Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

9
FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA - UNIFOR
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
CURSO DE PSICOLOGIA
 A EXPERIÊNCIA MEDIÚNICA E SAÚDE MENTAL: ANÁLISE DOS FENÔMENOS NUMA VISÃO UMBANDISTA
MIRELLA MARIA BANDEIRA DO CARMO
FORTALEZA-CE
2022
MIRELLA MARIA BANDEIRA DO CARMO
A EXPERIÊNCIA MEDIÚNICA E SAÚDE MENTAL: ANÁLISE DOS FENÔMENOS NUMA VISÃO UMBANDISTA
Trabalho Conclusão do Curso apresentado ao curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza, para obtenção do grau de Bacharel em Psicologia. 
Orientador: Prof. Dr. Tauily Claussen D’Escragnolle Taunay
FORTALEZA-CE
2022
 
MIRELLA MARIA BANDEIRA DO CARMO
A EXPERIÊNCIA MEDIÚNICA E SAÚDE MENTAL: ANÁLISE DOS FENÔMENOS NUMA VISÃO UMBANDISTA
Trabalho Conclusão do Curso apresentado ao curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza, para obtenção do grau de Bacharel em Psicologia. 
 
Aprovada em: __/__/__
BANCA EXAMINADORA
________________________________________________________
	Tauily Claussen D’Escragnolle Taunay
Orientador – Universidade de Fortaleza (UNIFOR)
________________________________________________________
Ygor Raphael Gomes Eloy
Universidade de Fortaleza (UNIFOR)
________________________________________________________
Maíra Maia de Moura
Universidade de Fortaleza (UNIFOR)
Esta pesquisa é dedicada a meus guias, à minha família, principalmente aos meus avós Antônio Lira e Alzenir Bandeira.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por ter chegado até aqui, por ter me permitido trilhar esse caminho com saúde, força e vontade. Agradeço a Zé Pilintra pela força, luz e proteção, sou grata por ser sua filha. Agradeço a cada Orixá e a cada guia espiritual que me conduziu na jornada. Agradeço a Exu que me deu caminho. Agradeço a minha família pelo apoio. Agradeço aos meus amigos por cada momento vivido na faculdade. Agradeço a minha família espiritual, irmãos de santo e amigos que irei levar para a vida toda. Agradeço ao meu presente da espiritualidade, que nossos caminhos estejam sempre juntos, que possamos crescer cada vez mais, lhe admiro e lhe tenho eternamente no meu coração. Por fim, agradeço a mim por não ter desistido. 
“Chorar não é demanda Zé, a vida me ensinou a caminhar. Você já fechou meu corpo inteiro, não é um feiticeiro que vai me derrubar. ” 
Ponto cantado à Zé Pelintra.
RESUMO
O presente ensaio tem como principal objetivo caracterizar fenômenos mediúnicos e diferenciar de sintomas psicóticos em médiuns umbandistas, considerando que as práticas religiosas de matrizes africanas foram alvo de muitos questionamentos e preconceitos decorrentes da visão materialista do modelo biomédico. Este estudo buscou investigar se as expressões mediúnicas, apesar da semelhança com alguns sintomas psicopatológicos, possuem associação com algum padecimento significativo e verificou que a mediunidade não deve ser confundida com adoecimento psíquico, contrariando perspectivas de base positivista no campo da psiquiatria.  Este estudo se qualifica como um trabalho de conclusão do curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza e teve como método de pesquisa a abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com levantamento de dados, comparativa e transversal, e enriquecido com a exploração das experiências de fenômenos voltados para vivências mediúnicas por meio de encontros, diálogos e entrevistas com médiuns de um terreiro de Umbanda de Fortaleza-CE.
Palavras-chave: Umbanda; Mediunidade; Sintomas Psiquiátricos; Saúde Mental.
ABSTRACT
The main objective of this essay is to characterize psychic phenomena and differentiate from psychotic symptoms in umbandist mediums, considering that the religious practices of African matrices were the target of many questions and prejudices resulting from the materialistic view of the biomedical model. This study aimed to investigate whether mediumistic expressions, despite the similarity with some psychopathological symptoms, are associated with some significant suffering and found that mediumship should not be confused with psychic illness, contrary to positivist perspectives in the field of psychiatry.  This study qualifies as a work of completion of the psychology course of the University of Fortaleza and had as research method the quali-quantitative approach, and enriched with the exploration of the experiences of phenomena focused on psychic experiences through meetings, dialogues and interviews with mediums of a yard of Umbanda de Fortaleza-CE.
Keywords: Umbanda; Mediumship; Psychiatric Symptoms; Mental Health.
 
