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NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 31 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL 3. ÁLGEBRA DE BOOLE E SIMPLIFICAÇÃO DE CIRCUITOS LÓ- GICOS Como vimos na aula anterior, os circuitos lógicos para executar uma determi- nada função podem se tornar grandes e complexos, no entanto, geralmente esses circuitos obtidos podem ser simplificados e reduzidos, mantendo-se a mesma função lógica. Para entrar no estudo da simplificação dos circuitos lógicos, é preciso fazer um breve estudo da álgebra de Boole. 3.1. VARIÁVEIS E EXPRESSÕES NA ÁLGEBRA DE BOOLE As variáveis booleanas são representadas por letras, podendo assumir apenas dois valores distintos: 0 ou 1. 3.2. POSTULADOS DA COMPLEMENTAÇÃO Este postulado mostra como são as regras da complementação na álgebra de Boole. De acordo com este postulado 𝑨 é o complemento de 𝑨. Por meio do postulado da complementação, podemos estabelecer a seguinte identidade: 𝑨 = 𝑨. AULA 3 Observação: A álgebra de Boole, por meio de seus postulados, fornece proprieda- des, teoremas fundamentais e identidades, sobre as quais efetuamos as mencionadas simplificações lógicas. Na álgebra de Boole estão todos os fundamentos da eletrônica digital. Expressão booleana é a sentença matemática composta de termos cujas variá- veis são booleanas, podendo assumir como resultado final 0 ou 1. 1. Se: 𝐴 = 0 → 𝐴 = 1 2. Se: 𝐴 = 1 → 𝐴 = 0 NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 32 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL 3.3. POSTULADO DA ADIÇÃO Este postulado mostra como são as regras da adição na álgebra de Boole. De acordo com este postulado: Por meio do postulado da adição, podemos estabelecer as seguintes identida- des: Se: 𝐴 = 1, temos: 𝐴 = 0 e se: 𝐴 = 0 → 𝐴 = 1. Se: 𝐴 = 0, temos: 𝐴 = 1 e se: 𝐴 = 1 → 𝐴 = 0. Observação: O bloco lógico que executa o postulado da complementação é o inversor (porta lógica NOT). 1. 0 + 0 = 0 2. 0 + 1 = 1 3. 1 + 0 = 1 4. 1 + 1 = 1 𝑨 + 𝟎 = 𝑨 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 0 + 0 = 0 𝐴 = 1 → 1 + 0 = 1 Observe que o resultado será sempre igual à variável A. Observação: O bloco lógico que executa o postulado da complementação é o inversor (porta lógica NOT). 𝑨 + 𝟏 = 𝟏 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 0 + 1 = 1 𝐴 = 1 → 1 + 1 = 1 Observe que se somarmos 1 a uma variável, o resultado sempre será 1. 𝑨 + 𝑨 = 𝟏 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 𝐴 = 1 → 0 + 1 = 1 𝐴 = 1 → 𝐴 = 0 → 1 + 0 = 1 Observe que se somarmos uma variável ao seu complemento, teremos sempre o resultado 1. NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 33 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL 3.4. POSTULADO DA MULTIPLICAÇÃO Este postulado mostra como são as regras da multiplicação na álgebra de Boole. De acordo com este postulado: Por meio do postulado da multiplicação, podemos estabelecer as seguintes identidades: 𝑨 + 𝑨 = 𝑨 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 0 + 0 = 0 𝐴 = 1 → 1 + 1 = 1 Observe que se somarmos a mesma variável, o resultado será ela mesma. Observação: O bloco lógico que executa o postulado da adição é a porta lógica OU (OR). 