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Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com CONTEÚDO DISPONÍVEL Cirurgia 2 - TOTAL DE: 63 PÁGINAS 1. Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) - PARTE 1 - 7 páginas; 2. Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) - PARTE 2 - 14 páginas; 3. Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) - PARTE 3 - 9 páginas; 4. Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - 10 páginas; 5. Tratamento das Comunicações Bucossinusais - Etiologia, Diagnóstico e Tratamento - 4 páginas; 6. Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) - Parte 1 - 3 páginas; 7. Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) - Parte 2 - 6 páginas; 8. Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - 10 páginas. PROIBIDO A VENDA E DIVULGAÇÃO DO MATERIAL, ALÉM DE NÃO SER PERMITIDO POSTAR O MESMO EM PLATAFORMAS ONLINE COMO “PASSEI DIRETO”, POR EXEMPLO. 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Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 - @Resumodontologia Página 1 Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 - Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 Muitas vezes as técnicas fechadas não são suficientes para remoção de dentes erupcionados; A técnica cirúrgica, ou aberta, de extração é o método usado para expor raízes que foram fraturadas durante o método fechado de rotina ou dentes que não podem ser extraídos por esses métodos devido a uma variedade de razões; Retalhos são comumente necessários para restabelecer o contorno e alisar o osso alveolar; A cirurgia em campo aberto diminui o trauma do procedimento cirúrgico, ENTRETANTO, se estiver passando broca, é um outro caso, pois ao fazer uma osteotomia está-se fazendo um maior trauma, pois está-se fazendo um desgaste ósseo. O que está sendo comparado, é a relação de qual cirurgia tem um maior trauma para o paciente, a de campo aberto ou fechado, e será a de CAMPO FECHADO, pois aumenta-se a dilaceração, aumenta o contato do instrumento com o tecido mole, que é com o periósteo, então quando tem-se muito trauma no periósteo na região vestibular e lingual, aumenta-se o pós- operatório, o pós-operatório fica pior. Quando se faz uma incisão para extrair um dente, fazer em campo aberto, para o paciente é melhor; Sempre que necessário que for indicado deve-se fazer cirurgia em campo aberto; Às vezes um dente que está erupcionados pode ser mais difícil a sua extração; Indicações: Dentes Inclusos/Impactados; Remanescente Dental; Raízes divergentes, raiz submersa em tecido mole; Alguns tipos de cistos; Alguns tipos de biópsia; Dente com anquilose (radiograficamente – onde não se ver a lâmina dura); 1. PRINCÍPIOS DO PLANEJAMENTO, EXECUÇÃO E MANUSEIO DO RETALHO: Retalho = divisão dos tecidos moles, onde: 1. É demarcada por uma incisão cirúrgica; 2. Possui seu próprio suprimento sanguíneo; 3. Permite acesso cirúrgico aos tecidos subjacentes; 4. Pode ser recolocado na posição original; 5. Pode ser mantido com suturas e que se espera que cicatrize. Retalhos de tecidos moles são usados em: Cirurgia oral; Procedimentos periodontais e endodônticos, Obtendo-se assim acesso ao dente subjacente e às estruturas ósseas; 1.1. Parâmetros do Planejamento de Retalhos de Tecidos Moles: Deve-se planejar o retalho corretamente para uma adequada exposição e promover rápida cicatrização; Parâmetros do retalho a ser determinado: o Base mais ampla do que a margem livre, para manter o suprimento sanguíneo adequado; o Todas as áreas do retalho devem ter uma via de vascularização ininterrupta a fim de evitar necrose isquêmica de todo o retalho ou partes dele; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 - @Resumodontologia Página 2 o O retalho deve ter tamanho adequado; o Afastamento suficiente dos tecidos moles é necessário para fornecer a visualização adequada da área; o Deve haver acesso adequado para a inserção de todos os instrumentos necessários à realização da cirurgia; o O retalho deve ser mantido afastado do campo operatório por um afastador que deve ser apoiado em osso sadio; o O afastador deve manter o retalho sem tensão, a partir do momento que haja rebatimento suficiente do retalho; o O tecido mole cicatriza por meio da incisão, e não ao longo do comprimento da incisão, e incisões cortantes cicatrizam mais rapidamente do que tecidos dilacerados; Portanto uma incisão reta e longa, com afastamento adequado do retalho, cicatriza com mais rapidez que uma pequena, com dilaceração dos tecidos, a qual cicatriza lentamente por segunda intenção. o Para que um retalho em envelope tenha tamanho adequado: Seu comprimento na direção ântero-posterior, geralmente, estende-se de dois dentes anteriores a um dente posterior à área da cirurgia: Se for feita uma incisão relaxante, esta deverá estender-se desde um dente anterior até um posterior à área de cirurgia. Retalho Mucoperióstico de Espessura Total: o Deve IINCLUIR: Mucosa; Submucosa; Periósteo; o Como o objetivo da cirurgia é remover ou regularizar osso, todo o tecido subjacente deve ser afastado dele; o Retalhos de espessura total são necessários pois o periósteo é o principal tecido responsável pela cicatrização óssea, e sua reposição no local original acelera o processo de cicatrização o Um tecido macerado, dilacerado, lesado, cicatriza mais lentamente que um retalho de espessura total corretamente desenhado e descolado; o A incisão que demarca o retalho deve ser feita sobre osso sadio, Aque estará presente após a conclusão do procedimento cirúrgico; o Se a condição patológica destruir a cortical vestibular, a incisão deve ser feita a, pelo menos, 6 a 8 mm de Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 - @Resumodontologia Página 3 distância dessa perda de tecido ósseo. o Se for feita remoção de osso de um determinado dente, a incisão deverá estar suficientemente distante deste, de modo que, após a remoção óssea, a incisão esteja de 6 a 8 mm de distância do defeito ósseo criado pela cirurgia; o O retalho deve ser planejado de modo a evitar lesão às estruturas vitais da área da cirurgia; o As DUAS estruturas mais importantes que correm o risco de serem danificadas localizam-se na MANDÍBULA e são: 1. Nervo Lingual: Incisão na região posterior da mandíbula; Região de terceiro molar; Incisão deve ser afastada do aspecto lingual da mandíbula; Nervo lingual pode estar próximo, aderente ao aspecto lingual da mandíbula; Incisão nessa área pode lesionar esse nervo; 2. Nervo Mentoniano: Cirurgia na área apical dos pré-molares deve ser planejada e executada com cuidado; As incisões em envelope devem ser usadas sempre que possível; Incisões de alívio devem estar bem anteriores e posteriores à área do nervo Mentoniano o Os retalhos da maxila, raramente, põem em risco as estruturas vitais; o No aspecto vestibular do processo alveolar maxilar: Não existem nervos ou artérias passíveis de sofrerem lesões ao rebater um retalho palatino; o O principal suprimento do palato bem através da artéria palatina maior, que emerge do forâmen palatino maior no aspecto lateral posterior do palato duro; o Os nervos e artérias nasopalatinos saem do forâmen incisivo para irrigar a gengiva da região do palato anterior; o Se o tecido do palato anterior precisar ser rebatido, tanto a artéria quanto o nervo podem ser incisados no nível do forâmen sem muitos riscos; o As incisões verticais de alívio no aspecto posterior do palato devem ser evitadas, pois, geralmente, cortam a artéria palatina maior dentro do tecido, o que resulta em sangramento que pode ser de difícil controle e pode levar à necrose isquêmica dos tecidos; o As incisões relaxantes de alívio só devem ser usadas quando necessárias e não como rotina. As incisões em envelope, Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 - @Resumodontologia Página 4 em geral fornecem a visualização adequada para a extração dentária na maioria das áreas; o Quando as incisões verticais de alívio são necessárias, apenas uma única incisão deve ser feita Geralmente na extremidade anterior do retalho em envelope; o A incisão relaxante vertical não é uma incisão vertical reta, e sim OBLÍQUA, permitindo assim que a base do retalho seja mais ampla que a margem gengival livre; o A incisão relaxante vertical deve ser feita de modo a não cruzar as proeminências ósseas, como a eminência canina Isso aumentaria a probabilidade de tensão na linha de sutura, resultando na deiscência da ferida; o A incisão vertical de alívio deve cruzar a margem gengival livre no ângulo do dente e não deve ser diretamente na região vestibular do dente nem diretamente na papila. o As incisões que cruzam a margem livre da gengiva diretamente sobre o aspecto vestibular do dente não cicatrizam apropriadamente devido à lesão O resultado é um defeito na gengiva inserida; o Uma vez que o osso vestibular é, com frequência, muito fino, tais incisões também resultam em fenda vertical do osso; o As incisões que cruzam a papila gengival lesam, sem necessidade, a papila e aumentam os riscos de problemas periodontais localizados; tais incisões devem ser evitadas. 1.2. Tipos de Retalhos Mucoperiósticos: A incisão mais comum é a SULCULAR que: Produz retalho em ENVELOPE; No paciente que possui dentes, faz-se uma incisão no sulco gengival até a crista óssea através do periósteo, e rebate-se, apicalmente, um retalho mucoperióstico de espessura total. Esse retalho, em geral, oferece acesso suficiente para realizar a cirurgia necessária; Se o paciente for edêntulo, a incisão em envelope é feita ao longo da cicatriz da crista do rebordo; Não há estruturas vitais nessa área, e a incisão em envelope pode ser tão longa quanto necessária para oferecer o acesso adequado; A única exceção ocorre em mandíbulas extremamente atróficas quando o nervo alveolar inferior pode correr no topo do rebordo alveolar residual; Uma vez que a incisão é feita, o tecido pode ser rebatido bucal ou lingualmente, conforme o necessário para a remoção de um tórus mandibular; Se a incisão sulcular possui UMA incisão relaxante vertical, é um retalho de três Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 - @Resumodontologia Página 5 ângulos, com ângulos na extremidade posterior da incisão em envelope, no aspecto inferior da incisão vertical e no aspecto superior da incisão relaxante vertical; Essa incisão fornece um acesso maior com uma incisão sulcular mais curta. Quando é necessário um acesso maior na direção apical, em especial na região posterior da boca, essa incisão é, frequentemente, necessária. O componente vertical é mais difícil de ser fechado e pode causar uma demora moderada da cicatrização, mas, se tomarmos cuidado na hora da sutura, o período de cicatrização não aumenta de maneia significativa; O retalho quadrangular é uma incisão em envelope com DUAS incisões relaxantes. Dois ângulos estão na região posterior da incisão relaxante e dois, nas duas extremidades do componente envelope da incisão; Embora esse retalho forneça acesso substancial nas áreas que têm dimensão ântero-posterior limitada, ele, raramente, é indicado. Quando as incisões relaxantes são necessárias, um retalho triangular é, em geral, sufi ciente; Uma incisão usada ocasionalmente para oferecer acesso ao ápice radicular é a incisão semilunar: Essa incisão evita trauma à papila e à margem gengival, mas oferece acesso limitado, pois a raiz do dente não fica totalmente visível. Tal incisão é mais útil para cirurgia periapical de extensão limitada; Uma incisão útil no palato é aquela em Y Essa incisão é útil para acesso ao osso palatino para a remoção de um torus palatino. O tecido sobre o torus é, em geral, muito fino e deve ser rebatido com cuidado; Os prolongamentos ântero-laterais da incisão mediana são anteriores à região do dente canino; As extensões são anteriores sufi cientes nessa posição de modo que elas não lesem os ramos maiores da artéria palatina maior consequentemente, sangrame nto não costuma ser um problema; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 - @Resumodontologia Página 6 1.3. Técnica para Realização de um Retalho Mucoperióstico: Considerações para desenvolver retalhos para extração cirúrgica de um dente: 1º Incisar os tecidos moles a fim de permitir o deslocamento do retalho; - A lâmina nº 15c é usada em um cabo de bisturi nº 3, apreendido como se fosse uma caneta 2º A lâmina faz leve ângulo com o dente, e a incisão é feita de trás para a frente no sulco gengival, puxando-se a parte cortante na direção do operador. Utiliza-se força contínua e suave, mantendo a parte cortante da lâmina em contato com o osso durante a incisão; - Logo, a incisão é feita do fim da incisão para o dente, pois se for feito de modo contrário pode-se atingir nervos por exemplo, causando problemas para o paciente; OBS.: A lâmina de bisturi é um instrumento extremamente cortante, mas que perde o corte muito rápido ao ser pressionado contra o osso; por exemplo, ao se fazer uma incisão mucoperióstica. Portanto, caso se realize mais de um retalho, devem-se mudar as lâminas entre as incisões. 3º O deslocamento do retalho começa pela papila. A extremidade cortante do destaca periósteo nº 9 inicia o descolamento do retalho; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 1 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 1 - @Resumodontologia Página 7 - A extremidade cortante é introduzida sob a papila na área de incisão e girada lateralmente para afastar a papila do osso subjacente; - Essa técnica é usada ao longo de toda a extensão da gengiva livre. Se houver dificuldade para descolar o tecido em um determinado ponto, é porque a incisão, provavelmente, está incompleta, e aquela área deve ser incisada mais uma vez. Uma vez que toda a margem livre do retalho tenha sido descolada com a extremidade cortante do destaca periósteo, a extremidade maior é usada para descolar o retalho Mucoperióstico até a extensão desejada; - Se for usado um retalho triangular, o descolamento inicial é feito com a extremidade cortante do destaca periósteo nº 9 somente na primeira papila. Após iniciar o descolamento, a parte mais larga do instrumento é inserida na parte mediana do retalho, e a dissecção é realizada com um empurrão no sentido posterior e apical. Isso facilita o descolamento rápido e sem trauma do retalho de tecido mole; - Depois de o retalho ter sido descolado na extensão desejada, o destaca periósteo pode ser usado como afastador para manter o retalho na posição adequada de descolamento. Para que isso seja feito com sucesso, o afastador é mantido perpendicularmente ao osso, apoiado em osso sadio e sem mucosa entre o afastador e o osso. - O destaca periósteo é, portanto, mantido na sua posição apropriada sem tensionar a mucosa; - O descolador de Seldin ou o afastador de Minnesota ou de Austin podem ser usados de modo semelhante quando for necessária uma exposição mais ampla. Ele não deve ser forçado contra os tecidos moles na tentativa de puxá-los para fora do campo. Em vez disso, é posicionado no local adequado e mantido firmemente contra o osso. Dessa maneira, o cirurgião pode concentrar-se, principalmente, no campo cirúrgico e não no afastador, e há menos chance de lesões inadvertidas ao retalho. Referência Bibliográfica HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS, Edward.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 692 p. