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Sumário: Sumário 02 Introdução 03 Capítulo 1 04 Reflexões 05 do ponto de vista do Cuidador 05 1.1.1. No recorte do texto “Quem cuida precisa se cuidar” 06 1.2. O recorte extraído do texto do “Grupo Cuidar”, 07 1.3 Para finalizar: 10 Capítulo 2 11 Para saber mais 12 2.1. Leia o recorte do texto, “Dez direitos fundamentais 12 Para saber mais………………………………………………………………….... 19 2.3. Entrevista com a Professora Doutora Sônia Aparecida Alvarenga Vieira 21 Atividade- Palavras-Cruzadas……………………………………………………... 28 Capítulo 3 29 3.1. O Desenvolvimento de Alunos com Deficiência Intelectual e o Mito da Idade Mental 35 O vídeo de Mayra Gaiato. 36 3.3. Leia o recorte do texto, “Deficiência Intelectual ou atraso cognitivo?” 39 3.4. Leia o estudo de caso “Sob a ótica do Profissional Cuidador”, 40 Avaliação 42 Referência Bibliográfica 43 2 Momento EaD: Carga horária: 20h Orientação: Cinco(05) módulos compostos de atividades a serem desenvolvidas por meio do http://cursos.sedu.es.gov.br/ , cujo acesso e desenvolvimento de atividades será individual. O material instrucional foi produzido com várias temáticas, pensando no Cuidador e no desenvolvimento de suas funções com o aluno no cotidiano escolar. O cursista deverá realizar todas as atividades de caráter obrigatório e individual solicitadas em cada módulo. Horário/data da formação: O horário é organizado pelo cursista. O período da formação para os profissionais cuidadores é de 12 de julho a 01 de outubro de 2021, totalizando uma carga horária de 120h. “Todas as atividades obrigatórias apontadas nos módulos, antes de serem realizadas na Plataforma http://cursos.sedu.es.gov.br/, deverão ser analisadas cuidadosamente pelo cursista”. 3 http://cursos.sedu.es.gov.br/ http://cursos.sedu.es.gov.br/ Estamos iniciando o Tópico 2 com a temática “Cuidando de quem cuida”, com o intuito de promover o debate, a interação e diálogo entre os profissionais Cuidadores, oferecendo-lhes suporte para reflexões acerca do seu papel e também sobre o direito da criança com deficiência à escola, além de estudar sobre o desenvolvimento dos estudantes em seus aspectos físicos, emocionais e cognitivos. Os hiperlinks levam a conteúdos, nos sites onde os textos podem ser lidos na íntegra. Aproveitem o conteúdo deste Tópico e bons estudos! “O ciclo do cuidado faz parte de toda a nossa existência. Somos cuidados, cuidamos de nós mesmos e depois nos dedicamos a cuidar do outro”. (Psicólogo, Gustavo Souza) Fonte: Site ESBRASIL https://dev.esbrasil.com.br/cuidar-de-quem-cuida/ 4 https://dev.esbrasil.com.br/cuidar-de-quem-cuida/ Muito tem se falado da importância do profissional Cuidador na vida dos estudantes, mas existem poucas referências acerca do cuidado a esse profissional. Afinal, o papel de cuidar do outro requer ajuda psicológica, ambiente receptivo, trocas entre os pares e outros profissionais, uma rede de apoio para que se perceba que o profissional Cuidador não está sozinho nessa função de cuidar do outro. 5 1.1.1. No recorte do texto “Quem cuida precisa se cuidar” de Ana Claudia Arantes (https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quem-cuida-precisa-se-cuidar/) destacamos que cuidar do Cuidador é uma ação preventiva e que, portanto, é importante detectar os níveis de stress, dos sentimentos, algumas vezes antagônicos em relação ao estudante cuidado, que podem desencadear sintomas os quais impossibilitaram o desenvolvimento de sua função. [...O efeito do stress é muitas vezes subestimado pelo cuidador, podendo chegar ao seu limite, e a tarefa de cuidar se torna praticamente impossível. Os sintomas podem aparecer nas dimensões, física, emocional, social e espiritual. Se o cuidador não estiver se sentindo assistido nas suas necessidades, isso passará a refletir e interferir no atendimento prestado...] Atividade 1 Baseado na “Reflexão do ponto de vista do Cuidador, procure responder às questões levantadas e registre suas respostas em “um diário mental” para que oportunamente e, ao longo da formação, você possa perceber se a sua função como Cuidador está alinhada com as responsabilidades do cuidar do estudante e com as do cuidado consigo mesmo. 6 https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quem-cuida-precisa-se-cuidar/ Quais dos botões você aperta com mais frequência em sua vida cotidiana? Instruções Prezado(a), cursista: ● Resolva as questões deste questionário: ● Você possui 3 tentativas para resolver o questionário. ● É importante assinalar uma alternativa, em cada uma das questões propostas. ● Após responder todas as questões, assinale “Finalizar Tentativa”. ● E para confirmar na Plataforma as suas respostas clique em “Enviar tudo e terminar”. 