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RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM INGLÊS 1 E 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
OLAMILEKAN SAHEED ADEYEMI 
(202101002903) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília DF 
 
2023/03 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM INGLÊS 1 E 2 
 
 
 
 
 
 
 
Este trabalho é pré-requisito para aprovação 
na disciplina Estágio em inglês 1, do Curso 
de Letras: Inglês (modalidade EAD), da 
Centro Universitário Estácio de Santa 
Catarina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília DF 
 
2023/03 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
LISTA DE ANEXOS .......................................................................................................................... 4 
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 5 
1. Estrutura e Funcionamento da Escola ....................................................................................... 6 
1.1. Aspectos físico, humano e material da escola ................................................................... 6 
1.2. Projeto Político-Pedagógico ............................................................................................... 7 
1.3. A escola como um grupo social .......................................................................................... 8 
1.4. Atividades docentes e discentes ........................................................................................ 8 
CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................................. 13 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................... 14 
ANEXOS ...........................................................................................Error! Bookmark not defined. 
 
 
 
LISTA DE ANEXOS 
 
Anexo 01 – A Escola ......................................................................... 
Anexo 02 – Alunos fazendo atividades ............................................. 
Anexo 03 – Alunos na Biblioteca ...................................................... 
Anexo 04 – Alunos em Campo .......................................................... 
Anexo 05 – Professor e alunos ........................................................... 
Anexo 06 – Evento Orgulho Elite (melhores alunos do ano 2022)...... 
Anexo 07 – Eu, a Diretora e Colegas .................................................. 
Anexo 08 – Alunos destaques. ........................................................... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 O presente trabalho tem como objetivo retratar a realidade de determinado 
período da escola na qual foi realizada a vivência do estágio. Neste espaço, junto às 
informações obtidas pela observação em sala de aula serão agregados os conceitos 
adquiridos com leituras adicionais, com o conteúdo formal da disciplina e das matérias 
anteriormente cursadas. 
 Tendo como base a vivência em campo e a pesquisa bibliográfica, este relatório 
demonstra o ambiente de aprendizagem do Ensino Fundamental de um colégio 
particular chamado COLÉGIO ELITE JK GUARÁ, situado no município de Brasília 
DF. O colégio é mais conhecido como ELITE JK e o período de estágio no local foi 
MATUTINO e VESPERTINO. 
 A carga horária realizada nesta vivência foi de 132 horas com turmas do 
segundo segmento do Ensino Fundamental, entre os sextos, sétimo, oitavo e nono anos. 
Durante o período mencionado, dois professores da área foram acompanhados em suas 
atividades. O trabalho em questão remete à distinção entre prática e teoria, visando à 
melhor qualificação docente. 
 A escola ELITE JK GUARA foi escolhida por ser uma escola acolhedor, 
acreditam na educação de qualidade para desenvolver a autonomia intelectual dos 
alunos. Além disso, é uma escola que ajuda os alunos a desenvolverem 
responsabilidades tanto acadêmicas quanto com relação às suas escolhas. Buscam 
 
auxiliá-los na procura por diferentes meios para alcançarem os resultados que desejam, 
com olhar crítico e com a construção de novos pensamentos e ideias. 
 