 
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO	9
2. DESENVOLVIMENTO	13
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES	16
5. CONCLUSÃO	21
6.REFERÊNCIAS	22
ANEXO A – TCLE	28
ANEXO B – QUESTIONÁRIO	33
ANEXO C – Escalas de Experiências Dissociativas	36
ANEXO D – SQR	40
1. INTRODUÇÃO
	A espiritualidade no Brasil pode ser considerada muito ampla e diversa. A Constituição Brasileira assegura que o nosso país é laico. Diniz (2013) traz que um Estado deve ser considerado laico quando propicia a possibilidade oficial da separação entre Estado e Religião, ou seja, quando não há privilégio em relação a qualquer ato religioso e nem o Estado poderia intervir sobre correntes religiosas em assuntos considerados estatais. 
No entanto, segundo dados do Datafolha, a grande maioria dos brasileiros afirma ser católica (50%) e evangélica (31%). Por outro lado, o restante está dividido em não ter nenhuma religião (10%), espírita (3%), religiões afro-brasileiras (2%), ateus (1%) e judaica (0,3%) (DATAFOLHA, 2020).
Diante disso, podemos observar que a maioria dos brasileiros é cristã, podendo tal característica refletir no modo como grande parte da sociedade concebe determinado grupo religioso. A Igreja Católica por séculos agiu com preconceito e discriminação contra quem se desviasse de seu credo, tendo a Lei da Inquisição o principal objetivo de fazer com que quem fosse considerado herege ou pecador devesse ser condenado para a morte na fogueira por enforcamento. Esse foi um movimento político-religioso que ocorreu em meados do século XIII na Europa e nas Américas, tanto do Norte quanto do Sul (Pereira, 2016). 
Assis (2018) ainda traz que uma das razões que fundamentou a criação da Lei da Inquisição foi a concretização de um controle e monopólio católico que “botou um ponto final na liberdade religiosa que permitia a atuação de outras religiões dentro do território luso, era, portanto, o fim do convívio harmonioso e livre entre as religiões que não acreditavam nas doutrinas católicas da época’’. Desse modo, Pereira (2016) aponta que com a “caça à heresia”, a Inquisição causou perseguições, mortes e incomplacência.
Esse fato parece deixar marcas da intolerância até os dias de hoje, principalmente com as crenças que tem como base doutrinas africanas. De acordo com dados fornecidos em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os adeptos a essas manifestações de crenças são alvo de 59% dos crimes de intolerância religiosa (IBGE, 2018).
A Umbanda é uma crença que teve sua gênese no Brasil, mesclando credos indígenas, candomblecistas, católicos e espíritas. Por ter sua base considerada sincrética, é uma religião que pode ser definida como monoteísta, por acreditar em um Deus cristão. De acordo com as crenças umbandistas, os Orixás (divindades de origem iorubá, que são cultuados em religiões que tem como principal matriz, a áfrica) e suas falanges (vertentes desses Orixás) são uma criação divina, que por meio da incorporação dos médiuns, irão ajudar os encarnados com suas questões.
Os iorubás acreditam que homens e mulheres descendem dos orixás, não tendo, pois, uma origem única e comum, como no cristianismo. Cada um herda do orixá de que provém suas marcas e características, propensões e desejos, tudo como está relatado nos mitos. Os orixás vivem em luta uns contra os outros, defendem seus governos e procuram ampliar seus domínios, valendo-se detodos os artifícios e artimanhas, da intriga dissimulada à guerra aberta e sangrenta, da conquista amorosa à traição. Os orixás alegram-se e sofrem, vencem e perdem, conquistam e são conquistados, amam e odeiam. Os humanos são apenas cópias esmaecidas dos orixás dos quais descendem. (PRANDI, 2007, p. 24) 
A origem da palavra Umbanda vem do dialeto bantu ou quimbundo (língua que é falada na África Ocidental) que significa “espírito de curar” ou, em outras adaptações, “lugar de culto” / “lugar do oculto’’. (Nogueira, 2007). De acordo com Trindade (1986), o início da Umbanda se deu no dia 15 de novembro de 1908, quando um médium chamado Zélio Fernandino de Moraes (1891-1975), estava em um dos ritos do espiritismo e em um de seus transes mediúnicos, incorporou um espírito indígena chamado Caboclo das Sete Encruzilhadas. Quando indagado pelos demais espíritas presentes no ritual sobre seu verdadeiro nome, a entidade respondeu “sou apenas um caboclo brasileiro. O que você vê em mim é o que sobrou de uma existência anterior, na qual fui um padre com o nome de Gabriel Malagrida. Na minha última existência física, Deus, como um Pai misericordioso, concedeu-me a honra de nascer como um caboclo brasileiro. Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e há de perdurar até o final dos séculos” (Trindade, 1986). Diante disso, a Umbanda teve seus fundamentos e ensinamentos passados durante as gerações, que, por meio da incorporação com as entidades, se estabelecia um sistema de crença baseado na caridade e na cura, perdurando até os dias de hoje.
Na concepção da Umbanda, a mediunidade é um dom que precisa ser desenvolvido para ser utilizado de forma correta, definida como a habilidade de permitir que entidades tenham o controle do médium para que elas possam realizar atividades de caridade na Terra e, desta forma, trabalhar a mediunidade equivale a aprender a não interferir no trabalho da entidade que está em ação (ZANGARI, 2005). Desse modo, podemos utilizar uma definição dada pela entidade Exu das Sete Encruzilhadas, como a umbanda e a incorporação sendo a manifestação do amor e da caridade, um lugar onde o acolhimento da dor do outro é dado como prioridade.
Segundo Kardec (2011), médium é aquele indivíduo que pode sentir, em qualquer grau, a influência de entidades. Tal capacidade seria inerente ao homem, ou seja, esse dom só se aplicaria a pessoas em quem essa possibilidade se mostra bem característica e de intensidade considerável. Ainda de acordo com Kardec (2011), uma entidade pode ser definida como um espírito que conseguiu alcançar um nível considerável de evolução espiritual, que tem permissão da entidade de força maior (Deus) de se comunicar com pessoas que ainda estão vivas através de médiuns que exercem o papel de uma ponte entre o plano espiritual e o plano terreno. Almeida (1996) traz que a mediunidade pode ser definida como a prática de alegadamente mediar a comunicação entre entidades e pessoas vivas.
De acordo com Faria (2005), quando um médium não exerce sua mediunidade ele entra em sofrimento, pois não exercer tal dom – que, por muitas vezes, não depende da sua vontade – pode gerar angústias e mal-estar, tanto físico, quanto mental. O dom da mediunidade não escolhe raça, credo ou condição social. É um presente dado por Deus, algo universal e mutável. 
De acordo com Hess (1998), no início do século XX, muitos psiquiatras argumentavam contra a mediunidade como um mecanismo terapêutico, relacionando essas práticas como algo ligado ao logro ou até mesmo a patologias psíquicas. Durante muito tempo, as práticas mediúnicas foram tratadas com desdém e desaprovação por parte da medicina, cuja epistemologia, no Ocidente, sempre foi de viés predominantemente naturalista e positivista. Desse modo, a maioria das vivências alegadamente desviantes da lógica materialista seria prontamente “patologizada” e tratada como charlatanismo.
Por outro lado, alguns pensadores consideravam que a espiritualidade era um fator importante de ser analisado durante algumas práticas, sejam elas práticas religiosas ou médicas (englobando saúde física e mental). Jaspers (1985) alegou que o conhecimento sobre os episódios mediúnicos de incorporação ou transe são de grande relevância para compreensão do que constitui a psique do ser humano. Assim como também Freud (1998) traz que:
Em minha opinião, não mostra grande confiança na ciência quem não pensa ser possível assimilar e utilizar tudo aquilo que talvez venha a se revelar verdadeiro nas assertivas dos ocultistas. E especialmente no que diz respeito à transmissão de pensamento, ela parece realmente favorecer a extensão do modo científico ou, como dizem nossos opositores, mecanicista de pensamento aos fenômenos mentais que são tão difíceis de apreender (Freud, 1998, p. 38).
Sendo assim, os fenômenos espirituais podem estar entre as razões que alinham e estruturam a vivência do indivíduo, seja através de credos, conduta e princípios. (Lukoff, 1992; Sims, 1994; Amaro, 1996; Weaver, 1998; Cardeña, 2000). Jardim (2008) traz que, caso a conduta operacional e social não seja arruinada, a espiritualidade não será tida como uma doença mental.
A mediunidade enquanto fenômeno psicológico presente em contextos religiosos foi historicamente negligenciada não apenas pela Medicina, mas por todo o conjunto de saúde mental, enquanto a espiritualidade tem sido largamente explorada, buscando cultivar a saúde mental e a melhorar transtornos mentais. (Jardim, 2008, p. 56)
Almeida (1996) afirma que pesquisas têm demonstrado que o sujeito que possui uma relação saudável com suas questões religiosas tende a ter um efeito favorável tanto para si quanto para os outros, atingindo um maior discernimento de seu progresso espiritual e psicológico. No entanto, a espiritualidade ainda é alvo de polêmica no âmbito da ciência. Por muito tempo, diversos médiuns eram considerados como indivíduos associados a algum distúrbio, principalmente a esquizofrenia, por conta da semelhança dos sintomas. A própria Psiquiatria, tanto em sua teoria quanto em seus métodos de diagnose, propende a dessaber, ou até mesmo ignorar, os aspectos espirituais (Almeida, 2004).
Peeia, Mengarda e Marques (2014) trazem que a psicose, com a qual a mediunidade é frequentemente associada, engloba diversas questões delicadas e problemáticas, principalmente com a área relativa ao impacto da medicalização. Mas por que o que causa sofrimento em um indivíduo traz alívio e satisfação, tanto física quanto mental, para outro? Pierre (2001) relatou diversas formas de diferenciar vivências psicóticas de fenômenos religiosos, afirmando que para que as práticas de execução da fé sejam consideradas como um distúrbio, as mesmas têm de apontar para um prejuízo na funcionalidade de um indivíduo para exercer as suas ocupações diárias. No entanto, a grande maioria mantém o pensamento rígido, de viés positivista, até os dias de hoje, associando, como já foi dito, mediunidade e outras experiências espirituais inexplicáveis pelo arcabouço científico contemporâneo com experiências psicóticas. 
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V, 2014) propõe a existência de características psicóticas – delírios, alucinações e transtornos do pensamento formal – e psicoticismo, um traço de personalidade que engloba comportamentos e cognições não adaptáveis e incongruentes a nível social e cultural do Ocidente capitalista predominantemente cristão. De acordo com Almeida (1996) um dos sintomas mais comuns entre psicose e mediunidade seria a dissociação. Esta é um dos sintomas mais presentes tanto na psicose quanto na incorporação. Maraldi (2014) definiu a dissociação como “a temporária desconexão (patológica ou não patológica) entre módulos psíquicos e / ou motores que se encontram, em geral, sob o controle voluntário ou acesso direto da consciência, do repertório comportamental usual e / ou do autoconceito”. Almeida (1996), alega que a dissociação não se trata de um sintoma e sim de uma patologia que, assim como a esquizofrenia,apresenta características de distorção da realidade social. 
O principal transtorno psicótico é o espectro da esquizofrenia. Podemos defini-la como um transtorno mental grave que tem como características a perda de contato com a realidade, perturbações do pensamento, humor e movimento, emergente durante a adolescência ou começo da vida adulta, curso crônico e com diferentes manifestações, cujos sintomas são divididos em positivos e negativos (BEAR, 2002). De acordo com o DSM-V (2014), a forma de tratamento tem como foco principal obstar os sintomas com medicamentos que irão auxiliar parcialmente no controle das manifestações da doença. 
Considerando que a esquizofrenia é um transtorno caracterizado pela perda de contato com a realidade, ou seja, ter visões, sentir presença e ver seres abstratos e escutar vozes imaginárias são sintomas típicos em quem possui o diagnóstico dessa patologia. No entanto, pessoas que possuem a mediunidade ativa apresentam os mesmos sintomas, a diferença é que, de acordo com Zangari (2005), a mediunidade não traz aflição para o médium, apesar dos sintomas apresentados por ele, o indivíduo vive normalmente. Ademais, para o indivíduo diagnosticado com alguma patologia psíquica, esses sintomas não só causam sofrimento, como podem impedir o mesmo de conviver em sociedade. Tais sintomas podem ser observados e associados na figura abaixo:
Figura 1 – Sintomas comuns e exclusivos entre mediunidade e psicose.
Diante disso, o presente trabalho tem como foco investigar e compreender a fenomenologia das vivências mediúnicas, buscando avaliar a saúde mental e qualidade de vida de médiuns umbandistas na cidade de Fortaleza-CE para estabelecer diferenças em relação às experiências psicóticas.
2. MATERIAL E MÉTODOS
 