1.2. O recorte extraído do texto do “Grupo Cuidar”, disponível em https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/ nos possibilita-nos refletir sobre a importância do profissional Cuidador no atendimento à criança com deficiência para além do “simples cuidar”, pois ele também desenvolve “[...]a capacidade de interpretar a linguagem da criança num aprendizado contínuo e mútuo”. Fonte: https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/ 7 https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/ https://grupocuidar.com.br/o-papel-do-cuidador-de-criancas-com-necessidades-especiais/ O cuidador de crianças com necessidades especiais O Cuidador de PcD (pessoa com deficiência) é um profissional muito especial, pois será ele quem acompanhará a criança auxiliando-a em todas as suas atividades rotineiras e cotidianas, que contribuirão na melhoria da qualidade de vida. O motivo pelo qual frisamos que o cuidador é “muito especial”, é porque esse profissional precisará desenvolver uma conexão de afeto e confiança com a criança. Esta conexão é de extrema importância para todos envolvidos, pois nos casos de deficiências neurológicas, auditivas ou de fala, um simples olhar, um movimento ou uma pequena expressão facial ou motora representará sentimentos, emoções ou necessidades. Vale lembrar, que a capacidade de interpretar a linguagem da criança será um aprendizado contínuo e mútuo, em que o cuidador e todos os familiares desenvolverão no dia a dia. Atribuições do cuidador As atribuições do cuidador envolvem toda a rotina e atividades que o assistido necessita para o desenvolvimento social e educacional, incluindo a locomoção, acompanhamento médico, auxílio nas atividades pedagógicas e de aprendizado, caso o aluno não tenha autonomia motora ou intelectual para ler e escrever, além de toda a rotina de higiene e alimentação. Cuidar de uma criança com necessidades especiais exige preparo, capacidade física e emocional. Mesmo que a família esteja disposta para fazer isso, o cuidador profissional irá respeitar uma jornada legal de trabalho, com descanso necessário para estar disposto para um novo dia de trabalho. Minimizando a sobrecarga das atividades para os responsáveis, promovendo assim saúde e conforto para todos. O cuidador deve conhecer todo o histórico da criança, aprender sobre a deficiência e suas características, como a família lida com as necessidades especiais, problemas de saúde futuros que devem ser cuidados ou evitados, entender sobre a inclusão dos deficientes físicos na sociedade, enfim todos os aspectos específicos que envolvem o cuidar do PcD. O papel do cuidador de crianças com necessidades especiais vai muito além do que garantir as necessidades básicas, ele também deverá demonstrar carinho, 8 aceitação, entusiasmo para que ela, como qualquer outra pessoa, empenhe-se 9 1.3 Para finalizar: 10 Discutimos na temática anterior o cuidado com o Cuidador, bem como a importância desse profissional no desenvolvimento do estudante cuidado. Agora, abordaremos o direito do estudante com deficiência à escola, a importância de um sistema educacional que respeite as características de cada criança e também os conceitosque permeiam as discussões sobre a educação inclusiva. 2. Assistam, atenciosamente, aos vídeos e aguardem que nos reportaremos a eles, um pouco mais adiante. Educação Inclusiva: toda criança tem direito de ir à escola 2’13” https://www.youtube.com/watch?v=5X3NRXAd4lE&t=8s acesso em 08/07 às 12h50min Inclusão https://www.youtube.com/watch?v=sw1gtS0hGXo acesso em 08/07 11 https://www.youtube.com/watch?v=5X3NRXAd4lE&t=8s https://www.youtube.com/watch?v=sw1gtS0hGXo Vídeo complementar: “Existe mesmo inclusão escolar no Brasil?” Algumas leis amparam a inclusão de crianças autistas e crianças com deficiências na escola regular. Mas elas estão sendo cumpridas? As crianças estão incluídas, aprendendo de fato, ou apenas frequentam as escolas? Qual o cenário real? https://www.youtube.com/watch?v=FpevhDR6hks Acesso em 08/07/2021 2.1. Leia o recorte do texto, “Dez direitos fundamentais do aluno com deficiência na escola”, publicado no site https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na - escola/ 12 https://www.youtube.com/watch?v=FpevhDR6hks https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/ https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/ https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/ Publicado em: 23/01/2020 Acessibilidade, ensino em Libras e braille, presença de profissional de apoio escolar e condições de igualdade estão entre as garantias previstas na Lei Brasileira de Inclusão e na Constituição. Especialista destaca a importância da participação da família em todo o processo inclusivo. Estudantes com deficiência têm direitos garantidos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015), na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9.394/1996) e, em São Paulo, na Lei Estadual nº 16.925/2019. Na prática, no dia a dia, precisa haver fiscalização e apoio do poder público. Quando essas regras não são cumpridas, o estabelecimento de ensino pode ser denunciado à polícia, às autoridades do setor e à Justiça. Para ajudar e orientar pais ou responsáveis por alunos com deficiência, a advogada Diana Serpe, especialista na defesa das pessoas com deficiência, coordenadora do projeto ‘Autismo e Direito’, elaborou com exclusividade para o #blogVencerLimites, uma lista com os dez direitos fundamentais do estudante com deficiência na escola. 1 – Direito à educação. A educação é um direito fundamental da pessoa com deficiência, em todos os níveis de aprendizado ao longo da vida. Conforme o artigo 205 da Constituição Federal, a educação visa o pleno desenvolvimento da pessoa para o exercício da cidadania e preparo para o trabalho. A Constituição Federal também determina atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência, realizado preferencialmente na rede regular de ensino (Art. 208 CF), tanto na rede pública quanto na particular. 