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Habilidades Médicas na Alta Complexidade: Nutrição dos Pacientes: ● A desnutrição intra-hospitalar é um dos fatores que levam a um prolongamento do tempo de internação dos pacientes. ● Fístulas; ● Dificuldades cicatriciais; Desnutrição: ● Multifatorial; ● Pode ser causada por distúrbios do trato-gastro-intestinal; ● Infeccioso; ● Perda da massa muscular; ● Maior taxa de tempo de internação; - Sintomas gastrointestinais; - Inatividade; - Depressão; - Idade avançada; - Efeitos da doença na homeostase; - Catabolismo de proteínas; - Inflamação; - Função hormonal; - Anorexia. Desnutrição: aumento da taxa de morbidade e mortalidade; Comer não significa que ele está atingindo todas as necessidades calóricas; Perda ponderal: perda de peso importante; (Porcentagem de peso num tempo curto, mais de 10%); Ordem de perda de peso: -> Gordura; -> Massa muscular; -> Gordura visceral; Terapia nutricional: Quais exames posso pedir? Para avaliar um paciente desnutrido. ● Proteínas, albumina, haptoglobina, ● Peso, circunferências de panturrilhas de dobras é importante. Tipos de Dieta: Oral: ofertada pela boca ● Aceitação; ● Deglutição; ● Consciência; ● Trato gastro-intestinal íntegro (importante) para optar por esse tipo de oferta; Características: ● Dieta equilibrada, ou seja, protéica, lipídica e calórica. ● Livre = normocalórica, normoproteica, normoproteica; ● 6 refeições dia - com cálculo de necessidades calóricas e peso. ● Oral-branda: consistência: alimentos bem cozidos, fácil mastigação. Normo tudo (muda apenas a consistência). ● Oral-líquida: Dieta oral líquida restrita (ou pobre em resíduos); Para não formar bolo fecal Impede a gastroparesia Classificação: quanto ao conteúdo de nutrientes - Dieta laxante; - Dieta constipante; - Dieta hipercalórico; - Dieta hiperproteica; -Dieta hipoproteica (Insuficiência renal); -Dieta hipossódica. Enteral: Passa pelo sistema gastrointestinal, funcionamento do trato. Direto no trato -> Distúrbio de deglutição -> Distúrbio no trato gastrointestinal -> para uma exceção é quando precisa suplementar uma oferta oral. Eutrófico, mas não ingere o suficiente e está perdendo peso pelo menos 2%, necessita de suplementação enteral. -> dieta enteral artesanal-> na seringa, porém tem risco… Parenteral: Sistema venoso trato gastrointestinal não funcionante; Fístula. VIAS de acesso: Sonda nasoenteral: se for por muito tempo, não recomendada 21 dias. Nasojejunal, em casos temporários de dano no pâncreas. *provisório Ostomia: *longo período Perfuração direta no trato Gastrostomia. Jejunostomia. Gastrojejunostomia. Aula 2 (Caderno) / Aula 3� Ostomias: Ostoma, ostomia, estoma ou estomia são palavras que possuem o mesmo significado, derivado do grego em que “osto” é boca e “tomia” abertura, é uma cirurgia realizada com objetivo de construir um caminho alternativo de comunicação com o meio exterior, para eliminar a urina ou as fezes, assim como auxiliar na respiração ou na alimentação. São usadas nos pacientes oncológicos para diversas vias. Tipos de Ostomias: 1- Traqueostomia (na traqueia) 2 – Esofagostomia 3 – Gastrostomia/Jejuno (via de alimentação) 4 – Ileostomia (via de excreção) 5 – Colostomia (via de excreção) 6 – Cistostomia (bexiga: excreção) 7 – Colecistectomia (via de drenagem da vesícula biliar) No paciente oncológico: As traqueostomias podem ser feitas de forma provisória (ambiente de internação de longo período). Diferentemente do paciente oncológico, a traqueostomia pode ser definitiva (muitas vezes) - pacientes com tumores próximos à traqueia. Traqueostomia - Indicações - Oncologia Tumores de traqueia; Tumores de laringe; Tumor de esôfago superior/cervicais; Limpeza da traqueostomia: Traqueostomia sempre limpa, devido à produção do muco ciliar (reconhecimento de corpo estranho, IL-13). Há a necessidade de higiene, dependendo da formação de secreção, para evitar obstrução. Limpeza da cânula: mãos limpas; água e sabão com escovinha; Principal recomendação médica: limpeza da cânula (traqueo). Complicações da Sonda: 1. Granuloma de ósteo: Mucosa invertida. Tratamento: queimadura química (NaCl - cloreto de sódio a 20%) 2. Sangramento: trauma por tração (tratamento: compressão) 3. Infecção de Parede: tratamento: troca da sonda. Antibiótico. Colostomia: Colostomia é a exteriorização no abdome de uma porção do intestino grosso e tem por finalidade garantir um novo trajeto para eliminação das fezes. Classificação: localização, permanência, finalidade, técnica. Classificação: 1. Localização a. Ileostomia (íleo) b. Cólon ascendente c. Cólon transverso d. Cólon descendente 2. Técnica a. Em boca única (em alça); b. Com duplo lúmen (alça aferente e eferente (não sai fezes, apenas muco); c. Com estoma único ou terminal (mesma alça - cortado a metade: finalidade: reversão mais fácil); Ileostomia: (saída de fezes - via cirúrgica) Ileostomia é uma abertura (estoma) criada cirurgicamente para desviar o fluxo do intestino delgado. Indicada em casos como: 1. Câncer no reto ou intestino ; 2. Perfurações no abdômen; 3. Doenças crônicas (Retocolite Ulcerativa e Doença de Crohn) ; Cuidados com pacientes ostomizados: 1. Pele (podem fazer úlceras devido às fezes ácidas); 2. Aspecto da mucosa (rosa, bem vascularizada, aspecto úmido e não necrosado); 3. Aspecto das fezes (consistência de acordo com o segmento); 4. Orientações psicológicas (afasta-se do convívio social); 5. Atividades diárias; Complicações: ● Isquemia ● Hérnia ● Obstrução ● Prolapso Oncologia 3� Dor em Oncologia A prevalência da dor aumenta de acordo com a progressão da doença. Dor moderada ou intensa ocorre em 30% dos pacientes com câncer recebendo tratamento e em 60% a 90% dos pacientes com câncer avançado. 1. Causas de Dor 1.1 Próprio câncer (causa mais comum) - 46-92% - piora com o estágio da doença. A. Invasão Óssea Tumoral; B. Invasão tumoral visceral; C. Invasão tumoral do SNP; D. Extensão direta às partes moles; E. Aumento da pressão intracraniana; 1.2 Relacionada ao Câncer (12-29%) A. Espasmo Muscular; B. Linfedema; C. Escaras de decúbito; D. Constipação Intestinal, entre outras; E. Associada ao tratamento anti-tumoral; F. Pós-operatória: dor aguda, pós-toracotomia, pós mastectomia, pós-esvaziamento cervical, pós-amputação (dor fantasma); G. Pós quimioterapia: mucosite, neuropatia periférica, nervralgia pós-herpética, espasmos vesicais; H. Pós radioterapia: mucosite, esofagite, retite actínica… Classificação da Dor por seu mecanismo fisiopatológico: A. Dor nociceptiva: dor somática e visceral e ocorre diretamente por estimulação química ou física de terminações nervosas normais - é resultado dos danos teciduais mais comuns e frequentes nas situações inflamatória, traumáticas e invasivas, ou isquêmicas. B. Dor Neuropática: Injúria a um nervo ou de função nervosa anormal em qualquer ponto ao longo das linhas de transmissão neuronal; C. Dor simpaticomimética: dor de irradiação. Dor oncológica: Podem ser diferentes uma das outras, a depender de: Dor Aguda: Início súbito relacionado a afecções traumáticas, infecciosas ou inflamatórias. Espera-se que desapareça após intervenção na causa - cura da lesão, imobilização ou em resposta a medicamentos. Eliminar a causa. Estão associadas respostas neurovegetativas como aumento da PA, taquicardia, taquipnéia, agitação psicomotora e ansiedade; Relato de intensidade forte ou incapacitante de alto impacto na qualidade de vida; Observa-se vocalizações, expressões faciais e posturas de proteção. A resposta do organismo para a dor aguda é diferente para a resposta à dor crônica (sem taquicardia, PA, sudorese, por exemplo); AAS, PARACETAMOL, AINES: Úteis na cefaleia e na dor de origem musculoesquelética. Ibuprofeno: não seletivo da COX-2 (aumento do risco de sangramento); Nunca atingir doses máximas para causar efeitos colaterais. Dor aguda: período limitado. Tratamento da Dor Crônica Estímulo de dor contínuo (sem características de dor noroceptivas); Analgésicos Opióides (mais potentes, mais eficazes,mais rápidos); Codeína, Tramadol, Morfina (depressão respiratória) e Fentanil. Atuam no sistema nervoso central ativando os neurônios inibidores da dor; Se ligam ao receptor de opióides; Risco de depressão respiratório (centro insensível às variações de CO2); Antídoto: naloxona; ● Dispositivos de administração contínua; ● Infusão espinal; ● Associação com paracetamol: permite doses menores, mas aumenta risco de hepatotoxicidade; Antidepressivos: não produzem alívio da dor revertendo depressão coexistente, uma vez que o alívio da dor ocorre com doses menores e maior rapidez do que seu efeito antidepressivo. Muitos neurotransmissores envolvidos na nocicepção são afetados pelos antidepressivos tricíclicos, bloqueando a recaptação de serotonina e noradrenalina. Também podem melhorar a analgesia, aumentando os níveis de morfina plasmática. FOCADO NO TRATAMENTO DA DOR, não para tratar uma depressão pré-existente. Amitriptilina, nortriptilina, venlafaxina. Distúrbios dolorosos que respondem aos antidepressivos tricíclicos Anticonvulsivantes São drogas usadas em casos de dor neuropática, particularmente dor lancinante. Sua ação no alívio da dor se dá pela supressão de circuitos hiperativos da medula e do córtex cerebral e estabilização das descargas neuronais nas membranas das