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Marc 07 Carolina Ferreira -O ser humano produz diariamente uma grande quantidade de ácidos carbônicos e ñ carbônicos sendo o 1º proveniente do metabolismo de lipídios e carboidratos, e o 2º do metabolismo das proteínas -Se ñ existisse um mecanismo de regulação do pH sanguíneo, rapidamente ocorreria uma grave acidose incompatível c/ a vida -P/ que a homeostase seja mantida é necessário que o pH fique situado entre 7,35 e 7,45,é um faixa estreita de normalidade que é regulada por uma complexa interação entre os pulmões, os rins e o nosso principal sistema tampão que é constituído pelo bicabornato(HCO3-) H++ HCO3-↔H2CO3↔H2O + CO2 -Nessa equação observe que ao ser acrescentado algum ácido na corrente sanguíneo, o H+ desse ácido reage c/ o bicabornato formando o ácido carbônico que imediatamente se transforma em água e gás carbônico que são eliminados pelos pulmões. Já bicarbonato é consumido pelo sistema tampão regenerado pelo rim e mantendo o pH equilibrado -Os valores de referencia dessas substâncias são: pH:7,35 a 7,45 pCO2: 35 a 45 mmHg Bicabornato(HCO3-): 22 a 28 mEq/l -O exame laboratorial em que avaliamos esses parâmetros é a gasometria arterial Lembramos que o sangue venoso é rico em pCO2 devido a eliminação celular dessa molécula, portanto ñ podemos fazer o diagnóstico de um distúrbio ácido-básico por meio da gasometria venosa DISTÚRBIO ÁCIDO-BÁSICO PRIMÁRIO -Quando ocorre perturbação desse equilíbrio surge um de distúrbio ácido ou básico -Se o pH cai p/ níveis < 7,35 temos uma acidemia, já se o pH sobe p/ níveis > 7,45 temos uma alcalemia -A acidemia pode ser causada por pCO2 elevada (> 45 mmHg) ou uma queda do bicarbonato (<22mEq/l) Na 1º situação temos uma acidose respiratória enquanto na 2º temos uma acidose metabólica -Na alcalemia temos uma pCO2 baixa(<35 mmHg) ou um bicabornato elevado (>28mEq/l) Sendo a 1º situação chamada de alcalose respiratória e a 2º alcalose metabólica -Obs: note então que sempre que o pCO2 está fora do valor de referência dizemos que existe um distúrbio respiratório. Quando o problema está no bicabornato temos um distúrbio metabólico → Acidose respiratória: pH < 7,35 + pCO2 > 45mmHg → Alcalose respiratória: pH >7,45 + pCO2 <35mmHg → Acidose metabólica: pH < 7,35 + HCO3- <22mEq/l → Alcalose metabólica: pH > 7,45 + HCO3- >28 mEq/l MECANISMOS DE COMPENSAÇÃO -Normalmente, os produtos de dissociação e de ionização estão em equilíbrio. O metabolismo de gorduras e carboidratos origina CO e H O. Ao observar a reação de Hasselbalch, percebe-se que se o CO ñ fosse eliminado, a reação se dirigiria no sentido de produção do ácido carbônico Marc 07 Carolina Ferreira (HCO ), que se dissociaria e ↑a quantidade de hidrogênio no organismo, resultando em acidose. Co2 + HO2 – H3CO2- H + HCO3 O sistema tampão é constituído pelo bicarbonato (HCO3), ossos, hemoglobina, proteínas plasmáticas e intracelulares. Estas substâncias são capazes de doar ou receber íons H minimizando alterações do pH e têm por objetivo deslocar a reação p/ > produção de CO e água que podem ser eliminados pela respiração -O sistema tampão ocorre instantaneamente à alteração ácido-básica constituindo a 1º linha de defesa p/ variações do pH. O controle pulmonar regula a [ ] de CO sanguíneo através de sua eliminação ou retenção na acidose e alcalose, respectivamente. O controle respiratório é exercido por variações na [ ] de íons H sobre o bulbo. O componente pulmonar inicia-se minutos após a alteração ácido-básica, sendo o 2º componente na linha de defesa p/ variações do pH. -Os rins controlam o equilíbrio ácido-básico ao excretarem urina ácida ou básica. Tal controle se dá através dos seguintes mecanismos: reabsorção de bicarbonato filtrado e regeneração do bicarbonato através da excreção de H ligada a tampões e na forma de amônio (NH). Apesar de ser o 3º componente na linha de defesa contra alterações do equilíbrio ácido-básico, levando horas a dias para agir, é o mais duradouro de todos os mecanismos regulatórios. RESPOSTA COMPENSATÓRIA -Quando ocorre um distúrbio ácido-básico os pulmões ou os rins reagem p/ atenuar a alteração do pH provocada pelo distúrbio, esse mecanismo chamamos de resposta compensatória, porém vale ressaltar que ñ faz o pH retornar a normalidade enquanto a causa base ñ for tratada -Exemplos: 1)um pct c/ DPOC ñ consegue eliminar adequadamente o CO2 devido a sua doença pulmonar. Se o nível sérico de CO2 está ↑(>45mmHg) temos uma acidose respiratória. A resposta compensatória será do rim que vai regenerar + bicarbonato causando um ↑do seu nível sérico, contudo o pH desse individuo continuara < 7,35 2)um pct c/ diarreia aguda e como consequência está perdendo bicabornato nas fezes, desse modo, o nível serio de bicabornato se reduz (<22 mEq/Ll) causando uma acidose metabólica. A resposta compensatória aqui será dos pulmões que ↑a FR p/ eliminar + CO2, contudo o pH continuara <7,35 enquanto a diarreia ñ for resolvida -Obs: o organismo sempre age na mesma direção p/ atenuar a variação do pH. A resposta compensatória realizada pelos pulmões é rápida sendo iniciada em cerca de 30 min e se completa 12 a 24 horas. Já a resposta é + lenta demorando de 3 a 5 dias p/ ser completada -A resposta compensatória pode ser calculado, veja a abaixo: → Acidose metabólica: ⎯ pCo2 esperada=8+(1,5 x HCO3-)+-2 → Alcalose metabólica ⎯ pCO2 esperada= HCO3-+ 15 → Acidose respiratória aguda ⎯ Bicabornato esperado= elevação de 1 mEq/l a cada elevação de 10 mmHg da pCO2 → Acidose respiratória crônica ⎯ Bicabornato esperado= elevação de 4 mEq/l a cada elevação de 10 mmHg da pCO2 → Alcalose respiratória aguda ⎯ Bicabornato esperado= elevação de 2 mEq/l a cada elevação de 10 mmHg da pCO2 → Alcalose respiratória crônica ⎯ Bicabornato esperado= elevação de 4 mEq/l a cada elevação de 10 mmHg da pCO2 DISTÚRBIOS ÁCIDO-BÁSICO MISTOS -Ao calcular a resposta compensatória deve-se observar a gasometria arterial está compatível c/ o calculado. Se a resposta for sim, dizemos que há um distúrbio ácido-básico simples Cai + em prova Marc 07 Carolina Ferreira -Contudo se o resultado na gasometria arterial estiver diferente do valor calculado então teremos um outro distúrbio associado-um distúrbio ácido básico misto -Exemplos: podemos ter um pct c/ DPOC que pode iniciar uma diarreia aguda de origem infecciosa perdendo bicarbonato, o resultado será o aparecimento de uma acidose metabólica por perca de bicarbonato→distúrbio misto: acidose respiratória+ acidose metabólica -Obs:ñ pode ocorrer 2 disturbios respiratórios(alcalose respiratória + acidose respiratória) no mesmo paciente, pois os pulmões ñ podem hiperventilar e hipoventilar ao mesmo tempo. Já acidose metabolica e alcalose respiratória podem ocorrer ao mesmo tempo. No caso como: acidose metabólica c/ ânion gap alargado ou hiperclorêmica(chamada também de acidose metabólica c/ ânion gap normal) -Distúrbios ácido-básico mistos: Acidose respiratória+ acidose metabolica Acidose