2.1 Metodologia proposta
O presente ensaio trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com levantamento de dados, comparativa e transversal. Trata-se de uma pesquisa aplicada, isto é, ao se tratar de uma proposta de intervenção de uma determinada metodologia, irá percorrer o que a literatura traz como Avaliação de Reprogramação. Cozby (2003) traz que essas avaliações são orientadas para questões de transformações, inovações, por meio de uma pesquisa que tem como objetivo compreender e alcançar um efeito positivo de um grupo específico, nesse caso seria a saúde mental de um determinado grupo de médiuns na cidade de Fortaleza. A pesquisa foi realizada por meio de encontros, diálogos e entrevistas com os médiuns. Também foram realizadas entrevistas e aplicação de questionários em um período de três dias com dez médiuns que tem como a Umbanda sua religião.
2.2 Critérios de inclusão 
Indivíduos entre 18 e 60 anos, independentemente de escolaridade, gênero ou renda, que tenham a Umbanda como sua crença principal, que aceitem as condições do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).
2.3 Critérios de exclusão 
Indivíduos com diagnóstico neurológico ou psiquiátrico.
2.4 Coleta de dados
A pesquisa foi dividida em três etapas:
1. Levantamento de adesão para verificar o interesse e a colaboração dos participantes: foi levantada a importância sobre o tema com alguns médiuns que tem a Umbanda como sua religião principal, a relevância do tema e a partir dos dados e opiniões trazidas pelos médiuns e coletadas pela pesquisadora. Os participantes do estudo foram abordados por meio de contato pessoal, cujo convite foi enviado por mensagem de aplicativo de comunicação instantânea, na medida em que a pesquisadora, por trabalhar como médium em um terreiro, possui contato de inúmeras pessoas que preenchem os critérios de inclusão no estudo e participa de grupos online frequentados pela referida população.
2. Aplicação dos questionários individuais para que possamos compreender melhor a vivência dos médiuns (Anexo B, Anexo C e Anexo D): a escala e os questionários foram aplicados de maneira individual em dez médiuns. Não foram utilizados gravadores nas entrevistas, posto que Turato (2003) recomenda utilizar gravadores para a realização das entrevistas, mas alega que “o conteúdo das entrevistas não gravadas eletronicamente pode ter uma validade maior à medida que o aparelho é um elemento não habitual às interlocuções comuns’’. Taylor e Bogdan (1998) afirmam que gravar as entrevistas pode acabar prejudicando a veracidade das respostas dos entrevistados, pois eles podem se sentir constrangidos e, possivelmente, podem evitar tocar em alguns assuntos delicados, podendo gerar desconforto. Portanto, tomar nota durante o questionário e a entrevista foi uma estratégia para garantir a maior atenção aos epicentros da entrevista e permitir que os sujeitos se sentissem ouvidos e acolhidos em suas vivências.
3. Análise e levantamento bibliográficos: de acordo com o que foi levantado, foi necessário realizar uma pesquisa bibliográfica para compreender os fenômenos que emergirão durante a aplicação da escala e dos questionários. Tendo como principal objetivo, além de coletar dados, promover um espaço tranquilo e receptivo para tudo aquilo que os entrevistados estivessem dispostos a responder.
2.6 Análise dos Dados	Comment by Tauily Claussen: Faltou descrever as escalas psicométricas num tópico "2.6 Instrumentos e medidas"
Todos os dados que foram coletados após a intervenção com o questionário foram analisados quantitativamente e qualitativamente. Os dados quantitativos foram analisados de acordo com as instruções da escala psicométrica utilizada. Os dados qualitativos foram analisados de acordo com a análise de conteúdo. Para Bardin (1977), a análise de conteúdo é um agrupamento de técnicas que consentem explorar a comunicação além de suas características objetivas, oferecendo métodos que possam analisar o que o participante irá responder de um modo individual e subjetivo
2.7 Aspectos Éticos
Esta pesquisa, cujo parecer de aprovação pelo coética é 5.641.422, foi desenvolvida em concordância com os padrões éticos, respeitando a Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde e com o devido consentimento livre e esclarecido do paciente. A pesquisa envolveu riscos mínimos que poderiam comprometer a saúde dos participantes, tais como desconforto, insegurança e/ou momentos ansiosos. Caso o integrante que concordou em adentrar na pesquisa apresentasse tais adversidades, teria tido completa liberdade de se retirar/abandonar a pesquisa, dispondo de todo o suporte para parte da pesquisadora e do orientador.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Para a construção da pesquisa, foram entrevistadas dez pessoas cuja metade tinha o ensino médio completo e o restante tinha ensino superior em andamento/completo, tendo total capacidade de escrita e leitura para responder ao questionário e responder as duas escalas (Anexo B e Anexo C), sem necessidade de auxílio, como podemos ver no gráfico do nível de escolaridade.
Gráfico 1-Escala Sociodemográfica – Nível de escolaridade.
	Como dito anteriormente, existem diversos tipos de mediunidade, seja física ou psíquica sobre como manifestar. Entre elas estão a incorporação, em que o médium recebe a entidade em seu corpo físico; a psicofonia, em que a entidade consegue se comunicar através da fala do médium; os efeitos físicos, que consiste na entidade conseguir mover o corpo do sujeito em que está tentando se comunicar; sensitivo, onde o médium consegue sentir os efeitos e mensagens trazidas por essas entidades;  intuição/sonhos, onde o médium sonha com a entidade se comunicando, intuindo situações boas ou ruins que podem acontecer; e, por fim, o psicógrafo e oraculista, em que as entidades se comunicam através das cartas, jogos de búzios, muito utilizado no candomblé, para que seja passado desde mensagens pela escrita para a pessoa que está sendo atendida pelo médium (Kardec, 1969).
	Para tanto, podemos ver o gráfico de experiências mediúnicas dos sujeitos que participaram da pesquisa e a forma como eles estão divididos na escala abaixo:
Gráfico 2-Gráfico das experiências mediúnicas.
Dos dez médiuns entrevistados, nenhum preencheu os critériospara algum transtorno psíquico e/ou dissociativo, portanto, todos se enquadram dentro dos padrões socialmente entendidos como não divergentes. Ainda, todos os entrevistados manifestaram desde a infância tais fenômenos, antes considerados pela família de alguns como um possível problema psíquico, mas quando investigado pela medicina, nada fora do padrão era encontrado. O diagnóstico sempre era voltado para alguma questão de somatização psíquica, que com o tempo essas indicações iriam sumir. 
Diante dos fatos expostos, podemos citar os modelos patológicos e etiológicos das particularidades de personalidade e os seus fatores biológicos. Segundo Maraldi (2014), os fenômenos dissociativos estão diretamente ligados a um processo psicopatológico de retraimento de “lembranças, percepções, emoções, ou atividades motoras que geralmente permanecem ligadas a um núcleo identitário dominante, para vê-las assumir depois um caráter autônomo” (Maraldi, 2014, p. 98).	Desse modo, as características mediúnicas se assemelham a sintomas mencionados. 
Os sintomas manifestados pelos médiuns podem ser associados com as manifestações de doenças psíquicas, por conta da semelhança entre os sintomas, por muitas vezes confundidas com enfermidades somáticas e psicossomáticas. Se faz necessário uma postura mais inclusiva dos fenômenos religiosos em relação ao campo científico, os fenômenos religiosos e fatos científicos podem caminhar juntos com o mesmo objetivo, melhorar as condições de vida do indivíduo. (Kulcheski, 2010). 
	A maioria dos médiuns participantes da pesquisa cresceram em um ambiente de espiritualidade católica/evangélica e o restante já tinha a Umbanda como religião principal. O relato mais frequente dos entrevistados foi a busca de respostas e soluções para as questões de suas vivências, problemas familiares e pessoais em que esses sujeitos passaram. Aos que não tinham a Umbanda como religião principal citaram que em suas crenças originais elas não encontravam felicidade ou desejo de manifestar a sua fé. Quando tiveram contato com a Umbanda, passaram a ter mais contato com sua individualidade, suas vivências, traumas oriundos da infância, e a crença fez com que, por mais dolorido que fosse, a única opção seria o enfrentamento de seus problemas e compreender melhor suas questões pessoais.
	Através das entidades invocadas pelos ritos, os entrevistados conseguem de maneira direta um contato maior com a espiritualidade, onde este ente consegue trabalhar para a sua evolução individual e coletiva. Para Zangari (2003) se deve ponderar a função do médium como algo consubstanciado e não como a junção de entidades que se manifestam por meio da incorporação. Quem detém o dom da mediunidade é a pessoa que possui “a capacidade de assumir múltiplos papéis” (p. 185). 
	Um dos pontos mais debatidos com os entrevistados foi a percepção da mediunidade e a procura pela resolução das experiências tormentosas. Quando os médiuns entraram para a religião e começaram a desenvolver suas questões espirituais, as vivências conflitantes diminuíram drasticamente, perceberam que não se tratava de um transtorno mental, mas de um chamado e uma emergência espiritual. Segundo Teixeira (1990), a maioria das pessoas que passam por essas situações espirituais reconhecem que realizar a distinção é bastante delicada, pois as semelhanças são nítidas. No entanto, Kardec (1993) observa que deveriam se distanciar da mediunidade indivíduos que apresentem sintomas, ainda que mínimos, de excentricidade nas ideias ou de enfraquecimento das faculdades mentais. Porquanto, nessas pessoas, há predisposição evidente para a loucura, que pode se manifestar por ereto de qualquer sobreexcitação" (Kardec, 1993, item 221-2).
Hughes (1991) aponta três motivações principais para que alguém deseje se tornar um médium, sendo elas:
· Autonomia, bem-estar, responsabilidade por suas questões.
· A procura por um sentido existencial que não pode ser abrangida pela aquisição de material/capital.
· Estímulo para a busca de conhecimento pessoal e o significado de sua vida.
	Para tanto, o autor também traz que novos estudos devem ser realizados no campo que engloba a espiritualidade e a psicologia, pois ambos quando caminham lado a lado tem o mesmo objetivo, que seria a melhora da capacidade inerente e inata que o sujeito tem de se renovar e de se inserir no mundo.
	As manifestações mediúnicas na Umbanda, por se tratar de uma religião afro-brasileira, envolvem danças, pontos e músicas, o uso de atabaques, maracas e tambores, com movimentos corporais. Todas essas características possuem um propósito e um fundamento da utilização de rituais que englobam a cultura Africana e Brasileira. (Bourguignon, 1970).
	Diante do exposto, a sensibilidade corpórea de ondas de frio e de calor, dores musculares e coração acelerado são algumas sensações que são vividas pelos médiuns durante as manifestações espirituais que entram em compatibilidade com a pesquisa de Kawai et al. (2001), onde encontraram o crescimento e o enriquecimento dos níveis de dopamina, noradrenalina e β-endorfina durante os transes. 
	Desse modo, uma das percepções que esses indivíduos apresentam é o aumento de seu bem-estar nos fenômenos apresentados por suas vivências. Todos afirmam que o desenvolvimento mediúnico é uma forma benéfica de lidar com suas questões, quando não são submetidos a esse desenvolvimento, sentem dificuldades e malefícios corporais e mentais. 
4. CONCLUSÃO
O presente trabalho teve como principal objetivo avaliar fenômenos mediúnicos e diferenciar de sintomas psicóticos em um grupo de médiuns que tem como sua religião a Umbanda na cidade de Fortaleza. Desse modo, acreditar que a mediunidade não deve ser vista em um aspecto dissociativo, como foi abordado anteriormente, é uma forma de se deslocar o âmago que podem ser interpretados entre os fenômenos de caráter pessoal e os de fatores psicopatológicos.
	Se torna claro e inequívoco que a visão social e psicológica da mediunidade contribui em muitos âmbitos sociais, o modelo biomédico que é, por muitas vezes, imposto acima da contribuição da fé, se torna uma forma que acaba reduzindo o social e individual ao biológico. Desse modo, se faz necessário que ambos os elementos, tanto psicossocial quanto físico (biológico), possam se acrescentar e se explanar para que se formem novos modelos de estudo e de compreensão. 
	No que tange a saúde mental dos médiuns, se mostrou claro os inúmeros benefícios que são associados a desenvolver e frequentar ambientes em que possam manifestar, de forma tanto individual como coletiva, sua mediunidade. Todos os entrevistados alegaram satisfação e bem-estar após ingressarem na Umbanda, não apresentando pouco ou nenhum sintoma que os traga algum malefício. 
Se faz necessário, portanto, um estudo mais abrangente sobre os fenômenos apresentados por esta categoria de indivíduos, em que se possa avaliar e analisar de forma inclusa, solícita e livre de preconceitos em relação a estudos científicos. O estudo e a investigação de todo o fundamento que já foi investigado sobre o tema, até mesmo por cientistas, é um passo indispensável, visto que “se lemos mais do que já foi pesquisado, teremos menos a descobrir” (Rieber, 2002).
5. Referências
ALMEIDA, Alexander Moreira de. Fenomenologia das experiências mediúnicas, perfil e psicopatologia de médiuns espíritas. 2004. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo. AMARO, J.W.F. – Psicoterapia e Religião. Lemos Editorial, São Paulo, 1996. 
ASSIS, Angelo. A. F. Um oceano de culpas (?)... Réus e perseguidos do Brasil na Inquisição portuguesa. (2017). 
BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977. 
BEAR, Mark F.; CONNORS, Barry W.; PARADISO, Michael A. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. Artmed editora, 2002. 
Bourguignon, E. – Hallucinations and Trance: An Anthropologist’s perspective. In: Keup, W. – Origins and Mechanisms of Hallucinations - New York. Plenum, 1970. 
CARDEÑA, E.; LYINN, S.J.; KRIPPNER, S. – Varieties of Anomalous Experience: Examining the ScientificEvidence, DC, Washington American Psychological Association, 2000. 
Cozby, Paul C. Métodos de pesquisa científica do comportamento. In: Métodos de pesquisa científica do comportamento, 454 p, 2011. 
Dalgalarrondo, P. (2008). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed. 
DATAFOLHA.. Instituto de Pesquisa Datafolha, Opinião Pública, dossiês. São Paulo, jan. de 2020. Disponível em < https://oglobo.globo.com/brasil/datafolha-50-dos-brasileiros-sao-catolicos-31-evangelicos-10- nao-tem-religiao-24186896 >. Acesso no dia 20 de abril de 2022. 
Diniz, Débora. "Estado laico, objeção de consciência e políticas de saúde." Cadernos de Saúde Pública 29 (2013): 1704-1706. 
Faria, Sergio Osna. ‘’Psicologia e mediunidade.’’ (2005). 
Fiszman, Adriana et al. A adaptação transcultural para o português do instrumento dissociative experiences scale para rastrear e quantificar os fenômenos dissociativos. Brazilian Journal of Psychiatry [online]. 2004, v. 26, n. 3 [Acessado 11 Maio 2022] , pp. 164-173. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1516-44462004000300006>. Epub 23 Fev 2005. ISSN 1809-452X. https://doi.org/10.1590/S1516-44462004000300006. 
FREUD, Sigmund. A etiologia da histeria, 1896. In: ______. Primeiras publicações psicanalíticas. Rio de Janeiro: Imago, 1998. p. 189-220. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud, 3). 
Fuchs, T. (2013). Temporality and psychopathology. Phenomenology and Cognitive Science, 12, 75–104. 
Fuchs, T. (2015). Pathologies of intersubjectivity in Autism and Schizophrenia. Journal of Consciousness Studies, 22(1–2), 191-214.
18 
GIACON, B. C. C.; GALERA, S. A. R., Primeiro Episódio de Esquizofrenia e a Assistência de Enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP, São Paulo, v. 40, n. 2, 2006.p. 286-291.Disponível em <http://www.unifra.br/eventos/jis2010/Trabalhos/303.pdf>Acesso em 22 de março de 2022. 
Hess, D. - Religion, heterodox science and Brazilian culture. In: Social Studies of Science. SAGE, Beverly Hills, pp. 465-477, 1987. 
Hughes, D. J. – Blending with an Other: An Analysis of Trance Channeling in the United States – Ethos 19: 161-84, 1991.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censos 2018. Inovações e impactos devido a intolerância religiosa no país. Rio de Janeiro: IBGE, 2018. 
Jabert, Alexander. "De médicos e médiuns: medicina, espiritismo e loucura no Brasil na primeira metade do século XX." (2008). 
Jaspers, K. – Psicopatologia Geral - São Paulo. Atheneu, 1985. 
KARDEC, Allan. (1969) O livro dos médiuns, pt. 2, cap 14, it.159. 
Kawai, N.; Honda, M.; Nakamura, S. et al. – Cathecholamines and Opioid Peptides Increase in Plasma in Humans During Possession Trances – NeuroReport 12: 3419-23, 2001.
Kulcheski, Edvaldo. O que é mediunidade? Rev. Cristã de Espiritismo [online]. Disponível em:http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&task=vie&id=279&Itemid=25. Acesso em: 03 set 2022.
 