2 – Condições de igualdade. A Constituição Federal (Art. 206, inciso I) traz princípios norteadores para a educação, sendo o primeiro deles a igualdade de condições para acesso e 13 permanência na escola. Dar condições de igualdade significa dar, para pessoas com maior ou menor dificuldade e acessibilidade, meios para a realização e obtenção de direitos e tratamentos que permitam resultados semelhantes. É necessário que sejam eliminadas todas as barreiras físicas e comportamentais que possam causar a exclusão da pessoa com deficiência, como atitudes e comportamentos individuais ou coletivos que prejudiquem a participação da pessoa com deficiência na sociedade. Crianças e adolescentes com deficiência têm o direito de serem tratados com igualdade de condições em relação aos demais. Perante a lei, qualquer tipo de discriminação é inaceitável. 3 – Sistema educacional inclusivo. O sistema educacional inclusivo é o conjunto de atividades pedagógicas, administrativas e estruturantes relacionadas à inclusão do estudante com deficiência, compreende a educação superior, a educação profissional e tecnológica. Exige que a educação seja vista como um todo e não de forma particularizada, que a escola regular desenvolva ações para que pessoas com deficiência possam exercer seu direito à educação. A ideia é apoiar a diversidade entre todos os estudantes, tendo como objetivo eliminar a exclusão social. Essa inclusão não se limita apenas à colocação de um estudante com deficiência na sala de aula de ensino regular. O aluno deve ser tratado de forma ampla, verificando e suprindo todas as necessidades, garantindo a efetiva educação. Esse sistema envolve não só o professor, mas também a escola de forma geral, funcionários, alunos, material didático, apoio e recursos necessários. Implica em mudanças de conteúdo, abordagens, estrutura e estratégia. 4 – Adaptação. Estudantes com deficiência não podem ser inseridos no ensino regular sem a adoção das medidas adaptativas. Não basta inserir o aluno na escola regular, é preciso dar condições de acesso, permanência, aprendizagem e sociabilização. O Art. 28, item III, da Lei Brasileira de Inclusão determina que a escola regular deve se adaptar ao aluno, exige um projeto pedagógico para o atendimento educacional especializado que atenda às necessidades e características 14 individuais dos alunos, para que o aluno com deficiência tenha acesso ao currículo escolar em condições de igualdade. => Material adaptado – A escola deve adaptar o material de estudo do aluno com deficiência. => Provas adaptadas – O aluno com deficiência tem direito à prova adaptada de acordo com suas necessidades, o questionamento deverá ser ajustado especificamente para o estudante com deficiência, o tempo para a realização da prova também deve se adaptar ao aluno, o estudante também tem o direito de realizar a prova em local distinto da sala de aula, quando houver necessidade. Quando as adaptações necessárias não forem oferecidas pela instituição de ensino, é importante que seja feita a solicitação para escola por escrito. Não sendo tomadas as providencias, é necessário que o caso seja levado para a Secretaria da Educação (municipal ou estadual) e aos representantes do Ministério Público na cidade. 5 – Recusar matrícula é crime. A educação é direito fundamental, garantido constitucionalmente, que dá a todos os cidadãos o acesso a todos os níveis de aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível. Assim, é direito da pessoa com deficiência estudar, preferencialmente na rede regular de ensino, em escolas públicas ou particulares. A Lei Brasileira de Inclusão estabelece que a matrícula de pessoa com deficiência é obrigatória pelas escolas regulares e não limita o número de alunos nessas condições por sala de aula. Instituições de ensino, públicas e particulares, não podem recusar a matrícula do estudante com deficiência pautadas na deficiência. E não há nenhuma lei em vigor que determine qualquer limite do número de estudantes com deficiência por sala de aula. Portanto, negar matrícula alegando essas condições é inaceitável. A negativa de matrícula é crime, conforme o artigo 8º da Lei 7.853/1989. Sendo assim, é importante que seja registrado um boletim de ocorrência. Para assegurar o direito do estudante que teve sua matrícula negada, é possível ingressar com ação judicial, garantindo o direito à educação, preferencialmente na rede regular de ensino. As provas são importantíssimas, mas quando não 15 houver, você pode, no momento da negativa da matrícula, acionar a polícia. Se houver provas, é possível fazer uma representação no Ministério Público. 6 – Ensino em Braille e Libras (Língua Brasileira de Sinais). Escolas públicas e particulares devem oferecer ensino de Libras e do sistema Braille para ampliar habilidades funcionais, promover autonomia e participação doestudante. A Lei Brasileira de Inclusão (artigo 28, 2º parágrafo) determina a presença de tradutores e intérpretes da Língua Brasileira de Sinais a escola. => Educação básica – O profissional deve ter ensino médio completo e certificado de proficiência em Libras. => Graduação e pós-graduação – O profissional deve ter nível superior, com habilitação, prioritariamente, em Interpretação e Tradução em Libras. 7 – Atividades escolares. O estudante com deficiência deve participar de todas as atividades escolares: jogos, atividades esportivas, recreativas e de lazer, uma vez que a educação não se limita à sala de aula. (Art. 28, item XV da Lei Brasileira de Inclusão). As atividades realizadas no ambiente escolar devem ser oferecidas aos alunos com deficiência em igualdade de condições. Não pode haver exclusão na dança do dia das mães, no passeio escolar, na festa junina ou em qualquer outra atividade, uma vez que a escola deve ser vista como um todo, jamais dividindo-se a educação do aluno com ou sem deficiência. É muito importante que sejam respeitados os limites da criança. Entretanto, é inaceitável que a instituição de ensino decida não incluir a criança nas atividades escolares. 