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Sumário:
Sumário 02
Introdução 03
Capítulo 1 04
Reflexões 05 do ponto de vista do Cuidador 05
1.1.1. No recorte do texto “Quem cuida precisa se cuidar” 06
1.2. O recorte extraído do texto do “Grupo Cuidar”, 07
1.3 Para finalizar: 10
Capítulo 2 11
Para saber mais 12
2.1. Leia o recorte do texto, “Dez direitos fundamentais 12
Para saber mais………………………………………………………………….... 19
2.3. Entrevista com a Professora Doutora Sônia Aparecida Alvarenga Vieira 21
Atividade- Palavras-Cruzadas……………………………………………………... 28
Capítulo 3 29
3.1. O Desenvolvimento de Alunos com Deficiência Intelectual e o Mito da Idade Mental 35
O vídeo de Mayra Gaiato. 36
3.3. Leia o recorte do texto, “Deficiência Intelectual ou atraso cognitivo?” 39
3.4. Leia o estudo de caso “Sob a ótica do Profissional Cuidador”, 40
Avaliação 42
Referência Bibliográfica 43
2
Momento EaD:
Carga horária: 20h
Orientação: Cinco(05) módulos compostos de atividades a serem desenvolvidas
por meio do http://cursos.sedu.es.gov.br/ , cujo acesso e desenvolvimento de
atividades será individual. O material instrucional foi produzido com várias
temáticas, pensando no Cuidador e no desenvolvimento de suas funções com o
aluno no cotidiano escolar. O cursista deverá realizar todas as atividades de caráter
obrigatório e individual solicitadas em cada módulo.
Horário/data da formação: O horário é organizado pelo cursista. O período
da formação para os profissionais cuidadores é de 12 de julho a 01 de
outubro de 2021, totalizando uma carga horária de 120h.
“Todas as atividades obrigatórias apontadas nos módulos,
antes de serem realizadas na Plataforma
http://cursos.sedu.es.gov.br/, deverão ser analisadas
cuidadosamente pelo cursista”.
3
http://cursos.sedu.es.gov.br/
http://cursos.sedu.es.gov.br/
Estamos iniciando o Tópico 2 com a temática “Cuidando de quem cuida”, com o
intuito de promover o debate, a interação e diálogo entre os profissionais
Cuidadores, oferecendo-lhes suporte para reflexões acerca do seu papel e também
sobre o direito da criança com deficiência à escola, além de estudar sobre o
desenvolvimento dos estudantes em seus aspectos físicos, emocionais e
cognitivos.
Os hiperlinks levam a conteúdos, nos sites onde os textos podem ser lidos na
íntegra.
Aproveitem o conteúdo deste Tópico e bons estudos!
“O ciclo do cuidado faz parte de toda a nossa
existência. Somos cuidados, cuidamos de nós
mesmos e depois nos dedicamos a cuidar do
outro”. (Psicólogo, Gustavo Souza)
Fonte: Site ESBRASIL https://dev.esbrasil.com.br/cuidar-de-quem-cuida/
4
https://dev.esbrasil.com.br/cuidar-de-quem-cuida/
Muito tem se falado da importância do profissional Cuidador na vida dos
estudantes, mas existem poucas referências acerca do cuidado a esse profissional.
Afinal, o papel de cuidar do outro requer ajuda psicológica, ambiente receptivo,
trocas entre os pares e outros profissionais, uma rede de apoio para que se
perceba que o profissional Cuidador não está sozinho nessa função de cuidar do
outro.
5
1.1.1. No recorte do texto “Quem cuida precisa se cuidar” de Ana Claudia
Arantes (https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quem-cuida-precisa-se-cuidar/) destacamos que
cuidar do Cuidador é uma ação preventiva e que, portanto, é importante detectar os
níveis de stress, dos sentimentos, algumas vezes antagônicos em relação ao
estudante cuidado, que podem desencadear sintomas os quais
impossibilitaram o desenvolvimento de sua função.
[...O efeito do stress é muitas vezes subestimado pelo cuidador, podendo chegar ao
seu limite, e a tarefa de cuidar se torna praticamente impossível. Os sintomas
podem aparecer nas dimensões, física, emocional, social e espiritual.
Se o cuidador não estiver se sentindo assistido nas suas necessidades, isso
passará a refletir e interferir no atendimento prestado...]
Atividade 1
Baseado na “Reflexão do ponto de vista do Cuidador, procure responder às
questões levantadas e registre suas respostas em “um diário mental” para que
oportunamente e, ao longo da formação, você possa perceber se a sua função
como Cuidador está alinhada com as responsabilidades do cuidar do estudante e
com as do cuidado consigo mesmo.
6
https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quem-cuida-precisa-se-cuidar/
Quais dos botões você aperta com mais frequência em sua vida cotidiana?
Instruções
Prezado(a), cursista:
● Resolva as questões deste questionário:
● Você possui 3 tentativas para resolver o questionário.
● É importante assinalar uma alternativa, em cada uma das questões propostas.
● Após responder todas as questões, assinale “Finalizar Tentativa”.
● E para confirmar na Plataforma as suas respostas clique em “Enviar tudo e
terminar”.
1.2. O recorte extraído do texto do “Grupo Cuidar”, disponível em
https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/ nos
possibilita-nos refletir sobre a importância do profissional Cuidador no atendimento
à criança com deficiência para além do “simples cuidar”, pois ele também
desenvolve “[...]a capacidade de interpretar a linguagem da criança num aprendizado
contínuo e mútuo”.