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 1 Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 - Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 2. PRINCÍPIOS E TÉCNICAS DA EXTRAÇÃO ABERTA Não deve ser reservada para situações extremas; Pode ser mais conservadora e causar menos morbidade operatória que uma extração fechada; 2.1. Indicações para Extração Aberta O cirurgião-dentista deve avaliar com cuidado cada paciente examinando a possibilidade de uma extração aberta; Deve-se considerar executar uma extração cirúrgica eletiva sempre que perceberem a possível necessidade de força excessiva na extração de um dente; O termo excessivo significa que a força, provavelmente, resultará em uma fratura óssea, em uma fratura de raiz, ou em ambas; Em qualquer dos casos, a excessiva perda óssea, a necessidade de cirurgia adicional para recuperação da raiz, ou ambas podem trazer desnecessária morbidade; Exemplos de situações em que a extração fechada pode requerer o uso de força excessiva: o Tentativas iniciais de uma extração a fórceps não obtiveram êxito Em vez de aplicar grande quantidade de força que pode ser descontrolada, o cirurgião deve, simplesmente, fazer um retalho mucoperióstico, seccionar o dente, remover algum osso e extrair o dente em segmentos. Nessas situações, a filosofia de “dividir e conquistar” resulta no tipo mais eficiente de extração; o Se o paciente tem osso espesso ou, especialmente, denso, principalmente na cortical vestibular, a extração cirúrgica deve ser considerada. A extração da maioria dos dentes depende da expansão da cortical vestibular Se esse osso for especialmente espesso, então uma expansão adequada é pouco provável de ocorrer, sendo mais provável a fratura da raiz; o Enquanto no paciente mais jovem encontra-se osso mais elástico e mais provável de expandir com força controlada, nos idosos o osso é, em geral, mais denso, muito mais calcificado e, portanto, é mais difícil obter-se a expansão adequada durante a luxação dentária. A precaução deve ser maior nos casos de osso mais denso encontrado em pacientes mais idosos; o Paciente que tem coroas clínicas muito pequenas, com evidência de atrição grave. Se atrição for resultado de bruxismo, ou do hábito de apertar os dentes, é provável que esse dente esteja cercado por osso denso e espesso com forte inserção do ligamento periodontal; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 2 o Uma condição comumente observada entre os pacientes mais idosos é a hipercementose. Nessas situações, o cemento continua a ser depositado no dente e forma uma raiz larga e bulbosa, difícil de ser removida através da abertura disponível do alvéolo dentário. o A grande força usada para expandir o osso pode resultar na fratura da raiz ou da cortical vestibular e em um procedimento de extração mais difícil; o Raízes amplamente divergentes, em especial as raízes do primeiro molar superior; o As raízes que têm grave dilaceração ou ganchos, são também difíceis de serem removidas sem que haja fratura de uma ou mais raízes; o Ao se realizar um retalho mucoperióstico e ao se dividirem as raízes com uma broca, pode-se realizar uma extração mais controlada e planejada, com menor risco global; o Se ocorreu expansão do seio maxilar a ponto de incluir as raízes dos molares superiores, a extração do dente pode resultar na remoção de parte do assoalho do seio maxilar que está em contato com o dente. Se as raízes são Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 3 divergentes, essa situação é ainda mais provável de acontecer; o Dentes com coroas destruídas por cáries, especialmente cárie radicular, ou com grandes restaurações de amálgamas, são candidatos à extração aberta 2.2. Técnica para Extração Aberta de Dentes Unirradiculares: É relativamente simples; Requer atenção aos detalhes; Dentes unirradiculares são aqueles que resistiram a prévias tentativas de extração pelo método fechado ou que sofreram fraturas na linha cervical e existem, portanto, apenas como uma raiz. A técnica é essencialmente a mesma para ambos; 1º providenciar visualização e acesso adequados através de um retalho mucoperióstico suficientemente amplo Na maioria das situações, um retalho em envelope, com extensão de dois dentes anteriores e um dente posterior ao dente a ser removido, é o bastante; Se for necessária uma incisão de alívio, ela deve ser localizada, no mínimo, em um dente anterior ao sítio da extração; Agora, deve-se examinar a necessidade de remoção óssea; o OPÇÕES PARA ESSA ETAPA: 1ª OPÇÃO: Tentar recolocar o fórceps sob visão direta, alcançando, assim, maior vantagem mecânica e removendo o dente sem remover o osso; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 4 2ª OPÇÃO: colocar a ponta ativa do fórceps sob a cortical bucal para obter maior vantagem mecânica e abarcar a raiz do dente. Isso permitirá que o cirurgião luxe o dente o bastante para removê-lo sem qualquer remoção adicional de osso. Uma pequena quantidade de osso bucal é removida junto com o dente. 3ª OPÇÃO: A terceira opção é usar a alavanca reta empurrando-a para baixo ao longo do espaço do ligamento periodontal do dente O dedo indicador do cirurgião deve guiar a força da alavanca para que o movimento total seja controlado e não ocorram deslizes do instrumento. Um pequeno movimento de rotação deve ser feito para ajudar e expandir o espaço do ligamento periodontal, permitindo que uma alavanca reta pequena penetre no espaço e atue como uma cunha, deslocando a raiz no sentido oclusal. Essa abordagem continua com o uso de destaca periósteo reto maiores, até que o dente seja luxado adequadamente; 4º OPÇÃO: prosseguir com remoção óssea sobre a área do dente. A maioria dos cirurgiões prefere uma broca para remoção óssea. A largura de osso bucal a ser removida é essencialmente a mesma da dimensão mesiodistal do dente; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 5 o No sentido vertical, a remoção óssea deverá ser aproximadamente 1/2 a 2/3 do comprimento da raiz; o Essa quantidade de remoção óssea reduz bastante a força necessária para luxar o dente e torna a remoção relativamente fácil. Tanto uma pequena alavanca reta como um fórceps podem ser usados para extrair o dente; o Se o dente ainda está difícil de ser extraído após a remoção do osso, pode-se fazer um ponto de apoio na raiz com uma broca na porção mais apical da área de remoção óssea; o Cuidados devem ser tomados para limitar a remoção de osso, apenas o necessário para remover a raiz, para preservar o osso para possível colocação de implante. O orifício deve ter cerca de 3 mm de diâmetro e profundidade suficiente para permitir a inserção de um instrumento. Uma alavanca mais forte, como a apical de Crane, Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 6 pode ser usada como um elevador ou para retirar o dente do alvéolo. O tecido mole é reposicionado e suturado; o As margens ósseas devem ser examinadas; se estiverem cortantes, devem ser alisadas com uma lima óssea. Essa verificação é realizada colocando-se o retalho na posição e palpando-o delicadamente com o dedo. O clínico pode verificar sua aspereza. o Raramente, indica-se a remoção do osso com uma pinça goiva, pois esse instrumento tende a remover muito mais osso. o Após a extração, todo o campo cirúrgico deve ser irrigado com grande quantidade de soro. o Atenção especial deve ser dedicada à porção inferior do retalho (onde ele se une ao osso), porque esta é uma localização comum para o depósito de detritos, especialmente nas extrações mandibulares. Se os detritos não forem cuidadosamente removidos por curetagem ou irrigação, pode haver uma demora na cicatrização ou, até mesmo, um abscesso subperiosteal nas três ou quatro semanas seguintes. O retalho é, então, colocado em sua posição original e suturado; 2.3. Técnica para Extração Aberta de Dentes Multirradiculares] Se for tomada a decisão de realizar uma extração aberta para dentes multirradiculares, como molares mandibulares ou maxilares, a mesma técnica cirúrgica empregada para dentes unirradiculares costuma ser usada. A principal diferença é que o dente pode ser dividido com uma broca, para converter um dente multirradicular em dois ou três dentes unirradiculares. Se a coroa do dente estiver intacta, ela é seccionada de modo a facilitar a remoção das raízes. Porém, se não existir coroa, mas apenas raiz residual, o objetivo é separar as raízes, facilitando sua remoção com o uso das alavancas; A remoção de um primeiro molar inferior com a coroa intacta é, em geral, realizada através da secção do dente no sentido vestíbulo- lingual e, portanto, dividindo o dente em duas metades, uma mesial (com a raiz mesial e metade da coroa) e outra distal. Realiza-se, também, uma incisão em envelope, e remove-se pequena quantidade de osso da crista alveolar. Após o dente ser seccionado, ele é luxado com uma alavanca reta, iniciando o processo de luxação. O dente seccionado é tratado como um pré-molar inferior e removido com um fórceps universal inferior. O retalho é reposicionado e suturado. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 7 O seccionamento do dente costuma ser feito com uma peça de mão reta munida de uma broca reta, como brocas esféricas de nº 8, ou com uma broca de fissura, como as brocas nº 557 ou nº 703; Após a secção do dente, utiliza-se a alavanca reta pequena para luxar e mobilizar as raízes seccionadas. A alavanca reta pode ser usada até mesmo para liberar o dente seccionado e luxado; Se a coroa do dente for seccionada, usam-se fórceps universais superiores ou inferiores, a fim de remover porções individuais do dente seccionado. Se não houver coroa, as alavancas retas e triangulares são empregadas para elevar a raiz do alvéolo; Algumas vezes, uma raiz remanescente pode ser difícil de ser removida, podendo ser necessária a remoção de osso adicional (como a descrita para dentes unirradiculares). Nesse caso, é preciso preparar um ponto de apoio com a broca e usar uma alavanca, como a alavanca apical de Crane, para elevar a raiz residual; Depois que os dentes e todas as raízes forem removidos, o retalho é reposicionado e a área cirúrgica é palpada para ver se há margens cortantes. Caso haja, elas devem ser alisadas com lima óssea. A ferida é irrigada por completo e removem- se fragmentos de dente, osso, cálculo e outros resíduos. O retalho é novamente reposicionado e suturado da maneira usual; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 8 2.4. Remoção de Fragmentos da Raiz e dos Ápices Radiculares: Por exemplo, se foi fraturado a terceiro molar inferior, e o ápice radicular está no teto do canal mandibular, não tira-se, pois pode- se romper o feixe vásculo nervoso, e se isso acontecer, enche de sangue a região; Algumas complicações cirúrgicas, comprime-se sutura e aguarda o pós operatório; Caso ocorra fratura do terço apical (3 a 4 mm) da raiz durante uma extração fechada, deve-se usar um procedimento metódico para remover o fragmento da raiz do alvéolo; As primeiras tentativas devem ser para extrair o ápice pela técnica fechada, mas o cirurgião deve iniciar uma técnica cirúrgica caso a técnica fechada não tenha sucesso imediato; Qualquer que seja a técnica escolhida, dois requisitos para a extração são de uma importância crítica: excelente iluminação e excelente sucção, de preferência com ponta aspiradora de pequeno diâmetro; É impossível remover um pequeno fragmento de raiz sem que o cirurgião possa claramente visualizá- lo; É também importante que uma seringa de irrigação esteja disponível para sangue e detritos em volta da raiz, de modo que o fragmento possa ser visto com clareza; técnica fechada para recuperação de fragmento radicular é definida como qualquer técnica que não Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 9 necessite de retalho mucoperióstico e remoção de osso; As técnicas fechadas são mais úteis quando o dente estava bem luxado e com mobilidade antes de ocorrer a fratura do ápice; Se houve luxação suficiente antes da fratura, o fragmento radicular ainda está móvel e pode ser removido pela técnica fechada. Porém, se o dente não estava com muita mobilidade antes da fratura, a técnica fechada terá menos sucesso; A técnica fechada é também menos provável de obter sucesso caso exista uma raiz com hipercementose ou com interferências ósseas que impeçam a extração do ápice radicular; Do mesmo modo, diversas dilacerações apicais também podem contraindicar o uso da técnica fechada; Uma vez ocorrida a fratura, o paciente deve ser reposicionado para que se consigam visualização (com iluminação adequada), irrigação e aspiração apropriadas; O alvéolo deve ser irrigado com vigor, e a sucção deve ser feita com pequena ponta aspiradora, pois pequenos fragmentos dentários luxados podem, ocasionalmente, ser removidos do alvéolo pela irrigação; Uma vez determinadas a irrigação e a sucção, o cirurgião deve examinar o alvéolo com cuidado para ver se a raiz foi removida. O dente extraído pode, também, ser examinado para ver quando o resto radicular foi deixado ou o quanto de raiz ficou; Se a técnica de irrigação-sucção não surtir efeito, o passo seguinte consiste em movimentar o ápice luxado para fora do alvéolo com uma alavanca apical. Esse instrumento é delicado e, ao contrário da alavanca de Cryer, não pode ser usado para remover osso e elevar raízes inteiras. A alavanca apical é inserida no espaço do ligamento periodontal e a raiz escavada é empurrada para fora do alvéolo; Não se deve aplicar força apical ou lateral excessivas na alavanca. A força apical excessiva pode resultar em deslocamento do fragmento radicular para dentro de outras estruturas anatômicas, como o seio maxilar; A força lateral pode resultar em um encurvamento ou em fratura da extremidade desse tipo de alavanca; O ápice radicular também pode ser removido com a alavanca reta pequena. Essa técnica é mais frequentemente indicada para fragmentos maiores que para pequenas pontas de raiz; A técnica é semelhante àquela da alavanca para ápice, já que a Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 10 alavanca reta pequena é introduzida no espaço do ligamento periodontal, onde age como uma cunha para liberar o fragmento dentário em direção ao plano oclusal; Deve-se evitar pressão apical forte, o que pode forçar a raiz para o interior dos tecidos subjacentes; São duas as técnicas abertas mais usadas para remover pequenos fragmentos radiculares. A primeira consiste, basicamente, em uma extensão da técnica descrita para a remoção cirúrgica de dentes unirradiculares. Um retalho mucoperióstico é descolado e afastado com um destaca periósteo; O osso é removido com um cinzel ou uma broca para expor a superfície vestibular da raiz, liberada com uma alavanca reta pequena. A ferida é irrigada e o retalho é reposicionado e suturado Pode-se realizar uma modifi cação da técnica aberta descrita anteriormente para extrair o fragmento radicular sem remover toda a cortical óssea vestibular sobre o dente. Essa técnica é conhecida como técnica da janela aberta; Um retalho de tecidos moles é descolado da maneira usual, e a área apical do fragmento radicular é localizada. O osso sobre o ápice do Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 11 dente é removido com uma broca, expondo o fragmento radicular. Em seguida, um instrumento é inserido na janela, e o dente é deslocado para fora do alvéolo; É preferível usar a técnica de retalho triangular, já que há necessidade de maior exposição das áreas apicais. Tal técnica é particularmente indicada quando o osso da crista alveolar bucal deve ser preservado, um exemplo é remover os pré-molares maxilares para fins ortodônticos, especialmente em adultos; 2.5. Critérios para Permanência de Fragmentos Radiculares: Quando um ápice radicular fraturar, os métodos fechados de remoção não tiverem êxito e um método aberto puder ser muito traumático, o cirurgião deve pensar em deixar a raiz no lugar; Como em qualquer outro procedimento cirúrgico, o cirurgião deve pesar os benefícios da cirurgia contra os riscos; Em algumas situações, os riscos de se remover um pequeno fragmento do ápice fraturado podem sobrepor-se aos benefícios; Devem existir três condições para que uma raiz seja deixada no processo alveolar; 1. Fragmento da raiz deve ser pequeno, em geral com não mais de 4 a 5 mm de comprimento; 2. A raiz deve estar, profundamente, inserida no osso e não superficial, para evitar que a reabsorção óssea posterior venha a expor a raiz, interferindo com a prótese que será construída na área edêntulas; 3. O dente envolvido deve estar livre de infecção e não deve apresentar áreas radiolúcidas ao redor do ápice radicular. Isso reduz a probabilidade de infecção subsequente decorrente do fato de se deixar a raiz no lugar; Se essas três condições estiverem presentes, deve-se considerar a possibilidade de deixar a raiz no processo alveolar; Para que o cirurgião deixe no lugar um fragmento de raiz pequeno, profundamente inserido no osso e não infectado, o risco da cirurgia deve ser maior que o seu benefício. O risco é considerado maior se houver uma das três condições a seguir: 1. O risco é bem maior se a remoção da raiz for causar destruição excessiva do tecido