respiratória+ alcalose metabolica Alcalose respiratória+ acidose metabolica Alcalose respiratória+ alcalose metabolica Acidose metabólica + alcalose metabolica Acidose metabólica c/ ânion gap alargado + acidose metabolica hiperclorêmica -Definida quando: pH<7,35 + HCO3- < 22 mEq/l -A queda do bicarbonato pode ocorrer por meio de: 1. Acumulo de ácidos: pode ser decorrente da formação de um novo ácido ou da dificuldade dos rins em excretar o excesso de H+ 2. Perda de bicabornato: o bicabornato pode ser perdido pela urina(disfunçãodo túbulo renal) ou por perdas intestinais, pois essas secreções costumam ser alcalinas -P/ compreender a acidose metabólica vamos entender o conceito de ânion gap(AG), pelo princípio de eletroneutralidade a soma das cargas negativas é igual à somas das cargas positivas(soma dos cátions=soma dos ânions) -O principal cátion do nosso organismo é o sódio(Na+)e os principais anions são o cloro(Cl-) e o bicabornato(HCO3-) e a albumina -Equação: -Os ácidos são substancias que se separam na água em H+ e um ânion(lactato,cetoácido), o H+ é tamponado pelo bicabornato resultando na sua queda , o ânion que estava ligado aquele H+ ↑ o AG Somas de todos os cátions= soma de todos os ânions Na+= Cl- + HCO32- + X- Vamos isolar o X(AG): X= Na+ – (Cl-+ HCO3) AG= Na+ – (Cl-+ HCO3) AG normal= 8 a 12 mEq/l Marc 07 Carolina Ferreira Portanto, as acidoses metabólicas nas quais ocorre acumulo de um novo acido são chamados de acidose metabólica c/ AG elevado -Já quando ocorre a incapacidade dos rins de excretar o excesso de H+ produzido pelo organismo ou pela perca de bicabornato por via urinaria/intestinal ñ acontece o ↑ do AG pois ñ há nenhum novo ânion sendo gerado p/ manter a eletroneutralidade ocorre um ↑ do cloro na mesma proporção da queda de bicabornato o que mantem AG normal, ocorre assim a acidose metabolica hiperclorêmica ou c/ AG normal -Obs: uma “ pegadinha” é a correção do AG pela albumina, o principal ânion que compõe o AG é a albumina, sendo assim em situações de hipoalbunemia é necessário corrigir o AG pela fórmula: AG corrigido= AG calculado+ 2,5 x (4,5 – albumina sérica) Etiologia -Acidose metabolica c/ AG elevado: acidose lática(causa + comum) acidose D-lática cetoacidose uremia(IRA ou DRC) intoxicações piroglutâmica -Acidose metabólica hiperclorêmica(AG normal) redução na excreção renal de H+ ⎯ acidose tubular renal tipo I(ou distal) ⎯ acidose tubular renal tipo IV perda de bicabornato por via renal ⎯ acidose tubular renal tipo II(ou proximal) ⎯ uso de acetazolamida perda de bicabornato por via intestinal ⎯ diarreia ⎯ fistulas biliares ou pancreáticas ⎯ uretossigmoidostomia -Sempre que estivermos diante de uma acidose metabolica c/ AG elevado, é necessário calcular a relação delta AG/delta bicabornato(chamada delta/delta) c/ o objetivo de pesquisar uma acidose metabolica hiperclorêmica ou uma alcalose metabolica mascaradas. Essa relação compara a queda do AG c/ a queda do bicabornato por definição ao encontrar uma acidose metabolica hiperclorêmica após o calculo do AG automaticamente está excluída uma acidose metabolica c/ AG elevado -A lógica do delta/delta é simples, se a queda do bicarbonato é decorrente apenas do tamponamento do novo ácido, ou seja, de uma acidose metabolica c/ AG elevado pura então a elevação do AG é igual a queda do bicarbonato(delta/delta=1) exemplo: um pct c/ acidose metabolica c/ AG elevado pura: ele tem AG calculado de 22 mEq/l e bicarbonato de 14 mEq/l, temos então um delta AG de 10 e um delta bicarbonato também de 10, logo o delta/delta é 1 -Se a elevação do AG for > que a queda do bicabornato(delta/delta>2), então temos outro distúrbio associado que fez c/ que o bicabornato caísse menos que o esperado(porém continua <22mEq/l), ou seja, existe uma alcalose metabolica associada a acidose metabólica c/ AG alargado -Já se a elevação do AG for < que a queda do bicabornato(delta/delta<1) existe outro distúrbio metabólico que está fazendo c/ o que o bicabornato caia + que o valor esperado p/ aquela acidose c/ AG elevado, no caso uma acido hipercloremica -P/ ñ esquecer: Delta/delta> 2: acidose metabolica c/ AG alargado + alcalose metabolica Delta/delta entre 1 e 2: acidose metabolica c/ AG alargado pura Delta/delta<1: acidose metabolica c/ AG alargado + acidose metabolica hiperclorêmica -Resumo de tudo: se eu encontrar um pct que apresenta acidose metabólica, a 1º etapa será calcular o AG p/ diferenciar uma AG alargado ou hiperclorêmico. A 2º etapa é o calculo da resposta compensatória Fórmula do delta/delta: Delta ânion gap/delta bicabornato=ânion gap do paciente-12 / 24 – bicarbonato do paciente Marc 07 Carolina Ferreira p/ diagnosticar se há ou ñ um distúrbio respiratório. Se a acidose metabolica for hipercloremica paro por aqui pois ñ pode ter um acidose metabolica c/ AG elevado. Contudo se eu tiver encontrado uma acidose metabólica c/ AG alargado sigo p/ a 3º etapa que é calcular o delta/delta p/ pesquisar se existe um outro distúrbio metabólico associado(alcalose metabolica ou acidose metabolica hipercloremica) -Existem 3 tipos de acidose metabólica c/ ↑do AG que merecem consideração especial: 1. A acidose lática que ocorre devido ao acúmulo de lactato em consequência de ↓da circulação periférica (tipo A) ou do uso de algumas drogas (AZT, biguanidas), insuficiência hepática ou infecção por malária (tipo B). Na acidose lática do tipo A, o uso de bicarbonato deve ser evitado, pois pode causar um desvio da curva de dissociação hemoglobina-oxigênio, piorando ainda + a disponibilidade de oxigênio p/ os tecidos. 2. A cetoacidose (diabética, alcoólica ou por jejum prolongado) que ocorre pelo ↑do metabolismo de ácidos graxos e acúmulo de acetoacetato e hidroxibutirato. O diabetes melito tipo 1 é a principal causa de cetoacidose e seu tratamento é abordado em capítulo específico. 3. A intoxicação por salicilatos pode cursar c/ acidose metabólica isolada (+ observada em crianças), c/ alcalose respiratória (estimulação do centro respiratório) e c/ um distúrbio misto acidose metabólica + alcalose respiratória. O diagnóstico pode ser sugerido por história de náuseas, zumbidos e exposição a altas doses de aspirina. O tratamento deve ser feito c/ lavagem gástrica, administração de carvão ativado e alcalinização sanguínea e urinária c/ NaHCO3. Nos casos c/ insuficiência renal, o tratamento dialítico deve ser incluído. Manifestações Clinicas -Pode variar de forma assintomática até sintomas graves vistos nas acidoses metabólicas severas, podendo causar uma parada cardiorrespiratória. Os sintomas também dependem da duração da acidose(agudaxcrônica) -Acidose metabolica aguda: taquipneia e dispneia hipercalemia rebaixamento do nível de consciência redução do limiar p/ arritmias cardíaca hipotensão e baixa resposta ao uso de vasoconstrictores em pct críticos(noradrenalina) redução do DC parada cardiorrespiratória -Acidose metabolica crônica: desmineralização óssea nefrolitiase e nefrocalcinose redução da massa muscular