Fonte: https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/
7
https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/
https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/
O cuidador de crianças com necessidades especiais
O Cuidador de PcD (pessoa com deficiência) é um profissional muito especial,
pois será ele quem acompanhará a criança auxiliando-a em todas as suas
atividades rotineiras e cotidianas, que contribuirão na melhoria da qualidade de
vida.
O motivo pelo qual frisamos que o cuidador é “muito especial”, é porque esse
profissional precisará desenvolver uma conexão de afeto e confiança com a
criança. Esta conexão é de extrema importância para todos envolvidos, pois nos
casos de deficiências neurológicas, auditivas ou de fala, um simples olhar, um
movimento ou uma pequena expressão facial ou motora representará
sentimentos, emoções ou necessidades.
Vale lembrar, que a capacidade de interpretar a linguagem da criança será um
aprendizado contínuo e mútuo, em que o cuidador e todos os familiares
desenvolverão no dia a dia.
Atribuições do cuidador
As atribuições do cuidador envolvem toda a rotina e atividades que o assistido
necessita para o desenvolvimento social e educacional, incluindo a locomoção,
acompanhamento médico, auxílio nas atividades pedagógicas e de aprendizado,
caso o aluno não tenha autonomia motora ou intelectual para ler e escrever, além
de toda a rotina de higiene e alimentação.
Cuidar de uma criança com necessidades especiais exige preparo, capacidade
física e emocional. Mesmo que a família esteja disposta para fazer isso, o
cuidador profissional irá respeitar uma jornada legal de trabalho, com descanso
necessário para estar disposto para um novo dia de trabalho. Minimizando a
sobrecarga das atividades para os responsáveis, promovendo assim saúde e
conforto para todos.
O cuidador deve conhecer todo o histórico da criança, aprender sobre a
deficiência e suas características, como a família lida com as necessidades
especiais, problemas de saúde futuros que devem ser cuidados ou evitados,
entender sobre a inclusão dos deficientes físicos na sociedade, enfim todos os
aspectos específicos que envolvem o cuidar do PcD.
O papel do cuidador de crianças com necessidades especiais vai muito além do
que garantir as necessidades básicas, ele também deverá demonstrar carinho,
8
aceitação, entusiasmo para que ela, como qualquer outra pessoa, empenhe-se
9
1.3 Para finalizar:
10
Discutimos na temática anterior o cuidado com o Cuidador, bem como a
importância desse profissional no desenvolvimento do estudante cuidado.
Agora, abordaremos o direito do estudante com deficiência à escola, a importância
de um sistema educacional que respeite as características de cada criança e
também os conceitosque permeiam as discussões sobre a educação inclusiva.
2. Assistam, atenciosamente, aos vídeos e aguardem que nos reportaremos
a eles, um pouco mais adiante.
Educação Inclusiva: toda criança tem direito de ir à escola 2’13”
https://www.youtube.com/watch?v=5X3NRXAd4lE&t=8s acesso em 08/07 às 12h50min
Inclusão
https://www.youtube.com/watch?v=sw1gtS0hGXo acesso em 08/07
11
https://www.youtube.com/watch?v=5X3NRXAd4lE&t=8s
https://www.youtube.com/watch?v=sw1gtS0hGXo
Vídeo complementar: “Existe mesmo inclusão escolar no Brasil?”
Algumas leis amparam a inclusão de crianças autistas e crianças com
deficiências na escola regular. Mas elas estão sendo cumpridas? As
crianças estão incluídas, aprendendo de fato, ou apenas frequentam as
escolas? Qual o cenário real?
https://www.youtube.com/watch?v=FpevhDR6hks
Acesso em 08/07/2021
2.1. Leia o recorte do texto, “Dez direitos fundamentais do aluno com deficiência
na escola”, publicado no site
https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na
- escola/
12
https://www.youtube.com/watch?v=FpevhDR6hks
https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/
https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/
https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/
Publicado em: 23/01/2020
Acessibilidade, ensino em Libras e braille, presença de profissional de apoio
escolar e condições de igualdade estão entre as garantias previstas na Lei
Brasileira de Inclusão e na Constituição. Especialista destaca a importância da
participação da família em todo o processo inclusivo.
Estudantes com deficiência têm direitos garantidos na Lei Brasileira de
Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015), na Constituição
Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9.394/1996)
e, em São Paulo, na Lei Estadual nº 16.925/2019.
Na prática, no dia a dia, precisa haver fiscalização e apoio do poder público.
Quando essas regras não são cumpridas, o estabelecimento de ensino pode ser
denunciado à polícia, às autoridades do setor e à Justiça.
Para ajudar e orientar pais ou responsáveis por alunos com deficiência, a
advogada Diana Serpe, especialista na defesa das pessoas com deficiência,
coordenadora do projeto ‘Autismo e Direito’, elaborou com exclusividade para o
#blogVencerLimites, uma lista com os dez direitos fundamentais do
estudante com deficiência na escola.
1 – Direito à educação.
A educação é um direito fundamental da pessoa com deficiência, em todos os
níveis de aprendizado ao longo da vida. Conforme o artigo 205 da Constituição
Federal, a educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa para o exercício da
cidadania e preparo para o trabalho. A Constituição Federal também determina
atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência, realizado
preferencialmente na rede regular de ensino (Art. 208 CF), tanto na rede pública
quanto na particular.
2 – Condições de igualdade.
A Constituição Federal (Art. 206, inciso I) traz princípios norteadores para a
educação, sendo o primeiro deles a igualdade de condições para acesso e
13
permanência na escola. Dar condições de igualdade significa dar, para pessoas
com maior ou menor dificuldade e acessibilidade, meios para a realização e
obtenção de direitos e tratamentos que permitam resultados semelhantes.
