesterolemia e aumento de peso.
Seleção do fármaco:
→ tratamento de primeira escolha
● (minimizar o risco de sintomas extrapiramidais
debilitantes, associado com os de primeira
geração, que atuam primariamente no receptor
D2 da dopamina.)
→ Não foram detectadas diferenças na eficácia
terapêutica entre os fármacos de segunda geração e a
resposta individual do paciente, bem como as
comorbidades, que devem ser usadas como guia na
escolha do fármaco
Mecanismo de Ação
→ bloqueadores moderados dos receptores
dopaminérgicos (D2).
→ Antagonistas dos receptores serotoninérgicos 5-HT2
→ antagonistas de receptores adrenérgicos α1,
histaminérgicos H1 e muscarínicos.
EFEITOS DOS ANTIPSICÓTICOS
Típicos Atípicos
Efeitos colaterais
neurológicos
Efeitos colaterais
metabólicos
↓ Dopamina ↓ Dopamina
Sem efeito na serotonina ↑ Serotonina
Eficácia equivalente aos
atípicos
Eficácia equivalente aos
típicos
→ Os sintomas negativos, como falta de afeto, apatia e
falta de atenção, bem como déficit cognitivo, não
respondem particularmente ao tratamento com os
antipsicóticos de primeira geração.
ANTIPSICÓTICOS
Clozapina
→ fraca atividade em receptores D1, D2, D3 e D5, mas
demonstra uma alta potência em receptores D4
→ ausência de efeitos extrapiramidais
→ rápida sedação
→ ação antipsicótica
→ potente efeito antiadrenérgico, anticolinérgico,
anti-histamínico e inibidor de reação de alerta.
→ produz menos acatisia2
→ ausência de discinesia tardia3
→ produz pequeno ou nenhum aumento dos níveis de
prolactina4, evitando assim efeitos colaterais como
ginecomastia5, amenorréia6, galactorréia7 e impotência
sexual.
→ risco de agranulocitose
Olanzapina
→ Age em receptores:
● dopaminérgicos (D1- D4)
● serotoninérgico (5-HT1, 5-HT2 e 5-HT6)
● muscarínicos (subtipos 1-5)
● adrenérgicos (alfa 1 e 2)
● histaminérgico (H1)
→ Diminui os sintomas positivos e negativos da
esquizofrenia, e possui baixa incidência de efeitos
extrapiramidais
→ efeitos adversos: ganho de peso, sonolência e
hiperprolactinemia, podendo ocasionar galactorréia e
ginecomastia.
Quetiapina
→ maior afinidade por receptores de serotonina (5-HT)
e menor afinidade em receptores dopaminérgicos D1 e
D2, possui também afinidade por receptores
histaminérgicos e alfa-1 adrenérgico.
→ Possui eficácia no tratamento da esquizofrenia, em
sintomas positivos e negativos em fase aguda e crônica
da doença, não causa elevação prolongada da
7 produção de leite nas mamas de homens ou de
mulheres que não estão amamentando
6 Ausência de menstruação
5 Crescimento das mamas nos homens
4 tem como principal função estimular a produção de
leite pelas glândulas mamárias e o aumento das
mamas.
3 faz com que o paciente realize movimentos
involuntários com parte de seu rosto, como boca, língua
e nariz
2 sensação de tremor muscular, agitação e incapacidade
de ficar sentado e parado
prolactina e os efeitos extrapiramidais ocorrem com
menos frequência
→ efeitos colaterais: sonolência, tontura, boca seca e
constipação.
● menos frequentes: hipotensão ortostática,
taquicardia, astenia8 leve, ganho de peso
limitado. Estes efeitos ocorrem principalmente
na fase inicial da dose e nas primeiras semanas.
Risperidona
→ Forte atividade bloqueadora dos receptores
dopaminérgicos D2 e receptores serotoninérgicos
5-HT2, seu mecanismo de ação pode estar associado
também ao bloqueio de receptores alfa-1 e alfa-2
adrenérgicos e H-1 histaminérgico, sendo destituída de
efeitos anticolinérgicos.
→ Efeitos adversos: insônia, agitação, tontura, rinite,
hipotensão, ganho de peso, distúrbios menstruais, pode
apresentar galactorréia, efeitos extrapiramidais
associados às doses de risperidona administradas
Ziprasidona
→ efeito antagonista sobre os receptores de serotonina
(5-HT2), apresentando maior afinidade por estes
receptores do que por receptores de dopamina D2.
→ contraindicada para pacientes que já tiveram infarto
agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca
descompensada e arritmias.
Sulpirida
→ alta afinidade para bloqueio dos receptores
dopaminérgicos D2 e D3, porém não possui nenhuma
afinidade para serotonina, adrenérgicos, histamina e
colinérgicos.
→ É o único antipsicótico atípico amplamente
predominantemente em sintomas negativos.
→ reações adversas: aumento dos níveis plasmáticos de
prolactina, ganho de peso, hipotensão, bradicardia,
reações alérgicas, convulsões, ocasionalmente sintomas
extrapiramidais, síndrome neuroléptica maligna,
amenorréia, galactorréia e ginecomastia.
Aripiprazol
→ agonismo parcial de receptores 5-HT1A e de
dopamina tipo 2 e antagonismo de receptores de
serotonina tipo 2A
8 perda ou diminuição da força física.
● A ação de agonista parcial do receptor 5-HT1A
do aripiprazol, pode estar associada à melhora
da ansiedade, depressão, sintomas negativos e
menos sintomas extrapiramidais
→ O aripiprazol quando comparado a outros
antipsicóticos possui um perfil de efeitos colaterais
caracterizado por menor ganho de peso, menor sedação,
ausência de elevação da prolactina e prolongamento do
intervalo QT
REAÇÕES ADVERSAS
● Sedação (relacionada ao bloqueio de receptores
histaminérgicos H1);
● Efeitos metabólicos e endócrinos:
○ aumento de apetite e ganho ponderal;
○ antipsicóticos atípicos (clozapina,olanzapina e quetiapina) associados ao
risco de diabetes tipo 2;
○ galactorreia, amenorreia e infertilidade
em mulheres;
○ perda de libido, ginecomastia,
impotência e infertilidade em homens;
○ contraindicado uso em pacientes com
carcinoma de mama;
● Efeitos sobre sistema nervoso autônomo:
○ efeitos antimuscarínicos:
○ visão borrada;
○ taquicardia;
○ constipação;
○ boca seca
○ retenção urinária.
● Efeitos neurológicos:
○ Parkinsonismo:
■ ação antagonista em receptores
dopaminérgicos D2 no sistema
nigroestriatal = tratamento com
antipsicóticos típicos (1a
geração);
■ antipsicóticos atípicos (2a
geração) por apresentarem
menor afinidade pelos
receptores D2 = diminuição
parkinsonismo;
○ Acatisia (inquietação motora
incontrolável);
○ Distonia aguda (espasmos dos
músculos da língua, face, pescoço e
dorso);
○ Discinesia tardia (tiques estereotipados,
repetitivos, indolores e involuntários da
face, das pálpebras, da boca, da língua,
dos membros ou do tronco).
● Agranulocitose, icterícia colestática e reações
cutâneas (reações raras);
○ clozapina: 1-2% dos pacientes
apresentam agranulocitose hemograma
semanal; reação grave que pode ser
fatal!
● Síndrome neuroléptica maligna: reação
idiossincrática; catatonia, estupor, febre,
instabilidade da pressão arterial;
potencialmente fatal.
● Fotofobia; Fotossensibilidade;
→ Superdosagem: raramente fatal.

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