vias aferentes primárias. Analgésicos Tópicos A. Capsaicina B. Lidocaína Corticosteróides: Reação Inflamatória Os esteróides podem diminuir edema associado com condições inflamatórias e crescimento tumoral; Podem ser benéficos para pacientes em que dor é causada pelo tumor exercendo pressão em estruturas sensíveis à dor como no caso de metástase cerebral e metástase hepática com distensão da cápsula. Dexametasona e prednisona, analgésicos diminuindo prostaglandinas locais envolvidas na inflamação e nocicepção. Dor: Cuidados Paliativos: Cuidados de Fim de Vida - Oncológica ou Não As doenças ameaçadoras da vida, sejam agudas ou crônicas, com ou sem possibilidade de reversão ou tratamentos curativos, trazem a necessidade de um olhar para o cuidado amplo e complexo em que haja interesse pela totalidade da vida do pcte. com respeito ao seu sofrimento e de seus familiares. Abordagem que visa a promoção da qualidade de vida de pacientes e seus familiares, através da avaliação precoce e controle de sintomas físicos, sociais, emocionais, espirituais desagradáveis, no contexto de doenças que ameaçam a continuidade da vida. Definição e Princípios: Fornecer alívio para dor e outros sintomas ● Reafirmar vida e a morte como processos naturais ● Integrar aspectos psicológicos, sociais e espirituais ao aspecto clínico de cuidado do paciente; ● Não apressar ou adiar a morte; ● Oferecer um sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente, em seu próprio ambiente. ● Oferecer um sistema de suporte para ajudar os pacientes a viverem o mais ativamente possível até sua morte; ● Usar abordagem interdisciplinar; Trombose Venosa Profunda (TVP) Tromboses venosas superficiais (periféricas) Atingem veias próximas à camada da pele (virilha e braço). A principal causa é o uso do catéter - antebraço. Características de dor, rubor, hiperemia. O tratamento da trombose periférica é diferente da profunda, sendo indicado para a primeira, o uso de compressas mornas (vasodilatação, que diminui o edema) e/ou pomadas (base de heparina) e analgésicos. Tromboses venosas profundas Patologia vascular caracterizada por uma obstrução total ou parcial do vaso sanguíneo (veia) profundo, formada por um trombo. Fisiopatologia: Os fatores predisponentes da trombogênese se baseiam na tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Fatores de risco: Localização: Vasos distais (abaixo da veia poplítea), porém podem se propagar para segmentos proximais (veia poplítea, femoral, ilíaca e cava); Sinais e Sintomas: 1. Dor a palpação e dorsiflexão do pé (sinal de Homans) 2. Dor a compressão da panturrilha (sinal de Lowenberg) 3. Sintomas: Edema pela estase venosa, palidez e cianose de MI, síndrome compartimental (dor, edema, cianose, petéquias); Complicações: 1. TEP 2. Síndrome Pós TVP (Hipertensão venosa) 3. Flegmasia cerulea dolens (quadro mais grave da trombose venosa profunda, leva a isquemia arterial com necrose da extremidade); Diagnóstico: a. Anamnese b. Exame físico c. D-dímero (sugere e não específico) d. Doppler de MMIIs Scores de Padua: paciente clínico. Predição de risco clínico. Score de Caprini: correlacionado com a questão cirúrgica. De acordo com a pontuação. Se +5, alto risco, profilaxia farmacológica + mecânica. Depende das variáveis. Prevenção de TVP de pacientes cirúrgicos. Risco de TEV segundo Escore de Caprini Esquemas de Quimioprofilaxia: Não é dose plena. 1. Heparina Não Fracionada (5000 UI SC a cada 8 h - eliminação hepática); 2. Enoxaparina (40 mg SC 1x ao dia - eliminação renal); 3. Nadroparina (2850-5700 SC UI 1x ao dia - eliminação renal); 4. Dalteparina (5000 UI SC 1x ao dia - eliminação renal); 5. Fondaparinux (2,5 mg SC 1x ao dia - eliminação renal). Profilaxia com métodos mecânicos Risco de TEV aumento, mas houver contra-indicação à profilaxia medicamentosa, devem ser utilizados métodos mecânicos de profilaxia, como meia elástica de compressão gradual (MECG), dispositivos mecânicos de compressão pneumática intermitente (CPI) ou bombas plantares (BP); - Reverter a estase e não ocorrer a coagulabilidade. Musculatura que é responsável por retornar o fluxo venoso. Contra-Indicação à utilização da profilaxia mecânica: a. Fratura exposta; b. Infecção em membros inferiores; c. Insuficiência arterial periférica de membros inferiores; d. Insuficiência cardíaca grave (úlcera em membros inferiores) (aumenta o retorno venoso); Tratamento Iniciar anticoagulante SC ou VENOSO (heparina não fracionada/heparina de baixo peso molecular) em dose plena após 48h iniciar anticoagulante VO (Marevan - Varfarina e Xarelto - Rivaroxabana) ajustado a dose para INR ⅔ vezes do valor normal. Suspendo