circunvizinho, isto é, caso seja necessário remover grande quantidade de osso para remover a raiz. Por exemplo, para se alcançar um pequeno fragmento de raiz palatina do primeiro molar da maxila, pode ser necessária a remoção de grande quantidade de osso; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 12 2. O risco é muito maior se a remoção da raiz põe em risco estruturas importantes, geralmente o nervo alveolar inferior, tanto na área do forâmen mentoniano como ao longo do curso do canal. O cirurgião deve considerar, seriamente, a possibilidade de deixar a raiz no processo alveolar se a remoção cirúrgica da raiz correr alto risco de uma anestesia permanente, ou mesmo temporária, do nervo alveolar inferior; 3. O risco se sobrepõe ao benefício se as tentativas de remoção da raiz residual puderem deslocá-la para dentro dos espaços teciduais ou para dentro do seio maxilar; As raízes mais frequentemente deslocadas para o interior do seio maxilar são as dos molares maxilares; Se na radiografia pré-operatória observa-se que a camada de osso sobre as raízes é delgada e que a separação entre o dente e o seio maxilar é pequena, o cirurgião cauteloso decidirá abandonar o pequeno fragmento de raiz em vez de correr o risco de deslocá-la para dentro do seio maxilar; Da mesma forma, as raízes do segundo e terceiro molares mandibulares podem ser deslocadas para o interior do espaço submandibular durante as tentativas de removê-las. Durante a remoção de qualquer fragmento de raiz, a pressão apical pode deslocar os dentes; 3. EXTRAÇÕES MÚLTIPLAS Se for necessária a extração de múltiplos dentes em uma única consulta, devem-se fazer ligeiras modificações no procedimento rotineiro de extração, a fim de facilitar uma transição suave do estado dentado para o edêntulo e garantir a reabilitação adequada com prótese removível ou fixa. 3.1. Plano de tratamento: Na maioria das situações nas quais múltiplos dentes serão extraídos, um plano pré-cirúrgico referente à reabilitação oral dos dentes a serem removidos é necessário; Essa reabilitação consiste na colocação de uma prótese total ou parcial ou, talvez, a colocação de implantes múltiplos ou unitários. Antes de os dentes serem extraídos, o cirurgião e o dentista devem comunicar-se e estabelecer como será a intervenção pós-cirúrgica imediata; Em algumas situações, os implantes podem ser colocados imediatamente quando os dentes são removidos, o que requer a preparação de um guia cirúrgico para o alinhamento apropriado dos implantes; 3.2. Extrações Sequenciais Os dentes maxilares devem, em geral, ser extraídos antes por vários motivos; O primeiro deles é que uma técnica anestésica infiltrativa tem início mais rápido, mas também desaparece mais rapidamente; isso significa que o cirurgião pode iniciar o procedimento cirúrgico logo após aplicar a injeção, e que a cirurgia não deve ser atrasada, pois a anestesia profunda se perde mais rapidamente na maxila. Além disso, os dentes maxilares devem ser removidos antes porque, durante o processo de extração, resíduos como porções de amálgama, coroas Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 13 fragmentadas e lascas de osso podem cair dentro do alvéolo vazio do dente inferior caso a cirurgia inferior tenha sido realizada antes; Além disso, o principal componente da remoção dos dentes maxilares é a força vestibular; ao contrário do que acontece nas extrações mandibulares, há pouca ou nenhuma força de tração vertical na remoção dos dentes maxilares; Por isso, as extrações maxilares são mais fáceis de ser executadas. A única desvantagem para a extração de dentes maxilares primeiramente é que, se a hemorragia da maxila não for controlada antes da extração dos dentes inferiores, ela pode interferir na visualização durante a cirurgia mandibular; A hemorragia não é, em geral, um problema de grande importância, já que a hemostasia costuma ser obtida em uma área antes de o cirurgião voltar a atenção para outra área cirúrgica, e o auxiliar cirúrgico deve manter o campo cirúrgico livre de sangue por meio de aspiração adequada 3.3. Técnica para Extrações Múltiplas: O procedimento cirúrgico para a extração de múltiplos dentes adjacentes tem ligeiras modificações; O primeiro passo para a remoção de um único dente consiste em descolar os tecidos moles inseridos ao redor do dente ao realizar extrações múltiplas, o descolamento dos tecidos é ligeiramente estendido até formar um pequeno retalho em envelope para expor a crista óssea alveolar; Os dentes são luxados com uma alavanca reta e removidos com fórceps de maneira usual; Se a remoção de qualquer um dos dentes exigir força excessiva, o cirurgião deve remover pequena quantidade de osso vestibular para evitar fratura e perda óssea; Após concluídas as extrações, as corticais vestibular e lingual são pressionadas juntas com firme pressão. O tecido mole é reposicionado, e o cirurgião palpa o rebordo para determinar se existem áreas de espículas ósseas cortantes. Se uma prótese total ou dentadura completa está planejada ou existam interferências ósseas, a pinça goiva é usada para removê-las e uma lima para osso é utilizada para alisar as espiculas ósseas cortantes; A área é abundantemente irrigada com soro fisiológico estéril; O tecido mole é examinado para verificar se existe tecido de granulação excessivo. Se existir, ele deve ser removido, porque sua presença pode prolongar a hemorragia pós- operatória; Em seguida, o tecido mole é aproximado, e verifica-se que há excesso de gengiva. Se os dentes tiverem de ser removidos devido a uma doença periodontal grave com perda óssea, é comum que os tecidos moles se sobreponham causando um excesso de tecidos; Nessas situações, a gengiva deve ser aparada até não haver mais tecido sobreposto quando os tecidos são justapostos. Porém, se não há tecido em excesso, o cirurgião não deve tentar obter fechamento primário na área do alvéolo; Se isso for feito, a profundidade do vestíbulo diminui, o que pode interferir na confecção e no desgaste da dentadura; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 2 - @Resumodontologia Página 14 Finalmente, as papilas são suturadas em posição; Suturas interrompidas e contínuas são usadas dependendo da preferência do cirurgião, planejando removê-las em cerca de uma semana; Em alguns pacientes, é necessária uma alveoloplastia mais extensa após as extrações múltiplas. Referência Bibliográfica HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS, Edward.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 692 p. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 1 Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 - Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 Princípios do tratamento de dentes impactados (radiologia aplicada): Morfologia Radicular: Tamanho do saco folicular; Comprimento da raiz; Raízes fusionadas; Direção da curvatura: Determina o local de apoio, onde vai apoiar para fazer a extração; Espessamento ligamentar (do ligamento periodontal): Depende da idade do paciente; Densidade do osso circunjacente: Paciente mais velho tem a densidade aumentada; Avaliação radiográfica: É feita com panorâmica (principalmente em terceiro molar); Logo, deve-se solicitar a radiografia panorâmica para o paciente; O contato muito íntimo entre o segundo molar inferior e terceiro molar inferior ou o terceiro molar inferior e canal mandibular (relação com o nervo alveolar inferior) dificulta o procedimento operatório. Logo quando tem o contato muito próximo onde a raiz ultrapassa o canal mandibular, a panorâmica não é suficiente, deve-se solicitar a tomografia computadorizada (TC); Deve-se tomar cuidado com parestesia; Natureza do tecido suprajacente; Impactação por tecido mole; Logo, a primeira coisa que deve ser considerada no procedimento cirúrgico é a morfologia radicular, onde vai englobar o tecido, a qualidade óssea, facilidade para o procedimento cirúrgico, tamanho do saco folicular, se o elemento dentário está em um paciente de 16/17 anos o saco folicular de erupção do elemento dentário é mais amplo, logo se o paciente for mais jovem o procedimento cirúrgico é mais fácil; A morfologia radicular significa dizer se a cirurgia vai ser mais fácil ou mais complexa, vai ser o nível de complexidade da cirurgia; Terceiros Molares: Idade média de erupção completa geralmente ocorre aos 20 anos; Difere entre o gênero masculino e o gênero feminino; Homens até 25 anos; Existem 3 formas de avaliação da inclusão do terceiro molar: 1. Horizontal: É relativamente simples; Divide raiz, tira coroa e tira a raiz; 2. Mesioangulado: Secciona cora; Remove de um lado; Joga o dente para o outro lado; 3. Vertical: É a mais difícil de ser realizada entre as três Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 2 PERGUNTA: Qual o momento ideal para remoção dos 3º molares? RESPOSTA: Quando as raízes estão com 1/3 de formação, antes dos 2/3 estarem formados, geralmente entre 17 a 20; Quando está na fase de germe dentário é ruim, pois o germe gira, em todo no próprio eixo. Conceitos: Dente Impactado: Aquele que não conseguiu irromper na arcada dentária dentro do tempo esperado (21-23 anos); Logo no período que ele deveria erupcionar ele não erupcionou; Causas: Dentes adjacentes; Revestimento ósseo denso; Excesso de tecido mole; Comprimento inadequado da arcada dentária; Existem alguns casos onde com 17 anos mais ou menos a pessoa não tem o terceiro molar inferior, e o segundo molar superior ocluir em cima do tecido mole inferior, assim o tecido fibrosa, fica duro, e o terceiro molar não erupcionar por conta de trauma; Dente Incluso: Abrange tanto dente impactado quanto os dentes em processo de erupção; Classificação: Incluso (Inclusão completa); Semi-Incluso; Erupcionado Porque tirar o dente siso? “Todos” os dentes impactados devem se considerados para remoção, assim que o diagnóstico é feito (mas isso não pode ser levado como uma verdade, pois existem casos e casos); Doença periodontal; Cárie; Pericoronarite; Reabsorção radicular; Dentes impactados sob a prótese dentária; Prevenção de cistos de origem desconhecida; Prevenção de fatura de mandíbula; Facilidade do tratamento ortodôntico; Otimização da saúde periodontal; Mal oclusão. Doença Periodontal: Faz odontosecção, remove parte da coroa, remove o resto do dente, medica o antibiótico; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 3 Cárie: Quando um terceiro molar está impactado ou parcialmente impactado, a região distal do segundo molar pode ser exposta a bactérias que causam a cárie dentária. Pericoronarite: Não opera paciente com pericoronarite; Medica-se com antibiótico; Reabsorção Radicular: Provavelmente extrai-se os dois dentes; É solicitada uma tomografia computadorizada (TC) para saber se extrai os dois ou não; Cistos e tumores odontogênico: Fratura Mandibular: Contra Indicação de procedimentos cirúrgicas (ambulatorial): Idade do Paciente (muito jovem e muito velho, logo extremo de idade); Condição médica comprometida: Depende do estado de saúde do paciente; Doença de base não controlada: o Glicemia; o Hipertensão (limite para operar = 140x90 mmHg) Possibilidade de danos excessivo às estruturas adjacentes, logo se for fazer uma extração de terceiro molar e for levar para o paciente mais complicações do que benefícios, não se faz; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 4 Protocolos: Lavagem das mãos; Paramentação; Montagem da mesa; Preparo do paciente OBS.: Lembrar de perguntar ao paciente se ele é alérgico ao IODO; Antissepsia Intra-Oral Gluconato de Clorexidina 0,12%; 15 ml BOCHECHAR POR 1 minuto; Classificação de Dentes Impactados: Fator primário determinante de dificuldade de remoção é a ACESSIBILIDADE; A acessibilidade e a visualização ao procedimento operatório é fundamental; Tomar cuidado com dente adjacente ou estruturas que prejudiquem o acesso; A facilidade de exposição do dente para correto trajeto da remoção em relação à dentes impactados isso favorece a extração; Deve-se fazer um planejamento adequado com radiografia panorâmica; Quando as raízes de molares inferiores parecem muito próximas ou sobrepostas ao canal mandibular na panorâmica, uma tomografia computadorizada (TC) deve ser solicitado. Classificação Quanto a Angulação (Miller Winter): Referência longo eixo do terceiro molar; 1. Mesioangular (“mais fácil”): A mais comum e mais fácil impacção de remover. A impacção mesioangular usualmente está na proximidade do segundo molar; 2. Horizontal: Incomum e mais difícil de remover que a impacção mesioangular. A superfície oclusal do terceiro molar impactado está quase sempre imediatamente adjacente à raiz do segundo molar, que com frequência produz doença periodontal precoce e grave; 3. Inclusão Vertical: Segunda impacção mais comum e segunda mais difícil de remover. Impacção vertical é frequentemente recoberta na face posterior com osso da parte anterior do ramo da mandíbula; 4. Distoangular (“mais difícil”): Incomum e a mais difícil dos quatro tipos para remover. Superfície oclusal da impacção distoangular em geral está localizada no interior do ramo da mandíbula e exige remoção significativa de osso para a remoção; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 5 Classificação de Pell e Gregory: RELAÇÃO COM A MARGEM ANTERIOR DO RAMO: É uma classificação onde se leva em conta o terceiro molar com e a relação com a margem anterior do ramo (linha vermelha) da mandíbula;a Se aplica somente à mandíbula; Faz-se a análise radiográfica e não clínica; 1. Classe 1: Quando se tem duas cúspides (cúspide mesial e cúspide distal), acima da margem anterior do ramo; Terceiro molar mandibular tem espaço sufi ciente ântero- posterior (ou seja, anterior para a borda anterior do ramo) para erupcionar; 2. Classe 2: Quando se tem uma cúspide, acima da margem anterior do ramo; Aproximadamente metade está coberta pela porção anterior do ramo da mandíbula; 3. Classe 3: Quando não se tem nenhuma cúspide acima da margem anterior do ramo; Terceiro molar impactado está completamente submerso no osso do ramo da mandíbula; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 6 RELAÇÃO COM O PLANO OCLUSAL: Se aplica à maxila e mandíbula; A profundidade do dente impactado, comparada à altura do segundo molar adjacente, fornece o sistema de classificação para determinar a dificuldade da remoção da impacção; Nessa classificação o grau de dificuldade é medido pela espessura do osso de recobrimento, isto é, o grau de dificuldade aumenta quando a profundidade do dente impactado também aumenta. Como o dente torna-se menos acessível, também se torna mais difícil de seccioná-lo e de preparar o ponto de apoio, além de aumentar substancialmente a dificuldade da operação. 