É necessário que sejam eliminadas todas as barreiras físicas e comportamentais
que possam causar a exclusão da pessoa com deficiência, como atitudes e
comportamentos individuais ou coletivos que prejudiquem a participação da
pessoa com deficiência na sociedade.
Crianças e adolescentes com deficiência têm o direito de serem tratados com
igualdade de condições em relação aos demais. Perante a lei, qualquer tipo de
discriminação é inaceitável.
3 – Sistema educacional inclusivo.
O sistema educacional inclusivo é o conjunto de atividades pedagógicas,
administrativas e estruturantes relacionadas à inclusão do estudante com
deficiência, compreende a educação superior, a educação profissional e
tecnológica. Exige que a educação seja vista como um todo e não de forma
particularizada, que a escola regular desenvolva ações para que pessoas com
deficiência possam exercer seu direito à educação. A ideia é apoiar a diversidade
entre todos os estudantes, tendo como objetivo eliminar a exclusão social.
Essa inclusão não se limita apenas à colocação de um estudante com deficiência
na sala de aula de ensino regular. O aluno deve ser tratado de forma ampla,
verificando e suprindo todas as necessidades, garantindo a efetiva educação.
Esse sistema envolve não só o professor, mas também a escola de forma geral,
funcionários, alunos, material didático, apoio e recursos necessários. Implica em
mudanças de conteúdo, abordagens, estrutura e estratégia.
4 – Adaptação.
Estudantes com deficiência não podem ser inseridos no ensino regular sem a
adoção das medidas adaptativas. Não basta inserir o aluno na escola regular, é
preciso dar condições de acesso, permanência, aprendizagem e sociabilização.
O Art. 28, item III, da Lei Brasileira de Inclusão determina que a escola regular
deve se adaptar ao aluno, exige um projeto pedagógico para o atendimento
educacional especializado que atenda às necessidades e características
14
individuais dos alunos, para que o aluno com deficiência tenha acesso ao
currículo escolar em condições de igualdade.
=> Material adaptado – A escola deve adaptar o material de estudo do aluno
com deficiência.
=> Provas adaptadas – O aluno com deficiência tem direito à prova adaptada de
acordo com suas necessidades, o questionamento deverá ser ajustado
especificamente para o estudante com deficiência, o tempo para a realização da
prova também deve se adaptar ao aluno, o estudante também tem o direito de
realizar a prova em local distinto da sala de aula, quando houver necessidade.
Quando as adaptações necessárias não forem oferecidas pela instituição de
ensino, é importante que seja feita a solicitação para escola por escrito. Não
sendo tomadas as providencias, é necessário que o caso seja levado para a
Secretaria da Educação (municipal ou estadual) e aos representantes do
Ministério Público na cidade.
5 – Recusar matrícula é crime.
A educação é direito fundamental, garantido constitucionalmente, que dá a todos
os cidadãos o acesso a todos os níveis de aprendizado ao longo de toda a vida,
de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível. Assim, é direito da
pessoa com deficiência estudar, preferencialmente na rede regular de ensino, em
escolas públicas ou particulares. A Lei Brasileira de Inclusão estabelece que a
matrícula de pessoa com deficiência é obrigatória pelas escolas regulares e não
limita o número de alunos nessas condições por sala de aula.
Instituições de ensino, públicas e particulares, não podem recusar a matrícula do
estudante com deficiência pautadas na deficiência. E não há nenhuma lei em
vigor que determine qualquer limite do número de estudantes com deficiência por
sala de aula. Portanto, negar matrícula alegando essas condições é inaceitável.
A negativa de matrícula é crime, conforme o artigo 8º da Lei 7.853/1989. Sendo
assim, é importante que seja registrado um boletim de ocorrência. Para
assegurar o direito do estudante que teve sua matrícula negada, é possível
ingressar com ação judicial, garantindo o direito à educação, preferencialmente
na rede regular de ensino. As provas são importantíssimas, mas quando não
15
houver, você pode, no momento da negativa da matrícula, acionar a polícia. Se
houver provas, é possível fazer uma representação no Ministério Público.
6 – Ensino em Braille e Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Escolas públicas e particulares devem oferecer ensino de Libras e do sistema
Braille para ampliar habilidades funcionais, promover autonomia e participação
doestudante. A Lei Brasileira de Inclusão (artigo 28, 2º parágrafo) determina a
presença de tradutores e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais a escola.
=> Educação básica – O profissional deve ter ensino médio completo e
certificado de proficiência em Libras.
=> Graduação e pós-graduação – O profissional deve ter nível superior, com
habilitação, prioritariamente, em Interpretação e Tradução em Libras.
7 – Atividades escolares.
O estudante com deficiência deve participar de todas as atividades escolares:
jogos, atividades esportivas, recreativas e de lazer, uma vez que a educação não
se limita à sala de aula. (Art. 28, item XV da Lei Brasileira de Inclusão). As
atividades realizadas no ambiente escolar devem ser oferecidas aos alunos com
deficiência em igualdade de condições.
Não pode haver exclusão na dança do dia das mães, no passeio escolar, na festa
junina ou em qualquer outra atividade, uma vez que a escola deve ser vista como
um todo, jamais dividindo-se a educação do aluno com ou sem deficiência. É
muito importante que sejam respeitados os limites da criança. Entretanto, é
inaceitável que a instituição de ensino decida não incluir a criança nas atividades
escolares.
8 – Profissional de Apoio Escolar.
A Lei Brasileira de Inclusão impõe a oferta de profissional de apoio escolar.
Conforme o artigo 3º, item XIII, esse profissional “é a pessoa que exerce
atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência,
atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os
níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as
técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente
16
estabelecidas”.