heparina após 15 dias. Sem fazer uso de procedimentos estéticos, odontológicos, etc, devido ao risco de sangramento. Tromboembolismo Pulmonar Trombos venosos profundos se desprendem e se alojam na circulação pulmonar. Podem ir para circulação arterial no caso de forame oval patente (comunicação entre átrios). Ou defeito de septo atrial. Não ocorre troca gasosa – espaço morto fisiológico aumenta. Comprometimento da troca gasosa – hipoxemia. Hiperventilação alveolar. Aumento da resistência das vias aéreas – constrição de vias aéreas distais. Redução da complacência pulmonar. Hipertensão pulmonar – disfunção de VD – micro infarto de VD; TEP: maciça (pegam as raízes das pulmonares) / submaciça (subtroncos) / baixo risco (menores). TVP: MMII / MMSS / superficial. Exames Complementares Inespecíficos 1. Raio-X de Tórax: Não é capaz de visualizar o trombo. ● Importante para o diagnóstico diferencial; ● Se normal, reforça a suspeita de TEP (não existiria sinais outros que explicariam a suspeita); ● Atelectasias laminares, elevação da cúpula diafragmática; ● Não exclui ou confirma TEP. 2. Eletrocardiograma ● É incomum ser normal; ● Padrão S1-Q3-T3 - clássico; Incomum; EP maciça e cor pulmonale; Sugere TEP maciço. ● Taquicardia sinusal - mais comum - inespecífico - sobrecarga do ventrículo direito. ; 3. Gasometria Arterial ● Hipoxemia (baixa oferta de O2); ● Hipocapnia - baixa de pCO2 (pela taquipneia) (hiperventilação para compensar) 4. Ecocardiograma ● Útil no diagnóstico diferencial; ● Útil no prognóstico e estratificação de risco; ● Pode visualizar trombo no VD e no AD, dilatação de VD, trombo proximal (TE), hipertensão pulmonar; ● Disfunção de VD = pior prognóstico; 5. Bioquímica: ● Troponina - microinfartos de VD; ● BNP (proteína relacionada com a insuficiência cardíaca): dilatação de VD; ● D-dímero: caso normal, exclui a possibilidade de trombose; Recomenda-se: Um teste negativo exclui TEP em pacientes com baixa ou intermediáriaprobabilidade clínica, sem a necessidade de exames de imagem adicionais. Exames Complementares Específicos 1. Doppler de MMII 2. Cintilografia Ventilação - Perfusão Áreas de perfusão comparadas com áreas de ventilação. Se normal, exclui o TEP (elevado VPN). A não ser que a suspeita clínica seja muito forte. Se o paciente teve TEP prévio, pode dar falso positivo. Estudos indicam que geralmente não há diagnóstico. 3. Angiotomografia: Alto VPP em pacientes de alta probabilidade clínica e alto VPN em pacientes de baixa probabilidade clínica. 4. Arteriografia Pulmonar (reconstrução vascular) ● Padrão-ouro; ● Exame invasivo; ● Baixa disponibilidade; ● Usado em pacientes instáveis e que não podem usar trombolíticos se beneficiando da trombectomia por cateter. Tratamento Anticoagulação na Fase Aguda Heparina não fracionada - preferível em pacientes com insuficiência renal - controlar TTPa. Heparina de baixo peso molecular - 1mg/kg de 12 / 12 horas. TEP aguda não maciça. Iniciar Warfarin ao mesmo tempo até atingir INR 2-3 e depois suspender a heparina. Anticoagulante de longa duração: Anticoagulação: manter INR entre 2 e 3 Risco de sangramento: idade avançada (sobretudo > 75 anos), sangramento digestivo prévio (principalmente se causa não revertida) AVC prévio não cardioembólico, nefropatia, hepatopatia, uso concomitante de antiplaquetários, outras doenças graves, monitorização subótima e má adesão ao uso de anticoagulantes. Sem fatores de risco: mantém por 3 meses. Trombolíticos: Redução de sobrecarga e dilatação de VD; Avaliar se há instabilidade hemodinâmica e DVD; Faz: se houver instabilidade hemodinâmica e/ou choque; Filtro de Veia Cava: ● TEP aguda com contraindicação ou complicação com uso de anticoagulante; ● Recidivas de TEP mesmo com anticoagulação adequada; ● TVP proximal com alto risco de TEP. Paciente vai realizar embolectomia ou retirada do trombo por cateter. ● Pré-operatório de paciente que teve evento trombótico em 30 dias e não pode ser anticoagulação. 