Liliana Jardim. Luso Poemas, 2008. Poemas Reflexões Sobre Esquizofrenia. (2008) 
LUKOFF, D.; LU, F.; TUNER, R. – Toward a More Culturally Sensitive DSM-IV: Psychoreligious and Psychospiritual Problems. J Nerv Ment Dis 180: 673-82, 1992. 
MARALDI, Everton de Oliveira. Dissociação, crença e identidade: uma perspectiva psicossocial. 2014. Tese de Doutorado. Tese de doutorado não publicada). Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. 
MINKOWSKI, E. Breves reflexões a respeito do sofrimento (aspecto pático da existência). Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, ano III, n. 4, p. 156-64, dez/2000. 
MINKOWSKI, E. La esquizofrenia: psicopatología de los esquizoides y los esquizofrénicos. Mexico: Fondo de Cultura Económica, 2000. 
Moreira, Virgínia. Clinica humanista-fenomenológica: estudos em psicoterapia e psicopatologia crítica. Annablume, 2009. 
Nogueira, Léo Carrer. "Do Negro ao Branco: breve história do nascimento da umbanda." Revista Caminhos-Revista de Ciências da Religião 5.2 (2007): 487-491. 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10: Critérios diagnósticos para pesquisa. Porto Alegre: Artes Médicas, p. 82-3, 1998. 
PEEIRA, ANA JULIA, MENGARDA, CELITO FRANCISCO, FERNANDES MARQUES, LUCIANA PSICOSE, MEDIUNIDADE E PARANORMALIDADE: CONEXÕES POSSÍVEIS. Interações [en linea]. 2014, 9(16), 310-329[fecha de Consulta 19 de Abril de
19 
2022]. ISSN: 1809-8479. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=313037815008. 
Pereira, Diogo Tomaz. "" Viva a lei de Moisés, morra a lei de Cristo": a Inquisição portuguesa e o julgamento de um menor." Temporalidades 8.1 (2016): 219-232. 
Pierre, J.M. - Faith or delusion: at the crossroads of religion and psychosis. Journal of Psychiatric Practice 7(3):163-172, 2001. 
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
RIEBER, R.W. - The Duality of the Brain and the Multiplicity of Minds: Can You Have It both Ways?. History of Psychiatry 13: 3-17, 2002.
SILVA, R.C.B. Esquizofrenia: Uma Revisão. Revista de psicologia da USP, São Paulo, v.17,n.4, p. 263-285, nov., 2006. Disponível em <http://www.pergamum.univale.br/pergamum/tcc/Avaliacaodoequilibrioestaticoedinamicoem pacientescomdiagnosticodeesquizofrenia.pdf>Acesso em: 22 de março de 2022. 
SIMS, A. – Symptoms in the Mind. Ballière Tindall, London, 1988 
Tayor, S. J.: Bogdan, R. - Introduction to Qualitative Research Methods John Wiley & Sons Inc, 1998 
Teixeira, J. R. – Diretrizes de Segurança. Rio de Janeiro. Editora Fráter, 1990. Vandermeersch, P. – The Victory of Psychiatry over Demonology: the origin of the nineteenth-century myth. Hystory of Psychiatry 2:351-63, 1991.
TRINDADE, D.F. História da Umbanda no Brasil: a Umbanda nos Jornais do Rio de Janeiro, volume 2, São Paulo, Editora do Conhecimento, 2014. TRINDADE, D.F. Iniciação à Umbanda. São Paulo, Tríade Editorial, 1986. 
Turato, E. R. - Tratado de Metodologia da Pesquisa Clínico-Qualitativa Petrópolis. Vozes, 2003
WEAVER, A.J.; SAMFORD, J.A.; LARSON, D.B. et al. – A Systematic Review of Research on Religion in Four Major Psychiatric Journals: 1991-1995. J Nerv Ment Dis 186: 187-9, 1998. 
Zahavi, D. (2008). Husserl’s phenomenology. Stanford, CA: Stanford University Press.
Zangari, W. (2003). Incorporando papéis: Uma leitura psicossocial do fenômeno da mediunidade de incorporação em médiuns de Umbanda (Pp. 350). Tese (Doutorado). Instituto de Psicologia: Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.
ANEXO A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE (TCLE)
FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ 
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
   