17
Dessa forma, está resguardado ao estudante com deficiência o direito de ter
profissional de apoio escolar oferecido pela escola. É importante destacar que a
lei não estabelece quantidade de alunos por profissional. Por isso, devem ser
verificadas as necessidades específicas de cada estudante.
Se a instituição de ensino não oferecer profissional de apoio, é importante fazer
essa solicitação por escrito. Caso a determinação não seja cumprida, o caso
deve ser levado a Secretaria de Educação (municipal ou estadual) e ao Ministério
Público, além da possibilidade de ingresso de processo judicial para o devido
cumprimento da lei.
9 – Valores cobrados pelas escolas particulares.
A escola particular deve entregar ao aluno com deficiência condições de
igualdade e o custo referente ao profissional de apoio, material adaptado, provas
adaptadas e atendimento educacional especializado não pode ser repassado ao
estudante.
Sendo assim, é proibida a cobrança de valores adicionais nas mensalidades,
anuidades e matrículas pagas pelas pessoas com deficiência, mesmo para o
fornecimento de atendimento educacional especializado, profissionais de apoio e
intérprete de Libras. Alunos com deficiência devem pagar exatamente o mesmo
valor dos demais alunos.
Qualquer cobrança extraordinária é abusiva e ilegal (Lei Brasileira de Inclusão,
artigo 28, 1º parágrafo), punível com prisão (2 a 5 anos) e multa. Quando se
tratar de crime cometido contra menor de 18 anos, essa pena é agravada em 1/3,
conforme o artigo 8º da Lei 7.853/1989.
Quando houver a cobrança indevida, o documento de cobrança ou comprovante
do pagamento deve ser apresentado para registro do boletim de ocorrência, para
que seja instaurado inquérito, além de informar o crime ao Ministério Público.
10 – Inclusão ampla com participação da família.
Para que o sistema educacional inclusivo funcione, é essencial a colaboração da
família. Ela compõe a rede de apoio como primeira instituição, de fundamental
importância para a escolarização dos alunos, fonte de informações para o
professor sobre necessidades específicas do estudante para estabelecer uma
18
relação de confiança e cooperação com a escola, vínculo que favorece o
desenvolvimento da criança.
Entretanto, não cabe à família desempenhar o papel de profissional de apoio
escolar. Essa tarefa é de responsabilidade exclusiva da instituição de ensino,
quando se tratar de escola particular, e do Estado, quando se tratar de escola
pública.
A especialista Diana Serpe, também orienta sobre como agir quando
qualquer um desses direitos for desrespeitado, explica como
irregularidades podem ser denunciadas, destaca o que é crime e quem o
denunciante deve procurar.
O QUE FAZER – Comunicar à polícia sobre qualquer forma de ameaça ou
violação dos direitos da pessoa com deficiência. A denúncia de qualquer crime
deve ser feita na delegacia e o denunciante deve exigir elaboração de boletim de
ocorrência. É dever de toda delegacia investigar crimes cometidos contra
pessoas com deficiência. O crime também pode ser informado ao Ministério
Público por meio de representação.
Fonte: Publicado no blog VencerLimites em 19/01/2020.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONHEÇA O HISTÓRICO
DA LEGISLAÇAO SOBRE INCLUSÃO
https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/
2.2. Leia o recorte do texto, “A inclusão de alunos com deficiência na escola
regular”, publicado no
site https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-r
egular
19
https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/?fbclid=IwAR22WE_x_i9jtwTij9550HTS7oEZYZcL4M2-Or9PzLpjBxsYZK_G4QhU8C8
https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular
A inclusão de alunos com deficiência na escola regular
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-r
egular
Foram décadas até a consolidação da Educação especial nas turmas
regulares – direito que corre risco com o Decreto nº 10.502
POR:
Raphael Preto Pereira
02 de Dezembro | 2020
Tauani Donizetti Barbosa, tem 18 anos e é surda. Ela estuda no 3º ano do
Ensino Médio do Colégio Municipal Tenente General Gaspar de Godói
Colaço, em Barueri (SP). Apesar de se comunicar pela Língua Brasileira de
Sinais (LIBRAS), ela já antecipa: “Minha maior dificuldade não é com a
Língua Portuguesa, mas com História”. Em 2020, devido ao isolamento social
causado pelo coronavírus, Tauani não conseguiu acompanhar o conteúdo
curricular. Mas, mesmo estando no último ano da escola, ela não planeja
perder a oportunidade de recuperar o que ficou pra trás. “Pretendo estudar
esta série de novo porque a covid não deixou fazer nada neste ano”.
20
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular
https://novaescola.org.br/autor/1710/raphael-preto-pereira
Hoje, Tauani tem a possibilidade de se formar em uma turma regular em uma
escola pública, mas nem sempre foi assim para os estudantes com
deficiência. “Durante muito tempo, a regra para as pessoas com deficiência
era ficar em casa”, relembra Helena Alice Barcelos, que é professora de
Tauani e conta com o auxílio de uma intérprete de LIBRAS na sala de aula.
Helena teve seu primeiro contato com o tema quando viu o desafio na família
nos anos 1970 para que sua prima com hidrocefalia pudesse estudar. “Ela
sempre estudou em escola especial e era muito complicado conseguir vagas. 
Com o tempo, minha tia resolveu tirar ela da escola”.
A consolidação da inclusão de crianças e adolescentes com deficiência no
sistema regular de ensino foi um processo longo. Em 1989, a Lei nº
7.853 tornou obrigatória e gratuita a oferta da Educação Especial em escolas
públicas. A legislação previa que “pessoas portadoras de deficiência capazes
de se integrarem no sistema regular de ensino” pudessem se matricularna
mesma sala que outros alunos sem deficiência no sistema público e privado
de ensino, mas ainda considerava as escolas especiais como principal opção.