2° Bimestre (1) Insuficiência Crônica Renal 1. Cuidados ao Paciente com Doença Renal Crônica Doença Renal Crônica: termo geral para alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura, quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de prognóstico. Já não é revertida de forma espontânea ( já passou pela fase agudização); - A insuficiência renal é tida como uma doença de elevada morbimortalidade. - Diálise ´é a evolução final do paciente com DRC; Critérios para o diagnóstico da DRC (qualquer um dos seguintes presentes por + de 3 meses: a. Albuminúria (RAC (relação albumina-creatinina) 30 mg/g) b. Anormalidades no sedimento urinário (EAS pode ser sugestivo de IR); Ureia e Creatinina também. c. Distúrbios eletrolíticos e outros devido a lesões tubulares (sódio, potássio) d. Anormalidades detectadas por exame histológico; e. Anormalidades estruturais (rim policístico, por ex.) detectadas por exame de imagem (ex. atrofia na região cortical). USG e Tomografia (iodo é tóxico, logo, sem contraste); f. HIstória de transplante renal g. Ritmo de filtração glomerular diminuído; h. Ritmo de Filtração Glomerular < 60 ml/min por 1,73m² ( forma individualizada, a taxa de filtração glomerular); Classificação Estágios da DRC: Para melhor estruturação do tratamento dos pacientes com DRC, bem como para estimativa de prognóstico, é necessário que, após diagnóstico, todos os pacientes sejam classificados: Sociedade Americana 1. Funciona bem: porém já apresenta sinal de le6são (proteína ou sangue na urina); Hematúria, glicosúria; 2. Leve diminuição da filtração: apresenta lesão; 3. Diminuição moderada da filtração: apresenta lesão e alteração laboratorial; 4. Diminuição avançada da filtração: apresenta lesão, alteração laboratorial e aparecimento de sintomas; 5. Falência renal: necessidade de diálise ou transplante renal; Pacientes Estágio 1 e 2� Controle de doenças de base (Obesidade - também causa lesão endotelial e HAS - controle pressórico ideal: diminuir a lesão endovascular); a. Diminuir a ingestão de sódio (menor que 2g/dia), correspondente a 5g de cloreto de sódio, em adultos, a não ser se contra indicado; Dieta hipossódica. Está presente nos conservantes e outros alimentos e temperos. b. Atividade física compatível com a saúde cardiovascular e tolerância. Caminhada de 30 min a 5x por semana para manter IMC <25. c. Abandono do tabagismo; d. Controle da HAS; e. Para pacientes diabéticos: manter a Hb glicada em torno de 7% - Média de glicemia; Pacientes Estágio III/IV: 1. Correção da dose de medicações como antibióticos e antivirais de acordo com a TF; 2. Redução da ingestão de proteínas para 0,8 g/Kg/dia em adultos, acompanhado de adequada orientação nutricional, Cuidados Adicionais com o paciente com DRC: - Tratamento da anemia na DRC: Anemia é definida como concentração de Hb menor que 13 g/dL entre os homens e 12 entre mulheres; Dosagem de ferritina e o índice de saturação de transferrina. Reposição de Ferro e o uso de agentes estimuladores de eritropoiese (eritropoetina); - Tratamento dos Distúrbios do Metabolismo Mineral e Ósseo da DRC (devido à piora) Em relação aos distúrbios do metabolismo mineral e ósseo (MMO), deve-se considerar como parâmetros para o tratamento os valores de fósforo, PTH, vitamina D, apenas para pacientes com DRC nos estágios 3, 4 e 5. FLUXOGRAMA PARA AVALIAÇÃO DA DRC ● Atenção durante o acompanhamento: ● Excesso de volume de líquido, devido ao processo patológico; ● Nutrição alterada (inferior às exigências corporais), devida a anorexia, náuseas, vômitos e dieta restritiva; ● Não-aceitação do esquema terapêutico, devida às restrições impostas pela IRC e seu tratamento; ● Eliminação urinária prejudicada; ● Padrão de sono prejudicado; ● Baixa auto estima situacional; ● Constipação; ● Intolerância à atividade relacionada à fadiga, anemia e procedimentos de diálise; ● Integridade da pele prejudicada, devido ao congelamento urémico e alterações nas glândulas oleosas e sudoríparas; Diretrizes: (II) Obesidade Fator de risco agravante para doenças crônicas não transmissíveis como: a. Infarto do Miocárdio b. Hipertensão Arterial c. Diabetes Mellitus d. Aumento de morte por câncer Avaliação do Estado Nutricional de Adultos: Compreende todos os indivíduos com idade entre 20 e 60 anos incompletos; Para avaliação do estado nutricional de adultos são necessárias as informações: a. Peso b. Estatura c. Cálculo do IMC (CLASSIFICAÇÃO) Condução na UBS: Tratar as doenças de base. 1) Exame físico: ➔ Peso/Altura ➔ Circunferência Abdominal [classificação de risco aumentado para doenças cardiovasculares: Homens: >= 94cm; Mulheres: >=80 cm) - Crista ilíaca ântero-superior, paciente relaxado, mãos para baixo, sem roupa. ➔ Sinais Vitais (Pressão, FC, FR) 2) Outros exames devem se realizados em pacientes com excesso de peso (IMC > 25kg/m²) a. Lipidograma Triglicerídeos - < 150 mg/dL HDL - Colesterol - H: > 40 M: > 50 LDL - Colesterol - < 160 mg/dL Colesterol total Alterações dislipidêmicas: estatinas (diminui captação de gorduras); b. Glicemia - Resistência insulínica devido à obesidade; c. Função Tireoidiana: TSH, T3, T4, AntiTPO (doenças autoimunes) Além de todas as alterações que podem estar presentes, como citado acima, a função hepática também pode estar comprometida. Diante disso, pode ocorrer um acúmulo de gordura no fígado, caracterizando a EHNA (esteato hepatite não alcoólica). TGO e TGP só alteram quando estão num estágio grave da esteatose. Por isso, não entram como exames laboratoriais para obesidade (rastreio); Procedimentos Iniciais para Avaliação do Perfil Alimentar e Nutricional Entender as dificuldades, o que está disponível para o paciente, por exemplo. Identificar os vilões da dieta. 