déficit de crescimento progressão + acelerada de doença renal crônica Acidose Lática -O lactato é uma molécula gerada através do metabolismo anaeróbio(produção de ácido lático) e metabolizada pelo fígado -A acidose lática pode ser causada por 2 mecanismos, sendo classificado em: Tipo A(isquemia/hipoxia tecidual): é muito + frequente na prática clinica, tendo como principal causa a sepse ou sua forma + grave o choque septico, é definida por uma acidose metabolica c/ AG alargado e lactato > 4 mmol/l Tipo B(ausência de hipoxia tecidual) -Principais causas do tipo A: Sepse/choqueséptico Choque circulatório(distributivo, cardiogênico, obstrutivo ou hipovolêmico) Isquemia mesentérica Intoxicação por monóxido de carbono Parada cardiorresoiratoria -Principais causas do tipo B: Crise convulsiva tonico-clonica generalizada Deficiência de tiamina Intoxicação exógena Metformina Marc 07 Carolina Ferreira -O lactatoproduzido por esses 2 tipos de acidose lática é o L-lactato Existe uma forma incomum de acidose lática que ñ está classificada em tipo A ou B, pois tem mecanismo e estruturas diferentes é a acidose D-lática, é necessário que o individuo tenha síndrome do intestino curto o que resulta na passagem de carboidratos ñ digeridos p/ o cólon onde são metabolizados pelas bactérias colonicas que passam a produzir D-lactato, ela pode ser tratada c/ antibióticos, dieta pobre em carboidratos, reposição de bicarbonato e transplante fecal -Tratamento: o principal objetivo é o tratamento da causa base, em alguns pcts c/ acidose lática grave (pH <7,20 e bicarbonato <10 mEq/l) pode ser necessária a reposição de bicarbonato de sódio na dose de 1 a 2 mEq/kg. Após a reposição de bicarbonato é necessário ter cuidado c/ a sobrecarga de volume e c/ o cálcio pois este pode provocar redução da fração de cálcio ionizado. Quando houver IRA associado a acidose lática um nefrologista deve ser consultado p/ avaliar a possibilidade da dialise Intoxicações por Alcoois -Todo inidividuo em unidade de emergencia que apresenta acidose metabolica c/ AG alargado sem uma causa aparente deve ser investigado p/ intoxicação alcoólica, principalmente se apresentar sintomas neurológicas e gastrointestinais -Um parâmetro que auxilia o diagnóstico é o cálculo do gap osmolar, os álcoois tem efeito osmolar. Um gap osmolar > 10 mOsm/kg reforça a suspeita de intoxicação alcoólica -As 2 causas + comuns são a ingestão de metanol ou etilenoglicol, esses álcoois estão presentes em várias substancias como solventes, combustíveis adulterados, liquido de radiador de automóveis e fabricações caseiras de álcool. -Quando ingeridos acidentalmente ou ñ (tentativas de suicídio)são absorvidos rapidamente pelo intestino e metabolizados através das enzimas álcool desidrogenase e aldeído desidrogenase, sendo seus metabolitos tóxicos ao organismo Metanol: ácido fórmico Etilineglicol: ácido glicólico e oxálico Dietilenoglicol: acido 2-hidroxietoxiacético e o ácido glicólico -Manifestações clínicas: Intoxicações por metanol: rebaixamento do nível de consciência, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, redução da acuidade visual e pode apresentar amaurose(lesão do nervo optico) Intoxicações por etilenoglicol: rebaixamento do nível de consciência, IRA e cristais de oxalato na urina(oxalúria) -Diagnóstico: o padrão ouro é a dosagem de metanol e etilenoglicol no sangue, porém é um exame demorado e pouco disponível na pratica clinica. O tratamento ñ deve ser retardado quando há quadro clinico compatível associado a uma acidose metabolica c/ AG alargado c/ o gap osmolar estiver > 10 mOsm/kg -Tratamento: ñ é recomendado o uso do carvão ativado, dada a rápida absorção intestinal do álcool. A indução do vomito é contraindicada pelo o mesmo motivo, além do risco de aspiração. Deve ser iniciada imediatamente a reposição venosa de bicarbonato de sódio e um inibidor de enzima álcool desidrogenase, que pode ser o fomepizol(ñ é disponível no Brasil) ou o próprio álcool etílico(etanol). O etanol inibe a enzima através de competição c/ o metanol e o etilenoglicol. A hemodiálise é a estratégia + eficaz p/ a remoção dos metabolitos dos álcoois porém é indicada apenar p/ casos + graves Acidose Metabólica Hiperclorêmica -O indivíduo ñ consegue excretar o excesso de H+ (acidose tubular renal tipo I e IV) ou perde bicarbonato por via renal (acidose tubular renal tipo II) ou por via intestinal (diarreias e fístulas pancreáticas ou biliares). -Quando a história clinica ñ deixa evidente que há um perda intestinal então é necessário avaliar o pH urinário e o AG urinário p/ investigar uma possível acidose tubular renal(ATR) AG urinário= Na+ + K+ – Cl- Marc 07 Carolina Ferreira -Quando ocorre uma acidose metabólica, os rins normais ↑ a excreção de H+ na forma de cloreto de amônio, na tentativa de corrigir a acidose. Portanto, se a causa da acidose metabólica hiperclorêmica for a via intestinal então a quantidade de cloreto de amônio estará↑. Contudo, se o problema estiver nos rins (ATR) ñ ocorre ↑do cloreto de amônio -Então p/ diferenciarmos essas 2 vias(intestinal x renal) basta dosar cloreto de amônio na urina, no entanto este exame ñ está disponível na pratica clinica por isso dosamos o Cl- -Os principais eletrólitos na urina são Na+, K+ e o CL- -Em condições normais o sódio e o potássio são eliminados em > quantidade na urina do que o cloro. Portanto, o AG urinário normalmente é positivo -Nas perdas de bicabornato intestinal os rins normais irão ↑ a excreção do Cl- já que é necessário excretar H+ na forma de cloreto de amônio, resultado é um AG urinário negativo (+ Cl- que Na+ e K+) -Se o problema for uma ATR tipo I ou IV os rins ñ conseguem ↑aumentar a excreção de cloreto de amônio consequentemente o AG urinário permanece positivo -Acidose metabolica hiperclorêmica c/ AG urinário positivo: ATR tipo I ATR tipo IV - Acidose metabolica hiperclorêmica c/ AG urinário negativo: Diarreia, fistulas pancreáticas ou biliares ATR tipo II -A acidose metabólica hipercloremica independentemente de ser causada por uma ATR ou por perda de bicarbonato intestinal deve ser tratada c/ reposição de um agente alcalinizante(bicarbonato de sódio ou citrato) c/ o objetivo de manter um bicabornato sérico > 22 mEq/l , pois ocorre um déficit real de bicabornato além de ter consequências clinicas se ñ for tratada Se a queda do bicabornato for renal estiver normal pode-se aguardar que o próprio rim regenere o bicabornato principalmente se a diarreia for autolimitada -FLUXOGRAMA Marc 07 Carolina Ferreira -Definição: pH < 7,45 + HCO3- > 28 mEq/l -Em condições normais os rins excretam rapidamente o excesso de bicabornato no sangue, p/ o surgimento da alcalose metabolica é necessário que ocorra a elevação do bicabornato sérico e que os rins tenham dificuldade na sua excreção -O ↑ do bicabornato sérico ocorre por uma > eliminação de H+ por via renal ou gastrointestinal ou por administração iatrogênica de um agente alcalinizante(bicabornato de sódio) -A principal