8 – Profissional de Apoio Escolar. A Lei Brasileira de Inclusão impõe a oferta de profissional de apoio escolar. Conforme o artigo 3º, item XIII, esse profissional “é a pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência, atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente 16 estabelecidas”. 17 Dessa forma, está resguardado ao estudante com deficiência o direito de ter profissional de apoio escolar oferecido pela escola. É importante destacar que a lei não estabelece quantidade de alunos por profissional. Por isso, devem ser verificadas as necessidades específicas de cada estudante. Se a instituição de ensino não oferecer profissional de apoio, é importante fazer essa solicitação por escrito. Caso a determinação não seja cumprida, o caso deve ser levado a Secretaria de Educação (municipal ou estadual) e ao Ministério Público, além da possibilidade de ingresso de processo judicial para o devido cumprimento da lei. 9 – Valores cobrados pelas escolas particulares. A escola particular deve entregar ao aluno com deficiência condições de igualdade e o custo referente ao profissional de apoio, material adaptado, provas adaptadas e atendimento educacional especializado não pode ser repassado ao estudante. Sendo assim, é proibida a cobrança de valores adicionais nas mensalidades, anuidades e matrículas pagas pelas pessoas com deficiência, mesmo para o fornecimento de atendimento educacional especializado, profissionais de apoio e intérprete de Libras. Alunos com deficiência devem pagar exatamente o mesmo valor dos demais alunos. Qualquer cobrança extraordinária é abusiva e ilegal (Lei Brasileira de Inclusão, artigo 28, 1º parágrafo), punível com prisão (2 a 5 anos) e multa. Quando se tratar de crime cometido contra menor de 18 anos, essa pena é agravada em 1/3, conforme o artigo 8º da Lei 7.853/1989. Quando houver a cobrança indevida, o documento de cobrança ou comprovante do pagamento deve ser apresentado para registro do boletim de ocorrência, para que seja instaurado inquérito, além de informar o crime ao Ministério Público. 10 – Inclusão ampla com participação da família. Para que o sistema educacional inclusivo funcione, é essencial a colaboração da família. Ela compõe a rede de apoio como primeira instituição, de fundamental importância para a escolarização dos alunos, fonte de informações para o professor sobre necessidades específicas do estudante para estabelecer uma 18 relação de confiança e cooperação com a escola, vínculo que favorece o desenvolvimento da criança. Entretanto, não cabe à família desempenhar o papel de profissional de apoio escolar. Essa tarefa é de responsabilidade exclusiva da instituição de ensino, quando se tratar de escola particular, e do Estado, quando se tratar de escola pública. A especialista Diana Serpe, também orienta sobre como agir quando qualquer um desses direitos for desrespeitado, explica como irregularidades podem ser denunciadas, destaca o que é crime e quem o denunciante deve procurar. O QUE FAZER – Comunicar à polícia sobre qualquer forma de ameaça ou violação dos direitos da pessoa com deficiência. A denúncia de qualquer crime deve ser feita na delegacia e o denunciante deve exigir elaboração de boletim de ocorrência. É dever de toda delegacia investigar crimes cometidos contra pessoas com deficiência. O crime também pode ser informado ao Ministério Público por meio de representação. Fonte: Publicado no blog VencerLimites em 19/01/2020. EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONHEÇA O HISTÓRICO DA LEGISLAÇAO SOBRE INCLUSÃO https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/ 2.2. Leia o recorte do texto, “A inclusão de alunos com deficiência na escola regular”, publicado no site https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-r egular 19 https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/dez-direitos-fundamentais-do-aluno-com-deficiencia-na-escola/?fbclid=IwAR22WE_x_i9jtwTij9550HTS7oEZYZcL4M2-Or9PzLpjBxsYZK_G4QhU8C8 https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/ https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular A inclusão de alunos com deficiência na escola regular https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-r egular Foram décadas até a consolidação da Educação especial nas turmas regulares – direito que corre risco com o Decreto nº 10.502 POR: Raphael Preto Pereira 02 de Dezembro | 2020 Tauani Donizetti Barbosa, tem 18 anos e é surda. Ela estuda no 3º ano do Ensino Médio do Colégio Municipal Tenente General Gaspar de Godói Colaço, em Barueri (SP). Apesar de se comunicar pela Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), ela já antecipa: “Minha maior dificuldade não é com a Língua Portuguesa, mas com História”. Em 2020, devido ao isolamento social causado pelo coronavírus, Tauani não conseguiu acompanhar o conteúdo curricular. Mas, mesmo estando no último ano da escola, ela não planeja perder a oportunidade de recuperar o que ficou pra trás. “Pretendo estudar esta série de novo porque a covid não deixou fazer nada neste ano”. 