Um ano mais tarde, o Estatuto da Criança e do Adolescente, apontou que o
atendimento especializado deveria ser feito, preferencialmente, na rede
regular de ensino para garantir a integração cultural e social desses
estudantes.
2.3. Entrevista com a Professora Doutora Sônia
Aparecida Alvarenga Vieira
Para enriquecermos nosso diálogo, a troca
de experiências e informações, convidamos
a Professora Doutora Sônia Aparecida
Alvarenga Vieira para contribuir nessa formação com seu relato de
experiência e histórico profissional acerca da temática estudada.
Sônia Aparecida Alvarenga Vieira, graduada em Pedagogia,
21
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm
http://planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
pós-graduada em Psicopedagogia, mestre em Educação na área
22
da Educação Especial e Doutora em Educação. Atua na Secretaria de Estado da
Educação do Espírito Santo e na Secretaria Municipal de Educação de Vitória.
O que a motivou para pesquisar sobre a Educação Especial?
Como profissional, sempre tivemos a formação como subsídio da
prática e em busca de atualização participamos de um curso de
pós-graduação em Psicopedagogia. Essa formação contribuiu na
indicação para compor a equipe de Educação Especial na Sedu. Os
estudos relacionados com a formação do curso de pedagogia
centraram-se mais na atuação com alunos que apresentavam dificuldades
de aprendizagem e esse foi o nosso trabalho inicial na rede estadual de
ensino, oportunamente, ampliamos o leque de atuação fazendo cursos na
área da deficiência intelectual, na perspectiva da educação inclusiva. E a
busca de uma organização escolar favorecedora de uma educação inclusiva
foi e é o que nos motiva desenvolver estudos nessa área.
Conte um pouco para nós acerca da sua trajetória profissional
na Educação Especial.
Em 1998, atuava na Sedu, mas também trabalhava como professora
especializada na área de deficiência intelectual, na rede municipal de
ensino de Vitória/ES. Nessa experiência, foi possível vivenciar na escola
as políticas instituídas de educação especial. Nesse período,
trabalhávamos com estudantes que apresentam deficiência intelectual e
transtornos globais do desenvolvimento e esse trabalho constituiu-se para nós em
grande desafio. Em nossa compreensão, faltava um pouco mais de conhecimento
de como atuar junto a esses estudantes. Eles frequentavam as salas de aula do
23
ensino regular e salas de recursos, mas a articulação entre esses espaços era
pequena e o nosso trabalho acabava por se tornar solitário e individualizado.
24
Em 2002, passamos a compor a Equipe Central de Educação Especial da rede
municipal de ensino de Vitória. O nosso trabalho era de assessoria nas diversas
escolas da Rede. Esse espaço de trabalho era interessante, pois estávamos na
escola discutindo sobre o direito dos alunos ao acesso à escola e à aprendizagem
e também estávamos no Órgão Central compondo a equipe que organizava à
Educação Especial desse município. Esse movimento nos dava uma visão mais
ampla das ações do sistema e de suas implicações.
As contradições dentro do sistema público de ensino eram uma realidade.
Podíamos observar avanços no que se refere à ampliação da matrícula dos alunos
no ensino regular, entretanto os direcionamentos legais reafirmavam que a
escolarização de algumas pessoas poderia ocorrer fora do sistema regular de
ensino. Na realidade, o estudante com deficiência ou transtornos globais do
desenvolvimento iria depender das condições que os sistemas de ensino
ofereciam, no que se refere a apoiar a sala de aula regular com profissionais,
observando a acessibilidade física e outros atributos necessários a um bom
atendimento. No entanto, quem era avaliado era o aluno e cada sistema instituía as
suas regras de condições de atendimento, encaminhando os alunos que
considerava não ter condições de atender para classes especiais ou instituições
filantrópicas especializadas.
Tendo em vista a implantação de políticas voltadas para a inclusão escolar,
evidenciava-se a necessidade de estudos por parte daqueles que atuavam nessa
área específica. Pensando na possibilidade de contribuir efetivamente no processo
educacional dos estudantes público-alvo da Educação Especial e indicar novos
sentidos para a escola regular, em 2004, entramos no curso de Mestrado e
elaboramos a dissertação “Inclusão escolar entre rupturas e continuidades:
desvelando contradições e novos movimentos”.
O cotidiano escolar evidenciava a importância de se trabalhar com a diversidade na
direção de uma escola inclusiva, para que todos tivessem direito de estar na escola
com apropriação do conhecimento curricular. Foi com essa perspectiva que
retornamos aos trabalhos na Secretaria Estadual de Educação no Espírito Santo,
no período de 2007 a 2014. Delineamos ações que resultaram em documentos,
formações das áreas específicas e atuação nas Secretarias Municipais de
25
Educação e Superintendências Regionais de Educação do Espírito Santo.
26
Os movimentos políticos da Educação Especial, em uma visão inclusiva, passavam
por um período de ebulição. Em nosso entendimento, a publicação da Política
Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, em 2008,
foi um marco que estabeleceu o acesso às classes comuns do ensino regular aos
alunos público-alvo da educação especial, em oposição à situação anterior de
classes especiais ou ainda instituições especializadas e/ou instituições
filantrópicas.
Em 2007, a Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo criou a
Subgerência de Educação Especial, ampliando a abrangência de sua atuação no
que diz respeito ao atendimento aos alunos público-alvo da educação especial. Os
direcionamentos relacionados com a educação especial eram diferentes nas
diversas regiões e era iminente a necessidade de constituirmos políticas públicas
voltadas para a inclusão escolar e projetar ações e estratégias que
proporcionassem a todos condições favoráveis de aprendizagem.
