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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 100ª VARA DO TRABALHO DE BELO HORIZONTE/MG
Processo:1111-55.2022.5.03.0100
VERÔNICA SILVA, brasileira, casada, CPF nº010.666.777-10, RG M 14102, domiciliada e residente a rua Maria Francisca nº866, bairro Boa Vista, vem perante a V. Excelência, tempestivamente, interpor o presente Recurso Ordinário com base no artigo 895, I, da CLT, tendo em vista o inconformismo com a r. sentença que julgou procedente em parte os pedidos formulados na ação trabalhista em face de : INDÚSTRIA METALÚRGICA RIBEIRO S.A, pessoa jurídica de direito privado, CNPJ 15333536000153 situado na avenida José Cleto nº100, bairro Palmares, endereço eletrônico metalurgicaribeiro@yahoo.com.br , por meio do seu advogado que esta subscreve, com escritório na Avenida Bernardo Vasconcelos nº 220, bairro Ipiranga, endereço eletrônico neladvogacia@yahoo.com.br . Requer o conhecimento do presente, uma vez que estão presentes todos os pressupostos de admissibilidade intrínsecos e extrínsecos, inclusive o preparo, com o pagamento das custas e do depósito recursal, este no valor de R$300,00 conforme fixado em r. Sentença. Após a intimação do recorrido, seja o recurso admitido e remetido para julgamento perante o Tribunal Regional do Trabalho.
I. Dos Fatos:
O pedido formulado na reclamação trabalhista foi julgado procedente em parte. O juiz condenou a autora a 6 meses de detenção por crime contra a organização do trabalho, pois comprovadamente ela estava recebendo seguro desemprego nos dois primeiros meses do contrato de trabalho e por isso pediu para a empresa não assinar a sua CTPS nesse período; julgou improcedente o pedido de horas extras, já que a prova oral produzida pela autora não informou com precisão o horário de trabalho, contando a empresa com 56 empregados e sendo mesma intimada para apresentar os cartões de ponto, descumpriu a determinação judicial; a reclamante comprovou haver sofrido acidente do trabalho na empresa. Conforme documento anexada, foi a ela concedida alta médica pelo INSS em 30/01/22. Assim sendo, realmente, goza o autor de estabilidade até 30/01/23.
No entanto, durante a instrução do processo, verificou-se subsistir total incompatibilidade entre as partes, que se alteraram diversas vezes, durante a instrução processual, trocando, inclusive, ofensas verbais.
Entendo que tal fato desaconselha a continuidade da relação de emprego, ficando, por esse motivo, indeferido o pedido de reintegração; reconheceu que a reclamante trabalhou 10 horas em regime de prontidão no último mês trabalhado e deferiu o pagamento de 1/3 dessas horas; indeferiu as diferenças salariais pleiteadas em razão do pedido de equiparação salarial, pois o autor não fez prova que trabalhou na mesma localidade do paradigma; deferiu o requerimento da empresa e, com sustentáculo no Art. 940 do CCB, determinou a devolução em dobro do 13º salário do ano de 2020 porque a autora o postulou integralmente, sem qualquer ressalva, quando a 1ª parcela já havia sido quitada pela empresa.
II. Da incompetência absoluta
O juiz condenou a reclamante a 6 meses de detenção por crime contra a organização do trabalho, pois comprovadamente ela estava recebendo seguro- desemprego nos dois primeiros meses do contrato de trabalho e por isso pediu para a empresa não assinar a sua CTPS nesse período.
Ocorre que referida decisão afronta a competência da Justiça do Trabalho, onde que não tem competência criminal sobre a matéria em questão. O magistrado feriu o princípio do devido processo legal quando apreciou a conduta criminosa da reclamante. Conforme o que dispõe o artigo 5º, LIV e a súmula 115 do TRF. Desta forma merece ser reformada a decisão.