1. Classe A: Plano oclusal do dente impactado está no mesmo nível do plano oclusal do segundo molar; Se não tiver o segundo molar, busca-se o próximo dente anterior como referência; 2. Classe B: Plano oclusal do dente impactado está entre o plano oclusal e a linha cervical do segundo molar; 3. Classe C: Dente impactado está abaixo da linha cervical do segundo molar; Antissepsia extra-oral: Gluconato de Clorexidina 2% ou 4%; PVPI degermante/tópico (avaliar alergia); Álcool Iodado (avaliar alergia) Fatores que tornam a impacção mais fácil: 1. Posição dentária mesioangular; 2. Ramo Classe I; 3. Profundidade classe A; 4. Um terço ou 2/3 de raiz formada; 5. Ligamento periodontal amplo; 6. Folículo amplo Folículo de erupção, geralmente o folículo é responsável Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 7 pelos cistos da estomatologia (cisto dentígero por exemplo) 7. Osso elástico; 8. Separação do segundo molar; 9. Separação do nervo alveolar inferior; 10. Impactação em tecido mole. Fatores que tornam a impactação mais difícil: 1. Dentes distoangular; 2. Ramo classe III; 3. Profundidade classe C; 4. Raízes finas, longas, divergentes Risco de fratura; 5. Ligamento periodontal estreito; 6. Folículo pequeno; 7. Osso inelástico, denso; 8. Contato com o segundo molar quanto mais próximo do segundo molar, pior para operar pois não tem espaço; 9. Impactação óssea completa dente está completamente submerso em osso; 10. Proximidade do canal alveolar inferior. Anestesia: Preferencialmente com vasoconstritor; Tubete anestésico de vidro; Carpule com sistema de refluxo Bisel voltado par ao osso Dosagem adequada Injeção lenta; Acesso – Incisão: Lâmina afiada de tamanho e formato apropriado; Corte firme e contínuo, apoiado em osso e cortando o periósteo; Iniciar a 45º e terminar a 90º; Uma única incisão, de toda área de interesse, evitar fazer incisões secundárias; Princípios do retalho com incisões relaxantes A relaxante não pode parar na vestibular do elemento dentário (incisivo central, por exemplo), tem que parar entre a papila do elemento dentário Isso porque, o osso do incisivo central é mais delgado, quanto mais fino o dente, menor a nutrição, então se parar na vestibular o risco de recessão é muito maior; Base do retalho deve ser o dobro da incisão, para manter a nutrição, evitando uma necrose; Levar sempre em consideração COMO e POR ONDE chegará nutrição ao retalho A área de interesse deve ficar sempre centralizada ao retalho; Retalho total ou completo; Incisão – terceiro molar inferior: Incisão em envelope: Sequência para um terceiro molar incluso impactado inferior: Transcirúrgico: - Incisão em cima de crista de distal para mesial, intrasucular no segundo molar, e uma relaxante ou não (depende da profundidade – mais superficial sem relaxante, se tiver mais profundo – com relaxante); Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 8 O primeiro lugar que se descola é na relaxante; O que difere no terceiro molar superior e inferior no procedimento cirúrgico: - Nos terceiros molares superiores nunca se divide o dente (odontosecção) praticamente não existe, pois o osso é mais mole; Sequência para um terceiro molar superior: Transcirúrgico: - Incisão de distal para mesial em cima de crista, intrasucular no segundo molar e relaxante na mesial; - Descola de papila, para distal, até expor todo o elemento dentário; Coloca-se a alavanca na mesial, e faz força de rotação, curta de 1/4 de volta; Osteotomia e Odontosecção: Osteotomia: Osso Desgaste ósseo Brocas - 6 e 8 esférica cirúrgica (carbide) em alta rotação; Osteotomia – sempre é realizada pela vestibular, quase nunca é realizada por lingual; IRRIGAÇÃO é constante durante a osteotomia, e é feita pelo auxiliar com uma seringa de 20 ml; Odontosecção: Dente Desgaste dentário (coroa-raiz) Brocas - 701 e 702 de haste longa Preserve o paciente, corte o dente. Algumas observações: Ao se realizar a sutura, o primeiro ponto é feito na papila da relaxante; O ponto nunca iniciar por outros lugar, ao se realizar uma relaxante na cirurgia; Utilização da linha de Naylon para a realização da sutura; A lâmina utilizada é a 15c; Secção: Seccionamento de raiz ou de coroa nunca é realizada até o término da parede lingual; Iniciou a odontosecção pela vestibular, bateu em esmalte na lingual, tira-se a broca, vai com a alavanca reta no meio do dente e fratura. Não se rompe a parede lingual, pois nela, como na parede do terceiro molar inferior, tem o nervo lingual, assim, preserva-se; Como saber se está no esmalte da parede lingual? R: Pela densidade dentária. Começa no esmalte vestibular, onde é bastante resistente, depois vai para a dentina que é menos resistente, depois fica resistente novamente que é o esmalte da parede lingual, logo para-se o desgaste quando na segunda vez ficar resistente novamente; Toda odontosecção nunca é realizada pela broca por inteiro (de parede vestibular até a parede lingual), antes de bater na parede lingual vai-se tirar a broca e vai utilizar a alavanca para fazer a fratura, e isso é feito para poder evitar complicações cirúrgicas; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 1ª Unidade – Aula 3 – Técnica Cirúrgica (Exodontias Complexas) – PARTE 3 - @Resumodontologia Página 9 Desgastes dentários: Dentes superiores O desgaste é feito no sentido mésio-vestibular e depois disto-vestibular; Dentes Inferiores O desgaste é feito no sentido vestíbulo-lingual; Depois coloca alavanca e fratura; Referência Bibliográfica HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS, Edward.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 692 p. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 1 Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 - Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) A cirurgia pré-protética é o que é feito antes do procedimento para se conseguir fazer uma reabilitação do paciente: Procedimentos cirúrgicos realizados para adequar a cavidade oral para receber uma futura prótese fixa ou removível, parcial ou total, ou sobre implantes; Exemplos: o Enxerto ósseo (para ganhar apoio de uma prótese, ou para fazer implante); o Levantamento do seio maxilar; o Regularização de rebordo após extrações múltiplas; Após a perda dos dentes naturais, alterações ósseas na maxila e na mandíbula começam a ocorrer imediatamente; Devido ao osso alveolar não receber o estímulo local na área do dente e do ligamento periodontal, esse osso começa a ser reabsorvido; O padrão específico de reabsorção é imprevisível em cada paciente devido à grande variação entre os indivíduos; Em muitos pacientes, o processo de reabsorção tende a estabilizar após um período, enquanto em outros a continuação do processo eventualmente resulta na total perda do osso alveolar e osso basal subjacente. Os resultados dessa reabsorção são acelerados pelo uso de prótese total e tendem a afetar a mandíbula mais severamente do que a maxila, devido à diminuição da área de suporte e à distribuição de forças oclusais menos favoráveis. OBJETIVO DA CIRURGIA PRÉ-PROTÉTICA Criar uma adequada estrutura de suporte para subsequente colocação de uma prótese. CIRURGIAS PRÉ-PROTÉTICA Correção das irregularidades da crista alveolar; Correção das anormalidades dos tecidos moles; Cirurgia dos tecidos moles para aumento da crista alveolar; Aumento ósseo mandibular (enxerto ósseo); Aumento ósseo maxilar (enxerto ósseo); Levantamento do seio maxilar. PRINCÍPIOS DA AVALIAÇÃO DO PACIENTE E PLANO DE TRATAMENTO Devem-se observar os problemas a serem resolvidos e detalhar o plano de tratamento a ser desenvolvido para cada paciente. O tratamento cirúrgico pré-protético deve iniciar-se por meio da anamnese e do exame físico do paciente; Anamnese: o Obter a clara ideia da queixa principal do paciente e a expectativa do tratamento cirúrgico e protético (objetivos estéticos e funcionais); o Exame clínico; o A avaliação do estado de saúde geral do paciente é importante considerando-se técnicas cirúrgicas pré-protéticas mais avançadas; o Atenção específica deve ser dada a possíveis doenças sistêmicas que podem ser responsáveis pelo grande aumento da reabsorção óssea; o Exames laboratoriais (cálcio, fosfato, fosfatase alcalina, hormônio da paratireoide); o Deve conter riscos do paciente para cirurgias, com particular ênfase em doenças sistêmicas que podem afetar a cicatrização óssea e do tecido mole. EXAME INTRAORAL E EXTRAORAL Deve incluir uma avaliação da relação oclusal existente se houver algum remanescente; Quantidade e o contorno do remanescente ósseo; Qualidade do tecido mole sobrejacente; Profundidade vestibular; Localização da inserção muscular; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 2 Relação interarco; Presença de condição patológica no tecido mole ou ósseo. AVALIAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO DE SUPORTE: Inspeção visual – Quantidade de tecido ceratinizado; Manipulação de inserções musculares – Bridas e freios linguais; Palpação – Tecido fibroso com hipermobilidade; Exames imaginológico; Avaliação de modelos de gesso; Pacientes que tenham freio lingual; Recessão provocada pelo freio lingual nos incisivos centrais inferiores; Devido a reabsorção óssea e localização de músculos ou inserção de tecido mole, muitas anormalidades ósseas podem ser mascaradas. Na maxila: o Deve ser realizada uma avaliação total da forma do rebordo ósseo: Nenhuma depressão óssea ou protuberância óssea grosseira que bloqueiem o trajeto da inserção da prótese devem permanecer na área do rebordo alveolar, no vestíbulo bucal ou na abóbada palatina. Na mandíbula: o A avaliação visual deve ser feita observando toda a forma e o contorno do rebordo, irregularidades grosseiras no rebordo, toros e exostoses vestibulares: A localização do forame mentoniano e do feixe vasculonervoso dessa região pode ser palpada e distúrbios neurossensoriais podem ser notados. Relação interarcos: o Exame das relações ântero-posterior e vertical; o Análise de possível assimetria esquelética entre a maxila e a mandíbula; o Avaliação da presença de dentes supranumerários ou mal posicionado e sobre fechamento da mandíbula. AVALIAÇÃO DO TECIDO MOLE DE SUPORTE Avaliação da qualidade do tecido de suporte da prótese e do rebordo ósseo sobrejacente; A quantidade de tecido ceratinizado firmemente aderido ao rebordo alveolar subjacente na área de suporte da prótese deve ser diferenciada do tecido pouco ceratinizado ou do tecido livremente móvel; A palpação revela o tecido fibroso não-aderido inadequado para a estabilidade da base da prótese total; Área vestibular deve estar livre de sinais de inflamação, tais como cicatrizes ou áreas ulceradas causadas pela pressão de prótese total ou tecido hiperplásico; A avaliação do fundo do vestíbulo pela manipulação manual das inserções dos músculos adjacentes: o O fundo do vestíbulo deve estar flexível e sem irregularidades; o O músculo ou a inserção do tecido mole (incluindo freios) que aproximam a crista do rebordo alveolar são frequentemente responsáveis pela perda do selamento periférico da prótese total durante fala e mastigação; Avaliar a inserção do músculo milo-hioideo em relação à crista do rebordo ósseo mandibular; Avaliar a profundidade vestibulolingual com a língua em várias posições: o O movimento da língua é acompanhado pela elevação dos músculos milo-hioideo e genioglosso, sendo causa comum de movimento e deslocamento da prótese total inferior. PLANO DE TRATAMENTO Antes de qualquer intervenção cirúrgica, deverá ser formulado o plano de tratamento do paciente; Deve considerar a altura, a largura e o contorno ósseo; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 3 Plano de tratamento apressado, sem considerar os resultados de longo prazo pode resultar em perda óssea ou de tecido mole desnecessária e em funcionamento inadequado da prótese. TÉCNICA ANESTÉSICA PARA PACIENTES EDÊNTULOS Em casos de anestesia do nervo mentoniano para pacientes que são edêntulos o ponto de referência será o centro pupilar; PROGRESSÃO DA REABSORÇÃO MANDIBULAR APÓS EXODONTIA Conforme o paciente vai perdendo os elementos dentais, o forame mentoniano vai ficando superficial; A mandíbula reabsorve no sentindo vertical; Para avaliar onde está o forame, utiliza-se uma radiografia panorâmica RECONTORNO DO REBORDO ALVEOLAR 1. ALVEOLOPLASTIA: o Plastia (remoção) das irregularidades da crista alveolar: o Pode ser feita com: Pinça goiva (alveolótomo); Broca esférica diamantada; Lima para osso (pode ser para maxila, mandíbula) o Em casos de uma simples extração de um dente, a compressão digital do sítio da extração já promove o contorno adequado do osso subjacente; o Quando múltiplas irregularidades são encontradas, um recontorno mais extenso é necessário; o Se o recontorno é realizado no momento da extração ou após o período de cicatrização, a técnica é essencialmente a mesma: o Técnica: Incisão mucoperiosteal ao longo da crista do rebordo; Onde a adequada exposição não é possível, pequenas incisões relaxantes verticais podem ser necessárias. Rebatimento do retalho; Dependendo do grau da irregularidade, o recontorno pode ser feito com pinça- goiva, lima óssea, ou com broca para osso em uma peça de mão; Irrigação abundante com solução salina deve ser usada durante o procedimento de recontorno; Reaproximação do retalho e palpação; Sutura. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 4 2. REDUÇÃO DA TUBEROSIDADE MAXILAR – TECIDO DURO: o Pode ser feita com: Pinça Goiva; Pode utilizar Maxcutt; o Quando se faz uma extração dentária o seio maxilar desce, por pressão respiratória. Quem segura o seio maxilar é a raiz. Se na região do túber quando vai fazer uma cirurgia pré-protética para a redução do túber estiver passando o seio maxilar, não tem como tirar o túber. o Pode ser necessário para remover irregularidades do rebordo alveolar ou para criar espaço adequado interarcos, o que permite posterior confecção de uma prótese total; o A radiografia ou uma sondagem seletiva com agulha da anestesia local são utilizadas para determinar a extensão pela qual o tecido ósseo e o tecido mole contribuem para esse excesso e para localizar o assoalho do seio maxilar; Quando há proximidade com o seio, a cirurgia é contraindicada. o Técnica: Incisão no rebordo: se estende para a porção superior da área da tuberosidade maxilar; Descolamento do retalho mucoperiosteal total na direção vestibular e palatina; Remoção do osso com pinça-goiva ou instrumentos rotatórios, com cuidado para evitar a perfuração do assoalho do seio maxilar; Suavização da área com lima para osso; Abundante irrigação com solução salina; Readaptação do retalho; Remoção do excesso de tecido mole resultante da remoção do osso através de uma incisão de forma elíptica; Sutura. 3. REDUÇÃO DA CRISTA MILO-HIOIDEA: o Quando esse rebordo alveolar é extremamente afilado, a pressão da prótese total pode causar dor, necessitando de redução. o Pode ser feita com: Lima para osso ou a goiva (alveolótomo); o Técnica: Bloqueio do nervo alveolar inferior, bucal e lingual; Incisão linear sobre a crista óssea do rebordo alveolar na região posterior da mandíbula; Rebatimento do retalho de espessura total, expondo a área do rebordo milo- hioideo e da inserção do músculo milo- hioideo; Após o descolamento do músculo, removem-se as proeminências pontiagudas com um instrumento rotatório ou lima para osso; Reposicionamento do retalho; Sutura. REMOÇÃO DE TOROS (EXOSTOSES) o Pode ser feita com: Broca 701, delimita depois utiliza-se o Cinzel e destaca; o Exostose palatina e lingual; o Realizada pelos seguintes motivos: Estética; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 5 Dor; Funcional. o Incisão em forma de “Y” (em cima do torus) o Pode ser feita com: Broca Maxicut; Feita por segmentação com a broca 701 divide em vários pedaços; Utiliza-se um cinzel e destaca; Utiliza-se fio de seda pois a língua pode ficar batendo no palato e incomodar; 1. REMOÇÃO DE TOROS MAXILAR: o Consiste em formação de exostose na área do palato; o A origem é desconhecida e são encontrados em 20% da população feminina, duas vezes a prevalência na população masculina; o Apresentam poucos problemas quando a dentição está presente e apenas ocasionalmente interferem na fala ou se tornam ulcerados devido ao frequente traumatismo ao palato; o Quase todos os toros maxilares devem ser removidos antes da confecção da prótese total ou parcial; o Pequenos toros podem ser permitidos, mas precisam ser removidos quando eles são irregulares, com depressões extremas, ou em áreas onde o selamento posterior da prótese total deve ser esperado. o Técnica: Bloqueio do nervo palatino maior e do incisivo e infiltração local; Incisão em Y (linear na linha média com uma incisão relaxante oblíqua em uma ou ambas as extremidades); Deslocamento do tecido; Remoção do toros: Para toros grandes, é melhor seccioná-lo em múltiplos fragmentos com broca e peça de mão – as porções individuais podem ser removidas com o uso de osteótomo e martelo ou com pinça-goiva; Para toros com base pedunculada, um osteótomo e um martelo podem ser usados. Suavização da área com broca grande para osso; Reposicionamento por pressão digital e inspeção para determinar a quantidade de excesso de mucosa que necessitará ser removida; Sutura interrompida. 