Ainda com ênfase na organização, ampliação e aperfeiçoamento do atendimento
educacional especializado, em 2008, iniciamos a elaboração do documento de
diretrizes da Educação Especial na Educação Básica e Profissional para a Rede
Estadual de ensino.
O documento se constitui em diretrizes para a organização do desenvolvimento de
um trabalho da educação especial que buscando suprir lacunas das práticas
discriminatórias/ excludentes, decorrentes de um processo histórico, criar
alternativas para superá-las e assume um lócus no debate acerca da sociedade
contemporânea e do papel da escola na lógica da inclusão/ emancipação
(ESPÍRITO SANTO, 2008).
Ressaltamos que esse foi um momento importante de diálogo sobre questões
como preconceito, aceitação dos alunos na escola, avaliação de alunos
público-alvo da educação especial, estabelecimento de parcerias, organização
escolar, recursos humanos necessários, adequações curriculares, acessibilidade e
outros.
Muitas vezes as famílias e as escolas não concordavam que o atendimento
27
educacional especializado em sala de recursos ocorresse no contraturno. A
discussão e a problematização avançaram no sentido de promover aos alunos
28
público-alvo da educação especial maior condição de apropriação do
conhecimento curricular pressupondo maior apoio aos professores do ensino
regular.
O resultado desse movimento de elaboração de Diretrizes da Educação Especial
na Educação Básica e Profissional para a Rede Estadual de Ensino do Espírito
Santo, como explica Martins (2011, p. 88), resultou em:
[...] Uma arqueologia histórica da educação especial, buscando resgatar os
diferentes momentos vividos na história da sua constituição/construção, com o
objetivo de compreender os fatos que influenciaram e continuam influenciandoa
prática do/no cotidiano escolar e as conquistas alcançadas nas legislações para a
escolarização das pessoas com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, ou seja, refletir como as ações
estão sendo pensadas no presente, para que, de fato, no futuro, os sujeitos da
educação especial não necessitem recorrer às leis e orientações para a política
nessa área.
No curso de Doutorado nos embrenharmos nas políticas públicas recentes de
Educação Especial, como locus da pesquisa, escolhemos a rede pública estadual
no município de Cariacica/ES por ser um município da região metropolitana da
Grande Vitória em que a rede estadual assume percentual significativo de escolas
de Ensino Fundamental e Médio.
Nossa trajetória foi permeada por ações que pretendem a implantação de uma
política inclusiva instituída. É importante dizer que acreditamos nos princípios que
incluem crianças e adolescentes e adultos na rede regular de ensino e que esses
caminhos que estão sendo traçados principalmente por nós educadores.
Na sua opinião, entre todos os desafios que a escola enfrenta
com relação ao aluno com deficiência, o que deve ser
priorizado?
Para iniciar, podemos dizer que a inclusão escolar de todos os
estudantes precisa ser enfrentada pelas redes de ensino. A legislação
29
ganhou amplitude de ação com o olhar voltado para a diversidade, no
entanto essa tem sido nosso grande desafio. Este vem permeado pela
30
necessidade de investimentos e, nesse sentido, destacamos a formação de
profissionais para atuarem com o público-alvo da Educação Especial,
principalmente no que se refere às salas de aula regulares, o trabalho articulado
entre os profissionais, bem como a realização das adequações curriculares
necessárias elaborando um plano de trabalho específico para a necessidade do
estudante.
Qual a importância em formações da temática da Educação
Especial para os profissionais cuidadores da rede pública da
Educação?
Com o movimento da educação inclusiva no Brasil e também no
Espírito Santo, emerge a necessidade de pessoas para cuidar
daqueles que não conseguem ter as necessidades básicas atendidas
de maneira autônoma. Considerando que os profissionais cuidadores
vêm compor os profissionais necessários a uma escola que inclui a
todos os estudantes, faz-se necessário conhecimentos acerca do processo de
inclusão escolar, pois a atitude dos profissionais diante das pessoas com
deficiência é essencial nesse processo. Nessa perspectiva, a formação é essencial
para que o cuidador possa compreender que ele faz parte de um proposta maior
que é a inclusão escolar dos estudantes público da educação especial promovendo
o bem estar desse estudante de maneira articulada com os outros profissionais da
escola.
Poderia deixar uma mensagem para todos os nossos
cursistas da formação?
O cuidado principal que devemos ter com os estudantes público da
Educação Especial é estarmos atentos às necessidades específicas
de cada um e para tal temos que encontrar formas de compreender
o que o estudante quer nos informar. Eles nos falam por meio de
palavras, gestos, sons, expressões faciais, olhares e outros meios
de comunicação.
31
Essa profissão é nova dentro do espaço escolar e a articulação entre os
profissionais que atuam com esse estudante se faz importante. No mais
desejamos que esse curso contribua efetivamente para a atuação de vocês junto
aos estudantes público-alvo da Educação Especial.
Agradecemos à professora Sônia pela contribuição em nossa formação!❤
Atividade 2
Prezado(a), cursista:
Convidamos você a responder às questões, na plataforma:
● Resolva as questões deste questionário:
● Você possui 3 tentativas para resolver o questionário.
● É importante assinalar uma alternativa, em cada uma das questões propostas.
● Após responder todas as questões, assinale “Finalizar Tentativa”.
● E para confirmar na Plataforma as suas respostas clique em “Enviar tudo
e terminar” e, posteriormente, “Terminar revisão”.
