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EXCELENTÍSSIMO JUIZO DE DIREITO DA ____ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___________.
Impetrante: Ilay Viana
Paciente: Mévio 
Autoridade Coatora: MM Juiz de Direito da ___ Vara da Comarca___ 
Processo nº X
Ilay Viana, impetrante, brasileira, estado civil, profissão, RG nº ___________, CPF nº_________, domiciliada em ___________ (endereço), endereço eletrônico, vem respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição da República, e nos art. 647 a 667, do Código de Processo Penal, impetrar a presente ordem
HABEAS CORPUS TRANCATIVO COM PEDIDO DE LIMINAR
em favor de MÉVIO, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG. n. ________, CPF nº____, endereço residencial, endereço eletrônico, posto que se encontra sofrendo constrangimento ilegal por ato do eminente Juiz de Direito da __ Vara Criminal da Cidade _______, o qual acolheu denúncia inepta, formulada em face da extinção de punibilidade. 
I – DOS FATOS 
Mévio, desafeto histórico de Tício, não perdia oportunidade de falar 
mal do ex-amigo onde quer que se encontrasse. Ocorre que, por meio 
de notícia veiculada em vários jornais, Mévio difamou Tício, por todo 
o bairro, através do sistema de som utilizado por ele e acoplado ao seu 
veículo plotado com a imagem do desafeto. Tício, após 4 anos da 
publicação da notícia, promoveu uma ação penal contra Mévio, ação 
essa que se encontra em curso. Qual a providência a ser tomada pelo 
advogado de Mévio
Mévio, desafeto histórico de Tício, não perdia oportunidade de falar 
mal do ex-amigo onde quer que se encontrasse. Ocorre que, por meio 
de notícia veiculada em vários jornais, Mévio difamou Tício, por todo 
o bairro, através do sistema de som utilizado por ele e acoplado ao seu 
veículo plotado com a imagem do desafeto. Tício, após 4 anos da 
publicação da notícia, promoveu uma ação penal contra Mévio, ação 
essa que se encontra em curso. Qual a providência a ser tomada pelo 
advogado de Mévio
Mévio, desafeto histórico de Tício, não perdia oportunidade de falar mal do ex-amigo onde quer que se encontrasse. Ocorre que, por meio de notícia veiculada em vários jornais, Mévio difamou Tício, por todo bairro, através do sistema de som utilizado por ele e acoplado ao seu veículo plotado com a imagem do desafeto. Tício após 4 anos da publicação da notícia promoveu uma ação penal contra Mévio, ação essa que se encontra em curso.
II – DO DIREITO
Conforme exposto, o paciente está sendo acusado de crime de injúria art. 140 CP e difamação art. 139 CP, ocorre que para esses crimes com a pena máxima de um ano, a prescrição da pretensão punitiva se opera em três anos, consoante o artigo 109, inciso VI, do Código Penal da data do conhecimento do fato.
Mesmo se tratando de causas de aumento de 1/3 que enquadraria no art. 141, III CP, em virtude da “presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria”, ainda assim estaria diante da possibilidade do art. 109, V, CPC:
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o disposto no § 1o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela Lei nº 12.234, de 2010). V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não excede a dois;
Nossos tribunais assim entendem:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. CALÚNIA. INJÚRIA. DIFAMAÇÃO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. LAPSO TEMPORAL ENTRE A DATA DO FATO E A DENÚNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DE OFÍCIO. 1. Transcorrido, entre a data do fato e os dias denúncia, o prazo prescricional referente à pena máxima cominada ao crime em abstrato, impõe-se o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva, com a consequente extinção da punibilidade. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 0022683-74.2013.8.14.040 1ª TURMA DE DIREITO PENAL COMARCA DA CAPITAL – 3ª VARA CRIMINAL.
REsp 448572 / PA RECURSO ESPECIAL 2002/0088913-9 PENAL. CALÚNIA, INJÚRIA E DIFAMAÇÃO. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA EM RELAÇÃO AOS CRIMES DE INJÚRIA E DIFAMAÇÃO. RECEBIMENTO DA INICIAL QUANTO AO CRIME DE CALÚNIA. DENÚNCIA QUE PREENCHE OS REQUISITOS LEGAIS.
1. Transcorridos mais de quatro anos entre a data dos fatos narrados na exordial, ausente qualquer causa interruptiva, prescrita está a pretensão punitiva relativamente aos crimes de injúria e difamação, a teor do art. 109, V, do Código Penal.
Restando clara com as decisões acima a procedência do pedir.
III – DA LIMINAR
O fumus boni iuris está claro no caso.
O periculum in mora se caracteriza pelos transtornos que o atraso no julgamento do HC pode causar ao paciente, que responde por crime prescrito.
Ante ao exposto, requer a Vossa Excelência, que se digne em conceder, a medida liminar trancar a ação penal de n° XXXX.
No mérito, requer a manutenção da medida liminar pleiteada.
IV – DO PEDIDO
Diante do exposto, vem requerer que depois de solicitadas as informações à autoridade coautora, seja concedida a ordem impetrada, com base nos art. 647 e 648, inciso VII, do CPP, decretando-se o arquivamento do presente feito e a declaração de extinção de punibilidade do paciente nos autos do referido processo, como medida de justiça e a liminar pleiteada.
Nestes termos, pede deferimento,
Local/ data
Nome: Ilay Viana
R.G.:

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