1. 0 . 0 = 0 2. 0 . 1 = 0 3. 1 . 0 = 0 4. 1 . 1 = 1 𝑨 . 𝟎 = 𝟎 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 0 . 0 = 0 𝐴 = 1 → 1 . 0 = 0 Observe que todo número multiplicado por 0 tem o resultado 0. 𝑨 . 𝟏 = 𝑨 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 0 . 1 = 0 𝐴 = 1 → 1 . 1 = 1 Observe que se multiplicarmos por 1, o resultado sempre será A. 𝑨 . 𝑨 = 𝑨 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 0 . 0 = 0 𝐴 = 1 → 1 . 1 = 1 Observe que se multiplicarmos uma variável por ela mesmo, os resultados sem- pre serão iguais a A. NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 34 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL 3.5. PROPRIEDADE COMUTATIVA Esta propriedade é válida tanto na adição como na multiplicação e determina que a ordem das variáveis na expressão não altera o resultado. 3.6. PROPRIEDADE ASSOCIATIVA Esta propriedade é válida tanto na adição como na multiplicação e determina que a ordem em que as variáveis estão agrupadas não altera o resultado da soma ou do produto. 3.7. PROPRIEDADE DISTRIBUTIVA Esta propriedade determina que a multiplicação de uma variável por uma soma é igual à soma dos resultados das multiplicações dessa variável por cada uma das variáveis, dentro dos parênteses, separadamente. 𝑨 . 𝑨 = 𝟎 A pode ser 0 ou 1. Logo temos as possibilidades: 𝐴 = 0 → 𝐴 = 1 → 0 . 1 = 0 𝐴 = 1 → 𝐴 = 0 → 1 . 0 = 0 Observe que se multiplicarmos uma variável pelo seu complemento, o resultado da expressão sempre será 0. Observação: O bloco lógico que executa o postulado da multiplicação é a porta lógica E (AND). Adição: 𝐴 + 𝐵 = 𝐵 + 𝐴 Multiplicação: 𝐴 . 𝐵 = 𝐵 . 𝐴 Adição: 𝐴 + (𝐵 + 𝐶) = (𝐴 + 𝐵) + 𝐶 = 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 Multiplicação: 𝐴 . (𝐵 . 𝐶) = (𝐴 . 𝐵) . 𝐶 = 𝐴 . 𝐵 . 𝐶 Exemplo: 𝐴 . (𝐵 + 𝐶) = 𝐴 . 𝐵 + 𝐴 . 𝐶 NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 35 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL 3.8. 1º Teorema de De Morgan Os teoremas de De Morgan são muito úteis na simplificação de circuitos lógi- cos. O primeiro teorema de De Morgan determina que o complemento do produto é igual à soma dos complementos: (𝑨 . 𝑩) = 𝑨 + 𝑩 Para comprovar este teorema, montaremos a tabela-verdade de cada membro e compararemos os resultados: Podemos notar a igualdade entre ambas colunas. 3.9. 2º Teorema de De Morgan Este teorema é uma extensão do primeiro, onde podemos reescrevê-lo da se- guinte maneira: (𝐴 . 𝐵) = (𝐴 + 𝐵) → 1º 𝑡𝑒𝑜𝑟𝑒𝑚𝑎 Se substituirmos 𝐴 por 𝑋 e 𝐵 por 𝑌, temos: 𝑋 . 𝑌 = (𝑋 + 𝑌) Reescrevendo, em termos de A e B, temos: 𝑨 . 𝑩 = (𝑨 + 𝑩) → 𝟐º 𝒕𝒆𝒐𝒓𝒆𝒎𝒂 O segundo teorema de De Morgan determina que o complemento da soma é igual ao produto dos complementos: Para comprovar este teorema, montaremos a tabela-verdade de cada membro e compararemos os resultados: 𝑨 . 𝑩 1 1 1 0 A B 0 0 0 1 1 0 1 1 𝑨 + 𝑩 1 1 1 0 A B 0 0 0 1 1 0 1 1 𝑨 . 𝑩 1 0 0 0 (𝑨 + 𝑩) 1 0 0 0 Tabela 17: Tabela-verdade do 1º Teorema de De Morgan O 1º Teorema de De Morgan pode ser estendido para “N” variáveis: (𝐴 . 