32
33
Capítulo 3-Desenvolvimento do Estudante, na escola, nos aspectos físico,
emocional e cognitivo
3. Para entendermos um pouco mais sobre o desenvolvimento de nossos alunos,
apresentamos a seguir o vídeo “Educação socioemocional e as dificuldades
cognitivas da criança com deficiência intelectual”.
O vídeo destaca as competências socioemocionais como capacidades individuais
de sentir, pensar e agir, principalmente em relação às emoções; destaca ainda que
toda e qualquer criança pode aprender, no entanto o jeito modular foi organizado
para a maioria das crianças, mas não funciona para todas, portanto é preciso ter
um aprendizado personalizado.
A intencionalidade é a grande diferença na sala de aula. O aprendizado
socioemocional do aluno deve acontecer de acordo com o currículo e a escola
fazer com que o ensino do socioemocional passe por uma metodologia SAFE:
Sequencial, Ativa, Focado e Explícita e as crianças têm que vivenciar cada uma
dessas competências.
Vamos ao vídeo!🎞
https://www.youtube.com/watch?v=DWXHVXcaIKw, em 07/07/2021
34
https://www.youtube.com/watch?v=DWXHVXcaIKw
3.1. Ao analisarmos o recorte do texto “O Desenvolvimento de Alunos com
Deficiência Intelectual e o Mito da Idade Mental”, aprendemos que a
deficiência não está no indivíduo, mas na relação entre seus impedimentos de
longo prazo e as barreiras existentes no ambiente. Diante dessa afirmação,
convidamos a todos para fazerem a leitura do recorte do texto, e também
reflexão acerca da temática acima citada (site
https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intel ectual-e-o-mito-da-idade-mental/)
Múltiplas inteligências e o mito da idade mental
Durante muito tempo, buscou-se enquadrar as pessoas em padrões de
desenvolvimento considerados “normais”. A expressão “retardo mental”, outrora
usada em referência a pessoas com deficiência intelectual, é derivada dessa
ideia. Retardo remete a atraso. Atraso em relação a quê? Ao que é “normal”. A
noção de idade mental segue a mesma lógica. Compara-se o que se observa em
uma criança com deficiência a padrões e atribui-se a ela uma “idade mental”
diferente da cronológica.
Essa comparação pode ser feita a partir do que o observador reconhece como
normal ou por meio de testes mais sofisticados, geralmente baseados no
chamado quociente de inteligência – o QI. Mas, além de ultrapassada
(considerando que não é mais aceita nem mesmo pela Organização Mundial de
Saúde), essa análise contraria o princípio básico da educação inclusiva de que
somos todos diferentes, singulares e únicos.
Um estudante com deficiência intelectual não tem idade mental diferente da
cronológica, nem é menos inteligente que os demais. Ele é diferente, como todos
os outros. Com algumas características que se sobressaem, talvez. Mas é
importante lembrar que na educação inclusiva a diferença é reconhecida como
um valor e cada um tem o direito de ser como é.
35
https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/
https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/
https://diversa.org.br/educacao-inclusiva/o-que-e-educacao-inclusiva/#principios
A aposta no potencial dos alunos com deficiência intelectual
Em outras palavras, se por um lado Piaget sugeria que o professor esperasse até
que o estudante estivesse “pronto” para avançar no processo de aprendizagem,
Vygotsky, ao contrário, defendia que os alunos fossem encorajados a superar
suas habilidades. Para ele, estratégias pedagógicas adequadas são capazes de
provocar avanços que não ocorreriam espontaneamente.
Para o psicólogo (Vygotsky), o foco do educador deveria estar sempre nas
possibilidades e não nos déficits dos estudantes. Suas limitações, ele alegava,
inclusive, poderiam representar potenciais propulsores de desenvolvimento.
O papel da escola
A escola assume, assim, papelprimordial nesse processo, extrapolando o
compromisso com a aprendizagem dos estudantes, devendo assumir também
responsabilidade na promoção do desenvolvimento de sua capacidade
intelectual. Principalmente no que se refere aos alunos com deficiência –
particularmente intelectual –, considerando que o foco, na escola, é a
aprendizagem.
Assim, agrupar alunos com deficiência intelectual com outros de idade
cronológica inferior ou com o “mesmo nível de desenvolvimento”, ou relegá-los a
atividades paralelas “mais simples”, ou, ainda, reduzir o tempo de permanência
em sala de aula, sob a alegação de que não são capazes de acompanhar o
restante do grupo, é exatamente o oposto do que deveria ser feito.
A infantilização e a subestimação da pessoa com deficiência intelectual podem
ser as principais barreiras a sua inclusão. Ao fazê-lo, não só lhes negamos um
direito que é legítimo e assegurado – o acesso à educação –, como também a
oportunidade de transformar e expandir seus horizontes e possibilidades através
36
do desenvolvimento de sua capacidade intelectual.
37
3.2. O vídeo de Mayra Gaiato, psicóloga especializada em Autismo infantil aborda
questões sobre deficiência intelectual e suas características.
Deficiência intelectual-Sintomas e Tratamento
https://www.youtube.com/watch?v=gx9iC1Ol8a0
38
https://www.youtube.com/watch?v=gx9iC1Ol8a0
3.3. Leia o recorte do texto, “Deficiência Intelectual ou atraso cognitivo?” do
site https://institutoinclusaobrasil.com.br/deficiencia-intelectual-ou-atraso-cognitivo/
39
https://institutoinclusaobrasil.com.br/deficiencia-intelectual-ou-atraso-cognitivo/
🎞 No vídeo de Mayra Gaiato é abordado os cinco
principais sinais de atraso no desenvolvimento da criança.
https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8
E 5 sinais de atraso no desenvolvimento
3.4. Leia o estudo de caso “Sob a ótica do Profissional Cuidador”, texto
adaptado do “Estado do Paraná, Secretaria de Estado da Educação, Departamento
de Educação Especial e Inclusão Educacional”.
