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RESUMO EXAME CLÍNICO 1 RESUMO EXAME CLÍNICO LIVRO: Estomatologia - Bases do Diagnóstico para o Clínico Geral - Sergio Kignel. Exame clínico → Anamnese (exame subjetivo, c/ objetivo de coletar sintomas) e Exame físico (exame objetivo, estudo dos sinas). Exame físico → Geral e Regional (extrabucal e intrabucal). Apesar de apresentar subdivisões, o exame físico é composto por partes que se relacionam. Determinados achados no exame físico podem levar ao retorno de itens coletados na anamese que acreditávamos estarem completos. 1. ANAMESE → etapa de coleta de dados. Grande número de diagnósticos se faz ainda antes do exame físico, apenas com a coleta dos sintomas e de outros dados. Fundamental para toda sequência de elaboração do diagnóstico → propicia percurso mais rápido e mais seguro até diagnóstico final e consequente tratamento. Recepção que profissional faz ao paciente → uma das fases críticas → necessário perceber história do paciente com olhos, ouvidos e coração. Não se deve permitir interrupções durante a consulta (ex. atendimento de telefonemas). Manter contato visual e não ficar restrito às anotações. Utilização de uma linguagem sempre acessível a fim de permitir a comunicação efetiva entre profissional e paciente. Assim, profissional deve reconhecer o nível sociocultural do paciente e adequar-se à sua conversação, facilitando o diálogo, rompendo possíveis acanhamentos. RESUMO EXAME CLÍNICO 2 Profissional deve prestar atenção aos sintomas que não foram expressos, à comunicação não verbal: expressões faciais, postura, gestos, olhar, sorriso, movimentos corporais, tom de voz, pausas, velocidade e lapsos de linguagem. Elementos facilitadores da entrevista: a) Empatia → capacidade de compreender o outro a partir do ponto de vista dele; b) Respeito ou aceitação incondicional → capacidade de aceitar o outro como ele é, sem crítica ou julgamento dos seus pensamentos, sentimentos e conduta; c) Congruência → capacidade de ser você mesmo em uma relação, sem se esconder atrás de uma máscara ou fachada; d) Confrontação → capacidade de perceber e comunicar ao paciente discrepâncias e incoerências em seu comportamento, entre o que fala e faz; e) Concreticidade → capacidade de decodificar a experiência do outro em elementos mais concretos e objetivos, esclarecendo experiências que podem ser confusas para o paciente; f) Imediaticidade → capacidade de abordar os sentimentos mútuos que surgem na relação à medida que aparecem durante a consulta. A anamnese é dividida em 7 pontos. 1.1 Identificação Nome, sexo (patologias têm maior ocorrência em determinado sexo, como, por exemplo, o líquen plano e a úlcera aftosa recorrentes nas mulheres, e a paracoccidioidomicose e o carcinoma espinocelular nos homens), idade (cada faixa etária apresenta maior incidência de determinada patologia + comparamos a idade cronológica do paciente com seu aspecto físico), raça, naturalidade (Brasil, por ser um país continental, apresenta áreas endêmicas de certas patologias), estado civil (inúmeras patologias estão associadas à promiscuidade e à ausência de parceiros fixos, o que leva a uma suscetibilidade maior de doenças infecciosas), nacionalidade (patologias mais frequentes em determinados países, como também de hábitos alimentares ou outros que variam conforme a cultura) e profissão (relação direta entre o trabalho do indivíduo e a patologia que o acomete). 1.2 Queixa principal/duração Motivo da consulta e há quanto tempo o paciente queixa-se do problema. Palavras do paciente. Deve-se tomar cuidado de não aceitar “diagnósticos já formulados” (nos interessa a queixa que o levou a procurar ajuda profissional). “O que sente? Há quanto tempo?”. 