causa de eliminação gastrointestinal de H+ é a perda do suco gástrico(vômitos repetidos ou sonda nasogastrico sob aspiração contínua), nesse caso essa perda direta de H+ e Cl-(ácido clorídrico) leva a hipovolemia e alcalose metabólica -Os rins percebem a redução do volume circulante e ativam o eixo RAA, a aldosterona age no túbulo distal ↑ a reabsorção de sódio na tentativa de corrigir a hipovolemia. Então o lumen tubular fica eletronegativo levando a secreção de K+ e H+ , o resultado é uma hipocalemia e piora da acidose metabólica -A eliminação de H+ por via renal ocorre também em outros estados de hipovolemia c/ o uso de diuréticos -Os diuréticos e a perda do suco gástrico representam as principais causas de alcalose metabólica o mecanismo da hipovolemia é o mesmo: a ativação do eixo RAA c/ consequente reabsorção de sódio e excreção de K+ e H+ -Alcaloses metabólicas associadas a hipovolemia: perda do suco gástrico diurético de alça ou tiazidico hipocalemia diarreia causada por adenoma viloso diarreia causada por abuso de laxativos síndrome de Bartter síndrome de Gitelman -A alcalose metabólica também é causada pela produção excessiva de mineralocorticoide (aldosterona) independente do eixo RAA, é o caso do hiperaldosteronismo primário, a aldosterona em excesso vai estimular de forma continua a reabsorção de sódio e a secreção de K+ e H+, c/ isso o individuo desenvolve hipocalemia+ alcalose metabolica+ HAS Síndrome de Liddle é rara de origem genética que apresenta as mesmas manifestações clinicas do hiperaldosteronismoprimário, o defeito genético gera um ganho de função nos canais epiteliais de sódio no túbulo coletor o que leva a reabsorção de sódio e a secreção de K+ e H+ -Alcalose metabólicas associadas a HAS: hiperaldosteronismo primário Síndrome de Liddle -Por ultimo, temos um ↑ do nível de bicabornato pela ingestão ou infusão venosa de agentes alcalinizantes, indivíduos c/ DRC que ingerem bicabornato de sódio como antiácido tem dificuldade na sua excreção renal Na síndrome do leite-álcali há uma grande ingesta de leite ou suplementos de cálcio junto c/ a ingesta de bicarbonato de sódio, a hipercalemia resultante leva alterações renais que reduzem o bicabornato resultando em uma alcalose metabólica -Alcalose metabólicas por ganho de bicarbonato: síndrome do leite-álcali hemotransfusão maciça ingesta de bicarbonato de sódio em portadores de DRC infusão iatrogência de bicarbonato de sódio -Obs: a hipocalemia é causada em consequência da alcalose metabólica -Manifestações clínicas: a maioria dos pct é assintomática ou apresenta manifestações clinicas decorrentes da doença de base, da hipovolemia, da hipocalemia ou da hipocalcemia. Em casos de alcalose metabólica severa pode ocorrer crises convulsivas, agitação, desorientação, confusão mental, rebaixamento do nível de consciência e evoluir p/ o coma Marc 07 Carolina Ferreira A hipocalemia é detectada pela dosagem do cálcio ionizado, pois a alcalose metabolica reduz o cálcio iônico. -Diagnóstico etiológico: uma historia clinica completa, exame físico bem realizado e exames laboratoriais básicos são suficientes p/ esclarecer a etiologia da alcalose metabólica. A dosagem do cloro urinário auxilia no diagnóstico Cloro < 25 mEq/l: hipovolemia ñ causada por doença primaria no túbulo renal Cloro >40 mEq/l:avalia a PA, se estiver elevada temos um hiperaldosteranismo 1º ou + raro a síndrome de Liddle, se estiver normal ou reduzida temos a síndrome de Bartter, síndrome de Gitelman ou abuso de diuréticos ñ relatados -Tratamento: é baseado na resolução da causa base, naqueles c/ hipovolemia realiza-se reposição volêmica c/ cloreto de sódio a 0,9%(soro fisiológico) e correção agressiva da hipocalemia.Em pcts c/ hipervolemia o uso de acetazolamida e/ ou diuréticos poupadores de potássio pode ser útil. Em raras ocasiões a alcalose metabolica pode ser extrema necessitando de diálise p/ a rápida remoção do bicabornato isso pode acontecer em pcts c/ IRA ou portador de DRC Acidose Respiratória -Definição: pH < 7,35 + pCO2> 45 mmHg -A hematose depende da integridade da membrana que separa o capilar pulmonar do alvéolo, em indivíduos saudáveis há uma pequena diferença entre os níveis de oxigênio no sangue arterial e dentro do alvéolo que é ≤ 10 mmHg podendo ate ser até 20 mmHg em indivíduos + idosos, essa diferença é chamada de gradiente alvéolo-arterial -O distúrbio respiratório seja acidose ou alcalose pode ser provocado por doenças pulmonares ou extrapulmonares -Na extrapulmonar ñ há comprometimento do parênquima pulmonar, portanto o gradiente alvéolo-arterial encontra-se normal -Já nas doenças pulmonares as trocas respiratórias ñ ocorrem adequadamente o que leva a um ↑ do gradiente alvéolo-arterial p/ níveis > 10mmHg em jovens e > 20 mmHg em idosos -A acidose respiratória é definida entre aguda e crônica, a depender da resposta compensatória Se a resposta for completa então estamos diante de uma acidose respiratória crônica Se a resposta for parcial então temos uma acidose respiratória aguda -Acidose respiratória aguda: → Gradiente alvéolo-arterial normal(doença extrapulmonar) Depressão do SNC por doença(encefalite, tumor) Depressão do SNC por tauma Depressão do SNC por medicamentos → Gradiente alvéolo-arterial elevado terminal (doença pulmonar) Marc 07 Carolina Ferreira Asma Pneumonia Obstrução da via aérea por corpo estranho -Acidose respiratória crônica: → Gradiente alvéolo-arterial normal(doença extrapulmonar) Doença neuromuscular → Gradiente alvéolo-arterial elevado normal(doença pulmonar) DPOC Alcalose Respiratoria -Definição: pH > 7,45 + pCO2< 35 mmHg -Ocorre da queda da pCO2 em decorrência da hiperventilaçao pulmonar que pode ser por doença pulmonar ou extrapulmonar -Aqui, o gradiente alvéolo-arterial também auxilia na distinção entre as etiologias da alcalose respiratório -Alcalose respiratória aguda: → Gradiente alvéolo-arterial normal(doenças extrapulmonar): Dor ou ansiedade Febre Trauma Intoxicação por salicilato → Gradiente alvéolo-arterial elevado(doenças pulmonar): Pneumonia Edema pulmonar Tromboembolismo pulmonar broncoaspiração - Alcalose respiratória crônica: → Gradiente alvéolo-arterial normal(doenças extrapulmonar): Gestação hipertiroidismo Insuficiencia hepática → Gradiente alvéolo-arterial elevado(doenças pulmonar): Doenças pulmonares agudas em gestantes hepatopatas ou portadoras de hipertireoidismo ñ tratado -O tratamento da alcalose metabolica envolve os cuidados c/ a doença de base e suporte ventilatório Marc 07 Carolina Ferreira -A água constitui de 50% a 60% da massa corporal de adultos, o que corresponde a aproximadamente 42 litros em um indivíduo de 70 kg. Apesar de sua abundância, há uma necessidade de manter o conteúdo de água corporal dentro de limites estreitos e o corpo é muito menos capaz de lidar c/ a restrição do consumo de água do que c/ a restrição do consumo de alimentos -O consumo de líquidos é regulado pela sede e a ingestão de água como resposta a um déficit de líquidos, é