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Doenças exantemáticas Thaynara Silva Doença SARAMPO RUBÉOLA Ag. etiológico Morbilivírus Vírus RNA Família Paramyxoviridae Rubivírus Vírus RNA Família Matonaviridae Transmissão Direta, gotículas e secressões catarrais AEROSSÓIS GOTÍCULAS respiratórias Incubação 10-14 dias 14-21 dias (2-3 semanas) Quadro clínico Período prodrômico/ catarral: - Febre - Tosse - Coriza - Fotofobia - Conjuntivite não purulenta - Diarreia - Manchas de Koplik: branco-acizentadas com halo eritematoso na região dos pré-molares, não removível a manipulação (Sinal patognomônico de sarampo) Período exantemático: - Exantema maculopapular e morbiliforme com progressão craniocaudal lenta iniciando na região retroauricular. Evoluem com descamação furfurácea que poupa mãos e pés. - Aumento dos sintomas catarrais Fácie sarampinosa/ sarampenta - Febre moderada - Linfadenopatia retroauricular e pós-occipital - Mancha de Forchheimer - Poliartrite com artralgia - Exantema maculopapular rubeoliforme que surge em face e se estende craniocaudal. Evolui sem descamação. Duração < 3 dias. Complicações OMA (+ comum) Pneumonia (mata mais) Sinusite Laringite estridulosa Panencefalite esclerosante subaguda (PEES) Raras - Encefalite - Artralgia - Púrpura trombocitopênica Diagnóstico Suspeitar em todo paciente com febre e exantema maculopapular acompanhado de tosse e/ou coriza independente da idade e situação vacinal. Notificação obrigatória imediata Confirmação: Sorológico: IgM e IgG (12-15 dias após rash); PCR até o 5° dia pós rash Clínico Sorologia (IgM sérica) entre o 5°-10° dia após exantema Notificação compulsória imediata Diag diferencial Todas doenças exantemáticas Todas doenças exantemáticas Tratamento Sintomático e suporte Antitermico Repouso Hidratação Vitamina A: em pctes com 6-24 meses. Dose única. < 6 meses: 50.000 UI 6-12 m: 100.000 UI 12-24 m: 200.000 UI Sintomáticos Prevenção Imunização de bloqueio: vacinar contactante em até 72h (3 dias) Se < 1 ano de idade ou gestante: Não pode vacinar (vírus vivo atenuado) Gamaglobulina 0,25ml/Kg IM até 6 dias após exposição Imunização de bloqueio: Até 72h após contato Se < 1 ano de idade ou gestante: Não pode vacinar (vírus vivo atenuado) Gamaglobulina Doença ERITEMA INFECCIOSO EXANTEMA SÚBITO/ ROSÉOLA INFANTIL Ag. etiológico Parvovírus B 19 É um Erytrovírus Vírus DNA fita simples Família Parvoviridae Herpes vírus humano 6 e 7 (na primo-infecção) Vírua DNA Gênero: reseovírus Pico de incidência (6-9 meses) Transmissão GOTÌCULAS Transfusão sanguínea GOTÍCULAS Incubação 7-11 dias (incerto) 5-15 dias Quadro clínico Prodrômico: - Febre - Mal-estar - Rinorreia Exantema morbiliforme confluente que depois fica rendilhado. Inicia com rubor facial (Face esbofeteada). Pode envolver mãos e pés (Síndrome Papular-purpúrica em Luvas e Meias- SPPLM) Prodrômico: - Sintomas gripais - Rinorria - Inflamação faríngea - BEG na maioria das vezes - Febre elevada de difícil controle (3 a 5 dias após-> Exantema) Exantema maculopapular que inicia em tronco e tem disseminação centrífuga, sem descamação. Complicações Crise aplásica: parada transitória da produção de hemácias (mata os precursores eritróides) Crise aplásica é mais comum em: - Anêmicos - Portadores de Def. de G6PD - Talassemias - Anemia Falciforme Convulsão febril Meningoencefalites Sd mononucleose-like Hepatite Diagnóstico Clínico Hemograma: - Hb baixa - Leucócitos baixo - Reticulócitos baixo Sorológico: IgM anti- B19 RT-PCR Clínico Sorologias PCR Imunofluorescencia Tratamento Sintomáticos Explicar que o exantema aparecerá em exposição ao sol Ig EV se imunodepressão ou falência medular Se evoluir para síndrome aplásica: Transfusão de hemoderivados. Sintomáticos Orientar familiares que tem curso benigno e autolimitado. Imunocomprometidos-> Ganciclovir