1. Estrutura e Funcionamento da Escola 
1.1. Aspectos físico, humano e material da escola a rede é formada por uma grande 
família: professores, diretores, funcionários e todos os envolvidos na comunidade 
escolar, que tem o papel de acolher. Uma das unidades do Elite no DF é o Elite JK 
Guará, Situado na QE 08, Área Especial, Nº 1. Telefone: (61) 3383-7700. o Elite JK 
Guará teve a sua entrada reformada recentemente e conta com uma modesta portaria 
para receber os pais e os alunos. 
 Ao atravessar o portão principal, chega-se ao térreo – local utilizado para mostra 
de trabalhos, ações de responsabilidade social, refeições dos alunos e momentos de 
descanso. Nele também ficam dois dos laboratórios técnicos, a cantina, a secretaria, dois 
banheiros, ala para funcionários da limpeza e a coordenação pedagógica com a sala de 
professores e a sala da diretoria anexas. 
 A cantina é um espaço grande, com muita variedade de lanches e com opção 
para refeições mais completas, como o almoço e o jantar. Simpáticos e educados, os 
atendentes precisam gerenciar uma demanda muito grande de alunos. O intervalo dos 
alunos dura vinte minutos e é possível atender a todos. 
 A secretaria é multifuncional. Nela os alunos realizam Xerox e impressão de 
materiais, assim como a liberação de documentos específicos e solicitação de 
uniformes. Uma bancada média sustenta um sino que deve ser tocado para possibilitar o 
atendimento. E há um aviso para fazê-lo, então, o atendimento é rápida e eficaz. 
 A coordenação pedagógica é o local para resolver assuntos acadêmicos: 
matrículas, transferências, organização de dependências, calendário acadêmico, horários 
de aulas, currículo escolar etc. Nesta sala, as coordenadoras realizam um trabalho em 
parceria para atender a escola de forma integrada. 
 Em um anexo, ligada à sala da coordenação pedagógica, está a sala de 
professores e a sala da diretora. Munido de simples arquivos, uma mesa larga e grande e 
 
cadeiras confortáveis, a sala é usada para reuniões pedagógicas, debates entre a equipe 
docente e a equipe da coordenação e para descanso do professor. Os alunos têm acesso a 
essa sala quando necessário. 
 O Elite Rede de Ensino, a maior rede de educação básica do Brasil, tem como 
missão diária “Transformar vidas por meio da educação”. Com uma cultura voltada para 
o foco do aluno, a rede é formada por uma grande família: professores, diretores, 
funcionários e todos os envolvidos na comunidade escolar, que tem o papel de 
acolher. Uma das unidades do Elite no DF é o Elite JK Guará, que fica na QE 08, Área 
Especial, Nº 1. Telefone: (61) 3383-7700. 
Do infantil ao pré-vestibular, o Elite Rede de Ensino entende que cada momento da vida 
escolar possui seus desafios particulares e são fundamentais para a formação completa e 
a concretização dos sonhos. É por isso que a escola é exigente e de ensino forte. A rede, 
que atua com foco e disciplina diariamente, busca os melhores recursos, humanos e 
pedagógicos, com o objetivo de oferecer o melhor ensino. 
Em duas décadas, o Elite coleciona milhares de histórias de vitórias, como a do aluno 
Fabiano Almeida, ex-aluno do Elite (unidade Madureira, no Rio de Janeiro), e atual 
estudante de Engenharia da Tokyo University, no Japão. “Se não estivesse no 
alojamento da escola, nem teria conhecimento da Tokyo University. O ensino que 
recebi no Elite, ao longo dos anos, foi mais que suficiente para ingressar na faculdade 
japonesa. O colégio me preparou muito bem para um exame nada fácil”, comenta 
Fabiano. 
1.2. Projeto Político-Pedagógico 
 Sendo uma instituição fornecedora de ensino infantil, fundamental, ensino médio 
Regular, Militar, Pré-vestibular e Pré-militar, o maior propósito pedagógico Elite JK 
Guaraé uma escola exigente, de ensino forte, com foco e disciplina. Buscam os 
melhores recursos, humanos e pedagógicos, com o objetivo de oferecer o melhor 
ensino. Seus comprometimentos são com os alunos e com o desenvolvimento máximo 
do seu potencial. 
 
Todas as estratégias pedagógicas, como planejamento, recursos tecnológicos, materiais 
didáticos e avaliações – com conteúdo especializado – são direcionadas a estimular a 
aprendizagem, buscando exigir esforço para superar desafios. 
 