𝐵 . 𝐶 . … 𝑁) = 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 + ⋯ + 𝑁 Tabela 18: Tabela-verdade do 2º Teorema de De Morgan NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 36 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Podemos notar a igualdade entre ambas colunas. 3.10. IDENTIDADES AUXILIARES Deduziremos a seguir três identidades muito úteis na simplificação de expres- sões booleanas e circuitos lógicos. Para provar a validade desta identidade,devemos utilizar a propriedade distri- butiva, colocando em evidência no 1º termo a variável A: 𝐴 . (1 + 𝐵) = 𝐴 A partir do postulado da adição, sabemos que: 1 + 𝐵 = 1; logo: 𝐴 . (1) = 𝐴 Confirmando, portanto, que: 𝑨 + 𝑨 . 𝑩 = 𝑨. Para provar a validade desta identidade, devemos utilizar a propriedade distri- butiva, dessa forma temos: (𝐴 + 𝐵) . (𝐴 + 𝐶) = 𝐴 . 𝐴 + 𝐴 . 𝐶 + 𝐴 . 𝐵 + 𝐵 . 𝐶 A partir do postulado da multiplicação, sabemos que: 𝐴 . 𝐴 = 𝐴; logo: = 𝐴 + 𝐴 . 𝐶 + 𝐴 . 𝐵 + 𝐵 . 𝐶 Utilizando novamente a propriedade distributiva: = 𝐴 . (1 + 𝐶 + 𝐵) + 𝐵 . 𝐶 Sabendo que pelo postulado da soma 1 + 𝑋 = 1 e que pelo postulado da mul- tiplicação 𝐴 . 1 = 𝐴, temos que: = 𝐴 . (1) + 𝐵 . 𝐶 → = 𝐴 + 𝐵 . 𝐶 Logo confirmamos que: (𝑨 + 𝑩) . (𝑨 + 𝑪) = 𝑨 + 𝑩 . 𝑪. Sabendo que: 𝑋 = 𝑋; temos: O 2º Teorema de De Morgan pode ser estendido para “N” variáveis: (𝐴 + 𝐵 + 𝐶 + ⋯ + 𝑁) = 𝐴 . 𝐵 . 𝐶. … . 𝑁 1ª Identidade: 𝑨 + 𝑨 . 𝑩 = 𝑨 2ª Identidade: (𝑨 + 𝑩) . (𝑨 + 𝑪) = 𝑨 + 𝑩 . 𝑪 3ª Identidade: 𝑨 + 𝑨 . 𝑩 = 𝑨 + 𝑩 NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 37 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL 𝐴 + 𝐴 . 𝐵 = (𝐴 + 𝐴 . 𝐵) Utilizando o 2º teorema de De Morgan: (𝑿 + 𝒀) = 𝑿 . 𝒀, temos: = [𝐴 . (𝐴 . 𝐵)] Utilizando o 1º teorema de De Morgan: (𝑿 . 𝒀) = 𝑿 + 𝒀, temos: = [𝐴 . (𝐴 + 𝐵)] Aplicando a propriedade distributiva e sabendo que: 𝐴 . 𝐴 = 0, temos: = [𝐴 . 𝐴 + 𝐴 . 𝐵] → = (𝐴 . 𝐵) Utilizando novamente o 1º teorema de De Morgan: (𝑿 . 𝒀) = 𝑿 + 𝒀, temos: = (𝐴 . 𝐵) = (𝐴 + 𝐵) Logo confirmamos que: 𝑨 + 𝑨 . 𝑩 = 𝑨 + 𝑩. A seguir temos o quadro resumo das principais funções lógicas: POSTULADOS COMPLEMENTAÇÃO ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO 𝑨 = 𝟎 → 𝑨 = 𝟏 𝑨 = 𝟏 → 𝑨 = 𝟎 0 + 0 = 0 0 + 1 = 1 1 + 0 = 1 1 + 1 = 1 0 . 0 = 0 0 . 1 = 0 1 . 0 = 0 1 . 1 = 1 IDENTIDADES COMPLEMENTAÇÃO ADIÇÃO MULTIPLICAÇÃO 𝑨 = 𝑨 𝐴 + 0 = 𝐴 𝐴 + 1 = 1 𝐴 + 𝐴 = 𝐴 𝐴 + 𝐴 = 1 𝐴 . 0 = 0 𝐴 . 1 = 𝐴 𝐴 . 𝐴 = 𝐴 𝐴 . 𝐴 = 0 PROPRIEDADES COMUTATIVA ASSOCIATIVA DISTRIBUTIVA 𝑨 + 𝑩 = 𝑩 + 𝑨 𝑨 . 𝑩 = 𝑩 . 𝑨 𝐴 + (𝑩 + 𝐶) = (𝐴 + 𝑩) + 𝐶 = 𝐴 + 𝑩 + 𝐶 𝐴 . (𝑩 . 𝐶) = (𝐴 . 𝑩) . 𝐶 = 𝐴 . 𝑩 . 𝐶 𝐴 . (𝑩 + 𝐶) = 𝐴 . 𝐵 + 𝐴 . 𝐶 TEOREMA de DE MORGAN (𝑨 . 𝑩) = 𝑨 + 𝑩 (𝑨 + 𝑩) = 𝑨 . 𝑩 IDENTIDADES AUXILIARES 𝑨 + 𝑨 . 𝑩 = 𝑨 𝑨 + 𝑨 . 𝑩 = 𝑨 + 𝑩 (𝑨 + 𝑩) . (𝑨 + 𝑪) = 𝑨 + 𝑩 . 