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RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM EDUCAÇÃO BÁSICA JULIANA GUEDES DE MORAES (201708177388) Rio de Janeiro 2023/02 RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM EDUCAÇÃO BÁSICA Este trabalho é pré-requisito para aprovação na disciplina Estágio em Educação Básica, do Curso de Pedagogia (modalidade EAD), da Universidade Estácio de Sá. Rio de Janeiro 2023/02 SUMÁRIO LISTA DE ANEXOS .......................................................................................................................... 4 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 5 1. Estrutura e Funcionamento da Escola ....................................................................................... 5 1.1. Aspectos físico, humano e material da escola ................................................................... 5 1.2. Projeto Político-Pedagógico ............................................................................................... 7 1.3. A escola como um grupo social .......................................................................................... 7 1.4. Atividades docentes e discentes ........................................................................................ 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................................. 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................... 12 ANEXOS ....................................................................................................................................... 13 LISTA DE ANEXOS Anexo 01 – Fotos ....................................................................................................13 INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo retratar a realidade de determinado período da escola na qual foi realizada a vivência do estágio. Neste espaço, junto às informações obtidas pela observação em sala de aula serão agregados os conceitos adquiridos com leituras adicionais, com o conteúdo formal da disciplina e das matérias anteriormente cursadas. Tendo como base a vivência em campo e a pesquisa bibliográfica, este relatório demonstra o ambiente de aprendizagem do Ensino Fundamental de um colégio particular chamado Colégio Augusto Marques, situado no município do Rio de Janeiro. O colégio é mais conhecido como CAM e o período de estágio no local foi de seis de setembro de 2023 até seis de outubro de 2023. A carga horária realizada nesta vivência foi de 78 horas com turmas do primeiro segmento do Ensino Fundamental, entre os 4º e 5º anos. Durante o período mencionado, duas professoras da área foram acompanhadas em suas atividades. O trabalho em questão remete à distinção entre prática e teoria, visando à melhor qualificação docente. O Colégio Augusto Marques foi escolhido por sua história de tradição no bairro, já tendo 34 anos desde sua fundação. É um colégio com uma equipe familiar na sua administração e oferta a comunidade em que está inserida a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II e o Ensino Médio. 1. Estrutura e Funcionamento da Escola 1.1. Aspectos físico, humano e material da escola Situado na rua Agrário Menezes, 114 – Vicente de Carvalho, Rio de Janeiro - RJ, o Colégio Augusto Marques constitui um prédio de três andares contando com o térreo, teve a seu portão de entrada adesivado recentemente e conta com uma modesta portaria para receber os pais e os alunos. Ao atravessar o portão principal, chega-se ao térreo – local utilizado para mostra de trabalhos, ações de responsabilidade social, bancos para a espera dos alunos que não são autorizados a regressar sozinhos para casa aproveitando para momentos de descanso. Nele também fica a entrada da secretaria do colégio que tem anexa à sala da direção. A secretaria é multifuncional. Nela os alunos realizam Xerox e impressão de materiais, assim como a liberação de documentos específicos e solicitação de uniformes, matrículas, transferências, organização de dependências, calendário acadêmico, horários de aulas etc. A coordenação pedagógica é o local para resolver assuntos acadêmicos como currículo escolar. Nesta sala, a coordenadora realiza um trabalho em parceria para atender a escola de forma integrada sendo também o elo importante entre responsáveis dos alunos e os professores. Em um anexo, ligada à sala da coordenação pedagógica, está a sala de professores. Munido de simples arquivos, uma mesa larga e grande e cadeiras confortáveis, a sala é usada para reuniões pedagógicas, debates entre a equipe docente e a equipe da coordenação e para descanso do professor. Os alunos têm acesso a essa sala quando necessário. Ainda no térreo o colégio conta com duas salas de aula. Além do térreo, a escola conta com mais dois andares, sendo o segundo composto de salas de aula e mais dois banheiros (um feminino e outro masculino) e um bebedouro. O terceiro andar comporta mais uma sala de aula, um pátio (onde é realizada as aulas de Educação Física), uma sala com equipamento de som da escola, um banheiro para funcionários e a cantina. A cantina funciona somente nos horários de intervalo, ficando fechada quando as turmas estão em aula, tem um cardápio diversificado que agrada a grande maioria dos alunos As cadeiras dos alunos são padronizadas onde a parte de apoio para a escrita é fixada na cadeira. Todas as salas possuem ar-condicionado e ventilador que apresentam ótima aparência de limpeza e manutenção. As professoras que acompanhei utilizam realmente todos os equipamentos disponibilizados pelo colégio desde o quadro ao recurso do Datashow e equipamento de som durante suas aulas. 