Entendem que a sua comunidade escolar atua como um agente motivador na formação 
integral de seus alunos. Realizam, rotineiramente, atendimentos coletivos e individuais; 
oferecem aulas inspiradoras e acreditam que “todo aluno é capaz de aprender”. 
https://ensinoelite.com.br/
https://ensinoelite.com.br/quem-somos/nossa-historia/
https://ensinoelite.com.br/segmentos/educacao-infantil/
https://ensinoelite.com.br/segmentos/ensino_medio_enem/
 
Também educar e formar cidadãos e profissionais qualificados para o mercado de 
trabalho, proporcionando uma educação básica completa. 
 Tendo como base valores como a ética, o respeito, o compromisso e a 
responsabilidade social, o colégio realiza as suas atividades com tradição, inovação e 
tecnologia. 
 Baseado no fato de que a escola é uma ferramenta de transformação social, o 
Elite JK Guara assume um ambiente familiar ao mesmo tempo em que oferece desafios 
diários aos alunos de forma a oferecer uma aprendizagem diferenciada. 
 
1.3. A escola como um grupo social 
 O Elite JK Guara tem um papel agregador na vida de seus alunos e da 
comunidade. Anualmente, a coordenação pedagógica alia-se aos professores que 
auxiliam os alunos a elaborarem um projeto que possa ser apresentado na Mostra 
Pedagógica – enquanto aluno do ensino fundamental – e na Mostra Técnica – enquanto 
aluno do ensino médio. Além disso, esporadicamente, no portão principal do Elite JK 
Guara seus alunos oferecem serviços gratuitamente. 
 Os projetos devem ser condizentes com os conteúdos ensinados dentro de sala 
de aula, mas devem ter uma missão maior do que comprovar o estudo. Devem oferecer 
algo de positivo para a comunidade – pais dos alunos e visitantes. Por exemplo, na 
última Mostra Técnica, os alunos do curso de enfermagem realizaram testes de glicose 
gratuitos e mediram a pressão de dezenas de visitantes. 
 Nas suas dependências, também são oferecidas aulas de dança, futebol, música e 
informática para alunos e não alunos. Os cursos livres e os cursos preparatórios para as 
forças armadas também são excelentes oportunidades para os moradores da região. 
 
1.4. Atividades docentes e discentes 
 No Elite JK Guara, existem todos o segundo segmento do Ensino Fundamental, 
contemplando o sexto, o sétimo, o oitavo e o nono anos, além do mais tem também 
ensino médio Regular, Militar, Pré-vestibular e Pré-militar. A média de alunos por sala 
 
é de quinze a vinte e cinco estudantes. O currículo base do segmento inclui as seguintes 
disciplinas: língua portuguesa, redação, matemática, geografia, história, biologia, 
educação física, sociologia, filosofia, inglês, espanhol e informática. Os alunos do nono 
ano também têm física, química e robótica. 
 Eles têm acesso a cursos livres, cursos preparatórios, apostilas especializadas e 
atividades extracurriculares, como dança e música. 
 A nota acadêmica dos alunos do Ensino Fundamental é formada por prova com 
peso dois, trabalho e teste. Somam-se todas e divide-se por quatro. O resultado é a nota 
bimestral. A nota final do ano letivo é a soma das medidas dos quatro bimestres 
dividida por quatro. Estando acima ou igual a sete, o aluno está aprovado. 
 A nota relativa ao trabalho bimestral é composta por exercícios realizados em 
sala de aula e em casa, matérias escritas no caderno e outras atividades adicionais 
(exercícios na apostila, pesquisas etc.). O teste pode ser tanto uma prova com conteúdo 
parcial quanto um trabalho de alto valor pedagógico, como, por exemplo, a Mostra 
Pedagógica realizada anualmente. 
 No final do segundo bimestre, os alunos com média abaixo de sete são 
direcionados para a recuperação de meio de ano. No final do quarto bimestre, o mesmo 
processo é repetido. As chances de reprovação são, portanto, baixas. 
 A equipe de professores responsável pelo ensino das disciplinas de língua 
portuguesa e redação da instituição no Ensino Fundamental é composta atualmente por 
dois membros. Todos dois têm Formação de Professores e são formados em Letras, 
sendo um deles especializado em Língua Inglesa e outro na Língua Espanhola. 
 Acompanhei cada professor por carga horária semelhante, logo a análise de sua 
didática pôde ser igualitária e imparcial. Nas observações foi possível notar as 
diferenças pedagógicas e as diferentes reações dos alunos diante de cada estratégia. 
 Os professores elaboram um plano de aula para cada turma, assim como um 
diário de classe – para frequência escolar e plano de atividades – e um diário de 
trabalhos, no qual são anotadas as entregas referentes à composição da nota de trabalho 
bimestral do aluno. 
 