1.3 História da doença atual Anotar todos os dados desde o momento em que o paciente notou a presença da lesão ou do fato que o trouxe à consulta. Como se iniciou a lesão, qual sua evolução (aguda, crônica ou recorrente), qual era o estado de saúde anterior ou a existência de algum fato que o paciente acredite relacionar-se à patologia. RESUMO EXAME CLÍNICO 3 Deixamos o paciente falar naturalmente (anamnese espontânea) e depois o interrogamos sobre pontos omissos ou obscuros (anamnese dirigida). Devemos esmiuçar os fatos relativos ao motivo da consulta, anotar se houve tentativa de tratamento, quais os resultados obtidos e se existem fatores correlatos tais como desmaio, tontura, enjoo etc. Percepção, periodicidade, frequência, alívio/exacerbação e agravamentos, desenvolvimento, tratamentos e resultados, exames complementares realizados e seus resultados, estado atual da doença. 💡 A queixa principal é o motivo da consulta, o “porquê” do paciente ter procurado o cuidado do profissional, descrita com as palavras do paciente o que ele sente ou vivenciou, e há quanto tempo tem essa queixa. Já a história da doença é dirigida pelo profissional, por meio de perguntas já listadas e reconstruídas através da queixa principal. Extraindo sua progressão e início de maneira ordenada. Levantando pontos como: percepção, periodicidade, frequência, alívio/exacerbação e agravamentos. Descreve o desenvolvimento e evolução até o presente momento da doença, incluindo tratamentos e seus resultados, exames complementares realizados e os seus resultados. Os dois pontos compõem a anamnese. 1.4 História médica O objetivo é saber da saúde do paciente no geral. Logo, serão feitas perguntas sobre questões que você pode estar tendo ou pode ter tido anteriormente. Questionário de saúde → história de doenças passadas e revisão dos sistemas. 1.5 História odontológica Regularidade na avaliação odontológica, atitudes em relação ao profissional e tratamento, problemas odontológicos recentes, tratamentos restauradores recentes. 1.6 História familiar Problemas hereditários, transmissão genética, condições familiares e grupos étnicos. 1.7 História social e cultural Situação familiar e grau de suporte, sugestão da condição socioeconômica, história da vida sexual, problema ocupacional, hábitos e vícios relevantes - tabaco, álcool e outros, dieta e estresse. RESUMO EXAME CLÍNICO 4 A anamnese é a primeira etapa do exame clínico e consiste na coleta de dados subjetivos do paciente, como sintomas, histórico de saúde e hábitos. É fundamental para a elaboração 💡 Anamnese → História → Habilidade, paciência, ordenado, manuseio das palavras e autoconfiança. 2. EXAME FÍSICO → coletados os dados objetivos (sinais) relacionados à doença, que envolvem desde o aspecto geral de saúde do paciente até o exame específico de fora e de dentro da boca. Aferição da pressão arterial, pulso, temperatura, respiração. Tem valor individual, logo, não deve ser considerado subordinado à anamnese. Fornece ideia sintética do organismo. Deve ser completo, sistematizado e amparado em conhecimentos técnicos de modo a angariar o maior número de dados. Utilizamos nossos sentidos (visão, audição, tato e olfato) de forma direta ou indireta. Indiretamente, podemos potencializá-los: com uma lupa, ampliamos a visão; com o estetoscópio, a audição e assim por diante. Manobras de semiotécnica: a) Inspeção → Método em que se utiliza o sentido da visão na avaliação do aspecto, da cor, da forma, do tamanho e do movimento das diversas áreas corporais. A inspeção pode ser estática, quando é realizada com o paciente em repouso, ou dinâmica, na qual o examinador observa os movimentos corporais e expressões faciais do paciente bem como acentua alterações. Descrição das lesões via uso das lesões fundamentais. b) Palpação → Tato e pressão realizada em uma área, podendo ser digital (polpa digital dos dedos), bidigital (dedo indicador e polegar da mesma mão), vitropressão ou diascopia (lâmina de vidro comprimindo área) ou bimanual (uso das duas mãos, empregada na palpação da glândula submandibular e assoalho de boca). Possível observação de alterações de textura, presença e consistência de nódulos submucosos, tamanho, forma, sensibilidade à palpação, alterações detemperatura, mobilidade, resistência muscular e presença de massas. c) Percurssão → Utilizado em condições patológicas específicas (ex. sinusites, neuralgias, dentes necrosados, escurecidos, abcessos dentoalveolares, doenças periodontais, dentes traumatizados) em que se abre mão de golpes controlados e rápidos em uma estrutura (cabo de espelho clínico p/ percussão vertical e analisar a região periapical e percussão horizontal para pesquisa de alterações periodontais). d) Auscultação → Audição, potencializada com o uso do estetoscópio. Uso na ausculta de possíveis ruídos na ATM. e) Olfação → Menos utilizado, entretanto, em algumas situações pode fornecer algum indício de diagnóstico (ex. RESUMO EXAME CLÍNICO 5 halitose, hálito cetônico em diabetes descontrolada, odor cadavérico em carcinomas, gengivite ulcerativa necrosante, condições sistêmicas, dentes necrosados). 💡 Vitropressão → Também conhecida como diascopia, é utilizada em lesões com alteração de cor, para verificar se a mancha é proveniente de alteração vascular (neste caso haverá isquemia da região) ou por algum pigmento (endógeno ou exógeno), que será realçado. 💡 Condições necessárias para um correto exame físico → Iluminação (ideal luz natural, já que lâmpadas incandescentes ou fluorescentes podem falsear dados relativos à coloração), afastamento das estruturas (abaixadores de língua ou mesmo com a ajuda do espelho clínico; a inspeção de base de língua é realizada tracionando-a com o auxílio de uma gaze), secagem das estruturas (gaze e jatos de ar), conhecimento e cooperação do paciente. 2.1 Exame físico extrabucal Notamos aumentos ou depressões, deformações, perdas externas de substância, manchas, mobilidade e outras alterações na região de cabeça e do pescoço. Na palpação, utilizamos a bilateralidade. Começa pela avaliação dos linfonodos. Três cadeias principais vão ter importância para a odontologia: Cadeia cervical superficial (que acompanha o músculo esternocleidomastoideo), região submandibular e região submentoniana. Em seguida é realizado o exame fora da boca e palpados os músculos da mastigação. Itens que serão estudados: a) Pele → Coloração, umidade, textura, temperatura e lesões. b) Pescoço → Pontos de referência do pescoço são os principais músculos da região cervical – esternocleidomastóideo e trapézio que dividem o pescoço em: região anterior, lateral e posterior. O exame do pescoço deve avaliar: pele e musculatura, traqueia, tireoide, mobilidade e vasos sanguíneos (jugulares e carótidas). Linfonodos serão discutidos posteriormente. c) Cabeça e crânio → Inspeção e mais raramente a palpação. Verificam-se: tamanho e forma. RESUMO EXAME CLÍNICO 6 d) Face → Avalia-se a simetria, comparando-se um lado com o outro, com o paciente em repouso e abrindo e fechando a boca. Pode ser observada perda, por exemplo, nas paralisias faciais, na ocorrência de aumentos como em abscesso dentário, edema alérgico, anomalia congênita, tumores, aumento das glândulas salivares. e) Seios paranasais (maxilares e frontal) → Examinados pela palpação, via apoio da cabeça com uma das mãos. Palpe os seios maxilares exercendo pressão moderada com as polpas dos dedos indicador e médio, sobre o osso zigomático ao lado do nariz. Coloque os mesmos dedos abaixo das sobrancelhas acima do globo ocular para palpar os seios frontais. Devem ser estudados bilateralmente. Além das causas comuns às sinusites (inflamação, infecção e obstrução nasal), as infecções