1.2. Projeto Político-Pedagógico Sendo uma instituição que oferta de forma abrangente turmas que vão desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, o maior propósito pedagógico é educar e formar cidadãos sendo pessoas capazes de pensamento crítico, proporcionando uma educação básica completa. Tendo como base valores como a ética, o respeito, o compromisso e a responsabilidade social, o colégio realiza as suas atividades com tradição, inovação e tecnologia. Baseado no fato de que a escola é uma ferramenta de transformação social, o Colégio Augusto Marques assume um ambiente familiar ao mesmo tempo em que oferece desafios diários aos alunos de forma a oferecer uma aprendizagem diferenciada. 1.3. A escola como um grupo social O Colégio Augusto Marques tem um papel agregador na vida de seus alunos e da comunidade. Anualmente, a coordenação pedagógica alia-se aos professores que auxiliam os alunos a elaborarem um projeto que possa ser apresentado na Feira Cultural, atividade essa que abrange todas as turmas desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. O tema norteador deste ano foram as grandes invenções da humanidade como também seus inventores. Anualmente, a equipe gestora juntamente com a coordenação pedagógica alia-se aos professores e alunos para arrecadação de alimentos para ONGs conhecidas da comunidade escolar. Que comumente acontece no primeiro semestre do ano e que promove um clima competitivo entre as turmas, finalizando com uma culminância para premiar a turma que mais arrecadou alimentos. Nas suas dependências, também são oferecidas aulas de dança e capoeira, que acontecem logo após o final do turno da tarde. 1.4. Atividades docentes e discentes No Colégio Augusto Marques, atende da Educação Infantil até o Ensino Médio. A média de alunos por sala é de quinze a vintee cinco estudantes, exceto na Educação Infantil onde a média é de dez a doze alunos. O currículo base do segmento acompanhado inclui as seguintes disciplinas: língua portuguesa, redação, matemática, geografia, história, ciências, educação física e inglês. A nota acadêmica dos alunos do Ensino Fundamental é formada por prova, trabalho, teste e formativo. O resultado é a nota bimestral. A nota relativa ao trabalho bimestral é composta por exercícios realizados em sala de aula e/ou em casa, matérias escritas no caderno e outras atividades adicionais (exercícios na apostila, pesquisas etc.). O teste pode ser tanto uma prova com conteúdo parcial quanto um trabalho de alto valor pedagógico, como, por exemplo, a Feira Cultural realizada anualmente. No final do segundo bimestre, os alunos com média abaixo de sete são direcionados para a recuperação de meio de ano. No final do quarto bimestre, o mesmo processo é repetido. As chances de reprovação são, portanto, baixas. As professoras acompanhadas são formadas em Pedagogia sendo uma delas também formada em Matemática e a outra em História. Acompanhei cada professora por carga horária semelhante, logo a análise de sua didática pôde ser igualitária e imparcial. Nas observações foi possível notar as diferenças pedagógicas e as diferentes reações dos alunos diante de cada estratégia. As professoras elaboram um plano de aula, assim como um diário de classe – para frequência escolar e plano de atividades – e um diário de trabalhos, no qual são anotadas as entregas referentes à composição da nota de trabalho bimestral do aluno e todo esse material é revisado pela coordenação pedagógica. Para falar sobre as observações realizadas, os membros da equipe de professores serão denominados professora A e B. O professor A leciona há quatorze anos e é formado em Pedagogia e Matemática. Sua experiência e formação permitem uma vivência positiva no Ensino Fundamental, pois cria um ambiente de respeito e de cooperação. Ela incentiva o desenvolvimento dos alunos demonstrando fé de que conseguem aprender com seus erros e que só o farão se tentarem realizar as coisas. A matéria-prima do trabalho do professor é o conhecimento. Não é conseguir que o aluno faça isto ou aquilo, mas conseguir que ele compreenda, por reflexionamento próprio, como fez isto ou aquilo. Se uma criança desmontou e remontou corretamente um brinquedo por sugestão do professor (...) não significa que ele tenha progredido em termos de conhecimento. (BECKER, 2001, p. 56) Em sua aula, os alunos se sentem à vontade para explorar suas habilidades e a tentar participar ativamente das atividades propostas. Claramente, a política da escola e, mais principalmente, da coordenação pedagógica não incentiva a pedagogia da autonomia, mas as poucas iniciativas da professora A são o suficiente para destacá-la das demais. A professora B leciona há 27 anos e é formado em Pedagogia e História. Ela investe na criação de um ambiente pautado na amizade e na confiança. Tendo trabalhado com Educação Infantil por alguns anos como também já ocupou o cargo de coordenadora pedagógica na mesma instituição, entende a importância de tais sentimentos em sala de aula, trazendo muitos métodos deste segmento para o Ensino Fundamental. Freire (2002, p. 27) já apontou a importância de que a personalidade de um profissional deixa marcas não só na vida estudantil da criança, como também em sua formação social e histórica. A prática pedagógica é capaz de alterar profundamente