20 https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular https://novaescola.org.br/autor/1710/raphael-preto-pereira Hoje, Tauani tem a possibilidade de se formar em uma turma regular em uma escola pública, mas nem sempre foi assim para os estudantes com deficiência. “Durante muito tempo, a regra para as pessoas com deficiência era ficar em casa”, relembra Helena Alice Barcelos, que é professora de Tauani e conta com o auxílio de uma intérprete de LIBRAS na sala de aula. Helena teve seu primeiro contato com o tema quando viu o desafio na família nos anos 1970 para que sua prima com hidrocefalia pudesse estudar. “Ela sempre estudou em escola especial e era muito complicado conseguir vagas. Com o tempo, minha tia resolveu tirar ela da escola”. A consolidação da inclusão de crianças e adolescentes com deficiência no sistema regular de ensino foi um processo longo. Em 1989, a Lei nº 7.853 tornou obrigatória e gratuita a oferta da Educação Especial em escolas públicas. A legislação previa que “pessoas portadoras de deficiência capazes de se integrarem no sistema regular de ensino” pudessem se matricularna mesma sala que outros alunos sem deficiência no sistema público e privado de ensino, mas ainda considerava as escolas especiais como principal opção. Um ano mais tarde, o Estatuto da Criança e do Adolescente, apontou que o atendimento especializado deveria ser feito, preferencialmente, na rede regular de ensino para garantir a integração cultural e social desses estudantes. 2.3. Entrevista com a Professora Doutora Sônia Aparecida Alvarenga Vieira Para enriquecermos nosso diálogo, a troca de experiências e informações, convidamos a Professora Doutora Sônia Aparecida Alvarenga Vieira para contribuir nessa formação com seu relato de experiência e histórico profissional acerca da temática estudada. Sônia Aparecida Alvarenga Vieira, graduada em Pedagogia, 21 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7853.htm http://planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm pós-graduada em Psicopedagogia, mestre em Educação na área 22 da Educação Especial e Doutora em Educação. Atua na Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo e na Secretaria Municipal de Educação de Vitória. O que a motivou para pesquisar sobre a Educação Especial? Como profissional, sempre tivemos a formação como subsídio da prática e em busca de atualização participamos de um curso de pós-graduação em Psicopedagogia. Essa formação contribuiu na indicação para compor a equipe de Educação Especial na Sedu. Os estudos relacionados com a formação do curso de pedagogia centraram-se mais na atuação com alunos que apresentavam dificuldades de aprendizagem e esse foi o nosso trabalho inicial na rede estadual de ensino, oportunamente, ampliamos o leque de atuação fazendo cursos na área da deficiência intelectual, na perspectiva da educação inclusiva. E a busca de uma organização escolar favorecedora de uma educação inclusiva foi e é o que nos motiva desenvolver estudos nessa área. Conte um pouco para nós acerca da sua trajetória profissional na Educação Especial. Em 1998, atuava na Sedu, mas também trabalhava como professora especializada na área de deficiência intelectual, na rede municipal de ensino de Vitória/ES. Nessa experiência, foi possível vivenciar na escola as políticas instituídas de educação especial. Nesse período, trabalhávamos com estudantes que apresentam deficiência intelectual e transtornos globais do desenvolvimento e esse trabalho constituiu-se para nós em grande desafio. Em nossa compreensão, faltava um pouco mais de conhecimento de como atuar junto a esses estudantes. Eles frequentavam as salas de aula do 23 ensino regular e salas de recursos, mas a articulação entre esses espaços era pequena e o nosso trabalho acabava por se tornar solitário e individualizado. 24 Em 2002, passamos a compor a Equipe Central de Educação Especial da rede municipal de ensino de Vitória. O nosso trabalho era de assessoria nas diversas escolas da Rede. Esse espaço de trabalho era interessante, pois estávamos na escola discutindo sobre o direito dos alunos ao acesso à escola e à aprendizagem e também estávamos no Órgão Central compondo a equipe que organizava à Educação Especial desse município. Esse movimento nos dava uma visão mais ampla das ações do sistema e de suas implicações. As contradições dentro do sistema público de ensino eram uma realidade. Podíamos observar avanços no que se refere à ampliação da matrícula dos alunos no ensino regular, entretanto os direcionamentos legais reafirmavam que a escolarização de algumas pessoas poderia ocorrer fora do sistema regular de ensino. Na realidade, o estudante com deficiência ou transtornos globais do desenvolvimento iria depender das condições que os sistemas de ensino ofereciam, no que se refere a apoiar a sala de aula regular com profissionais, observando a acessibilidade física e outros atributos necessários a um bom atendimento. No entanto, quem era avaliado era o aluno e cada sistema instituía as suas regras de condições de atendimento, encaminhando os alunos que considerava não ter condições de atender para classes especiais ou instituições filantrópicas especializadas. Tendo em vista a implantação de políticas voltadas para a inclusão escolar, evidenciava-se a necessidade de estudos por parte daqueles que atuavam nessa área específica. Pensando na possibilidade de contribuir efetivamente no processo educacional dos estudantes público-alvo da Educação Especial e indicar novos sentidos para a escola regular, em 2004, entramos no curso de Mestrado e elaboramos a dissertação “Inclusão escolar entre rupturas e continuidades: desvelando contradições e novos movimentos”. O cotidiano escolar evidenciava a importância de se trabalhar com a diversidade na direção de uma escola inclusiva, para que todos tivessem direito de estar na escola com apropriação do conhecimento curricular. Foi com essa perspectiva que retornamos aos trabalhos na Secretaria Estadual de Educação no Espírito Santo, no período de 2007 a 2014. Delineamos ações que resultaram em documentos, formações das áreas específicas e atuação nas Secretarias Municipais de 25 Educação e Superintendências Regionais de Educação do Espírito Santo. 