𝑪 Tabela 19: Quadro resumo dos postulados, propriedades, teoremas de De Morgan e identidades auxiliares NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 38 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL 3.11. SIMPLIFICAÇÃO DE EXPRESSÕES BOOLEANAS Utilizando todos os conceitos aprendidos anteriormente sobre a álgebra de de Boole, podemos simplificar expressões e, consequentemente, circuitos lógicos. Como exemplo, simplificaremos a expressão a seguir, utilizando os conceitos da álgebra de Boole: 𝑆 = 𝐴𝐵𝐶 + 𝐴𝐶 + 𝐴𝐵 Primeiramente, devemos evidenciar o termo A, dessa forma temos: 𝑆 = 𝐴(𝐵𝐶 + 𝐶 + 𝐵) Podemos, agora, aplicar a propriedade associativa, dessa forma temos: 𝑆 = 𝐴 [𝐵𝐶 + (𝐶 + 𝐵)] Sabendo que: 𝑋 = 𝑋; temos: 𝑆 = 𝐴 [𝐵𝐶 + (𝐶 + 𝐵)] Aplicando o segundo teorema de De Morgan no termo dentro de parênteses, temos: 𝑆 = 𝐴 [𝐵𝐶 + (𝐵𝐶)] Pelo postulado da adição, sabemos que 𝑌 + 𝑌 = 1, portanto, aplicando esse conceito ao termo “BC”, temos: 𝑆 = 𝐴 . (1) → 𝑺 = 𝑨 Observe que anteriormente, para executar a função lógica determinada, preci- saríamos desenvolver um circuito que utilizaria: duas portas lógicas E com duas en- tradas; uma porta lógica E com três entradas; duas portas lógicas NOT; uma porta lógica OU com três entradas. Após a simplificação percebemos que, neste caso, a saída “S” depende exclusivamente da variável “A”, ou seja, ao invés de construirmos o circuito citado anteriormente, conseguimos minimizar o circuito de forma que basta ligar a saída “S” diretamente à variável “A”, sem utilizar nenhuma porta lógica. A seguir, como outro exemplo, simplificaremos a expressão: 𝑆 = 𝐴𝐵𝐶 + 𝐴𝐵𝐶 + 𝐴𝐵𝐶 Para efetuarmos simplificações, existem basicamente dois processos. O pri- meiro deles é a simplificação pela álgebra de Boole; o segundo método é a sim- plificação através da utilização dos mapas de Karnaugh. NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 39 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Colocando 𝐴. 𝐶 em evidência nos dois primeiros termos, temos: 𝑆 = 𝐴 . 𝐶 . (𝐵 + 𝐵) + 𝐴𝐵𝐶 Sabendo que pelo postulado da adição: 𝐵 + 𝐵 = 1, temos: 𝑆 = 𝐴 . 𝐶 . (𝐵 + 𝐵) + 𝐴𝐵𝐶 = 𝐴 . 𝐶 + 𝐴𝐵𝐶 → 𝑺 = 𝑨 . 𝑪 + 𝑨𝑩𝑪 Novamente é possível observar a importância da simplificação das expressões booleanas, uma vez que, anteriormente precisaríamos de: três portas lógicas E com três entradas; seis portas lógicas NOT; uma porta lógica OU com três entradas; e após a simplificação, conseguimos minimizar o circuito, de forma que, necessitaríamos de apenas: uma porta lógica E com duas entradas; uma porta lógica E com três entradas; três portas lógicas NOT; uma porta lógica OU com duas entradas. 3.12. MAPAS DE KARNAUGH PARA DUAS VARIÁVEIS Vimos anteriormente o método de simplificação de expressões booleanas atra- vés da utilização de postulados, propriedades e identidades da álgebra de Boole. No entanto, também percebemos que essa simplificação pode se tornar complexa em alguns casos. Para simplificar e facilitar esse processo, estudaremos a simplificação de expressões booleanas por meio dos mapas de Karnaugh. A seguir, veremos o mapa de Karnaugh para duas variáveis: B B A A No para encontramos todas as possibilidades assumidas entre as possibilida- des A e B. Curiosidade: Mapa de Karnaugh é um método de simplificação criado por Edward Veitch no ano de 1952 e aperfeiçoado pelo engenheiro de telecomunicações Maurice Karnaugh. Tabela 20: Exemplo do mapa de Karnaugh para duas variáveis. NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 40 