TÍTULO DA PESQUISA: A experiência mediúnica e saúde mental: análise dos fenômenos pelos olhos da Umbanda.
NOME DO PESQUISADOR: Tauily Claussen D’Escragnolle Taunay / Mirella Maria Bandeira do Carmo.
ENDEREÇO: Ministro Abner de Vasconcelos,1095 - José de Alencar - Fortaleza, CE/cep:60833-490. 
Prezado(a) Participante,
Você está sendo convidado(a) a participar desta pesquisa desenvolvida por Tauily Claussen D’Estrongnolle Taunay e Mirella Maria Bandeira do Carmo, que tem como objetivo verificar a saúde mental e qualidade de vida em um determinado grupo de médiuns na cidade de Fortaleza.  Nós estamos desenvolvendo esta pesquisa porque queremos caracterizar as experiências e manifestações da mediunidade em comparação aos sintomas psicóticos.
1. POR QUE VOCÊ ESTÁ SENDO CONVIDADO A PARTICIPAR? 
O convite para a sua participação se deve à você ser um médium umbandista e esse fator fazer parte do critério de inclusão.
2. COMO SERÁ A MINHA PARTICIPAÇÃO? 
Você está sendo convidado para responder a um questionário e ao SRQ. Você deverá responder as perguntas de forma honesta para que possamos avaliar os resultados de maneira eficaz. As respostas serão avaliadas pela pesquisadora e o orientador, de modo que tais questões irão contribuir diretamente para a construção do material científico.
 Lembramos que a sua participação é voluntária, isto é, ela não é obrigatória, e você tem plena autonomia e liberdade para decidirse quer ou não participar. Você pode desistir da sua participação a qualquer momento, mesmo após ter iniciado a responder o questionário, não gerando nenhum prejuízo para você. Não haverá nenhuma penalização caso você decida não consentir a sua participação, ou desistir da mesma. Contudo, ela é muito importante para a execução da pesquisa. 
3. QUEM SABERÁ SE EU DECIDIR PARTICIPAR? 
Somente a pesquisadora e o orientador responsável saberão que você está participando desta pesquisa. Ninguém mais saberá da sua participação. Entretanto, caso você deseje que o seu nome, rosto ou voz ou o nome da sua instituição constem do trabalho final, nós respeitaremos sua decisão. Basta que você marque ao final deste termo a sua opção. 
 