1. Avaliar os hábitos alimentares do adulto, a disponibilidade e a variedade de alimentos na família e o recebimento de benefícios (cesta básica, leite); 2. Avaliar o nível de atividade física: trabalho fora de casa, trabalhos domésticos,deslocamento, transporte, lazer, etc; 3. Avaliar exames bioquímicos 4. Avaliar outros dados clínicos e hábitos de saúde pertinentes (deficiências de micronutrientes, funcionamento intestinal, etc); Programas Adequados para Redução de Peso: 1. Proporciona uma ingestão calórica não inferior a 1200kcal/dia para ADULTOS NORMAIS; 2. Inclua alimentos que sejam aceitos pelo indivíduo, além do ponto de vista sociocultural; 3. Proporcione um balanço calórico negativo (não maior do que 500 a 1000 kcal/dia em relação à ingestão recomendada), provocando uma redução de peso gradual sem desequilíbrios metabólicos; A redução máxima de peso deve ser de 1kg por semana; 4. Utilização de técnicas de modificação comportamental (cozinhar com banha, por exemplo, a quantidade), de modo a identificar e eliminar hábitos dietéticos que contribuam para uma nutrição inadequada; Comer no sofá (sensores de saciedade); Atividade Física: Frequência: 5-7 dias por semana Intensidade: Inicialmente leve/moderada (40% a 60% da FC de Reserva), com progressão para intensidades mais elevadas; Exercícios físicos extenuantes não servem para perda de peso efetiva, apenas provocam aumento do risco de lesões; Pois não há massa muscular considerável; Medicamentos: Tratamento da Obesidade 1. Anfepramona (dietilpropiona); 2. Femproporex; 3. Mazindol; 4. Sibutramina; 5. Orlistate; Alternativos: Antidepressivos 1. Metformina 2. Fluoxetina 3. Sertralina 4. Topiramato 5. Bupropiona 6. Naltrexona 7. Bloqueio de recaptação de noradrenalina e serotonina, reduzindo a sensação de prazer associada à alimentação. Quando pensar em cirurgias bariátricas? As cirurgias bariátricas surgem como alternativa de tratamento quando os métodos anteriores não são efetivos ou de acordo com a indicação para cada paciente. 35-40 - Comorbidades: HAS, Diabético, problema de coluna. Técnica endoscópica: 1. Balão Intragástrico (balão insuflado com aprox. 400-500ml de soro com azul metileno): saciedade; Diminuição da ingesta calórica diária; 4-6 meses de tratamento limitado. Primeiramente para pacientes com grande risco cirúrgico (ou seja, primeira escolha para depois partir para cirurgia); Técnicas Restritivas, Disabsortivas e Mistas; 2. Banda Gástrica Ajustável (restritiva) 3. Gastrectomia Vertical: Restritiva a. resulta em adequada perda de peso e é considerada como uma opção de tratamento cirúrgico bariátrica definitiva; b. Restritiva, pois diminui a capacidade do seu estômago. c. Não há desvio no intestino; d. Benefícios: mecânico e endócrino; e. Mecânico: o estômago é reduzido no volume e na sua capacidade de distensão. O resultado é um reservatório de apenas 80-100ml. f. Endócrino: Ausência da Grelina (responsável pela sensação de fome), uma vez retirado parte do estômago. 4. Derivação gástrica em Y de Roux (by pass) - Cappella: Mista a. Consiste em construir um novo pequeno reservatório gástrico (estômago com cerca de 50 ml) e na anastomosar (costurar) este reservatório com o intestino mais baixo. b. Como efeito principal, esta técnica causa uma saciedade precoce e a perda do excesso de peso é de aproximadamente 70%; c. Deve atentar: reposição do complexo vitamínico e mineral de B12, bem como níveis séricos de Ferro, Cálcio, Vit D; 5. Tipos de Cirurgias Bariátricas: a. Restritivas b. Disabsortivas c. Mista Controle Pós-Operatório ● Monitorar aderência e recomendar atividade física aeróbica (mínimo 150 min/semana e objetivo: 300min/semana; incluir treino de resistência muscular 2-3x/semana); ● Manter avaliação nutricional; ● Ajuste da Pescrição ● Suplementação de Vitaminas Recuperação de Peso: ● Descumprimento às instruções de dieta; ● Falha cirúrgica; ● Fatores psicológicos e transtornos alimentares; Queimados Definição São lesões decorrentes de agentes (tais como energia térmica, química ou elétrica) capazes de produzir calor excessivo que danifica os tecidos corporais e acarreta a morte celular. Podem ser classificadas em queimaduras de primeiro, segundo ou terceiro grau. Classificação 1. Primeiro grau A pele costuma ficar avermelhada e pode descamar, mas não forma bolhas. É dolorosa, mas não costuma causar nenhum sintoma mais grave porque só atinge a camada superficial da pele. Queimadura superficial. 