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SOCIEDADE EDUCACIONAL DO VALE DO RIO TAPAJÓS - SERT 
FACULDADE DO TAPJÓS - FAT 
CURSO DE LINCENCIATURA EM PEDAGOGIA 
VIIPERÍODO 
 
 
 
 
 
DÉBORA SOUZA GOMES 
RAYLENE SOUSA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAPA MENTAL: EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITAITUBA/PA 
2023 
DÉBORA SOUZA GOMES 
RAYLENE SOUSA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
MAPA MENTAL: EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho avaliativo para obtenção de nota 
apresentado a disciplina de Educação Profis-
sional, no VII período do curso de Pedagogia 
orientado pela Docente: Mara Nascimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ITAITUBA/PA 
2023 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Educação Profissional Origem: Socie-
dade primitiva 
Com base na pedagogia da observa-
ção, prática, repetição, baseado no 
erro e acerto por meio da espontanei-
dade da experiência. 
A partir da Era agrícola: O homem 
deixa de ser nômade, o que leva a 
apropriação da terra. 
Estratificação social 
Educação pro-
fissional dual 
Ensino de chefia 
Braçal e artesanal: 
escravos e serviçais 
A educação profissional, segundo Manfredi (2002, p.34), vem “Se cons-
truindo ao longo da história das sociedades humanas, variando de acordo com 
os modos de organização da população e de distribuição de riqueza e poder”. 
A origem da educação profissional começou na era primitiva, baseando-se na 
repetição por meio de erro e acertos, das experiências de saberes acumulados 
pela cultura e pela história. 
 Quando o homem deixou de ser nômade, ou seja, na Era agrícola, 
ocorreu a apropriação da terra, havendo a estratificação social que fez surgir 
uma educação dual, estabelecendo ensino privilegiado para àqueles que as-
sumiriam as chefia e ensino profissionalizante para o trabalho braçal que era 
designado para os escravos e serviçais. 
 Mediante o exposto, a educação profissional historicamente se mo-
dificava de acordo com posições econômicas e políticas de cada época, influ-
enciando o modo das condições de trabalho, visando as competências e habi-
lidades. Portanto, a relação entre trabalho e educação é explícita, no sentido 
de que o conhecimento é relacionado ao processo de trabalho, ou seja, à prá-
tica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na época da Grécia Antiga, a sociedade se mantinha pela utilização do trabalho 
escravo e a escola era o lugar do ócio e da prática de esportes. As funções intelectuais 
ficavam restritas a uma pequena parcela da sociedade. Cada polis (cidade), tinha sua 
própria organização social e algumas admitiam a escravidão, por dívida ou guerras cada 
polis tinha sua própria organização social e algumas, admitiam a escravidão, por dívida 
ou guerras (SAVIANI, 2003). 
Na Idade Média, “quem se dedicava ao trabalho intelectual era a parcela, funda-
mentalmente, concentrada no clero. As escolas, naquele momento histórico se restrin-
giam a essa parcela e, por isso, eram chamadas Escolas Monacais” (SAVIANI, 2003, p. 
134). Esta sociedade era sustentada pelo trabalho servil, pelo cultivo da terra, desenvol-
vido segundo técnicas simples e reiterativas que não exigiam a incorporação de conhe-
cimentos sistemáticos. 
Na Idade Média, o trabalho era considerado uma atividade desprezada, pois, a 
sociedade feudal era dividida entre senhores (donos de terras) e os servos, camponeses 
que trabalhavam em troca de moradia e proteção, além disso, devido a divisão de clas-
Grécia Antiga Trabalho escravo 
Escola de esportes Intelectualização para pequena 
parcela abastada 
Idade Média 
Educação profissional fora dos ambientes 
escolares 
Escola: empregada para o 
desenvolvimento intelectual 
“Clero” 
O trabalho era servil, pautado no cultivo da terra, 
segundo técnicas simples e não sistematizadas 
ses, muitos não possuíam recursos financeiros para manter seus filhos na escola. A Edu-
cação e o Trabalho na Idade Média eram altamente influenciados pela religião e pelo 
status social. Nos primeiros séculos, a educação era uma questão exclusiva do clero e 
destinada aos filhos da nobreza que buscavam o estudo das artes, da filosofia e da teo-
logia. O objetivo era formar intelectuais para o serviço da Igreja Católica e do Estado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“O capitalismo até pagava o ajuste valor da força de trabalho, porém somente uma 
parte, para sua subsistência, promovendo cada vez mais o lucro e o poder do emprega-
dor” (PARO, 2002, p. 43). Segundo o autor a educação profissional no capitalismo é vista 
como um meio para garantir que as pessoas tenham as habilidades necessárias para 
desempenhar as funções requeridas pelas empresas em diferentes setores da economia. 
No entanto, muitas vezes, a educação profissional é vista como uma alternativa de 
segunda categoria para aqueles que não tiveram acesso à educação formal. Isso ocorre 
porque a educação profissional é frequentemente associada a trabalhos manuais e mal 
remunerados. 
Em suma, a educação profissional no capitalismo desempenha um papel vital na 
economia, mas deve ser cuidadosamente concebida e implementada para garantir que 
atenda às necessidades dos indivíduos e da sociedade como um todo, e não apenas às 
Capitalismo 
Escola como instrumento de viabilidade da pose, 
do poder e do lucro 
Revolução Industrial 
Século XVIII 
Escola atendendo o 
povo, mercado produtivo 