4. GARANTIA DA CONFIDENCIALIDADE E PRIVACIDADE
Todos os dados e informações que você nos fornece serão guardados de forma sigilosa. Garantimos a confidencialidade e a privacidade dos seus dados e das suas informações. Tudo que o(a) Sr.(a) nos fornece ou que for conseguido por dados pessoais e questionários serão utilizados somente para esta pesquisa.  Os dados coletados serão armazenados em local seguro e guardados em arquivo, por, pelo menos, 5 anos após o término da pesquisa. Qualquer dado que possa identificar você será omitido na divulgação dos resultados da pesquisa. Caso você autorize que sua voz ou imagem sejam publicados, teremos o cuidado de deixá-los anônimos, ou seja, sua voz ou imagem ficarão diferentes e ninguém saberá que são suas.
5. EXISTE ALGUM RISCO SE EU PARTICIPAR?
Os procedimentos utilizados na pesquisa apresentam um risco mínimo. Risco este que tentará ser reduzido pelo contato com psicólogos em formação e atuantes para a resolução de qualquer forma de constrangimento ou alguns níveis de ansiedade que venham a surgir.
  
6. EXISTE ALGUM BENEFÍCIO SE EU PARTICIPAR? 
Os benefícios esperados com a pesquisa são no sentido de adquirir conhecimento interpessoal, reconhecer os seus limites perante o que lhe for perguntado. Diante disso, você também poderá estar contribuindo para com uma pesquisa que poderá lhe ajudar a compreender mais sobre sua evolução pessoal
7. FORMAS DE ASSISTÊNCIA E RESSARCIMENTO DAS DESPESAS
Se você necessitar de algum encaminhamento, tratamento, esclarecimento, orientação, etc., por se sentir prejudicado de alguma forma pela pesquisa ou se a pesquisadora descobrir que você possui alguma necessidade que precise de acompanhamento, você será encaminhado por Tauily Claussen D’Escragnolle Taunay para o NÚCLEO DE ATENÇÃO MÉDICA INTEGRADA – NAMI, SPA 2 andar. CNPJ: 07.373.434/0001-86, localizado na Rua Des. Floriano Benevides Magalhães, 221 – Edson Queiroz, Fortaleza - Ceará. Caso o(a) Sr.(a) aceite participar da pesquisa, não receberá nenhuma compensação financeira. Caso haja algum gasto resultante da sua participação na pesquisa e dela decorrente, você será ressarcido, ou seja, o pesquisador responsável cobrirá todas as suas despesas e de seus acompanhantes, quando for o caso, para a sua vinda até o local da pesquisa. 
 
8. ESCLARECIMENTOS
Se você tiver alguma dúvida a respeito da pesquisa e/ou dos métodos utilizados na mesma, pode procurar a qualquer momento o pesquisador responsável. 
Nome do pesquisador responsável: Mirella Maria Bandeira do Carmo
Endereço: Av. Washington Soares, 1321, Bloco M, Sala da Vice-reitoria de Pesquisa.
Telefone para contato: (85) 3477-3848.
Horário de atendimento: 8h às 12h.
Se você desejar obter informações sobre os seus direitos e os aspectos éticos envolvidos na pesquisa poderá consultar o Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade de Fortaleza. O Comitê de Ética tem como finalidade defender os interesses dos participantes da pesquisa em sua integridade e dignidade e tem o papel de avaliar e monitorar o andamento do projeto de modo que a pesquisa respeite os princípios éticos de proteção aos direitos humanos, da dignidade, da autonomia, da não maleficência, da confidencialidade e da privacidade. 
Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade de Fortaleza- COÉTICA. Av. Washington Soares, 1321, Bloco M, Sala da Vice-Reitoria de Pesquisa. Bairro Edson Queiroz, CEP 60811-341. Telefone (85) 3477-3122, Fortaleza, CE. 
  
 
9. CONCORDÂNCIA NA PARTICIPAÇÃO 
Se o(a) Sr.(a) estiver de acordo em participar da pesquisa deve assinar este documento que será elaborado em duas vias; uma via deste Termo ficará com o(a) Senhor(a) e a outra ficará com o pesquisador.
O participante de pesquisa ou seu representante legal, quando for o caso, deve rubricar todas as folhas do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, com a sua assinatura ou impressão dactiloscópica na última página do referido Termo. O pesquisador responsável deve, da mesma forma, rubricar todas as folhas do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, com a sua assinatura na última página do referido Termo.
10. CONSENTIMENTO
Pelo presente instrumento que atende às exigências legais (Resolução CNS/MS 466/12 e Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais-LGPD), o Sr.(a)________________________________, CPF: ________________________ declara que, após leitura minuciosa do TCLE, teve oportunidade de fazer perguntas, esclarecer dúvidas que foram devidamente explicadas pelos pesquisadores. Ciente dos procedimentos aos quais será submetido e, não restando quaisquer dúvidas a respeito do lido e explicado, firma seu CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO em participar voluntariamente desta pesquisa. 
E, por estar de acordo, assina o presente termo, que também será assinado pelo pesquisador.
Fortaleza, CE, _______ de ________________ de _______
 __________________________________________________
 Participante ou Representante Legal
 ___________________________________________________
 Pesquisador Responsável
ANEXO A – TCLE 
FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ 
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA 
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 
   