essencial p/ a sobrevivência. A avaliação do conteúdo da água corporal e da osmolaridade plasmática são considerados como métodos “padrão-ouro” p/ avaliação do estado de hidratação. -Quase 2/3 da água corpora total está no compartimento intracelular (líquido intracelular); o outro terço é extracelular (líquido extracelular). Em geral, cerca de 25% do líquido extracelular está no compartimento intravascular; os outros 75% são de líquido intersticial. -A água move-se livremente entre o espaço intracelular e extracelular sendo deslocada de áreas de < p/ a de > [ ] de solutos de forma a alcançar o equilíbrio osmótico. -A água atravessa livremente as membranas celulares, de áreas c/ baixa [ ] de solutos p/ áreas c/ alta [ ] de solutos. Assim, a osmolaridade tende a ser igual ao longo dos vários compartimentos de líquidos corporais, resultando primariamente do movimento de água e ñ de soluto. Os solutos como a ureia se difundem livremente através das membranas celulares e têm pouco ou nenhum efeito sobre os deslocamentos de água (pouca ou nenhuma atividade osmótica), ao passo que os solutos restritos a um compartimento líquido, como o sódio e o potássio, têm > atividade osmótica. -Tonicidade ou osmolaridade efetiva, reflete a atividade osmótica e determina as forças que movem a água através dos compartimentos líquidos (força osmótica). A força osmótica pode sofrer oposição de outras forças Por exemplo, as proteínas do plasma apresentam pequeno efeito osmótico e tendem a atrair água p/ o plasma; essa força se contrapõe a forças vasculares hidrostáticas, que direcionam a água para fora do plasma. -Soluto: o sódio é o principal cátion do liquido extracelular e > responsável pela força osmótica do liquido extracelular. O conteúdo de sódio é o principal determinante do tamanho do liquido extracelular Marc 07Carolina Ferreira -Osmorregulação: existem diversos elementos responsáveis pelo movimento da água e pela manutenção dos seus níveis em todos os compartimentos corporais. O potássio é o principal íon intracelular e ele mantém a água no meio intracelular; a bomba sódio potássio ATPase movimenta íons sódio e potássio. Esses 2 eletrólitos são os principais íons que mantém a água nesses compartimentos, onde o sódio mantém a água no interstício já que ele se move do interstício p/ o plasma livremente. As proteínas mantêm a água no intravascular, gerando a pressão oncótica. A osmolaridade plasmática é mantida pelo sódio, glicose e pela ureia. Em níveis normais de glicose, ela significa pouco p/ os níveis da osmolaridade plasmática assim como a ureia, quando comparadas ao sódio. A osmolaridade plasmática é medida por quilo de água, onde tem-se: Valor de referência: 280 a 300 -Regulação hormonal do balanço de água e sódio: paciente c/ volume plasmático baixo c/ perda de água e eletrólitos. O organismo entende que deve haver uma regulação de água e eletrólitos. O 1º mecanismo que ocorre é a sede. A entrada de água dilui a quantidade de sódio no organismo e ↓a osmolaridade. Outro mecanismo ativado: os receptores osmóticos sinalizam p/ o SNC que libera o ADH que vai atuar no túbulo distal e coletor do néfron abrindo canais de aquaporina permitindo a reabsorção de água, reduzindo a osmolaridade (↑ volume circulante efetivo) e reduzindo as [ ] de sódio. A osmorregulação é feita através desses 2 mecanismos. Quando ocorre excesso de volume, são ativados diversos mecanismos p/ reverter isso. Se o paciente precisa reabsorver + sódio e água, o sistema RAA será ativado onde a angiotensina age no túbulo proximal ↑a reabsorção de sódio, retendo + água; a aldosterona vai atuar no túbulo coletor ↑a atividade da bomba sódio potássio ATPase c/ grande reabsorção de sódio. As catecolaminas agem através da vasoconstrição no túbulo proximal c/ > reabsorção de sódio e água. Tudo isso junto gera a reposição de volume no organismo. O fator natriurético atrial é ativado quando existe sobrecarga de volume inibindo a reabsorção de sódio (quando ocorre uma hipervolemia). -O sódio contribui 90 a 95% p/ a osmolaridade do líquido extracelular, é o íon + importante do espaço extracelular, e a manutenção do volume do líquido extracelular depende do balanço de sódio. É mantido pelo organismo em níveis estreitos (Na = 135 a 145 mEq/1), sendo vários os mecanismos envolvidos no seu controle (osmorreceptores, barorreceptores, mecanismos extra-renais e sistema justaglomerular). -Pode haver alterações no equilíbrio de sódio plasmático, ↑ou ↓sua[] , ocorrendo hipernatremia ou hiponatremia. Existe uma estreita relação entre a água e o sódio, de tal modo que os distúrbios desses 2 elementos ñ devem ser tratados de maneira independente. Marc 07 Carolina Ferreira -A hiponatremia hipotônica pode resultar da passagem de água do compartimento intracelular p/ o compartimento extracelular, que ocorre, entre outras situações, c/ a hiperglicemia A forma + comum resulta da retenção de água, mas pode ser induzida por fármacos diuréticos e que ↑a libertação da hormona antidiurética ou por potenciar o seu efeito renal (carbamazepina, lamotrigina, ciclofosfamida, inibidores da recaptaçao da seretonina). -Funções do sódio: Manutenção da osmolaridade e volume do fluido corporal Manutenção do potencial de membrana Condução de impulsos nervosos e contração muscular Controle da absorção e transporte de alguns nutrientes como cloro, aminoácidos, glicose e da água -Na hiponatremia verdadeira, a osmolaridade sérica é sempre baixa. Se houver hiponatremia c/ osmolaridade sérica normal ou elevada, está ocorrendo uma pseudo-hiponatremia Estas situações ñ representam distúrbios no metabolismo da água e ñ necessitam de medidas direcionadas p/ correção do sódio sérico -A hiponatremia verdadeira deve ser interpretada + como um excesso de água do que um déficit de sódio. Hiponatremia sérica pode acompanhar de diferentes níveis de osmolaridade. Pode existir osmolaridade normal, c/ ↑ da [ ] de grandes moléculas (triglicerídeos > 1000 mg/dL e/ou de proteínas > 10 g/dL) -Na hiponatremia hipertônica ocorre hiperosmolalidade (> 295 mOsm/kg H2O) na presença de solutos osmoticamente ativos, como manitol, sorbitol, contraste e glicose com consequente translocação de água do espaço intra para o extracelular com perda de sódio pela diurese osmótica -Na hiponatremia hipotônica ocorre hiposmolalidade (< 280 mOsm/kg H2O) e, nesse caso, é necessária a avaliação da volemia -Casos de hipervolemia geralmente são atribuíveis à insuficiência cardíaca congestiva, síndromes nefrótica, insuficiência hepática ou gestação. A hipovolemia ocorre nas perdas gastrintestinais, sudorese excessiva, sangramentos ou perdas renais -Em casos de volemia normal deve-se pensar em deficiência de cortisol, de hormônio da tireoide ou síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético. Pacientes tetraplégicos e paraplégicos podem apresentar hiponatremia na vigência de infecções, pois tendem a ter hipovolemia relativa e uma secreção exacerbada de vasopressina