odontogênicas devem ser lembradas, principalmente em relação aos pré-molares e molares superiores. f) Articulação temporomandibular → Sua avaliação consiste nos seguintes elementos: palpação da ATM (região pré-auricular deve ser firmemente palpada com a polpa dos dedos anular e médio com a musculatura em repouso e durante o fechamento. A presença de dor é indicação clara de inflamação da ATM), determinação de abertura máxima, observação de desvio lateral de mandíbula durante abertura, palpação para identificar a sensibilidade nos músculos da mastigação (decorrente de estresse e fadiga, características de disfunção mandibular), ausculta da ATM: é realizada com o auxílio do estetoscópio (ruídos tornam-se relevantes quando associados a sintomas disfuncionais, tais como dor e alteração da dinâmica mandibular). g) Cadeias ganglionares → Apresentam-se aumentados por diversos processos patológicos que atingem estruturas cervicais, da cabeça, da boca e das regiões próximas, podendo ser acometidos em processos infecciosos e tumorais. Por esta razão, a palpação de linfonodos cervicais e da face é uma prática de rotina no exame físico dos pacientes. Deve-se tomar o cuidado de não confundi-los com outras estruturas, especialmente as parótidas e glândulas salivares. Os linfonodos são avaliados quanto ao tamanho ou volume, à consistência, à mobilidade, às alterações da pele, à superfície e à sensibilidade. RESUMO EXAME CLÍNICO 7 💡 Nódulo inflamatório x Nódulo tumoral → No primeiro observamos pequeno aumento, com mantimento de consistência e mobilidade ou aumento volumétrico difuso, dolorido e com aumento de temperatura. No segundo caso, em cadeias linfáticas, aumento de volume, fixo aos planos adjacentes, duro, indolor e normotérmico. 2.2 Exame físico intrabucal Exama da mucosa bucal propriamente dita. Todas regiões da boca devem ser incluídas nesse exame. O profissional e o paciente devem estar confortavelmente instalados. A remoção das próteses bem como um enxágue vigoroso devem ser realizados. a) Lábios → Examinadas as porções extra e intrabucais sob os seguintes parâmetros: presença de lesões, modificações de volume, alterações de forma e simetria, coloração, alterações da rima labial. RESUMO EXAME CLÍNICO 8 💡 Hemangioma → Em relação as características clínicas dessa neoplasia, apresentam-se como mancha ou nódulo arroxeada com conteúdo sangrento que desaparecem momentaneamente quando realizada a manobra da compressão digital ou diascopia, sua coloração varia do vermelho intenso ao roxo, de acordo com sua localização e profundidade do tecido. Relato de caso: Ao realizar o exame clínico extrabucal, foi observado uma pequena assimetria no lábio inferior direito, provocada pelo aumento de volume sem exibir nenhum comprometimento sistêmico. No exame clínico intraoral foi identificado na mucosa labial interna a presença de uma lesão de base séssil, com bordas bem delimitadas, medindo aproximadamente 2 mm, localizada no lábio inferior direito e que se estendia para a mucosa labial interna, exibindo coloração arroxeada, com tempo de evolução de três anos. Sob o procedimento de vitropressão, foi observada isquemia produzida pela placa de vidro e de acordo com a coleção sanguínea em seu interior, foi considerado a hipótese diagnóstica de hemangioma oral. 💡 Queilite actínica → aciente N.F.M., sexo feminino, 28 anos, procurou auxílio médico de uma cirurgiã-dentista, especialista em estomatologia, relatando que desde seus 12 anos de idade possuía uma mancha vermelha em seu lábio inferior, porém não a incomodava, somente em 2020 passou a perceber que estava sentindo muita sensibilidade na região e notou o surgimento de úlceras. No exame clínico foi observado que o lábio continha uma lesão de +/- 2,5cm no vermelhão labial, levantando a hipótese diagnóstica de QA. Queixa principal: Ardência em canto de boca. 