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL (a) (b) (c) (d) Com duas variáveis temos quatro possibilidades: Podemos distribuir as quatro possibilidades no mapa de Karnaugh da seguinte forma: B B A Caso 0 A B 0 0 Caso 1 A B 0 1 A Caso 2 A B 1 0 Caso 3 A B 1 1 Logo, podemos perceber que cada linha da tabela-verdade conta com a região própria no mapa. B B A A B B A A B B A A B B A A A B 0 0 → Caso 0 → 𝐴 𝐵 0 1 → Caso 1 → 𝐴 𝐵 1 0 → Caso 2 → 𝐴 𝐵 1 1 → Caso 3 → 𝐴 𝐵 Tabela 21: Possibilidades do Mapa de Karnaugh Observação: Regiões do mapa de Karnaugh: a) Região em que: 𝑨 = 𝟏. b) Região em que: 𝑨 = 𝟎 → (𝑨 = 𝟏). c) Região em que: 𝑩 = 𝟏. d) Região em que: 𝑩 = 𝟎 → (𝑩 = 𝟏). Tabela 22: Possibilidades tabela-verdade com duas variáveis Tabela 23: Distribuição das possibilidades no mapa de Karnaugh NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 41 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃOUNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Para compreendermos melhor o significado dos conceitos aprendidos, analisa- remos o exemplo a seguir: Utilizando o método desenvolvido na aula anterior, conseguimos obter a ex- pressão característica da função lógica a partir da sua tabela-verdade. Basta realizar a soma booleana dos casos em que a saída (S) é igual a 1, logo temos: 𝑆 = 𝐴 𝐵 + 𝐴 𝐵 + 𝐴 𝐵 Passando os casos da tabela verdade para o mapa de Karnaugh, obtemos: B B A 0 1 A 1 1 Após a colocação dos valores assumidos pela expressão em cada caso no mapa de Karnaugh, efetuaremos as simplificações utilizando o seguinte método: As regiões em que S é 1, que não puderem ser agrupadas, serão consideradas isoladamente. Para um mapa de duas variáveis, os agrupamentos possíveis são os seguintes: a) Quadra A B S 0 0 0 → Caso 0 → 𝐴 𝐵 0 1 1 → Caso 1 → 𝐴 𝐵 1 0 1 → Caso 2 → 𝐴 𝐵 1 1 1 → Caso 3 → 𝐴 𝐵 As regiões do mapa de Karnaugh são, portanto, os locais onde devem ser colo- cados os valores que a expressão assume nas diferentes possibilidades. Tabela 24: Tabela-verdade do exemplo Tabela 25: Mapa de Karnaugh do exemplo Tentaremos agrupar as regiões onde S é igual a 1, no menor número possível de agrupamentos e com os agrupamentos com maior número de elementos possível. NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 42 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Par 2 Par 1 Conjunto de quatro regiões, onde S é igual a 1. No mapa de duas variáveis é o agrupamento máximo proveniente de uma tabela em que todos os casos valem 1. B B A 1 1 A 1 1 b) Pares Conjunto de duas regiões onde S é 1, as quais têm um lado em comum, ou seja, são vizinhas. B B A 0 0 A 1 1 B B A 1 0 A 1 0 c) Termos isolados Regiões em que S é 1, sem vizinhança para agrupamentos. São os prórpios casos de entrada sem simplificação. B B A 0 1 A 1 0 Para o exemplo que estamos efetuando a simplificação, conseguimos realizar os seguintes agrupamentos: B B A 0 1 A 1 1 Tabela 26: Mapa de Karnaugh com quadra Tabela 27: Mapa de Karnaugh com pares Tabela 28: Mapa de Karnaugh com termos isolados Tabela 29: Agrupamentos para o exemplo NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 