durante o estresse. -Na maioria das vezes, esse problema é devido à secreção inapropriada do Hormônio Anti diurético (HAD), embora a excreção de água livre possa estar limitada em algumas situações, como a insuficiência renal crônica, independente, e do HAD -Enquanto a hipernatremia sempre denota hipertonicidade, a hiponatremia pode estar associada a tonicidades baixa, normal ou aumentada - A osmolalidade efetiva ou tonicidade refere-se à contribuição da osmolalidade dos solutos, tais como sódio e glicose, que não podem se deslocar livremente através das membranas celulares, induzindo, portanto, deslocamentos transcelulares de água -A hiponatremia dilucional, a causa + comum desse distúrbio, é provocada por retenção de água. Se a capacidade renal de excretar água é < do que a ingestão, ocorre diluição dos solutos no organismo, provocando hiposmolalidade e hipotonicidade. -Natremia: principal determinante da osmolaridade plasmática, é multiplicada por 2 p/ contar os anions livres Cl- e HCO3 -Valor de referência: 135 a 145 mEq/L -Outros solutos importantes p/ osmolaridade plasmática: Cl, HCO3, Glicose e Ureia -Osmolaridade efetiva: inclui apenas solutos que não passam pela membrana plasmática e por isso exclui a ureia do calculo -Osmoloridade efetiva= 2Na + Glicose/18 Marc 07 Carolina Ferreira -Alterações na osmolaridade efetiva provocam alterações no LIC prejudicando a função do neurônio, que não tolera variações -Manifestações clínicas: Hiponatremia aguda: náuseas; vômitos; letargia; cefaleia; câimbras; desorientação; convulsão; coma(herniação); insuficiencia respiratória e edema agudo pulmonar ñ cardiogênico Hiponatremia crônica: fadiga; náuseas; tontura; alteração da marcha; confusão; letargia e câimbras HIPONATREMIA -Causas: Oferta hídrica aumentada Baixa oferta de sódio Redistribuição osmótica de água (hiperglicemia) Excreção renal de água↓: imaturidade renal c/ ↓da taxa de filtração glomerular (TFG), IRA, IRC, ICC, síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIHAD), drogas (indometacina, corticosteróides) Perda renal ↑ de sódio: imaturidade tubular renal, uropatia obstrutiva, alcalose metabólica,IRA poliúrica, diuréticos de alça, tiazídicos, metilxantinas, drogas vasoativas. -Classificação: -Diagnóstico: Na < 130mEq/L e sintomas como vômito, letargia, convulsão ( <120mEq/L). Sindrome da Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (SIADH): -SIHAD: osmolaridade plasmática↓, osmolaridade urinária↑,hiponatremia,volume extracelular (VEC) normal, função renal normal, fração de excreção de sódio ↑. -Essa síndrome tem sido utilizada p/ descrever a maioria dos casos de hiponatremia pós- cirurgia de hipófise -Os critérios p/ a SIADH incluem a natremia inferior a 135mEq/l, osmolalidade inferior a 280 mOsmol/l, devido à expansão do volume extracelular; ↑de volume plasmático, hipertonicidade da urina em relação ao sangue, c/ excreção de sódio superior a 20 a 25mmol/l e ausência de desidratação -A SIADH responde por 14 a 40% dos casos de hiponatremia e é a causa + comum de hiponatremia normovolêmica, bem como o fator etiológico + usual de hiponatremia em pacientes hospitalizados, porém seu diagnóstico é de exclusão -Na SIADH ocorre uma inabilidade de diluir a urina na presença de hipoosmolalidade plasmática. Os mecanismos envolvidos sugerem elevação na secreção do ADH, um bloqueio do SRAA e elevação discreta do PAN -O quadro clínico é variável, dependendo da velocidade de instalação e da intensidade da hiponatremia, podendo levar a náuseas, vômitos, cefaléia, convulsão e coma, associado a edema cerebral. -A SIADH pode acontecer em uma variedade de condições benignas e malignas, que geralmente se enquadram em 4 categorias: neoplasias, distúrbios do SNC, doenças pulmonares e uso de drogas -As neoplasias representam a causa + comum de SIADH, e parecem sintetizar ou secretar o ADH ou a pré-pro-vasopressina, apesar de apenas 50% das neoplasias estudadas apresentarem imunorreatividade para o ADH. As + prevalentes são o carcinoma pulmonar de pequenas Marc 07 Carolina Ferreira células em 15% dos casos, cânceres da cabeça e pescoço, além de carcinomas de mama, pâncreas, estômago, ureter, próstata, bexiga, nasofaringe e duodeno, linfomas, leucemias, timoma, neuroblastoma tímico, neuroblastoma olfatório, sarcoma de Ewing, mesotelioma, teratoma ovariano imaturo e melanoma -Patologias pulmonares benignas podem associar-se à SIADH, tais como pneumonias virais e bacterianas, asma, bronquiolite, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumotórax, atelectasia, abscesso cerebral, tuberculose, aspergilose, fibrose cística, síndrome de angústia respiratória do adulto e pacientes colocados em ventilação mecânica c/ pressão positiva -Várias drogas podem causar SIADH por estimularem a secreção do ADH ou potencializarem sua ação sobre os túbulos coletores renais. Entre as + comumente citadas estão a clorpropamida, carbamazepina e ciclofosfamida em altas doses intravenosas Diabetes Insipidus: -O DI caracteriza-se por deficiência na concentração urinária, apesar de osmolaridade plasmática↑, devido à falha na produção do ADH (DI neurogênico) ou a um defeito dos receptores V2 nos rins, que ñ respondem ao ADH circulante(DI nefrogênico), resulta em hipernatremia, poliúria, urina hiposmolar em relação ao plasma (osmolaridade urinária >295mOsm/L) -As causas de DI neurogênico podem ser idiopática ou secundária a lesões neurológicas como tumor cerebral primário, TCE, lesão inadivertida da neurohipófise durante neurocirurgia, AVCI, AVCH, encefalopatia anóxica e infecções do SNC -O tratamento do DI visa diminuir o volume urinário e restaurar a tonicidade plasmática, através da administração de acetato de desmopressina (DDAVP) intranasal, na dosagem de 10 a 40µg em 24 horas, podendo ser dividida em duas doses, e reposição hídrica, conforme os níveis séricos de eletrólitos e glicemia. Utilizam-se fluidos hipotônicos quando os níveis séricos de sódio forem maiores que 145mEq/L. O uso de diuréticos tiazídicos, como por exemplo a hidroclorotiazida na dose de 2 a 3 mg/kg/dia, em associação com restrição salina, reduzem o volume urinário em 50% -O tratamento inadequado pode resultar em retenção hídrica, com expansão volêmica, hiponatremia e natriurese (SIADH), além de efeitos deletérios para o cérebro, como edema cerebral e HIC SÍNDROME CEREBRAL PERDEDORA DE SAL (SCPS): -Vários trabalhos têm demonstrado a presença dessa síndrome em portadores de traumatismo crânio- encefálico, tumores cerebrais, infecções intracranianas, hemorragia subaracnóidea espontânea e após cirurgia transesfenoidal p/ tumores de hipófise -A fisiopatologia dessa síndrome não está clara -O peptídeo natriurético cerebral (PNC) que possui estrutura semelhante ao PAN, pode estar envolvido na hiponatremia associada à síndrome cerebral perdedora de sal. O PNC, que é secretado principalmente pelos ventrículos cardíacos, tem também origem hipotalâmica, podendo ser liberado após lesão cerebral, e tem sido