 Para falar sobre as observações realizadas, os membros da equipe de professores 
serão denominados professor A e B. 
 O professor A leciona há dezesseis anos e é formado em Letras: 
Português/Inglês e em Letras: Português/Literaturas. É um dos representantes para 
elaboração dos materiais da Mostra Pedagógica. Sua experiência e formação permitem 
uma vivência positiva no Ensino Fundamental, pois cria um ambiente de respeito e de 
cooperação. Ele incentiva o desenvolvimento dos alunos demonstrando fé de que 
conseguem aprender com seus erros e que só o farão se tentarem realizar as coisas. 
A matéria-prima do trabalho do professor é o conhecimento. Não é conseguir 
que o aluno faça isto ou aquilo, mas conseguir que ele compreenda, por 
reflexionamento próprio, como fez isto ou aquilo. Se uma criança desmontou 
e remontou corretamente um brinquedo por sugestão do professor (...) não 
significa que ele tenha progredido em termos de conhecimento. (BECKER, 
2001, p. 56) 
 Em sua aula, os alunos se sentem à vontade para explorar suas habilidades e a 
tentar participar ativamente das atividades propostas. Claramente, a política da escola e, 
mais principalmente, da coordenação pedagógica não incentiva a pedagogia da 
autonomia, mas as poucas iniciativas do professor A são o suficiente para destacá-lo dos 
demais. 
 O professor B leciona há 23 anos e é formado em Letras: Português/Espanhol. 
Tem auxiliado em atividades específicas a elaboração de materiais para a Mostra 
Pedagógica. Ele investe na criação de um ambiente pautado na amizade e na confiança. 
Tendo trabalhado com Educação Infantil por alguns anos, entende a importância de tais 
sentimentos em sala de aula, trazendo muitos métodos deste segmento para o Ensino 
Fundamental. 
 Freire (2002, p. 27) já apontou a importância de que a personalidade de um 
profissional deixa marcas não só na vida estudantil da criança, como também em sua 
formação social e histórica. A prática pedagógica é capaz de alterar profundamente a 
percepção de um aluno. 
 Isto acontece porque a escola é também um espaço social, na qual são 
transmitidos valores éticos, morais e postura humanizada. Essa nova maneira de 
organizar os papéis educativos torna a missão do professor ainda mais desafiadora, além 
 