2. REMOÇÃO DE TOROS MANDIBULAR: o São protuberâncias ósseas na região lingual da mandíbula que usualmente ocorrem na área dos pré-molares; o A origem é desconhecida e pode aumentar lentamente de tamanho; o Quando extremamente grandes podem interferir na fala normal e na função da língua. o Pode ser feita com: Maxcutt ou broca diamantada; Incisão em cima de crista; Descolamento; Desgaste da região o Técnica: Anestesia bilateral do nervo alveolar inferior e do nervo lingual; Incisão na crista do rebordo ósseo alveolar, estendendo-se 1,0 a 1,5 cm de cada lado além da extremidade do toro que necessita ser removida; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 6 Deslocamento cuidadoso do tecido; Remoção do toro: Quando tem uma pequena base pedunculada, um martelo e o osteótomo podem ser utilizados para clivar o osso – a linha de clivagem pode ser direcionada pela confecção de uma pequena depressão realizada com uma broca e peça de mão. Suavização da área com broca ou lima para osso; Readaptação do retalho e palpação da área; Sutura interrompida. ANORMALIDADES DOS TECIDOS MOLES: Objetivo: Visa propiciar melhor contorno de tecido para suporte da prótese, conservando o máximo possível de tecido mole; Após a remoção do dente, inserções musculares e de freios inicialmente não representam problemas, porém podem interferir na adequada confecção da prótese total após a ocorrência de reabsorções; O tecido mole que se apresenta flácido e excessivo pode ser útil se um aumento de rebordo ou procedimentos de enxerto forem necessários. o Redução da tuberosidade maxilar (tecido mole); o Redução do coxim retromolar mandibular; o Excesso de tecidos moles na porção lateral do palato; o Tecido com hipermobilidade sem suporte; o Hiperplasia fibrosa inflamatória; o Hiperplasia papilar inflamatória do palato; o Frenectomia labial; o Frenectomia lingual. 1. REDUÇÃO DA TUBEROSIDADE MAXILAR (TECIDO MOLE): o O objetivo é promover espaço interarcos para uma confecção adequada da prótese na região posterior da maxila e uma base firme de mucosa sobre a área de suporte; o A quantidade de tecido mole a ser removido deve ser determinada com radiografia panorâmica - se esta não é de qualidade, a profundidade pode ser mensurada com uma sonda fina após anestesia. o Técnica: Anestesia local infiltrativa; Incisão inicial elíptica sobre a tuberosidade na área que necessita ser reduzida; Remoção do tecido incisado; Afinamento das margens medial e lateral da excisão para remover o excesso de tecido mole e promover o fechamento livre de tensões; Aplicação de pressão digital para aproximar o tecido a fim de avaliar a redução vertical realizada; Sutura interrompida ou contínua. 2. REDUÇÃO DO COXIM (GORDURA NA REGIÃO DE MANDÍBULA) RETROMOLAR MANDIBULAR: o Existem poucos relatos; o Tira-se mais tecidos por vestibular; o Remoção muito tecido por lingual pode causar lesão do nervo lingual. o A necessidade de remoção é rara; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 7 o É importante determinar se o paciente apresenta a mandíbula em uma posição não-postural para a frente ou verticalmente sobrefechada durante a avaliação. o Técnica: Anestesia local infiltrativa; Incisão elíptica; Afinamento da área adjacente, com a maioria da redução do tecido pela região vestibular; A remoção excessiva do tecido pela região lingual pode resultar em dano ao nervo e artéria linguais; Outra opção para remoção do tecido nessa área é com a utilização de laser de CO2. Sutura interrompida ou contínua. 3. REMOÇÃO DE EXCESSO DE TECIDO MOLE PALATINO LATERAL: o A hipertrofia do tecido mole causa estreitamento da abóbada palatina e cria ligeira depressão, o que interfere na confecção e inserção da prótese total; o Técnica: Anestesia local infiltrativa na área do forame palatino maior e na região anterior da massa do tecido mole; Remoção da camada superficial da mucosa e do tecido fibroso subjacente, de modo tangencial; Inserção de uma férula cirúrgica reembasada com condicionador de tecido durante 5 a 7 dias para ajudar na cicatrização. 4. REDUÇÃO DE TECIDO SEM SUPORTE COM HIPERMOBILIDADE: o Ideal ser feita com uma tesoura serrilhada; o É geralmente resultado da reabsorção do osso subjacente, de próteses mal confeccionadas ou de ambas; o Antes da excisão, a determinação de se o osso subjacente deve ser aumentado através de enxertos deve ser feita; o A moldagem para confecção da prótese pode ser realizada de 3 a 4 semanas após a realização da cirurgia; o Técnica 1: Anestesia local adjacente à área da excisão; Duas incisões paralelas de espessura total, nas regiões lingual e vestibular da área a ser excisada; Remoção de tecido com um elevador periosteal; Uma incisão tangencial de pequenas quantidades de tecido na área adjacente a ser excisada pode ser necessária para permitir uma adequada adaptação durante o fechamento do retalho; Sutura contínua ou interrompida. o Técnica 2: Se não houver uma projeção de tecido ósseo afilada subjacente, esse tecido pode ser mais bem removido através de uma excisão supraperiosteal e nenhuma sutura precisa ser feita. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 8 5. REMOÇÃO DE HIPERPLASIA FIBROSA INFLAMATÓRIA: o Também chamada de epulis fissurata ou fibrose por dentadura; o É um aumento hiperplásico da mucosa e do tecido fibroso ao rebordo alveolar e na área vestibular, que muito frequentemente é resultado de próteses mal adaptadas; o Em estágios iniciais, o tratamento não- cirúrgico com a prótese em combinação com um condicionador de tecido é frequentemente suficiente; o Quando essa condição permanece por algum tempo, a excisão cirúrgica é o tratamento de escolha; o Técnica 1: Usada quando a área a ser excisada está minimamente aumentada: Anestesia local infiltrativa; Remoção do tecido com eletrocirurgia. o Técnica 2: Usada se a massa de tecido for excessiva: Anestesia local infiltrativa; Apreensão do tecido excedente com uma pinça para tecido; Incisão na base do tecido, abaixo do periósteo; Remoção do tecido; Divulsão e reaproximação do tecido adjacente; Sutura contínua ou interrompida. o Técnica 3: Usada quando grandes áreas de tecido excessivo são encontradas: Anestesia local infiltrativa; Incisão superficialmente ao periósteo; Sutura interrompida da margem não rebatida do tecido excisado à área mais superior do periósteo vestibular; Colocação de uma férula cirúrgica ou da prótese total reembasada com condicionador de tecido macio – usada apenas nos primeiros 5 a 7 dias, com remoção somente para higiene oral. 6. FRENECTOMIA LABIAL: o A presença de freio pode interferir na confecção do freio; o O movimento do tecido mole adjacente à região do freio pode criar desconforto e ulceração e pode interferir no selamento periférico e deslocar a prótese; o Técnica de excisão simples: Usado quando a faixa de tecido mucoso e fibroso é relativamente estreita: Anestesia infiltrativa local; Incisão elíptica estreita ao redor da área inferior do freio até o periósteo; Dissecção do tecido, removendo-o do periósteo e do tecido mole adjacente; Reaproximação das margens do tecido; Sutura: 1ª sutura no fundo do vestíbulo e deve envolver ambas as bordas da mucosa e o periósteo subjacente; Restante da incisão com sutura interrompida. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 9 o Técnica da plastia em “Z”: Usado quando a faixa de tecido mucoso e fibroso é relativamente estreita: Anestesia infiltrativa local; Incisão elíptica + duas incisões oblíquas em cada extremo na primeira incisão; Compressão e rotação delicada dos dois pontos do retalho para o fechamento inicial da incisão vertical; Sutura. o Técnica da vestibuloplastia localizada com epitelização secundária: Usada quando a base da inserção do freio é extremamente larga: Anestesia infiltrativa local; Incisão através do tecido mucoso e tecido submucoso subjacente, sem perfuração do periósteo; Dissecção do tecido com tesoura ou pressão digital com gaze; Sutura do tecido ao periósteo no fundo máximo do vestíbulo – a exposição do periósteo é realizada e é cicatrizada por segunda intenção; Colocação de uma férula cirúrgica ou uma prótese contendo condicionador macio. o Técnica a laser: Usada para remoção do tecido mucoso excessivo e a inserção do tecido fibroso: A inserção do freio tendinoso é removida com o laser e frequentemente não necessita de reaproximação do tecido com suturas. 7. FRENECTOMIA LINGUAL: o Língua bifurcada; o Recessão lingual; o Não alcança o palato: o A todo o momento que a língua é movimentada, a inserção do freio é tensionada e a prótese é deslocada; o Técnica: Bloqueio do nervo lingual bilateral e anestesia infiltrativa local na região anterior; Retração da língua superiormente; Colocação de uma pinça hemostática na inserção do freio até a base língua; Incisão da área marcada com a pinça e liberação da inserção; Aproximação das margens do tecido; Sutura, paralela à linha média. AUMENTO MAXILAR 1) ELEVAÇÃO/LEVANTAMENTO DE SEIO MAXILAR: o A extensão dos seios maxilares próximos ao rebordo alveolar pode interferir na instalação de implantes na área posterior da maxila devido ao suporte ósseo insuficiente; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 1 – Cirurgia Pré-Protética (Conceito, Objetivos e Técnicas) - @Resumodontologia Página 10 o O enxerto demora um período de 3 a 6 meses para cicatrizar; o Pressão positiva sobre o seio maxilar, quando tem dente essa cortical não desce, quando não tem dente, pode ser que desça. Tem pacientes que perdeu os dentes a muito tempo e o seio maxilar nunca desceu, pois a pressão foi menor do que a capacidade da cortical reabsorver osso e tecido. o Faz uma janela óssea, faz uma incisão em cima de crista e depois uma relaxante, descola tudo, expõe o osso, pega uma broca esférica diamantada faz movimento circular na região do seio maxilar, e sabe- se que chegou próximo ao seio maxilar a região fica mais roxa/azul, logo sabe-se que ali está próximo da membrana do seio; o A sutura deve ser simples; o Técnica: Anestesia e deslocamento do tecido gengival até expor o osso da região; Abertura da parede lateral do seio; Elevação cuidadosa da membrana do seio; Colocação de enxerto (ósseo alogênico, autógeno, xenogênico, BMP, ou uma combinação desses materiais) na porção inferior do seio maxilar abaixo da membrana sinusal; Sutura do tecido gengival. Se houver perfuração do seio, esta é usualmente recoberta pelo excesso da elevação da própria membrana sinusal e com a utilização da uma membrana de material reabsorvível. CIRURGIA DOS TECIDOS MOLES PARA AUMENTO DO REBORDO 1. VESTIBULOPLASTIA o Utilizada quando a reabsorção óssea alveolar da maxila ocorreu, mas um osso residual maxilar é adequado para suportar uma dentadura; o Técnica: Anestesia infiltrativa e sedação intravenosa em ambiente ambulatorial; Incisão na linha média na região anterior da maxila; Compressão e separação do tecido submucoso subjacente – Um túnel supraperiosteal é feito pela dissecção da inserção muscular e submucosa do periósteo; Incisão, próxima à crista óssea alveolar, da área intermediária do tecido criado pelas duas dissecções em túnel; Reposicionamento superior ou excisão do tecido submucoso e muscular; Sutura da incisão da linha média; Colocação da dentadura preexistente ou uma férula pré-fabricada modificada para se estender até a área vestibular fixada com parafusos palatinos por 7 a 10 dias para segurar a mucosa sobre o rebordo em fechamento aposicional do periósteo. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS, Edward.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 692 p. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 - Tratamento das Comunicações Bucossinusais – Etiologia, Diagnóstico e Tratamento - @Resumodontologia Página 1 Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 - Tratamento das Comunicações Bucossinusais – Etiologia, Diagnóstico e Tratamento Conceito: O que é comunicação bucossinual e o que é fístula buco-sinual? Comunicação Bucossinusal: Todo procedimento operatório ou Transcirúrgico; É uma comunicação imediata; Fístula buco-sinual É como se fosse uma complicação, é a complicação da comunicação bucossinusal; É crônica, tardia; Tem maior complicação cirúrgica; Ambas devem ser tratadas; Seio MAXILAR: Tem a função de UMIDIFICAR, FILTRAR e AQUECER, o ar que entra; Comunicação por meio de aberturas, conhecida como óstio; Relação com os dentes: Possui relação decrescente de proximidade com os seios ápices radicular: 2º Molar Tem maior proximidade com o seio MAXILAR; 1º Molar; 3º Molar; 2º Pré-Molar 1º Pré-Molar Canino. O seio maxilar “desce” em algumas regiões quando o paciente não tem dente, sendo conhecido como pneumatização do seio maxilar. Isso ocorre, pois é a cortical da lâmina dura que sustenta o seio maxilar elevado. Quando a pessoa não tem dente, por pressão respiratória o seio maxilar pneumatiza (desce) em direção ao osso; Prevenção das comunicações bucossinusais: Planejamento cirúrgico adequado: Tem que se prever um risco ou uma complicação; Exame clínico; Radiografias pré-operatórias; Conhecimento técnico (usar a técnicas cirúrgica aberta – campo aberto - com secção radicular); Controle dos movimentos e forças (evitar excesso de pressão apical); Radiografias trans-operatárias (se necessário) – Pode-se observar, por exemplo, o assoalho do seio se ele tem continuidade ou não, se foi feita uma comunicação ou não (porém para visualizar essa comunicação deve ser maior do que 2-3 mm) Diagnóstico da comunicação oroantral; Examinar o elemento dentário extraído: O ápice radicular deve ser analisado; Avaliar se tem assoalho do seio, se tem tecido, se tem alguma lesão; Avaliar fragmento ósseo aderido a raiz: Radiografia trans cirúrgico: Ausência de continuidade do assoalho do seio maxilar; O assoalho do seio tem uma cortical óssea; Palpação alveolar Manobra de Vassalva: Aperta o nariz e pede para o paciente soltar o ar pela cavidade nasal, se sair pela boca, comunicou, haverá passagem de ar através do alvéolo e o sangue que estiver nele borbulhará Comunicação menor que 2 mm (pequena): Tratamento: Evitar sondagem (contra indicado); Manobra de Vasalva (contra indicado, pois pode haver possível expansão da comunicação); Sutura adesiva/compressiva – 1ª intenção Sutura oclusiva: O alvéolo tem que ser totalmente fechado Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 - Tratamento das Comunicações Bucossinusais – Etiologia, Diagnóstico e Tratamento - @Resumodontologia Página 2 Manutenção do coágulo; Orientações pós-operatórias: O paciente não pode espirrar; Não pode segurar o nariz; Não fazer bochecho; Não pode usar cigarro; Evitar sugar com canudos; Evitar fumar cachimbo/cigarros; Normalmente não prescreve medicamento; Se o paciente tiver sinusite, prescrever antibiótico. Comunicação de tamanho moderado (2-6 mm): Tratamento: Manobra de Vasalva (para confirmar o diagnóstico); Sutura oclusiva (primeira intenção, rotação de retalho – rotaciona o tecido para fechar); Sutura adesiva em forma de 8 – 1º intenção com rotação de retalho; Utilização de membranas ou algum material biológico (PRF – Plasma Rico em Fibrina): Tira-se o sangue, coloca-se em uma centrífuga, e “sai” as plaquetas, como se fosse filetes, coloca-se na região, sutura e simula a formação de tecido. Antibioticoterapia: Amoxicilina 500mg + clavulanato de potássio 125mg de 8 em 8 horas por 7 dias ou Amoxicilina 500mg + metronidazol 250mg de 8 em 8 horas por 7 dias. Descongestionante nasal (retrair mucosa nasal e desobstruir óstio médio); Estilação Nasal Drenagem do seio maxilar, utiliza-se o soro fisiológico via nasal; Existe um óstio médio que faz ligação com o seio frontal, seio esfenoidal, seio etmoidal. Se a abertura do seio maxilar para outro seio fecha, começa a encher de supuração, logo vai sair pela comunicação. Então precisa-se fazer essa estilação; Prescrever descongestionante nasal (gotas de soro ou spray nasal) para retrair mucosa nasal e desobstruir óstio médio; Manutenção do coágulo; Sondagem delicada (com instrumento rombo); Para não aumentar a comunicação; Restrições pós-operatórias. Comunicação de grande proporção (7 mm ou mais): Tratamento: Manobra de vassalva; Sondagem (com instrumento rombo); Radiografia trans cirúrgico; Sutura com rotação de retalho; Utilização de membranas ou algum material biológico (PRF – Plasma Rico em Fibrina/Reparo da comunicação através de retalho); Antibioticoterapia; Descongestionante nasal (retrair mucosa nasal e desobstruir óstio médio); Restrições pós-operatórias. OBSERVAÇÃO Em todos os casos, os pacientes deverão ser cuidadosamente acompanhados por várias semanas para confirmar que ocorreu a cicatrização. Fístula Bucossinual É uma complicação de uma comunicação bucossinual e ocorre após o procedimento cirúrgico; Normalmente tem como visualizar; Sinais e Sintomas (não significa que vai ter tudo isso): Sinusite recorrente; Ao ingerir líquidos, ela sai pelo nariz; Voz anasalada; Transtornos na ingestão de alimentos líquidos e pastosos; Mau hálito; Coriza; Paladar alterado; Nariz com entupimento unilateral; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 - Tratamento das Comunicações Bucossinusais – Etiologia, Diagnóstico e Tratamento - @Resumodontologia Página 3 Dor de cabeça/Peso na face; Tosse noturna (por conta de uma drenagem de exsudato para faringe); Avaliação de uma fístula Bucossinual: Avaliação clínica: Verificar o tamanho; Verificar a localização Avaliação visual; Avaliação Radiográfica: Seio velado (pois está cheio de tecido hiperplasiado e supuração - líquido); Presença de seio velado (radiopaco), pois com a ausência do coágulo o tecido hiperplasia para dentro do seio, além de supuração. Tratamento de Fístula: Irrigação com soro fisiológico 0,9% (via fístula, 3 dias antes de fechar a fístula) – feito com o auxílio de uma seringa: Isso é feito para reduzir a quantidade de material biológico de dentro da fístula, reduzindo a pressão de dentro; Remover todo o trajeto epitelial da fístula: Faz uma incisão em cima do rebordo; Pega uma hemostática curva, entra reto – coloca dentro da fístula, pinça e puxa/traciona para fora, e o tecido vai vim junto, assim removendo o trajeto epitelial da fístula; Suturar (rotação de relho); Antibioticoterapia; . Prescrição de Descongestionante nasal; Orienta o paciente: Não assoar o nariz; Espirrar de boca aberta; Não usar canudo; Não fumar. Técnicas cirúrgicas de manipulação de tecido: Retalho vestibular; Retalho rotacionado do palato (Retalho Palatino) 1. Retalho vestibular: Incisão relaxante até mucosa jugal; Retalho dividido; Descolamento do retalho; Tracionar o tecido para fechar a fístula; Sutura por palatino. 