43 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Feito isso, basta escrevermos a expressão de cada par, ou seja, a região que o par ocupa no mapa. O par 1 ocupa a região em que A é igual a 1, então, sua expressão será: 𝑷𝒂𝒓𝟏 = 𝑨 O par 2 ocupa a região em que B é igual a 1, então, sua expressão será: 𝑷𝒂𝒓𝟐 = 𝑩 Dessa forma, somando os temos obtidos, temos: 𝑺 = 𝑨 𝑩 + 𝑨 𝑩 + 𝑨 𝑩 → 𝑆 = 𝑃𝑎𝑟1 + 𝑃𝑎𝑟2 → 𝑺 = 𝑨 + 𝑩 Como podemos notar, essa expressão simplificada é representada simples- mente por uma porta OU, isso ocorre porque a tabela-verdade usada como exemplo é a mesma da porta OU. Outro fato a ser notado é que a expressão obtida é visivelmente menor do que a extraída diretamente da tabela-verdade, permitindo a criação de um circuito mais simples e diminuindo, consequentemente, a dificuldade de montagem e o custo do sistema. 3.13. MAPAS DE KARNAUGH PARA TRÊS VARIÁVEIS O mapa de Karnaugh para três variáveis é desenhado da seguinte forma: B B A A C C C Para obtermos a expressão simplificada, basta somarmos os termos obtidos nos agrupamentos. Observação: Devemos notar que nenhum “1” ficou fora dos agrupamentos e, ainda, que o mesmo “1” pode pertencer a mais de um agrupamento, com o intuito de realizar agrupamentos com maior número de elementos. Tabela 30: Exemplo do Mapa de Karnaugh para três variáveis NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 44 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL (a) (b) (c) (d) (e) (f) B B A A C C C B B A A C C C Podemos distribuir as quatro possibilidades no mapa de Karnaugh da seguinte forma: B B A Caso 0 0 0 0 A B C Caso 1 0 0 1 A B C Caso 3 0 1 1 A B C Caso 2 0 1 0 A B C A Caso 4 1 0 0 A B C Caso 5 1 0 1 A B C Caso 7 1 1 1 A B C Caso 6 1 1 0 A B C C C C B B A A C C C B B A A C C C B B A A C C C B B A A C C C Tabela 31: Possibilidades do Mapa de Karnaugh com três variáveis Observação: Regiões do mapa de Karnaugh: a) Região em que: 𝑨 = 𝟏. b) Região em que: 𝑨 = 𝟎 → (𝑨 = 𝟏). c) Região em que: 𝑩 = 𝟏. d) Região em que: 𝑩 = 𝟎 → (𝑩 = 𝟏). e) Região em que: 𝑪 = 𝟏. f) Região em que: 𝑪 = 𝟎 → (𝑪 = 𝟏). Tabela 32: Distribuição das possibilidades no mapa de Karnaugh com três variáveis NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 45 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Logo, podemos perceber que cada linha da tabela-verdade conta com a região própria no mapa. Para efetuarmos a simplificação, seguiremos o mesmo processo visto para o caso de duas variáveis, porém neste caso surge ainda uma nova possibilidade: a) Oitava Agrupamento máximo, em que todas as localidades valem 1. Agrupamento de oito elementos. B B A 1 1 1 1 A 1 1 1 1 C C C Devemos observar que no caso de pares e quadras, apesar da variável C estar tanto do lado esquerdo, quanto do lado direito, devemos considera-la como uma única região, ou seja, é como se o agrupamento pudesse “dar a volta” e pegar elementos do outro lado (semelhante a um mapa mundi). Conforme exemplo a seguir, consegui- mos formar uma quadra: B B A 1 0 0 1 A 1 0 0 1 C C C Para obtermos a expressão simplificada, basta somarmos os termos obtidos nos agrupamentos, exatamente da mesma forma do que foi realizado no caso de ape- nas duas variáveis. 