de criar a necessidade de criar atividades que incentivem a crítica e a reflexão e 
ambientes que propiciem ideias que embasem de forma positiva essa geração. 
 Para entender a tendência majoritária de cada turma, desenvolvi uma análise 
específica para cada ano, tendo em vista a diferenciação de sua faixa etária. Todas as 
turmas foram acompanhadas por carga horária semelhante. 
 A turma do sexto ano ainda é retrato do primeiro segmento do Ensino 
Fundamental. Seus alunos possuem idade variando entre dez e doze anos e, apesar de 
receber a matéria combastante naturalidade, têm bastante dificuldade para se concentrar 
e em ter um comportamento mais adequado ao segundo segmento do Ensino 
Fundamental. É uma turma que precisa de um acompanhamento que combina rigidez – 
para garantir progresso – e compreensão – porque tender apenas para a rigidez criará 
resistência mais facilmente devido à personalidade ainda infantil dos alunos. Eles até se 
mostram dispostos a participar dos projetos, mas seu gerenciamento é tão complexo 
que, muitas vezes, se prova mais fácil de aprender quando estão vinculados a um 
processo de ensino mais limitado. 
 A turma do sétimo ano está começando a se libertar do comportamento do 
primeiro segmento do Ensino Fundamental, mas isso não quer dizer que isto facilite o 
processo de ensino-aprendizagem ou o relacionamento com o professor. Muito pelo 
contrário. O professor deve ser mediador desse processo complexo de amadurecimento 
para a próxima fase e também descobrir formas de incentivar o aluno a descobrir melhor 
seus gostos e suas habilidades. Sua faixa etária varia entre onze e treze anos, uma idade 
que geralmente envolve um período no qual as crianças estão confusas e são arredias. 
Eles não sabem exatamente como se posicionar diante de tantas novidades, tantas 
mudanças, e o professor deve estar preparado para lidar com estas questões, pois é um 
momento decisivo. 
 A turma de oitavo ano possui alunos com idade entre doze e quatorze anos e 
estão mais propensos a trabalhar em grupo que individualmente. Eles gostam de grandes 
projetos e de se comunicar. São abertos para discutir de temas que entendam ou não, 
pois gostam de se sentir ouvidos e compreendidos. É a entrada oficial na adolescência e 
de muitas questões relativas ao período que permite um trabalho integrado do professor 
 
nas questões acadêmica e social. Se bem direcionados, estudam e trabalham de forma 
cooperativa e se mostram muito unidos, com alto potencial de engajamento. 
 A turma de nono ano possui alunos com idade entre treze e quinze anos, tendo 
um aluno fora da faixa etária – de dezessete anos. Assim como ocorre na turma de 
sétimo ano, os alunos do nono ano estão passando da fase do Ensino Fundamental para 
o Ensino Médio, que representa não só uma mudança estudantil significativa, como gera 
diferentes expectativas e responsabilidades. É o momento no qual eles devem abandonar 
completamente o espírito desenvolvido no Ensino Fundamental e começar a amadurecer 
para ingressar no Ensino Médio de forma adequada. Eles são dinâmicos e gostam de 
ação, mas não possuem iniciativa e as falhas em sua formação como estudantes e como 
indivíduos se mostram mais claras nesse momento. 
 Alguns alunos de idades, turmas e sexos diferentes foram convidados para 
responder algumas questões. Expliquei para todos que se tratava de coisas que utilizaria 
para um trabalho na faculdade e que poderiam ser muito sinceros, que não implicaria 
em nada negativo dentro do ambiente escolar. Os alunos do sexto se recusaram a 
participar, pois não se sentiam à vontade para conversar comigo. Os alunos do sétimo e 
do oitavo ano, após se apresentarem e conhecerem um pouco sobre mim, se mostraram 
animados em poder contribuir de alguma forma para o trabalho. Os alunos do nono ano 
se prontificaram antes mesmo de utilizar o quebra gelo. 
 Conduzi pelos assuntos pertinentes, mas dei o máximo de liberdade para 
estruturarem suas respostas. Cada um tinha uma perspectiva diferente que gostariam de 
comentar. De uma maneira geral, entendi que esta parte do exercício demonstrou que os 
alunos do Ensino Fundamental se sentem valorizados, importantes, quando questionam 
sua opinião sobre alguma coisa. Não tiveram receio de eu os prejudicasse de qualquer 
forma com aquelas conversas. As entrevistas estão organizadas na parte de anexos deste 
trabalho. 
 Quase todos demonstraram desprezo pela aula de robótica, esclarecendo que se 
tratava de uma aula teórica, sem graça e que não levava a lugar algum. Inclusive os 
alunos fugiam da sala durante a aula e me acompanhavam em outras atividades só para 
não precisar ficar assistindo à disciplina (com autorização do professor). Identificaram a 
precariedade das aulas de informática e do desinteresse geral pelas disciplinas, pois era 
 