2. Retalho rotacionado do palato (retalho palatino): Incisão em U na lateral do palato; Retalho dividido; Descolamento do retalho; Tracionar o tecido para fechar a fístula; Sutura. Terapia Medicamentosa: Antibioticoterapia: Amoxicilina 500 mg + clavulanato de potássio 125 mg. 8/8h por 7 dias a 14 dias; Amoxicilina 500 mg + metronidazol 250 mg 8/8h por 7 dias a 14 dias; Caso clínico: Paciente do sexo masculino, leucoderma, 42 anos de idade, compareceu na Fainor. Apresentava clinicamente uma fístula na região de rebordo de molares superiores e relatou ter realizado extração dentária traumática na região há três meses. Sua queixa era sobre a passagem de líquidos da região oral para a região nasal e a presença de secreção amarelada pela área da fístula. Foi realizada manobra de Vasalva e constatou-se uma fístula buco-sinusal. Foram pedidas radiografias, oclusal, panorâmica e PA mento- naso na qual observou-se a descontinuidade da linha do assoalho do seio maxilar e seu levamento característico de sinusite maxilar Tratamento de Fístula Buco-Sinusal: Uma semana antes da intervenção cirúrgica iniciou-se antibioticoterapia com amoxicilina 500 mg via oral de 8/8 horas, clavulanato (125 Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 2ª Unidade – Aula 2 - Tratamento das Comunicações Bucossinusais – Etiologia, Diagnóstico e Tratamento - @Resumodontologia Página 4 mg) diminuindo a quantidade de supuração, irrigações diária via fístula com soro fisiológico antecedendo 3 dias do procedimento, e instilação nasal (descongestionante nasal); O retalho de escolha foi o rotatório palatino, preservando a artéria palatina para que obtivéssemos uma irrigação satisfatória no loca. O local da fístula foi debridado para proporcionar margens cruentas, removendo o trajeto epitelial da fistula. O retalho palatino foi então deslocado em direção à fistula e suturado. Foi realizado cimento cirúrgico para proteger a área doadora que se apresenta cruenta, após a rotação do retalho; No pós-operatório, continuamos com a utilização de antibiótico por 10 dias, anti- inflamatório por cinco dias e analgésico em caso de dor. O paciente foi observado semanalmente até o período de cicatrização final. OBSERVAÇÃO FINAL: A sutura deve ser de primeira intenção para manter o coágulo no alvéolo; REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS, Edward.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 692 p. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 - Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 1 - @Resumodontologia Página 1 Mecanismo de cicatrização e reparo Osteocondução Osteoindução Osteogênese Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 - Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 1 Células contidas no periósteo influenciam na perda óssea no momento de algum procedimento, pois possuem um fator de crescimento. Por esse motivo, só se faz cirurgia a campo aberto em caso de real necessidade; Os procedimentos cirúrgicos hoje, são voltados a preservação óssea; A maior quantidade de paredes é melhor para estabilizar o enxerto, suprimento sanguíneo e não possibilitar a formação de tecido mole; Quantidade de parede óssea: Quanto maior a quantidade de paredes do defeito ósseo, melhor para a remodelação óssea; Quanto menor a quantidade de parede, menor a suprição sanguínea e maior é o risco daquela cirurgia, a cirurgia é muito mais difícil; Remodelação óssea = processo de reabsorção e neoformação óssea, formada a partir de uma estrutura óssea; O enxerto precisa ter estabilidade, pois se ele fizer qualquer movimento necrosa; Reabsorção em maxila: Absorve no sentido ântero-posterior; Diminuição da espessura do processo alveolar; Diminuição da altura do rebordo alveolar; Pneumatização do seio maxilar: É o seio descer (pressão positiva respiratória) Superficialização da espinha nasal anterior e dos forames palatino maior e incisivo; Modificação dos pilares de força Reabsorção em mandíbula: Diminuição da espessura do processo alveolar; Diminuição da altura do rebordo alveolar; Superficialização do forame mentual, das apófises genianas; Superfialização no nervo alveolar inferior em casos extremos; Perda de gengiva queratinizada Processo de cicatrização: Reabsorção fisiológica X Remodelação óssea é um processo constante em nosso corpo, de 4 a 5 anos todos os ossos do corpo são repostos; Lei de Wolf – Turnover Metabólico – capacidade de reabsorção; 25% de reabsorção no primeiro ano e 0,2 mm a cada ano seguinte; Maxila reabsorve 4x mais rápido (em média) – pois é mais vascularizada; Logo, o processo de remodelação óssea ocorre de uma forma melhor (mais acelerado) na região de molar, do que em região de canino, por exemplo, pois no molar há uma maior vascularização; Como funciona o enxerto? Materiais que promovem o aumento de volume ósseo (banco de osso, osso bovino); Função dos materiais de aumento ósseo: Estimular o crescimento ósseo. Para isso precisa-se de um arcabouço; Capacidade que o enxerto tem de neoformar osso; Os ossos do corpo se remodelam ao longo do tempo. A partir de reabsorção e neoformação gerado pelos osteoblastos e osteoclastos. E a boca sofre isso muito mais, pois é uma região altamente vascularizada, aumentando a capacidade de células de crescimento ósseo chegarem; Cada osso tem uma capacidade de cicatrização e reparo diferente, logo, depende se é um osso autógeno, ou se é um osso bovino, por exemplo; Mecanismos de estímulo/remodelação óssea que vão variar de acordo com o tipo ou a qualidade óssea que será colocada no local; O osso do enxerto precisa receber células de crescimento ósseo e essas células que vão Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 - Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 1 - @Resumodontologia Página 2 chegar para o enxerto podem (ou não) passar por esses três mecanismos de reparação óssea; O osso que é acrescentado não ficará lá. Ele será reabsorvido e neoformado. 1. Osteogênese: Conjunto de células viáveis ou osteoprogenitoras preexistentes no enxerto que permitem um novo centro de formação óssea; Quando o osso já tem células do próprio paciente; O único mecanismo que precisa de células vivas no local OSTEOPROGENITORAS; A presença de sangue no enxerto determina essa presença de células; PREEXISTENTE, significa que precisa ser do próprio paciente; O osso de outra pessoa pode gerar uma resposta imunológica. Células memórias são capazes de aceitar/recusar outros tipos de enxerto. 2. Osteoindução: Processo de crescimento ósseo a partir da produção de células que são quimiotaticamente atraídas do leito receptor à área do enxerto, portanto, diferenciadas em osteoblastos, permitindo a deposição de osso; Não há presença de células vivas; Logo, é a capacidade que o osso tem de atrair células para a região do enxerto; Quando o osso induz pouco, as células são pouco atraídas para o enxerto; Se for colocado um bloco ósseo que não atrai célula nenhuma, o bloco vai necrosar; O osso instalado promove uma indução das células que são quimiotaticamente atraídas do leito receptor da área do enxerto. O bloco ósseo faz com que formem osteoblastos e por isso vai promover reabsorção e nova formação óssea, a partir de células que serão induzidas. 3. Osteocondução: Habilidade de um determinado tecido em conduzir em quantidade e qualidade as células osteoprogenitoras para os sítios enxertados; Habilidade que o tecido ósseo tem (enxerto) em conduzir células específicas, em quantidade e qualidade; Não tem uma capacidade tão adequada de formar células; Determina a quantidade. Se o enxerto vai ser muito condutor ou pouco condutor. Se o enxerto vai conduzir uma quantidade e uma qualidade de muitas células formarem ou de poucas células formarem; Qual é a quantidade e qualidade para formar osso; Qualidade Remodelação óssea rápida. Tipos de enxerto ósseo: Classificação com relação à forma de utilização: Onlay: Inlay; Interposicionais. Classificação com relação à apresentação: Blocos; Particulados; Classificação com relação à sua origem: Autógeno; Homógeno; Heterógeno; Aloplástico Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 1 - Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 1 - @Resumodontologia Página 3 CLASSIFICAÇÃO COM RELAÇÃO À FORMA DE UTILIZAÇÃO: 1. ONLAY: o Um bloco ósseo sobre uma estrutura; o Enxertos aposicionados que servem para aumentar a altura e/ou espessura do rebordo alveolar; o Tem parafuso transpassando (estabiliza e fixa o enxerto) – aposicionado; o O tipo Onlay precisa do parafuso para oferecer estabilidade, se não houver, vai causar necrose; o Tem que ter uma área de contato, e deve ser perfeita; o Sutura por primeira intenção; o Desvantagem: tendência à reabsorção; 2. INLAY: o Enxerto ósseo dentro de uma cavidade; o Exemplos: enxerto no seio maxilar, enxerto dentro de um alvéolo; o Utilizados em defeitos que tem parede e servem para obliterar estes defeitos; o Seio maxilar, cavidade nasal, alvéolo; o Precisa de uma área de contato perfeita; 3. INTERPOSICIONAIS: o Enxerto dentro do osso (tipo sanduiche ou envelope); o Colocados entre segmentos ósseo (dentro de duas paredes), para ocorrer uma expansão. Princípios Para Realização De Enxerto: O leito receptor e doador precisam sofrer uma descorticalização, um monte de “furinho” para que haja sangramento em direção do bloco ósseo; O enxerto não pode movimentar; A proximidade entre as peças deve ser totalmente compatível, qualquer espaço pode gerar necrose; O enxerto não pode ter exposição na cavidade bucal. Se existir o mínimo de comunicação pode gerar contaminação; Bordas do enxerto devem ser aplainadas; Área medulada: vai promover uma capacidade de irrigação; Osso particulado se for Inlay só precisa suturar, se for em uma área onlay, precisa colocar uma membrana para promover um arcabouço, para que aquele tecido ósseo não se desfaça; CLASSIFICAÇÃO COM RELAÇÃO À APRESENTAÇÃO: 1. BLOCO: o Onlay, inlay e interposicionados; o Corticais – boa referência mecânica; o Difícil manipulação; o Reabsorvem com o tempo. 2. PARTICULADO: o Inlay e onlay (precisa de tela de titânio ou membrana; o Tem uma capacidade maior de área de contato; o A remodelação óssea é mais fácil no particulado, pois tem uma maior área de contato. CLASSIFICAÇÃO COM RELAÇÃO À SUA ORIGEM: (Continua, na parte 2...) REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Mazzonetto, Renato - Duque Neto, Henrique - Nascimento, Frederico Felipe. Enxertos Ósseos em Implantodontia – Mazzonetto. Napoleão, 1ª Edição, 2012. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 2 - @Resumodontologia Página 1 Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 - Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 2 Basicamente quando necessitamos de um substituto ósseo, podemos trabalhar com os seguintes grupos, de acordo com a fonte e a resposta imune: autógenos, homógenos, heterógenos e aloplásticos. Um novo grupo, que não se encaixa em nenhum dos anteriores, seria o da proteína óssea morfogenética, fabricado pela recombinação de DNA de um derivado homógeno. CLASSIFICAÇÃO COM RELAÇÃO À SUA ORIGEM: 1. Enxerto Autógeno: Chamado também de: autólogos, autoenxertos ou enxertos próprios; Constitui-se no material ideal, na utilização em aumento de rebordos atróficos antes da colocação de implantes osseointegrados, podendo ser usado na forma de blocos ou particulados; Principal vantagem Fornecimento de células ósseas vivas imunocompatíveis, essenciais às fases iniciais da osteogênese, além de apresentar os três mecanismos para regeneração e cicatrização óssea; Possuem as três fases: a. Fase I: Osteogênese: o Inicia-se na primeira semana após a colocação do enxerto, sendo que a concentração de células viáveis transplantadas é o determinante primário para o volume final do enxerto; o O osso é formado por meio de células viáveis transplantadas no enxerto. b. Fase II: Osteoindução: o O enxerto ósseo induz a neoformação óssea do leito receptor; o Reside na presença de proteínas morfogenética indutoras, que são capazes de induzir a transformação de células não osteogênicas circundantes e tecidos em osso medular; o Inicia-se aproximadamente duas semanas depois da enxertia; o Responsável pela incorporação final do enxerto e remodelação, juntamente com a osteocondução. c. Fase III: Osteocondução o Biologicamente falando é bom; o Grande concentração de células osteocompetentes; Tecidos provenientes do próprio paciente; Transfere osteoblastos viáveis e células osteoprogenitoras; Padrão ouro; Conticoesponjoso; o Cortical Reabsorve mais lentamente; o Esponjoso Reabsorver mais rápido; É o que sofre maior remodelação; É o que tem maior biocompatibilidade com a área receptora; Vantagens: o Provém a saúde das células osteogênicas; o Não provocam resposta imunológica; o Apresentam, entre as opções do enxerto, a melhor velocidade de reabsorção e neoformação óssea. Desvantagens: o Requerem um sítio doador adicional, com cirurgia adicional Apresenta a necessidade de um segundo sítio cirúrgico para a obtenção do enxerto e todos os riscos e complicações, além do alto grau de reabsorção; o Sofre contração cicatricial, o que leva a perdas por reabsorção do volume do enxerto. 2. Enxerto Homógenos ou Homólogos: Chamado também de: aloenxertos, enxertos alogênico, alógeno ou homoenxerto. Enxertos disponibilizados de um indivíduo para outro, de uma mesma espécie: o Consiste no uso de enxerto humano, disponível em banco de ossos; Métodos de redução imunológico; o O bloco ósseo passa por um processo de LIOFILIZAÇÃO: Processo de esterilização do bloco ósseo; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 2 - @Resumodontologia Página 2 Possui o mecanismo de osteocondução; Possui mecanismo de osteoindução, entretanto osteoindutor insuficiente; O processo de remodelação do banco de osso é baixo, e isso ocorre, pois tem uma osteoindução insuficiente para remodelar (reabsorver e formar novamente), se não forma novamente, e não remodela, significa dizer que aquele osso é só um arcabouço. Vantagens: o Não é necessário nenhum sítio doador; o É possível substituir ossos com sua própria contraparte (por exemplo, uma mandíbula liofilizada pode ser utilizada para reconstrução após mandibulectomia); o Pode-se requerer qualquer quantidade de osso. Desvantagens: o Exigem técnicas de obtenção que eliminem a antigenicidade tem risco de contaminação; o Não são providos de células viáveis osteogênicas ou osteoprogenitoras (somente células do próprio organismo possuem), logo não fornecem células viáveis para a fase I da osteogênese, além de não ser osteoindutor; o A velocidade de cicatrização e substituição por neoformação óssea é mais lenta. 