2. Segundo grau Atingem camadas mais profundas da pele. Apresentam bolhas, pele avermelhada, manchada ou com coloração variável, dor, inchaço, desprendimento de camadas da pele. 3. Terceiro grau Atingem todas as camadas da pele e podem chegar aos ossos. Apresentam pouca ou nenhuma dor e a pele branca ou carbonizada. Mais profunda. Menor dor devido à queima dos receptores norossensitivos da dor. Tratamento De Emergência Tratamento imediato de emergências: ➔ interromper o processo de queimaduras (fonte de calor). ➔ remover roupas, jóias, anéis, piercings e próteses. ➔ cobrir as lesões com tecidos limpos. Tratamento na sala de emergência: ➔ A - vias aéreas - avaliar a presença de corpos estranhos, verificar e retirar qualquer tipo de obstrução. ➔ B - respiração b1 aspirar as vias aéreas superiores, se necessário (ex: sangue). b2 administrar O2 a 100% (máscara umidificada) e, na suspeita de intoxicação por monóxido de carbono, mantenha a oxigenação por 3 horas. b3 suspeita de lesão inalatória: queimadura em ambiente fechado com acometimento da face, presença de rouquidão, estridor, escarro carbonáceo, dispneia, queimadura das vibrissas, insuficiência respiratória. b4 manter a cabeceira elevada (30°). ◆ indicação de IOT: ● Glasgow menor ou igual a 8; ● PaO2 menor que 60%; ● PaCO2 maior que 55 na gasometria; ● Dessaturação for menor do que 90 na oximetria; ● Edema importante de face e orofaringe; ➔ C - circulação - verificar a perfusão distal e o aspecto circulatório (oximetria de pulso). c1 avaliar se há queimaduras circulares no tórax, membros superiores e inferiores. c2 circunferencial de tórax - dificulta expansibilidade pulmonar - realiza escarotomia. c3 A escara consiste em tecido cutâneo duro e morto causada por queimaduras profundas de 2º ou 3º graus. Escarotomia é a incisão cirúrgica através da escara para liberar a constrição, restaurando assim a circulação distal e possibilitando ventilação adequada. ➔ D d1 avaliar traumas associados, doenças prévias ou incapacidades e adotar providências imediatas. ➔ E - expor a área queimada. ➔ F -acesso venoso f1 preferencialmente acesso venoso periférico e calibroso, mesmo em área queimada, e somente na impossibilidade desta utilizar acesso venoso central. f2 deixa os centrais para último caso; instabilidade hemodinâmica importante; impossibilidade do acesso periférico; Superfície Corpórea Queimada (Scq) ● Regra dos nove (urgência) Áreas nobres / queimaduras especiais: olhos, face, pescoço, mão, pé, região inguinal, grandes articulações (ombro, axila, cotovelo, punho, articulação coxofemoral, joelho e tornozelo) e órgãos genitais. Queimaduras profundas que atingem estruturas como ossos, músculos, nervos e/ou vários vasos desvitalizados. Hidratação ● Fórmula de Parkland: ○ 4 mL x % SCQ x peso (Kg) ● Idosos, portadores de insuficiência renal e ICC devem ter seu tratamento iniciado com 2-3 mL / % SCQ / Kg e necessitam de observação mais criteriosa quanto ao resultado da diurese (com risco semelhante de hiperhidratação) ● Usar preferencialmente soluções cristalóides - ringer com lactato. ● Fazer infusão de 50% do volume nas primeiras 8 horas e 50% nas 16 horas seguintes. ● Considerar as horas a partir da hora da queimadura. ● Precisa ter cuidado para não hiper hidratar o paciente. ● Utiliza-se a reposição com maior volume (4 mL) e faz reajuste nas próximas 24 horas. ● Para confirmar os resultados da hidratação faz-se o controle da diurese. Controle Da Diurese ● Grande queimado. ● Sondagem vesical de demora ● Manter entre 0,5-1 mL / Kg / hora. ● No trauma elétrico, manter em torno de 1,5 mL / Kg / hora. ● O trauma pode levar à uma insuficiência renal aguda; ● Perda para o 3° espaço -> pode gerar choque hipovolêmico; Tratamento Da Dor Instalaracesso intravenosos e administrar: ● Dipirona - 500 mg - 1 g em injeção endovenosa (EV); ● Morfina - 1 mL (ou 10 mg) diluído em 9 mL de solução fisiológica a 0,9% - considerando-se que cada 1 mL é igual a 1 mg. Diluição para dose de resgate e não causar complicações (depressão respiratória); Classificação De Queimadura Grave ● Extensão / profundidade maior do que 20% de SCQ em adultos; ● Extensão / profundidade maior do que 10% em crianças; ● Idade < 3 anos ou > 65 anos; ● Presença de lesão inalatória; ● Politrauma e doenças associadas; ● Queimadura química; ● Trauma elétrico (rabdomiólise -> insuficiência renal); ● Regiões nobres; ● Violência, maus tratos, tentativa de autoextermínio (suicídio), entre outras. Medidas