26 Os movimentos políticos da Educação Especial, em uma visão inclusiva, passavam por um período de ebulição. Em nosso entendimento, a publicação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, em 2008, foi um marco que estabeleceu o acesso às classes comuns do ensino regular aos alunos público-alvo da educação especial, em oposição à situação anterior de classes especiais ou ainda instituições especializadas e/ou instituições filantrópicas. Em 2007, a Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo criou a Subgerência de Educação Especial, ampliando a abrangência de sua atuação no que diz respeito ao atendimento aos alunos público-alvo da educação especial. Os direcionamentos relacionados com a educação especial eram diferentes nas diversas regiões e era iminente a necessidade de constituirmos políticas públicas voltadas para a inclusão escolar e projetar ações e estratégias que proporcionassem a todos condições favoráveis de aprendizagem. Ainda com ênfase na organização, ampliação e aperfeiçoamento do atendimento educacional especializado, em 2008, iniciamos a elaboração do documento de diretrizes da Educação Especial na Educação Básica e Profissional para a Rede Estadual de ensino. O documento se constitui em diretrizes para a organização do desenvolvimento de um trabalho da educação especial que buscando suprir lacunas das práticas discriminatórias/ excludentes, decorrentes de um processo histórico, criar alternativas para superá-las e assume um lócus no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na lógica da inclusão/ emancipação (ESPÍRITO SANTO, 2008). Ressaltamos que esse foi um momento importante de diálogo sobre questões como preconceito, aceitação dos alunos na escola, avaliação de alunos público-alvo da educação especial, estabelecimento de parcerias, organização escolar, recursos humanos necessários, adequações curriculares, acessibilidade e outros. Muitas vezes as famílias e as escolas não concordavam que o atendimento 27 educacional especializado em sala de recursos ocorresse no contraturno. A discussão e a problematização avançaram no sentido de promover aos alunos 28 público-alvo da educação especial maior condição de apropriação do conhecimento curricular pressupondo maior apoio aos professores do ensino regular. O resultado desse movimento de elaboração de Diretrizes da Educação Especial na Educação Básica e Profissional para a Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo, como explica Martins (2011, p. 88), resultou em: [...] Uma arqueologia histórica da educação especial, buscando resgatar os diferentes momentos vividos na história da sua constituição/construção, com o objetivo de compreender os fatos que influenciaram e continuam influenciandoa prática do/no cotidiano escolar e as conquistas alcançadas nas legislações para a escolarização das pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, ou seja, refletir como as ações estão sendo pensadas no presente, para que, de fato, no futuro, os sujeitos da educação especial não necessitem recorrer às leis e orientações para a política nessa área. No curso de Doutorado nos embrenharmos nas políticas públicas recentes de Educação Especial, como locus da pesquisa, escolhemos a rede pública estadual no município de Cariacica/ES por ser um município da região metropolitana da Grande Vitória em que a rede estadual assume percentual significativo de escolas de Ensino Fundamental e Médio. Nossa trajetória foi permeada por ações que pretendem a implantação de uma política inclusiva instituída. É importante dizer que acreditamos nos princípios que incluem crianças e adolescentes e adultos na rede regular de ensino e que esses caminhos que estão sendo traçados principalmente por nós educadores. Na sua opinião, entre todos os desafios que a escola enfrenta com relação ao aluno com deficiência, o que deve ser priorizado? Para iniciar, podemos dizer que a inclusão escolar de todos os estudantes precisa ser enfrentada pelas redes de ensino. A legislação 29 ganhou amplitude de ação com o olhar voltado para a diversidade, no entanto essa tem sido nosso grande desafio. Este vem permeado pela 30 necessidade de investimentos e, nesse sentido, destacamos a formação de profissionais para atuarem com o público-alvo da Educação Especial, principalmente no que se refere às salas de aula regulares, o trabalho articulado entre os profissionais, bem como a realização das adequações curriculares necessárias elaborando um plano de trabalho específico para a necessidade do estudante. Qual a importância em formações da temática da Educação Especial para os profissionais cuidadores da rede pública da Educação? Com o movimento da educação inclusiva no Brasil e também no Espírito Santo, emerge a necessidade de pessoas para cuidar daqueles que não conseguem ter as