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É uma síndrome de deleção cromossômica na qual ocorre a perda de um fragmento do braço curto p do do cromossomo 4 (região 4p16.3). Essa alteração também é chamada de 4p-, e o tamanho da deleção varia entre os indivíduos afetados. Incidência: É considerada uma síndrome rara, com a prevalência de 1 a cada 50.000 nascidos. Maior predominância no sexo feminino. A maioria das crianças com essa síndrome morrem ainda bebê, e os que sobrevivem em média de 20 a 30 anos de idade, costumam apresentar deficiências graves. 85 a 90% dos casos são resultados de uma alteração não herdada pelos genitores. 10 a 15% dos casos, os genitores carregam uma translocação do cromossomo 4 e outro autossomo que pode levar ao desenvolvimento da alteração genética. Nesses casos os portadores (genitores) apesar de não serem afetados pela doença, apresentam um risco maior em gerar gametas afetados. Como detectar a Síndrome do 4p-? Para detectar a síndrome do 4p- é necessário a realização de um estudo genético específico. Pode ser identificada durante o pré-natal a partir da décima semana de gestação com o teste NACE ampliado, que realiza o rastreio de risco para alterações nos 24 cromossomos e algumas microdeleções. Em alguns casos é necessário complementar e/ou confirmar a suspeita por meio de outro teste genético, como o CMA pré-natal. É indicado que os pais realizem aconselhamento genético para orientação do risco de em uma segunda gestação acontecer novamente. Quadro Clínico: Profunda incapacidade intelectual. Epilepsia/Convulsões (tendem a diminuir com a idade). Mal formações cardíacas congênitas e anomalias renais. Retardo do desenvolvimento ósseo. Imunodeficiência. Defeitos no couro cabeludo. Pálpebras superiores caídas (ptose). Fenda palatina. Os meninos podem apresentar ausência de um ou ambos testículos. Estatura baixa. Fraco tônus muscular. Déficit cognitivo em diferentes graus. Atraso no desenvolvimento. Pé torto congênito. Dificuldade para ganhar peso (principalmente no nascimento). Diagnóstico: O diagnóstico é feito através de testes cromossômicos. Tratamento: O tratamento da síndrome de Wolf- Hirschhorn é de suporte, com cuidados de apoio. Requer o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, como reabilitação, tratamento para convulsões e terapias de alimentação. Tratamento Fisioterapêutico: Fisioterapia Neurofuncional com o uso do Método Bobath.