Gerais Imediatas E Tratamento Da Ferida ● Limpar a ferida com água e clorexidina degermante 2%. Na falta desta, utilizar água e sabão neutro. ● Manter elevada a cabeceira da cama do paciente, pescoço em hiperextensão e membros superiores elevados e abduzidos, se houver lesão em pilares axilares. ● Administrar reforço antitétano para profilaxia. ● Administrar heparina subcutânea para profilaxia do tromboembolismo. ● Administrar bloqueador de receptor H2 para profilaxia da úlcera de estresse (resposta inflamatória). ● Curativo oclusivo em 4 camadas: ○ atadura de morim ou de tecido sintético (rayon) contendo princípio ativo sulfadiazina de prata a 1% para diminuir a perda de calor (CAMADA DE ADESÃO); ○ gaze absorvente / gaze de queimado; ○ algodão hidrófilo; ○ atadura de crepe; ● Restringir o uso de antibióticos sistêmicos profiláticos apenas às queimaduras potencialmente colonizadas e com sinais de infecção local ou sistêmica. Em outros casos, evitar o uso. Infecção Da Área Queimada ● Mudança da coloração da lesão. ● Edema de bordas das feridas ou do segmento corpóreo afetado. ● Aprofundamento das lesões. ● Mudança do odor (cheiro fétido). ● Descolamento precoce da escara seca e transformação em escara úmida. ● Coloração hemorrágica sob a escara. ● Celulite ao redor da lesão. ● Vasculite no interior da lesão (pontos avermelhados). ● Aumento ou modificação da queixa dolorosa; Critérios de Transferência para Unidades de Tratamento de Queimaduras 1. Queimaduras de 2° grau em áreas maiores que 20% da SCQ em adultos; 2. Queimaduras de 2°grau maiores que 10% em crianças ou maiores de 50 anos (grave); 3. Queimaduras de 3° grau; 4. Lesões em áreas nobres; 5. Queimadura elétrica (paralisia respiratória, contato com altas voltagens, ruptura de vasos calibrosos), química; 6. Lesão inalatória e circunferencial do tórax ou membros. Radioterapia Intervencionista Definição Radiologia intervencionista é uma subespecialidade médica que utiliza a radiologia não apenas para o diagnóstico, mas também para o tratamento de várias doenças através da associação de princípios clínicos e cirúrgicos. Associa a radiologia convencional (TC, RM) com a capacidade de intervenção sobre uma determinada doença. Radiologia + procedimentos invasivos com objetivo de fazer controle de doenças, biópsias e tratamentos. Não necessariamente vai fazer uma cirurgia. Está voltada para tratamentos diagnósticos e terapêuticos que levam o paciente a apresentar resposta clínica com menor trauma. Desvantagens: custo; não tem acesso facilitado, apenas alguns centros; exposição à radiação. Vantagens: menos mórbido para os pacientes no sentido de incisões; revitalização mais rápida; recuperação rápida; menos invasiva; paciente com grande risco cirúrgico; Mecanismo De Acesso Conduz instrumentos como cateteres por dentro de vasos sanguíneos para acessar órgãos profundos como fígado, rins e ossos. Utiliza cateteres, agulhas, sistemas de punção e fios-guia. Modalidades A radiologia intervencionista pode ser dividida em duas modalidades principais: 1. Radiologia intervencionista vascular Utiliza conceitos de hemodinâmica para ajudar os procedimentos em que, geralmente, um catéter é introduzido por punção de uma veia ou artéria, e segue por dentro dos vasos sanguíneos até atingir o órgão a ser tratado. ● Angioplastia - punciona a veia/artéria; utiliza o cateter para chegar até o alvo; coloca o stent na coronária; ● Quimioembolização - punciona veia; utiliza o cateter até encontrar o órgão onde está o tumor; emboliza o vaso que nutre o tumor; seca o vaso; tumor para de crescer pois foi embolizado por substância química. 2. Radiologia intervencionista não vascular Utiliza agulhas e drenos especiais que podem ser introduzidos pela pele, com o menor trauma local ou cicatrizes. ● Drenagem de via biliar - localiza o fígado; localiza a via biliar dilatada; entra na via biliar; drena; ○ não utiliza vaso, usa estrutura não vascular. (ex: canal biliar) ● Via nasal para realizar biópsia óssea (tumor esfenoidal). Radioablação Posiciona-se estrategicamente, diretamente no meio do tumor, através da pele, uma agulha ou um conjunto delas, capazes de criar um campo de calor que destrói o câncer, sem a necessidade de o paciente ser submetido a uma cirurgia, reduzindo bastante o risco cirúrgico e o tempo de internação. Localiza um tumor; entra com agulha fina; libera o raio de ablação; ocorre diminuição do tumor por ablação (calor); Crioterapia Destruição tumoral pelo frio. Pode ser realizada por via convencional (cirurgia aberta) ou por via rádio intervencionista. Catéter vai ao centro do tumor - “congela o tumor” - destruição tumoral.