3. Enxertos Heterógenos ou Xenógenos: Chamado também de: xenoenxertos; Enxerto provenientes de indivíduos de espécies diferentes: o Osso bovino mineralizado (animal) – PRINCIPAL; o Enxertos ficogênicos (algas marinhas); Ter que ser cuidadosamente tratados para prevenir rejeições O processo de liofilização é muito mais intenso nesse caso, já que a matriz orgânica é antigenicamente diferente daquela do osso humano, o que implica um tratamento mais vigoroso do enxerto para prevenir a rejeição; Esses materiais são quimicamente tratados, eliminando qualquer traço de material orgânico, porém conservando a parte mineral, que é semelhante à matriz óssea humana; Propriedades osteocondutivas Esse tipo de enxerto atua apenas como suporte na forma osteocondutora; A neoformação óssea ocorre lentamente para o interior deste arcabouço, e então o enxerto é gradualmente substituído; Esse tipo de enxerto é menos previsível que o autógeno, havendo uma redução de volume após a sua maturação; O enxerto funciona apenas como arcabouço para que as células do hospedeiro se proliferem. O osso nativo cresce lentamente nesse meio, sendo gradualmente substituído por novo osso; Exemplo: o Bio-Oss; o A hidroxiapatita bovina tem sido muito utilizada, pois apresenta características bem similares ao osso humano. Tem se mostrado biocompatível, não apresentando reações imunológicas apresentando-se como um bom osteocondutor. A reabsorção da hidroxiapatita bovina se dá lentamente, portanto, muitas partículas podem ser encontradas muitos meses e até anos após a enxertia, sendo lenta e gradualmente degradadas e reabsorvidas por osteoclastos; Vantagens: o Disponibilidade de grandes volumes, sem a necessidade de área doadora; o Não é necessário nenhum sítio doador; o Pode ser requerida uma grande quantidade de osso; Desvantagens: o Não possuem células viáveis para osteogênese, além de não ser osteoindutor; o Requerem um rigoroso tratamento para eliminar o risco de transmissão de Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 2 - @Resumodontologia Página 3 doenças e para contornar/amenizar a redução imunológica; o Requerem um tempo de cicatrização maior para a substituição dos grânulos por neoformação; 4. Enxertos Aloplásticos: São enxertos sintéticos, com o objetivo de atuar como substituto ósseo; Biomateriais não-biológicos; Envolvem o uso de materiais sintéticos, como os: o Metálicos; o Cerâmicas; o Polímeros; o Vidros Bioativos; Comportamento clínico e indicações são semelhantes aos enxertos heterógenos, servindo de arcabouço para a proliferação das células do hospedeiro; Capacidade biológica BAIXA; Não tem neoformação óssea, nunca vai reabsorver; Não apresentam riscos imunológicos, promovendo regeneração óssea quando instalados em leito receptor saudável; Altamente indicados e facilmente adaptáveis durante uma cirurgia Podem ser: o Reabsorvíveis ou não reabsorvíveis; o Porosos ou não; o Partículas ou blocos; Não tem nenhum potencial osteoindutivo ou células ostoprogenitoras; Apenas osteocondução RUIM Exemplos: o Alumina (Al2O3); o Zircônia (ZrO2); o Hidroxiapatita (HA); o Trifosfato de cálcio (TCP); o Cerasorb M; o Osteogen; Indicado para defeitos menores, pois esses acabam funcionando como dilatador, para posterior substituição da região por um novo osso; Vantagens: o Não é necessário nenhum sítio doador; o Pode ser requerida uma grande quantidade de osso; o Apresentam menores riscos de transmissão de doenças por não serem biológicas; Desvantagens: o Não possuem células viáveis para osteogênese; o Podem não reabsorver ou tendem a reabsorver muitos lentamente, prejudicando a taxa de crescimento ósseo e consequentemente, o tempo de cicatrização. 5. Enxertos Combinados: Tem que ter uma área doadora; Características estruturais de um bloco de enxerto ou arcabouço; Potencial osteogênico de células osteoprogenitoras (osso medular); Enxerto ósseo autógeno + enxerto ósseo homógeno ou heterógeno ou aloplástico. Vantagens: o Reúnem a capacidade osteogênica e osteoindutora das células viáveis do osso autógeno com a manutenção do arcabouço estrutural e osteocondutor do substituto ósseo, diminuindo a possibilidade de contração cicatricial. Desvantagens: o Necessitam de uma segunda intervenção cirúrgica para obter o osso autógeno; o Pequeno aumento do tempo de cicatrização. Enxertos Autógenos: Áreas doadoras; o Extra-orais (enxertos de grandes reconstruções); o Intra-Orais (enxertos de pequenas e médias reconstruções); o Mas não necessariamente a relação extra-oral e intra oral vai ser Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 2 - @Resumodontologia Página 4 relacionado a áreas grandes e/ou pequenas, médias, pode variar). Áreas Doadoras INTRA-ORAIS: RAMO DA MANDÍBULA; MENTO: o Técnica cirúrgica: Remoção do bloco Cinzel ou alavancas; Osteótomo e/ou curetas (osso medular); Sutura em dois planos Sutura músculo (fio reabsorvível) e depois tecido; Remodelação do enxerto; O problema de descolar a musculatura, é porque essa cirurgia do mento, tem muita deiscência de sutura*. * Deiscência é a abertura espontânea dos pontos cirúrgicos TÚBER: o Área basicamente de osso medular; o É um osso extremamente “pobre” em osso cortical, é esponjoso; o É usada em enxertos de concavidades; o Utiliza-se a pinça goiva (alveolótomo); PROCESSO CORONÓIDE: (Hupp) REGIÃO RETROMOLAR: o Incisão única; o Descolamento total; o Coloca a alavanca e fratura o bloco (tira-se o bloco); o As vezes tem o risco de fraturar o canal mandibular. Áreas Doadoras EXTRA-ORAIS: CALOTA CRANIANA (CRÂNIO) o Faz a demarcação; o Boca 701 ou Broca 6 e 8; o Baixa rotação; o Pega o cinzel e tira-se a região; CRISTA ILÍACA: o Remove o bloco somente da parte interna da crista ilíaca; TÍBIA: Imobilização do enxerto: Imobilização deve ser ABSOLUTA Se o enxerto movimenta, necrosa; Não aplicar carga ao tecido mole sobre o enxerto; Prótese fixa provisória – boa opção; Toda vez que se fizer um enxerto tem que se fazer uma descorticalização; Descorticalizar Tornar cruento – tornar sangrante; Imobilização do parafuso (bloco) ou membrana (particulado) Propriedades biológicas dos substitutos ósseos: Em relação às propriedades biológicas, observamos as seguintes características nos materiais: 1. OSTEOPROMOÇÃO: o É caracterizada pelo uso de membranas ou barreiras. Essas barreiras promovem o isolamento da região, o que impede que células inibidoras do processo de regeneração cheguem até o local. A osteopromoção é o princípio utilizado pela técnica de regeneração óssea guiada. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 2 - @Resumodontologia Página 5 2. OSTEOCONDUÇÃO: o Processo pelo qual ocorre o crescimento por reabsorção e aposição, a partir do osso circundante. Esse processo deve ocorrer na presença de osso ou células mesenquimais diferenciadas. Como agentes osteocondutores utilizados na implantodontia podemos citar: materiais alógenos, xenógenos, aloplásticos e autógenos. 3. OSTEOINDUÇÃO: o O processo no qual a osteogênese é induzida, havendo neoformação óssea por meio de células mesenquimais imaturas ou a partir da diferenciação de células osteoprogenitoras. Como agentes osteoindutores podemos destacas o osso autógeno. 4. OSTEOGENICIDADE: o É caracterizada pela neoformação óssea, a partir de células viáveis transferidas juntas ao enxetro, material autógeno. O único biomaterial com essa característica é o osso autógeno. Quanto à reação biológica, o material de enxertia pode apresentar tecido conjuntivo fibroso que entremeia o implante e o tecido ósseo, que chamamos de material biotolerado; Quando ocorre uma neoformação, porém, sem reação entre o leito receptor e o implante, caracterizama-lo como material bioinerte; Já quando o material promove uma reação físico-química entre o implante e o osso, é chamado de material bioativo; Observando as características físicas, o material de enxertia pode passar por uma série de processos, promovendo formatos e tamanhos variados da matriz inorgânica do material, onde componentes orgânicos são removidos. Portanto esses materiais podem ser anorgânicos, inorgânicos ou mineralizados; Podem também ser removidos os componentes celulares e inorgânicos, permanecendo apenas a matriz extracelular com a presença ou não das BMPs, o chamado material desmineralizado, e ainda podemos encontrar o material do tipo fresco, que não recebe nenhum tipo de tratamento; Indicações clínicas dos ENXERTOS AUTÓGENOS: Defeitos em espessura do rebordo alveolar; Defeitos em altura do rebordo alveolar; Defeitos associados; Levantamento do seio maxilar; Todas as indicações dos não autógenos; Defeitos associados a implantações, por exemplo, deiscência, fenestração e preenchimento do alvéolo após a implantação imediata quando o espaço entre a parede alveolar e o implante for maior que 2 mm; Indicações clínicas dos ENXERTOS NÃO AUTÓGENOS: Pequenos defeitos entre paredes; Associado a autógenos para aumentar o volume do enxerto; Isolado apenas nos casos de pequenos defeitos tipo fenestração ou deiscência; Manutenção do contorno gengival; Diminuição da reabsorção de enxertos autógenos; Preenchimento de interfaces de enxertos em bloco. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Mazzonetto, Renato - Duque Neto, Henrique - Nascimento, Frederico Felipe. Enxertos Ósseos em Implantodontia – Mazzonetto. Napoleão, 1ª Edição, 2012. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 2 – Enxerto Ósseo (Cicatrização Óssea, Tipos e Técnicas Cirúrgicas) – Parte 2 - @Resumodontologia Página 6 MATERIAIS DE ENXERTIA MAIS UTILIZADOS (ATUALMENTE) Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 1 Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial Está mais relacionado ao dia a dia do Cirurgião- Dentista Bucomaxilofacial; O traumatismo à região facial frequentemente resulta em lesões do tecido mole, dos dentes e dos principais componentes do esqueleto da face, incluindo mandíbula, maxila, zigoma, complexo naso-órbito-etmoidal (NOE) e estruturas supraorbitárias; Além disso, essas lesões geralmente estão associadas a lesões em outras partes do corpo. A participação no tratamento e a reabilitação do paciente com traumatismo facial envolvem uma compreensão detalhada dos tipos, princípios de avaliação e do tratamento cirúrgico das lesões faciais. Traumatologia: “É a ciência que estuda trauma”; Trauma: “É a ação de um agente dotado de direção, força e formas, cuja a ação determinará lesões em tecidos moles e/ou tecidos duros”. Tratamento multidisciplinar: O bucomaxilofacial não trabalha sozinho, ele vai trabalhar junto com o ortodontista, dentística, junto com o médico de cabeça e pescoço; Restaurar todas as funções normais, logo tem a função de devolver a função ao paciente; Reduzir sequelas; Restabelecer função. Os princípios básicos, atuais, que regem a traumatologia são: Redução da fratura: Reposição dos segmentos ósseos em suas corretas localizações anatômicas e fixação dos segmentos ósseos para imobilizar os segmentos no local da fratura. Além disso, a oclusão original deve ser restaurada e qualquer infecção na área da fratura deve ser erradicada ou prevenida. Contenção: Quando reduziu a fratura tendo uma estabilização, houve então uma contenção óssea; Imobilização: Ao colocar alguma placa e parafuso, sendo um equipamento colocado em dois fragmentos ósseos para imobilizar aquele fragmento ósseo e ocorrer a neoformação óssea; Etiologia: Fratura; Acidente automobilístico; Violência Doméstica. Avaliação dos pacientes com traumatismo facial: Avaliação clínica; História e exame clínico; Avaliação radiográfica 1. Avaliação Clínica: Lesões dos Tecidos Moles: o Abrasão; o Contusão; o Laceração. Nas descrições de feridas que se seguem e que o dentista pode encontrar na prática, deve-se lembrar de que os pacientes podem apresentar-se com combinações dessas lesões, sendo, portanto, o tratamento mais complicado. 1.1. Abrasão: Conceito: Ferida causada pela fricção entre o objeto e a superfície de tecido mole (epiderme); É normalmente superficial, desnuda o epitélio e, ocasionalmente, envolve as camadas mais profundas; Visto que as abrasões atingem as terminações de muitas fibras nervosas, elas são bastante dolorosas; O sangramento geralmente é mínimo, porque é de natureza capilar e responde bem à aplicação de suave pressão; Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 2 O tipo de abrasão mais comumente visto são as escoriações que as crianças apresentam nos cotovelos e joelhos devido a brincadeiras; Se a abrasão não é especialmente profunda, a reepitelização ocorre sem a formação de cicatriz. Quando a abrasão estende-se abaixo das camadas mais profundas da derme, a cicatrização dos tecidos mais profundos ocorre com a formação de tecido cicatricial, podendo ser esperada alguma deformidade permanente; O dentista pode encontrar abrasões na ponta de nariz, lábios, bochechas e mento em pacientes que sofreram traumatismo dentoalveolar; Tratamento: Limpeza As áreas abrasionadas devem ser totalmente limpas a fim de remover todo corpo estranho. Proteção da ferida; Substâncias degermantes usadas na lavagem das mãos e irrigação salina copiosa devem ser utilizadas com esse propósito. Todas as partículas de material estranho devem ser removidas. Se essas partículas permanecerem no tecido, resultarão em uma “tatuagem” permanente e difícil de ser tratada. Em abrasões profundas e contaminadas com sujeira ou outro material, pode ser necessário anestesiar a área e usar uma escova cirúrgica (ou escova de dente) para remover completamente os detritos. Uma vez que a ferida esteja livre de detritos, a aplicação tópica de uma pomada antibiótica é o tratamento adequado. Um curativo não- compressivo pode ser utilizado se a abrasão é profunda, mas é desnecessário em abrasões superficiais. Antibióticos sistêmicos não são normalmente indicados. Durante a semana seguinte, ocorrerá reepitelização da ferida, que é uma crosta de sangue e plasma ressecados que se desenvolve após uma lesão de tecido mole (p. ex., uma crosta). A crosta cairá, então. Se uma abrasão profunda na superfície cutânea é descoberta após a limpeza da ferida, a consulta com um cirurgião bucomaxilofacial é indicada, pois podem ser necessários enxertos de pele para prevenir quantidades excessivas de formação de tecido cicatricial; O dentista pode criar abrasões iatrogenicamente, como as que ocorrem quando a haste de uma broca em movimento atinge a mucosa oral ou quando uma compressa de gaze ou outro tecido (p. ex., blocos triangulares absorventes) abrasiona a mucosa durante sua remoção da boca. Felizmente, o epitélio oral regenera-se rapidamente e nenhum tratamento, a não ser a higiene oral de rotina, é indicado. 