TÍTULO DA PESQUISA: A experiência mediúnica e saúde mental: análise dos fenômenos pelos olhos da Umbanda.
NOME DO PESQUISADOR: Tauily Claussen D’Escragnolle Taunay / Mirella Maria Bandeira do Carmo.
ENDEREÇO: Ministro Abner de Vasconcelos,1095 - José de Alencar - Fortaleza, CE/cep:60833-490. 
Prezado(a) Participante,
Você está sendo convidado(a) a participar desta pesquisa desenvolvida por Tauily Claussen D’Estrongnolle Taunay e Mirella Maria Bandeira do Carmo, que tem como objetivo verificar a saúde mental e qualidade de vida em um determinado grupo de médiuns na cidade de Fortaleza.  Nós estamos desenvolvendo esta pesquisa porque queremos caracterizar as experiências e manifestações da mediunidade em comparação aos sintomas psicóticos.
1. POR QUE VOCÊ ESTÁ SENDO CONVIDADO A PARTICIPAR? 
O convite para a sua participação se deve à você ser um médium umbandista e esse fator fazer parte do critério de inclusão.
2. COMO SERÁ A MINHA PARTICIPAÇÃO? 
Você está sendo convidado para responder a um questionário e ao SRQ. Você deverá responder as perguntas de forma honesta para que possamos avaliar os resultados de maneira eficaz. As respostas serão avaliadas pela pesquisadora e o orientador, de modo que tais questões irão contribuir diretamente para a construção do material científico.
 Lembramos que a sua participação é voluntária, isto é, ela não é obrigatória, e você tem plena autonomia e liberdade para decidir se quer ou não participar. Você pode desistir da sua participação a qualquer momento, mesmo após ter iniciado a responder o questionário, não gerando nenhum prejuízo para você. Não haverá nenhuma penalização caso você decida não consentir a sua participação, ou desistir da mesma. Contudo, ela é muito importante para a execução da pesquisa. 
3. QUEM SABERÁ SE EU DECIDIR PARTICIPAR? 
Somente a pesquisadora e o orientador responsável saberão que você está participando desta pesquisa. Ninguém mais saberá da sua participação. Entretanto, caso você deseje que o seu nome, rosto ou voz ou o nome da sua instituiçãoconstem do trabalho final, nós respeitaremos sua decisão. Basta que você marque ao final deste termo a sua opção. 
 
4. GARANTIA DA CONFIDENCIALIDADE E PRIVACIDADE
Todos os dados e informações que você nos fornece serão guardados de forma sigilosa. Garantimos a confidencialidade e a privacidade dos seus dados e das suas informações. Tudo que o(a) Sr.(a) nos fornece ou que for conseguido por dados pessoais e questionários serão utilizados somente para esta pesquisa.  Os dados coletados serão armazenados em local seguro e guardados em arquivo, por, pelo menos, 5 anos após o término da pesquisa. Qualquer dado que possa identificar você será omitido na divulgação dos resultados da pesquisa. Caso você autorize que sua voz ou imagem sejam publicados, teremos o cuidado de deixá-los anônimos, ou seja, sua voz ou imagem ficarão diferentes e ninguém saberá que são suas.
5. EXISTE ALGUM RISCO SE EU PARTICIPAR?
Os procedimentos utilizados na pesquisa apresentam um risco mínimo. Risco este que tentará ser reduzido pelo contato com psicólogos em formação e atuantes para a resolução de qualquer forma de constrangimento ou alguns níveis de ansiedade que venham a surgir.
  
6. EXISTE ALGUM BENEFÍCIO SE EU PARTICIPAR? 
Os benefícios esperados com a pesquisa são no sentido de adquirir conhecimento interpessoal, reconhecer os seus limites perante o que lhe for perguntado. Diante disso, você também poderá estar contribuindo para com uma pesquisa que poderá lhe ajudar a compreender mais sobre sua evolução pessoal
7. FORMAS DE ASSISTÊNCIA E RESSARCIMENTO DAS DESPESAS
Se você necessitar de algum encaminhamento, tratamento, esclarecimento, orientação, etc., por se sentir prejudicado de alguma forma pela pesquisa ou se a pesquisadora descobrir que você possui alguma necessidade que precise de acompanhamento, você será encaminhado por Tauily Claussen D’Escragnolle Taunay para o NÚCLEO DE ATENÇÃO MÉDICA INTEGRADA – NAMI, SPA 2 andar. CNPJ: 07.373.434/0001-86, localizado na Rua Des. Floriano Benevides Magalhães, 221 – Edson Queiroz, Fortaleza - Ceará. Caso o(a) Sr.(a) aceite participar da pesquisa, não receberá nenhuma compensação financeira. Caso haja algum gasto resultante da sua participação na pesquisa e dela decorrente, você será ressarcido, ou seja, o pesquisador responsável cobrirá todas as suas despesas e de seus acompanhantes, quando for o caso, para a sua vinda até o local da pesquisa. 
 
8. ESCLARECIMENTOS
Se você tiver alguma dúvida a respeito da pesquisa e/ou dos métodos utilizados na mesma, pode procurar a qualquer momento o pesquisador responsável. 
Nome do pesquisador responsável: Mirella Maria Bandeira do Carmo
Endereço: Av. Washington Soares, 1321, Bloco M, Sala da Vice-reitoria de Pesquisa.
Telefone para contato: (85) 3477-3848.
Horário de atendimento: 8h às 12h.
Se você desejar obter informações sobre os seus direitos e os aspectos éticos envolvidos na pesquisa poderá consultar o Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade de Fortaleza. O Comitê de Ética tem como finalidade defender os interesses dos participantes da pesquisa em sua integridade e dignidade e tem o papel de avaliar e monitorar o andamento do projeto de modo que a pesquisa respeite os princípios éticos de proteção aos direitos humanos, da dignidade, da autonomia, da não maleficência, da confidencialidade e da privacidade. 
Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade de Fortaleza- COÉTICA. Av. Washington Soares, 1321, Bloco M, Sala da Vice-Reitoria de Pesquisa. Bairro Edson Queiroz, CEP 60811-341. Telefone (85) 3477-3122, Fortaleza, CE. 
  
 
9. CONCORDÂNCIA NA PARTICIPAÇÃO 
Se o(a) Sr.(a) estiver de acordo em participar da pesquisa deve assinar este documento que será elaborado em duas vias; uma via deste Termo ficará com o(a) Senhor(a) e a outra ficará com o pesquisador.
O participante de pesquisa ou seu representante legal, quando for o caso, deve rubricar todas as folhas do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, com a sua assinatura ou impressão dactiloscópica na última página do referido Termo. O pesquisador responsável deve, da mesma forma, rubricar todas as folhas do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE, com a sua assinatura na última página do referido Termo.
10. CONSENTIMENTO
Pelo presente instrumento que atende às exigências legais (Resolução CNS/MS 466/12 e Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais-LGPD), o Sr.(a)________________________________, CPF: ________________________ declara que, após leitura minuciosa do TCLE, teve oportunidade de fazer perguntas, esclarecer dúvidas que foram devidamente explicadas pelos pesquisadores. Ciente dos procedimentos aos quais será submetido e, não restando quaisquer dúvidas a respeito do lido e explicado, firma seu CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO em participar voluntariamente desta pesquisa. 
E, por estar de acordo, assina o presente termo, que também será assinado pelo pesquisador.
Fortaleza, CE, _______ de ________________ de _______
 __________________________________________________
 Participante ou Representante Legal
 ___________________________________________________
 Pesquisador Responsável
 