Sob a ótica do Profissional Cuidador
“Não tenho habilitação e existem poucas oportunidades de formação
que me auxiliem a exercer minha função de Cuidador”.
Não fique esperando por capacitação, corra atrás, busque formação, aprenda
com a prática, quando o problema se apresentar.
A pesquisa, a reflexão, a troca de experiências, são extremamente necessários e
fundamentais, mas nenhuma formação capacita mais o Cuidador para trabalhar
com o aluno com deficiência do que o próprio aluno. Aprendemos com eles, na
prática, no dia a dia, à medida que os desafios vão se apresentando. Muitas
vezes é preciso usar a criatividade, pois aquilo que havíamos planejado,
pensado, para determinado momento simplesmente não serviu. O aluno, às
40
https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8E
https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8E
41
Após estudar o material e realizar os exercícios propostos, chegou a hora de fazer
a avaliação do Livro 2. Para realizá-la, você terá 3 tentativas na plataforma do
Curso. Você deverá obter nessa atividade, no mínimo, 70% de aproveitamento.
Temos, agora, uma excelente
oportunidade para verificar as
aprendizagens adquiridas no primeiro
Tópico da formação. Leia tudo, com muita
atenção, antes de realizar a avaliação do
Livro 2.
Sucesso!
42
ANTUN. Paganelli, Raquel. O desenvolvimento de alunos com deficiência
intelectual e o mito da idade mental. Diversa educação inclusiva na prática.
Disponível em
<
https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectu
al-e-o-mito-da-idade-mental/> . Acesso em: 30 de junho. 2021.
ARANTES. Ana Claudia. Quem cuida precisa se cuidar. Revista Veja Online.
Disponível em
< https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quem-cuida-precisa-se-cuidar/>.
Acesso em: 30 de junho. 2021.
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL OU ATRASO COGNITIVO?. Instituto Inclusão
Brasil. Disponível em
< https://institutoinclusaobrasil.com.br/deficiencia-intelectual-ou-atraso-cognitivo/> .
Acesso em: 30 de junho. 2021.
EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONHEÇA O HISTÓRICO DA LEGISLAÇÃO SOBRE
INCLUSÃO. Todos pela educação. Disponível em <
https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-e
ducacao-inclusiva/> . Acesso em: 30 de junho. 2021.
Governo do Estado do Ceará. Cuidados com a saúde mental.
Governo do Estado do Paraná. Secretaria de Estado da Educação Departamento
de Educação Especial e Inclusão Educacional. ORIENTAÇÃO PARA A
ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DA AVALIAÇÃO QUALITATIVA DA
APRENDIZAGEM SEMESTRAL. Disponível em
<
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/ed_especial/relatorio_semest
ral.pdf> Acesso em: 30 de junho. 2021.
O papel do cuidador de crianças com necessidades especiais. Grupo Cuidar.
Disponível em
<
https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-esp
eciais/> . Acesso em: 30 de junho. 2021.
PEREIRA. Rafael Preto. A inclusão de alunos com deficiência na escola regular.
Nova Escola. Disponível em
<
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-
43
https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/
https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/
https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quem-cuida-precisa-se-cuidar/
https://institutoinclusaobrasil.com.br/deficiencia-intelectual-ou-atraso-cognitivo/
https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/
https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/ed_especial/relatorio_semestral.pdf
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/ed_especial/relatorio_semestral.pdf
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular
escola-regular> . Acesso em: 30 de junho. 2021.
SOUZA. Gustavo. Cuidar de quem cuida. EsBrasil.
Disponível em<https://esbrasil.com.br/cuidar-de-quem-cuida> Acesso em: 30 de
junho. 2021.
Vídeo: Educação Inclusiva: toda criança tem direito de ir à escola. Alana.
44
https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular
https://esbrasil.com.br/cuidar-de-quem-cuida/
Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=5X3NRXAd4lE&t=8s> . Acesso em: 08 de
julho. 2021.
Vídeo: inclusão. CHAT21. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=sw1gtS0hGXo> . Acesso em: 08 de julho.
2021.
Vídeo: EXISTE MESMO INCLUSÃO ESCOLAR NO BRASIL?.
Disponível
em:<https://www.youtube.com/watch?v=FpevhDR6hks> . Acesso em: 08 de julho.
2021.
Vídeo: Educação socioemocional e as dificuldades cognitivas da criança com
deficiência intelectual. Papo de Mãe . Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?v=DWXHVXcaIKw> . Acesso em: 08 de julho.
2021.
Vídeo: Deficiência Intelectual - Sintomas e Tratamento. Mayra Gaiato . Disponível
em:
<https://www.youtube.com/watch?v=gx9iC1Ol8a0> . Acesso em: 08 de julho. 2021.
Vídeo: Cérebro - 5 Sinais de Atraso no Desenvolvimento. Mayra Gaiato. Disponível
em:
<https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8E> . Acesso em: 08 de julho.
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Dez direitos fundamentais do aluno com deficiência na escola. Crédito: Instituto
Jô Clemente. Câmara Paulista para inclusão da Pessoa com Deficiência.
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c om-deficiencia-na-escola/> . Acesso em: 30 de junho. 2021.
45
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https://www.youtube.com/watch?v=sw1gtS0hGXo
https://www.youtube.com/watch?v=FpevhDR6hks
https://www.youtube.com/watch?v=DWXHVXcaIKw
https://www.youtube.com/watch?v=gx9iC1Ol8a0
https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8E
https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/
https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/

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