III. Indeferimento da prova testemunhal
O Juiz julgou improcedente o pedido de horas extras, já que a prova oral produzida pela autora não informou com precisão o horário de trabalho, contando a empresa com 56 empregados e sendo a mesma intimada para apresentar os cartões de ponto, descumpriu a determinação judicial.
Nos termos da Súmula nº 338 do C. TST, é ônus do empregador que conta com mais de dez empregados o registro da jornada de trabalho na forma do art. 74, §2º da CLT.
IV. Indenização Substitutiva
A reclamante comprovou haver sofrido acidente do trabalho na empresa. Conforme documento anexada, foi a ela concedida alta médica pelo INSS em 30/01/22. Assim sendo, realmente, goza o autor de estabilidade até 30/01/23. No entanto, durante a instrução do processo, verificou-se subsistir total incompatibilidade entre as partes, que se alteraram diversas vezes, durante a instrução processual, trocando, inclusive, ofensas verbais. Entendo que tal fato desaconselha a continuidade da relação de emprego, ficando, por esse motivo, indeferido o pedido de reintegração.
	Diante do caso em tela, a reclamante requer a procedência do pedido de indenização substitutiva, visto que é o valor pago em substituição a uma obrigação que não foi cumprida pelo empregador. Esse tipo de reparação é comum nos casos em que o empregado, detentor de estabilidade, é demitido e está previsto no artigo 496 da CLT.
Art. 496 – Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador pessoa física, o tribunal do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte.
A indenização substitutiva, nesses casos, corresponderá às obrigações que seriam devidas pelo período de estabilidade que não foi respeitado pelo empregador.
V. Equiparação Salarial
O Juiz indeferiu as diferenças salariais pleiteadas em razão do pedido de equiparação salarial, pois a reclamante não fez prova que trabalhou na mesma localidade do paradigma.
 A equiparação salarial, além de compreendida enquanto norma jurídica, também é entendida pelo próprio senso de justiça das pessoas, mesmo porque, a obrigação de pagar salários iguais a trabalhadores que desenvolvem atividades em iguais circunstâncias, certamente, evidencia uma questão de lógica.
Assim, equiparação salarial pode ser definida como um instituto legal que garante aos trabalhadores o direito de receberem o mesmo salário desde que prestem serviços considerados de igual valor, estando previsto no artigo 7º, XXX da Constituição Federal e no artigo 461 da CLT.
No caso supracitado, a reclamante não precisa provar que trabalha na mesma localidade do paradigma, ela só precisa eleger esse paradigma, ou seja, é essencial a indicação de um empregado para realizar a comparação, com salário superior que realize as mesmas funções daquele que pleiteia o direito. Sendo assim, o juiz não deveria ter indeferido o pedido.
VI. Erro de Enquadramento Jurídico
O Magistrado reconheceu que a reclamante trabalhou 10 horas em regime de prontidão no último mês trabalhado, logo a decisão deferiu o pagamento de 1/3 dessas horas.
I. Inaplicabilidade do art. 940 do CC
Com sustentáculo no Art. 940 do CCB, determinou a devolução em dobro do 13º salário do ano de 2020 porque a autora o postulou integralmente, sem qualquer ressalva, quando a 1ª parcela já havia sido quitada pela empresa.
Entretanto, referida decisão não merece prosperar, não devendo ser aplicado no processo do trabalho que dispõe o artigo citado anteriormente, pois feri o princípio da proteção. Sendo aplicável no caso o artigo 8º, parágrafo único da CLT: “ o direito comum será fonte subsidiaria do direito do trabalho, naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. Desta forma, não merece prosperar a condenação imposta, pelo que requer a reforma.
	
II.	Conclusão
De acordo com o caso em tela, pede que seja declarada a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho, requer o conhecimento e consequente provimento do presente apelo, reformando o julgado de origem nos exatos termos aqui expostos, condenando a reclamada às custas processuais em reversão, tudo por medida da mais pura e lídima justiça.	
Termos que pededeferimento,
Belo Horizonte, 20 de Abril 2022 
Advogado
OAB

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