Criação e expansão das escolas de 
Artes e ofícios 
Consolidou a configuração da educação 
profissional, do final do século XVIII e iní-
cio do Século XIX até a atualidade 
Qualidade na educação escola de 
ciência aos futuros dirigentes e es-
cola profissional aos trabalhadores, 
como exemplo, para manutenção, 
ajustes e reparos das máquinas 
A educação escolar intelectualizadas 
das classes “inferiores” significaria co-
nhecimento e empoderamento, atrapa-
lhando os poderosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
necessidades imediatas do mercado de trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Educação profissional no 
Brasil 
1808 cursos profissionalizantes da 
marinha 
1809 criação do colégio de fábri-
cas 
1858 criação da escola de artes e 
ofícios 
1909 criação de escolas de apren-
dizes artifícios 
1910 oficinas de carpintaria e de ar-
tes decorativas, cursos de tornearia, 
de mecânica e de eletricista 
1930 formação para cursos humanos 
1931 ensino profissional comercial 
1937 escolas vocacionais 
1940 formação profissional para o comércio 
e indústria 
1942 criação do SENAI 
1946 criação do SENAC e do ensino Agrí-
cola 
1961 LDB n° 4024, passagem do ensino 
profissional para o secundário 
1971 LDB 5692, profissionalização no se-
gundo grau 
1978 Criação dos três primeiros Centros fe-
derais de Educação Tecnológica (CEFET) 
1994 criação do sistema nacional de educa-
ção tecnológica 
1996 LDB 9394, Ensino médio prepara para 
o trabalho e cidadania 
1997 criação do Programa de Expansão da 
Educação Profissional (PROEP) 
Embora no Brasil colonial já estivessem presentes artífices, mecânicos e tecelões 
que transmitiam seus conhecimentos de maneira simples e assistemática, segundo Ra-
mos (2011, p. 3), até o século XIX não existem indícios de uma educação profissional 
organizada de forma sistêmica aqui no Brasil, o que existe é uma modelo de educação 
propedêutica destinada aos filhos da classe dominante. 
Em meio a regulamentações do ensino profissional, o Decreto-lei nº 4.073, de ja-
neiro de 1942, Lei Orgânica do Ensino Industrial, trouxe no seu corpo legislativo alguns 
aspectos positivos quanto à organização desse ramo de ensino. Paralelo a isto, segundo 
Saviani (2007), o caráter dualista que separou o ensino secundário do ensino profissional 
veio ratificar a prerrogativa ao ramo secundário deascensão a qualquer carreira de nível 
superior. 
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira - LDB, nº. 5.692, de 11 de 
agosto de 1971, no governo do então Presidente Emilio Garrastazu Médici, torna, de ma-
neira compulsória, o ensino técnico profissional em todo currículo do segundo grau. Nesta 
ótica, um novo paradigma se estabelece na tentativa de formação de técnicos sob o re-
gime da urgência, para atender as demandas da época. Logo, as Escolas Técnicas Fe-
derais aumentam expressivamente o número de matrículas e implantam novos cursos 
técnicos. Em 20 de novembro de 1996 foi sancionada a Lei 9.394 considerada como a 
segunda Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que vem dispor sobre a Educação Pro-
fissional em um capítulo apartado da Educação Básica, superando assim enfoques de 
assistencialismo e de preconceito social, vislumbrados nas primeiras ordenações legisla-
tivas de educação profissional do país. 
Percebe-se um interesse do Governo em investir na educação profissional, princi-
palmente buscando qualificar profissionais para o desenvolvimento da indústria brasileira. 
No entanto, a intenção maior sempre foi preparar uma mão de obra necessária para o 
interesse e desenvolvimento do mercado, e essa preparação ocorreu de forma assisten-
cialista, destinada aos economicamente menos favorecidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Téc-
nico, portanto, estão centradas no conceito de competências por área. Do técnico será 
exigida tanto uma escolaridade básica sólida, quanto uma educação profissional poliva-
lente. A revolução tecnológica e o processo de reorganização do trabalho demandam uma 
completa revisão dos currículos, tanto da educação básica quanto da educação profissio-
nal, uma vez que é exigido dos trabalhadores, em doses crescentes, maior capacidade de 
raciocínio, autonomia intelectual, pensamento crítico, iniciativa própria e espírito empre-
endedor, bem como capacidade de visualização e resolução de problemas (BRASIL, 
1999a, p. 19-20). 
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico 
estabelecem que o currículo deve abranger o desenvolvimento de competências gerais e 
específicas, bem como conteúdos teóricos e práticos, que compreendem conhecimentos 
básicos e habilidades para a execução de tarefas profissionais. O currículo deverá ser 
orientado para o desenvolvimento de competências profissionais, permitindo ao aluno ad-
quirir conhecimentos, habilidades e ferramentas necessários para se desenvolver e atuar 
como profissional qualificado na área. Além disso, o currículo deverá contemplar conteú-
dos transversais, como direitos humanos, gênero, meio ambiente, empreendedorismo e 
empregabilidade. 
No âmbito das organizações, a capacidade de articular, mobilizar e colocar em ação 
valores, conhecimentos e habilidades é uma competência essencial para o desempenho 
bem-sucedido. Por meio desta capacidade, as organizações podem desenvolver e imple-
mentar estratégias de crescimento e desenvolvimento, além de gerir eficazmente recursos 
Domínio operacional de 
determinado 
 
