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Geovana Sanches, TXXIV IMAGENS EM UROLOGIA EXAMES • Radiografia o Urografia excretora o Uretrocistografia retrógrada e miccional • Ultrassonografia • Tomografia computadorizada • Ressonância magnética • Cintilografia • PET CT RAIO-X SIMPLES (PA) • Identificação • Características do exame • Lateralidade Estruturas • Órgãos urológicos o Não são vistos no RX simples sem contraste o Visualiza-se apenas a sombra renal • Cálculos o Maioria das vezes são radiopacos, pois 80% deles tem cálcio em sua composição o Não é possível identificar os de ácido úrico (não é radiopaco) • Duplo-J o Estende-se do rim até a bexiga o A alça encontra-se na pelve renal Raio-X normal Cálculos Cálculo renal à direita coraliforme – ocupa a pelve renal e tem mais de 2 cálices (formato de coral) Cálculo ureteral proximal à direita de aproximadamente 1 cm Geovana Sanches, TXXIV Duplo J Duplo J + Cálculo no ureter distal à direita UROGRAFIA EXCRETORA (UGE) A UGE é uma radiografia na qual injeta-se contraste iodado na veia e, de tempos em tempos, faz-se um raio-X para verificar a absorção e a excreção da substância. O exame é feito em 5 etapas: 1. Preparo intestinal 2. RX simples para avaliação de calcificações 3. Contraste iodado intravenoso a. Após 5 minutos, é possível visualizar um pouco do parênquima renal 4. Radiografias seriadas a. 3, 5, 10, 20 e 40 minutos 5. Imagem pós-miccional Estruturas • Avaliação da via excretora superior e de parte da bexiga • Não é um bom exame para visualização do parênquima renal • Ureter o Apresenta peristalse, não sendo identificado em alguns momentos na urografia excretora o Dilatação na porção proximal indica obstrução Patologias • Megaureter obstrutivo o Alteração congênita o Dilatação ureteral importante, mas com rim normal (pelve e cálice renal sem alterações) o Dificuldade na drenagem e refluxo § Melhor prognóstico se unilateral o Quadro clínico § Pielonefrites § Perda da função renal o Síndrome de Brunielli § Barriga de ameixa § Megaureter bilateral § Alteração dos mm. ureteral ou abdominal • Duplicidade ureteral o Completa: ambos os ureteres se inserem na bexiga (chegam separadamente) § Regra de Weigert-Meyer § Unidade superior: drenagem medial e inferior § Unidade inferior: drenagem lateral e superior § Obstruções são mais comuns no polo superior (trajeto maior) e refluxos no polo inferior (trajeto menor) § Sinal do lírio caído Geovana Sanches, TXXIV o Incompleta: os ureteres se unem antes de chegar a bexiga e há apenas um local de implantação • Estenose da junção uretero-piélica (JUP) o Causa mais comum de obstrução de vias urinárias em crianças (hidronefrose) o Correção cirúrgica § Retirada da estenose e anastomose entre pelve e ureter o Causas intrínsecas § Muscular § Obstrução o Causas extrínsecas § A. renal polar UGE normal • Preparo intestinal inadequado • 1’: sombra renal • 5’: fase excretora o Visualiza-se parênquima renal e eliminação do contraste • 10’: visualiza rim, a via excretora e os ureteres (rentes a coluna) • 20’: ureteres + JUV + bexiga o Visualização do contorno e capacidade, mas não é ideal para verificar lesões; não é um exame bom para TU inferior • Imagem Pós-miccional Megaureter obstrutivo • 25’: via excretora normal à direita • 40º minuto: visualiza-se ureter dilatado a direita de grandes proporções o Megaureter obstrutivo Duplicidade ureteral Duplicidade ureteral bilateral completa Geovana Sanches, TXXIV Duplicidade ureteral bilateral incompleta Sinal do lírio caído Obstrução da porção superior do ureter leva a uma dificuldade de drenagem, causando dilatação (sinal do lírio caído). Estenose da JUP • RX após 4 horas da injeção de contraste o Rim D: não é visto pois já drenou o contraste o Rim E: o contraste está parado na JUP esquerda URETROCISTOGRAFIA RETRÓGRADA E MICCIONAL (UCM) A uretrocistorgrafia retrógrada e miccional é um exame radiográfico que exige diversas etapas. São elas: 1. Preparo intestinal 2. RX simples 3. Introdução de contraste pela uretra 4. RX miccional 5. RX