💡 Herpes Simples Labial → Queixa principal: Bolinhas no canto da boca que surgiram após dor, coceira e sensação de queimação em dois dias. História da doença: Paciente relata ter apresentado dor na região peribucal que evoluíram em aproximadamente 24 horas com o surgimento de múltiplas vesículas avermelhadas acompanhadas de rubor, prurido intenso e ardência após período de intenso estresse no trabalho. Não foi realizado, até o presente momento, nenhum tipo de tratamento ou exame complementar. Hipótese diagnóstica de Herpes Simples Labial. RESUMO EXAME CLÍNICO 9 b) Mucosa jugal e fundo de sulco→ observação de lesões e coloração e alterações de forma e simetria. Na mucosa jugal realizam-se a palpação bidigital e a digitopalmar com especial atenção às estruturas profundas. O fundo de sulco é estudado com a palpação digital, pressionando-se o tecido contra o anteparo ósseo. A palpação bimanual possibilita que se comparem os dois lados. 💡 Líquen plano oral → Paciente do sexo feminino, 69 anos de idade compareceu ao serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia de Pernambuco –FOP com a seguinte queixa principal: “Sinto ardência na boca e não consigo me alimentar nos dois lados”. Ao exame físico intrabucal, apresentava, em toda a mucosa jugal bilateral, aspecto hiperemiado com presença de estrias brancas não destacáveis com o uso de gaze de aspecto rendilhado. Quando evertida ou distendida, a mucosa não apresentou alteração de aspecto. Paciente nega hábitos, comorbidades, alergias ou fazer uso de medicações. As lesões não foram observadas em nenhuma outra parte do corpo. Lesões estriadas, esbranquiçadas e erosivas, sugestivas de hipótese diagnóstica de líquen plano. RESUMO EXAME CLÍNICO 10 💡 Candidíase pseudomembranosa → Paciente DJS, gênero masculino, 66 anos, leucoderma, compareceu ao ambulatório de estomatologia da UFU com queixa de ardência na cavidade oral. O exame intraoral mostrava placas brancas na mucosa jugal e na língua que eram facilmente removidas por raspagem com espátula de madeira. O diagnóstico clínico foi de candidíase pseudomembranosa. c) Rebordo alveolar → assoalho bucal, lingua, palato duro, palato mole e porção visível da orofaringe. 💡 Estomatite/candidíase por dentatura → Paciente ICS, gênero feminino, 66 anos, melanoderma, compareceu ao ambulatório de estomatologia relatando ardências no palato e na mucosa jugal. A paciente fazia uso de próteses totais, e relatou ter hipertensão controlada por meio de medicamentos de uso diário. A oroscopia revelava palato, gengiva e mucosa vestibulares bem eritematosos e hemorrágicos. A prótese tinha boa adaptação, porém a paciente não a removia para dormir e a higiene era bastante deficitária. A hipótese de diagnóstico foi de estomatite ou candidíase por dentadura. RESUMO EXAME CLÍNICO 11 💡 Rânula → Paciente L.V.R.V., 08 anos de idade, gênero feminino, sem alterações de saúde sistêmica, apresentou-se à Clínica Escola de Odontologia da UMJ acompanhada da mãe, que relatou na consulta: “Apareceu um caroço em baixo da língua da minha filha”. Foi realizada exame clínico, através da anamnese, exame físico intra e extraoral. O exame intraoral, revelou tumefação na região de soalho bucal esquerdo, indolor, de textura lisa, flutuante e com aproximadamente 2 cm de diâmetro. A mobilidade da língua estava preservada. No exame extraoral, foi realizada a palpação, a qual não identificou nódulos na região de cabeça e pescoço. A hipótese de diagnóstico foi rânula. PROCESSO DO DIAGNÓSTICO: exame clínico (anamnese + exame físico) → hipóteses diagnósticas → exames complementares (radiograficas intrabucais e extrabucais, exames de imagem como tomografias, ressonâncias magnéticas, além da cintilografia e exames laboratoriais) → diagnóstico final.