relacionado à hiponatremia seguindo a hemorragia subaracnóidea espontânea. Alguns trabalhos descrevem níveis normais ou baixos de aldosterona, apesar da depleção de volume e da hiponatremia. Tem sido sugerido que o PNC inibiria a secreção de aldosterona, contribuindo p/ a perda renal de sódio. -Tratamento: Se hiponatremia associada a hipervolemia ( ICC / SIHAD) - restrição hídrica. Se hiponatremia não associada a hipervolemia ( Na > 120 mEq/L) assintomático -aumentar a oferta de sódio na hidratação. Se hiponatremia < 120mEq/L ou sinais neurológicos ( alteração do sensório e convulsão ) – furosemida (1mg/Kg EV), enquanto se repõem as perdas de Na com NaCl 3% (corrigir Na para 125mEq/L ). Esta estratégia leva a uma perda de água livre, sem alteração do sódio total do corpo. Quando Na > 120mEq/L, e os sinais neurológicos desaparecerem, é suspensa a correção com NaCl 3% e reiniciada a restrição hídrica isolada. Marc 07 Carolina Ferreira -Fluxograma: HIPERNATREMIA -Definição: dosagem de Na sérico > 150mEq/L -Causas: Oferta hídrica inadequada Oferta de sódio excessiva; Perda de água aumentada Extrarrenal: vômito, diarreia, perdas insensíveis aumentadas. Renal: uropatia obstrutiva, nefropatia hipocalêmica, hipercalcemia, imaturidade tubular renal, hipercalcemia. -Hipernatremia é a concentração sérica de sódio > 145 mmol/L. Desenvolve-se a partir de um ganho de sódio ou pela perda de água livre, ou pela combinação desses fatores e está sempre associada à hiperosmolalidade Marc 07 Carolina Ferreira -Acontece quando a perda de água é proporcionalmente > que a de Na+ (diabetes insipidus, diabetes mellitus, febre, insolação, hiperventilação); a reposição é insuficiente (o paciente não sentiu sede, ñ lhe deram água ou ele ñ conseguiu beber por náusea, vômito ou incapacidade física); e quando há ganho de sódio hipertônico (infusão de soluções hipertônicas, instilação intragástrica de alimentação hiperosmolar, diálise hipertônica) Este déficit de água deve ser reposto com água por via oral ou infusão de soro glicosado 5% Cuidados devem ser tomados p/ evitar uma correção muito rápida (risco de edema cerebral) -Manifestações clínicas: os sintomas ocorrem c/ uma elevação de Na+ rápida ou acima de 160 mEq/L e incluem anorexia, fraqueza muscular, inquietação, náusea e vômitos, além de desidratação grave com, em casos + sérios, alteração do estado mental, letargia ou irritabilidade, estupor e coma -Tratamento: → Hipernatremia c/ volume extracelular normal ou diminuído: Correção da causa básica com ajuste da oferta hídrica adequada p/ a reposição das perdas insensíveis de água (PIA) Nos casos graves, sintomáticos: reposição EV do déficit de água Não reduzir a natremia em mais de 0,5mEq/kg/hora. Repor em 48 a 72 horas A solução deve ter 20 – 25 mEq Na/L Redução ideal: 10 – 15 mEq Na / L /dia → Hipernatremia c/ volume extracelular aumentado: Causas: excessiva administração de soluções isotônicas ou hipertônica Diagnóstico: ↑ de peso e apresentaedema Pode apresentar FC, PA, diurese e DU normais, com excreção fracionada de sódio aumentada Tratamento: restrição na administração de Na e de volume. -Função do potássio: Atua no balanço e distribuição da água no organismo Age no relaxamento muscular Atuação na manutenção do equilíbrio ácido-base Participa dos processos de regulação das atividades neuromusculares -Valores de referência: Intracelular: 150 mEq/l Extracelular: 3,5 a 5,0 mEq/l -O potássio é o 2º íon + importante no compartimento intracelular, sendo o principal eletrólito intracelular. O conteúdo corporal de potássio é de cerca de 50mEq/kg ou seja, cerca de 3.500 mEq p/ um adulto de aproximadamente 70 kg. A [ ] intracelular de potássio varia de 140 a 150mEq/l , sendo o tecido muscular o > depósito de potássio Marc 07 Carolina Ferreira -Apenas 2% do potássio corporal total encontra-se no espaço extracelular, variando sua concentração de 3,5 a 5,0 mEq/l -A concentração de potássio pode estar reduzida por ↑da sua eliminação pela urina, fezes, por vómitos ou por desvio do potássio p/ processos celulares • Fármacos diuréticos (à exceção dos poupadores de K) ↑a eliminação renal do potássio, podendo causar hipocaliemia, principalmente os de ação mais potente e/ou longa - A excreção do potássio pode estar aumentada por ↑ da permeabilidade da membrana do tubo distal devido à ligação de fármacos (anfotericina B) aos esteroides das membranas -A hipocaliemia pode resultar da passagem de potássio e glicose para as células devido ao uso de insulina. -A hipercaliémia pode ocorrer em situações de insuficiência renal e decorre de redução da aldosterona a qual reduz a atividade da bomba Na-K-ATPase, ou devido à inibição do efeito caliurético da aldosterona (trimetoprim, pentamina e diuréticos poupadores de potássio), pode ocorrer por redistribuição do potássio intra/ extracelular (β- bloqueadores, manitol, succinilcolina e digitálicos), ou por redução da excreção de K+ . -Devido à grande diferença entre as [ ] intra e extracelular de potássio, os fatores que controlam sua distribuição transcelular são críticos p/ a manutenção de níveis séricos normais que são: • pH: a acidose provoca a saída de potássio do intra p/ o extracelular, ↑sua concentração sérica . Isto ocorre porque, quando excesso de íons H+ são adicionados ao plasma, a > parte é tamponada no compartimento intracelular, e, pa/ que esses íons entrem para dentro das células, eles são trocados por íons Na+, através do trocador Na+-H+, o que ↓a [ ] de Na+ intracelular, e, conseqüentemente, sua disponibilidade para ser trocado pelo K+ através da bomba Na+-K+ ATPase. Dessa maneira, menor quantidade de K+ entra nas células. De forma prática, p/ cada 0,1U de alteração do pH sanguíneo haverá uma alteração concomitante do potássio sérico de 0,6 mEq/1. • Insulina: indivíduos com baixa secreção basal de insulina (diabéticos do tipo 1 ) possuem < tolerância à infusão de potássio, por apresentarem mecanismos de defesa debilitados frente a situações de hiperpotassemia. A insulina exerce seu efeito protetor na hiperpotassemia através do ↑ da captação de potássio pelas células hepáticas e musculares. Seu efeito ocorre através da estimulação do trocador Na+-H+, com entrada de Na+ e saída de H+. Dessa maneira, ocorre um ↑ da extrusão de Na intracelular através da bomba Na+-K+ ATPase, c/ entrada de K+ p/ dentro das células. • Aldosterona: sua ação ocorre no ducto coletor, abrindo canais de Na+, o que ↑a reabsorção desse cátion, c/ consequente secreção de K+ • Agentes β2-Adrenérgicos: atuam diretamente na bomba Na+-K+ ATPase estimulando-a, c/ consequente entrada de K+ e saída de Na+. Esse efeito é mediado pelos receptores ß2- adrenérgicos e é + evidente c/ o uso de adrenalina. Tem papel relevante as alterações da reserva corporal total, seja por depleção (↑das perdas ou redução da ingesta) ou retenção de potássio (sobrecarga de potássio ou ↓das perdas renais. HIPOPOTASSEMIA -Definição: dosagem de potássio (K+) sérico < 3,5mEq/L -As causas são: Baixa oferta ↑da captação celular de K: alcalose metabólica, hipotermia, ↑de insulina Perda por diálise; Excreção de K↑: diarreia, vômito, uso de sonda gástrica ou enteral, uso de furosemida, tiazídicos, diuréticos osmóticos, anfotericina B, aminoglicosídeos e corticosteroides, hiperglicemia, hipercalcemia, hipomagnesemia, uropatia obstrutiva, estenose da artéria renal Marc 07 Carolina Ferreira -Manifestações clinicas: pode levar à fraqueza muscular, paralisia ascendente, atonia gástrica, íleo, retenção urinária, rabdomiólise com mioglobinúria e insuficiência renal aguda, taquicardia atrial, dissociação atrioventricular, taquicardia e fibrilação ventricular. -Diagnóstico: é feito pela análise sérica, urinária de eletrólito e gasometria. Arritmias cardíacas e anormalidades no ECG: depressão do segmento ST, prolongamento do intervalo QT, diminuição da amplitude da onda T, aparecimento da onda U, bloqueio átrio- ventricular, bradicardia; -Tratamento: deve sempre preferir a reposição oral de potássio (ou deve trocar p/ suplementação oral após substituição intravenosa), e a correção do distúrbio de base que levou à hipocalemia deve ser feita Se K < 2,5mEq/L ou sintomático: repor KCl 10%, EV, na dose de 0,3 - 0,5 mEq/kg/h de potássio em 4 a 6 horas, em bomba de infusão, sem ultrapassar a concentração máxima de 4 a 8 mEq/100 mL de solução (usar SF); Se K entre 2,5-3,5mEq/L: aumentar K p/ 3 a 5 mEq/kg/dia VO usando KCl xarope 6% ( 0,78 mEq K/mL) ou KCl 10% EV; Em casos refratários considerar hipomagnesemia e corrigir HIPERPOTASSEMIA -A hiperpotassemia também chamada de hipercalemia ([K+ ] > 5,5 mEq/L) deve ser diferenciada da pseudohipercalemia, que acontece com a liberação in vitro de K+ por hemólise, degradação de leucócitos e plaquetas, e por intensa (e prolongada) estase sanguínea na punção venosa. -Causas: ↓da excreção renal (insuficiência renal, uso de diuréticos poupadores de potássio, IECA, AINES, doença de Addison); ↑da disponibilidade (consumo de substitutos do sal que contenham K+ , uso de medicamentos que contenham K+ – sais potássicos de penicilina –, e transfusão sanguínea); e redistribuição do K+ para o meio extracelular (acidose, hiperosmolaridade, hiperglicemia e destruição celular por trauma, hematoma, sangramento, rabdomiólise, lise tumoral) -Manifestações clínicas: podem apresentar fraqueza, paralisia muscular, parada respiratória, íleo, parestesias e palpitações. -Diagnóstico: pode ser assintomático ou apresentar: Bradicardia Taquiarritmia Instabilidade cardiovascular ou colapso. -O eletrocardiograma (ECG) pode mostrar ondas T apiculadas, em tenda, ↑do intervalo PR, depressão do segmento ST, achatamento ou desaparecimento da onda P e alargamento do complexo QRS, que pode levar à fibrilação ventricular e assistolia. -Tratamento: é dividido em 3 partes que são antagonizar os efeitos tóxicos do K + sobre o potencial de membrana (infusão de gluconato de cálcio); redistribuir o K+ p/ o meio intracelular (glicoinsulinoterapia e uso de ß2-agonistas inalatórios) e promover sua excreção renal e gastrointestinal (diuréticos de alça e tiazídicos e resina sulfonato polistireno de sódio), sendo que a primeira medida é evitar qualquer ingestão de potássio. Hemodiálise é usada quando há dificuldade no seu controle. -Manejo do paciente: 1. Confirmar hiperpotassemia 2. Traçar ECG e monitorizar o paciente; Marc 07 Carolina Ferreira 3. Estabilizar membrana cardíaca com cálcio: → Usar nos pacientescom hipercalemia com alterações eletrocardiográficas ou K > 7,0 mEq/L → Glu Ca 10% = 1 mL/kg (máximo 20 mL/ dose), diluir com AD 1 mL para cada mL de Glu Ca, em acesso venoso calibroso, preferencialmente central, repetir 1 a 2 vezes após 5 a 10 minutos, se necessário 4. Transferência do K do extra-celular para o intra-celular: → Insulina e glicose - início de ação em 10 a 20 minutos: fazer insulina simples ( 0,1 UI/Kg, dose máxima 10 unidades ) com glicose 0,5 g/kg ( SG 10% - 5 mL/kg ), em 30 minutos; → Beta – agonistas: salbutamol – 0,4 mg ( Aerolin® solução nebulização – 1 gota ) em 2 mL soro fisiológico, inalatório, repetir 20 minutos após, se necessário; → Bicarbonato de Sódio - início de ação em 10 a 15 minutos: 1mEq/kg, IV em 15 minutos 5. Remoção de potássio: → Suspender a oferta de K; → Diurético de alça: furosemida 1 mg/kg IV (máximo 40 mg), pode ser repetido após 6 horas; → Resina de troca: Sorcal ® 1 g/kg, via retal, 6/6h. Diluir 1 g para 4 mL AD e aplicar enema por sonda a 1-3 cm do esfíncter anal → Diálise peritoneal. -Fluxograma: -Os níveis de cálcio no soro são regulados pela hormônio da paratireoides e pela vitamina D -A calcitonina atua ao nível do rim e do osso removendo o cálcio de circulação -O cálcio é filtrado no glomérulo e reabsorvido no tubo distal através do sistema Na+ /K+/Cl2- -A vitamina D estimula a reabsorção do cálcio no tubo distal -A causa + comum de hipercaliemia é o ↑ da reabsorção do osso causado por neoplasias ou hiperparatiroidismo. A imobilização prolongada, o ↑da absorção intestinal e o ↑de vitamina D podem originar hipercalcemia. -Os níveis de cálcio sérico são mantidos em torno de 8,5-10,5 mg/ dL (2,1-2,6 mmol/L) O clínico deve- se lembrar de que diminuições da albumina abaixo de 4 mg/dL podem ↓os níveis séricos totais de cálcio sem alterar o cálcio ionizado (acrescenta-se 0,8 mg/dL a cada diminuição de 1 mg de albumina). -Valores de referência do cálcio: Marc 07 Carolina Ferreira -As principais funções do cálcio extracelular(plasmático) são: Excitação e contração muscular Transmissão sináptica Agregação paquetaria Coagulação Secreção hormonal -As principais funções do cálcio intracelular são: Segundo mensageiro intracelular Divisão celular Mobilidade celular Contração muscular Secreção Transporte transmembrana HIPOCALCEMIA Marc 07 Carolina Ferreira HIPERCALEMIA Marc 07 Carolina Ferreira -O órgão regulador do fósforo é o rim. -Valor de referência: 3,0-4,5mg/Dl -Funções do fosforo: o Tem papel crucial como um componente do 2-3-DPG na oferta de O2 aos tecidos o É um regulador essencial de enzimas na via glicolitica o Age como uma substância tampão na manutenção do pH plasmático e urinário o Tem importante papel no sistema imune e na cascata de coagulação o É a fonte de ligações fosfato de alta energia(ATP) o É um componente vital de compostos intracelulares como fosfolipídeos, ácidos nuclécos e co- fatores enzimáticos como a nicotinamida difosfato o Tem um importante como mensageiro intracelular(AMP-cíclico e GMP-cíclico) HIPOFOSFATEMIA Fósforo < 3mg/dl HIPERFOSFATEMIA Fósforo >4mg/dl -O magnésio é um mineral essencial p/ a vida, sua principal função é ativar enzimas que participam do metabolismo de carboidratos, lipídeos, proteínas e eletrólitos Marc 07 Carolina Ferreira -É importante também p/ a estabilidade elétrica das células manutenção da integridade da membrana, contração muscular, condução nervosa e controle tônus vascular -Valor de referência: 1,5 a 2,5 HIPOMAGNESEMIA HIPERMAGNESEMIA Marc 07 Carolina Ferreira