3.14. MAPAS DE KARNAUGH PARA QUATRO VARIÁVEIS A mesma lógica que já vimos para duas ou três variáveis se aplica também aos mapas de Karnaugh com quatro variáveis. O mapa de Karnaugh para quatro variáveis é desenhado da seguinte forma: Tabela 33: Exemplo de agrupamento de oito elementos - oitava Tabela 34: Exemplo de agrupamento de quatro elementos - quadra NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 46 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL C 𝐶 A B B A B D D D Podemos distribuir as quatro possibilidades no mapa de Karnaugh da seguinte forma: C C A Caso 0 0 0 0 0 A B C D Caso 1 0 0 0 1 A B C D Caso 3 0 0 1 1 A B C D Caso 2 0 0 1 0 A B C D B Caso 4 0 1 0 0 A B C D Caso 5 0 1 0 1 A B C D Caso 7 0 1 1 1 A B C D Caso 6 0 1 1 0 A B C D B A Caso 12 1 1 0 0 A B C D Caso 13 1 1 0 1 A B C D Caso 15 1 1 1 1 A B C D Caso 14 1 1 1 0 A B C D Caso 8 1 0 0 0 A B C D Caso 9 1 0 0 1 A B C D Caso 11 1 0 1 1 A B C DCaso 10 1 0 1 0 A B C D B D D D Para efetuar a simplificação, seguimos o mesmo processo para os mapas de três variáveis, que neste caso, o principal agrupamento será a oitava. Devemos ressaltar que, no mapa, os lados extremos opostos se comunicam, neste caso tanto na horizontal quanto na vertical, ou seja, é possível formar oitavas, quadras e pares com os termos localizados nos lados extremos opostos. Para obtermos a expressão simplificada, basta somarmos os termos obtidos nos agrupamentos, exatamente da mesma forma do que foi realizado no caso de duas e três variáveis. 3.15. MAPAS COM CONDIÇÕES IRRELEVANTES Em algumas situações práticas, veremos que as saídas em determinadas fun- ções lógicas terão condições irrelevantes (X), podendo assumir 0 ou 1, indiferente- mente para determinadas combinações de entrada. Tabela 35: Exemplo do Mapa de Karnaugh para quatro variáveis Tabela 36: Distribuição das possibilidades no mapa de Karnaugh com quatro variáveis NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 47 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Essa condição ocorre, principalmente, pela impossibilidade prática da combi- nação de entrada acontecer, o que veremos em algumas situações nas aulas poste- riores. Consideraremos como exemplo a tabela verdade a seguir: A B C D S 0 0 0 0 X 0 0 0 1 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 X 0 1 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 1 0 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 0 0 1 1 1 0 1 0 X 1 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 1 X 1 1 1 0 0 1 1 1 1 X Passando a tabela verdade para o mapa de Karnaugh com variáveis, temos: C 𝐶 A X 0 X 1 B 1 0 1 1 B A 0 X X 0 0 1 0 X B D D D Agruparemos, agora, as regiões que valem “1”, utilizando a condição irrelevante “X” para completar o agrupamento de forma que os grupos formados tenham o maior número de elementos possível. As condições irrelevantes que não puderem agregar para formar um agrupamento maior, devem ser consideradas como “0”, uma vez que, Tabela 37: Tabela-verdade