Doença MONONUCLEOSE INFECCIOSA ESCARLATINA Ag. etiológico Epstein-Barr vírus (EBV) Herpes vírus Humano- 4. Vírus DNA É um oncovírus associado a carcinoma nasofaríngeo, linfoma de burkitt Doença do beijo Bactéria: Streptococcus pyogenes/ Streptococcus beta hemolítico do grupo A de Lancefild infectado por bacteriófagos produtores de exotoxinas. Transmissão Secreções orais GOTÍCULAS Incubação 30-50 dias (4-6 semanas) 2-5 dias Quadro clínico Prodrômico: - Febre longa (1-2 sem) - Faringite dolorosa - Cefaleia - Mal-estar - Mialgia Tríade de Hoagland: - Faringite exsudativa branco acizentada - Linfadenopatia - Esplenomegalia Sinal de Hoagland: Edema periorbitário Exantema pruriginoso maculopapulr lixa fina, urticariforme ou petequial após uso de Penicilina (suspeita de amigdalite bacteriana)-> hipersensibilidade transitória à Penicilina Faringite estreptocócica Oroscopia: - edema - hiperemia - exsudato purulento - língua saburrosa que em 2 dias evolui para língua em framboesa. Dor abdominal: adenite mesentérica Exantema escarlatiniforme micropapular em lixa, que inicia no pescoço com distribuição centrífuga. Poupa regiões palmares e plantares. Evolui com descamação laminar. - Sinal de Filatov - Sinal de pastia Complicações Ruptura esplênica Ataxia Convulsões Paralisia nervo facial Metamorfopsia “Alice no país das maravilhas” Sd de Guillain-Barre Supurativas: - Abscesso retrofaríngeo Não supurativas: - Febre reumática - GNPE (edema, colúria, HAS) Diagnóstico Clínico Hemograma: - Linfocitose atípica - Neutropenia - Trombocitopenia Elevação de transaminases Sorologia: IgM Clínico Swab de orofaringe (não muito significativo) Aumento de ASLO (antiestreptolisina O) Aumento de Anti- DNase B Tratamento Sintomáticos (Paracetamol + AINES) Repouso Hidratação Suspender Alcool, ACO e atividade física por 3-4 sem até TGO e TGP normalizarem. Sintomas de gravidade: - Estridor laríngeo por faringite grave - desconforto respiratório alto CORTICOIDE IM dose única Imunossuprimidos-> Aciclovir ATB + Antitérmico Penicilina Benzatina < 25Kg: 600.000 UI IM dose única >25Kg: 1.200.000 UI IM dose única Amoxicilina VO por 10 dias Em caso de alergia a penicilina: - Clindamicina - Eritromicina Doenças de exantema papulovesicular Doença VARICELA (catapora) SÍNDROME MÃO PÉ BOCA Ag. etiológico Herpes vírus humano- 3 (HVH-3) Varicela Zóster (VZV) Vírus DNA Coxsakievírus A 16 RNA fita única Família picornaviridae Genero: enterovírus Pode ser causada por outros enterovírus como o enterovírus A 71 Uma mesma criança pode ter mais de uma vez Transmissão GOTÌCULAS e AEROSSOIS vertical GOTÍCULAS Contato direto com bolhas que tenha estourado Fecal-oral Fômites Vertical Incubação 10-21 dias 1-7 dias Quadro clínico - Febre baixa - Mal-estar - Anorexia - Cefaleia - úlceras brancas rasas na mucosa oral Exantema papulovesicular que inicia em couro cabeludo, face e pescoço. Distribuição centrífuga sem descamação. Máculas pruriginosas-> vesículas-> Pápulas com umbilicação central-> crostas-> não deixam cicatriz (se ficou cicatriz, provavelmente teve infecção secundária por bactéria). Polimorfismo regional: Pródromo: - Febre baixa - Irritabilidade - Anorexia Oroscopia: hiperemia de orofaringe com lesões vesiculares. Exantema maculopapulovesicular, com início em mãos, pés e nádegas. NÃO PRURIGINOSO Resolução em 1 semana Odinofagia Sialorreia Complicações Superinfecção bacteriana (S. aureus) Fasciite necrosante Pneumonia por varicela Encefalitte Ataxia cerebelar aguda Herpes-Zoster Sd de Reye: - Confusão mental; - Convulsão; - Dano hepático; - Náuseas; - Vômitos; - Cefaleia; - Delírio. Pneumonite Meningoencefalite Miocardite Desidratação (aftas dolorosas, criança não quer engolir) Diagnóstico Clínico Hemograma: - leucopenia até 72h do exantema - Linfocitose após 72h PCR (importante para imunodeprimidos) Não