 
Educação Profissional 
na Atualidade. Apreensão da saber 
tecnológico 
Preparação para tomada 
de decisões 
Valorização da Cultura 
do Trabalho. 
humanos, materiais e financeiros. Esta competência permite que as organizações se man-
tenham ágeis, adaptando-se rapidamente às mudanças e às novas demandas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desafios e Dilemas do século 
XXI 
 
 
 
Mundo Globalizado da sociedade 
do conhecimento. 
 
 
 
 
 
Interagir com máquinas 
sofisticadas e inteligen-
tes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O termo emprego é substituído 
por trabalho. 
Atividades produtivas dependem 
de conhecimento. 
Trabalhador precisa 
ser criativo, crítico, 
pensante, atuante e 
adaptativo. 
Valorização da intelectualidade, 
desvalorização dos braçais. 
De acordo com o novo paradigma da Educação Profissional, a laboralidade ou tra-
balhabilidade assume o foco principal, num período em que o processo de globalização e 
as ferramentas tecnológicas avançam cada vez mais rapidamente, exigindo continua reci-
clagem de conhecimentos para competir e sobreviver no mundo dos negócios (BRASIL, 
2000). 
Dessa forma, a laborabilidade é um conceito que se refere à capacidade de inserção 
de um profissional no mercado de trabalho, tendo em vista sua capacidade de se adaptar 
às exigências do ambiente empresarial. Para isso, os profissionais precisam estar aptos a 
desenvolver competências específicas que sejam relevantes para as atividades a que se 
destinarão. Assim, a Educação Profissional tem como foco a formação de trabalhadores 
competentes, que desenvolvam habilidades específicas e que sejam capazes de atuar de 
forma independente no mercado de trabalho. Além disso, a Educação Profissional também 
se preocupa em proporcionar aos alunos oportunidades de aprendizagem. 
A globalização também promoveu a desvalorização da mão de obra em alguns se-
tores da economia e a desigualdade entre países ricos e pobres. No entanto, o aumento 
da produtividade, o crescimento dos mercados financeiros, a ampliação dos canais de 
comunicação e o acesso a serviços avançados, como a educação, são alguns dos bene-
fícios que ela trouxe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências: 
BRASIL. Lei De Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN 9394/96. Disponível 
em:<http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf>. Acesso em: 15Abr. 2023. 
 
GARCIA, A.C.;DORSA, A. C.; OLIVEIRA, E. M. Educação Profissional no Brasil: ori-
gem e trajetória. Revista Vozes dos Vales – UFVJM – MG – Brasil – Nº 13 – Ano VII – 
05/2018. Disponível em: www.ufvjm.edu.br/vozes. 
 
MANFREDI, S.M. Educação profissional no Brasil. São Paulo: Cortez (2002). Disponí-
vel em: http:www.eses.pit/interacces. Acesso em 01 de Mar. de 2023.PARO, V. H. Admi-
nistração Escolar, introdução crítica. 12° edição. São Paulo. Cortez, 2002. 
 
____ . Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Referenci-
ais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico. Brasília: MEC/SE-
TEC, 2000. Disponível em: <http://portal. mec.gov.br>. Acesso em: 15Abr. 2023. 
 
VIEIRA. A. M.; JUNIOR. A.; A educação Profissional no Brasil. Paraná, 2016. Disponível 
em: http://www.eses.pt/interaccoes. Acesso: 01 de mar. de 2023. 
http://www.ufvjm.edu.br/vozes

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