ANEXO b – qUESTIONÁRIO 
QUESTIONÁRIO 
Estado Civil:________________________.
Bairro:_____________________________.
Data:____/____/____.
1. Atualmente, você está:________________________.
(   ) Empregado.
(   ) Desempregado.
(   ) Trabalho como autônomo.
(   ) Aposentado.
2. Qual seu nível de escolaridade:
(   ) Ensino Fundamental Completo.
      (   ) Ensino Médio Completo.
      (   ) Ensino Superior Completo.
      (   ) Ensino __________ incompleto.
1. Há quantos anos você está na Umbanda? 
Resposta:_____________.
4. Como foi o seu primeiro contato com a religião/espiritualidade?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________.
5. Você participa de algo para desenvolver sua mediunidade?
 (   ) Sim.
 (   ) Não.
 Caso sua resposta seja “Sim”, qual seria? _________________________________.
6. Possui diagnóstico de algum transtorno dissociativo? Se sim, qual diagnóstico?
__________________________________________________________________________________________________________________________________________.
7. Existem diversos tipos de mediunidade. Marque com X qual/quais você identifica: 
     [   ] Psicofonia.
     [   ] Incorporação.
     [   ] Efeitos Físicos.
     [   ] Sensitivos.
     [   ] Intuitivos / Sonhos 
     [   ] Psicógrafo.
8. Atualmente, você exerce sua mediunidade? Se sim, como?
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________.
9. Para você, exercer a sua mediunidade é algo bom? Quando não a exerce, como você se sente? 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________.
10. Com que idade você começou a notar que você tinha aptidão para desenvolver a sua mediunidade? Relate brevemente o que sentia fisicamente. (Exemplo: dor de cabeça, enjoo, escutar vozes, etc.)
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________.
11. Paravocê, qual o sentido da incorporação? Se possível, detalhar o que você sente mediante o processo de incorporação.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________.
ANEXO c – Escalas de Experiências Dissociativas
 INSTRUÇÕES 
 Este questionário contém 28 perguntas sobre experiências que você pode ter no seu dia-a-dia. Nós estamos interessados no quanto você tem essas experiências quando você não está sob efeito de álcool ou drogas. Para responder a essas perguntas, por favor, circule um número para mostrar o quanto a situação descrita na pergunta ocorre com você. Circule o “0” se a situação nunca acontece. Circule o “10” se ela sempre acontece. Se ela acontece às vezes, mas não sempre, circule o número de “1” a “9” que melhor indique o quanto a situação ocorre com você. 
1. Algumas pessoas, às vezes, estão dirigindo ou passeando de carro ou ônibus ou metrô e, de repente, percebem que não se lembram do que aconteceu durante toda ou parte da viagem. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
2. Algumas pessoas, às vezes, estão escutando alguém falar e, de repente, percebem que não ouviram parte ou tudo do que foi dito. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
 3. Algumas pessoas, às vezes, estão num lugar e não sabem como chegaram lá.
 Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
4. Algumas pessoas, às vezes, dão-se conta de estarem vestidas com roupas que não lembram ter colocado.
 Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
5. Algumas pessoas, às vezes, encontram objetos novos entre suas coisas que não lembram ter comprado. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
6. Algumas pessoas, às vezes, são abordadas por outras pessoas que elas não conhecem e que as chamam por outro nome ou insistem que já encontraram com elas antes.
 Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
7. Algumas pessoas, às vezes, sentem-se como se estivessem ao lado delas próprias ou observando a si mesmas. Ou seja, elas realmente se vêem como se estivessem olhando para outra pessoa. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você.  0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
 8. Algumas pessoas são informadas de que elas, às vezes, não reconhecem amigos ou membros da família. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
9. Algumas pessoas não se lembram de alguns eventos importantes de suas vidas (por exemplo, um casamento ou formatura).
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
10. Algumas pessoas, às vezes, são acusadas de mentir quando elas acham que não mentiram. Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
11. Algumas pessoas, às vezes, olham-se no espelho e não se reconhecem. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
 12. Algumas pessoas, às vezes, sentem que as outras pessoas, as coisas e o mundo em volta delas não são reais. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
13. Algumas pessoas, às vezes, sentem que seu corpo não parece pertencer a elas. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
14. Algumas pessoas, às vezes, recordam um acontecimento passado tão nitidamente ou intensamente que elas sentem como se estivessem revivendo este acontecimento. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
15. Algumas pessoas, às vezes, ficam em dúvida se algumas coisas realmente aconteceram com elas ou se elas apenas sonharam com estas coisas.
 Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
16. Algumas pessoas, às vezes, estão num lugar bem conhecido, mas acham que nunca estiveram ali antes. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
17. Algumas pessoas estão assistindo à televisão ou a um filme e ficam tão envolvidas com a história que não percebem os acontecimentos ao seu redor. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
18. Algumas pessoas ficam tão envolvidas numa fantasia ou sonhando acordadas que sentem como se isto estivesse realmente acontecendo com elas. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
19. Algumas pessoas, às vezes, são capazes de não sentir dor. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
20. Algumas pessoas, às vezes, ficam sentadas olhando para o nada, pensando em nada, e não percebem a passagem do tempo. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
 21. Algumas pessoas, às vezes, quando estão sozinhas, falam em voz alta consigo mesmas. Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
22. Algumas pessoas, às vezes, sentem-se como se fossem duas pessoas diferentes, porque mudam muito seu comportamento de uma situação para outra.
 Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
23. Algumas pessoas, em algumas situações, são capazes de fazer com muita facilidade aquilo que normalmente seria difícil para elas (por exemplo, esportes, trabalho, situações sociais, etc).
 Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
24. Algumas pessoas, às vezes, ficam em dúvida se fizeram alguma coisa ou só pensaram ter feito aquela coisa (por exemplo, não saber se elas enviaram uma carta ou apenas pensaram em enviá-la). 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
 25. Algumas pessoas encontram evidências de terem feito coisas que elas não se lembram de ter feito.
 Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
 26. Algumas pessoas, às vezes, encontram papéis escritos, desenhos ou notas entre as suas coisas que elas provavelmente fizeram, mas não conseguem se lembrar de ter feito. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
27. Algumas pessoas, às vezes, ouvem vozes dentro de suas cabeças que falam para elas fazerem coisas ou comentam sobre coisas que elas estão fazendo. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
28. Algumas pessoas, às vezes, ao olhar ao redor, sentem como se tudo estivesse embaçado, de tal forma que as pessoas e as coisas parecem estar longe ou pouco nítidas. 
Circule um número para mostrar o quanto isto ocorre com você. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
ANEXO D – SQR
 1- Você tem dores de cabeça frequentes? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
2- Tem falta de apetite? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
3- Dorme mal? *
Sim (  ) 
Não  (  ) 
4- Assusta-se com facilidade? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
5- Tem tremores nas mãos? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
6- Sente-se nervoso(a), tenso(a) ou preocupado(a)? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
7- Tem má digestão? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
8- Tem dificuldades de pensar com clareza? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
9- Tem se sentido triste ultimamente? *
Sim (  ) 
Não(  ) 
10- Tem chorado mais do que de costume? *
Sim(  ) 
Não(  ) 
11- Encontra dificuldades para realizar com satisfação suas atividades diárias? *
Sim(  ) 
Não(  )
12- Tem dificuldades para tomar decisões? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
13- Tem dificuldades no serviço (seu trabalho é penoso, causa-lhe sofrimento?)*
Sim (  ) 
Não (  ) 
14- É incapaz de desempenhar um papel útil em sua vida? *
Sim(  ) 
Não(  ) 
15- Tem perdido o interesse pelas coisas? *
Sim(  ) 
Não(  ) 
16- Você se sente uma pessoa inútil, sem préstimo? *
Sim(  ) 
Não(  ) 
17- Tem tido ideia de acabar com a vida? *
Sim(  ) 
Não(  ) 
18- Sente-se cansado(a) o tempo todo? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
19- Você se cansa com facilidade? *
Sim (  ) 
Não (  ) 
20- Tem sensações desagradáveis no estômago? *
Sim (  ) 
Não (  )

Mais conteúdos dessa disciplina