necessidades básicas atendidas de maneira autônoma. Considerando que os profissionais cuidadores vêm compor os profissionais necessários a uma escola que inclui a todos os estudantes, faz-se necessário conhecimentos acerca do processo de inclusão escolar, pois a atitude dos profissionais diante das pessoas com deficiência é essencial nesse processo. Nessa perspectiva, a formação é essencial para que o cuidador possa compreender que ele faz parte de um proposta maior que é a inclusão escolar dos estudantes público da educação especial promovendo o bem estar desse estudante de maneira articulada com os outros profissionais da escola. Poderia deixar uma mensagem para todos os nossos cursistas da formação? O cuidado principal que devemos ter com os estudantes público da Educação Especial é estarmos atentos às necessidades específicas de cada um e para tal temos que encontrar formas de compreender o que o estudante quer nos informar. Eles nos falam por meio de palavras, gestos, sons, expressões faciais, olhares e outros meios de comunicação. 31 Essa profissão é nova dentro do espaço escolar e a articulação entre os profissionais que atuam com esse estudante se faz importante. No mais desejamos que esse curso contribua efetivamente para a atuação de vocês junto aos estudantes público-alvo da Educação Especial. Agradecemos à professora Sônia pela contribuição em nossa formação!❤ Atividade 2 Prezado(a), cursista: Convidamos você a responder às questões, na plataforma: ● Resolva as questões deste questionário: ● Você possui 3 tentativas para resolver o questionário. ● É importante assinalar uma alternativa, em cada uma das questões propostas. ● Após responder todas as questões, assinale “Finalizar Tentativa”. ● E para confirmar na Plataforma as suas respostas clique em “Enviar tudo e terminar” e, posteriormente, “Terminar revisão”. 32 33 Capítulo 3-Desenvolvimento do Estudante, na escola, nos aspectos físico, emocional e cognitivo 3. Para entendermos um pouco mais sobre o desenvolvimento de nossos alunos, apresentamos a seguir o vídeo “Educação socioemocional e as dificuldades cognitivas da criança com deficiência intelectual”. O vídeo destaca as competências socioemocionais como capacidades individuais de sentir, pensar e agir, principalmente em relação às emoções; destaca ainda que toda e qualquer criança pode aprender, no entanto o jeito modular foi organizado para a maioria das crianças, mas não funciona para todas, portanto é preciso ter um aprendizado personalizado. A intencionalidade é a grande diferença na sala de aula. O aprendizado socioemocional do aluno deve acontecer de acordo com o currículo e a escola fazer com que o ensino do socioemocional passe por uma metodologia SAFE: Sequencial, Ativa, Focado e Explícita e as crianças têm que vivenciar cada uma dessas competências. Vamos ao vídeo!🎞 https://www.youtube.com/watch?v=DWXHVXcaIKw, em 07/07/2021 34 https://www.youtube.com/watch?v=DWXHVXcaIKw 3.1. Ao analisarmos o recorte do texto “O Desenvolvimento de Alunos com Deficiência Intelectual e o Mito da Idade Mental”, aprendemos que a deficiência não está no indivíduo, mas na relação entre seus impedimentos de longo prazo e as barreiras existentes no ambiente. Diante dessa afirmação, convidamos a todos para fazerem a leitura do recorte do texto, e também reflexão acerca da temática acima citada (site https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intel ectual-e-o-mito-da-idade-mental/) Múltiplas inteligências e o mito da idade mental Durante muito tempo, buscou-se enquadrar as pessoas em padrões de desenvolvimento considerados “normais”. A expressão “retardo mental”, outrora usada em referência a pessoas com deficiência intelectual, é derivada dessa ideia. Retardo remete a atraso. Atraso em relação a quê? Ao que é “normal”. A noção de idade mental segue a mesma lógica. Compara-se o que se observa em uma criança com deficiência a padrões e atribui-se a ela uma “idade mental” diferente da cronológica. Essa comparação pode ser feita a partir do que o observador reconhece como normal ou por meio de testes mais sofisticados, geralmente baseados no chamado quociente de inteligência – o QI. Mas, além de ultrapassada (considerando que não é mais aceita nem mesmo pela Organização Mundial de Saúde), essa análise contraria o princípio básico da educação inclusiva de que somos todos diferentes, singulares e únicos. Um estudante com deficiência intelectual não tem idade mental diferente da cronológica, nem é menos inteligente que os demais. Ele é diferente, como todos os outros. Com algumas características que se sobressaem, talvez. Mas é importante lembrar que na educação inclusiva a diferença é reconhecida como um valor e cada um tem o direito de ser como é. 35 https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/ https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/ https://diversa.org.br/educacao-inclusiva/o-que-e-educacao-inclusiva/#principios A aposta no potencial dos alunos com deficiência intelectual Em outras palavras, se por um lado Piaget sugeria que o professor esperasse até que o estudante estivesse “pronto” para avançar no processo de aprendizagem, Vygotsky, ao contrário, defendia que os alunos fossem encorajados a superar suas habilidades. Para ele, estratégias pedagógicas adequadas são capazes de provocar avanços que não ocorreriam espontaneamente. Para o psicólogo (Vygotsky), o foco do educador deveria estar sempre nas possibilidades e não nos déficits dos