tudo feito de forma muito sistemática, quase sem interação. Não encontrei nenhum 
aluno que gostasse de ler ou de escrever. Seus principais hobbys eram voltados para o 
uso de tecnologias. 
 Assim como entrevistei os alunos, fiz o mesmo processo com os professores, 
realizando perguntas distintas. As entrevistas foram anexadas ao final deste trabalho. 
 Tive a oportunidade de realizar uma aula de língua portuguesa com os alunos do 
oitavo e do nono anos. A temática era oração subordinada, sendo as adjetivas para o 
oitavo ano e as adverbiais do nono ano. Os exercícios que passei estão disponíveis na 
parte de anexos do trabalho. Minha percepção durante a aula foi que os alunos têm 
grande dificuldade em se interessar por certas temáticas da disciplina porque não há 
muita flexibilidade na forma de ensinar destes pontos. Além disso, a aplicabilidade do 
assunto, para eles, é inexistente, tornando o assunto “inútil” na visão dos mesmos. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 A qualidade do ensino do segundo segmento da Educação Fundamental 
determina, em boa parte, o desenvolvimento do aluno no restante de sua vida acadêmica 
e refletirá em sua vida adulta. A formação destes alunos deve possuir 
(...) planejamento e diretrizes norteadoras para o atendimento integral da 
criança em seu aspecto físico, psicológico, intelectual e social, além de metas 
para a expansão do atendimento, com garantia de qualidade. Essa qualidade 
implica assegurar um processo educativo respeitoso e construído com base 
nas múltiplas dimensões e na especificidade do tempo da infância (MEC, 
2004) 
 
 Tendo em vista a importância deste momento na vida dos alunos, os professores 
devem estar prontos para múltiplos desafios para preparar estes estudantes para se 
inserirem adequadamente na vida em sociedade. Em breve, eles estarão responsáveis 
por si mesmos e precisam começar a trabalhar nesta situação os primeiros principais 
conceitos de se viver em comunidade. 
 Aproveitando sua receptividade e sua criatividade, os professores ainda tem 
muito espaço para trabalhar com seus alunos, de maneira simples. Afinal, a interação, o 
 
respeito e o cuidado ainda são muito imprescindíveis para esta faixa e eles prezarão 
mais este contato do que a multifuncionalidade das atividades. 
 Assim como na Educação Infantil, creio que, no Ensino Fundamental, o melhor 
método de ensino ainda seria o construtivista e deveria investir massivamente em 
trabalhos e pesquisas mais flexíveis, mais autônomas. Os alunos mostram interesse em 
serem sujeitos do seu desenvolvimento e de mostrar o que gostam, o que sabem. 
Permitir isso possivelmente reduziria a resistência e promoveria a construção do 
conhecimento. 
 Neste sentido, durante o período em que estive dando aula para eles, depois dos 
exercícios propostos pela professora – dentro da temática que cairia em prova – realizei 
um jogo e a animação foi contagiante. O jogo se baseava em uma forca simples, que não 
precisava nada além de um quadro, caneta e boas palavras. Dividi a turma em quatro 
grupos, para que eles pudessem dividir ideias e saber trabalhar em conjunto, cooperando 
um com o outro. Foi incrível ver a compreensão e o apoio entre eles. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
BECKER, F. Educação e construção do conhecimento. São Paulo: Editora Artmed, 
2001, p.56. 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Ensino Fundamental 
de nove anos: Diretrizes Gerais. Brasília: MEC, 2004. 
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São 
Paulo: Editora Paz e Terra, 2002, p. 27. 
 
 
ANEXOS

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