faz sorologia Clínico CID: B 08.4 Diag diferencial Impetigo (crosta é milicérica) Estrófulo Escabiose Herpangina (também causada por enterovírus): Febre alta, dor de garganta e disfagia, Linfadenopatia cervical. Vesículas e úlceras APENAS em orofaringe posteriorTratamento Sintomáticos: NÃO usar salicilato (aumenta chance de Sd de Reye) Anti-histamínico ATB se infecção secundária Cortar as unhas # Não é mais indicado banho de pergamanato de potássio (pois resseca a pele aumentando o prurido e aumentando a chance de infecção secundária) ISOLAMENTO DE CONTATO E AÉREO Quando usar Aciclovir? - Crianças imunocomprometidas - Crianças com doenças crônicas cutâneas ou pulmonares; - Adolescentes > 13 anos NÃO GRÁVIDAS - Herpes- Zoster - Uso crônico de salicilatos (ex: criança com Dça de Kawasaki) Aciclovir VO ambulatorial ou EV hospitalar - Diminuir o ciclo da doença. Herpes não tem cura! Suporte Antipiréticos Anti-histamínicos Hidratação Evitar alimentos ácidos e muito quentes Casos graves com complicações: Imunoglobulina humana 1 a 2 g/Kg Prevenção PNI: tetraviral (SCRV) 15 meses e 4 anos Imunização de bloqueio: Nos contactantes até 72h pós exposição - creche - enfermaria hospitalar Imunoglobulima específica (VZIg) - Até 96h após exposição - Imunocomprometidos - RN de mãe que teve varicela 5 dias antes ou até 2 dias após o parto - Gestante Lavar as mãos Trocar fronhas e lençóis Isolamento durante o período da doença 7-10 dias Vasculite Doença DOENÇA DE KAWASAKI Ag. etiológico Desconhecido 2° vasculite mais comum na infância (só perde pra Sd de Henoch-Sholein) Vasculite sistêmica que acomete artérias de médio calibre Predomina em meninos Mais comum em asiáticos Pico de incidência entre 18 e 24 meses Quadro clínico Febre elevada refratária a ATB (estende-se por mais de 5 dias) · Conjuntivite não purulenta bilateral · Mucosite · Língua em framboesa · Linfadenopatica cervical não supurativa · Exantema maculopapular polimorfo que afeta intensamente região inguinal · Eritema e tumefação de mãos e pés, descamação dos dedos das mãos e pés Envolvimento cardíaco: - Miocardite - Taquicardia - Redução da função ventricular - Pericardite - Aneurisma de artéria coronária (CD e DA) Fase aguda: 1-4 sem => aumento do VHS e PCR Fase subaguda > 4 sem => Plaquetose e diminuição do VHS e PCR Fase de convalescença: normalização dos exames dentro de 8 semanas Complicações Superinfecção bacteriana (S. aureus) Fasciite necrosante Pneumonia por varicela Encefalitte Ataxia cerebelar aguda Herpes-Zoster Sd de Reye: - Confusão mental; - Convulsão; - Dano hepático; - Náuseas; - Vômitos; - Cefaleia; - Delírio. Diagnóstico Critérios diagnósticos: Febre > 38,9°C por 5 dias ou mais + 4 dos seguintes: · Conjuntivite bilateral · Alterações da mucosa da orofaringe (Mucosite, língua em framboesa...) · Adenopatia cervical ≥ 1,5 cm geralmente unilateral sem supuração · Exantema principalmente em tronco · Acometimento de extremidades (edema eritema, descamação) Diag diferencial Escarlatina (língua em framboesa) Síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P) Conduta Solicitar ecocardiograma bidimensional: · Ao diagnóstico; · 2°-3° semana; · Final da doença Imunoglobulina humana EV (Ig EV) 2g/Kg dose única por infusão contínua por 12 h + AAS em alta dose (100mg/kg/dia) no máximo até 10 dias para reduzir as chances de aneurisma coronariano. Posteriormente: AAS 3-5 mg/Kg/dia (pode ser associado a clopidrogel ou Varfarina) Se refratário: Pulsoterapia com Metilprednisolona Prognóstico Resolução do aneurisma em 1-2 anos Principal causa de morte: IAM Dengue - Vírus da Dengue 1, 2 3 e 4 - Plaquetopenia mais grave 1 dia depois da defervecência Paciente atendido no Pronto Atendimento Infantil de Rondonópolis Prova do laço positiva em paciente pediátrico em consulta de puericultura