estudantes. Suas limitações, ele alegava, inclusive, poderiam representar potenciais propulsores de desenvolvimento. O papel da escola A escola assume, assim, papelprimordial nesse processo, extrapolando o compromisso com a aprendizagem dos estudantes, devendo assumir também responsabilidade na promoção do desenvolvimento de sua capacidade intelectual. Principalmente no que se refere aos alunos com deficiência – particularmente intelectual –, considerando que o foco, na escola, é a aprendizagem. Assim, agrupar alunos com deficiência intelectual com outros de idade cronológica inferior ou com o “mesmo nível de desenvolvimento”, ou relegá-los a atividades paralelas “mais simples”, ou, ainda, reduzir o tempo de permanência em sala de aula, sob a alegação de que não são capazes de acompanhar o restante do grupo, é exatamente o oposto do que deveria ser feito. A infantilização e a subestimação da pessoa com deficiência intelectual podem ser as principais barreiras a sua inclusão. Ao fazê-lo, não só lhes negamos um direito que é legítimo e assegurado – o acesso à educação –, como também a oportunidade de transformar e expandir seus horizontes e possibilidades através 36 do desenvolvimento de sua capacidade intelectual. 37 3.2. O vídeo de Mayra Gaiato, psicóloga especializada em Autismo infantil aborda questões sobre deficiência intelectual e suas características. Deficiência intelectual-Sintomas e Tratamento https://www.youtube.com/watch?v=gx9iC1Ol8a0 38 https://www.youtube.com/watch?v=gx9iC1Ol8a0 3.3. Leia o recorte do texto, “Deficiência Intelectual ou atraso cognitivo?” do site https://institutoinclusaobrasil.com.br/deficiencia-intelectual-ou-atraso-cognitivo/ 39 https://institutoinclusaobrasil.com.br/deficiencia-intelectual-ou-atraso-cognitivo/ 🎞 No vídeo de Mayra Gaiato é abordado os cinco principais sinais de atraso no desenvolvimento da criança. https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8 E 5 sinais de atraso no desenvolvimento 3.4. Leia o estudo de caso “Sob a ótica do Profissional Cuidador”, texto adaptado do “Estado do Paraná, Secretaria de Estado da Educação, Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional”. Sob a ótica do Profissional Cuidador “Não tenho habilitação e existem poucas oportunidades de formação que me auxiliem a exercer minha função de Cuidador”. Não fique esperando por capacitação, corra atrás, busque formação, aprenda com a prática, quando o problema se apresentar. A pesquisa, a reflexão, a troca de experiências, são extremamente necessários e fundamentais, mas nenhuma formação capacita mais o Cuidador para trabalhar com o aluno com deficiência do que o próprio aluno. Aprendemos com eles, na prática, no dia a dia, à medida que os desafios vão se apresentando. Muitas vezes é preciso usar a criatividade, pois aquilo que havíamos planejado, pensado, para determinado momento simplesmente não serviu. O aluno, às 40 https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8E https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8E 41 Após estudar o material e realizar os exercícios propostos, chegou a hora de fazer a avaliação do Livro 2. Para realizá-la, você terá 3 tentativas na plataforma do Curso. Você deverá obter nessa atividade, no mínimo, 70% de aproveitamento. Temos, agora, uma excelente oportunidade para verificar as aprendizagens adquiridas no primeiro Tópico da formação. Leia tudo, com muita atenção, antes de realizar a avaliação do Livro 2. Sucesso! 42 ANTUN. Paganelli, Raquel. O desenvolvimento de alunos com deficiência intelectual e o mito da idade mental. Diversa educação inclusiva na prática. Disponível em < https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectu al-e-o-mito-da-idade-mental/> . Acesso em: 30 de junho. 2021. ARANTES. Ana Claudia. Quem cuida precisa se cuidar. Revista Veja Online. 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Disponível em < https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na- 43 https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/ https://diversa.org.br/artigos/o-desenvolvimento-de-alunos-com-deficiencia-intelectual-e-o-mito-da-idade-mental/ https://veja.abril.com.br/blog/letra-de-medico/quem-cuida-precisa-se-cuidar/ https://institutoinclusaobrasil.com.br/deficiencia-intelectual-ou-atraso-cognitivo/ https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/ https://todospelaeducacao.org.br/noticias/conheca-o-historico-da-legislacao-sobre-educacao-inclusiva/ http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/ed_especial/relatorio_semestral.pdf http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/ed_especial/relatorio_semestral.pdf https://novaescola.org.br/conteudo/19978/a-inclusao-de-alunos-com-deficiencia-na-escola-regular escola-regular> . 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Vídeo: Deficiência Intelectual - Sintomas e Tratamento. Mayra Gaiato . Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=gx9iC1Ol8a0> . Acesso em: 08 de julho. 2021. Vídeo: Cérebro - 5 Sinais de Atraso no Desenvolvimento. Mayra Gaiato. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=sOY5E25SO8E> . Acesso em: 08 de julho. 2021. Dez direitos fundamentais do aluno com deficiência na escola. Crédito: Instituto Jô Clemente. Câmara Paulista para inclusão da Pessoa com Deficiência. Disponível em <https://www.camarainclusao.com.br/noticias/dez-direitos-fundamentais-do-aluno- c om-deficiencia-na-escola/> . 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