pós-miccional § em diversas incidências Estruturas • Trato urinário inferior o Uretra o Bexiga Patologias Uretra • Estenose de uretra o Causas § Uretrite § Trauma § Uso de sonda por tempo prolongado o Tratamento § Uretrotomia interna ou uretroplastia • Outras: divertículo, próstata obstrutiva, fístula e lesões traumáticas Bexiga • Refluxo vesicoureteral o Exame permite avaliação do refluxo da bexiga para o ureter o Classificação Grau Característica I Refluxo apenas no ureter Il Conteúdo alcança o rim, mas não causa dilatações lll Pequena dilatação renal lV Moderada dilatação renal V Intensa dilatação renal e presença de tortuosidades no ureter • Outras lesões: divertículos, trabeculações, neurogênicas, hiperplasia prostática, tumorações e fístulas UCM normal Geovana Sanches, TXXIV Estenose de uretra Refluxo vesico-ureteral ULTRASSONOGRAFIA Estruturas • Parênquima renal • Bexiga Patologias • Cálculos (litíase) o USG é examinador dependente e que o cálculo será visto de acordo com seu tamanho o Não são bem visualizados caso estejam no ureter médio devido a sobreposição de estruturas • Hidronefrose • Tumoração renal o Isoecogênicos • Angiomiolipoma o Tumor benigno composto por vaso, gordura e músculo o Hiperecogênico o Indicação cirúrgica se > 4 cm § Risco de sangramento o Esclerose tuberosa § Escleroses na face § Retardo mental § Angiomiolipoma • Tumor de bexiga o Diferencia-se de um coágulo através da mudança de posição do paciente e uso do Doppler § Doppler § Tumor apresenta fluxo sanguíneo/ vascularização § Mobilidade § Coágulo: móvel o Exame de eleição: cistoscopia o Fatores de risco § Tabagismo § Exposição a aminas aromáticas § Radioterapia pélvica o Manifestação clínica: hematúria macroscópica indolor com coágulos Parênquima renal Presença de alguns cálculos Cálices dilatados: imagens anecogênicas no centro Geovana Sanches, TXXIV Litíase • Formação da sombra acústica o cálculos < 3 mm não formam Obstrução ureteral • Dilatação de pelve renal, cálices e ureteres o Preenchidos de urina: imagem anecogênica • Litíase em ureter distal o Sem fluxo do ureter para a bexiga Tumoração renal • Visualização de massa hipoecogênica • Massa arredondada e hiperecogênica, indicando presença de gordura o Diagnóstico: angiolipoma Tumor de bexiga TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA • Estrutura visualizada: ureter o TC ou RNM são os exames de eleição para avaliação dessa estrutura • Pode ou não ser contrastada o Mesmo ao usar contraste, faz-se uma TC sem contraste Fases da TC com contraste 1. TC sem contraste 2. Aplicação do contraste 3. Fase arterial a. Identificação do parênquima renal 4. Fase nefrográfica ou portal a. Identificação do parênquima e córtex renal 5. Fase excretora a. Drenagem urinária Patologias • Trauma renal o Pode ser perfurante ou contuso o Classificação § I - hematoma subcapsular § II - hematoma subcapsular + lesão de 1 cm § III - lesão > 1 cm, não atinge a via excretora § IV - lesão em rim e via excretora; pode ter trombose venosa e extravasamento de urina § V - avulsão renal ou trombose arterial • Cisto renal o Conteúdo líquido o É diferente do nódulo (conteúdo sólido) o Classificação de Bosniak § Grau I a IV Geovana Sanches, TXXIV Cálculo ureteral proximal à D Dilatação da via urinária (pelo cálculo renal) Dilatação renal (cálculo no ureterE) Tumor renal • Lobulação no rim direito Geovana Sanches, TXXIV Trauma renal • Trauma na região lombar esquerda com hematúria macroscópica o Rim esquerdo aumentado e com hiper densidade • Parênquima com texturas diferentes (sangue) = trauma renal o necessário realizar contraste IV • Falha no parênquima esquerdo (> 1cm) = lesão de no mínimo grau II • Sangue acumulado na cápsula renal • Fase arterial → não é possível classificar o grau (é necessário a fase excretora para visualizar se extravasamento de sangue na via) • Fase portal • Lesão até cálices renais → mínimo grau 3 • Fase excretora • Sem extravasamento de urina • Lesão grau III • Se houver extravasamento de urina (grau IV) = tratamento é cirúrgico