da expressão booleana com condições irrelevantes - exemplo Para a utilização de “X” em mapas de Karnaugh, devemos, para cada condição irrelevante, adotar 0 ou 1, escolhendo sempre aquele que possibilitar melhor agrupamento e, consequentemente, maior simplificação. Tabela 38: Mapa de Karnaugh com condições irrelevantes - exemplo NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 48 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Quadra 𝐴 𝐷 1 Par 𝐴 𝐶 𝐷 1 Quadra 𝐴 𝐶 1 (a) (b) para uma maior simplificação devemos ter o um número mínimo possível de agrupa- mentos. C 𝐶 A X 0 X 1 B 1 0 1 1 B A 0 X X 0 0 1 0 X B D D D Podemos perceber que as condições irrelevantes pertencentes aos agrupa- mentos receberam valor “1”, e as deixadas de fora, receberam valor “0”. A expressão simplificada, para a tabela-verdade fornecida como exemplo, é formada por duas quadras e um par, tendo como resultado a expressão: 𝑺 = 𝑨 𝑪 + 𝑨 𝑫 + 𝑨 𝑪 𝑫 3.16. CASOS QUE NÃO ADMITEM SIMPLIFICAÇÃO Se transferirmos as tabelas-verdade de funções OU Exclusivo (XOR) e Coinci- dência (XNOR) para mapas de Karnaugh teremos: B B A 0 1 A 1 0 B B A 1 0 A 0 1 (a) 𝑺 = 𝑨 𝑩 + 𝑨 𝑩 = 𝑨 ⊕ 𝑩 (b) 𝑺 = 𝑨 𝑩 + 𝑨 𝑩 = 𝑨 ⊙ 𝑩 Tabela 39: Agrupamentos no Mapa de Karnaugh com condições irrelevantes - exemplo As expressões se encontram na forma de máxima simplificação, não havendo outra possibilidade, pois em cada mapa há dois termos isolados, que são as pró- prias expressões de entrada. Tabela 40: Agrupamentos no Mapa de Karnaugh com termos isolados NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 49 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL Termo isolado 𝐴𝐵𝐶 1 Par 𝐴 𝐶 1 3.17. PROBLEMAS RESOLVIDOS 1) Simplifique a expressão booleana: 𝑺 = [(𝑨𝑪) + 𝑩 + 𝑫] + 𝑪(𝑨𝑪𝑫) R: Aplicando o teorema de De Morgan ao 1º e 2º termos, obtemos: 𝑆 = (𝐴 + 𝐶 + 𝐵 + 𝐷) + 𝐶(𝐴 + 𝐶 + 𝐷) Agora, aplicando o teorema de De Morgan ao 1º termo e a propriedade distri- butiva ao 2º termo, temos: 𝑆 = A C D B + 𝐴 𝐶 + 𝐶 𝐶 + 𝐶 𝐷 Aplicando a identidade: X . X = 0, ao terceiro termo, temos: 𝑆 = A C D B + 𝐴 𝐶 + 𝐶 𝐷 Evidenciando o termo 𝐶𝐷, teremos: 𝑆 = 𝐶 𝐷(𝐴 𝐵 + 1) + 𝐴 𝐶 Aplicando a identidade: X + 1 = 1, ao primeiro termo, temos: 𝑆 = 𝐶 𝐷(1) + 𝐴 𝐶 → 𝑺 = 𝑪 𝑫 + 𝑨 𝑪 2) Simplifique a expressão obtida da tabela-verdade a seguir, utilizando o mapa de Karnaugh: A B C S 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 1 1 1 0 R: Transpondo para o mapa de Karnaugh e agrupando, temos: B B A 0 0 1 0 A 1 0 0 1 C C C Logo temos: 𝑺 = 𝑨 𝑪 + 𝑨 𝑩 𝑪 NÚCLEO DE ENSINO A DISTÂNCIA - NEAD Página | 50 Professor: Daniel Butters – danielmbutters@hotmail.com GRADUAÇÃO UNEC / EAD CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA DISCIPLINA: ELETRÔNICA DIGITAL REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS IDOETA, IVAN VALEIJE; CAPUANO, FRANCISCO GABRIEL. Elementos de Eletrô- nica Digital, 42. Ed. São Paulo: Érica, 2019. FLOYD, THOMAS L. Sistemas Digitais Fundamentos e Aplicações, 9. Ed. Porto Alegre: Bookman, 2007. BIGNELL, JAMES W.; DONOVAN, ROBERT. Eletrônica Digital, 1. Ed. 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