1.2. Contusão ou Equimose: Conceito: É um rompimento tecidual interno resultando em hemorragia subcutânea ou submucosa sem descontinuidade na superfície dos tecidos moles; O tecido externamente se apresenta íntegro, mas há o rompimento de vaso sanguíneo; As contusões são normalmente causadas por traumatismo infligido por um objeto rombo, mas também são frequentemente encontradas concomitantemente às lesões dentoalveolares ou fraturas dos ossos faciais. Nesses casos, o traumatismo aos tecidos mais profundos (p. ex., assoalho de boca, vestíbulo labial) aconteceu como Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 3 efeito secundário dos ossos fraturados. A importância das contusões, do ponto de vista diagnóstico, é que, quando elas são observadas, deve-se investigar se há fraturas ósseas; Quando a pressão hidrostática dentro dos tecidos moles se iguala à pressão dentro dos vasos sanguíneos (normalmente capilares), o sangramento cessa. Se uma contusão é vista precocemente, a aplicação de gelo ou curativos compressivos pode ajudar na vasoconstrição e, portanto, diminuir a formação de hematoma. Se uma contusão não para de se expandir, é provável que haja uma artéria hemorrágica dentro da ferida. O hematoma pode necessitar de exploração cirúrgica e ligadura do vaso; Como não houve nenhuma ruptura da superfície dos tecidos moles, a hemorragia formada dentro de uma contusão será reabsorvida com o tempo e será reestabelecido o contorno normal. Porém, nos dias seguintes ao traumatismo, o paciente pode esperar áreas de equimose (coloração violácea causada por extravasamento de sangue na pele ou mucosa; “marca negro- azulada”), que passarão por uma variedade de cores (azul, verde, amarelo) antes de desaparecerem. Essas áreas podem estender-se abaixo das clavículas e alarmar o paciente, mas são inócuas; Quando não há nenhuma ruptura na superfície dos tecidos moles, a infecção é improvável, não sendo indicado o uso de antibióticos sistêmicos. Se, contudo, a contusão é secundária a um traumatismo dentoalveolar, é provável que exista uma comunicação entre a cavidade oral e o hematoma submucoso. Nesses casos, antibióticos sistêmicos são recomendados, porque o coágulo sanguíneo representa um meio ideal de cultura. Tratamento: Aplicação de gelo; Não pode se expor ao sol Se não mancha; A contusão geralmente não requer tratamento cirúrgico; 1.3. Laceração: Conceito: É uma solução de continuidade nos tecidos epiteliais e subepiteliais; Ocorre um rompimento tecidual; Talvez seja o tipo mais frequente de ferida de tecidos moles, causada comumente por um objeto afiado, como uma faca ou um pedaço de vidro. Se o objeto não é afiado, as lacerações criadas podem ser denteadas, porque o tecido é literalmente rasgado pela força do impacto; A profundidade da laceração pode variar. Algumas lacerações só envolvem a superfície externa, mas outras se estendem profundamente dentro do tecido, rompendo nervos, vasos sanguíneos, músculos e outras cavidades anatômicas e estruturas importantes; O dentista frequentemente encontra lacerações nos lábios, assoalho da boca, língua, mucosa labial, vestíbulo bucolabial e gengiva, causadas pelo traumatismo. O dentista deve explorar a cavidade oral completamente no intuito de identificar aquelas que não estejam abertas. Tratamento: As feridas de tecidos moles associadas ao traumatismo dentoalveolar sempre são tratadas depois do tratamento das lesões nos tecidos duros. Se os tecidos moles são suturados primeiro, tempo é perdido porque as suturas serão Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 4 provavelmente esgarçadas e arrancadas do tecido durante a manipulação intraoral necessária para reimplantar um dente avulsionado ou tratar uma fratura dentoalveolar. Além disso, se as suturas forem arrancadas dos tecidos, estes serão mais difíceis de serem fechados na segunda tentativa. Depois de realizada a anestesia adequada, o tratamento cirúrgico das lacerações envolve quatro etapas principais: Limpeza da ferida: - A limpeza mecânica da ferida é necessária para impedir a permanência de detritos. Ela pode ser realizada com sabão degermante cirúrgico e pode necessitar do uso de escova. Um anestésico é normalmente necessário. Irrigação salina copiosa é, então, usada para remover todo material hidrossolúvel. A irrigação em jatos mostrou ser mais efetiva do que a de fluxo constante na remoção dos detritos. Debridamento da ferida: - Desbridamento ou debridamento refere-se à REMOÇÃO de todo o tecido lacerado e desvitalizado da ferida e a remoção de todos os pedaços de tecido fragmentados da superfície tecidual, permitindo o fechamento da mesma. Na região maxilofacial, que possui um rico suprimento sanguíneo, a quantidade de desbridamento deve ser mínima. Somente deve ser removido o tecido obviamente não-vital. Para a maioria das lacerações encontradas pelos dentistas, não há necessidade de desbridamento, exceto o tecido de glândulas salivares menores. Hemostasia da ferida: - A hemostasia deve ser realizada antes do fechamento. Um sangramento contínuo pode comprometer o reparo devido à formação de um hematoma intratecidual que, por pressão, pode abrir os tecidos já suturados e aproximados. Se algum vaso sangrante é identificado, ele deve ser pinçado e realiza-se a hemostasia por ligadura ou por cauterização com uma unidade de eletrocoagulação. O maior vaso que o dentista provavelmente encontrará é a artéria labial, que passa horizontalmente pelo lábio abaixo da mucosa labial. Devido à sua posição, a artéria labial é frequentemente envolvida em lacerações verticais do lábio. Ela tem cerca de 1 mm de diâmetro e normalmente pode ser pinçada e ligada ou pinçada e cauterizada. Fechamento da ferida: - Uma vez que a ferida esteja limpa, desbridada e a hemostasia é conseguida, a laceração está pronta para ser fechada com suturas. Contudo, nem toda laceração na cavidade oral precisa ser fechada com suturas. Por exemplo, uma pequena laceração na mucosa palatina causada por uma queda sobre um objeto não necessita ser fechada. Da mesma forma, uma laceração pequena na face interna do lábio ou língua, causada pelo aprisionamento entre os dentes durante uma queda, normalmente não requer fechamento. Essas feridas pequenas cicatrizam bem por segunda intenção e são mais bem tratadas se deixadas cicatrizar dessa maneira. Se o fechamento de uma laceração é considerado apropriado, o objetivo deste é o correto reposicionamento de todas as camadas de tecido. A maneira pela qual se precede o fechamento depende exclusivamente da localização e profundidade da laceração. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 5 2. História e Exame Clínico: Dentro do exame clínico é feita: o Palpação dos ossos do nariz; o Palpação do Assoalho da Órbita; o Palpação da Maxila; o Palpação Frontal; o Palpação do Zigomático; o Palpação do Assoalho e da Base da Mandíbula; o Posição dos Polegares Sobre os Molares Inferiores Fazer movimentação para saber se houve báscula. Se fizer houve fratura mandibular ou de maxila; o Maxila: faz o movimento para saber se há alguma má oclusão; - SINAIS E SINTOMAS EM PACIENTES POLIMATRUMATIZADOS - Abertura bucal: o Outra maneira de identificar fratura mandibular e de côndilo é a dificuldade de abertura de boca do paciente (trismo); Avaliar maloclusão: o Mordida cruzada, indicação de fratura de maxila/mandíbula; Avaliar perda de projeção facial; Avaliar se houve lesão do nervo facial; 3. Avaliação radiográfica das fraturas: Requisitos para interpretação: o Conhecimento da anatomia radiográfica (radiopaco|radiolúcido); o Conhecimento da arquitetura facial e do trajeto das fraturas faciais; o Informação sobre a ocorrência do dano; o Exame clínico sucinto. O que pode ser encontrado: o Linha radiolúcida; o Faixa radiolúcida; o Área radiolúcida; o Faixa ou área radiopaca; o Perda do contorno anatômico; o Pode não aparecer o traço de fratura. Tomografia Computadorizada: o Terço médio: PA de Waters; Hirtz para arco zigomático; Perfil da face; o Mandíbula: AP de Towne para côndilos; Lateral oblíqua D e E; Panorâmica; PA de mandíbula; o Nariz: Perfil de OPN (Ossos Próprio do Nariz); PA de Waters. Fratura: É uma solução de continuidade nos tecidos duros; Classificação das fraturas: Quanto ao traço de fratura Estas categorias descrevem a condição dos fragmentos ósseos na região fraturada e a possível comunicação com o meio externo: o Galho verde: São aquelas envolvendo fraturas incompletas com flexibilidade do osso. Essas fraturas geralmente exibem mobilidade mínima quando palpadas e são incompletas. o Simples: Completa transecção do osso com mínima fragmentação na região da fratura; Houve uma fratura sem rompimento do tecido, não rompeu para uma área externa. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 6 Do teto ao Assoalho o Composta: Exposta; Resulta da comunicaçã o da margem do osso fraturado com o meio externo; Tem-se uma fratura e o osso fica exposto, logo é uma fratura aberta. o Cominutiva: O osso é fraturado em diversos segmentos, logo há vários fragmentos ósseos, pedaços de ossos; Ferimentos por arma de fogo, objetos penetrantes ou outros traumatismos de alto impacto na mandíbula resultam, com frequência, em fraturas cominutivas; É a mais difícil de reconstruir. Quanto ao tipo: o Completa: É quando fratura assoalho da mandíbula com a crista óssea, ou seja, as duas corticais foram rompidas; o Incompleta: Quando fratura, por exemplo, somente metade da mandíbula; Não tem deslocamento; Não tem fratura total, é como se fosse uma trinca; Quanto ao deslocamento (relacionado à mandíbula) o Vai ter relação somente com a mandíbula, pois a mandíbula tem ação muscular para a movimentação; o Sem deslocamento: Adequado para fazer o reestabelecimento da fratura o Com deslocamento: Favorável Bloco ósseo parte, mas não se movimenta, fora do sentido da fratura, logo a linha da fratura impede a movimentação do bloco ósseo. Desfavorável Bloco ósseo parte, e se movimenta, fora do sentido da fratura; Ambas tem DESLOCAMENTO, e somente a desfavorável tem movimento “sozinha” DESFAVORÁVEL Houve ação MUSCULAR FAVORÁVEL Não houve ação MUSCULAR Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 7 Quanto à localização: o Mandíbula; o Maxila; o Nariz; o Complexo Zigomático; o Frontal - Para todas as fraturas tem-se classificações: Fratura do terço médio da face: Pilares de Força Faciais: Pilares de resistência de força da maxila e da mandíbula; Tem-se os pilares verticais (primeira imagem) e os pilares horizontais (segunda imagem); Le Fort: O que significa dividir esses tipos de fraturas, em três tipos? R: Significa determinar o risco do paciente à vida, a forma como vai tratar aquele paciente, o tempo de cirurgia; I: Fratura Le Fort I separando a porção inferior da maxila de forma horizontal, desde a abertura piriforme até a área da sutura pterigomaxilar; - Resulta frequentemente da aplicação de força horizontal na maxila, fraturando-a através do seio maxilar e ao longo do assoalho da fossa nasal. Ela separa a maxila das lâminas pterigoides e das estruturas nasal e zigomática; - Esse tipo de traumatismo pode separar a maxila, em um único pedaço, das outras estruturas, dividir o palato ou fragmentar a maxila; - Fratura que vai da sutura pterigomaxilar bilateral passando pela abertura piriforme; - Essa fratura solta a maxila do crânio; - É a fratura feita pelo bucomaxilo para fazer avanço de maxila; - Mal oclusão (diagnóstico, pois a maxila sai do local). II: Fratura Le Fort II envolvendo a separação da maxila e do complexo nasal da base do crânio, Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 8 da área de rebordo zigomático-orbital e da área da sutura pterigomaxilar; - Forças aplicadas em uma direção mais superior causam, com frequência, fraturas Le Fort II, que é a separação da maxila e complexo nasal aderido, das estruturas zigomáticas e nasais; - Afeta a sutura intermaxilar bilateral atingindo a região anterior dos ossos do nariz; - É a fratura piramidal; - Paciente às vezes tem sangramento nasal (sintoma). III: Fratura Le Fort III (disjunção craniofacial) é a completa separação do terço médio da face ao nível do complexo naso-órbito-etmoidal e da sutura zigomático-frontal. A fratura também se estende bilateralmente através da órbita; - Fratura Le Fort III resulta da aplicação de forças horizontais em um nível sufi cientemente alto para separar o complexo naso-órbito-etmoidal, os zigomas e a maxila, da base do crânio, o que resulta na chamada disjunção craniofacial; - Fratura de sutura fronto-zigomática-bilateral, e mais os ossos da órbita; - Paciente tem hematoma peri-orbital (fica roxo); - Aspecto de “máscara da morte”; - Diplopia modifica a posição do globo ocular. Visão dupla. - Possui maior risco. Fratura Lannelongue (Sagital da maxila): Ocorre no sentido ântero-posterior; Paralelo à sutura palatina mediana; Pode causar mordida cruzada posterior bilateral; É uma fratura que envolve a região do palato; fratura chamada de para-sagital- mediano; Maior prevalência em combinação com outras fraturas. Fratura de órbita: Paciente com ASSIMETRIA; Ocorre DIPLOPIA (visão dupla | modifica a posição do globo ocular); As fraturas de órbita podem ser do tipo “blow- out” ou “blow-in”, que significam a explosão do assoalho para o interior do seio maxilar ou para dentro da própria cavidade orbital; Este tipo de fratura não é das mais frequentes, porém de importante diagnóstico e tratamento pela sua relação com o globo ocular. Podendo ocorrer epistaxe ipsilateral. O paciente pode vir a apresentar eno ou exoftalmia, diplopia, distúrbios sensoriais, até cegueira por lesão traumática (amaurose), em virtude de trauma sobre o nervo óptico ou canal óptico. Blow-out: - Para fora da órbita, para dentro do seio; - Quando se tem uma pancada frontal no globo ocular e o assoalho da órbita “explode” o osso para dentro do seio; - Fratura de assoalho de órbita, com os segmentos ósseos e o conteúdo da órbita deslocados para o interior do seio maxilar; - Os fragmentos ósseos e tecidos moles invaginam-se para o seio maxilar, ficando suspensos pela mucosa sinusal ou pelo próprio periósteo, de uma forma desordenada. Blow-in: - Dentro da própria órbita; - São fraturas pouco comuns e surgem basicamente após grandes impactos sobre o zigomático no sentido caudo- cranial ou de verdadeiras implosões sinusais (ex: um pneu que estoura próximo à face, onde o ar vai penetrar sobre pressão os seios maxilares, através das narinas). Sustentação do Globo Ocular. Membrana de Titânio Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 9 Fratura do complexo zigomático: Nas fraturas de zigoma, fraturas isoladas do arco zigomático e as do complexo naso-órbito- etmoidal, o tratamento visa, basicamente, à restauração das funções ocular, nasal e mastigatória e a estética facial. Em uma fratura isolada de zigoma (a fratura mais comum de terço médio da face), a redução aberta geralmente é realizada por meio de uma combinação de acessos intraoral, na região lateral da sobrancelha e na região infraorbitária. Utiliza-se um instrumento para elevar e posicionar o zigoma na sua posição correta. Caso uma adequada estabilização não seja possível pela simples redução manual, pode ser necessário o uso de placas ósseas na crista zigomático-maxilar, na área zigomáticofrontal e no rebordo infraorbitário; Na fratura de arco zigomático, as abordagens intra e extraorais podem ser usadas para elevar o arco zigomático e trazê-lo de volta à sua configuração normal. Além de restaurar o contorno facial, esta abordagem elimina a obstrução mecânica sobre o processo coronóide da mandíbula e a subsequente limitação de abertura de boca. A elevação e a redução do arco zigomático devem ser realizadas dentro de poucos dias após a lesão. Longas esperas fazem com que o arco seja mantido em uma difícil configuração suportada e estável, e ele tende a colapsar ou ser deixado nesta posição. Métodos de fixação: Estabilização de fragmentos ósseos para que ocorra uma formação óssea na região, tendo a possibilidade de redução da imobilização; Osteossíntese; Meio de fixação: Fio de aço; Mini-placas compressivas; Mini-placas sem compressão. Fixação interna semi- rígida: Fixação interna rígida: Amarrias e Bloqueio maxilomandibular: Barra de Erich: - A Barra de Erich trata-se de um dispositivo médico indicada para fixação da maxila e da mandíbula durante a realização de cirurgias utilizando placas e parafusos bucomaxilofaciais; - Utiliza por 4 meses; - Metal intermaxilar. Depois metal de fora a fora. Sustentação do Globo Ocular. Membrana de Titânio Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com Clínica Integrada 2 (Cirurgia 2) – 6º Semestre – 3ª Unidade – Aula 3 – Noções de Traumatologia Bucomaxilofacial - @Resumodontologia Página 10 Odontossíntese de Ivy; - É mais simples e é utilizada apenas para imobilização temporária. Esse tipo de odontossíntese é muito indicada para as fraturas de côndilo que serão submetidas ao tratamento fechado não cirúrgico pois ela é uma odontossíntese pequena, rápida de ser feita, menos incômoda do ponto de vista periodontal e que mantém a estabilização adequada do complexo maxilo-mandibular. Para casos em que é necessário uma estabilização maior da mandíbula ela não está indicada; - Passa entre os pré-molares; - Todas as amarrias tem que ficar bem justas e próximas à cervical do dente para facilitar a higiene; - Observar se o fio de aço não está comprimindo ou machucando nenhuma gengiva marginal; Odontossíntese laçada contínua; REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA HUPP, James R.; TUCKER, Myron R.; ELLIS, Edward.Cirurgia oral e maxilofacial contemporânea. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. 692 p. Licenciado para - BRAULINO VIEIRA FILHO - 09432258769 - Protegido por Eduzz.com