a percepção de um aluno. Isto acontece porque a escola é também um espaço social, na qual são transmitidos valores éticos, morais e postura humanizada. Essa nova maneira de organizar os papéis educativos torna a missão do professor ainda mais desafiadora, além de criar a necessidade de criar atividades que incentivem a crítica e a reflexão e ambientes que propiciem ideias que embasem de forma positiva essa geração. Para entender a tendência majoritária de cada turma, desenvolvi uma análise específica para cada ano, tendo em vista a diferenciação de sua faixa etária. Todas as turmas foram acompanhadas por carga horária semelhante. A turma do quarto ano apresentam os primeiros sinais de amadurecimento com relação a autonomia dentro de sala de aula. Já são capazes de antecipar rotinas como ao chegar na sala colocar o caderno de casa na mesa da professora sem que a mesma tenha que pedir, porém o relacionamento entre eles ainda não acompanhou esse amadurecimento. Seus alunos possuem idade variando entre oito e dez anos. É uma turma que precisa de um acompanhamento que combina rigidez – para garantir progresso – e compreensão – porque tender apenas para a rigidez criará resistência. A turma do quinto ano está começando a se familiarizar com a próxima etapa de sua educação, onde a professora da turma já inclui práticas para que os alunos alcancem ainda mais autonomia e responsabilidades. Incentivando sempre para que todos possam atingir suas potencialidades. Sua faixa etária varia entre nove e doze anos, uma idade que geralmente envolve um período no qual as crianças estão confusas e são arredias, ainda mais as que estão muito fora da média de idade da maioria Em ambas as turmas têm alunos incluídos. Há uma grande cooperação entre a turmas e esses alunos. Todos estão sempre dispostos a ajudar e fazer com que participem de maneira efetiva das atividades. Tive a oportunidade de realizar uma aula de matemática com os alunos do quarto e do quinto anos. A temática era um desafio matemático valendo uma premiação simples. Minha percepção durante a aula foi que os alunos gostaram de ser desafiados apresentando uma competitividade saudável onde até mesmo os alunos que têm dificuldade na disciplina se empenharam na atividade proposta. Em ambas a s turmas os alunos incluídos participaram da atividade proposta, alguns com necessidade de adaptação da atividade como um tempo maior para realizar as operações matemáticas propostas. CONSIDERAÇÕES FINAIS A qualidade do ensino da educação Infantil e do primeiro segmento da Educação Fundamental tem grande influência no desenvolvimento do aluno no restante de sua vida acadêmica e refletirá em sua vida adulta. Como por exemplo a prática da leitura, que nessa fase que sua aproximação com essa atividade resultará em uma melhor competência no seu pensamento crítico. A formação destes alunos deve possuir (...) planejamento e diretrizes norteadoras para o atendimento integral da criança em seu aspecto físico, psicológico, intelectual e social, além de metas para a expansão do atendimento, com garantia de qualidade. Essa qualidade implica assegurar um processo educativo respeitoso e construído com base nas múltiplas dimensões e na especificidade do tempo da infância (MEC, 2004) Tendo em vista a importância deste momento na vida dos alunos, os professores devem estar prontos para múltiplos desafios para preparar estes estudantes para se inserirem adequadamente na vida em sociedade. Em breve, eles estarão responsáveis por si mesmos e precisam começar a trabalhar nesta situação os primeiros principais conceitos de se viver em comunidade. Por esse motivo a autonomia deve ser estimulada desde o mais breve possível e de forma respeitosa conforme a faixa etária. Aproveitando sua receptividade e sua criatividade, os professores ainda tem muito espaço para trabalhar com seus alunos, de maneira simples. Afinal, a interação, o respeito e o cuidado são muito imprescindíveis para esta faixa e eles prezarão mais este contato do que a multifuncionalidade das atividades. Assim como na Educação Infantil, creio que, no Ensino Fundamental, o melhor método de ensino ainda seria o construtivista e deveria investir massivamente em trabalhos e pesquisas mais flexíveis, mais autônomas. Os alunos mostram interesse em seremsujeitos do seu desenvolvimento e de mostrar o que gostam, o que sabem. Permitir isso possivelmente reduziria a resistência e promoveria a construção do conhecimento. Neste sentido foi que introduzi o desafio matemático. O desafio era simplesmente somar números previamente escolhidos por mim que formam a base de uma pirâmide. O resultado da soma de cada número que estava ao lado do outro iria para a fileira de cima, somando os resultados até chegar ao topo da pirâmide. Como era um desafio rápido podemos fazer várias vezes, individualmente e em grupo. Foi incrível ver a compreensão e o apoio entre eles. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECKER, F. Educação e construção do conhecimento. São Paulo: Editora Artmed, 2001, p.56. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Ensino Fundamental de nove anos: Diretrizes Gerais. Brasília: MEC, 2004. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2002, p. 27. Fachada Hall de entrada ANEXO 1 Todas as imagens são do Colégio Augusto Marques e suas dependências, a seguir: Sala de Professores Banheiro de uso comum Corredor de acesso às salas Bebedouros Corredor de acesso as salas Cantina Pátio recreativo